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"Ah, minha romântica cabeça de
poeta sempre foi assim...
Quando os tiros soam, voam os sonhos dentro de
mim!"
Mongol
De alma arejada, eu sei que sou poeta
Eu sou aquela que abre as cortinas
Escrevo em palcos que a noite encerra
Vou renascendo em meio as ruínas.
Eu semeio a vida num papel em branco
Eu dou a luz a um quintal escuro
Mergulho em asas doces do passado
Decolo em asas certas do futuro.
Eu sou poeta... Eu sou mulher do povo.
Trago em meu peito sonho e ilusão
E venho agora, pedindo de novo
Uma só migalha, uma fatia da pão
Que me mate a fome, que me alimente
Para que meus versos possam revelar
Tudo o que crio, usando a minha mente
Para a poesia ter o seu, o meu lugar.
O poeta, é certo, nasce em todo berço
Onde a emoção embala docemente
Todas as cantigas que entoam mundos
Para que ele viva e brilhe eternamente.
Edição: Neli Neto
Música: Endless Love
21.03.05 |