VEIA POÉTICA
Luiz Poeta


Corto meu peito, deixo o sangue desenhar
Na folha em branco, meu canto de passarinho
É indelével este jeito de sonhar...
Porque a poesia, onde pousa, faz seu ninho.

Canto meu canto, se tu queres me escutar,
Apenas lê, apenas vê, apenas canta
Junto comigo, com meu jeito de cantar
O meu silêncio e minha dor... que nem é tanta.

A emoção sangra meu ser, a minha veia
Ainda comporta anseios de um sonhador
Que vê nas ondas muito mais que uma sereia,
Que vê no céu bem mais que um anjo sedutor.

A inefável solidão, tão repentina
Desenha pétalas de amor na folha branca
E cada verso é um rastro de bailarina
Que se ilumina pelo amor da dor mais franca.

A emoção é uma canção que um verso pinta
Na tela clara da ilusão de um poeta
A fantasia só se esvai se acaba a tinta
E a saudade no silêncio se aquieta.

Canto meu canto de amor quando me canto
E quando a dor nasce da flor da solidão;
O meu amor é o cantor dos acalantos
Feitos de encantos... dentro do meu coração

 

Edição: Neli Neto
Música: Endless Love

21.03.05

 
 
 


Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre AQUI o seu e-mail


Envie esta página
para alguém especial