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Esculturas no gelo... níveas...lindas... etéreos
monumentos
que duram até que os raios do Sol, rei maldoso e
inclemente
as derretam, as tornem água, as levem de repente
pois são rainhas que reinam... apenas por
momentos.
Esculturas na praia... pequenas mãos que dançam
com destreza
erguendo castelos com torres, pontes, guardas e
ameia,
mas se o vento vem, retornarão a ser pequenos
grãos de areia
e vão morrer entre conchas no mar, doridas, com
tristeza...
Esculturas de ferro... ah! têm o gostoso sabor da
eternidade
são gigantescas, fortes, e as mãos que as esculpem
são dos que - néscios - esquecem do mal pungente
da ferrugem
e assim seus nomes jamais ficarão para a
posteridade..
Por isso cremos no "Non Omnia Moriar" - "Não
Morrerei de Todo"
o sábio, inteligente e belo lema da botucatuense
Academia.
Porque passe o tempo que passar, jamais seremos
escultura fria
pois esculpimos a vida com letras, rimas, garra e
total denodo.
Mas, como o Dia da Poesia hoje é de todos, é
internacional,
vamos saudá-la, torná-la alegre, feliz, festiva e
alvissareira,
porque entre poetas sabemos que não pode haver
fronteira
pois chorar, sorrir, falar do amor e do existir...
é tema universal.
Edição: Neli Neto
Música: Endless Love
21.03.05 |