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É apenas a sala de um tribunal.
Só que ali, agora, um anjo de Natal ouve as estórias de vidas como se fossem roteiros de novelas mas sem o final feliz que o roteirista dá.
O relógio na mesa, sob o anjo, também ouve e lamenta não ter poder sobre os ponteiros para fazê-los girar depressa na agonia e mais devagar nos instantes de alegria.
Lamentam ambos ser decoração quando ouvem sentenças e não podem interferir para que quem as dite, siga as leis do coração. |