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Quando se é jovem a velocidade é máxima para
o viver. Nada constitui barreira, todos os
minutos têm que ser intensos. Não existem
perigos, nada pode deter a vontade de
freneticamente um jovem viver.
E a sensação é de que o tempo é lento demais
e não acompanha o ritmo da vontade e do
corpo de um jovem.
Acho que os jovens vivem muito mais
intensamente o presente, vivem o hoje sem
pensar no depois, no amanhã.
Para os mais velhos a velocidade está no
próprio tempo, o tempo é muito veloz, se
esvai, envelhece-se rapidamente, quando o
corpo já não acompanha e muitas das coisas
que eram importantes, não são mais, podem
ficar para depois ou mesmo sem fazer.
Quando vivemos momentos felizes queremos que
o tempo pare, ao contrário queremos que ele
ganhe asas.
No entanto a vida é mesma para todos e os
acontecimentos fluem independente da nossa
vontade, pelos caminhos que todos escolhemos
e às vezes nem oportunidade de escolher
temos.
Adoecer para um jovem na plenitude da vida é
desesperador, a vida para, nada tem sentido
e nesta pausa mil coisas passam pela cabeça,
um rápido repensar no modo de viver, uma
certa revolta, conflitos mil, esperando que
o tempo passe rápido, na velocidade da sua
vontade, uma espécie de cronômetro que está
dentro de cada um. Para o adolescente o
tempo é muito lento, pois rapidamente quer
ser tornar adulto, à medida que avançamos na
idade o tempo ganha velocidade, não queremos
envelhecer.
Já ouvi de pessoas maduras que passaram por
situações críticas que a partir de então
mudariam seu modo de viver, seriam mais
comedidas, evitariam riscos, não teriam
tanta pressa.
Mas... por outro lado, um dia, não muito
distante, ouvi de uma jovem que me é muito
querida dizer: "Depois que eu quase morri e
por tudo que eu passei quero intensamente
viver, imagina se eu morro amanhã? Quantas
coisas deixarei de fazer!".
E ao ouvir isto, lembrei que para mim um dia
o tempo parou, o chão se abriu e me sugou, e
como eu quis que ele estivesse em velocidade
máxima, a todo vapor, na velocidade plena da
vida.
Talvez a velocidade do tempo seja a mesma do
nosso respirar... |