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Juventude efervescente, sem domínio em seus
anseios, vai levando juntamente, com a
audácia, os entremeios...
Correm sempre sem cansaço, como se o final
chegasse, e a eles lhes negasse, seus
delírios e desejos...
Juventude que debate, desafia inconseqüente,
mesmo quando inocente, um conselho afaga o
peito...
Trazem garras poderosas, confiantes,
corajosas, enfrentando o céu que abate, com
razão, sem piedade...
Quererem tudo, e tudo esquecem, no minuto em
que conseguem, e o valor, agregam e perdem,
sem qualquer cumplicidade...
Fazem coisas que não pensam, dizem coisas
que não sentem, e se amam simplesmente, não
aceitam nem respeitam, pois no fundo um medo
quente, de sofrer inteiramente, faz do jovem
um aprendiz, sem documento ou retrato, à
procura da raiz... |