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Anônimo e desconhecido
feito espectro, ar dolorido,
um estranho, sofrimento incontido
mais parece um morto vivo!
Quem é esta criatura penada
rastejando seu desespero pela rua
o corpo sujo, a roupa rasgada,
semblante sombrio, a alma nua...
Apenas mais um na multidão
invisivelmente invisível
como se fosse escuridão,
para muitos, desprezível...
Dedico a este ser transparente
o meu melhor sorriso do dia,
o pranto em meu olhar, evidente
e a minha mais bela poesia!
Estenderei a minha mão afinal
e com incredulidade, apertarei a sua,
um gesto simples e até mesmo banal
mas com afeto, para esta realidade crua!


Música: Gangsters Paradise - Coolio
10.02.08 |