Killer
Delasnieve Daspet

Este era o Killer.
Nasceu num vinte e nove de janeiro em 1997.
Chegou novinho em casa.
Só tinha tamanho e a cara brava.
Mas era bondoso.
Um suave e doce babão.
Privamos de sua amizade, de sua companhia, da sua lealdade,
do seu amor por dez anos e um mês e meio.

Foi o Marcel quem o trouxe.
Era puro!
Brincalhão.
Tinha pavor de trovoadas.
E ultimamente aprendeu a sorrir.
Pela manha esperava suas bolachas.
Quando chegava da rua ele estava de pé na janela para ganhar um carinho.

Pois é ... o Killer, também já se foi.
Hoje, no dia da poesia , ele escreveu seus últimos versos na vida.
Abandonou o seu corpo de carne e
partiu para as esferas estelares...

Claro, todos choramos, porque dói perdermos um amigo.
Um amigo que caminhava ao nosso lado para amparar-nos.
Atrás para cuidar-nos.
À frente para abrir os caminhos.

É!...
A vida é um constante dizer adeus...
E a cada adeus nos tornamos menores,
ficamos mais acanhados,
mais pobres!

Até breve, amigo,
Estás livre, crie asas,
voe no infinito azul que nos abraça,
hoje, para min, todos os versos, todos eles,
tinham gosto de lágrimas e de saudades.

____________________________________
Campo Grande-MS-14 de março de 2007.

***




Obrigada amigos:
Liz - Maria Elizabeth Rodrigues,
Maria Ivone
Helena Armond
Belvedere
Carvalho Branco
Lenine Carvalho - Lobo Azul
Leinecy Pereira Dorneles
Niag
Mary
Cristina
Regina Reis
Sonia Maria Grillo
Kate Weiss
Assis
JACY E OSWALDO
Nadir
Lara
Marilda
Liane Niremberg
Fanny
G@ivota
Eron

Aldo
Marisa Cajado
Cleusa Bechelani
Luiz Poeta
Milton
Ivana Maria
JoyceLu@
Maga de Bariri


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Querida DD!



A Vida é assim... Perdas e danos... Os ganhos são poucos! Alguns (ou muitos?) desenganos!


A Vida é assim... Feita de spleen... Lágrima e sorriso... Beleza e Dor... Jamais é um Paraíso!


A Vida é assim... Chegadas e Partidas... Mais Partidas que Chegadas! Que a Foice da Morte é (irreversivelmente!) mais forte que o Sangue da Vida!


A Vida é assim... Sopro... Espera... Às vezes, apenas, um bocejar... Um piscar de olhos... Uma Sombra... Um Gemido... O estiolar de um domingo...


É, DD, a Vida é assim: o miado de um gato... o latido de um cão... um gorjeio de pássaro...


DD: a Vida, para os românticos, os líricos: um beijo... um abraço... um aperto de mão... Para o poeta: um Verso... uma Rima... Quimera... Silêncio... Ilusão...


A Vida, DD: uma Lembrança orvalhada... Uma Saudade dorida... Uma Vontade... Um Desejo... Uma Angústia incontida... Uma Mágoa que fica fincada no peito! Um Sonho que nasce e... um Sonho desfeito!


Eu sei, DD... Também na Vida têm flores (que murcham, um dia!)... Tem na Vida fragrâncias... Tem cheiros... Tem Cios... Tem Poesia e Crianças...


Ah, querida DD... Sei de tudo isso... E, sabendo disso, ah, DD, sei tão pouco... tão pouco... tão pouco! Tanto falta aprender... e o Tempo já é pouco... e o Passo já é curto! Então, irmão do Vento, eu o escuto – e canto com ele e danço com ele Xamânica Dança... Um de meus Mestres é o Vento... que leva e que traz... E que, um dia, me leva... Já pedi ao irmão Vento, DD, que quando em Cinzas me leve, me faça Água e Fogo... Terra e o próprio Vento! Me conduza a Ancestrais!


Olha, DD, sou homem comum... nascido poeta... Amo a Vida, apesar dos pesares... Apesar de a Vida ser fugaz... passageira... triste... efêmera... volúvel... dorida... E apesar de madrasta – pra mim! - eu a amo... Bem mais no que me rodeia, me cerca – é verdade! – do que mesmo em mim! Amo a Vida no outro que acredita na Vida! Na Mãe-Natureza que amo... amo a Vida! Nos irmãos-animais que tanto me fascinam... amo a Vida! Amo a Lua, DD... a mais bela e ebúrnea das Musas que canto – Amante e Mulher! Amo as Estrelas... intermitentes... distantes... Gentis Diamantes: meus flertes... meu Brilho! DD, amo o Sol... tento ser Girassol: sigo Rastros... Pegadas... nestes meus (des)caminhos! E entre as Sombras, (que sou!), busco as Trilhas da Luz... Essa Luz que rima (perfeita!): Pastor, Amor e... Jesus!
Bem sabes, sou um franciscano... Mas, é tão difícil, DD! Tão difícil! Mas, nas Dores que tenho, (cá dentro!), tenho nelas Francisco... sua Palavra... suas Chagas... seu ensolarado Sorriso! E em meu riso (escasso!) também tenho esse Santo-Poeta... Que o Coração me embala... E a Alma – ferida, prostrada, chorosa! – me aquieta!

DD, Amiga do peito: que São Francisco de Assis embale o Coração de vocês e lhes aquiete a Alma! Eu sei o que é perder um “amigo-de-estimação”... Infelizmente, alguns de nós traz essa Sina braba de Perda em datas tão bonitas... Não é por acaso, te garanto. A Verdade é que há Lições que são demasiadamente doloridas... Mesmo paradoxais, irônicas! Afinal, a Vida se faz dos Desígnios (insondáveis!) do Criador de Tudo e de Todos! Resta o consolo na Esperança daquela “Ponte sob o Arco-Íris”... Lá, onde nossos “amiguinhos-de-estimação” ficam nos aguardando... Lá, onde lançamos amarras na Promessa do Feliz (Re)encontro... E de uma Existência sem Dor!



Um largo e franciscano abraço deste amigo,
JJotaPoet@!
Porto Alegre, 15 de março/2007. 13h29min

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Delas, amadinha!
Sei o quanto dói a perda!
Daí o poema, com afeto.


DE QUANDO SE FAZ O RÉQUIEM

Joaquim Moncks

(para Delasnieve Daspet e o seu cão boxer)

Somos alma e coração
envelopados,
à espera do destino final.

(Acresceram-se fortes motivos
para o 14 de março.
A Poesia hoje tem novo nome,
adereço espiritual.
Não é só Castro Alves
o motivo sentimental)

Killer, o cão, foi o doce "matador"
até na hora da despedida:
morre-se um pouco a cada dia.
Voeja-se capturando tristezas.

O Pai de todos põe e dispõe.
Não esqueças de que nascemos
e ressurgimos pela mão Dele.
Afortunados,
quando amamos de verdade.

A morte começa quando nascemos.
É o fio de linha que nos une
ao Altíssimo...

– para o livro BULA DE REMÉDIO, inédito, 2006 / 2007.
http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=413209

Com o meu carinho poético, JM.


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CÃOZINHO
Nos olhos do teu cãozinho
Vês mais que os olhos de alguém
Que se esqueceu do carinho
Que só teu cãozinho tem.
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros

 

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Música: Amigos para sempre

 

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