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MIL BOLINHAS DE GUDE
Tradução de Sergio
Barros
Mais velho eu fico, mais aprecio as manhãs de sábado. Talvez seja por
causa da quieta solidão que vem com o fato de ser o primeiro a levantar,
ou talvez seja a alegria ilimitada por não ter que estar no trabalho. De
uma ou outra maneira, as primeiras horas de uma manhã de sábado são muito
agradáveis.
Há algumas semanas, eu estava arrastando os pés pelo porão com um copo de
café em um mão e o jornal na outra. É como começa uma típica manhã de
sábado, quando me chegou uma daquelas lições que a vida parece nos
entregar de tempos em tempos. Deixe-me contar.
Eu girei o seletor de meu rádio a fim escutar de uma troca de mensagens
qualquer. Ao longo do caminho, em meio aos ruídos do intenso tráfego de
sábado, eu ouvi uma voz dourada. Sabe, aquela voz amável que soa como de
profissional?
Ele falava à alguém algo sobre "mil bolinhas de gude".
Eu fiquei curioso e parei para escutar o que tinha à dizer.
- Bem, Tom, eu sei como você é ocupado com seu trabalho. Estou certo que
lhe pagam bem mas é uma vergonha você ter que ficar fora de casa e longe
de sua família por tantas vezes. Difícil acreditar que um jovem tenha que
trabalhar sessenta ou setenta horas por semana. Ficou feio... você faltou
ao recital de dança da sua filha.
E continuou,
- Deixe-me lhe contar algo Tom, algo que me ajudou muito a trabalhar
melhor as minhas próprias prioridades.
Foi aí que começou a explicar a sua teoria das "mil bolinhas de gude".
- Veja, eu sentei um dia e fiz algumas contas. Uma pessoa vive, em média,
setenta cinco anos. Eu sei, alguns vivem mais e outros menos, mas em
média, as pessoas vivem aproximadamente setenta e cinco anos.
- Então, eu multipliquei 75 vezes 52 e deu 3900 que é o número de sábados
que a pessoa tem em sua vida inteira. Preste atenção agora Tom, estou
começando a parte mais importante.
- Como eu tinha 55 anos, eu já tinha passado por 2860 sábados. Comecei a
pensar que se eu vivesse até setenta e cinco, eu tinha apenas cerca de mil
sábados para aproveitar.
- Então, fui a uma loja de brinquedos e comprei todas as bolinhas de gude
que tinham. Acabei tendo que visitar três lojas de brinquedos para
conseguir 1040 bolinhas de gude. Cheguei em casa e as coloquei em uma
caixa aqui na sala ao lado de minha poltrona. Todo sábado desde então, eu
retiro uma bolinha e jogo fora.
- À medida que eu observava as bolinhas diminuírem, eu focava mais a minha
atenção nas coisas realmente importantes da vida.
- Agora, deixe-me dizer-lhe uma última coisa antes que eu desligue e volte
para o lado de minha encantadora esposa para irmos almoçar fora.
- Esta manhã, eu joguei fora minha última bolinha. Acho que se eu
sobreviver até o próximo sábado eu estarei ganhando um tempo extra. Um
lucro a mais. E a única coisa que eu posso fazer é aproveitá-lo bem.
- Foi bom falar com você, Tom. Espero que você gaste mais do seu tempo com
a sua família, tenha um bom dia!
Podia se ouvir um pingo gotejando quando ele desligou. Acho que ele nos
deu muito no que pensar. Eu tinha planejado passar a manhã trabalhando na
antena e depois ir encontrar alguns amigos no clube. Ao invés disso, eu
subi e acordei minha esposa com um beijo.
- Bom dia querida, estou pensando em levar você e as crianças para um
passeio e depois almoçarmos fora.
- O que aconteceu contigo? Ela perguntou com um sorriso.
- Oh, nada especial, é só porque faz muito tempo que não passo um sábado
com as crianças. Ah, aproveitando, será que podemos parar em uma loja de
brinquedos pelo caminho? Eu preciso comprar algumas bolinhas de gude.
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Meus
queridos amigos,
Este
conto eu o ouço há anos... não sei quem é o autor... fiz a busca e
encontrei o tradutor - que coloquei na página.
Mas esta história embalada pela bela voz do Joshua e da nossa amiga
MELLÍSS me lembram, sempre, de agradecer ao Grande Arquiteto, as grandes
realizações com as quais fomos premiados.
Alguns tem maiores oportunidades, ou melhores focos, sou dessas pessoas
afortunadas, brindou-me a vida com pais maravilhosos, já devolvidos a
morada eterna.
Uma irmã de luz que é parceira e amiga.
Dois filhos magníficos - que rendo loas ao Senhor, agradecida por ter
permitido o nosso reencontro nesta senda.
Um companheiro, um parceiro, um amigo, um amor, que já vem de longas eras
- pela cumplicidade,simplicidade e totalidade com que está revestido.
E deu-me amigos! Tantos!
Amigos - amigos, que me embarga a voz de lê-los, de ouvi-los, de amá-los.
Amigos - diferentes amigos, amigos queridos, amigos que chegaram, ficaram,
foram embora, voltaram!
E irão e voltarão varias vezes... pois é assim o caminhar!
Amigos - cujas diferenças é que os tornam tão belos e tão completos.
Amigos que são irmãos que me ensinam todos os dias o amor, a tolerância, o
respeito, o encontro com Deus em cada um.
Estou como o homem do conto... já com 54 anos - preciso comprar as
bolinhas de gude dos sábados para vivê-los mais e mais...
Desejo neste NATAL, no renascimento que comemoramos há mais de dois mil
anos, que se reencontrem, que nos reencontremos, que reavivamos chamas e
brasas apagadas, do grande amor que temos e que não morre nunca.
Quero lembrar de Olga Fonseca - amiga querida que, iniciou comigo, o sonho
do site, por quem nutro imenso carinho e respeito, reavivados neste Natal.
Quero falar para Tania Lemke - Paz&Luz, menina, ouça a melodia que nos
diz: "nasceu o Deus menino..."
Rogo que nos reencontremos todos neste momento de amor e congraçamento.
Moacir Índio da Costa Jr - o seu e-mail foi o que mais me falou -
internamente -, em poucas palavras, chamou-me à reflexão.
Agradeço.
Algumas vezes não vemos o que esta diante de nós.
Cleusinha - você fez o papel de fundo, sou grata!
Neli - você colheu todos os nomes para mim, obrigada, querida!
Dayse - obrigada pela linda assinatura!
Mellíss - obrigada por emprestar a sua voz para este
agradecimento.
E a todos - obrigada por fazerem o nosso Natal sempre um renascer!
Estou saindo para comprar minhas "bolitas".
FELIZ NATAL
PARA TODOS! |