

Folhas precipitam-se das árvores...
Da Alma.
Silêncio exterior... Gritos interiores...
Abafo... Desabafo... Sobressalto... Brandura...
Repentinamente... A mente... Em dilema...
Disforme.
Ecoa e Grita...
Grito surdo e mudo...
Entender?
Por que?
Pra quê?
(Anna Paes)
... Entender? Por que? Pra quê?
Entender, sim, porque se as folhas caem
é porque floresceram antes em plena primavera
e floresceste também em sonhos e quimeras,
podendo então gritar enquanto as lágrimas
que brotaram, voltaram para a terra fecundando a
vida.
E se antes as copas se fecharam
protegendo-te, não reclames se agora
suas folhas descansam no solo e o adubarão
para que possas ser feliz, minha querida.
(Leda Galvão)
Ser feliz mesmo estando entre os escombros
sentindo-se alquebrada, perdida
considerando-se morta-viva.
Os fantasmas do passado incomodam?
ainda ecoam em sussurros?
não, não se deixe abater
por que se um dia, as folhas caem,
é para que outras possam renascer
com vitalidade, esperança, como uma chance de vida
surgindo outra vez no horizonte.
(Neli Neto)
E, ao surgir no horizonte
como folhas que caem sem destino,
fortalecendo a terra que as contém...
mesmo que fustigadas pelo silêncio do tempo
que, inexorável, faz desse movimento
o barulho que só ouve o coração:
é apenas um pensamento
que voa e revoa
em um constante vai e vem...
independe de entendimento... de ninguém!
(Lara Cardoso)
Como entender o que não se explica?
Resolver, sem conseguir externar?
Confusões sentimentais, mentais
Provocando insegurança, medo
Interior abismal, ecos silentes, mudos
Gritos ensurdecedores, sufocantes
Arrebatando os sofrimentos d'alma
Soluços contidos de solidão, tristeza
Quando a saudade sobressalta
Assalta, machuca, e mata!
(Laura Limeira)
Esta saudade doída, que me faz louca
Que toma meu corpo e me beija a boca.
Saudade que me envolve nesta confusão
neste conflito entre o coração e a razão.
Este silêncio, esta sensação de abafamento
Este desejo contido deste amor não realizado.
Saudade que convive comigo feito encantamento.
Vinho que queima, marca, me deixa embriagada.
Caminho com a saudade e com o silencio
estrangulado
São velhos parceiros deste meu voluntário
abandono.
(Teresa da Praia)
Flutuo como folha desprendida ao sabor dos
sentimentos
E no silêncio do vento busco repostas que não
chegam.
Sussurros longínquos, incompreensíveis ecoam
dentro de mim,
abafados pelas chamas que crepitam na alma
Para que ouvi-los? São apenas burburinhos loucos.
Sopra o vento na teimosa folha que segue
itinerante
E no meu peito sangra a saudade...
(Tahyane Rangel)
Sangra a saudade no meu peito, aperta
o coração e faz sofrer demais.
E eu vou seguindo, só... não sou capaz
de te esquecer, de me sentir completa.
O vento sopra e leva a ti meus ais.
Não sei viver, amado, sem teus beijos.
Não posso sufocar os meus desejos,
sem teus carinhos, não suporto mais...
É tão cruel a solidão! Debalde,
tento matar
no peito essa saudade!
(Lisieux)
Clamo minhas dúvidas e minha voz se perde
No imenso abismo deste meu deserto
Indago e ao longe um eco me responde
Que a dor faz parte do destino incerto
Que entender é busca sem saber por onde
Que o cair das folhas é parte do mistério
Que o grande dilema não é só Humano
E tudo é uma só Alma dentro do Universo
Natureza e Vida seguem seu compasso
E silenciar a mente é um primeiro passo...
(Maria
Ivone)
Deste modo é importante que não passe
Sem antes entender o importante passo
Ouça o clamor de suas entranhas presas
Solta o que magoa os seus sentimentos
Contempla todo o resultado do passado
Assuma novo foco e viva este presente
Muda o pensamento para o que deseja
Sustenta a chama que grita e não cala
Do passado usa toda a sua experiência
O que não gosta substitua com ciência!
(Celito Medeiros)
Paciência... Ciente de que a ciência
Pode ser sua companheira
No espaço que lhe cabe, todo alvoroço o invade
Posto que a vida é ligeira, mas pesquisa o que não
sabe
Entrega-se, deixa levar, sem receio ou aflição
Mergulha em silenciosa espera e aguarda
Escute, não se mexa e nem fale
Ouça o que diz a intuição
Porque a vida se renova em fases sutis
Buscando sempre um modo de lhe fazer feliz.
(Priscila L. Coelho)
Renovação e transformação,
de cada vida, a razão.
As chaves do percurso
chamam-se paciência e aceitação.
Para momentos de felicidade,
não se nasce com manual,
mas com a misericórdia do esquecimento
de "antes". E o modo de caminhar
e de se manter em curso
vem com o viver, a maturidade.
(Lourdinha Biagioni)
vem com o viver, a maturidade
fase em que as ilusões perdem moradia
folhas verdes para trás ficaram, na mocidade
mas luz do sol de outono na árvore luz irradia
feliz daquele que pode lembrar o passado
hoje em uma história já transformado
folhas, flores, até espinhos no caminho
ensinamentos para aperfeiçoar o ninho
aperfeiçoando mesmo sem entender tudo
seguir com serenidade, deixar fluir, contudo.
(Sueli
do Espírito Santo)
Deixar fluir contudo, e por tudo, irradiar magia,
mesmo que a agonia, tenda a escuridão.
Que o passado triste, fuja ao dia a dia,
leve do presente, o medo e a agitação.
Firme em teu semblante, paz e harmonia,
teu sorriso livre, força e união.
Pois que o mal não vence, quando o amor existe.
Pois que o tempo passa em qualquer prisão.
E o passado chega, pra qualquer presente,
como vem futuro, e chega em nossa mão...
(Day
Moraes)
E o que eu faço com minha agonia,
Deixo que o vento apague minha dor,
Me entrego ao futuro, fria e fingindo ser feliz,
Falou de amor, e só me mostrou dúvida.
Me fez feliz, agora são as lágrimas que me diz,
Não deveria crer, deveria simplesmente esquecer.
Se for embora, por favor, fecha a porta.
Eu quero paz, quero ver a lua mais bela,
quero recuperar aquela pessoa que eu era.
Não me diga que fui cruel, era você mesmo o teu
próprio fel.
(Auri
Costa)
e, se foste tu cruel, se provaste que eras o teu
próprio fel,
digo que nada disso se prende a mim, não é o meu
papel;
hoje, visto eu outro traje que não é mais aquele
de aluguel,
não mais olho as folhas soltas feito abelhas a
fazerem mel;
o que busco é durável, eterno, o 'ouro do céu' pro
meu Anel,
busco asas angelicais que farão voar o meu terreno
Corcel;
o linguajar que almejo falar não se ouviu nunca lá
em Babel,
talvez ele seja o idioma desse Anjo que sitiou a
bíblica Ariel;
quero a Paz de Espírito para que seguro navegue
meu batel,
anseio pelo Amor da Amada que findará meu
infindável burel!
(Moacir et Selena)
Teci prendadamente meu burel azul da cor do céu
salpicado pelo prata das estrelas, guardando a
essência do nosso amor no etéreo dos nossos
corações
como a abelha rainha fiel, construindo seu
farnel...
levanto meus castelos de fumaça
pra te buscar, ó amor, em todas as noites
enluaradas...
te perdi no emaranhado de folhas secas, na brisa
outonal
mas te encontrarei desenhado na poeira da estrada
na paralelas do universo que tenta nos fazer
esquecer
da essência do verbo viver!
(Arlete Maria)
Viver...A arte de Viver!???
É o verbo mais conjugado e faz parte do meu
aprendizado
neste meu mundo amado onde encontro tanto amor ...
Porque tanto questionar?Porque maldizer o amor?
Porque fazer exaltação à dor?...
Vem tomar posse de mim sem medo, preconceito,
sem pensar no que é certo ou, no que tem
direito...
Vem e toma posse do seu amor dando-se o MELHOR...
Beijos loucos enfeitiçados,abraços fortes,
sem tempo, donos do futuro e deste grande
presente!
(Penhah Castro)
Amar é a arte de viver...
Viver é a arte de saber amar...
Sem medos, sem tempo,
sem hora, a qualquer hora.
Preconceitos? A alma não os tem!
O coração tem todos os direitos que Deus nos deu,
Um dom maravilhoso...
A capacidade infinita de amar plenamente
De vários modos, a várias pessoas, em todos os
tempos
Sempre! Sempre... E para sempre.
(Marineide Miranda)
Sei de cor desse doce amar eterno
Que transcende as marcas viciadas
De ponteiros do relógio onipotente.
Nasci poeta...cresci mãezando feliz
Amores tantos nas rimas e versos.
No coração, útero-fértil da criação
Gestei dores e...pari-as em Poesia.
Amando meu homem além da vida
Abraço o mundo e os semelhantes
Irmã do sol...da lua...das estrelas...
(Vilma Duarte)
Sei de cor desse doce amar eterno,
Doçuras doces sentimento terno!
Irmanada na própria natureza,
Vejo-me parte da plena beleza
E pertencendo à grandeza do Universo:
Pedaço de luz no verso e no reverso!
(Marília Bechara)
Verso e reverso... Luz e sombra...
Gritos e sussurros na noite embruscada
Pensamentos confusos e nem me dou conta
De que estou a caminho do nada
Entender como? Aceitar? De que maneira?
Dentro de mim ecoam sons de tempos passados
Lembranças muitas de uma vida inteira
Marcas profundas de ferimentos mal curados
Dores de amores como rimas sem nexo num poema
Tendo bem no âmago, os porquês como tema... (Sônia M.Grillo - Baby)
Edição Neli Neto
Música: Maxi Mist
21.11.05
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