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Waldemar Seyssel, mais conhecido como
Arrelia, morreu no dia 23/5/2005 aos 99
anos por disfunção múltipla dos órgãos na
Clínica Santa Bárbara, em Botafogo, Rio de
Janeiro.
Deixou grande saudade e fez com que várias
gerações viajassem no tempo para lembrar o
primeiro palhaço a se apresentar na
televisão brasileira que estrelava, na
Tupi de SP, no "Cirquinho do Arrelia", que
foi ao ar pela primeira vez em 1951.
Aqui do outro lado da ponte aérea,
Carequinha (George Savalla Gomes) começou
a trabalhar como palhaço aos cinco anos de
idade e nunca mais parou. Filho de uma
trapezista, nasceu num circo em Rio Bonito
(RJ) e foi o primeiro artista circense a
fazer sucesso na tv carioca. Ao lado do
parceiro de cena Fred, trabalhou em vários
circos nacionais e internacionais. Sempre
envolvido com música, gravou 26 discos e
fez vários filmes. Em 18/7/2005,
completará 90 anos. Ainda em atividade,
Carequinha conta que quando seus shows são
anunciados em festas infantis, os adultos
correm para ficar nas primeiras filas.
Hoje, os palhaços da TV foram substituídos
por louras mais preocupadas em recolher os
royalties dos produtos com sua "marca",
que com seu público infantil, este, por
sua vez, vibrando já em outra sintonia.

ORIGENS DO CIRCO
Em torno do século VIII a.C, as Olimpíadas
já apresentavam números circenses.
No Império egípcio, os desfiles militares
dos faraós exibiam os animais ferozes das
terras conquistadas.
Na China, a acrobacia era uma forma de
treinamento para os guerreiros, por exigir
agilidade e força. Visitantes estrangeiros
era homenageados com apresentações
acrobáticas durante os famosos Festivais
da Primeira Lua.
Na Índia, nas festas religiosas, números
de contorcionismo e saltos acompanham as
danças, as músicas e os cantos.
No ano 70 a.C., em Pompéia, havia um
anfiteatro onde eram exibidos leões e
paquidermes.
Os primeiros circos fechados foram, sem
dúvida, os da Roma antiga. Ali, de acordo
com os costumes da época, as platéias
podiam apreciar confrontos de animais e
escravos atletas lutando até a morte por
sua liberdade e números eqüestres.
Construídos com madeira e, posteriormente
em alvenaria, os circos foram se tornando
cada vez mais atraentes. O Circus Maximus,
conhecido pela suntuosidade, podia receber
até 385 mil espectadores e foi destruído
em um incêndio. Em 40 a.C., no mesmo local
foi construído o Coliseu, com capacidade
para 87 mil espectadores. Ali se
apresentavam, para diversão do povo, além
de animais exóticos, engolidores de fogo e
homens louros e altos, vindos dos países
nórdicos.
A perseguição aos cristãos transformou o
Coliseu em cenário de atrocidades,
diminuindo o interesse pelas artes do
circo.
Os artistas passaram a se apresentar em
feiras populares e nas praças públicas,
apresentando truques de mágica e
malabarismo.
No século 18, saltimbancos se apresentavam
na Inglaterra, França e Espanha em
exibições eqüestres, combates e provas de
equitação.

O NOVO FORMATO
O primeiro circo, com o formato que hoje
conhecemos, foi organizado em 1770 pelo
oficial de cavalaria inglês Philipp Astley
e tinha o nome de seu criador.
Acrobatas, palhaços, ursos amestrados e
contorcionistas existiam bem antes de
Astley, mas não estavam agrupados como uma
companhia.
Especialista em comunicação de massa,
Astley começou a fazer publicidade de seus
shows e logo ocuparia um anfiteatro na
capital com um grande espetáculo de arte
eqüestre. Mais tarde, outros animais
treinados vieram se juntar aos cavalos.
Charles Hughes, concorrente de Philip
Astley , tornou-se famoso não só pelo seu
English Royal Circus, mas também como
treinador de mágicos de primeira
qualidade. Seu discípulo, John Bill Ricketts, trouxe o formato destas
performances para as colônias da América
do Norte com um programa abrilhantado por
danças e acrobacias. O anfiteatro Ricketts
foi destruído num incêndio e ele e seu
navio desapareceram numa tempestade na
volta à Inglaterra.
Em 1852, foi construído na França o
"Cirque d’Hiver" (circo de inverno),
também chamado Cirque Napoleon, que podia
receber 4 mil pessoas. Hoje, por questão
de segurança, a capacidade está restrita a
2 mil espectadores. Seu proprietário,
Louis Dejean, também possuía o Cirqe d’Été
(circo de verão), ou Circo da Imperatriz.
O mundo mudou e com ele mudou o circo,
cada vez mais criativo e inovador.
Com uma visão independente e capitalista o
circo tornou-se business, sem apagar a
chama da diversão e do sonho no mundo do
entretenimento e no coração das platéias.

ALGUMAS GRANDES COMPANHIAS
DE CIRCO NA ATUALIDADE
Em 1982, surge em Québec o Club des Talons
Hauts que, em 1984, realiza o primeiro
espetáculo do Cirque du Soleil.
O Cirque du Soleil, companhia
franco-canadense que tem profissionais do
mundo todo em seu elenco, é o mais
representativo do chamado "novo circo".
Funciona como grande empresa” e,
atualmente, tem 8 espetáculos em cartaz no
mundo, empregando mais de 700 artistas.
O Circo Oz, da Austrália, incorporou
técnicas teatrais e críticas políticas aos
números tradicionais com acrobacias e
palhaços.
O circo velho de Moscou , agora circo de
Moscou-Nikúlin e o Circo Vostok são os
mais conhecidos da Rússia. Seus
espetáculos são tradicionais, com números
de acrobacia, trapézio e palhaços.
Na Suíça, o Circo Knie.
O Circus Oz ( criado em 1978) na
Inglaterra, com os artistas de rua fazendo
palhaços, truques com fogo, andando em
pernas de pau e com suas mágicas.
A escola de circo Annie Fratellini
(descendente da conhecida família de
palhaços Fratelli) surgiu com o apoio do
governo francês, em 1979.

O CIRCO NO BRASIL
No Brasil, o circo chegou no final do
século XIX com ciganos fugidos da Europa.
Viajando de cidade em cidade, adaptavam
seus espetáculos de acordo com o gosto
local. Algumas atrações foram
tropicalizadas, os palhaços falavam mais,
cantavam e tocavam violão.
O público ia ao circo para ver números
perigosos: trapezistas e animais
amestrados.
Veículo da integração nacional, o circo
fabricou ídolos e cimentou carreiras. Um
bom exemplo, seria o cantor Vicente
Celestino, conhecido em todo o Brasil em
uma época em que não existiam nem o rádio
nem a televisão.

O CIRCO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO
A arte circense também se aprende em
escolas. A primeira escola de circo que se
instalou no Brasil foi a Piolin, em São
Paulo (1977). Em 1982, surgiu a Escola
Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, onde
jovens de todas as classes sociais têm
acesso. Depois de formados, alguns
encontram vagas nos circos brasileiros ou
estrangeiros ou formam grupos. Retomando a
tradição ancestral, trabalham em teatros,
praças ou auditórios.
Escolas de Circo no Brasil
http://www.pindoramacircus.arq.br/escolas/roteiescolas.htm
Site do Cirque du Soleil
http://www.cirquedusoleil.com/cirquedusoleil/default.htm
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