"Poetas, cantores de interiores d'almas, fantasias que olhos não vêem, mãos traduzindo sentimentos, sonhos sempre revividos, união de todos os tempos, rimas ou prosas, dispostas em união apenas pelo AMOR. São impulsos do abstrato, cor de inspiração, quiçá voz das vozes nos etéreos, vocês nas escritas, ensejam dos portais abertos, falam de coração à coração, no ritmo elevado do sorriso à lágrima, lamentos dolentes e partidas de novas vindas... Meu pesar - É uma voz, uma pena pousada, um poema se cala..." (Armando Ivo P. de Andrade Fº - Terça-feira, Fevereiro 21, 2006)

Divaga pelas metáforas, pensamentos difusos, almas que prendem-se no confuso, esclarecimentos esvaem-se nesse mundo obtuso. Lava a alma o poeta em sua obra, nesse eterno éter de maravilhas que compõe sua mente, no infinito delimita sua capacidade, navega por céus e mares, recolhendo a seiva da inspiração, não é um simples mortal, as letras são seu caminho, eleva-o à sentimentos, reflexões interiores, o mundo no prisma de seus amores... (Tânia Regina Cardoso)

Os seu amores não têm direção. O poeta a tudo ama, sem olhar a quê... ama a vida, o universo, o HOMEM, a síntese e a essência de toda criação. Ama a Terra e as hostes estelares; a natureza em toda a sua glória ou maldição; e ama a vida, em plenitude, incondicionalmente. Pela PALAVRA, lavra o poeta a sua plantação: uma plantação de sonhos e esperanças; sementes que, apesar das intempéries, sempre brotam, através da sua pena, porque o sentimento que o impulsiona, é sempre o mesmo e eterno AMOR.
(Lisieux)

Eterno o AMOR, um sentimento poético que prevalece no contexto da poesia, inspiração que vem da alma, sai via coração, não passa por reprises, pois a caneta e o papel registram tudo que é belo, tudo que é triste, o feeling do imo, define o ser humano informalmente universal, único no mundo das paixões, dos sentimentos vários, das sensações múltiplas, poeta de todos os idiomas, sugere conforto, debita dores, credita emoções, fantasia em cores ou temporalmente em preto e branco o que é pura ilusão, mas se faz realidade no mundo das paixões e dos sonhos. Enaltece suas fantasias quem da dor faz poesia, quem ao amor... Faz moradia.
(Arlete Maria)

Poetas e cantores transformam a dor em poesia, vivendo a fantasia do real, falando de coração para coração, verdades que cortam a razão. Às vezes medito em por que a felicidade não é objeto de versos e de prosa. A felicidade é incompatível com a sensibilidade poética? Fazemos coro ao amor, vivemos com asas nos pés, voando nos braços da fantasia, cavalgando os corcéis da ilusão, sem cela e sem rédea, perdidos no tempo e no espaço. Por amor vivemos, por amor morremos. Do amor fugimos, por medo de sofrer, para depois nos encontrarmos com ele em alguma esquina.
(Tereza da Praia)

O poeta ama a palavra, dela faz seu instrumento, sua nave, sua canoa e seu rio a um só tempo, dá a ela as cores do arco-íris, das flores e das borboletas, o canto dos pássaros, o rumor das águas, e tal como um mágico, modela o verso... O poeta é uma espécie de deus.
(Líria Porto)

Cada qual com seu ofício, o pintor imagina a arte com cores e desenhos. O escultor com formas e vazios. O cantor usa a voz para sensibilizar a platéia. O maestro conduz a orquestra, movimento por movimento. Instrumento por instrumento. E o poeta antes de tudo é um ser humano que escreve, sobre tudo e sobre o nada. Visualizando os sentimentos, os conflitos e os contrastes  Entre o belo e o imperfeito. Entre o impossível e o impensável. Alguns poetas com toque de magia conseguem falar de problemas sociais, esquecendo o cotidiano pessoal. Mas de onde vem esta dor que nos sangra as nossas mãos, se somos todos semelhantes? Do próprio homem, acreditem. A natureza compõe versos maravilhosos, temos apenas de traduzir em palavras. Mas não conheço nenhuma frase que possa transmitir a alegria, de uma mulher ao ver seu filho nascer. Existem muitas palavras para a amargura, talvez por que sempre sofremos . Desde o dia que nossos antepassados, ladrões de pomares foram expulsos do Éden. O poeta precisa dizer o que sente e nada deve impedi-lo.
(Carlos Assis)

O poeta sussurra em linguagem própria, externando com habilidade seu sentir mais íntimo. Deixa-se enlevar facilmente e, busca de maneira acolhedora, aproximar-se de seus iguais... Seu amor é quase religião, e como tal possui ritos e rituais. Alicerça-se em crenças, valores e concepções próprias, de modo que a poesia é o latejar de seus anseios e ao mesmo tempo a pulsão de sua essência Vital. Eis que o valor do poeta está em sua coragem de versejar a vida, expondo de forma peculiar, os sentimentos que afloram em seu peito. E suas rimas, seus parágrafos, testemunham a delicadeza de sua alma, quando deixa ,então, deslizar suavemente a emoção que o alimenta. Emoção que por vezes o atormenta, e que habita os confins de seu querer, até que é aliviada, quando o poeta canta o verdadeiro amor.
(Priscila de Loureiro Coelho)

Cantando seu amor nas diversas formas de expressão, ele se desnuda e se expõe aos olhos do mundo. Se torna um cometa em cadencia com o que existe no universo infinito da paixão, do carinho, da amizade, enfim, de tudo que transcende de dentro do ser humano sensível. Poetando, ele se encontra com o mais recôndito de sua alma, de sua natureza volátil, de sua imensidão de sentimentos vulneráveis a toda e qualquer forma de energia... É de peito aberto que o poeta encara a vida em suas diversas nuances. É a alma gritando e espargindo todo seu desejo de se entregar! É a sua forma mais contundente de conversar com Deus!
(Sônia Maria Grillo - Baby®)

A conversar com Deus, o poeta escuta o eco de Sua Voz, na própria alma, e mixando-a à sua letra, tece com elas, as mais belas poesias. Quem as lê, pode sentir a força do poema, cujo tema é carregado da divina energia. E a poesia se transforma em letra benfazeja, cujo hálito divinal bafeja, infundindo n?alma esperança. Assim prossegue a poesia em sua missão: acordar o ser para sua força interior, multiplicando seu potencial de amor.
(Marisa Cajado)

Assim, segue o poeta a cantar o amor, a dor e tudo mais. Porque a ele cabe dar ao mundo um sentido. A ele é dado o dom de traduzir em palavras simples os mais complicados sentimentos. E, se ele é fingidor ou se não vê metafísica alguma no mundo, aí ele será grande e completo. Porque para ser um se dividiu em tantos. E foi o escultor, o pintor, o compositor, o boêmio e o que mais quis ser. Porque a palavra tem poder e o poeta sabe usar e abusar, com ternura e propriedade, desse poder. E sabe que traz em si todos os sonhos do mundo.
(Maria Ivone)

E em sintonia com sonhos e sentimentos, o poeta vai... em rota particular e intrincada, percebe a vida em cada um, em cada lugar e ponto de visão; e a interpreta de um modo às vezes subjetivo. Reconta a história do homem iluminada e diversificada pela imaginação, decodificada pela luz revelada em seu prisma peculiar e individual. Descerra portas, recria roteiros, janelas e cenários. O que pela poesia e sensibilidade compreende, vê, relata, contém cores e nuances próprias, desdobradas no viver. Sente e faz sentir.
(Lourdinha Biagioni)

POETA sim... Sente e faz sentir que o mundo deve ser bonito. Em sintonia escreve o amor do coração e segue, no dia a dia, distribuindo versos, paz e sabedoria. Poeta é magia de carinho, amizade e união. E o mundo um dia vai acordar pela poesia, vai abandonar a violência e buscar a perfeição do amor universal. Pois a missão do poeta é acordar humanos para a vida, mostrar as cores, as flores, toda a beleza: presente do Criador, o infinito amor que se divide em segundos, em grãos, em partículas, em átomos, em micros, em versos... Cada pedacinho, cada alma, cada estrela... uma POESIA infinita!
(Célia Lamounier)

É soltando sua voz como um menestrel de Deus, que o poeta segue com sua vida. Por vias retas ou tortuosas, como um andarilho no tempo, perseguindo seus sonhos, se fazendo presente nos caminhos e corações de todos aqueles que param para escutá-lo. É através da poesia, de uma forma única, como um clamor divino, que o poeta transmite seus sentimentos mais profundos de amor e paz. É gritando suas tristezas, suas alegrias, como um lamento mágico, que ele encontra forças interiores para enfrentar melhor a vida, o mundo, penetrando no íntimo de cada ser com que se choca através do seu andar. E é só assim que ele se faz entender em seus sentires, em seus dizeres da alma.
(Neli Neto)

O poeta vê, pensa, sente e escreve alegre ou tristemente toda gama de sentimentos que habita sua alma sensível com um cabedal imenso de amor guardado, dado, recebido, trocado. O poeta é encontro, encanto, desencanto, magia - sentimentos milênios descritos a cada dia. Suas mãos são instrumentos regidos pela alma, a caneta pincéis que contam e dão conta de cada amor ou dor. O poeta é um tonto, um canto, um mago, um sonhador, um conto. Ele voa independente da chuva, vento, trovoadas, sol, geadas, calmarias. É um pintor tecendo telas em letras quase imagens onde o sentimento dentro inventa qualquer paisagem.
(Marineide Miranda)

O poeta..., peço-lhe que se sente aqui e sinta em mim e seja eu. Começo a escrever e vou continuar a ler quem antes de mim escreveu, para com ela escrever como uma perna com a outra perna formar um passo e juntos dar passada. Pergunto ao poeta o que tem a dizer e ele diz que a poesia se improvisa mas não se inventa, pois se pode ser invenção não é invento. Acrescenta que já tenho o parágrafo quase escrito e posso ficar calmo como estou pois a calma é um estado de espírito superior e só aí imagina a alma no corpo, onde quer que a calma esteja por mais ativo possa estar o corpo. Já nem lhe pergunto pelo Amor, isso acrescento eu para, na passada, aí poder continuar a passar esta centopéia.
(Francisco Coimbra)

Os pensamentos individuais se encadeiam formando o corpo da centopéia. Já não lhe falta nada, ou quase nada. Ao receber pernas, ela anda e se movimenta graciosa, louçã. (Nenhuma idéia é vã!). O que estava separado, foi juntado, resgatando a certeza da Unidade na diversidade de pensamentos... Dou-lhe olhos, para que veja e não se perca na escuridão do acaso. Dou-lhe certeza de que a luz deve brilhar sobre a ribalta em que o poeta encena o papel que lhe cabe interpretar: Sua Vida!
(Eliza Teixeira de Andrade)

Sua vida de destino versar em (sobre)vivência de sangue em ritmado estado e de alma figurante em seu estilo original, Poeta! Esta série de luzes singulares em frente ao palco, acima de qualquer estandarte sobem unidas em orquestra de ramificação; todas hastes de compasso em passos que seguem. Por amor e necessidade de expor e doar seu maior alimento, às vezes, até insistente fica, o apaixonado que canta o amor e o (amar)gor em sentidos aleatórios. Aquele que reconstitui os inconscientes (lat)entes, os arquétipos tecendo assim, versões, composições, canções em seu singular tear intuitivo vital. Baila doce ou intrigantemente pelas letras do coração, pelas rimas das sinas, círculos, quinas e esquinas; pelas falas sopradas pela emoção ao seu ouvido e que, na mente não calam, exalam em recital. Ou, da mente que grita expirando, suspiros e ais mirados, aos ventos da pulsação do mundo em cajado de paz, esperança, coragem, justiça, bem-aventurança em dança emocionada. Renasce a cada poema pintado sem medo, nem pudor, o idealista Poeta. A chama arde e grita na sua mente em constância como um guia interior em labaredas consoantes. Fogo que, sem hora se traduz e canta vivo em calor letrado na folha suave e amiga que, (pa)ciente espera o beijo ardente do toque da mão frenética da alma do arquiteto escritor. Existência esta que, crua - pura - desnuda e andarilha trilha os caminhos das estrelas, das ruas, das labutas nos pisos batidos e, das luas nos céus (in)finitos. Cada poeta ousa, voa e pousa configurando o enigmático, o carismático, o amorosos, o hilário ou ingênuo emblema nas partituras respectivas versejadas e tão bem sopradas no coro ungido. Desliza a imagem construída, numa celebração de versos, em andor. Pelos sopros doados e comungados emitidos pela conjugação da união poética obtida, uma legítima e considerável centopéia "viva" se apresenta agora.
(Véra Lúcia de Campos Maggioni)

A voz silencia. O pensamento relaxa. A alma levita. Surge a inspiração. O poema flui. Aqui e acolá, faço uma pausa. Troco a emoção pela razão. Depois, retorno ao devaneio, espreguiço-me. Entrego-me ao prazer, com a absoluta nudez que o romantismo sugere. Deleito-me sobre a folha de papel, rabiscando o que vem a ser o prazer. Tento explicar o inexplicável. Impulsos, que somente o amor pode provocar. São lembranças, momentos vividos a dois, quimeras inesquecíveis de um tempo que vai bem longe e que hoje faz-me poetar, falando do meu para um outro coração, descrevendo minha saudade em miúdas rimas, entre o sorriso de felicidade, a lágrima do adeus, e o lamento dorido da mais profunda solidão.
(Laura Limeira)

E é na mais profunda solidão que mergulha o poeta quando seu sentir não expressa. Há uma dor tão intensa que no seu pensar só habita a urgência de seus versos revelar... São tantos os sentimentos, e a um só momento que o fazem calar... Mas é dessa dor que dói mais que os poemas explodem em ternura, saudade, amor, felicidade... Pois, poeta sem versos é alma sem paz...
(Liane Niremberg)


Edição: Neli Neto
30.04.06

Música: Your Love - Bruce Deboer

 

 
 
 


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