"É bom estar só porque a solidão é difícil, razão mais forte para a desejar. Amar também é bom porque o amor é difícil. O amor de um ser humano por outro é talvez a experiência mais difícil para cada um de nós, o mais alto testemunho de nós próprios, a obra suprema em face da qual todas as outras são apenas preparações. É por isso que os seres muito novos, novos em tudo, não sabem amar e precisam de aprender."
"Nisto consiste o erro tão freqüente e tão grave dos novos: precipitam-se quando o amor os atinge, porque faz parte da sua natureza não saberem esperar. Entregam-se quando a sua alma é apenas esboço, inquietação, desordem. (...) E cada um perde o "sentido do largo" e os meios de o atingir, cada um troca os vaivéns das coisas do silêncio, cheios de promessas, pela confusão estéril, de que só pode sair fastio, indigência e desilusão. Só lhes resta refugiarem-se numa dessas múltiplas convenções que existem em todo a parte como abrigos ao longo de um caminho perigoso". (excerto de Cartas a um Jovem Poeta - Rainer Maria Rilke)

Quando o amor nos atinge, não importa se somos novos ou velhos. Experiências podem nos ensinar a conviver com o sentimento abismal que nos assalta e só. O amor é salto livre, coração esvoaçante, voador, alma sentimento avassalador. O amor é como queda livre em precipícios caindo em lagos gelados e voltando renovado a cada novo entendimento. Um sorriso nos faz vibrar e viver, uma palavra fora de hora pode nos fazer infelizes por muito tempo nos fazendo amadurecer, crescer e voltar a tentar... fazendo-nos esperar, recomeçar, falar. A conexão existente entre pessoas que se amam e tem paciência é bem mais fácil, mas o amor, amor mesmo é difícil e maravilhoso em qualquer idade.Não podemos é ter medo de sofrer, parar de procurar, de querer e de tentar verdadeiramente amar. (Marineide Miranda)

Um dia nos consideramos a obra mais perfeita da natureza, para num repente percebermos que há em nós uma incompletude tal que põe em cheque esta perfeição. Diante do amor não somos demasiadamente novos ou velhos, somos intrinsecamente a essência do que sentimos. Por isso devemos cuidar, pois que amar é o ato paradoxal de precisar visceralmente e ao mesmo tempo prescindir do outro, e isto é também abrir mão de um pouco do que somos. O ato de amar é por si algo que nos impõe ao reconhecimento de não sermos o bastante para nós mesmos, e ainda que sendo assim é nosso desejo bastarmos a quem amamos. Amar gera o desconforto de abrir mão do sermos plenos em nossa solidão, é perder um pouco da paz interior. Por amor nos pomos livres a caminhar tranqüilamente à margem de um desconhecido. É o amor que nos liberta para nossa própria desapropriação. (Clivânia Teixeira)

Quando amamos nunca estamos sós! Conviver com as pessoas e conviver bem é um dom que nem todos têm.Temos que engolir sapos, às vezes, mas devemos sempre ter paciência com quem está sempre nos dando amor e carinho. Os filhos, por exemplo, sempre exigem muito dos pais e muitas vezes não retribuem o que recebem. Mas nós temos a obrigação de orientá-los bem, no amor de Cristo principalmente. O que mais falta aos jovens atualmente é a fé. Não acreditam em nada e agem como se fossem os donos do mundo! A exigência os acompanha a todo instante, é com os pais, a namorada, os amigos e nunca estão satisfeitos com a vida que tem. Querem sexo, bebidas e festinhas em grupo, ou em clubes noturnos. Nós os pais estamos sempre preocupados, sabemos que bebida e direção não combinam, mas é o que mais fazem! Eu como mãe que sou de quatro homens, vivo com o coração nas mãos, sem dormir até que todos estejam em casa. Tenho vários amigos, que tem filhas e estão com os mesmos problemas e mais ainda, sempre preocupados com gravidez precoce! Em contrapartida, eles nos fazem tão felizes, pelo simples fato de existirem em nossas vidas, talvez seja por isso que vivemos só para eles, nossos queridos e amados filhos. (Gena Maria)

Pensando bem, difícil não é amar por um instante, difícil é seguir amando pela vida a fora, dia após dia, mês após mês, ano após ano. Difícil é sentir na própria pele a dor do ente amado. Difícil é dar a vida por quem se ama. Nisso se resume o verdadeiro amor: na doação total e irrestrita, sem recompensas, sem prêmios. Amar é fácil, principalmente quando se é amado. Amar não é só alegrar-se com a alegria do ser amado; é entristecer-se com sua tristeza, adoecer com a sua doença, passar frio para que o outro se aqueça. Amar não é apenas o prazer da conjunção carnal, é assumir juntos a responsabilidade pelos frutos gerados por este amor. É ensinar os filhos a amarem, pois somente assim seremos eternos, perpetuamente transmigrados de geração a geração. (Roberto Cursino de Moura)

Seguir amando implica em deixar de lado o mundo. Amar é renunciar a tudo. Até mesmo às nossas próprias convicções. Infelizmente, só percebemos o sentido dessas palavras quando vivemos um tanto da vida necessário a estabilização de nossos critérios. Muitas vezes, mesmo sem saber definir a intensidade de nosso gostar, sofremos porque é bom sofrer de amor. Mas, não se pode definir uma idade padrão para gostar. Quando acontece, pode ser louco, inconseqüente, atrevido, mas bom de ser vivenciado. Mesmo que essa vivência não perdure. E quando o amor existe, deixa laços que não se desatam facilmente. Alguns caminham juntos porque assim aprenderam. Outros, sem saber ao certo que caminho tomar, enveredam por atalhos que nem sempre desfazem os nós de suas vidas, fazendo do amor, algo sem sentido. E o verdadeiro sentido é este mesmo, entender que o sentido é um só. Aprender a compreender. Então, conclui-se, o amor é fácil, mas não tão simples de ser entendido. (Lara Cardoso)

O amor seria fácil de ser vivido a dois se entendêssemos e não pensássemos que a vida, a liberdade, o olhar de nosso amado nos pertencem e que nada vêem além de nossa imagem se não exigíssemos sua reciprocidade e não pensássemos na intensidade que o vivemos... Imaginar que nada e ninguém mudariam o seu amor, seria mera utopia... O amor é mutante por si só, assim como a vida que muda um pouco a cada dia... Mesmo os sentimentos que nos ligam intrinsecamente, não deixam de ser passíveis à natureza que nos faz volúveis... Ignoramos, se, certos ou errados, os desejos que nos levam a partir em busca de novos vôos... novo ninho, serão ou não, maléficos à pessoa que até há pouco, era a constante e a razão de ser de nossa vida! Cada qual terá que aprender a conviver com seus próprios sentimentos e suas dúvidas...! (Iracema Zanetti)

E assim vivemos, nesse eterno aprendizado de nós mesmos, entre as descobertas dos segredos, nas fendas, dos mistérios que habitam nossos sentimentos mais profundos... Amar, deixar-se amar, sentir-se amado! Nada há de tão extraordinário quanto mergulhar nessas imensas ondas de emoção, embora possa nos faltar o ar, possa turvar-se o nosso olhar, possamos perder o rumo, sem saber voltar ao centro do que julgávamos ser a nossa realidade. A imaturidade ama desesperadamente, deixando-se contagiar pelo Amor de maneira a não lhes ser um bem, mas um fardo, uma luta, uma pressão terrível. A colorida magia se desbota entre nuvens de lágrimas e medos desnecessários. O amor, quando chega, ilumina e aquece, embora queime... A beleza desta chama é deixar que se transforme em luz a clarear caminhos dentro do peito, passo a passo, indefinidamente. (Mellíss)

E o mais belo é amar tanto, tanto, que essa beleza pareça indecente aos olhos de quem não acha o amor possível. E eu falo de amor. Amor total, completo, o amor do agora, neste momento, o amor do aqui, neste lugar, sem lembranças de amores idos ou de quereres vindouros. O que se foi e o que virá são quimeras, utopias. O real é o toque, o contato, os beijos, os abraços, as palavras, o gestual, o som e o silêncio, os movimentos e as pausas. O real do amor é o momento. E isso é belo. Significa a plenitude, o nirvana, o cessar dos desejos do qual os budistas falam. Realização de planos, sonhos, sentimentos, sentidos, a presença da vida. Sim, pois vida é isto: um ato de amor. Desde que ela começa. Antes que ela comece. Um ato de amor que dá vida a vida, que dá sentido a vida, que justifica a vida. (Fatima Dannemann)

M a s... são tantas as maravilhas do amor e suas particularidades. Em cada um, um sentimento construído para e pertencido ao outro, envolvendo ambos, espalhado para muitos. E tão variadas as formas de amar e de sentir quantos são os destinatários e histórias de amor. Tantas as realidades quantas as fantasias e sonhos que encantam um e outro. Tantas as passagens e muitos os passos e jeitos de passar numa caminhada de encontros e desencontros. Do achar e perder, do perder e se encontrar, quem sabe de um modo diferente de como se era quando uma chama acendeu, algo intenso aqueceu, iluminou e refletiu, porque sentimento é risco, não se mede nem se explica, nem sempre se entende, muitas vezes não tem lógica, posto que diferente das muitas razões em cada viver. (Lourdinha Biagioni)

E é só arriscando que nos possibilitamos a caminhar a amplos passos para o encontro do desconhecido que poderá vir a ser algo de importante em nossas vidas. E é com a dúvida do que poderá vir a ser que nos impulsionamos cada vez mais numa aventura sem resposta imediata. Pois só o tempo dirá realmente se o nosso objetivo inicial foi verdadeiramente alcançado. Cruzamos em nossas andanças com mil faces multicores, e só uma irá alcançar nosso coração sedento de amor. Quando o encontramos nada mais importa, se novo ou velho, se feio ou bonito, ele chega e toma conta por completo de nossa alma, preenchendo todo um espaço vazio que se encontrava à sua espera. A solidão que antes era nossa companheira perde por completo o seu sentido, já que enfim, foi preenchido o seu lugar. (Neli Neto)

Eros ou Cupido... Um só destes dois deuses pode nos levar ao sentimento de que não estamos sós? O desejo puro e simples faz parte do amor ou o amor é que nos leva a sentir o desejo de possuir o ser amado? Difícil, muito difícil é tentarmos não pedir a esses dois deuses que nos protejam, que nos auxiliem quando encontramos aquele que irá nos completar. Mas, na verdade, a vida plena somente encontramos quando amamos tudo que nos cerca: o orvalho na grama verde, o riso cristalino de uma criança, o marulhar de um regato, o sorriso que traduz uma calma infinita no rosto de um velhinho que passa, a vela branca de um veleiro que vem vindo ao nosso encontro balançando sobre as ondas, a gaivota que cruza os ares. São todos esses momentos, todas essas visões de vida que podem nos levar a construir nosso castelo de sonhos para que nele resida aquele que sorrirá quando lhe dissermos simplesmente: Eu te amo! (Leda Galvão)

Os momentos mais sublimes da vida são aqueles em que você se sente completo, despojado de culpas, isento de remorsos, compreensivo, paciente, amando de uma forma mais abnegada, cobrando menos do ser amado, sendo cúmplice e parceiro. O respeito pelo outro e pelo espaço do outro, tudo que parece tão simples no convívio acaba se tornando muito difícil se você não está bem consigo mesmo. Primeiro tem que se gostar para poder depois se dar bem com o outro. Respeitar-se e estar inteiro, seguro de sua capacidade infinita de amar, compreender o outro, aceitá-lo apesar de suas idiossincrasias, é realmente muito difícil. Mas... nada vale mais a pena que a insuperável bênção de um grande amor correspondido! (Dorinha Yoshinaga)

Corresponder-se na linguagem do amor é ao mesmo tempo amplo e restrito. Abrange desde a entrega mais particular das nossas próprias intimidades, em delicados ou ferozes atos de troca física, até a delicadeza sutil de uma singela ponta de olhar. É amplo quando o objeto de amor se torna maior que o Universo, transformando-se, ele, o Amor no próprio centro do universo em que se vive. É restrito quando exclui de sua abrangência um leque maior de pessoas envolvidas, limitando a um único foco toda esta energia.Torna-se egocêntrico e, portanto, passível de todas suas conseqüências doentias. Corresponder-se na linguagem do amor é um verbo que só pode ser conjugado nas pessoas do plural, onde a partilha deva ser incessante, a troca intensa e a completude sempre evolutiva. Corresponder significa "também responder", ou seja, perguntar e perguntar-se, responder e responder-se, algo dinâmico e incessante, uma viagem de ventos brandos, marés calmas e correntes promissoras. A essência, para que haja correspondência entre as pessoas que se amam é, antes de tudo, compreender que só se pode ser feliz e realizado se aquela pessoa a quem se ama também assim se sente e está. (Gabriel M. Ribeiro)

Esta troca de dar e receber, de amar e ser amado. Parece ser uma imposição da juventude. Se esta na essência das coisas não me avisaram até hoje, pois acho que fiz tudo de errado. É preciso muito amor para alguém amar neste mundo. A loucura da vida domina nossos atos e nossas aflições.Tudo pode ser uma miragem , e se esta ao sol caminhando com aves no céu. O oásis é uma benção, uma parada em nosso sofrimento, mas não é duradouro. Nenhum amor é eterno na forma e no conteúdo. Esta sempre se modificando, se renovando em cada olhar perdido, em cada beijo desesperado. Não me preocupa se vai ter fim, quero apenas que seja bom, que possa marcar a nossa presença nesta terra. Eu tenho de dizer que amo a Deus, amo o céu, amo a lua. A nossa verdadeira missão, tem de desenvolver a capacidade de superar a dor e as dificuldades que surgem a todo momento. Mesmo que no fundo algo nos arrasta para o silêncio, para a solidão da eternidade. Não me arrependo de ter amado, de ter chorado, fiz e tentei algo melhor tenho certeza. E ninguém vai poder me tirar isto de dentro de mim. Antes que meu tempo e minhas linhas se esgotem. Vale a pena amar, ouse amar. (Carlos Assis)

Todo amor dói, mas na próprio amor acha-se a cura, portanto ama tudo que puderes, ame as flores, o céu, as estrelas, o mar, os animais.Viva de amor, porque amor é sempre amor. Não importa a idade, nem mesmo o passar dos anos, o amor jamais muda na sua essência, Alguns vivem mais intensamente o amor, outros...menos, tudo depende da química da sensibilidade. Não importa. A flor com sua candura, beleza, murcha e morre, e será sempre a mesma flor. Amor...é sempre amor. (Nelim Monti)

Amar, é ser livre e ter esta, como predileta forma de viver, amando e sendo amado.O amor só é autêntico quando despido de sentimentos pequenos e mesquinhos. Ama-se e pronto, sem conjeturas. Há quem diga que amor de verdade só se é vivido em sua grandeza e totalidade por alguém de mais idade. Mas ama-se quando também é muito jovem, em entregas, em maneiras e proporções diferentes. No amor geralmente não cabe o siso, cabe sim, muita euforia e muito romantismo... Quando ele nos acomete, acontece assim de improviso, nos inspira e no rosto fica logo um largo sorriso! Transformando as nossas vidas em participações e alegrias.A solidão foge de um lado pra dar todo o espaço a uma convivência em harmonia. Amar é deixar-se desabrochar, crescer, aflorar, é sonhar acordado...Amar é aceitar sem reclamar, é renúncias sem revoltas, é um sempre esperar e ainda depois poder dizer a quem se ama: EU TE AMO! (Susana Mendes)

Estive em um encontro em que não falávamos de amor: ríamos, havia solidariedade quando alguém se machucava no corpo ou na alma, trabalhávamos juntos, compartilhávamos e recitávamos poemas todo o dia. Muitos dos poemas eram amor, mesmo que não tratassem verbalmente do amor. Dias profundamente amorosos, delicados e fortes: nos escutávamos e víamos mutuamente, no desejo de romper as barreiras das aparências - naqueles momentos a vida era a via de duas mãos, existíamos eu e os outros. Aí, até parece a descrição que encontra-se no dicionário: “amar, verbo transitivo direto e pronominal”. Fazer pontes entre dois, duas, muitos...pro-nomes-pessoas. Ou pontes entre o humano e a natureza, na descoberta de que somos natureza, inda que natureza-humana. Amar é natural e, ao mesmo tempo é criar, cultivar - amar é arte - é correr riscos, é não saber se vivo ou morro. Amar, como viver - É. (Eliane Accioly Fonseca)

A arte do maior artesão, Criador da criatura, externa-se na emoção mais pura, doce ternura que aproxima corações. É sentimento que brota docemente, que pulsa incandescente inflamando, até que explode, inexoravelmente, num gozo de paixão. Ah! Emoção ambígua, que transita entre o prazer e a dor aguda. Provoca o arrebatamento e sugere tal candura, que há de se perder num momento de ternura, em consagrada loucura, sem receio nem pudor, apenas expressando puro amor! Fogo que queima depurando em seu calor, perpetuando por segundos o esquecimento, como se nada existisse além do tempo, e tudo lhe fosse permitido. Ah! Êxtase repartido, desejo, pura vontade! Amor é sentimento vivido, no toque do inconcebível, no espaço da liberdade. (Priscila de Loureiro Coelho)

Liberdade de ser e estar amando. Liberdade de atos e palavras. A verdadeira forma de expressão entre dois seres que se transformam em um...Chama ardente que se propaga traduzida em correnteza de paixão. O amor se manifesta e se faz sentir em todo o seu apogeu, incontrolável, imensurável...o apocalipse dos sentidos e da razão. (Sônia M. Grillo - Baby®)

Incontestável razão, incontrolável coração, nós, aprendizes da vida, matéria de emoções, trazemos entranhado em nosso Eu o sentimento maior, O AMOR, que não escolhe idade, não escolhe sexo, nem ocasião, simplesmente se instala e abala toda a existência de um ser, explode feito fogos de artifício e ilumina a face dos seres atingidos; mas estes fogos coloridos, cinza se transformam quando apenas um coração é alvo deste sentimento maior, e aí o sentimento paralelo ao amor, a solidão, no coração de um se faz dormideira e o esboço da dor se apodera da face que dantes iluminada era. Isto é o amor, as vezes cúmplice, as vezes solitário... mas sempre AMOR. (Arlete Maria)

Falando desse sentimento que ora sinto e conheço, digo com convicção que o amor é indizível, e assim sendo é também imensurável. O amor que fez-me enxergar no "outro" o valor real do existir - enquanto vida - por descobrir que é ele a real essência dessa vida. De difícil o amor não tem nada...difícil é o amar sem ser amado! Daí vem a saudade, a solidão, e o sofrer. Não sei falar sobre o sentimento amor, mas sei dizer de suas vicissitudes na minha alma e no meu coração. Foi ele quem me fez perceber quanto o céu é bonito e passei a cumprimentar o sol, a lua, e a chuva, todos os dias; descobri que fechando os meus olhos diante do mar, vivencio e realizo sonhos desde os mais simples aos mais prováveis impossíveis; passei a conversar com as flores, os pássaros, e o luar mesmo quando este deixa-se encobrir por nuvens escuras; descobri um universo encantado de apenas dois habitantes, onde o amor é irmão-gêmeo do tempo, e que como "nós", eles não têm idade; senti minha auto-estima fluir que nem mágica; minhas energias serem tomadas de novos ânimos; aprendi como é gostoso sorrir, dormir e acordar no dia seguinte; fiquei mais bonita; tornei-me uma pessoa melhor, e conheci o verdadeiro sentido do que chamamos felicidade! (Laura Limeira)

Se não fosse, o que seria? Sobre amor quis tecer, só falar dele, mais nada. Cogitei de ser bom tema, mas, confesso, não foi fácil! Apesar de vê-lo escrito, com pompas bem decorado, pareceu-me esquisito, uma alegria com fundo falso! Foi então, que descobri: amor não é poesia, tão pouco é gosto ou tato, talvez seja um suvenir, guardados de um olhar, que não tem mais validade. O amor é insubstituível, no entanto aceita outras parcelas para serem somadas. Posso amar à A, cessar de amá-lo e somar a parcela de amor por A, que é eterna, ao amor que nasceu por B. Não fabricamos o amor, ele nos fabrica amantes. Se não fôssemos comandados pelo amor, amaríamos somente a quem correspondesse ao nosso amor e haveria de se erradicar da face da Terra a desunião! Um dia quem sabe chegaremos lá: ao AMOR UNIVERSAL! (Olga Matos)


Edição:
Neli Neto
08.08.04

Música: Forever in love

 

 
 
 


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