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"Sempre
não tive a idéia fixa de que a velhice me traria muito? Em meus jovens anos
escrevi em algum lugar: primeiro nós vivemos nossa juventude, em seguida nossa
juventude vive em nós. Não sei bem, ainda hoje, o que eu queria dizer com isso
outrora. Mas eu tinha realmente medo de não atingir a idade de viver esta
experiência; eu o sabia profundamente, uma longa vida, com todas as suas dores,
vale ser vivida,. Claro, o valor da vida pode nos ficar escondido pelos
desgastes sofridos pela nossa carne, nosso espírito (...) do mesmo modo que a
juventude mais empreendedora pode se ver entravada em sua felicidade e em seu
sucesso, por um fatal concurso de circunstâncias; mas, por além das perdas, a
velhice adquire muito mais que a famosa aptidão à serenidade e à lucidez: ela
permite que se chegue a uma plenitude mais acabada." (Lou Andreas-Salomé In
"Cadernos íntimos dos últimos anos")
E esta plenitude mais acabada deve ser a meta da vida. Se a marcha do tempo é
inexorável, ninguém pode detê-la, ninguém pode estancá-la ou retrocedê-la,
porque então o medo de envelhecer? Se a vida for vivida de forma presentificada
e valorizada como um real presente, veremos então que mesmo na velhice se tem a
posse deste presente, a própria vida. Entretanto, não se chega a uma plenitude
com melhor acabamento se durante o processo perdeu-se pelo caminho o fruir do
viver. A idéia de que a velhice não acrescenta, nada mais é do que uma reação em
cadeia a um comportamento e um medo condicionado. Não se envelhece de um dia
para o outro, simplesmente se envelhece. Ao se deparar com esta realidade
imutável há duas opções: abandonar-se ou viver. Então, saboreemos a velhice na
sua totalidade, dia após dia a partir do nascer. (Cleusa Bechelani)
O melhor disso tudo, é que avançamos com o tempo, a idade aumenta, mas nosso
espírito não sente. Ele é como vinho, quanto mais velho, melhor, mais sábio com
suas experiências bem vividas. Ele se torna cada vez mais lúcido, compreensivo,
ponderado, calmo... incapaz de atitudes intempestivas que muitas vezes tomamos
quando mais jovens. Hoje, surpreendo-me, muitas vezes, relembrando com extrema
alegria e um gostinho de saudade, fatos da minha infância, da minha juventude e
até mesmo da minha vida de poucos anos atrás, e fica a vontade de não ter
saboreado o bastante, determinados momentos. A verdade, é que a vida passa tão
rápido, nós a vivemos tão intensamente, que não temos tempo de saborear cada
segundo de sua plenitude... ela passa e não volta nunca mais! Meu saudosismo é
imenso, não nego. Mas se eu pudesse viver outra vez, faria tudo o que fiz... com
certeza cometi muitos erros, mas muitos acertos realizei... provoquei muitas
lágrimas, mas muitos sorrisos também. É isso que a "velhice" nos trás: "a
capacidade e a consciência de aproveitar e viver a vida com alegria e serenidade
até o último suspiro!" (Ibi Macêdo)
O tempo é talvez o maior amigo da humanidade, ainda que algumas vezes dele
tenhamos receio. Austero em alguns momentos de nossa vida segue o destino sem
que nada o detenha, contornando de forma impecável todo e qualquer empecilho que
a ele se interponha... Outras vezes o tempo apresenta-se maneiroso, quase
preguiçoso, brincando com os fatos, fases e acontecimentos, promovendo a ilusão
de eternidade, e assim tecendo em nossa jornada o véu que acoberta a saudade!
Ah! A idade é algo que me faz pensar, é uma idéia, um sentimento uma emoção,
talvez. É o marco de minha passagem por este planeta, aonde vou deixando marcas
por onde passo e recolhendo as marcas que a vida deixa impressa em todo meu ser.
E, quando penso que a existência é infinita, percebo que a idade, quanto mais
avançada, mais bonita, porque traz em si o condensado de uma trajetória
repartida com toda a humanidade. (Priscila de Loureiro Coelho)
Quem diz que envelhecer é difícil não está mentindo de todo. Pois com o
envelhecer, como nas estações do tempo, chegam muitas etapas, que por mais se
tenha conhecimento, não são de todo esperada. E é essa expectativa desconhecida
do que poderá nos acontecer, que se cria o medo, o stress, a dúvida, de como se
enfrentar a velhice afinal. O envelhecer apavora sim e muito, por ser um rótulo
social. Sabemos diariamente que a situação do idoso é trágica, cercada de
preconceitos, até falta de respeito perante a sociedade. Quando na verdade, como
frutos maduros que somos, nos tornamos mais saborosos pela vivência adquirida,
com mais vitaminas em nosso teor, em nossa sabedoria, pelas experiências vividas
que só nos acrescentaram maiores informes em nosso cabedal de emoções.
Diminuímos sim nossos passos, tornam-se bem mais lentos ou até paralisados.
Perdemos todo um esplendor, o viço da juventude: rugas enfeitam as feições,
nossos sentidos mais vagos, cabelos brancos se afloram dando um ar de seriedade.
Só que o espírito não envelhece, permanecendo sempre bem jovem. E é por ele,
como uma bússola, que devemos nos guiar afinal. (Neli Neto)
Chegando aos 50 anos (meio século!) reflito em como o tempo se fez passar por
mim. É certo que as coisas que vivi, os momentos de alegria ou tristeza, os
fatos que presenciei, fizeram-me crescer em conhecimento, deram-me chance de me
conhecer melhor, de encarar a vida com mais tranqüilidade, de compreender melhor
as pessoas que me rodeiam. No entanto, o que me incomoda neste processo rumo ao
envelhecimento é justamente não poder usufruir de tudo o que acumulei em
conhecimento pelas limitações que o corpo me impõem. Por exemplo: hoje tenho
muito mais facilidade para aprender, mas já não tenho ânimo e disposição para
enfrentar o trânsito e 4 horas nos bancos de uma faculdade. Hoje me sei muito
mais madura para tomar decisões e para usufruir de uma vida a dois em sua
plenitude... mas já não sou bela o suficiente. Contrastes assim, incomodam-me um
pouco. Mas venho tentando encarar o meu espelho e tenho conseguido aceitar
relativamente bem as marcas que o tempo tem deixado sobre mim. (lisieux)
O tempo espelha o espaço de nossas (con)vivências: nascemos, crescemos,
adolescemos, sobre vivemos às intempéries e idiossincrasias da existência: sub
vivemos, revi vemos, amamos, sofremos, sonhamos. Por fim, envelhecemos...É
preciso en ve lhe Ser com Sabedoria. Como uma fruta, uma tartaruga, como um rio,
um oceano... dádivas à vida que nos brinda com a natureza, o céu, as estrelas, a
lua, o frio, o calor, a poesia de cada dia... O ciclo vital é tão belo, mesmo
com o sofrimento, com as agruras, com o medo do que virá depois do depois:
exultemos-nos. É preciso ser forte, persistente, resistente e flexível como o
bambu. Ser uma andorinha a singrar os ares de nossos sonhos, as nuvens de nossas
fantasias. Viver o agora como se fosse sempre, viver o aqui como se fosse:
eternamente... (Gustavo Dourado)
Eternamente, que conduz o tempo, à sensação da vida em continuidade, fora a
idade, fora os vãos ponteiros, fora até mesmo as marcas sobre a face, como a
lembrança ao fim de cada dia, de que jamais veremos a Eternidade. E este espaço
nos agregam horas, vemos passar histórias revividas, somos tragados pela
natureza e conduzidos às margens do destino, a revelia da compreensão, a revelia
da nossa vontade atravessamos horas, sonhos, dias, sem controlar a própria
identidade.O tempo é luz à sombra do saber, é a magia que se concretiza,
independente de breves sorrisos, ou de uma lágrima que nos contraria. Vamos
vivendo todos passageiros, em Trem preciso de único trajeto, aos nossos olhos
restam devaneios, aos nossos sonhos restam desatinos, e ao Tempo que dirige o
Trem da Vida, resta a regência dos nossos destinos. (Dayse Maria Moraes)
Embarcados estamos , com um mesmo destino . A eternidade mora na luz dos nossos
olhos, e dos nossos filhos. Nunca vou envelhecer a toa, meus cabelos ficaram
brancos ,meus dentes caíram , minha barba crescerá , meu corpo se modificará ,
mas minha essência não pode ser mudada . Somos maltratados pela sociedade ,
aprendemos com os erros e assim superaremos todos os medos. Adoro sonhar , sonho
até acordado , abraço todas as estrelas. A ilusão da vida supera todas as dores
e dissabores . Vivo para encontrar segredos e ouvir estórias . Não quero ficar
para sempre . Quando todos os meus amigos e amores se forem . Também irei
encontrá-los, aonde quer que seja , com um sorriso de menino no rosto. (assis)
Afinal, a vida significa muito mais que tempo. Somos, todos, passageiros de uma
esperança que nos empurra e nos faz seguir adiante, dia a dia, minuto a minuto,
construindo a eternidade que nos pertence desde sempre. Do infinito viemos e ao
infinito voltaremos. Nada há a temer, pois tudo é aprendizado, tudo está escrito
nas pautas dos nossos dias. Na verdade, assim como tudo muda, nós também
mudamos.É certo que resistimos às transformações que nos são impostas, através
dos reflexos exibidos nos espelhos, mas é libertador compreender que somos muito
mais que a imagem, pois o conteúdo pode refletir-se de maneira extraordinária
naquilo que somos, tornado-nos pessoas carismáticas e melhores, com o passar do
tempo. Desistir de acreditar que a vida é maravilhosa, isso é envelhecer. Somos
o resultado das nossas experiências, e aquilo que delas assimilamos dirá da
nossa capacidade de apreender aquilo que nos foi oferecido durante esse
percurso. É como estar no alto da montanha, olhando a paisagem, sabendo que cada
desafio valeu a pena. (Mellíss)
Quando jovem nunca pensei envelhecer. Ouvia as histórias de meus avós,
deliciava-me com sua sabedoria. Talvez por amá-los e sentir-me amada tenham
deixado em mim esta paz onde posso me refugiar. Lugar virtual e real de descanso
e alimento. Mas naqueles idos, envelhecer? para mim, futuro tão remoto quanto o
ano 2000 do qual "ninguém passaria", o mundo acabaria ali. Não acabou e agora em
2004, nesta era das incertezas um desafio: envelhecer sem deixar de ser mulher.
Talvez lá atrás eu não pensasse, mas já vivesse em meu corpo o que hoje
conscientemente vivo: nasci portando as sementes de todos ciclos pelos quais
passaria. Inclusive, os pelos quais ainda não passei. (Eliane Accioly Fonseca)
Quem conhece algum jovem que pensa em envelhecer? Acho difícil de se encontrar,
no entanto chega-se a um limite no tempo em que a realidade impõe-se e existem
somente duas opções: ou parte-se jovem ou parte-se velho e com certeza a grande
maioria escolhe a segunda opção. A sensação de juventude eterna é adquirida por
todos nós no trajeto da vida, e a sua intensidade é inversamente proporcional ao
tempo decorrido. É o espírito que nos ensina que teremos que conviver com as
limitações físicas sem deixar morrer a vontade de fazer tudo sem limites. Este é
o grande desafio de saber envelhecer, rejuvenescer a cada dia, administrando
limites sem perder a ilusão, o sonho e a magia de sentir que dentro de nós
existe a fonte da eterna juventude, mesmo quando se olha no espelho.
(Tahyane)
O velho jamais será o jovem de ontem, o tempo não passa em vão amadurece, e faz
a sabedoria do bom senso, nada faz jus dizer que o envelhecer é morrer. Morrer é
perde o tempo em suas coisas fúteis, não reconhecendo a verdadeira expressão do
seu eu no bater do relógio que marca o passado em rumo para presente olhando
para futuro, jovem ancião é aquele que no dia a dia ensina ao futuro ancião a
sabedoria dos versos da vida cheios de encanto e sabedoria. Morro sim no meu
exterior, pois meu interior jamais cear corroído pelo tempo, marcho pela
serenidade que vida me ensinou a ser justo e professor dos tomos e salto da
vida. (Isaac Miguel Ingberman)
Por isto, quando fito meu rosto no espelho, percebo que aquele rosto não é o
meu. . . Aquela face é a que o mundo vê, pois dentro de mim ainda sou muito
jovem, embora os anos digam o quanto eu já vivi. Conheço cada ruga do meu rosto,
cada marca do meu corpo, como partes da história que vivo.Conheço minhas
limitações e meu cansaço; hoje me sei capaz de compreender o que antes me fora
tão difícil e que agora não tem importância, ou passou ater outro sentido. E
este entendimento e aceitação do meu eu repleto de sabedoria e de esperança no
futuro ainda tão distante, é minha maneira de envelhecer. (Maytê)
Acontece, sim, de me olhar no espelho e não me reconhecer ou perceber-me alguém
diferente de antes. Em alguns pontos, melhor. Sou outra pessoa que me olha de
volta enquanto devolvo perguntas e respostas. A cada momento com uma das muitas
faces de uma mesma, que se desdobram e se amoldam às circunstâncias, ao longo do
tempo e com os mesmos olhos de antes, um novo olhar agora pedaços meus que se
foram, se perderam... ou que deixei em um ponto do caminho para prosseguir.
Outras "vestes" que se somam a mim e vou usando, enquanto continuo de
passagem... persona...pessoa... passando, pássara até outro vôo... (Lourdinha
Biagioni).
Vôo! Como um pássaro que sobe cada vez mais alto e vê cada vez mais longe. Sou
da geração de mudança em que, na negrura mais funda lutamos, com tantos reveses,
risco, infortúnios... por um debalbar que hoje se comemora: Passamos da mais
antiga Ditadura da Europa, à Democracia. Fomos o último vergonhoso Império que
nos consumia enquanto Povo mas cujo manto inglório e ruço atiramos ao chão! Como
não falar da História em que participei, nesta data em que se comemoram trinta
anos de Liberdade no meu país?! Saudades de outrora... não tenho. Vivo de
esperança e de luta. Saboreio intensamente cada minuto que passa, feliz por
ter-me sido emprestado por Deus. Grata. O tempo é ilusão. Não sinto a velhice,
mas alegro-me de sentir o amadurecimento. O meu corpo é apenas o casulo
temporário que habito e segue o ritmo da natureza: Decai, enquanto a minha alma
se prepara para a libertação. (Maria Petronilho)
Uma libertação que acredito, irá vencer qualquer barreira de tempo e espaço. Não
envelhecemos porque o tempo passa, mas sim, porque nós é quem passamos.
Conscientes que somos que a maturidade é a mãe da sabedoria e da paciência,
chegamos ao estágio em que o que quer que nos aconteça a partir de agora, será
com certeza algo que nos impulsione ao infinito. (Sonia M. Grillo - Baby®)
Coração e alma em concordâncias mútuas num corpo vivido adentram uma nova
etapa..Na mente, a serenidade se posiciona relembrando histórias de uma
vida..Marcas num rosto, antes em rejuvenescido brilho, agora na opacidade, a
pele, a idade que se vinga. É o tempo correndo, é o olhar-se num espelho e numa
rápida trajetória e ver-se ali já envelhecendo.. (Susana Mendes)
Por que fixar apenas em uma imagem no espelho uma vida plena? Rugas devem ser
apenas sinais, nunca cicatrizes. Devemos reencontrar no rosto que nos fita o que
fomos, nossos sonhos, nossas lutas, nossas vitórias. Deixemos que apenas ele
fique ali parado, em sua imobilidade de aço e que não seja reflexo ou retrato de
um passado que se foi, mas de tudo aquilo que faremos no futuro. Viver, não é
derramar lágrimas, mas dar "a volta por cima". Somente o tempo poderá ser
considerado como "vingativo" se nós mesmos ao invés de aproveitarmos nossas
experiências, quedamo-nos sobre elas, não as utilizando como um trampolim para
um glorioso e lindo salto para o muito que podemos ainda realizar. Não devemos
apenas envelhecer, mas administrar nossa velhice. Essa é, pelo muito que a vida
nos ensina, a melhor receita para continuarmos admirando as paisagens, sentindo
o perfume das flores, nos alegrarmos com o riso de uma criança e continuarmos
pensando que o mais importante para nós e para os que nos cercam, é que estamos
VIVOS. (Leda Galvão)
Sim, o mais importante é estar vivo, sentir a alegria expandir-se por todos os
poros.Cheguei à velhice, lúcida,feliz e saudável! Vivi meus dias plenos de
magia, comigo mesma, aprendi com a vida que temos de ser felizes, sem depender
de outro ser, para nos prometer felicidade. A felicidade mora num cantinho
risonho de nosso âmago, e ali se aloja eternamente. Devemos seguir em frente,
como na época da infância que foi só nossa, na juventude calorosa, na idade
madura e inteligente e na velhice que torna, como no tempo de criança, a ser
novamente só nossa! A velhice surpreendeu-me, por ter chegado do modo que eu a
esperava! Minha essência junto a ela, continua sempre jovem. Oh, Deus ensina-me
novamente, a chorar de alegria, aceitar a tristeza, e suportar a dor com
dignidade! Continua a fazer-me crescer até o último suspiro! Estar atenta ao que
se passa à minha volta, amar o céu, o luar e as estrelas, sem querer saber o que
se esconde por trás de tanta coisa bela. Amar as crianças, sorrir-lhes
largamente, jamais esquecer de olhar em seus olhos e dizer-lhes com amor:
Crianças vivam plenas de esperança, o sol nasce para todos, por isso a vida é
bela! Cada pessoa envelhece da maneira que desejar, podemos ser felizes até o
último suspiro, sorrindo e zombando da morte, ao vê-la e senti-la, como o fim e
o começo de novo ciclo. Olhar-me ao espelho, ver reflexos dos sulcos profundos
de minha face, e mesmo assim dar a mais linda e sonora gargalhada de
felicidade... Sentir que minha essência, continua a mesma, permanentemente
jovem, será minha linda realidade, ao saber que vivi cada ciclo de minha vida
com muita calma e naturalidade. Chegarei ao final de meus dias, abençoando-os,
por vivê-los como os desígnios, e meu amor a Divina Santidade! Despedirei-me da
vida... chorando de saudade... (Iracema Zanetti)
Quando tiver que me despedir da vida - desta - irei sabendo que vou voltar!!!
Irei sorrindo para uma outra esfera e esperarei o retorno como um recém-nascido
a sorrir. Sei que retornarei e vou estar feliz em nascer ou renascer, crescer,
envelhecer sorridente e feliz como agora, como se tivesse dezoito de idade no
coração, na mente e na alma!!! O corpo envelhece, dói, nos faz sofrer um
pouquinho. Mas o espírito continua jovem, feliz, risonho e rico em feitos.Ele
nos faz, voar, levitar, amar as pessoas e as coisas e a enxergarmos com leveza,
com transparência, com amor!!! Amor Universal, daqueles que nos tornam doces e
fazem da vida de todos puro mel!!! Quero envelhecer o mais possível e
transbordar amor por todos os poros!!! Quero morrer feliz sabendo que vivi cada
momentozinho possível, que dei tudo de ternura que tinha dentro, que amei cada
pedacinho de tudo que DEUS criou!!! (Marineide Miranda)
No curso da vida que corre contínua, escorre por entre meus dedos o presente e
leva consigo a plenitude da pele, a vivacidade do espírito, a pureza do sorriso,
o brilho do olhar, o cheiro de lírio que exala perfumando o
ar...envelheci?acredito que sim, todos envelhecemos no nosso recipiente, mas a
vitória da vida é manter o conteúdo cada vez mais pleno, é o inverso,
envelhecemos por fora, mas nos mantemos sempre jovem por dentro, mesmo quando
nossa hora é chegada, e sem importar a idade, cada dia após dia, um dia atrás do
outro, nos leva um pedacinho de juventude e nos presenteia com um pouquinho de
experiência dia a dia, experiência esta que nos permite entender nosso destino,
se doído ou se um mar de felicidades, é a chamada maturidade, a sabedoria plena
em aceitar o que você vê sabendo realmente o quê e quem você é, um SER completo
na sua essência! (Arlete Maria)
A despeito dos anseios e da certeza que a vida valia a pena qualquer que fosse a
trajetória, sei que habita em meu ser um espírito que agora diz muito por que é
ele o corpo da juventude que vive em mim. É esta energia e força interior que
desconhecia na totalidade tal a projeção do olhar que transcende o horizonte.
Descobri o ouvido para a voz de todos os desenganos somente possível à acuidade
da sabedoria. Toda esta percepção proporcionou-me uma mudança de valores que me
fez perder o medo de envelhecer. Talvez tudo o que pensei outrora fosse apenas a
desculpa juvenil que temos que dar a uma prospecção nossa para adivinhar o
futuro. Aquieto-me e a única forma possível de entender este momento é que agora
tenho todas as certezas dentro de mim . Desgastei-me a medida que o meu espírito
tornou-se mais denso e só por ele pude atingir a plenitude. (Clivânia Teixeira)
Pois é... O tempo passou. Olho para trás, não com olhos de nostalgia, mas com
olhos amorosos. Agradecendo por tudo o que vivi. Foi toda esta experiência que
me deu respaldo para chegar ao meu hoje. Ao meu momento de agora. E me sinto
poderosa. Não velha, antiga, envelhescente, não. Nenhum desses rótulos. Terei
eternamente o fogo da juventude em mim pois isto significa o fogo da própria
vida. Sou poderosa e plena porque tenho uma história. Tive erros, acertos,
alegrias, decepções, poderia escrever uma novela sobre mim mesma e teria o que
contar. Mas, isto não traria de volta os momentos vividos. E por mais que eu até
sinta saudades de alguma coisa, prefiro o hoje. Este é meu real. Não importa
quantos anos tenha, não importa quantos anos ainda me esperem no futuro. Estou
aqui, agora, sou eu vivendo a vida sem medo dos rótulos que acompanham a
velhice. O fogo da vida arde em mim. E é tudo o que importa.
(Fatima Dannemann)
Edição:
Neli Neto
26.06.04
Música: Brejeiro
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