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"O amor pode parecer fusão total, mas
é o enfrentamento de duas necessárias solidões: dois senhores, dois reis, cada
um eventualmente disposto a fazer-se escravo, mas não podendo abdicar de sua
condição, sob pena de se tornar invisível, portanto impossível de ser visto e
amado. O amor pode imprimir sua marca na distância entre os dois amantes, como
uma pegada numa seda estendida, mas a seda estará ali, afirmação indiscutível:
somos dois." (In Secreta Mirada, Lya Luft)
Uma afirmação, de que o amor se alimenta da cumplicidade e busca o entendimento
na construção do viver a dois, mesmo que a presença física esteja ausente, há
sempre o brilho no olhar dos amantes à espera do encontro de corpos, dos gestos
sem palavras, do sentir da pele, da paixão que desperta a sensualidade e do
encontro entre a sensibilidade da alma de cada amante. No acoplar dos corações
apaixonados, releva-se os momentos difíceis, destrói-se as mágoas e apaga-se a
incerteza. (Marilda OlhosDe£in¢e)
Os amantes julgam-se certos de serem indivisíveis, mas para que se chegue ao
"nós", torna-se imprescindível o "eu" e o "tu". Como não separar, se são duas
pessoas querendo se tornar uma, mesmo que exista a distância a separá-los? Como
explicar tal equação? Oras, o amor não precisa de explicações! Só ele pode tudo,
só ele é capaz de equações que nem o mais renomado matemático é capaz de
entender! Por quê? Porque o amor não é lógico e nem se explica, ele apenas se
basta, levando os amantes até mesmo a se sentirem indivisíveis!
(Elisabete Compiani)
Não obstante serem os amantes personalidades distintas, sentem a necessidade de
estarem próximos, entrelaçados, fundidos um ao outro na busca de um ideal comum:
a felicidade. Pessoa diferentes física e psicologicamente, quando unidas pelo
mesmo ideal tendem a assimilar as características do outro, porém nunca chegam a
anular-se, porque isso seria a negação do princípio fundamental do amor, que é
aceitar as pessoas como elas são. (Roberto Cursino de Moura)
Nada tendo a temer do amor, os amantes poderão vivê-lo de forma absoluta e
natural, desde que os problemas para essa realização, não sejam dificuldades de
natureza afetiva, mas sim relacionados à liberdade e individualidade de cada
um... O amor estará sempre inteiro e pronto para o momento certo, para o aceno
definitivo e irrevogável...E uma vez em liberdade, amar será tão satisfatório e
natural como respirar, procriar, nascer e morrer. O que geralmente falta, é a
coragem de exercer a necessária liberdade para isso. Amor e sexualidade não
podem ser entendidos e vividos em separado. Ou, fundamentalmente, estará se
bloqueando a capacidade de cada um, de ser livre e suficientemente forte para
buscar a originalidade e a ludicidade única que é a própria dinâmica do amor.
(Sonia Pallone)
Nascemos sabendo nada. Apenas, as funções básicas da sobrevivência. Tudo tem se
que aprender, inclusive a amar. Esta forma diferente do amor de cada um muito
dependerá da infância, das relações parentais, do meio em que se foi criado, da
cultura a qual se pertença. Mas, seja como for, de uma forma geral, uns só amam
"se", outros "quando" e alguns "para". Poucos são os que amam "com". O amor foi
feito para exercer a coragem , a ousadia e a liberdade. Muitos fracassam por
medo de várias espécies, sendo o maior deles o medo de ser rejeitado. Porém, o
tempo não importa. Para os que querem sempre há uma oportunidade de superarem
seus bloqueios. Estarão preparados quando souberem amar "com" e compreenderem o
que é o respeito ao outro e às diferenças. Aí, então, amor simplesmente
acontece. Ah, o amor... Este mais profundo e delicioso dos nossos sentimentos,
talvez... (Sergio Apollinário)
Ah amor, amor... O mais profundo dos sentimentos, sim. E também o mais
complicado. Sim, complicado. Imagino o amor como uma estrada. Uma linda estrada
cercada por flores, belas paisagens, passarinhos cantando. Mas... Não, não
espere uma estrada em linha reta, asfaltadinha, sinalizada, certinha, pois o
amor, jamais será exato como dois é a raiz quadrada de quatro. Não. O amor é
inexato e muito me admira que a maioria dos poetas busquem rimas quando querem
falar de amor. Melhor deixar correr solto. Nada de expectativas. As expectativas
e os sonhos são inimigos do amor. Deixando fluir talvez... Ah, quem sabe!!! Além
daquela curva que surge inesperada depois de algumas lombadas e buracos pode
estar uma bela surpresa. De repente alguém te abre as portas do carro, te dá uma
carona e a viagem pela estrada do amor é mais tranqüila. Viagem tranque-la...
Humpf, isso nunca. Talvez o que complique essa história de amor são as
expectativas. E as teorias. Melhor deixar correr solto... Quem sabe? E um dia...
(Fatima Dannemann)
E um dia se encontra o amor que se espera. Somam-se planos, dividem-se sonhos,
multiplicam-se esperanças, diminuem-se dores. Porque o amor é a melhor fórmula
para se combater as tristezas da vida. Amor compartilhado é sinônimo de
crescimento, garantia de dias felizes, ainda que as dificuldades venham. Andar
lado a lado com quem se ama é certeza de que os caminhos, ainda que repletos de
pedras, levarão a lugares de remanso e paz. Mas... e se amor se apossa de um só
coração e, em via de mão única, caminha? Se o objeto do desejo não é alcançável
e a expectativa de felicidade a dois se perde? Ah! Aí o amor pode tornar-se o
mais cruel dos sentimentos. Isto porque o ser humano não compreende que a
felicidade não pode depender de outra pessoa, que o amor deve ser sentido e
partilhado em sua plenitude e não deposto aos pés de alguém, que tanto pode
estender-lhe as mãos, quanto pisoteá-lo. (lisieux)
Quando acontece, de barreiras intransponíveis, ou pequenas dificuldades em
relação ao amor, esbarrarem naquilo que sentimos ou até idealizamos sentir,
sempre esbarramos na dor. Amor e dor andam juntos caminhando lado a lado. Um não
vive sem o outro. São sentimentos indissolúveis que agigantam-se
proporcionalmente em quantidade e plenitude. Maior o amor, maior a dor. E a dor
surge implacável, marcando o seu lugar, da desilusão do amor ou da não
correspondência dele. São sonhos não realizados, amores desencontrados e até
mesmo unilaterais, ou da morte do sentimento que antes comandava seus passos com
a partida sem volta do seu par tão desejado. O medo provoca a dor e a incerteza
do amor. Quanto mais se ama, mais sente-se medo de perder este amor e de não
vivenciá-lo. E a dor aloja-se então cegando seus passos como companheira
constante de sua caminhada... (Neli Neto)
O medo de não vivenciá-lo, restringe muitas vezes as atitudes audaciosas, o
jogar para o alto as convenções, o esperado ser feliz de qualquer jeito...
Tratemos pois de espantar a dor, não temê-la, fazer de conta que ela não existe
e viver o amor em toda a sua plenitude, gozar suas delícias, aprender a arte tão
sutil de deixar-se levar pela correnteza enquanto for possível! Pelo menos, se
um dia o amor se findar nos causando sofrimento (sofre-se de qualquer jeito
mesmo), teremos lembranças de bons momentos vividos, de emoções partilhadas, de
caminhos cruzados, de vida a dois, de gestos carinhosos, de entrega total... E
aí sim, terá valido à pena. Melhor recordar com saudade um amor vivenciado do
que não ter amor nenhum para relembrar. Vivamos o amor e deixemo-nos levar por
ele e tudo o mais será conseqüência natural. A vida só é bem vivida quando
sentimos amor, quando nos doamos a alguém e recebemos em troca sua doação para
vivenciarmos a dois, um só caminho. Amemos pois! (Baby®)
O amor desfruta de um espaço inalienável na alma humana. Sem escritura
definitiva, quando muito exteriorizado em proclamas; sem contrato de
indissolubilidade, quando muito eternizado na crença da Fé; sem DNA - ácido
desoxirribonucléico - genético, quase sempre acredita ter encontrado sua alma
gêmea... O amor não é objeto visível, mas modifica o olhar de todos que amam. O
amor é insípido, não tem um paladar próprio patenteado, mas dá o gosto mais
fabuloso do mundo em qualquer lambida no sorvete de casquinha, ou no bago de uva
preso entre lábios & beijos. O amor não tem cor, mas se parece com o avermelhado
sol frigindo no mar ao poente, ou com o prateado da estrela que riscou parte do
céu nas noites de camping. Branco como as garças pousadas ns lagoas; verdes como
samambaias choronas caindo sobre a rede, rosa como o lábio entreaberto ao beijo;
vermelho como as rosas enviadas em todos os aniversários de namoro. O amor não
tem som, mas conversa intensamente conosco nas noites insones pela saudade, ou
nos idílios gozosos. O amor não tem forma, mas cabe justo no afago carinhoso; no
abraço fundido; na volúpia de um beijo ou na promessa embevecida dos olhares. O
amor não tem dono, mas se apossa das pessoas. Não tem herdeiros, mas vale uma
fortuna. Não é vendável, mas dá-se a sol e a lua por ele. O amor se parece com
qualquer coisa que você nunca viu... principalmente se não amou!
(Gabriel M.
Ribeiro)
Sendo o amor um sentimento nato em todo ser, terá quantidade similar de
tentativa de definições, tornando-se ao fim indefinido por si só. O amor na sua
concepção universal é igual em sua forma de sentir, e assim deveria ser nas
relações afetivas entre amantes, mas nesse caso existem outros ingredientes da
personalidade de cada um e aí é que residem as diferenças, as dificuldades ou
facilidades na vivência dos grandes amores. Saber dosar e ingredientes como
possessividade, liberdade, insegurança, necessidades, modus vivendis e outros
fatores inerentes a individualidade do ser, é um grande passo para que o amor
afetivo dos amantes seja vivido em toda sua plenitude, sem senhores e escravos.
É na condição de liberdade que o amor faz com que dois seres sintam-se como se
um fosse a metade do outro. (Tahyane)
Quem, um dia não se apaixonou, e não viu o céu se espreguiçando ou o dia, rir de
contentamento, não ouse tentar imaginar o que se passa no coração dos amantes!
Talvez o desejo de se unificarem seja intenso, mas como passar por cima dos
problemas que cada qual carrega em seu âmago? Amor de amante é abençoado? Por
quem, por Deus, pelas estrelas ou por nós mesmos, que passamos a ignorar a
brecha dorida que abrimos no peito de um alguém que um dia amamos, e ainda
permanecem vínculos, com os quais não mais nos importamos, ante à paixão
avassaladora, que se apossou de nosso ser, de nosso corpo? Que paixão é esta que
não nos dá o tempo preciso, para sentirmos o valor do certo ou errado, dessa
paixão, que nos embriaga , por outra pessoa às vezes, só mesmo em pensamentos? O
amor chega arrasando tudo, nos enlaça, nos acorrenta com elos que não se partem,
enquanto não for chegado o dia e à hora. De repente tudo termina, e o amor
vai-se embora. Não se despede, nada explica, como se houvesse brincado com
sentimentos de simples fantoches. Causa-nos dores profundas, tal qual causamos à
pessoa que amávamos, antes desta paixão nos levar às raias da loucura...
Perdidos, tentamos voltar ao amor antigo que nos fecha as portas! (Iracema
Zanetti)
A única unicidade do amor á o ato de amar. Pobre ilusão de completude, ansiedade
que nos leva ao pânico do breve hiato entre nascer e morrer.Pois que a barreira
da carne, encerra-nos em agonias de nos sabermos humanos quase árvores
enraizadas à terra. Somos tão chão que ansiamos voar com as asas do nosso
companheiro de estrada.. Quem sabe o outro preencha meus vazios, encaixe
perfeito, inteireza onipotente! Quem sabe seremos eternos incônscios do que
nunca saberemos, no quebra-cabeças, que vem da agônica intranqüilidade de não
nos sabermos sós. Devemos no ato de amar, ombro a ombro andar e iguais luzes
vislumbrar. Segurando a mão do outro, amparando as sutis diferenças de gênero e
as identificações múltiplas do humano em sinfonia acabada. Quem sabe, o amor é a
construção de um cajado forte, para escalarmos as escarpas do peito, rumo ao
portal final, onde se entra, um de cada vez. (Elane Tomich)
Eis que o portal do amor é o marco onde a magia exerce todo seu poder de
sedução...Nenhum mortal resiste seu encanto nem consegue fugir de sua atração.
Somos todos envolvidos pelas teias da paixão, e nela vivemos a nos debater, por
vezes tentando dela nos afastar, por vezes apenas deixando que nosso corpo
externe os espasmos do ato de amar. Belo é o instante em que o amor explode,
espalhando-se no ar, preenchendo a atmosfera que nos cerca e se dilatando
progressivamente...Arrebatando todo ser que em seu campo magnético cruzar,
provocando em todo o planeta um movimento, uma ação que é toda poderosa e
criadora. Eis que se consolida assim o poder do amor. Singelo, terno, sutil e ao
mesmo tempo firme, determinado e quase hostil. No belo habita a semente do
desejo que determina a tonalidade desta sublime emoção. (Priscila de Loureiro
Coelho)
Emoção momento de surpresa e expectativa, onde o ontem foi responsável pelos
fatos de hoje, e o ser será sempre um resultado de seus aprendizados. Num fato e
pesos e medidas avaliados pelas emoções plantadas em sua alma, amor emoção nobre
de respeito e carinho sensação de bem estar, magoa sentimento com vestígios de
algo que terminou sem ter sido previsto, uma desilusão pelos sonhos de ontem,
que renasce com novos objetivos porem sem os mesmo personagens. No cordel de
sentimentos a duvida é a maior aliada na incerteza do amanhã o hoje deve ser
polidos para um alvorecer brilhante. (Isaac Miguel Ingberman)
Nos sentimentos o duplo é essencial, assim a conjugação do Eu e Tu passa a ser
Nós, mas as controvérsias da vida pode transformar em um sujeito oculto,
transgredindo assim a comunhão do amor, deixando o egoísmo egocêntrico
prevalecer nas emoções da alma, magoando corações bem intencionados sensíveis as
temperes do SER levados pela paixão desvairada, o amor fecha os olhos do coração
e se entrega as respostas do corpo nas sensações avassaladoras, inerentes a
nossa vontade, luta mas não enxerga o desvio na estrada que pega, e ao voltar a
lucidez tudo fica pra trás. Resta buscar neste novo caminho novo personagem que
faça renascer sonhos passados, apagando rastro de desilusões deixadas na velha
estrada. (Arlete Maria)
Amar é complementar-se. É querer o bem de quem se ama além do nosso. As mãos
dão-se com frenesi e com anseio se colam, mas os olhos fixam-se na mesma rota,
distintos. É dura a estrada da vida. Se seguimos amados e amando, temos e damos
incentivo e amparo. É uma fusão que não destrói mas antes engrandece os dois
companheiros. E quanto maior for essa cumplicidade, maior será a confiança.
Estaremos simultaneamente presos e libertos. Seguros de nós e do outro. Em
sincronia. E quanto maior a dádiva, mais cresce cada um dos amantes e mais o
amor se afunda. Se prolonga além da paixão, que foi princípio e se reacende viva
como a chama do lar cada vez que o ato de amar se consuma. Sem extinguir-se
jamais, prolongando-se além vida! (Maria Petronilho)
E jamais haverá despedida porque a fusão de seus corpos continuará no Além. É
que, de repente, surgiu o outro alguém que existia em sua imaginação. E, de
repente, ele se tornou um ser humano, real. E a distância deixou de existir. O
primeiro olhar e o primeiro toque de mãos, completaram a atração. Houve uma
completa fusão de almas na troca das primeiras palavras. E o destino os uniu.
Mas, para serem felizes, se tornou necessária a acomodação no dia-a-dia, assim
como as camadas de terra se movem e se ajustam. No tapete de seda sobre o qual
caminharam, ficaram as pegadas, o perfume das noites de amor, dos beijos
trocados, da suprema união consentida. E tão de repente como o outro chegou, ele
se foi. E as pegadas se perdem agora no tapete que cobre a estrada e desaparece
nas nuvens. E nunca haverá despedida nem lágrimas. Simplesmente porque o amor
verdadeiro e real, é eterno. (Leda Galvão)
O amor é eterno, mas não basta amar, o que mais temos são ilusões.
Sentimentos afundam no mar. A nossa consciência grita, a pele precisa do suor
do outro, da pressão divina da carne. Desejamos ser amados, com doçura e
loucura. Num jato tudo se resume. Os dias passam, as rugas surgem, os filhos
crescem. Esta seda animal cobre nossos corpos, como numa viagem para o paraíso.
Viver é amar, tocar a pureza da flor, sentir a natureza, conquistar a dor. Ver
o quanto de nós fica em outra pessoa. (Assis)
E o quanto da outra pessoa fica em nós. Porque nos modificamos a cada amor, a
cada troca, a cada fusão. Independente de fórmulas ou equações, o amor deixa
rastros por onde passa. Alteramos rumos, escolhemos novos caminhos, assumimos
dores e alegrias, risos e prantos, produzimos novos seres... Revelamos facetas
absolutamente desconhecidas. Tornamo-nos caça ou caçador, tudo em nome do amor.
Transformamo-nos. Mas sem nunca perder de vista nossa condição de ser
individual, porque a anulação de si mesmo implica ausência.
(Maria Ivone)
Impossível entender o amor como troca entre dois seres, o amor ao contrário,
existe como célula viva, nutrida por duas individualidades. Desta forma, não há
perda da identidade, não há ceder pelo outro, não há anular-se. Há alimentar um
terceiro ser vivo, o próprio amor. O amor, por ser vivo e independente, é por
sua própria natureza exigente. Quer viver, luta constantemente pela
sobrevivência exigindo dos amantes cuidado, gentilezas e delicadezas. O amor tem
personalidade própria, ora fogo ardente, ora água adaptável, ora ar rarefeito,
ora terra a semear. Tem linguagem singular, vive emitindo sinais e mensagens.
Entender e decodificá-lo resume-se nada mais nada menos do que o exercício da
coragem de ser. (Cleusa Bechelani)
Edição:
Olga Fonseca
22.11.03
Música: And I love
her
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