"...serão as palavras que produzem o entendimento entre almas que se amam? Serão os sons emitidos pelos lábios que aproximam os corações e as mentes? Não é o próprio silêncio que leva as emanações de uma alma a outra alma e transmite os segredos de um coração a outro coração? Não é graças à quietude do silêncio que podemos separarmos de nós mesmos e pairar nos espaços ilimitados, até o éter superior, sentindo que nossos corpos nada mais são do que cárceres estreitos e este mundo, um exílio? Se a névoa esconde ao nosso olhar as flores, será que esconde o amor ao olhar de nossas almas?" (Khalil Gibran, em " Asas Partidas"...C. DISTRIBUIDORA DE LIVROS..RJ, 1977)

Não, não são apenas palavras, nem os sons emitidos pelos lábios. Vai além disso. Não é também a quietude do silêncio. Vai além de sons e de pausas. E nossos corpos, estes corpos que vestimos hoje, aqui na terra, apenas revelam uma parte de nós, mas escondem nossas almas. Não, não são apenas os gestos ternos como olhar as flores, essas flores, apenas uma parte da beleza que o universo traz em si. É mais. Vamos além dos sentidos, das sensações, vamos além das palavras e dos gestos. Vamos além de sorrisos e chegamos a essência da alma. Lá residem os sentimentos verdadeiros, e as verdades. Num mundo além de todas as fronteiras, está a essência do amor. Este sentimento que nos faz abandonar nosso próprio eu e nos tornar uno com outros seres. (Fátima Dannemann)

E nessa união com os outros seres, neste momento único em que nos aproximamos de nossa essência divina, as palavras, os gestos se tornam desnecessários. Há um fluir de um ser para outro e para toda humanidade, há um calor próprio que junta todos numa única centelha divina que é a chama da vida. O amor, além do que enxerga esses olhos humanos, além do que sente aprisionado nesse corpo mortal, só é pleno numa energia Maior, criativa e criadora de todas as coisas. (Maria Izabel)

Mas há o silêncio, impregnado de mistério, prenhe de palavras não ditas e sequer inventadas, presente na união de duas almas. E somente quando elas se tocam e se compreendem, se faz o verbo. E se cria o som. E tudo passa a ter sentido. Ali, então, os sentimentos fluem com uma naturalidade ímpar, e a vida se recicla. E se atinge o âmago do amor. (Maytê)

Silenciosa a boca fica diante do encontro das almas perdidas nas paixões desvairadas, calada nos sentidos embaçados, nos sons emitidos pelos corpos suados, respostas ao amor declarado. Na compreensão destes corpos, a vida se renova e se conjuga então o verbo amar a dois, numa só pessoa, na conjugação perfeita do amor. (Arlete Maria)

Quando existe o amor a conexão de almas, coração, mente e corpo se torna tão perfeita que ouvimos a voz interior de cada um, de forma quase telepática. Sentimos o que o outro quer dizer apenas com gestos e olhares, o toque produz toda espécie de sons maravilhosos, como o cantar de Anjos dentro dos nossos corpos e nos tornamos unos em beijos, carícias e explosões de sentir, e o sentir é tão e de tão grande força que nos sentimos renascer a cada vez que o amor chegar. (Marineide Miranda)

E esse amor chega trazendo uma paz silente, sem que sejam necessárias as palavras que muitas vezes aniquilam, cortam, intimidam e desnorteiam os sentimentos... É preciso esse instante a sós para que possamos ouvir as nossas vozes interiores, enxerguemos o desabrochar de nossas flores e a transformação de nossas crisálidas. Só assim, após termos ido ao encontro de nossos sons, depois de decodificá-los, seremos capazes de ouvir e sentir a voz transcendental da alma de um ente amado. (Edna Feitosa)

Se formos capazes de sentir e ouvir a voz da alma do ser amado, aí sim poderemos dizer que somos um só. Palavras para quê, se as almas se unem em desejos e anseios que se refletem num olhar ou num suspiro? De alma para alma, quando o amor é verdadeiro, existirá sempre uma ponte de entendimento silencioso. (Vyrena)

Uma ponte estendida sobre o olhar atento e iluminado, porque os sentimentos transbordaram, inundaram o infinito que carregamos no fundo do peito, onde reina o mais perfeito dos silêncios: aquele que diz mais do que todas as palavras. E então, no diálogo mudo dos corações apaixonados, meus olhos poderão dizer aquilo que não falo, e entenderás no teu olhar todas as coisas que eu calo, porque o amor é assim... (Mellíss)

Ouço o amor, mesmo no silêncio de seus lábios,nas músicas que ouvi um dia ou nas carícias que correm pelo corpo.Seus braços transmitem carinho,na carência o aconchego,o frio aparece cedo quando está longe,então chamo, às vezes grito por socorro.Faltava algo em meu coração,os líquidos fluíam normalmente,ainda preciso de mais, algo que me faça voar, ir aos céus.Somos carne, almas e amantes,fazemos tantas paixões aflorarem,no quieto do quarto, na rua,somos puros e impuros, mas amor.Preciso continuar prisioneiro e seu,vou me esconder milhares de vezes,quero ser exilado e preso,qualquer amor não serve, tem que ser especial.Palavras perturbam e não mostram nada,carinhos simplesmente viram paixão,as almas têm que comungar, ficarem juntas,quando os espíritos casam, nasce amor. (Caio Lucas)

Na verdadeira comunhão de almas, cria-se a sintonia perfeita entre dois seres humanos que transcende uma razão de ser. É uma necessidade de estar junto, de toques simultâneos, de se sentir na existência comum, um silêncio que diz tudo, um olhar subtendido, um enfeitiçar mente, corpo, sentimentos, numa coexistência simultânea sem qualquer noção de tempo ou ajustes acordados. Acontece simplesmente...Ama-se e pronto a simbiose está formada. O entendimento íntimo passa a existir sem se precisar marcar ponto, numa transmutação plena de uma energia interior que só quando se ama acontece. (Neli Neto)

Ama-se...e nos amamos assim, amantes, numa entrega total e absoluta de emoções. No amor, os corações unificam-se, quando nas distâncias, transpondo barreiras. E seguem mesclando paixões, ardências e querenças em corpos ignescentes...Olhares que se buscam, e se encontram... lá, onde o sol se deita no horizonte. E na calada da noite...aahh!!! sonha, geme...se tocam em sussurros, delineando o corpo de quem se ama sob a luz incandescente dos astros... Lua e estrelas cúmplices... Margeados pela saudade, se plasmam em beijos num desejo infinito..O amor é vida versejando ao ser amado numa harmonia silábica, imutável,uma esperança, uma sensação de um futuro juntos...looongo, longo e interminável. (Susana Mendes)

E o que é o futuro senão este instante? E o instante que, por ventura a este se sucede? E nesse, quiçá interminável, suceder de instantes, almas que se amam dispensam palavras: compreendem-se, simplesmente. (Linda Maria)

Os que amam carregam consigo os mistérios da existência, os segredos do mundo, a plenitude da alma, a essência da vida, descobrem um estado de espírito único, compartilhado na cumplicidade, invisível aos outros, onde tudo flui, como se sempre tivesse existido uma trilha a ser trilhada a dois, para chegar a um Santuário, no âmago de um Universo abençoado. (Maria Inês Lempek)

E assim o fazem porque a capacidade de amar, o movimento amoroso da alma é inerente ao ser. A medida que o ser humano esteja centrado no aqui e agora e deixa de viver o lá e o então, passa a emanar naturalmente uma amorosidade tal que atrai para si seu par, sua alma gêmea, seu amor. E amar passa a ser tão essencial à vida quanto respirar. No aqui e agora plenamente vivido não importa se o amor é expresso e estabelecido em palavras, gestos, omissões ou silêncio. Plagiando o poeta, por ser exato o amor revela-se, por ser encantado o amor não cabe em si, por ser amor invade e fim. (Cleusa Bechelani)

A primeira comunicação entre nossos ancestrais, foi o silêncio. Olhos nos olhos e a revelação do amor, do sexo, da ira. Os primeiros ruídos foram criados muito tempo depois. Por isso, primitiva que sou, prefiro a cumplicidade de uma troca de olhares... em silêncio. Olhos nos olhos... para que mais? E é nesses momentos que a alma se eleva, se transmuda, se encontra, se revela. Olhos nos olhos... e a noite cintilando em prata leva ao silêncio do desejo que se transforma naquele momento mágico que ficará gravado dentro de nós... em silêncio... para sempre... (Leda Galvão)

...O silêncio que faz os poetas escreverem tristes poemas, todos eles de calma e palavras flutuantes, onde nomes sem endereços dançassem levemente nos pensamentos, embalados na viagem até os corações sem tempo de espera ... trocando segredos e beijos silentes... apenas almas falando com o olhar... (Sonia Pallone)

Quando a mente cala a alma fala, quando com palavras te digo vai embora, meus olhos te pedem não me deixe, quando te digo não te quero, meu corpo te recebe como dadiva, é no sentir que somos, é no silêncio que nos amamos, é neste quase morrer que nos damos. (Eunice Cardial)

Se a mente cala dando vez à alma a ouvir o som do silêncio, não haverá uma só palavra, um só olhar, um só gesto, um só corpo, pairando no vácuo... O vazio do silêncio nos envolve em camadas sutis, etéreas, transcende ao clímax das esferas do astral. Em êxtase radiante, desligados do mundo e da vida, encontramos o amor puro, eterno, que dispensa os cinco sentidos porque, com eles, termina a razão do amor mesquinho e, resplandece o EU do nosso amor, em toda plenitude! (Iracema Zanetti)

O silêncio fala mais que mil palavras. O silêncio enche o ar de vibrações que nenhum som é capaz de produzir. Quando nos quedamos diante de nós mesmos e deixamos que a nossa alma flua, não necessitamos de palavras. O silêncio, que a tudo imobiliza, inunda o coração e fala por nós. Por mais que as palavras sejam maravilhosas, as rimas por vezes se quebram e se transformam em soluços. Então, o silêncio pode ser a máxima expressão do nosso íntimo. (Lisieux)

Sabe-se desde tempos imemoriais que o silêncio tem mais significado que as palavras; se assim não fora, como se teriam comunicado os primitivos? Como se fazem entender aqueles que não falam a mesma língua? As palavras, ao contrário, causam problemas, desavenças, e até a morte. No silêncio os amantes expressam seu sentir, trocam através de olhares gestos e toques tudo que lhes vai n’alma, e no desejo corporal. Com o silêncio os grandes educadores indicam a seus discípulos o certo, o errado, corrigindo-os, como o fazem os monges budistas no Tibet, onde não se ouve palavras. Também os animais vivem, sem elas, de forma mais humana, mais pacífica, que os homens. Não, as palavras têm muitas vezes a força malévola da destruição. Os trapistas passam toda a sua vida sem emitir uma só palavra; sua voz é reservada para somente louvar ao Senhor através de cantos. “A palavra é de prata, e o silêncio é de ouro”. A velha máxima diz tudo! (Eire)

A Pa... lavra o silên-cio... Psssssssiiiiiiuuuuuuuuuuuu... No amor, o silêncio fala e cala nossos desejos... a palavráurea slilencia no som do indescritível...o Som do silêncio às vezes nos leva ao cio...nos deixa(m) solitários nas esquinas da palábora... Amor!Silêncio...Palavra na linha nas entrelinhas do cor-ação...Palavra... expressa Pensentimentos... Silencia nossos sonhos... PalavrAmor nos ilumina:esclarece. A Palavra Guerra:Erra: Prefiro a palavra Terra. Amemo-nos no silêncio das palavras. Palavremo-nos no silên-cio do Amor. Amemo-nus uns aos outros: Com Infiniterno praSer... (Gustavo Dourado)

E sendo, esse prazer infinito, nos descobrimos capazes de transcender. Mesmo o corpo, manto espesso que nos reveste, dialoga silenciosamente. Contudo, nada mais eloqüente e verdadeiro que a linguagem d'alma: sintonizada, nos enleva e acalma, ao perceber os afins. Unos, corpo e alma, atingem o divino objetivo de revelar e desvelar, o que nem sempre emitimos. Falamos até mesmo quando dormindo......e sentimos. (Rose Oliveira)

O amor permite uma sintonia apropriada que plasma a união dos que amam no verbo e no silêncio.Há uma energia que move os pensamentos de um para o outro em profunda sinergia. No éter uma sintonia abriga o encontro intermediado pela conspiração do universo. Os corpos permanecem e onde quer que estejam pairam no ar em espírito enlevados no silêncio que os une para além da matéria. Não alcançar este estado é ficar com o horizonte do olhar turvo é não se aperceber da presença do outro , é sentir a dor em companhia da ausência e desta forma sentimo-nos sós, pois no silêncio compartilhado, é das almas os corpos distantes. (Clivânia Teixeira)

Ainda que distantes, porém, se procuram no espaço-tempo. Se encontram adejando além de névoas de nebulosas que ainda nos transcendem, mas existem. Se somos e vamos além de limites tais, falamos sem voz a linguagem dos sentimentos, das necessidades, das emoções, num verbo sub-entendido = supra-entendimento: voz do Infinito que todos escutamos. Tudo é não-silêncio. (Maria Petronilho)

De silêncio e palavras silenciosas meu coração se comunica com almas que escrevem, suspiram e anseiam. Desejos, promessas e sonhos, viagens e transcendências que chegam de corações ávidos de encontros. Encontros futuros, encontros que um dia se materializaram, ou desencontros que a fantasia de poetas transforma em silenciosos e, mesmo assim, melodiosos poemas de amor. Beijos, abraços, carinhos que transitam em ondas cibernéticas, carregando de cumplicidade e ternura um amor abstratamente real, tão real quando o meu e o seu silêncio de leitor e amante. Harmonioso vôo de pássaros, delicado passear de peixes sob o mistério e a sedução das águas, momento único em que a obra se revela ao artista, breve espaço entre os acordes de uma sinfonia, instante em que toda uma vida se faz espelho no olhar dos amantes, mergulho revelador dos sonhos, o universo inteiro no desabrochar da primeira célula de um novo ser... o silêncio como presença do Espírito Criador no mágico instante da criação. (Aldo Cordeiro)

Um silêncio cúmplice, cheio de sons, pleno de vida, repleto de amor, doce como o néctar de flores e cálido como um abraço do sol ao fim da tarde. Esse amor em sintonia harmônica com o universo, é a síntese do que almejamos, merecemos e que nos torna tão especiais fazendo nossa alma ficar extasiada ante o devaneio da nossa mente. Não, não precisamos de palavras ante um silêncio tão expressivo, tão pródigo, tão pleno e que estimula nossos sentidos. (Eva Aune)

Ah... a expressividade do silêncio! Um tremor de pálpebra, um lágrima que cai umedecendo os lábios, selando em sal o silêncio doce do desejo. Fossem mais fortes e os batimentos acelerados do coração decerto quebrariam o esta harmonia... Por traz de uma nuvem calada de chuva, um pássaro canta e compõe a melodia do não ser preciso dizer.As mãos falam a mímica do amor maior...Um sussurro do vento traz a mensagem cúmplice da natureza que apoia festivamente a intenção de doar, transitando na coreografia das folhas de outono. A chuva bate no telhado e o cheiro do café perfuma o ar. O silêncio de palavras é feito de sons da vida. (Elane Tomich)

O silêncio alterna desafios. E desafios amedrontam. A arte de guardar um segredo. O grito abafado de um protesto mudo. Tudo no todo, carrega a força ínsita de se lutar contra o inconcepto, o incoercível. Quanto mais silenciosa, mais sublime é a melodia. Quando o casulo se cala, em silêncio posto, podemos escutar o sussurro da alma, que aí sim, pode nos descrever com brandura e calma, que a palavra exacerbada viaja, mata, e não volta. Mas o pensamento puro, inerente ao espirito que volita, renova e faz crescer nossos objetivos sublimados. Silêncio, amigo dileto do pensamento. Mensageiro mor das verdades que transcendem. (Josemir Tadeu)

Silêncio é o diálogo das almas em sintonia. Quando existe amor ele é simplesmente nascido pois tanto palavras quanto gestos são silenciosamente compreendidos. É a comunhão de almas que se encontram em perfeita harmonia. (Liane Niremberg)

O amor que nos une em silêncio, nos devolve a certeza da igualdade dos pensamentos, dos gestos, da harmonia... este amor que revela-se no olhar, nos comunga em cumplicidade... (Angela Lara)

O pensamento é mudo. Mas pode ser expresso em palavras, contudo. Estas podem lhe servir de escudo, mas para as almas em comunhão ele é tudo. (Moacir Índio Jr)

Realmente não são as palavras, pois elas são apenas o veículo do pensamento. Instrumento que nos auxilia, pela pobreza de nossa vontade e consciência. O nosso contato ultrapassa todos os níveis físicos e transcende a linha do pensamento... a palavra expressa é um veículo hermético, que sem o auxílio do poder anímico intrínseco do ser é morta. O entendimento entre as almas se expressa através do sentimento... daí o silêncio ser o seu instrumento mais perfeito. Quando duas almas se entendem verdadeiramente elas carecem de sons!! (Rick Steindorfer)

Conhecimento, sintonia, amor... as palavras deixam de ter grande importância quando o entendimento se instala, porque estão estabelecidos os códigos, os sinais, e um olhar ou u'a manifestação silenciosa podem ser a comunicação perfeita... Às vezes a ligação acontece de longe, por intermédio de um pensamento, de um desejo... As almas têm caminhos próprios, diferentes... (líria porto)

As palavras podem sempre traduzir ensejos. Elas têm a magia de penetrar no âmago da alma daqueles que timidamente se aquietam.Elas reverberam e se fazem sentir. Desencadeiam emoções antes caladas e surdas. Elas são o próprio gesto, pressentido. São a forma idealizada. São a emanação poética que cativa e que dá voz aos sentimentos.Elas são vivas e palpáveis. Pulsam e vibram. Com elas o silêncio se faz amor. (Otávio Coral)

Mas... apesar de tudo que as palavras possam traduzir e produzir, não são suficientes para transmitir amor entre dois seres. Deparamo-nos com um comungar de almas quando nos sentimos confortáveis na presença silenciosa do outro, com quem você sabe que, através não só do olhar quente e terno, das palavras ou da linguagem corporal, compartilha de confiança mútua, admiração, devoção, e daquele estremecer de felicidade, simplesmente no ser e estar junto. (Ibi Macêdo)

Muitas vezes as palavras não nos servem para dizer o que realmente importa e nos morrem na boca. Quando as palavras morrem na boca sem serem proferidas só nos resta a comunicação silenciosa; uma piscada de olho, um sorriso sensual, um afago, um carinho podem dizer mais que mil palavras, mortas ou vivas, isto é, que foram proferidas. Palavras têm poderes comoventes, mas gestos e exemplos nos tocam profundamente, pois o som do silêncio nos aguça a audição e o entendimento. Existem palavras silenciosas que fazem os dois papéis, o da palavra proferida e o do silêncio, estas palavras têm o grande valor de transmitir informações e sentimentos - são as palavras escritas. (Roberto Cursino de Moura)

No entanto não existe amor sem palavras . Neste mundo somos apenas mercadores , carregamos nossas duvidas ,nossos vontades,nosso comercio Com os pés cruzando as areias,ferindo o chão no mesmo passo das caravanas. Se o vento é a voz da natureza que anima e assusta todas as criaturas. A palavra é a única verdade que temos, que nos faz existir. Que nos veste ,que nos alimenta . Devemos gritar o mais alto que podemos, para expulsar este silêncio que aparenta ser divino, mas é apenas um braço da loucura nos arrastando para longe do nosso destino, da nossa casa ,do nossos filhos. (Carlos Assis)

Falemos de gestos, de carinho explícitos - mais importantes que a palavra, falada ou escrita. Ou será que aos surdos-mudos não seria dado amar, por não expressarem clara e languidamente sons do amor, travestidos em palavras??? Ou aos analfabetos o amor nunca chegaria, por eles não saberem escrever um simples ¨Eu te amo¨??? A linguagem do amor é, antes de tudo, uma linguagem de toque, de pele, de beijos, de cheiros, de aconchego. O olhar, para quem pode ver, a fala, para quem a tem, a escrita, para quem sabe escrever, são antes meios para que se chegue ao tocar. E complementos para que o toque permaneça, mesmo depois de o contato já ter cedido espaço para a distância. Pena que tantos de nós, que vemos o que queriam que víssemos, que falamos o que gostariam que disséssemos, que até poetamos o que desejariam que escrevêssemos, não passemos na inteireza para a fase seguinte e principal: a de expressar o amor com todos os sentidos - o tato, o maior deles. (Alberto Saraiva)

Enfim, sabemos como é difícil dizer as coisas, e o silêncio fala. Pleno e absoluto é um prelúdio do amor que chega. O silêncio é uma suave e amena noite de palavras. (Delasnieve Daspet)



Edição
Olga Fonseca
24.05.03


Música: Soft

 

 
 
 


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