Tento juntar os pedaços do meu mapa
Re tento
e nada se encaixa
soa-me a detentos
Não tenho discernimento
faço de conta
uso cola arábica
                          não resulta.

Tento e Re tento

Entender pré-julgamentos,
sigo o tracejado do meu mapa
escorrego pelos espaços
só para encontrar motivos
às lágrimas disfarçadas.

Não reajo,
me fotografo
                          em preto e branco,
deixo o retrato na montra
onde possa a oitava lua
                          prateá-lo.

Assim, quem sabe,
Eu passageira deste tempo perdido
vá de carona em seu rastro
absolvida dos delitos que não cometi
e, finalmente consiga colar os cacos
                          do meu mapa.


 
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