Alheias a verdade cotidiana
fachadas das mais diversas formas
são iluminadas por partículas douradas,
onde o azul celestial repousa

Em contraste sobre o verde relva,
um acróstico amarelo, formado
pela precoce floração dos Ipês.

Perante os olhos tem-se a mais perfeita
poesia da natureza,
pintura a óleo sobre a tela.
No entanto, o caixilho não esconde
o cheiro fétido das ruas

da fuligem dos escapamentos
das caras sujas
e dos corpos sob as marquises

Sabiás em sinfonia matinal
sobressaem-se ao barulho
da cidade que acorda
mas, não abafam ao ruído
ensurdecedor das sirenes

Alguns...
aprisionados em si mesmos
não enxergam outros...
nem o corpo coberto de sangue
no meio da praça,
persistem alimentando os pombos...

Outros...
apenas olham indiferentes
ao frio que habita as ruas
como se tudo ao seu redor
não passasse de estátuas

Amanheceu....
É o que lhes basta.
Dura realidade
deste País tão rico
e tão pobre!




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