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Cá estou a filosofar a vida! Mas, que
maneira melhor temos para tentar entender
esse maravilhoso enigma que é o viver? Pois
bem, fazemos parte deste enigma e somos uma
peça, dentre muitas, apenas uma peça nessa
gigantesca máquina que move o mundo...
Nossa vida, às vezes se torna uma seqüência
de atos e atitudes que fazemos maquinalmente,
levados pela força do hábito, da mesmice e
da rotina implacável que nos tolhe o prazer
verdadeiro e a beleza de estar vivo. Não
fazemos isto ou aquilo porque não temos
tempo, não vamos ao parque, ao campo ou a um
passeio banal porque não podemos perder
tempo, afinal o que é perder tempo????? E
como se ganha o tempo??? Onde está o prazer
em viver se não vemos a vida passar?
Não podemos esquecer que somos apenas uma
peça, nem mesmo a peça principal, mas
somente uma pequena peça encaixada numa
engrenagem monumental desta máquina que gira
o mundo. Por outro lado, acabamos por
esquecer que em nosso “mundo pessoal”, somos
o coração da nossa máquina e somos
responsáveis absolutos por sua atividade...
somos uma “máquina” integral e somente nós
“giramos esse nosso mundo” e nisso, somos
insubstituíveis! É assim que perdemos o
tempo, vendo ele passar arrastados pelos
ponteiros dos relógios, que incansável marca
seus minutos de abnegação da vida.
Pois é assim que acontece, nos deixamos
levar pelas coisas importantes para outros,
e com isso somos imbuídos de
responsabilidades e afazeres e acabamos por
esquecer da importância que temos em nossa
“vida”. É isso mesmo! Nos acostumamos tanto
com o frenético vai e vem do trabalho, da
rotina doméstica que não percebemos que não
fazemos outra coisa na vida a não ser
movimentar a máquina do mundo, enquanto
nossa própria máquina fica parada em algum
canto a espera de um “tempinho” para
funcionar!!!
Um amigo meu disse, sabiamente, que ele
implantou um botão vermelho, imaginário, e
que quando ele percebe que está se
atropelando, ele simplesmente liga o botão
vermelho e relaxa. O que isso quer dizer:
Quer dizer que chega um momento em que
devemos perceber a importância que temos
para nos mesmos. Ninguém, melhor que nós
mesmos, para saber o que realmente nos é
importante. A linha que demarca esse limite
é tênue e por isso muitas vezes
ultrapassada.
O dia amanhece 365 vezes por ano, e mesmo
assim, não vemos o nascer do sol... não
vemos o entardecer... não vemos as estrelas
do céu... não vemos a vida passar!!!
Não quero dizer com isso que devemos deixar
tudo de lado e ficar de papo pro ar vendo a
banda passa! Não é isso, em absoluto, até
porque acabaria por estragar a beleza de
tudo. Digo que é preciso criamos uma
simetria em nossa vida. Trabalhar as nossas
prioridades de maneira que possamos viver e
movimentar plenamente “nosso mundo” sem
esquecer ou alterar o movimento maravilhoso
de viver no mundo.
Quando conseguirmos alcançar o equilíbrio,
conseguiremos ver e assim, apreciar melhor
os momentos de prazer e beleza que somos
capazes de nos proporcionar. Afinal, somos
máquinas especiais, máquinas que geram
vida... máquinas capazes de amar, enfim,
somos a máquina perfeita!!!!
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