O PRAZER DE VIVER UM NOVO AMANHECER
Zélia Balbina

 

Cá estou a filosofar a vida! Mas, que maneira melhor temos para tentar entender esse maravilhoso enigma que é o viver? Pois bem, fazemos parte deste enigma e somos uma peça, dentre muitas, apenas uma peça nessa gigantesca máquina que move o mundo...

Nossa vida, às vezes se torna uma seqüência de atos e atitudes que fazemos maquinalmente, levados pela força do hábito, da mesmice e da rotina implacável que nos tolhe o prazer verdadeiro e a beleza de estar vivo. Não fazemos isto ou aquilo porque não temos tempo, não vamos ao parque, ao campo ou a um passeio banal porque não podemos perder tempo, afinal o que é perder tempo????? E como se ganha o tempo??? Onde está o prazer em viver se não vemos a vida passar?

Não podemos esquecer que somos apenas uma peça, nem mesmo a peça principal, mas somente uma pequena peça encaixada numa engrenagem monumental desta máquina que gira o mundo. Por outro lado, acabamos por esquecer que em nosso “mundo pessoal”, somos o coração da nossa máquina e somos responsáveis absolutos por sua atividade... somos uma “máquina” integral e somente nós “giramos esse nosso mundo” e nisso, somos insubstituíveis! É assim que perdemos o tempo, vendo ele passar arrastados pelos ponteiros dos relógios, que incansável marca seus minutos de abnegação da vida.

Pois é assim que acontece, nos deixamos levar pelas coisas importantes para outros, e com isso somos imbuídos de responsabilidades e afazeres e acabamos por esquecer da importância que temos em nossa “vida”. É isso mesmo! Nos acostumamos tanto com o frenético vai e vem do trabalho, da rotina doméstica que não percebemos que não fazemos outra coisa na vida a não ser movimentar a máquina do mundo, enquanto nossa própria máquina fica parada em algum canto a espera de um “tempinho” para funcionar!!!

Um amigo meu disse, sabiamente, que ele implantou um botão vermelho, imaginário, e que quando ele percebe que está se atropelando, ele simplesmente liga o botão vermelho e relaxa. O que isso quer dizer: Quer dizer que chega um momento em que devemos perceber a importância que temos para nos mesmos. Ninguém, melhor que nós mesmos, para saber o que realmente nos é importante. A linha que demarca esse limite é tênue e por isso muitas vezes ultrapassada.

O dia amanhece 365 vezes por ano, e mesmo assim, não vemos o nascer do sol... não vemos o entardecer... não vemos as estrelas do céu... não vemos a vida passar!!!

Não quero dizer com isso que devemos deixar tudo de lado e ficar de papo pro ar vendo a banda passa! Não é isso, em absoluto, até porque acabaria por estragar a beleza de tudo. Digo que é preciso criamos uma simetria em nossa vida. Trabalhar as nossas prioridades de maneira que possamos viver e movimentar plenamente “nosso mundo” sem esquecer ou alterar o movimento maravilhoso de viver no mundo.

Quando conseguirmos alcançar o equilíbrio, conseguiremos ver e assim, apreciar melhor os momentos de prazer e beleza que somos capazes de nos proporcionar. Afinal, somos máquinas especiais, máquinas que geram vida... máquinas capazes de amar, enfim, somos a máquina perfeita!!!!


Zélia Balbina

 

Edição: Neli Neto
Música:Air - Bach

01.01.05

 
 
 


Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre AQUI o seu e-mail


Envie esta página
para alguém especial