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Às
vezes,
não
sei
o
que
é
pior:
ter
uma
paixão
não
correspondida,
de
deixar
os
quatro
pneus
arriados,
coração
pirado,
nervos
à
flor
da
pele,
fígado
em
frangalhos,
pernas
bambas,
pulmão
sem
ar,
cotovelo
ardendo...
do
que
não
ter
por
quem
chorar,
do
que
deitar,
à
noite,
e
saber-se
sozinho,
perdido
no
mundo,
sem
porto
de
chegada
ou
de
destino.
Paixão
sofrida,
amor
de
verso
quebrado
e
partido,
pelo
menos,
faz
a
gente
reviver
a
capacidade
de
se
embriagar
de
emoção,
de
ferver
o
sangue,
de
querer
conquistar
o
mundo.
Depois,
a
gente
chora,
chora
e
chora.
Vai
ao
fundo
do
poço,
mais
fundo,
mais...
e
volta
à
tona
e
recomeça
a
vida.
Não
dizia
o
Poeta
que
"navegar
é
preciso...?"
Depois
de
passada
a
tempestade
do
mal
de
amor,
é
hora
de
levantar
velas,
corrigir
o
rumo,
recuperar
perdas
e
danos,
costurar
os
panos
e...
ao
mar
capitão!
Novas
borrascas
e
calmarias
nos
esperam
além
da
linha
do
horizonte. |