Aldo Cordeiro

 

Às vezes, não sei o que é pior: ter uma paixão não correspondida, de deixar os quatro pneus arriados, coração pirado, nervos à flor da pele, fígado em frangalhos, pernas bambas, pulmão sem ar, cotovelo ardendo... do que não ter por quem chorar, do que deitar, à noite, e saber-se sozinho, perdido no mundo, sem porto de chegada ou de destino.

Paixão sofrida, amor de verso quebrado e partido, pelo menos, faz a gente reviver a capacidade de se embriagar de emoção, de ferver o sangue, de querer conquistar o mundo.

Depois, a gente chora, chora e chora. Vai ao fundo do poço, mais fundo, mais... e volta à tona e recomeça a vida.

Não dizia o Poeta que "navegar é preciso...?" Depois de passada a tempestade do mal de amor, é hora de levantar velas, corrigir o rumo, recuperar perdas e danos, costurar os panos e... ao mar capitão! Novas borrascas e calmarias nos esperam além da linha do horizonte.

Música: You´re my everything

 

 

 
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