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Tele mudo
Fone surdo
Espero.
Cada minuto, uma eternidade.
Espero.
Silêncio.
Nenhum toque.
Alô? Nada. Ninguém.
A noite avança
caminha sem esperança,
a minha.
Espero.
Telepatia talvez. Fecho os olhos: nada.
O silêncio vai destruindo a calma,
agita a alma, cria fantasmas.
Acaricio o telefone. Inerte. Indiferente.
Torturante.
E se eu desistisse?
Gelo. Nem a minha desesperança me responde.
Um silêncio frio me invade, envolve, paralisa.
Minha vida, meu amor, minha alegria.
Apenas um fio... frio, vazio, calado.
Apenas.
Rio, 12.12.2000
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