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Complexo
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Em
letras, volto
a procurar
A ti, mulher
de letras
De não poucas
letras, de
todas as letras
Que eu gostaria
de poder juntar,
Genuflexo,
Em palavras,
meu único
canto
Logo elas,
que não te
socorrem
Porque muito
antes te ocorrem
E me fazem
pasmo ante
tanto
Nexo
Em frases
que impedem
a passagem
Dos sem letras,
dos sem tino,
dos sem voz
Dos monocórdicos,
dos cheios
de nós
Dos que têm
uma única
linguagem:
Sexo.
Em orações,
deuses a profanar,
Que por certo
cultuas, não
sem antes
Ouvir os do
cérebro que,
vigilantes,
Fazem dali
a única via
para seu solar
Plexo.
Em períodos
que produzo,
baiano recôncavo
Tento te alcançar,
quando muito,
te persigo.
Mas não sei
o que acontece
comigo
Porque quando
pensas me
encontrar
côncavo,
Convexo.
Em prosa,
rápido teclar,
Me permitiste
chegar e,
generosa,
Um certo cuidado
te fez, mais
vagarosa,
Tecer loas
e dizer coisas
de me deixar
Perplexo.
Em versos,
tento lhe
dizer o que
penso,
O que faço,
o que sonho,
o que tento.
E, competente
no meu intento
Sinto como
é bom ser
parte do teu
imenso
Reflexo.
Alberto Saraiva
Música: El mundo |
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