mãe áfrica
líria porto

meu sangue é negro
minha pele não
eu ouço os teus batuques
os açoites aos teus filhos
e os seus gemidos doem-me
na minha carne...

em cada parede
nos muros
nas igrejas e nas cercas
nas roupas lavadas
nas cadeias
no laranjal
há espinhos cravados
fundo
no coração
da mãe áfrica...

um dia será diferente
todo o povo vai saber
ergue-se um combatente
estende a mão a um outro
que se levanta
e mais outro
haverá uma corrente
e haverá salvação...

e todos os dias
serão teus
minha mãe...

 

 
 
 


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