meu sangue é negro
minha pele não
eu ouço os teus batuques
os açoites aos teus filhos
e os seus gemidos doem-me
na minha carne...
em cada parede
nos muros
nas igrejas e nas cercas
nas roupas lavadas
nas cadeias
no laranjal
há espinhos cravados
fundo
no coração
da mãe áfrica...
um dia será diferente
todo o povo vai saber
ergue-se um combatente
estende a mão a um outro
que se levanta
e mais outro
haverá uma corrente
e haverá salvação...