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JANETE CLAIR
(1925 - 1983)
Mineira da
cidade de Conquista, Janete Clair nasceu em
1925 e faleceu em 16 de novembro de 1983.
Batizada Jenete (o escrivão não entendeu o
sotaque árabe de seu pai) Stocco Emmer,
adotou o nome artístico em razão da música
Clair de Lune. A "Maga das Oito", como ficou
célebre, graças aos frequentes sucessos no
horário das 20 horas na Rede Globo, iniciou
sua carreira como rádio-atriz na Rádio Tupi
Difusora de São Paulo em 1943. Paralelamente
ao seu namoro e casamento com o dramaturgo
Dias Gomes, Janete se tornou uma novelista e
não abandonou mais a profissão. Criou 31
radionovelas, principalmente na Rádio
Nacional do Rio de Janeiro, onde em 1956
alcançou grande êxito com a novela Perdão,
Meu Filho.
Em 1964 ela chega à televisão para escrever
O Acusador, na Rede Tupi do Rio. Em 1967,
Janete estréia na Globo assumindo a autoria
de Anastácia, a Mulher Sem Destino e provoca
o famoso furacão que eliminou metade do
elenco e dos cenários para abater as
despesas de produção e reformular a
história. Não se desligou mais da Rede
Globo, onde se consagraria junto ao público
com novelas de grande sucesso, como Irmãos
Coragem e Selva de Pedra, do início dos anos
70.
Os críticos esperariam até 1976 para
endossá-la com louvor ao final de Pecado
Capital, seu melhor trabalho. Vale destacar
ainda a novela O Astro que fez o país parar
literalmente na noite de seu último
capítulo, para se saber a identidade do
assassino do personagem Salomão Hayalla.
Foi casada com o dramaturgo Dias Gomes
(1922-1999) por 33 anos e teve três filhos.
Em 1983, morreu de câncer em meio a Eu
Prometo, finalizada por Glória Perez.

IVANI RIBEIRO
(1922-1995)
Paulista da
cidade de Santos, Ivani Ribeiro, ou melhor,
Cleyde de Freitas Alves Ferreira, nasceu em
1922 e faleceu em 17 de julho de 1995, aos
74 anos, de insuficiência renal. Com um
diploma da Escola Normal de Santos, Ivani
chegou a São Paulo para cursar a Faculdade
de Filosofia. O rádio era uma de suas metas
de trabalho. Uma oportunidade surgiu na
Rádio Educadora, como intérprete de canções
folclóricas e samba - alguns de sua autoria.
Logo alcançou notoriedade no rádio através
dos programas de sua criação: Teatrinho da
Tia Chiquinha e As Mais Belas Cartas de
Amor. O sucesso chegou com a radiofonização
de filmes famosos - onde atuava como autora
e rádio-atriz - e com as suas novelas, que a
tornaram célebre no rádio.
Chegou à televisão, na recém-inaugurada TV
Tupi, para escrever a série Os Eternos
Apaixonados. Em 1963 escreveu a sua primeira
telenovela diária, Corações em Conflito,
transpondo para o vídeo uma de suas
histórias que o rádio havia consagrado. Com
a adaptação de A Moça que Veio de Longe,
Ivani deixou claro aos profissionais de TV
que o gênero chegara para ficar. Ganhou
grande projeção com o horário das 19:30 na
TV Excelsior, na segunda metade dos anos 60,
quando escreveu treze novelas consecutivas -
aproximadamente 1600 capítulos - todas com
sucesso (entre elas: A Deusa Vencida, As
Minas de Prata e A Muralha). Com o
fechamento da TV Excelsior, Ivani se revezou
entre a TV Tupi, Record e Bandeirantes.
Na Tupi, em 1973, escreveu seu maior
sucesso: Mulheres de Areia, que consagrou a
atriz Eva Wilma. Tiveram relevante sucesso
também as novelas A Viagem e O Profeta
(entre 1975 e 1977). Em 1982 estreou na
Globo com Final Feliz, sua única novela
inédita nesta casa - todos os seus outros
trabalhos eram remakes ou baseados em
antigos sucessos seus, como os remakes de
Mulheres de Areia e A Viagem, e A Gata
Comeu, remake de A Barba Azul.
Ivani Ribeiro faleceu em 1995, mas deixou um
argumento de novela pronto, que foi ao ar em
1996 com o título de Quem é Você,
desenvolvida por Solange Castro Neves,
colaboradora em seus últimos trabalhos, e
Lauro César Muniz.

DERCI GONÇALVES
(1907)
A carreira
artística da atriz comediante Derci
Gonçalves teve seu auge no teatro nas peças
Dorotéia, de Nélson Rodrigues, As Filhas de
Eva e Do que elas gostam, as duas últimas
sempre com lotação esgotada.
Derci Gonçalves estreou na televisão em
1961, na TV Excelsior, divertindo o público
com seu humor irreverente. Ela fez
participações nas novelas como Cravo Amarelo
(1980) e Que Rei sou eu? (1989).

LÉLIA ABRAMO
(1911 - 2004)
Lélia
Abramo viveu na Itália durante a Segunda
Guerra, trabalhou como jornalista e iniciou
a carreira de atriz aos 47 anos, entrando
para o grupo de teatro amador Muse Italiche.
Em 1958, com 47 anos, foi convidada para
participar da primeira montagem de Eles não
Usam Black-tie, uma peça de Gianfrancesco
Guarnieri, no Teatro de Arena, que lhe
rendeu cinco prêmios, entre eles o Saci, o
mais importante da época.
Sua primeira novela foi A Muralha,
transmitida dos estúdios da TV Cultura, em
São Paulo. Em sua última participação na
tevê, ela viveu Bibiana Cambará, na
minissérie global O Tempo e o Vento, de
1985.
Lélia Abramo teve em currículo mais de 20
novelas, 28 peças teatrais e 14 filmes.
Sofria de problemas do coração e após
internada por uma semana na UTI do Hospital
Modelo, no bairro da Liberdade, em São
Paulo, morreu aos 93 anos, em conseqüência
de uma embolia pulmonar.

EVA VILMA
(1933)
Uma das
mais conhecidas atrizes do País, Eva Wilma
começou a carreira no Teatro de Arena de São
Paulo, nos anos 50. Ela ganhou projeção com
a peça Black-out, em que ela fazia uma cega.
No teatro, Eva Wilma participou de Uma
mulher e três palhaços, Lição de Botânica,
Sem entrada e sem mais nada, A megera
domada, O Santo inquérito, Oh! Que delícia
de guerra, Rapazes da Banda, Putz, Pequenos
Assassinatos, Um bonde chamado desejo,
Desencontros clandestinos, entre outros.
A carreira na televisão despontou com um
convite de Cassiano Gabus Mendes, para
estrelar na TV Tupi o seriado Namorados de
São Paulo, que mais tarde passou a se chamar
Alô Doçura.
Eva Wilma tem no currículo mais de trinta
novelas, entre elas Plumas e Paetês, Ciranda
de Pedra, Guerra dos Sexos, Roda de Fogo,
Sassaricando, O Rei do Gado, A Indomada,
entre outros.

RUTH DE SOUZA
(1928)
Ruth de
Souza foi a primeira negra a interpretar
Desdêmona no Brasil. Fundadora do Teatro
Experimental do Negro (TEN), ela trabalhou
por cinco anos no local atuando em clássicos
como Otelo, de Shakespeare, e Todos os
filhos de Deus têm asas e O Moleque
Sonhador, de Eugene O'Neil.
Outras peças de destaque foram Réquiem para
uma negra, de William Faulkner, em 1983;
Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes,
em 1990; Zumbi, de Guarnieri, Augusto Boal e
Edu Lobo, em 1993; e O Anjo Negro, de Nelson
Rodrigues, em 1994.

DINA SFAT
(1938 - 1989)
Dina Sfat
nasceu em 28 de outubro de 1938, em São
Paulo. Estreou em 1961 no Festival Nacional
de estudantes de Porto Alegre. Em 1966
começou a atuar em novelas da TV Tupi.
Trabalhou ainda em novelas na TV Record e na
TV Excelsior e em diversos filmes, recebendo
prêmios nacionais e internacionais. Defendeu
a liberdade de expressão durante o regime
militar e participou da luta das mulheres
por uma cidadania plena. Teve câncer de mama
e continuou a trabalhar até sua morte em
março de 1989.

GLORIA MENEZES
(1934)
Nome
artístico da atriz brasileira Nilcedes
Soares Guimarães, nascida em Pelotas, Rio
Grande do Sul. Uma das grandes estrelas da
televisão, com mais de 30 novelas no
currículo. Participou da primeira telenovela
brasileira diária, 2-5499 ocupado. Vivia o
papel de uma presidiária, cuja voz
despertava, ao telefone, a paixão do galã
interpretado por Tarcísio Meira, seu marido.
Ao longo dos anos, os dois tem formado
constantemente par romântico, na televisão e
no teatro. Na carreira de Glória, um feito
raro: foi a estrela de O pagador de
promessas, de Anselmo Duarte, premiado em
1962 como melhor filme do Festival de
Cannes. Até hoje, o filme permanece como o
único, no cinema nacional, a alcançar a
Palma de Ouro. Afastou-se do cinema, mas
dificilmente passa um ano sem trabalhar numa
produção para a televisão. Em 1998, mais uma
vez ao lado de Tarcísio Meira, participou da
novela Torre de Babel, de Sílvio de Abreu.

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