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BIBI FERREIRA
(1924 )
Bibi
Ferreira é uma atriz completa. Além de
atuar, ela canta, dirige e toca violino e
piano.
Filha do ator Procópio Ferreira, ela estreou
no teatro aos 17 anos na peça Inimigos do
Povo. Em 1946, criou sua própria companhia
de teatro, a Companhia Bibi Ferreira.
Entre os principais espetáculos montados
estão My Fair Lady, em 1963, ao lado de
Paulo Autran; Hello, Dolly, em 1965; O homem
de la mancha, em 1973; A Gota D'água, em
1975, de Chico Buarque e Paulo Pontes, entre
outras.

CACILDA BECKER
(1921 - 1969)
Cacilda
Becker é considerada uma das personalidades
mais importantes da classe teatral
brasileira. Sua estréia no palco foi em 1940
interpretando a personagem Gertrude na peça
Hamlet, de Shakespeare.
Em 1948, ingressou no Teatro Brasileiro de
Comédia (TBC), tornando-se a primeira atriz
da companhia. Entre os principais trabalhos
dessa fase estão Maria Stuart, de Schiller;
Seis Personagens à Procura de um Autor; de
Luigi Pirandello; Antígona, de Anouilh; Anjo
de Pedra, de Tennessee Williams; Pega-fogo,
de Jules Renard, entre outras.
Ao lado do marido Walmor Chagas, ela fundou
em 1958n sua própria companhia: o Teatro
Cacilda Becker (TCB), inaugurado com a
montagem do texto O santo e a porca, de
Ariano Suassuna.

DULCINA DE MORAES
(1911 - 1996)
Natural de
Valença, no Rio de Janeiro, Dulcina de
Morais foi uma grande dama do teatro
nacional. Seus maiores sucessos foram Chuva,
de Somerset Maugham, e O Sorriso da
Gioconda, de Aldous Huxley.
Suas últimas aparições no palco foram em
Bodas de Sangue, de Frederico García Lorca,
em 1983, e Viva Dulcina, em 1990.

FERNANDA MONTENEGRO
(1929)
Seu nome de
batismo é Arlete Pinheiro Esteves da Silva.
Natural de Campinho, zona norte do Rio de
Janeiro, Fernanda Montenegro é uma das
atrizes mais populares do país.
Ela foi precursora na televisão brasileira
interpretando ao vivo clássicos do teatro na
antiga TV Tupi. Também atuou na TV Excelsior
e na Rede Globo, destacando-se em novelas
como Baila Comigo, Brilhante, Guerra dos
Sexos, Renascer e Zazá. Ao todo, foram cerca
de 15 novelas.
No teatro, Fernanda Montenegro participou de
mais de 60 peças teatrais, com
interpretações históricas para A profissão
da Sra. Warren, de Bernard Shaw; Beijo no
Asfalto, de Nelson Rodrigues; A Volta ao
Lar, de Harold Pinter; e As Lágrimas Amargas
de Petra von Kant, de Rainer Werner
Fassbinder, um dos maiores sucessos teatrais
brasileiros dos anos 1980.

ITÁLIA FAUSTA
(1877 - 1951)
Itália
Fausta foi um dos maiores nomes do teatro
nacional. Ela foi pioneira na montagem do
teatro grego com espetáculos ao ar livre.
Seu maior sucesso foi com a peça A ré
misteriosa, encenada em 1971.
Em parceria com Gomes Cardim fundou a
Companhia Dramática Nacional, que se tornou
o principal conjunto dramático do País.

HENRIETTE MORINEAU
(1906 - 1990)
Atriz
consagrada, Henriette Morineau foi mestra de
uma geração de grandes atores como Fernanda
Montenegro.
Sua estréia nos palcos brasileiros foi com a
montagem da peça Medéia, de Eurípides, pela
primeira vez encenada em português. Em 1943,
encenou uma peça brasileira, Presa pelo
amor, ao lado de Bibi Ferreira.
Em parceira com Carlos Brant, Henriette
Morineau fundou a companhia Grupo de
Artistas Unidos, que resultou na
apresentação de grandes espetáculos, como Os
filhos de Eduardo, O pecado original e Os
deuses amam.
Na televisão, Henriette Morineau teve
participações marcantes nas novelas Escrava
Isaura e Água-viva.

MARIA CLARA MACHADO
(1921 - 2001)
Maria Clara
Machado é a mestra do teatro infantil. Ela
escreveu 23 peças para as crianças, entre
elas textos traduzidos para até dez idiomas
e encenados em vários países.
Entre suas peças mais encenadas estão: O Boi
e o burro a caminho de Belém, O Rapto das
cebolinhas, Pluft, o fantasminha, A bruxinha
que era boa, O cavalo azul, Maroquinhas
Fru-Fru, O Diamante do Grão-Mogol e Camaleão
e as batatas mágicas.
Em 1951, Maria Clara Machado fundou o
Tablado (Teatro do Patronato da Gávea),
companhia que revolucionou o teatro infantil
e formou sucessivas gerações de grandes
atores brasileiros.
Lá, foram encenadas disputadas peças como O
Tempo e os Conways, de JB Priestley; Nossa
Cidade, de Thorton Wilder; e Tio Vânia, de
Tchecov, nas quais Maria Clara escrevia,
atuava e dirigia.

RUTH ESCOBAR
(1936)
Natural de
Porto, Portugal, Ruth Escobar é uma das
notáveis personalidades do teatro
brasileiro. Ao lado da atriz Nilda Maria,
Ruth criou o Teatro Popular Nacional, no
qual um caminhão com palco percorria a
periferia de São Paulo apresentando
espetáculos gratuitos de autores
brasileiros, como A Pena e a Lei, de Ariano
Suassuna e Silnei Siqueira; e As Desgraças
de uma Criança, de Martins Pena.
Em dezembro de 1964, inaugurou seu espaço
próprio na capital paulista: o Teatro Ruth
Escobar. A partir de então, sucederam-se
inúmeras montagens revolucionárias do teatro
brasileiro: Roda Viva, de Chico Buarque de
Holanda, em 1968; O Balcão, de Jean Genet,
em 1969; Cemitérios de Auto-Móveis, de
Arrabal, em 1970; Missa Leiga, de Chico
Assis; e A Viagem, adaptação de Os Lusíadas
de Camões, com o cantor Nei Matogrosso, em
1972.

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