MÁRCIA HAYDÉE
(1937)

Márcia Haydée Salaverry Pereira da Silva, nascida na cidade de Niterói, Rio de Janeiro, veio a se tornar uma das mais famosas bailarinas clássicas do mundo. Aos 3 anos de idade, começou com suas aulas de balé. Estudou dança no Rio de Janeiro e aos 14 anos ingressou no balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em seguida iniciou sua carreira internacional; primeiramente no Royal Ballet, em 1957 no Grand Ballet du Marquis de Cuevas, onde ficou até 1961, quando foi contratada pelo Stuttgart Ballet, sendo promovida a diretora em 1976. Marcia Haydée foi disputada por grandes coreógrafos e dançou ao lado de famosos bailarinos. Aos 59 anos, resolveu deixar o mundo da dança e se dedicar a uma vida mais pacata numa casa de campo na Alemanha. Possuidora de uma elegância e forma física invejável, em 1999 voltou aos palcos se apresentando com o bailarino brasileiro, Ismael Ivo, com a peça Tristão e Isolda. Em 2002, foi convidada por Maurice Béjart pra ser estrela do primeira espetáculo de sua nova companhia, ao lado de 15 bailarinos entre 16 e 20 anos, vindos da escola de Béjart na Suíça. O espetáculo, "Madre Teresa e as Crianças do Mundo", excursionou por vários países e muitos estados do Brasil.



ANA BOTAFOGO
(1957)

Considerada uma das maiores bailarinas clássicas de todos os tempos e, com certeza, a mais importante bailarina brasileira, por sua técnica, versatilidade e arte, Ana Maria Botafogo Gonçalves Fonseca começou sua vida profissional dançando no Balé de Marselha, de Roland Petit, França.

Nasceu e foi criada no Rio de Janeiro, onde começou seus estudos de balé. Sua carreira profissional iniciou-se na França, com o Ballet de Marseille, de Roland Petit. Na Europa, freqüentou a Academia Goubbée, na Sala Pleyel, em Paris (França), a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França), e o Dance Center (Covent Garden) em Londres (Inglaterra).

Ana voltou ao Brasil em 1981, quando tornou-se primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Carismática, apresentou-se também no Sadlers Wells Royal Ballet, de Londres, na Ópera de Roma e no Balé Nacional de Cuba, entre outros. Em 1988, Ana lutou contra uma profunda depressão ao ficar viúva do bailarino inglês Graham Bart, que se afogou na praia do Leme, no Rio. No Carnaval de 1991, encantou o público ao desfilar no alto de um carro alegórico da escola União da Ilha, no sambódromo carioca. Depois disso, fez vários clássicos, como Giselle, Dom Quixote e O Quebra-Nozes, pelo corpo de balé do Teatro Municipal do Rio. Em 2000, deverá subir ao palco para uma apresentação mais moderna: dirigida por José Possi Neto, ela será a Cacilda Becker de sapatilhas, num espetáculo sobre a vida da atriz. "É diferente de tudo que fiz até hoje."

 

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