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TARSILA DO AMARAL
(1886 - 1973)
Considerada
um dos nomes mais fortes do movimento
modernista brasileiro, Tarsila do Amaral
começou a pintar em Barcelona, na Espanha,
onde concluiu seus estudos. Depois de ter se
separado do marido, começou a estudar
escultura em 1916, em São Paulo.
Posteriormente, Tarsila estudou também
desenho e pintura.
Em 1920, Tarsila embarca para a Europa, com
o objetivo de estudar na Académie Julian em
Paris. Dois anos depois, regressa ao Brasil
para atuar entre o grupo modernista,
juntamente com Anita Malfatti, Oswald de
Andrade, Mário de Andrade e Menotti del
Picchia. Nessa mesma época, começa o seu
romance com o escritor Oswald de Andrade,
com quem fica até 1930.
Seus quadros mais famosos são o Abaporu, de
1928, e Operários, de 1933. O Abaporu foi
dado de presente de aniversário para Oswald
de Andrade. Empolgado com a obra, ele criou
o Movimento Antropofágico.

ANITA MALFATTI
(1889 - 1964)
Filha de
imigrantes (pai italiano e mãe
norte-americana), Anita Malfatti foi
fortemente influenciada pela mãe, que
pintava e desenhava, e provavelmente nem
sonhava que a filha se tornaria uma das mais
importantes pintoras brasilieiras.
Vítima de uma atrofia congênita na mão
direita, Anita aprendeu a escrever, desenhar
e pintar com a mão esquerda. O primeiro
contato com a arte expressionista alemã em
1910, quando foi para Berlim e freqüentou a
Academia Real de Belas Artes.
A primeira exposição individual aconteceu em
1914, em São Paulo. Uma exposição sua,
Primeira Exposição de Arte Moderna no
Brasil, 1917-1918, inaugurada em dezembro de
1917, deu início ao Modernismo, que tem o
seu ápice na Semana de Arte Moderna de 1922.
Nesta exposição, ela conheceu Mário de
Andrade, que tornaria seu grande amigo. O
primeiro contato, no entanto, não foi dos
mais amigáveis, já que o escritor gargalhou
diante de obras da artista. O Homem Amarelo,
uma das obras que foi alvo da ironia de
Mário de Andrade, foi adquirida por ele anos
mais tarde.

TOMIE OTAKE
(1936)
Nascida em
Kyoto, no Japão, no ano de 1936, Tomie Otake
veio com 23 anos para o Brasil e instalou-se
em São Paulo. Em 1968, ela se naturalizou
brasileira. Anos antes, em 1952, o desejo de
se tornar artista ficou latente quando ela
foi visitar a exposição do artista plástico
japonês Keisuke Sugano.
A primeira exposição individual aconteceu em
1957, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Os anos 60, no entanto, foram os mais
marcantes na sua carreira. Em 1960, ela foi
premiada no Salão Nacional de Arte Moderna.
No ano seguinte, participou pela primeira
vez da Bienal Internacional de São Paulo. No
final dos anos 60, Tomie começou a se
interessar por serigrafia.
A carreira de Tomie Otake é marcada também
pela realização de várias obras públicas,
como o painel pintado no Edifício Santa
Mônica, na Ladeira da Memória, em São Paulo;
a escultura Estrela do Mar, na Lagoa Rodrigo
de Freitas, no Rio de Janeiro; a escultura
em homenagem aos oitenta anos da imigração
japonesa no Brasil, entre outras.

DJANIRA
(1914 - 1979)
Pintora,
desenhista, ilustradora e cenógrafam,
Djanira Motta e Silva começou a desenhar
quando se tratava de uma tuberculose, em São
Paulo, nos anos 30. O contato com a arte
torna-se mais estreito quando ela se muda
para o bairro de Santa Teresa, no Rio de
Janeiro.
No ano de 1943, Djanira expõe pela primeira
vez, na Associação Brasileira de Imprensa.
Morando em Nova York de 1945 a 1947, sofre
influência de Pieter Brueghel. De volta ao
Brasil, pintou o mural Candomblé, na casa do
escritor Jorge Amado. No Rio de Janeiro, foi
uma das participantes mais engajadas do
Movimento pelo Salão Preto e Branco, um
protesto de artistas contra os altos preços
do material para pintura.
Uma de suas obras públicas mais importantes
foi feita em 1963: o painel de azulejos
Santa Bárbara, com 160 m2, no túnel Catumbi,
Laranjeiras, Rio de Janeiro. Profundamente
religiosa, Djanira ingressou a Ordem
Terceira Carmelita e foi a primeira artista
latino-americana a ter obras no Museu do
Vaticano: o quadro Santana de Pé, doada ao
acervo do museu, foi pintada com o braço
esquerdo, pois ela havia fraturado a
clavícula.

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