A Mulher Moderna

Foi preciso muita batalha para provar do que as mulheres eram capazes. O tempo passou e a luta continua, agora muito discreta e com outro perfil. Enquanto nas décadas de 70 e 80 os homens duvidaram do potencial feminino, nos anos 90 eles precisaram se adaptar e aprender com o talento delas. A realidade está aí e ninguém duvida mais disso. Não é questão de moda ou fase, o sexo frágil correu atrás do que queria e está no topo. E quase todo dia a sociedade se depara com uma selfmade woman, fazendo sua parte e criando a sua história de sucesso. São mulheres que sempre acreditam nos seus sonhos, têm garra, desejo de superação, disciplina, inteligência e, acima de tudo, amam o que fazem.

A mulher no mundo moderno estuda, trabalha, é empresária, faz política, domina cada vez mais espaços. Demonstra talento para administrar tanto o espaço doméstico, quanto a esfera pública.

E mesmo com funções tão diversas, ainda cuida da casa, do companheiro, da forma física e sobretudo dos filhos.

De todos os papéis que a mulher vem acumulando ao longo dos tempos, ser mãe, pode ser considerado o primordial, mas nem por isto, este é o mais fácil de ser desempenhado. Isto, em função das mudanças históricas, sociais,econômicas e culturais ocorridas na história da civilização, onde, continuamente surgem novos valores, hábitos, formas de relações interpessoais e até mesmo formas de se sentir e de existir.

Faz parte da ideologia do mundo moderno a exigência de ser cada vez melhor em tudo o que se faz, e até mesmo o processo de ser mãe, algo tão “natural”, sofre este tipo de influência. Todas essas mudanças, levam muitas vezes a mulher ao sentimento de inadequação diante do papel de mãe, desconsiderando sua própria feminilidade, seu lado instintivo, sua intuição, que tanto auxiliam no exercício da função materna.

Isso traz como conseqüência para a mulher o sentimento de estar cindida, fazendo com que a mãe trabalhadora em geral se sinta culpada; por um lado, por aspirar sua realização pessoal e profissional; por outro, por desejar cumprir seu papel “natural” de mãe. Como se um lado e outro fossem necessariamente excludentes.

O grande desafio da mulher de hoje é alcançar sua própria integração, aprendendo a conciliar todos os seus papéis, sonhos e necessidades.

A possibilidade de ser mãe, em termos psicológicos, permite que a mulher se realize num nível mais profundo, sentindo-se integrada à sua essência feminina, resgatando sua relação com a Mãe Natureza, através do poder de gerar novas vidas.

Ao ser mãe, a mulher pode vivenciar plenamente o processo criador, e é esta capacidade, que lhe permite lidar continuamente com experiências tão diversas e ainda assim, se sair bem.

O mundo atual e sua tirania ideológica, levam à competição em todos os setores da vida, criando nas pessoas a necessidade de serem as “melhores” em tudo, à cobrança de serem “perfeitas”.

A perfeição no entanto, não está ao alcance de nós, pobres mortais; nem mesmo das melhores mães. Portanto, para que a mulher se sinta mais integrada e realizada em todos os níveis, deve procurar resgatar justamente seu maior dom: sua capacidade criadora, sem medo de errar, nem se exigindo além de sua condição humana, mas sobretudo utilizando criativamente seu potencial.

Cheias de disposição, muita garra, profissionalismo e competência, somados à sensibilidade, intuição e feeling materno. Esses são os ingredientes do maior acontecimento do século passado, a conquista da igualdade na sociedade pelas mulheres. Não dá mais para voltar atrás e os preconceituosos que se cuidem, porque elas vão dominar o mundo.

 

Todas as pesquisas sobre o assunto foram retiradas da internet nos links abaixo: http://www.direitoshumanos.usp.br/documentos/tratados/mulher/mulher.html
http://www.funec.br/principal/gestantes/gestantes.html
http://www.campinas.sp.gov.br/genero/me_textos.htm
http://www.planetadamulher.com.br
http://www.bolsademulher.com
http://www.rnw.nl/parceria
http://www.wmulher.com.br

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