Algumas mulheres brasileiras

que fizeram história

São 500 anos de uma terra que se esquece, facilmente, daqueles que passaram por sua história. Muitos estão em livros, outros apagados de qualquer página. As mulheres parecem ter menos espaço ainda entre as linhas deste volume que está por ser escrito. Algumas dessas mulheres maravilhosas, citamos abaixo:

Maria Quitéria - Heroína da Independência do Brasil. Nasceu em Feira de Santana, Bahia, em 1792, e morreu em 19.08.1853. Maria Quitéria vestiu o uniforme de voluntário e ingressou na artilharia queria dar combate aos portugueses remitentes. Assumiu o seu lugar no regimento, lutando com desprendimento e bravura, esquecendo-se das limitações que a sociedade de então empunha ao seu sexo. O seu feito empolgou outras mulheres, e foi formada uma campanha feminina, sobre as ordens da heroína. Nome Completo: Maria Quitéria de Jesus Medeiros.

Princesa Isabel - Cognominada "A Redentora". Nasceu no Rio de Janeiro, em 29.07.1846, e morreu em Paris em 14.11.1921. Era a Segunda filha de D. Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina. Foi ela que sancionou as leis relativas ao primeiro recenseamento do Império, naturalização de estrangeiros, desenvolvimento da viação férrea, solução de questões de fronteiras, e relações comerciais com os vizinhos. Recebeu o cognome de "A Redentora" por Ter sancionado a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei Áurea (1888), lei esta que extinguiu a escravidão em todo o Brasil. Por Ter sancionado a Lei Áurea, A Princesa Isabel passou a ocupar um lugar especial na História do Brasil. Este ato encerrou a prática da escravidão de seres que tinham o mesmo direito a liberdade. Nome completo: Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança.

Anita Garibaldi - Heroína brasileira, nasceu em Morrinhos, Santa Catarina, em 1819, e morreu nas imediações de Ravena, Itália, em 04.08.1849. Casou-se, em Laguna, 1835, com o sapateiro Manuel Duarte de Aguiar. Quando irrompeu a Revolução Farroupilha, uniu-se a Giuseppe Garibaldi, que aderira ao movimento. Em 1841, seguiu Garibaldi quando este partiu para o Uruguai. Informada de haver falecido o seu marido, casou-se com um companheiro. Os dois ficaram residindo neste país, para o qual Giuseppe passara a trabalhar. Em 1847, Anita partiu para a Itália, levando seus três filhos, neste país realizaram-se as 1ªs manifestações públicas que resultariam nas lutas pela unidade e independência da Itália, uniu-se a Garibaldi dois meses depois em Nice. Participou dos combates de Roma. Tendo contraído febre tifóide, durante os combates de Roma, Anita teve seu estado sensivelmente agravado e veio a falecer não tendo ainda trinta anos de idade. Erigiram-se vários monumentos em memória de Anita no Brasil e na Itália. Seu nome de solteira era Ana Ribeiro da Silva.

Xica da Silva - Personagem cada vez mais famosa da história do Brasil, foi importante esteio para a ampliação dos espaços de liberdade para os negros escravizados em Minas Gerais. Exerceu e ainda exerce grande influência na vida de mulheres e homens negros de todo país.

Antonieta de Barros - Educadora, jornalista, escritora e primeira mulher eleita à Assembléia Legislativa de seu Estado, Antonieta de Barros nasceu em 11 de julho de 1901, em Florianópolis, Santa Catarina. Normalista formada em 1921, fundou no ano seguinte o Curso "Antonieta de Barros", com o objetivo de combater o analfabetismo, "impedindo de gente ser gente", como dizia. Dirigiu este instituto até o final de sua vida.

Auta de Souza - (1876-1901) nasceu em Macaíba, Rio Grande do Norte. Escritora e poeta, seu primeiro público, ainda menina, compunha-se de mulheres do povo e velhos escravos, para quem lia, entre outras coisas, as façanhas de Carlos Magno. Em 1894 fundou o clube do biscoito, que promovia reuniões de declamação, jogos e danças na casa de seus associados. Versejando em português e francês, Auta passou a colaborar na melhor imprensa do seu Estado, antes de completar 20 anos. Seu livro O Horto, publicado em 1901, prefaciado por Olavo Bilac, foi elogiado pela crítica e lido com avidez tanto por intelectuais como pelo povo, que passou a repetir muitos de seus versos sob a forma de cantigas.

Berta Maria Júlia Lutz - naturalista, deputada e publicista brasileira. Natural de São Paulo e filha do professor Adolfo Lutz e de Amy Lutz, fundadora da primeira escola de vendedores de jornais. Berta foi deputada entre 36 e 37 e foi presidente e fundadora da Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher. Em 1951, recebeu o título de Mulher das Américas, conferido pela United Women of the Americas.

Carlota Pereira de Queirós - médica, deputada e professora natural de São Paulo. Fez parte de várias instituições médicas e de ensino. Tornou-se membro da Associação Paulista de Medicina e da Associação Nacional de Medicina de Buenos Aires, sendo a primeira mulher que obteve a entrada nesta Academia. Foi a primeira deputada brasileira, ocupando assento no Congresso Nacional, em 1934.

Cacilda Beker - atriz brasileira que se revelou precocemente na vocação artística, estreou no Teatro do Estudante do Brasil, em 1940. Em virtude do êxito alcançado, transitou para a Companhia de Bibi Ferreira. Destaque para atuações nas peças Quem Tem Medo de Virgínia Wolf? e À Espera de Godot. Mais tarde, montou sua própria companhia. De seu repertório fazem parte peças como A Dama das Camélias, Maria Stuart e Antígona.

Francisca Hedviges Gonzaga - compositora, natural do Rio de Janeiro, foi discípula de Arthur Napoleão. Dedicou-se à música popular brasileira, compondo modinhas, lunduns e cançonetas. Esteve envolvida na produção das revistas Forrobodó e Corta-Jaca. Compôs mais de duas mil peças musicais, incluindo uma canção que lhe valeu ser presa, durante a Revolta de 1893.

Cecília Meireles - poetisa e professora, natural do Rio de Janeiro. Foi professora de literatura em várias universidades brasileiras e iniciou sua carreira literária com o livro de poesia Espectros, em 1919. Teve colaborações dispersas em diversos jornais e traduziu obras de atores renomados como Garcia Lorca. Pertencia a várias instituições internacionais e, no Brasil, atribuía-se a ela o epíteto de "rainha das letras".

Ana Justina Ferreira Néri - Enfermeira brasileira, natural de Cachoeira (Bahia). Casou-se cedo com o oficial da armada Isidoro Néri e teve três filhos. Após a morte do marido, seus três filhos tornaram-se combatentes voluntários na Guerra do Paraguai. Por isso, Ana ofereceu-se para servir também naquela campanha. Foi a primeira enfermeira voluntária e a precursora da Cruz Vermelha Brasileira.

Irmã Dulce Lopes Pontes - religiosa brasileira, foi fundadora e diretora do Círculo Operário da Bahia, do qual beneficiaram-se mais de 17 mil operários. A entidade presta serviços de cantina, escolas de alfabetização e profissionais, hospital, cinema, teatro e outras atividades.

 

Todas as pesquisas sobre o assunto foram retiradas da internet nos links abaixo: http://www.direitoshumanos.usp.br/documentos/tratados/mulher/mulher.html
http://www.funec.br/principal/gestantes/gestantes.html
http://www.campinas.sp.gov.br/genero/me_textos.htm
http://www.planetadamulher.com.br
http://www.bolsademulher.com
http://www.rnw.nl/parceria
http://www.wmulher.com.br

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