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Até o aparecimento das primeiras escolas de
samba, os cortejos carnavalescos das
chamadas "sociedades" predominavam no
carnaval carioca. O primeiro clube a
desfilar, em 1855, chamava-se Congresso das
Sumidades Carnavalescas, mencionado acima.
As sociedades eram clubes ou agremiações
que, com suas alegorias e sátiras ao
governo, encontraram uma forma saudável de
competição. Em 1856, outra sociedade tomou
as ruas: a União Veneziana. Era a coqueluche
do Império. Com o tempo, as ruas viam se
multiplicar o número de sociedades, tais
como a Euterpe Comercial e os Zuavos
Carnavalescos. Muitas competições e
dissidências aconteceram até surgirem 3
grandes Sociedades que se consolidaram no
carnaval da época: Tenentes, Democráticos e
Fenianos.
Os cordões começaram com as sociedade
carnavalescas, em 1866. Eram formados por negros, mulatos e
brancos de origem humilde que animavam as
ruas ao som de instrumentos de percussão,
com forte influência dos rituais festivos e
religiosos africanos. As figuras de destaque
eram o porta-estandarte e uma composição
própria para a sua exibição (daí a
importância que tiveram para as futuras
escolas de samba).
Nos ensaios para o
carnaval de 1899, uma comissão do Cordão
Rosa de Ouro solicitou a Chiquinha Gonzaga
que compusesse uma música para o grupo. Ela
compôs Abre-Alas, canção eternizada e
obrigatória em qualquer baile carnavalesco.
Desse ano em diante, os cordões evoluíram de
tal maneira que passaram a constituir a
característica mais marcante do carnaval de
rua carioca no início do século XX, quando o
número deles chegou a 200. Os cordões
representariam o carnaval de rua carioca.
Com a transformação da cidade e o surgimento
dos ranchos a decadência dos cordões foi
assinalada motivando o surgimento das
escolas de samba. Muitos existiram por longo
tempo, outros tiveram vida breve, mas é
inegável a força de sua atuação na época. O
grande remanescente dos cordões, no entanto,
está atuante até hoje, adaptando-se às
novidades sem perder suas características
básicas: o Cordão do Bola Preta. Fundado em
31 de dezembro de 1918, o grupo ainda
arrasta uma multidão de pessoas pelas ruas
do Centro da cidade no sábado de carnaval. |