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Assim como o cordão, o rancho era uma
agremiação carnavalesca modesta, composta
por pessoas humildes. Fez a sua primeira
aparição no carnaval carioca em 1873. Os
ranchos já existiam na cidade antes dessa
data por influência nitidamente religiosa.
Desfilavam em comemoração aos festejos
natalinos no dia 6 de janeiro (Dia de Reis).
Fantasiados de pastores e pastoras que
rumavam a Belém, o grupo percorria a cidade
cantando e pedindo agasalhos em casas de
família. Por possuir letra e música
próprias, acabaram por criar um gênero
musical cadenciado, com grande riqueza
melódica: a marcha-rancho.
Por possuírem letra e música próprias,
acabaram por criar um gênero musical
cadenciado, com grande riqueza melódica - a
marcha-rancho, além de inaugurarem o "teatro
lírico ambulante" no Brasil.
O corso, lançado em fins da década de
1900, era um desfile de caminhões ou carros
sem capota, adornados, que conduziam
famílias ou grupos de carnavalescos
dispostos a brincar com os pedestres ou com
os ocupantes de outros veículos. O confete,
a serpentina e o lança-perfume eram muito
utilizados pelos animados foliões. A Av.
Central, hoje Rio Branco, inteiramente
congestionada por esses automóveis, que
circulavam em marcha reduzida, era um dos
trechos principais do cortejo.
A moda do corso mobilizou multidões durante
aproximadamente trinta anos. . O corso se
iniciava às quatro horas da tarde do domingo
de carnaval e se prolongava pela madrugada.
Essa modalidade carnavalesca desapareceu com
o advento dos carros fechados, que
substituíram os conversíveis usados nos
corsos. |