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No Brasil colonial, no séc.XVII não era
carnaval, mas a tal de "Festa do Entrudo" -
vinda da capital portuguesa, Lisboa. Nada de
máscaras, blocos, desfiles de ruas.
O entrudo português constituiu a forma mais
comum de brincar o carnaval. Os foliões se
lambuzavam com caças de farinha e bexigas
d'água.
No tocante à música, tudo ainda era muito
precário; o entrudo não possuía um ritmo ou
melodia que o simbolizasse. Apenas a partir
da primeira metade do século XIX, com a
chegada dos bailes de máscaras nos moldes
europeus, foi que se pôde notar um
desenvolvimento musical mais sofisticado.
Em 1834, o gosto pelas máscaras se acentuou
no país. De procedência francesa, eram
confeccionadas em cera muito fina ou em
papelão, simulando caras de animais,
caretas, entre outros. As fantasias
apareceram logo após o surgimento das
máscaras, dando mais vida, charme e colorido
ao carnaval, tanto nos salões quanto nas
ruas.
O primeiro baile aconteceu em 1840, no Hotel
Itália, no Rio. Em 1845, os ricos aderiam à
polca tcheca e os negros dançavam jongo. Em
1848, o sapateiro português José Nogueira de
Azevedo Prates, saiu pelas ruas do rio
tocando bumbo. Deu origem aos primeiros
blocos de rua.
Com a remodelação da cidade dirigida pelo
prefeito Pereira Passos, a partir de 1904, o
zé-pereira, o entrudo e a pilhéria dos
mascarados começariam a perder terreno para
outras manifestações de rua. |