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Rei Momo, Rainha do Carnaval, pierrô,
arlequim, colombina, clóvis... O Carnaval,
sem dúvida, não seria o mesmo sem a presença
dessa figuras que encantam e alegram os
foliões.
Rei Momo
Na Mitologia Grega, Momo era o Deus da
galhofa e do delírio - tão irreverente que
acabou expulso do Olimpo. Na Roma antiga, o
mais belo dos soldados era coroado Rei Momo
e tratado como um verdadeiro senhor,
comendo, bebendo e se divertindo à exaustão.
Mas quando a festa acabava... ele era levado
ao altar de Saturno e sacrificado.
A figura do alegre monarca da folia surgiu
no Carnaval carioca em 1933 foi instituído
pelo jornal carioca A Noite, como símbolo do
Carnaval. O primeiro Rei Momo foi o
compositor Silvio Caldas.
Rainha do Carnaval
Elas são o brilho e graça do Carnaval e
comandam a abertura do Carnaval carioca ao
aldo do Rei Momo. Instituído a partir de
1950, o concurso para Rainha do Carnaval e
suas princesas já deu muito o que falar: nos
primeiros anos, o sistema de votos vendidos
era o que valia para eleger a beldade da
folia. Somente dez anos depois do primeiro
concurso é que passou a valer o sistema de
voto de qualidade, ou seja: a candidata tem
que ser bela para reinar ao lado de Momo.
Bate-bola / Clóvis
Terror das crianças de várias gerações, os
bate-bolas ou clóvis andam sempre em grupo
com suas roupas (macacões) coloridas e
máscaras transparentes com um orifício no
lugar da boca, preenchido, quase sempre, por
uma chupeta. E não se pode esquecer, é
claro, da bexiga amarrada a uma varinha para
assustar a criançada do bairro. Apesar de
ser uma manifestação dos antigos carnavais
cariocas, ainda é comum ver tais grupos na
Baixada Fluminense
Pierrô, arlequim e colombina
Os três personagens, fundamentais em
qualquer baile de fantasia ou desfile de
escola de samba, surgiram com a Comédia
Italiana, uma companhia de atores que se
instalou na França entre os séculos XVI e
XVIII para difundir a Commedia dell'Arte -
forma teatral com tipos regionais e textos
improvisados. O pierrô é o sentimental, o
ingênuo, apaixonado e pela colombina; o
arlequim é o seu rival: um palhaço farsante
e cômico que veste um traje feito a partir
de retalhos triangulares de várias cores; e
a colombina, que já inspirou tantos versos
de famosas marchinhas? Sedutora, volúvel e
sempre bem vestida, ela namora o pierrô e é
amante do arlequim.
Fantasias
O Carnaval teria pouco brilho sem a presença
delas: as Fantasias. Elas apareceram logo
após o surgimento das máscaras, dando mais
vida, charme e colorido ao carnaval, tanto
nos salões quanto nas ruas. Era costume ser
ver além dos pierrôs e colombinas,
bailarinas, piratas, gregos, havaianas, das
mais simples às mais sofisticadas. Com
máscaras ou sem máscaras eram o verdadeiro
encanto do carnaval.
Como verdadeiras obras de arte, elas foram
pioneiras em uma das mais tradicionais
manifestações do Carnaval: o concurso de
fantasias.
Em 1909, surge o primeiro concurso,
premiando a mais bela mulher, a fantasia
mais bonita e a melhor dança. Os prêmios
eram jóias valiosas e somente os homens
tinham direito a voto.
Já o primeiro concurso oficial de fantasias
aconteceu em 24 de fevereiro de 1936.
Imagine só a surpresa dos foliões ao verem
aquelas vestes surpreendentes na confecção
e, é claro, na imaginação.
Durante muito tempo, as fantasias eram a
grande coqueluche do Carnaval. Os concursos
lotavam na época da folia, em diferentes
bailes como o High Life, Gala do Teatro
Municipal. Os locais onde eram realizados os
concursos também mudaram muito desde a áurea
época do Carnaval: Teatro Municipal, Hotel
Glória, Hotel Nacional Rio, Copacabana
Palace Hotel, Scala e Canecão (onde foi
realizado o I Baile Oficial da Cidade do Rio
de Janeiro).
E não podemos falar de fantasias, luxo e
esplendor, sem citar o nome de Clóvis Bornay.
Ele, um verdadeiro mito do samba, já
venceu tantos concursos que é considerado,
agora, hors concours. |