A maternidade é um dos sonhos perseguidos pela maioria das mulheres. Mas será que existe hora certa para ser mãe? Logo depois da primeira menstruação a mulher já está apta fisiologicamente para ter um bebê, embora em outros aspectos ainda não esteja totalmente pronta.

Muito embora seja um fenômeno natural e "corriqueiro", ainda hoje é vivenciada cheia de dúvidas e tabus. Mesmo que programada e desejada, quando confirmada, gera sempre muita insegurança, medo e ansiedade.

Esses sentimentos tendem a aumentar pela falta de informação e conscientização por parte do casal envolvido, ocasionando muitas vezes gestações problemáticas, e tendo como conseqüência partos difíceis, cheios de intervenções médico-cirúrgicas, cesarianas desnecessárias, enfim, uma experiência de parto traumática.

A partir do momento em que uma mulher se vê grávida, além de todas as mudanças físicas pelas quais ela irá passar, haverá uma carga muito grande de alterações psicológicas, sociais e espirituais como inversão social, aumento de responsabilidades, medo do desconhecido, temor ao parto, e muitos outros medos, emoções e sensações que possam surgir no decorrer da gestação.

As mulheres não ganham dos homens em muitas coisas. Mas se há algo em que são insuperáveis é no relacionamento com cada filho.

As primeiras a interar-se de que há alguém que está a caminho são elas. Cada vida se inicia perto do coração de uma mulher, e ali seguirá adiante, se não ocorrer nada de mal durante nove meses. O diálogo que se estabelece entre mãe e filho é íntimo, profundo e misterioso. O embrião não se dedica somente a "parasitar" e tomar alimentos do útero que acolhe a nova vida. Algumas células do filho circulam pelo corpo da mãe, e algumas células da mãe passam para o filho. Entre os dois se combinam certos hormônios que ajudam para que tudo siga o caminho ordinário que levará, ao final, a esse momento misterioso do parto.

Até este momento você pode ter sido uma pessoa estudiosa e esportista, ou freqüentadora dos bares da noite, ou cinéfila, não importa, essa pessoa totalmente livre e disponível para si e para todos, vai entrar numa relação de total dependência, absolutamente necessária no início da relação de uma mãe com seu filho. Um fato histórico na fase inicial do desenvolvimento de todo indivíduo. Uma mulher, que depende de um filho para tornar-se mãe.

O que acontece é que ser mãe, vem pôr em cheque tudo aquilo que foi aprendido até então, faz reviver a infância e suas experiências, desperta, inconscientemente, uma tendência de repetir o modelo que conheceu um dia, na relação com sua própria mãe, sua referência, e que vai de encontro ao que ela espera viver hoje em dia, com a cabeça de adulto que conquistou, na esperança de uma relação melhor com seu filho.

Surge o conflito, incontáveis emoções começarão a emergir de um mundo adormecido e cautelosamente esquecido, um mundo de memórias que irão forçar sua entrada. E vão conseguir.

O foco de atenção da mãe desloca-se do mundo externo para concentrar-se no mundo interno, o que é natural, já que no seu próprio corpo habita um outro ser humano. É literalmente íntima essa relação de mãe e filho, e é essa intimidade que vai garantir os alicerces da personalidade da criança, como um modelo para seus futuros relacionamentos de amor.

Durante a gravidez o homem não é um satélite alheio nem um estorvo incômodo. Sua companhia e seu carinho tornam mais fáceis os cansaços e as reações que fazem sofrer a mulher que começa a ser mãe. Além disso, quando o feto começa a ouvir dentro do mundo do líquido amniótico, chega a identificar os ruídos do mundo exterior e também a voz de seu pai. Quando os papais conversam com o feto na barriga da mãe, deixam uma pegada, a ser estudada em seu mistério, na psicologia desse feto que cresce dia a dia. O carinho da mãe, por sua vez, permite ao pai sintonizar-se com o mistério desse filho que está ali, muito escondido de início, mas depois cada vez mais visível através do crescimento da barriga da mãe...

Conforme seu corpo vai se transformando, a cabeça também vai, tentando elaborar uma vastidão de emoções simultâneas e contraditórias, que eclodem de uma maneira tão forte, capazes de contaminar quem estiver por perto, o pai, os avós, tios, os amigos íntimos, sendo que para cada um, o significado será diferente.

A barriga cresce conforme reza a sábia natureza, que usa o tempo como um instrumento para formar, aos poucos, um filho e uma mãe.

Ë bastante a responsabilidade dessa mãe que além de lidar com seu corpo modificado, seus hormônios caóticos, terá um grande trabalho mental pela frente, abrir espaço mental para conter este novo objeto de amor, assim como seu corpo abriu um espaço físico, a mente também terá que se abrir para conter um vínculo fortíssimo, que cresce cada vez mais. Abrir espaço físico demanda força e tempo, abrir espaço mental significa ter a capacidade de se angustiar.

O fato é que não existe crescimento sem dor, mudanças sem perdas, vida sem emoção, a verdade seja dita, é incomparável o desenvolvimento emocional de uma mulher que é mãe ao de uma mulher sem filhos, a distância é infinitamente grande, afinal, tantas adaptações, dores e prazeres misturados, responsabilidades, medos, alegrias, que só quem viveu essa experiência pode dizer dos fios invisíveis e infinitamente elásticos de amor e de vida que vão tomar conta da situação.

Ser mãe é uma loucura, é ter os pés escapando do chão para caminhar sobre as nuvens, é abrir o peito para deixar um novo amor entrar suportando a dor do corte. A psique entra em total atividade na tentativa de conciliar o impasse, como se dividida em dois batalhões que guerreiam entre si. Seja ela de primeira ou última viagem, vai ter que se despir para se vestir de novo, com uma roupa diferente

Cada indivíduo é único, tem uma carga genética única, um único conjunto de experiências no útero, no parto e após o nascimento. E tudo isso influencia a maneira pela qual se dará sua adaptação no mundo.

Quando o bebê nasce, também a mulher é a única que pode oferecer-lhe o melhor alimento: o leito materno. Do ponto de vista médico e dietético, o dar de mamar no peito traz muitos benefícios para o bebê e para a mãe. Do ponto de vista psicológico, o bebê aprende, antes, durante ou depois de mamar no peito de sua mãe, a olhar a face da mãe, a descobrir uns olhos que penetram cheios de carinho, às vezes um pouco cansados, mas sempre (ou quase sempre) disponíveis.

As que melhor sabem cuidar dele quando chora, quando pede algo que não está muito claro, quando mostram indiferença ou sono, ou quando delineiam um sorriso contagioso e novo são as mulheres. As mães, costuma-se dizer, possuem um "sexto sentido" com o qual percebem muito do que escapa com freqüência aos olhos do novo pai.

Como num piscar de olhos, ela se vê, às voltas com chupetas e noites acordadas bem diferentes daquelas que costumava passar. Chegou o tempo das fraldas e dos cocos e quando isso acontecer, terá a certeza de merecer todo o respeito do mundo.

Ser mãe não termina com as primeiras semanas nem com os primeiros meses. O filho fica marcado de um modo muito profundo por esses primeiros contatos que se estabelecem com a mulher, com a mãe. Por sua vez, o papel do pai na tarefa educativa vai aumentando com o passar dos meses. Em algumas situações chega a dedicar ao filho igual ou maior tempo que o dedicado à mãe (principalmente se ela trabalha fora de casa). O bebê, então, aprende a amar com o mesmo carinho os dois. Mas chegará o dia em que ele tomará consciência do que significou, no caminho de sua vida, essa etapa inicial antes do nascimento e dos primeiros meses nos quais tudo é muita esperança e não são poucos os momentos de temor ou de angustia.

Nunca se sabe que tipo de interação vai surgir entre uma mãe e seu filho, mas uma coisa é certa, jamais se aproxime para dar-lhe conselhos de como cuidar de seu rebento, ela saberá melhor do que ninguém, sua tendência natural e instintiva será o fator mais importante na educação de um novo ser humano. Confie.

Pode acontecer da mãe experimentar uma certa depressão após o nascimento, com direito a crises de choro, sentimentos de exaustão ou incapacidade de enfrentar as coisas quando deixar o hospital. Há causas físicas para isso, como a elevação do nível de hormônios que ocorre à medida que o organismo se recupera do parto. Também são numerosas as causas práticas, como por exemplo o desconforto motivado pelos pontos e a necessidade de cuidar do bebê à noite, quando o descanso é necessário. Feliz ou infeliz, a mãe irá amá-lo de qualquer jeito, seus cuidados são fundamentais, pois através do seu carinho, ela ensina como suportar melhor as dificuldades do mundo.

Falar da maternidade é falar de um privilégio da mulher. A paternidade, certamente, é fundamental para que se inicie uma vida humana. Mas um pai nunca poderá sentir em profundidade o que significa ter o filho ali "dentro". Esse filho que se iniciou tão débil e tão dependente que somente o amor pode sustentá-lo durante o tempo de gravidez.

Assim nascemos, até agora, os mais de 6 bilhões de habitantes da terra. Talvez algum dia se inventem úteros artificiais ou incubadoras de embriões. Talvez, inclusive, cheguem a ser tão perfeitos como o sistema biológico que só a mulher possui para abrir-se a cada vida humana que começa sua aventura. Mas mesmo assim nada poderá tirar a importância e a beleza desse diálogo inicial entre a mãe e o filho que tanto nos tem ajudado a todos a dizer, já desde os primeiros momentos: vale a pena viver porque há alguém que me conhece e me ama assim, como sou, sem condições...

A criança de hoje, vai crescer um dia e vai se tornar independente, na bagagem leva sua experiência de vida.

 

Todas pesquisas sobre o assunto foram retiradas da internet nos links abaixo:
http://www.padresok.com/
http://www.abcdobebe.com/
http://essacoisadeengravidar.zip.net/
http://mulher.terra.com.br/maesefilhos/
http://www.maxima.pt/1204/fam/300.shtml
http://revistacrescer.globo.com/Crescer/
http://www.uem.br/~urutagua/02adocao.htm
http://www.luizschettini.psc.br/livro1.htm
http://www.adf.com.br/imprensa/noticia4.asp
http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htm
http://www.aleitamento.com/categorias.asp?id=3
http://www.linkdobebe.com.br/temas/preparandose2
http://www.momento.com.br/exibe_texto.php?id=723
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http://www.mensagensvirtuais.com.br/mamae/historia.php
http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo232.shtml
http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo246.shtml
http://www.simonedantas.hpg.ig.com.br/filhosadotivos.htm
http://willyvirtual.com.br/portal/comportamento/9944.shtml
http://www.direitodefamilia.com.br/Materia.asp?CodMater=168
http://www.portaldafamilia.org/datas/maes/diadasmaes2.shtml
http://www.belezainteligente.com.br/especialistas/sermae.htm

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