|
Mãe.
Substantivo Feminino. Palavra tão curta e
com um valor incomensurável. Mas o ser "mãe"
tem um significado bem maior do que aquele
do dicionário Aurélio, que a define como
"mulher ou qualquer fêmea que deu à luz um
ou mais filhos" ou em outro dicionário como
"mulher caridosa e desvelada", numa simples
tentativa de definir algo tão vasto. Mãe?
Simples palavra, plural função. Todos a
pronunciam (quem não tem a sua?). De
diversos modos, os filhos sempre "aflitos"
clamam pelo auxílio maternal. Manhê! Mamãe!
Mamy! Mã! Mãe. E ela está sempre a postos no
Brasil, Estados Unidos, França ou Japão, em
diversas nacionalidades, num mesmo
sentimento universal. Conceber uma criança é
apenas o começo de uma longa jornada, que
obrigatoriamente irá passar por preocupação,
dedicação e muitas responsabilidades. Mas
quem experimenta o gosto da maternidade,
geralmente, não se arrepende. E diz que, um
único sorriso do filho, já compensa todos os
sacrifícios.
O instinto
maternal é diferente do amor maternal. O
primeiro assegura a sobrevivência física. O
segundo vai-se construindo no dia-a-dia. Na
relação da mãe com o seu bebê.
No momento em que nasce uma criança, o amor
da mãe ainda não está presente, mas, a maior
parte das vezes, está o instinto maternal. O
afeto vem depois.
Há mulheres
que nasceram para ser mães e outras, nem por
isso. Mas, em ambos os casos, a mulher tem
sempre muito amor condensado dentro do seu
íntimo, para dar e vender. O chamado
instinto maternal, ou o sentimento que
julgaram ser meio caminho andado para se ser
mãe, é um valor complicado e que reside na
modernidade da nossa era...
Desde muito cedo, costuma-se ouvir dizer de
algumas mulheres, que o seu maior sonho é
vir a ser mãe. Outras porém, preferem ter
como ambição uma carreira de sucesso ou um
amante impagável, mas sem nunca pensar em
vir a ter filhos. Nem todas as mulheres,
fazem uma festa a uma criança ou brincam com
elas. Existem muitas, que repudiam os
pequenos seres, quase como se os mesmos
fossem um incomodo a evitar a todo o custo.
Todas as atitudes protagonizadas pelas
mulheres da nossa sociedade que não pensam
em ter filhos, são alvo de uma conclusão
precipitada: insensibilidade. Porém, nem
sempre o valor da maternidade é o mais
desejado e isso, não implica que as mulheres
estejam totalmente desligadas do mundo
infantil.
Antigamente, a principal meta das mulheres
era dar à luz, um rebento forte e saudável
como símbolo da sua fertilidade. Hoje, os
padrões sociais são diferentes. A mulher
procura acima de tudo, um lugar no pódio das
profissões aos quais apenas o homem, tinha
acesso em outros tempos. Afinal, o que
mudou? A sociedade ou as mulheres em si
mesmas?
Muitas mulheres declaram que esse instinto
maternal, surge logo quando nasce mas,
outras afirmam que, esse sentimento só se
desenvolve quando a mulher engravida e que
atinge o seu auge, na altura que vai dar a
luz. O que significa que, se muitas mulheres
ainda não têm dentro de si esse instinto, é
porque ainda não chegou a sua hora de ser
mãe. Nada mais que isso.
O problema é que atualmente existe muita
liberdade de opiniões, e não uma verdade
una. Antes o centro da vida era a família,
mas hoje nem sempre as pessoas têm essa
mesma ambição. Às vezes, tanto a carreira
como a família são importantes para o
equilíbrio, mas há mesmo quem afirme que com
apenas uma das duas, se atinge a
estabilidade.
Ser mãe está na base da realização pessoal
de uma mulher, pelo menos é a opinião das
muitas mães do nosso país. Apercebem-se que
estão a contribuir para o desenvolver de um
novo ser que depende única e exclusivamente
delas, oferecendo-lhes toda a alegria e
felicidade que demonstram. Aliás, são cada
vez mais as mães solteiras no nosso país,
umas por circunstâncias da vida, outras por
pura opção pessoal. Esta realidade mostra a
emancipação da mulher, que cresce a olhos
vistos.
As "mães de
primeira viagem", aquelas que experimentam a
maternidade pela primeira vez, são os
maiores exemplos de como uma mulher se sente
sabendo que tem alguém que depende
inteiramente dela, em todos os sentidos.
Seus sentimentos estão em ebulição, suas
emoções estão à flor da pele. É tudo muito
novo, e muitas vezes, assustador.
As mães afirmam que matariam pelos seus
filhos, morreriam por eles ou fariam o que
quer que fosse para defendê-los, e isso é um
ponto em comum entre todas elas: casadas,
solteiras, viúvas, adolescentes ou mais
velhas. Ter um filho fascina muitas
mulheres, mas outras preferem aos dos seus
amigos a ter um. Aqui está a questão da
liberdade, alcançada após tanto tempo e que
agora não se quer perder, envolva o
sacrifício que envolver.
O amor pelos filhos é real. Sente-se num
toque, num olhar, numa carícia. Sendo a mãe
biológica ou não, a mulher atribui todo o
amor que tem dentro de si, àquela criatura
dependente da sua força e amor. Se ainda não
sente aquilo a que chamam de instinto
maternal não se preocupe, nem julgue ser
anormal relativamente às outras mulheres. A
necessidade de ser mãe há de aparecer
oportunamente e aí, estará realmente
preparada para ser mãe....
Antes de pensar em começar uma família com
filhos, faça a pergunta essencial. Estou
mesmo pronta para isto? É que não se trata
apenas de acariciar um bebê, como costumava
fazer com o da vizinha do lado, mas sim de
uma enorme alteração na sua vida, uma vez
que são sempre as mulheres as mais afetadas
na alteração dos hábitos que a rodeiam.
Ao responder à questão faça-o de modo
consciente. Não pense que o mundo precisa de
si para aumentar a população mundial. Se
realmente é o que deseja, tenha consciência
de que se trata de uma decisão muito séria.
Ser mãe é algo de único que preenche a vida,
mas também dá muito trabalho e preocupação,
devido à enorme quantidade de energia,
tarefas e mudanças que acarreta, e por outro
lado é difícil devido aos erros que se irá
cometer, e que irão afetar àquele de que
mais gosta – o seu filho.
Apesar de parecer à primeira vista que são
as mulheres quem controla esta situação, os
pais também têm uma palavra a dizer. Ambos
enfrentam questões como quem vai trabalhar,
e muitas vezes a mãe tem de desistir do
trabalho em detrimento da maternidade e o
pai tem de desistir da paternidade em
detrimento do trabalho.
Com toda mística que envolve a maternidade,
poucas pessoas têm uma idéia real do que é
realmente ser mãe, antes de o serem
realmente. No entanto, a educação de muitas
mulheres continua a ser dirigida para a
maternidade, mesmo que de forma subliminar.
Estamos rodeadas de imagens e expectativas
de ser mães, que passam pelas bonecas de
criança aos anúncios da televisão.
A mulher
que se torna mãe, vai precisar de apoio, de
proteção, da atenção de um homem, de
experiências sexuais que a satisfaçam,
precisará de segurança para apostar no seu
instinto materno e poder cuidar do seu bebê
com sabedoria, sem dúvida, um médico de
confiança e uma boa literatura sobre o
assunto, são indispensáveis.

|