"Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos".
João 15,13

Epicuro (341-270 a.C.), pensador grego, tinha uma máxima assim: "De todos os bens, que a sabedoria nos ensina e que são necessários para a nossa sobrevivência a amizade é de longe o maior".

A importância da idéia de amizade é muito antiga. Os gregos observaram essa importância. Para os homens da Idade Média, a amizade era o fim último da vida emocional. Depois essa idéia se esvaeceu. A teologia, especialmente a teologia monástica do Ocidente, herdou a tradição da valorização da amizade e refletiu muito sobre a natureza da amizade.

A palavra "amizade" em português refere-se tanto a um sentimento quanto a uma relação específica. Segundo o dicionário Aurélio, esse sentimento engloba outros, como afeição, simpatia e ternura, e pode, assim, estar presente em relações que não são caracterizadas como de amizade. Já no dicionário inglês Oxford, encontramos uma definição mais restrita da categoria, que se refere apenas à relação entre amigos ou ao sentimento associado a essa relação específica. Embora sejam definições formais de dicionários, esses significados apontam para elaborações culturais particulares, mostrando como o conceito de amizade pode diferir de sociedade para sociedade.

Considerando também que ela se estabelece a partir de uma relação entre iguais, não havendo a possibilidade de nenhuma forma de dominação, podemos concluir que a relação entre amigos se constitui num lugar privilegiado para a materialização dos valores éticos.

"Quem encontrou um amigo encontrou um tesouro". - Tal reflexão vem ao encontro da necessidade de pensarmos nos relacionamentos que estabelecemos com nossos colegas de trabalho, familiares e principalmente aqueles, que de um forma ou de outra estão mais próximos de nós desde a mais tenra idade.

É na infância que os primeiros amiguinhos aparecem. É nela que os pequenos seres se "testam", buscando e percebendo aqueles que têm interesses parecidos, e também características complementares, passando então ao segundo passo da amizade infantil que acontece normalmente com a eleição do melhor amigo.

É exatamente ao criar estes laços fortes de amizade com outra criança que se começa a aprender algumas regras básicas de convivência humana, como dividir, dar e receber afeto (de outra pessoa que não um familiar) e, a principal de todas, se frustrar com o outro, quando suas perspectivas não são atingidas pois logo percebe que nem sempre tudo na vida sairá como ela deseja.

Algumas amizades da infância persistem até a adolescência ou idade adulta. Outras, se perdem no decorrer da vida, dando lugar a outras e mais outras.

A vida em família, juntamente com as experiências de verdadeira amizade, são o ginásio para se preparar a amar.

Quando partimos do pressuposto de que a estrutura central do ser humano não é a razão e sim o afeto podemos então perceber que a amizade ocupa um lugar de destaque, sendo um dos principais bens que são necessários para a boa sociabilidade. Ela nasce da confiança mútua e é uma relação de amor, de afeto de tipo muito especial. E por quê? Porque a amizade é um sentimento recíproco. Não é possível ser amigo de alguém que não seja, por sua vez, nosso amigo.

No entanto, no corre-corre do dia-a-dia, muitas vezes nos esquecemos da verdadeira importância da amizade, embora, cada vez mais, as pessoas sintam a necessidade de encontrar um olhar sincero, afetuoso e amigo que lhes inspire confiança e complemente os espaços vazios que lhes cercam.

Antes de ser uma relação, a amizade é uma atitude interior, onde buscamos encontrar em outras pessoas algo que nos preencha. E, é neste encontrar-se, que chegamos a uma amizade verdadeira, quando enfim aprendemos a partilhar o nosso ser pessoal, coração, alma.

A amizade adquire traços verdadeiros e amadurecidos quando se traduz em atitudes de atenção, de respeito e de questionamento sincero de um para com o outro.

A amizade é uma das manifestações amorosas mais completas. Quem tem amigos não espera retribuição. Seu elo forte traduz-se por respeito, cumplicidade e confiança. Sublime e majestosa, deve sobreviver aos maus momentos. Compartilhando, aquecendo, ajudando, amparando.

Às vezes, quando conhecemos bem a fundo nossos amigos, parece que percebemos o que eles sentem, o que pensam, o que desejam e do que estão precisando.

Outro aspecto a ser destacado é que a amizade tem uma outra característica que é a descontinuidade temporal, ou seja, podemos ficar muito tempo sem encontrar um amigo, mas quando o vemos é como se tivéssemos com ele ontem. Um reencontro sem cobrança onde a alegria é intensa. E mesmo quando um amigo não está por perto, ainda assim, dele lembramos a qualquer tempo e momento. Não há cobrança pelo tempo que passou. Assim uma relação entre amigos é uma relação de unidade porque nós podemos não estar reunidos o tempo todo, mas sentimos que estamos unidos por esse sentimento de reciprocidade.

Amigos são seres preciosos, essenciais, vitais para a nossa existência. Quando temos uma pessoa especial assim em nossa vida, devemos sempre fortalecer este sentimento. Sabendo ser grato, atencioso, alegre, participativo. Se o amigo o decepcionou, perdoe. A amizade verdadeira não exige, não cobra, não trai e não domina. É caridosa e generosa. No entanto, não sobrevive ao orgulho e à indiferença.

 

Todas pesquisas sobre o assunto foram retiradas da internet nos links abaixo:
http://www.bolsademulher.com/
http://www.didak.com.br/Pessoa.htm
http://www.mensagensvirtuais.com.br/
http://www1.uol.com.br/vyaestelar/dia_amigo.htm
http://www.franciscotrindade.com/pr/t_pr021.htm
http://www.consciencia.org/antiga/ciceamiz.shtml
http://www.oraetlabora.com.br/meditacao/arquivo32.htm
http://www.noolhar.com/opovo/colunas/clubedaluluzinha/
http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=672
http://www.pime.org.br/pimenet/missaojovem/mjconsfratamizade.htm

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