Aconteceu no Lunas
(1935-2007)
Luciano Pavarotti
 
 
Apresentação
 
E cala-se mais uma voz,
tantas se foram, agora em coro...
o céu tão cheio de sinfonias ...
com a chegada de um dos maiores tenores,
Luciano Pavarotti!
 
O Luna e Amigos quase em oração ...
entrelaçando passos na vida do cantor...
unem mãos deixando aqui, agora
 e no sempre, sua homenagem.
 
Outubro de 2007
Maria Thereza Neves
 
*****
 
Poetas Lunas e Amigos:

Maria Petronilho/António Zumaia/Marici Bross/
Neli Neto/Pedro Valdoy/Jorge Linhaça/Paulo Mello/ 
Marcial Salaverry/António Henrique /Margaret Pelicano/
Valdir Barreto Ramos/Maria Thereza Neves.

*****

Luciano Pavarotti

Natural de Modena, na Itália, Pavarotti nasceu em 1935 para se tornar uma das maiores referências de voz erudita do mundo. Filho de padeiro, começou sua carreira no coro de sua cidade, em pouco tempo conquistando notoriedade em toda Europa por seu inigualável talento. Pioneiro na utilização de sua potente voz na música pop, Pavarotti é considerado, ao lado de Plácido Domingo e José Carreras, um dos maiores tenores do mundo.

 
*****

Prodigioso no palco do céu!
Maria Petronilho

 

Ah, estrela imensa, que dizes adeus, com o lenço branco

molhado neste pranto, não mais no suor da tua arrebatada oferenda

Vieste dos céus com o teu dom imenso, e voltas liberto

 de tanto sofrimento... onde cantas anjo

as notas de sol, as claves de lua, o compasso das estrelas

deixa-me alcançar, voar no encalço do timbre

que espalhaste no mundo, alargando o prodigioso

dom do canto, enquanto o olhar relembra a imponência

o sorriso, o prodígio, o brilho dos teus olhos

 a mão estendida, a vaidade esquecida

soltam-se canções, música erudita, coros de meninos com sede

do amor que levavas em cada solfejo, a quem é negada voz

a tua alma imensa irradiava alegria,

Ah, cantávamos duetos secretos!

os passarinhos silenciavam

os seus cantos… mas continuarão escutando

redobrarei com eles as árias que semeaste no meu peito

  eterno… coração de menino,guardo-te comigo

 na infinita saudade que nunca será adeus!

 

A Luciano Pavarotti, com todo o meu amor e gratidão,

Maria Petronilho

 

*****

"O maior tenor do Mundo"

Luciano Pavarotti foi considerado como "o maior tenor do Mundo" desde o desaparecimento do "grande Caruso" em 1921.

Dotado da mais excepcional e cara voz do Mundo, o italiano soube impor-se nos palcos mais prestigiados - do Scala de Milão à Metropolitan Opera de Nova Iorque - com a sua imponente figura, a soberba barba escura e sorriso cativante.

Nascido a 12 de Outubro de 1935 em Modena (norte de Itália), Luciano decidiu-se primeiro pelo ensino, mas optou definitivamente pelo canto em 1961.

"A Boémia" de Puccini - a sua ópera preferida - que interpretou no palco da ópera de Reggio Emília, trouxe-lhe um êxito fulgurante, que depressa ultrapassou as fronteiras de Itália e da Europa.

Donizetti ("A filha do Regimento"), Bellini ("A Sonâmbula"), Rossini ("Guilherme Tell"), Verdi ("Rigoletto") estão presentes em mais de 30 anos de digressões mundiais do triunfante tenor.

Amante dos puro-sangue, das massas frescas e dos bons vinhos, este gigante de 1,90 de altura (para um peso variável de 85 a 120 quilogramas) é pai de quatro filhas e avô.

Casou-se em segundas núpcias em Dezembro de 2003 com a sua ex-colaboradora Nicoletta Mantovani, trinta anos mais nova.

Limitando os seus concertos a cem por ano, as maiores divas - Montserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, Joan Sutherland - acompanharam-no nas suas atuações.

Em Julho de 1998, durante um mega-concerto transmitido a partir da Torre Eiffel (Paris), José Carreras e Plácido Domingo formaram com Pavarotti um trio de tenores.

Capaz de cantar desde o clássico às variedades, passando pelo canto napolitano, não hesitou, desprezando a fúria dos críticos, em formar duetos com Sting, Joe Cocker ou Mariah Carey para defender causas humanitárias.

À frente de uma das maiores fortunas do Mundo e de uma farta discografia, o tenor do século, de 71 anos, empreendeu em Maio de 2004 uma digressão mundial de despedida, interrompida em Julho do ano passado já por causa da doença que o viria a matar.

José Carreras relembra amigo como um grande cantor e jogador de pôquer.

O tenor espanhol José Carreras comentou a morte de Pavarotti relembrando-o como um grande cantor de ópera, um bom amigo seu, um ótimo cozinheiro e um excelente jogador de pôquer.

"As melhores recordações são as da intimidade. Tinha uma personalidade muito divertida", declarou Carreras ao jornal sueco "Expressen", país onde deu ontem um concerto.

"Nós devemos recordá-lo como o grande artista que era, um homem com um extraordinário carisma", acrescentou Carreras, que formava com Pavarotti e Plácido Domingo o célebre trio da história da ópera mundial - os três tenores.

 
*****

Luciano Pavarotti
António Zumaia
 
O Rouxinol do jardim,
cantava e encantava;
Já se finou para mim,
a melodia que dava.
 
 E tanto me fez sonhar,
em melodias de amor;
Esse homem a cantar,
era um sonho de tenor.
 
 Pavarotti foi o fim…
Um Rouxinol se calou.
Ficou bem triste o jardim,
onde ele encantou.
 
 Era divino o teu canto,
foi um dom que Deus te deu.
Para todos nós um encanto,
que esta vida perdeu.
 
 Tua voz fica gravada,
em todos nós com amor;
Tua figura amada,
foi-se… deixando a dor.
 
 No etéreo onde subiste,
os anjos te vão ouvir.
Na terra ficamos tristes,
mas Deus… está a sorrir

 

*****
 

Popularização da ópera

 

O volume da voz, o carisma e a personalidade expansiva de Luciano Pavarotti fizeram dele um dos mais famosos cantores de ópera do século 20. Sua imagem ultrapassou as fronteiras das salas de concerto e serviu para aproximar a ópera do grande público.


Em 1977, a apresentação Ao Vivo do Met (no Metropolitan Opera House de Nova York) se tornou o espetáculo de ópera de maior audiência da história da televisão. Em 1993, uma apresentação no Central Park nova-iorquino atraiu mais de meio milhão de pessoas.


Na última terça-feira (04/09), o ministro italiano da Cultura , Francesco Rutelli, disse que daria a Pavarotti o primeiro Prêmio Excelência na Cultura por causa da promoção da cultura italiana no exterior.


Uma das iniciativas mais conhecidas de Pavarotti foi sua associação com os cantores líricos espanhóis José Carreras e Plácido Domingo. Na véspera da Copa do Mundo de futebol de 1990, o trio de tenores cantou nas antigas Termas de Caracalla, em Roma.


Interpretada por Pavarotti, a ária Nessun Dorma, da ópera Turandot de Puccini, tornou-se a trilha sonora da Copa. O concerto gravado vendeu mais de dez milhões de cópias, transformando Os Três Tenores no álbum de música clássica mais vendido de todos os tempos.

 

Música e futebol deveriam ser para todos

 

A partir de 1993, Pavarotti decidiu experimentar um estilo mais leve, com shows beneficentes e apresentações ao lado de astros do rock e do pop. Uma das participações mais conhecidas é na canção Miss Sarajevo, da banda irlandesa U2.


Pavarotti cantou ao lado do vocalista Bono e também do inglês Elton John. Criticado por puristas e fãs de ópera, Pavarotti rebatia: "Quero levar a música às pessoas e fazê-las felizes. Música, como o esporte, deveria ser para todo mundo."


Na adolescência, Pavarotti até chegou a alimentar esperanças de uma carreira no futebol. Mas o curso de Magistério, durante o qual  conheceu a primeira mulher, o levou à escola primária. O tenor lecionou por 12 anos antes de iniciar a carreira de cantor lírico.


*****

 

Luciano Pavarotti
(Marici Bross)
 
Teu canto minha vida acalentou,
Eras, o rouxinol de meus dias.
Mas, foste chamado.
Por Nosso Criador.
Para a todos do céu.
 
Acalentares, foi chegada a hora.
Tu partes como o tenor do mundo.
O maior de todos.
 
Os anjos te recebem,
Para num coral de amor.
Acalentares a todos.
E, assim chegas frente
A Nosso Criador
Que sorrindo te abençoa,
Num gesto de muito amor.
 
*****


 

"Rei do dó"

 

A carreira internacional de Pavarotti começou em 1963, quando iniciou na Holanda uma turnê por diversas cidades da Europa. Ele encarnou Edgardo, em Lucia di Lammermoor, de Donizetti. No mesmo ano, cantou pela primeira vez no Covent Garden, em Londres, substituindo Giuseppe di Stefano em La Bohème. Dois anos depois, Pavarotti se associou à companhia da soprano Joan Sutherland, com quem fez uma turnê australiana da Lucia.


Mas a glória internacional veio apenas em 1972, no Metropolitan Opera House, de Nova York. Durante a performance de La fille du régiment, de Donizetti, Pavarotti cantou nove dós de peito seguidos. Foi chamado ao palco pelo número recorde de 17 vezes. Em 1988, um novo recorde: ele foi tão ovacionado em Berlim, que a cortina fechou e abriu 115 vezes.
"Não há lugar para erros", disse certa vez, enquanto se referia à própria voz como um "presente de Deus". "Acho que existe algo inegavelmente excitante quando se vê um homem adulto cantando, de voz cheia, aqueles 'dós' agudos."


Vaias em Milão


No início dos anos 1990, a trajetória de Pavarotti começou a declinar. Ele chegou a ser vaiado durante uma apresentação de Don Carlos, de Verdi, no Scala de Milão. Em 2002, fãs haviam pago até quase 2 mil dólares para assistir à apresentação no Met, casa onde ele já havia cantado cerca de 400 vezes. Pavarotti chegou apenas poucos dias antes a Nova York e cancelou a apresentação alegando estar gripado.
 Nessa época, a vida pessoal de Pavarotti também passou a ser explorada pelos jornais. Fosse pela sua barriga ou pelo fim de seu primeiro casamento, em 2000, ele era figura recorrente nas colunas de fofocas. Em 2003, Pavarotti casou-se com sua assistente Nicoletta Mantovani, com a qual tem uma filha, Alice, de 4 anos. O irmão gêmeo de Alice morreu no parto. Pavarotti disse nunca ter se recuperado do choque. Ele tem três filhas do primeiro casamento.

O tenor também ganhou as manchetes em 1998, por sonegação de impostos. Após atritos com as autoridades tributárias, pagou cerca de três milhões de euros. Sua fortuna é estimada em cerca de 250 milhões de dólares.


*****

 

CALOU-SE UMA VOZ...
Neli Neto
 
Tal como um rouxinol
que emudeceu seu canto, cansado
quando perdeu-se no caminho
fugindo da estiagem,
calou-se, eternamente uma voz.
 
Voz que acalentou muitos sonhos
Voz que embalou mil amores
Voz que representou tantas vidas
por este mundo afora.
 
Seu canto forte e mavioso
estará presente em lembranças
cercado, de uma imensa saudade.
 
Neli Neto
06.07.2007
12:18hs-RJ
 
*****


 

Despedida da Alemanha em 2005

 

Após quase 45 anos nos palcos das maiores óperas do mundo, "Big Luciano" anunciou sua despedida no dia 13 de março de 2004, com uma última apresentação em Nova York. Naquele mesmo ano, no entanto, iniciou uma turnê de despedida que teve de ser interrompida por problemas de saúde.


Sua última apresentação foi em fevereiro de 2006, alguns meses antes da cirurgia no pâncreas. Ele cantou na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, na Itália. Mais uma vez, a ária Nessun Dorma, de Turandot de Puccini, emocionou milhares de pessoas.


Na Alemanha, o último concerto do cantor lírico aconteceu em 2005, em Stuttgart. Ele havia iniciado a turnê de despedida um ano antes, em Hamburgo. Pavarotti esteve no Brasil sete vezes, a última delas em 2000, com uma apresentação dos Três Tenores, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. (rk)


*****

 

LUCIANO PAVAROTTI
Pedro Valdoy
 
No silêncio da minha amargura
minhas lágrimas de tristeza
calam a perda de um grande tenor
Luciano Pavarotti
 
As estrelas receberam-no
com o carinho de mais um amigo
que agora está entre elas
e os poetas lamentam
 
Minhas palavras perderam-se
perante esta catástrofe
onde a beleza do seu canto
era inconfundível

 

*****


Luciano Pavarotti - Adeste Fideles

Adeste, fideles, laeti triumphantes;
Venite, venite in Bethlehem.
Natum videte Regem angelorum.

Refrain:
Venite adoremus,
Venite adoremus,
Venite adoremus, Dominum.

Deum de Deo, lumen de lumine,
Parturit virgo mater,
Deum verum, genitum, non factum.

Refrain

Cantet nunc hymnos chorus angelorum,
Cantet nunc aula caelestium:
Gloria, gloria in excelsis Deo;

Refrain

Ergo qui natus die hodierna,
Iesu, tibi sit gloria:
Patris aeterni verbum caro factum:

Refrain


*****

 

ALMA DE TENOR

Jorge Linhaça
 
Luciano Pavarotti, alma de tenor,
com sua voz forte, viveu para cantar,
tivemos nós a sorte de o ver brilhar
Sob os holofotes, a mostrar seu amor
 
Fez da música a vida, dedicado cantor
superando as medidas, a arte a levar
às classes esquecidas, sob a luz do luar
pelos parques da vida a nos encantar
 
Do erudito fez o gosto popular
multidões aos shows assim acorriam
trinca de ases tenores logrou criar
 
Coisa que antes jamais assim se via
o gosto pelo clássico a popularizar
fazendo da vida uma alegre sinfonia

 

*****


Luciano Pavarotti - Ave Maria

Ave Maria, gratia plena.
Maria, gratia plena
Maria, gratia plena
Ave, ave dominus,
dominus tecum.
Benedicta tu in mulieribus,
et benedictus
et benedictus fructus ventris
ventris tui, Jesus.
Ave Maria.

(Some versions add the following)

Sancta Maria,
ora pro nobis,
nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen


*****

 

Silêncio de Uma Voz

Paulo Mello

 

No jaz silente da voz

tremulou o trompete celeste

Calou a voz de multidões, elites.

Sofre o tempo escárnio.

 

Flores cobrem o corpo em sepulcro.

Fãs ouvem intermináveis canções.

Celebram-se convite a entrada celestial.

Bate a porta o espírito espantado.

 

Acorda é dia, a voz calou !

Silencio fúnebre, na agonia da morte.

Transpasse na harmonia do corpo.

 

Desprende o espírito, volta a casa.

Ouve-se ao longe a canção

Pavarotti voltou.

 

06.09.07

 

*****


Luciano Pavarotti - Caruso

Qui dove il mare Luccica
E tira forte il vento
Su una vecchia terraza
Davanti al Golfo di Surriento
Un uomo abbraccia
Una ragazza
Dopo che aveva pianto
Poi si shiarisce la voce
E ricomincia il canto

Te voglia bene assaise
Ma tanto bene sai
E una catena armai
Che scioglie il sangue dint´e
Vene sai

Vide le luci en mezzo al mare
Pensó alle notti la in America
Ma erano solo le lampare
E la bianca scia di una elica
Senti il dolore nella musica
Si alzó dal pianoforte
Ma quando vida la luna
Uscire da una nuvola
Gli sembró piú dolce anche
La morte
Guardó negli occhi la ragazza
Quegli occhi verdi come il mare
Poi all´improvviso usci
Una lagrima
E lui credette di affogare

Te vaglio bene assaie
Ma tanto bene sai
A una catena armai
Che scioglie il sangue
Dint´e vene sai

Potenza della lirica dove
Agni drama é un falso
Cha con un po´de trucco
E con la mímica
Puoi diventare un altro
Ma due acchi che ti guardano
Casi vicini e vari
Ti gan scordare le parole
Confondo i pensieri
Cosi diventa tutto piccolo
Anche le notti la in America
Ti volti e vadi la tua vita
Como la scia di unélica
Ma si é la vita che finisce
Ma lui non ci pensó poi tantó
Anzi si sentiva gía felice
E ricominció il suo canto

Te voglio bene assaie
Ma tanto tanto bene sai
É una catena armai
Che scioglie el sangue
Dint ´e vene sai


*****

 

CALOU-SE UMA VOZ
Marcial Salaverry

Calou-se uma voz,
vítima de moléstia atroz...
Quando cantava,
a todos encantava...
Pavarotti, agora cantas
ao lado do Amigão,
e continuas no coração
de todos nós,
que jamais esqueceremos
de tua voz...
Ninguém precisava dizer o nome...
Sempre inconfundível..
Pavarotti, o Caruso dos tempos modernos...
Agora, cantando no mais sublime dos palcos,
encantando aos anjos,
que o acompanham em um coral celestial...

 

*****


Luciano Pavarotti - Nessun Dorma

ITALIAN
Nessun dorma! Nessun dorma!
Tu pure, o, Principessa,
nella tua fredda stanza,
guardi le stelle
che tremano d'amore
e di speranza.
Ma il mio mistero e chiuso in me,
il nome mio nessun saprá!
No, no, sulla tua bocca lo diró
quando la luce splenderá!
Ed il mio bacio sciogliera il silenzio
che ti fa mia!
(Il nome suo nessun saprá!...
e noi dovrem, ahimé, morir!)
Dilegua, o notte!
Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle!
All'alba vinceró!
vinceró, vinceró!


ENGLISH
No-one sleeps....no-one sleeps,
Even you, O Princess,
in your cold room,
Watch the stars
which tremble with love
and hope!
But my secret is locked within me,
no-one shall know my name!
No, no, I shall say it on your mouth
when the light breaks!
And my kiss will break the silence
that makes you mine!
(No-one shall know his name,
and we, alas, shall die!)
Vanish, o night!
Set, ye stars!
At dawn I shall win!


*****

 

VOZES DO SILÊNCIO
António Henrique  


São as vozes do silêncio
As vozes mudas gemendo
São as vozes do silêncio
Que caladas vão dizendo ;
  
Falam os olhos e os gestos
E alguns sinais exteriores
Vazios são os afectos
Onde eram só amores
  
Porque me apontais arma branca
Se minha alma navega
Na branca nuvem do céu?
  
Eu não sou mais que um poeta
Que canta versos de amor
A quem na terra viveu
 
*****

Luciano Pavarotti - O Sole Mio

Che bella cosa na jurnata 'e sole,
n'aria serena doppo na tempesta!
Pe' ll'aria fresca pare gia` na festa,
che bella cosa na jurnata 'e sole.
Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'o sole mio, sta 'nfronte a te!
O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te!
Quanno fa notte e 'o sole se ne scenne,
me vene quase 'na malincunia.
Sotto 'a fenesta toia restarria,
quanno fa notte e 'o sole se ne scenne.
Ma n'atu sole cchiu` bello, oje ne', 'o sole mio, sta 'nfronte a te!
O sole, 'o sole mio, sta 'nfronte a te, sta 'nfronte a te!

*****
 
ADEUS PAVAROTTI
Margaret Pelicano
 
Quando morre um artista,
morre um pouquinho de mim,
são tantas as alegrias que me trazem
emoções que me comprazem,
lágrimas e risos enfim...
 
Desta feita, lá foi nosso Pavarotti,
lutou pela vida até o fim,
calava-se uma das liras italianas,
prodígio de notas agudíssimas,
garganta de ouro, grande artista...
 
Deixou-nos só,
melancolicamente sozinhos
no teatro da vida o palco de agitou
com as lágrimas de todos os vizinhos,
deixou muito de sua voz
preciosa jóia de carinho...
 
Brasília - 2007
 
*****

Luciano Pavarotti - Torna Surriento

Viede 'o mare quant'è bello
Spira tantu sentimentu
Comme tu a chi tiene mente
Ca scetato 'o fai sunnà,
Guarda guà chisto ciardino;
Siente, siè, sti sciure arance:
Nu prufumo accussi fino
Dint'o core se ne va...
E tu dice: "Ìparto, addio!" bis
T'alluntane da stu core... bis
Da sta terra de l'ammore bis
Tieno 'o core 'e nun turnà? bis
Ma nun me lassà, bis
Nun darme stu turmiento! bis
Torna a Surriento, famme campà! bis


*****

CALA-SE O TENOR
Valdir Barreto Ramos

Hoje a madrugada foi tão fria!
a névoa era prenúncio de tristeza.
As horas passaram lentamente...
Hoje o sol não veio!
apenas a cor cinza se via em todo canto.
Ninguém ouvia mais a sua voz...
Coincidentemente os pássaros permaneceram mudos!
Eu não vi o céu, apenas pessoas tristes chorando
o vento cortava o silêncio em um triste rumor...
Onde está você agora?
por certo cantando e encantando anjos!
acompanhado por harpas e cítaras
em acordes dignos de tua voz.
Sinto-me órfão... somos todos órfãos!
agora só tenho a agradável lembrança
de sua voz maravilhosa gravada num cd
pois sei que você não vai mais cantar...
não para os mortais...
 
Publicado no Recanto das Letras em 06/09/2007
Código do texto: T641894

 

*****

 

Luciano Pavarotti - Una Furtiva Lacrima

Italiano
Una furtiva lagrima
Negli occhi suoi spuntò...
quelle festose giovani invidiar sembrò...
Che più cercando io vo?
M'ama, lo vedo.
Un solo istante i palpiti
Del suo bel cor sentir!..
Co' suoi sospir confondere
per poco i miei sospir!...
Cielo, si può morir;
Di più non chiedo.

Inglês
A sullen and secretive tear
That started there in her eye...
Those socialising bright young things
Seemed to provoke its envy...
What more searching need i do?
She loves me, that i see.
For just one moment the beating
Of her hot pulse could be felt!..
With her sighing confounding
Momentarily my sighs!...
Oh god, i shall expire;
I can't ask for m
ore.
 
*****

 

Luciano Pavarotti

Luciano Pavarotti (Módena, 12 de outubro de 1935 — Módena, 6 de setembro de 2007) foi um cantor lírico italiano, grande intérprete das obras de Donizetti, Puccini e Verdi.

Pavarotti participou com os tenores espanhóis José Carreras e Plácido Domingo nos concertos "Os três tenores", e gravou famosos duetos com Bryan Adams, Andrea Bocelli, Queen, Céline Dion, U2 e Roberto Carlos, entre outros. É considerado um dos mais importantes tenores de todos os tempos. Cantou nos mais importantes teatros mundiais, como sendo o Teatro alla Scala (Milão), a Royal Opera House (Covent Garden, Londres), a Metropolitan Opera House (Nova Iorque), entre outros.

 

*****

A Voz Eterna
Maria Thereza Neves
 
No silêncio da hora morta ,
A alma voa rumo as estrelas.
 Sangra o mundo de porta a porta
Em melodias de outrora, chora .
 
O momento de dia comprido
Quando toca a Ave Maria,
Oram ao corpo dor, sofrido
Até a madruga se fazer fria.
 
Ainda ouvem a eterna voz ,
Do tenor azul a clarear o luar
Sem quebrar o encanto veloz.
 
As orquestras em sintonia e paz ,
Arcos , cordas, violinos da vida
Seguem quase sem ar, a poesia jaz.
 
6/09/07
 
*****
 
Fontes de Pesquisas:
 

http://yahoo.imusica.com.br/artista.aspx?id=4987&bio=1
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1304205&idCanal=undefined/
http://www.dw-world.de/
www.webletras.com.br/letras/artista/14445/musicas-de/luciano-pavarotti.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luciano_Pavarotti

 
*****
 
Edição, formatação: Maria Thereza Neves
Outubro de 2007
Música: Luciano Pavarotti - Mattinata
 
 

 
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