|
|
Pensamos,
às vezes, que a Terra durará infinitamente.
Entretanto, pela maneira irresponsável como
lidamos, ela não perdurará por muito tempo.
E os resultados de nossa inconseqüência já
se faz presente em todo o mundo, na
destruição do meio ambiente, na miséria, na
fome, no ódio e na violência que grassa
entre os povos. Na intolerância que nos
acomete dia a dia. Todos conhecemos os
problemas. Todos. Mas não os evitamos.
Todos pertencemos a Terra, assim como ela
nos pertence. De seus elementos somos
constituídos.
Grande parte de nosso corpo é composto de
água, e devagar vamos tomando toda a água
existente no Planeta. Usando, usurpando, e
não cuidando. A Terra nos dá nossa
alimentação. Nos dá o ar. E, nós, a cada dia
a diminuímos com queimadas de nossas
florestas derramando óleo nos oceanos,
poluindo os ares, os mares, testes e mais
testes... que tem tirado o planeta de sua
sincronia.
A Terra é o único planeta conhecido a
abrigar vida, no sistema solar, e, é ao
Planeta Terra, nós que somos seus elementos
- pois a ela retornaremos no convívio final
- a homenagem dos Poetas e Convidados do
Luna&Amigos.
DELASNIEVE Miranda DASPET de Souza (Luna)
www.delasnievedaspet.com.br (referendado
pela UNESCO)
www.pantanalms.tur.br (referendado pela
UNESCO)
www.lunaeamigos.com.br (referendado pela
UNESCO)
http://br.groups.yahoo.com/group/LunaeAmigos/
http://br.groups.yahoo.com/group/Mensagens_LunaeAmigos
www.ebooklunas.com.br
http://delasnievedaspet.blog.uol.com.br
Consulte www.unesco.org sobre Delasnieve
Daspet
Poetas del Mundo - Delasnieve Daspet:
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo.asp?ID=600
- [Embajadora - Brasil]
Une Réserve Poétique - Delasnieve (Brasil)
http://users.skynet.be/reevolutionpoetique/forum/adhesions_revpo.htm
http://forumdeculturams.delasnievedaspet.com.br/index.html
|

INTRODUÇÃO

SOU TERRA
Delasnieve Daspet
Sou terra.
Nasci na terra.
Vivo da terra.
Dela me alimento.
Me visto.
Sacio minha sede.
E para ela voltarei
No final de meus dias.
Pertenço a terra-mãe,
Fecunda e generosa
Embelezada de flores e odores,
Morta dia a dia com insensatez
Dos homens.
Sou da terra-mãe ensangüentada,
Dividida e maltratada
Que ainda garante vida para todos.
Vamos viver em harmonia
Com o universo;
Ousar a plenitude da vida,
Sermos felizes.
Terra. Perfeita. Sou.
Vou me encolher,
Me enterrar,
No coração da terra,
Criar raízes,
Germinar a Paz!

OS OVÁRIOS DA TERRA
Jan Muá
Entra numa montanha
russa
E depois de experimentares três vezes
os calafrios na espinha
Antes e depois da sombra de Freud
Reflete na naturalidade inocente das
coisas
E no segredo condensado da vida...
Já pensaste na força propulsora da
vida
Aninhada no sol cruzando com a terra
Através de sua penetrante luz?
Já pensaste na força propulsora da
vida
Representada pelo ar seduzindo
E galando a terra com seu forte
abraço?
Já pensaste nos raios solares
abraçando
E penetrando as plantas e os seres
Gerando harmoniosamente a vida?
Já observaste a chuva caindo mansa ou
impetuosa
Sobre as plantas
Felizes com sua queda em seus braços
suplicantes?
Já observaste as nuvens prenhes de
força
Enviando à terra de regaço aberto
A água que a fertiliza para produzir
frutos?
Já pensaste no calor
Dilatando e amadurecendo os ovários da
terra
Para que esta germine e produza
frutos para seus habitantes?
Já pensaste no fogo devorador
Reduzindo a cinzas formas que se
desvanecerão
e voltarão a se organizar
Testemunhando a vida?

TERRA, UM GRANDE ECOSSISTEMA

A TERRA CHORA...
Cícero
Ferreira Matheus
Os astros estão no ar,
pessoas ligadas estão no ar.
Assim chove, a terra chora...
No ar estão para o bem,
no ar estão para o mal.
As estrelas se confundem no seu
cintilar.
Assim chove, a terra chora...
O ar existente no espaço é para todos,
o Dono do Mundo voando também está lá,
apenas transeuntes não percebam que,
assim
chove, a terra chora...

PLANETA TERRA
Vanderli Medeiros
Meu universo hoje
é você Planeta Terra
Na minha religião
Deus
rima com
Filosofia
Ciência
razão
No meu Universo
as palavras
trazem uma galáxia
de informações
do meu viver
morrer
reviver
renascer
Confúcio ou confusão?
As dúvidas que tenho
pergunto aos céus
que trazem consigo
respostas
a minha razão
de ter Fé!

O MEIO AMBIENTE
E O DESENVOLVIMENTO

*******
Francisco Coimbra
Ó Terra onde habito
o planeta em trânsito,
se viver fosse hábito
é que ia ser bonito?...
Este passou-me...

MINHA CASA
Lisieux
Planeta
Terra, minha casa azul e bela
como é terrível olhar a tua destruição
e como dói nesse momento o coração
por desbotarem tuas cores de
aquarela...
O teu azul, profundo e lindo,
descorou.
O verde está tão seco, amarelado...
o branco, que era paz, hoje manchado,
nos lembra que o amor já se acabou...
E eu fico aqui, fitando o céu, pela
janela
para o lugar aonde habita a minha
estrela
quase apagada, como está minha
esperança...
Fico sonhando com o dia em que, na
Terra
não mais haja miséria, fome ou guerra
e que voltemos a sorrir, como criança.

NOSSO PLANETA ESTÁ DOENTE

NOSSO PLANETA (LAR)
Tahyane
Rangel
Na
homenagem ao planeta
Terra, nosso lar
um protesto: abaixo os picaretas!
Vamos preservar os seres vivos
sem fanatismos, embustes e guerras
Preservem os recursos naturais, os
animais
mas antes de tudo preservem o ser
humano,
aquele que batalha, trabalha e
acredita.
Preservemos o habitat e os habitantes
o planeta agradece e retribuirá
na mesma medida do amor que receber.

TSUNAMI
Belvedere
Perplexa, diante da força
inenarrável da natureza,
observo o bailado insensato
do mar, quando a terra
descontrolada impulsiona
o grande desafio.
_Tsunami é o seu nome_
Há contrastes nos cenários.
A morte marcando pontos
em diversos segmentos:
Ora entre luxo,esplendores,
ora na pobreza,em
locais plenos
de tragédias sucessivas...
Há os que acreditam
em fatalidade,
outros, em carma.
E lá se vão as
multidões, infinitas vezes
dizimadas.
Pergunto:
- Terão direito ao Sétimo Céu?

O PLANETA TERRA EM PERIGO

*******
Helena Armond
"isso's"
não é um poema e nem um conto que
conto
===
Deus
em "arte final"
nas criações da semana
maravilhas do universo
imaginou o sol as soltas
à forjar em terracota ...
SER
em SUA semelhança...
... desdobrar o par... perfeito...
à povoar o paraíso
===
e pensava e planejava...
a mão esquerda (em concha)
água do mar (transpiramos!)
e na mão direita... ao pó os sais mais
finos
à matéria bruta...onde permeia o
divino...
===
ENTIDADE DE BOA VONTADE
nem percebeu que em meio...
anexo a massa (não compacta)
nadava um girino...
e... ao
GRANDE SOPRO
EIS O MOMENTO
DO--ENTE
===
em milênios
apenas alguns trabalham
a
TERRA
em verde-amarelo-ouro azul e branco
e...
lavram
em vaidade a palavra...
===
os restos
vive
mentiras drogas dinheiros e sexo...
degenerados e loucos...
trans-formam
... a terra
em enorme ovo choco...
D-N-A-DAM
E.. SABENDO-SE SAPOS...
COAXAM

PLANETA TERRA - ANO 2006
Susana
Mendes
Constantemente somos
avisados
dos males que nos ameaçam...
Atenta, a natureza já exasperada
nos revela e em inúmeras formas,
quanto aos perigos, mas, os ignoramos.
O homem na ânsia de evoluir
e querer salvar a sua vida, nesse afã,
destrói o encanto natural da terra,
causando danos irreparáveis ao
planeta!
Tantas são as invenções e ao primeiro
momento,
não percebendo, ficamos extasiados
com a perfeição destes mecanismos
modernos
que acabam por nos devorar lentamente
como se fossem suicídios coletivos.
E a terra rebela-se, revira-se,
ocorrendo as hecatombes.
Vinte e Dois de Abril,
comemora-se o dia do Planeta!
Alheio, o homem, qual um demente,
saqueia os campos,
segue empestando os ares, abrindo
brechas,
ferindo montanhas e aos rios,
violentando-os, desviando seus cursos.
Terra magoada, abandonada,
chora nas lavas dos vulcões,
nos desequilíbrios dos furacões
nas guerras e nas opressões...
A tudo assistindo e sentindo,
grita, em luta pela sobrevivência,
e clamando por socorro, adoece!
E é assim, nesta terrível forma
que a humanidade hoje,
comemora o seu dia ó Planeta Terra,
Conspurcando-te, matando-te aos poucos
e em cada Segundo!

A AMEAÇA DOS TRANSGÊNICOS

*******
Marília
Bechara
Moradia bonita tão querida,
Terra, água, ar, meu lar.
Também assim sou formada:
Rios são as minhas veias,
Fértil sou terra e serei pó.
Pulmões: árvores sagradas,
Meus braços galhos, abraços...
Seivas nossas alimentaram
Os frutos que em nós brotaram!
E mesmo pequenininhas,
Pela LUZ iluminadas,
Somos partes do ETERNO:
Você minha casa azul girando.
Eu, vermelho sangue passante.
Unidas por mesmas raízes:
Mistérios sagrados do Universo!

*******
Marineide Miranda
Terra - Planeta água,
verde, azul, acastanhada,
redondinho, cheio de árvores,
animais, plantas,
gostosinho e cheinho de gente,
nosso planetinha lindo, aguado
e precisando de muito cuidado!

PLANETA TERRA
Arlete
Maria
No
colorido da superfície, envereda-se
montes e planícies, a chamada TERRA
exuberante companheira das estrelas
cortejada pelos cometas universo a
fora
aquece-se ao astro-rei, seu sol
ilumina-se
acarinhada por sua amiga lua,
confessas
banhada pela fúria das águas,
grandioso planeta
eternamente TERRA...eternamente VIDA !

ÁGUA: UM BEM DE TODOS

PLANETA TERRA
Vinicius José Fernandes
Bem vindo ao planeta Terra
Aqui estamos em constante guerra
Ideológica e imatura
Guerra sem nexo e sem verdades
Matando e morrendo por liberdade
Sem piedade mato o futuro
Aguardo o passado sobre o muro
Vamos invadir o mundo com a paz
Ainda somos capaz
A bondade morre na sepultura surreal
Aguarda por uma cultura de liberdade
Liberdade real, não covarde
Disfarçada em democracia suja e fajuta
Que contra a independência luta e nos
conquista sem clemência
Quem pensa que é livre erga a mão
Quem acha que é feliz ou não
Somos escravos em busca de liberdade
Procuramos sem cessar por divindades
Que nos trarão de volta a felicidade
Perdida num tempo distante
Quando gente ainda era livros numa
estante
Aguardando serem lidos
Ainda temos vontade própria e coisas a
ensinar
Esqueça o ódio e aprenda a amar
Ou matar o preconceito
Sobre a vida, renove os seus conceitos
Tudo que ensinaram é mentira
Você pode voar desde que queira
Basta se lançar a ira do vento
E por um momento pousar no mar
Pairar sobre as montanhas e no deserto
flutuar
Mesmo tendo que abandonar
A razão sem emoção
Jogar numa esquina qualquer sem saber
o que se quer
A razão sem razão deu vazão à invasão
dessa prisão
Tendo a visão da imensidão da
escuridão do coração
A ilusão da perdição se perdeu

CAOS NA TERRA
Sueli do Espírito Santo
Matas
em queimadas flamejantes
belos mananciais sendo devastados
animais, em seu habitat torturados
no planeta nada mais é tão verdejante
Cidades em ruínas semi-destruídas
rios e mares, águas, quase toda
poluída
no espaço os pássaros, silenciosos
a voarem entre os ares gasosos
Flores já com suas cores opacas
plantadas em solo árido, destratado
nossa mãe natureza está ficando fraca
e todo meio ambiente chora, desolado
um brinde a vaidade dos humanos
pelo seu progresso com atos insanos
pela fé prevista a grande tribulação
pela ciência escrita a grande
destruição...

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

TERRA
Auri Costa
Terra planeta mágico, planeta lindo,
planeta do amor, da natureza mais
pura,
dos pássaros mais lindos. Terra da
magia
dos sentimentos e do encantamento.
Terra planeta único para mim,
aqui eu nasci aqui quero ter fim.
Terra que nasce, terra que morre,
terra que sempre a todos socorre.
Terra que planta, terra que colhe,
terra
que tudo constrói.
Terra da emoção, terra que
tanto transmite paixão, terra da
fascinação.
Terra nosso planeta azul, mares,
flores e frutos.
Terra tão grande e tão bela, terra que
tem própria luz terra que tudo produz.

*******
Suzette Rizzo
E a
Terra...
olhou tristemente tanta depredação.
Desolada, perdeu seus olhos nas
queimadas,
nas vidinhas assustadas das flores e
animais.
Percorreu seus olhos nos rios
poluídos,
chorou como nunca...
A Terra chorou o planeta sem destino.
Reuniu irmãos da natureza,
e juntos,
rezaram ao Pai-Mãe da Criação,
a falta total de amor.
Pediu perdão ao Semeador
pelos filhos do bem,
renascidos dos seus céus,
sob a Luz do Grande Amor.
Mergulhou em sonhos de esperanças
sem olhar para trás;
Levando consigo o peso
da imensa dor.

PÓ E TERRA...
Delasnieve Daspet
12 de setembro, 05,25 hs.
Há milênios cheguei à Terra.
Eu -, que sou pó e terra,
Voltei para integrá-la e nela
Me diluir, um dia.
Para fazer parte do cosmo -
Pó cósmico que sou,
Voando como uma nuvem rosa em céu de
anil,
Ou ainda pairar na beira do cerrado,
Carregada pelo vento sul que amaina
As tardes de minha terra...
Cheguei, como todos, com o assento
Reservado na imensidão
Para viver os momentos dos mistérios
Que compõem nossas almas
E nossas vidas...
Cada momento é um presente reservado.
Cada encontro é um bálsamo que
acaricia
As dores d´alma com a doce melodia da
poesia.
Tudo é parte do ser humano que somos:
Alento, calor, carinho, amor e
amizade.
Somos irmãos de caminhada.
A cruz nossa de cada dia não será um
peso
Mas um caminho, conquista, esperança,
Diante de tudo que destrói e agride.

DECLARAÇÃO DO AMBIENTE

O CHORO DAS PAINEIRAS
Vilma Cunha
|
Cada dia fica mais difícil viver a
realidade com coração de poeta...
Ouço risos, lamentos, alimento-me do
curso do dia, respiro esperança,
depois sossego o corpo cansado no
leito da fantasia.
Às vezes sonho...
- Ei, acorda. Por amor do belo, dê-nos
um pouco de atenção.
E a minha cama foi virando um tapete
de flores cor-de-rosa, cujo perfume
inebriante amoleceu-me sentidos e
coração.
- Ajuda-nos, tu, que com tua pena
cúmplice tantas vezes poetizaste a
natureza em todo lugar. A nós
descreveste como esculturas de beleza,
à porta do campo santo, de vigia a
tempo e a hora para o homem não perder
a sua essência de ser.
Pobre de mim. Que posso eu contra
decretos e lâminas afiadas de
motosserras. A força concentrada das
raízes profundas, a pujança dos
troncos, o esplendor das floradas
falam pouco para quem é verde só na
hora de plantar demagogia.
- Por favor, fala em nossa defesa.
Temos medo de tombar como as nossas
irmãs, que ironicamente moravam em
frente à casa de curar as dores dos
homens. A cada braço decepado durante
as compridas horas de agonia em
cascatas rosadas de flores acolchoando
o chão, elas ofereciam o último gesto
martirizado da beleza para quem tem
olhos de ver a poesia.
Como convencê-las no meio de tanta dor
e orfandade com explicações de gente.
Disseram que urgia guilhotinar as
irmãs pois uns membros secos ameaçavam
a segurança dos mortais.
- Flor não pode tomar remédio de
homem? atreveu-se a mais novinha e
afoita.
Meus olhos úmidos tentavam justificar
a boca emudecida, sem palavras de
esclarecer.
- Escuta-nos, escritora. E lê o pedido
de milhares e milhares dos que jazem
na última morada descansando
infinitamente, protegidos com a
beleza-paz que emana de nós.
E as flores chorosas mostravam-me um
papel que eu não conseguia ver,
repleto de assinaturas invisíveis.
- Tem misericórdia de nós. Pede
clemência para quem ostenta o poder
maligno de interferir nas leis da
natureza. Estamos apavoradas, morrendo
de medo de morrer.
Coitadas das deslumbrantes paineiras.
Tanta aflição fez parar o relógio do
sono.
Acordei de um salto. Descalça, voei
até a porta e procurei-as no lugar de
sempre, com a alma na boca e o coração
na mão.
Era ainda alvorada e o dia preguiçoso
bocejava para começar. Elas
continuavam no mesmo lugar, graças a
Deus. Pura poesia em nuvens coloridas,
criando um poema de céu rimado nas
copas frondosas.
Foi então que selei o compromisso:
Se depender do abraço coletivo de quem
mora por estas bandas e não pode viver
nem morrer sem a doçura das paineiras
na pracinha do cemitério, elas ficarão
agora e depois de nós.
De volta à cama, pisei em algo
acetinado, fresco e deliciosamente,
acariciante...
Eram duas belíssimas flores
cor-de-rosa.
Foi em abril de 1993. Dois anos
depois, em maio, quando meu amado
trocou-me pelo céu, as paineiras
pareciam quadros surrealistas de
orquídeas fascinantes, à porta do
condomínio da paz.
Assim que ele entrou, um galho inteiro
desfolhou-se como chuva mansa de
saciar a aridez da perda estúpida e
imprevista e caiu sobre o seu esquife,
encantando o nosso amor .
Nunca esquecerei a beleza da imagem
apesar do coração em frangalhos.
Ele começava a ensinar-me gerar as
minhas dores e pari-las em poesia.
Minhas crias são minha glória.
Tenho muitas batizadas de Terra, pois
sou irmã do sol e da lua.
E as defendo com as garras de quem
protege o seu berço. |

PLANETA TERRA
Domingos Oliveira Medeiros
No início de tudo, o nada. O vazio
absoluto. A ausência total.
O silêncio profundo. A fagulha
primeira. A primeira explosão.
A energia maior do Criador dos tempos.
Deu-se a transformação.
O começo do mundo. A imensidão do
universo. O espaço sideral.
Galáxias e planetas. Vizinhos de
estrelas e cometas. O Infinito é
total.
Dois infinitos, melhor dizendo: o
infinito para cima, assim imaginado.
E o infinito para baixo, o infinito
invisível, minimizado.
De onde viemos e para onde iremos, a
indagação permanece.
Surgem respostas, sem solução. O
passado remoto ninguém conhece.
Numa certa galáxia, no planeta TERRA,
o nosso recanto foi planejado.
Há milhares de séculos , surgia nossa
casa. O nosso cantinho.
Com três dimensões e quatro elementos.
A receita do Mestre da Criação.
A terra, o chão; a água, a vida; o ar
e o fogo, a transformação.
A nossa morada. O nosso habitat. A mãe
natureza, com todo carinho.
Nos alimentando, de flores e frutos,
mostrando o futuro e o nosso caminho.
Da água e da terra, do barro molhado,
do sopro divino, o ser foi criado.
Com o sentimento do amor mais puro, o
mundo, ao homem, foi doado.
Plantou-se a liberdade. Regou-se com
responsabilidade. Criou-se o paraíso.
Que o homem, mais tarde, quebrando o
contrato, perdendo o juízo.
Por ela tentado. Embora alertado.
Inaugurava, no mundo, o primeiro
pecado.
A chama que arde, na era do fogo, na
lembrança, a sentença.
O réu castigado. Viverás - viveremos
todos - do suor do teu rosto.
Assim, suados, homens de bem e do mal,
na forma do que foi imposto.
Descobriram o pecado que fez, da
pureza, mais tarde, a esperança.
Porque o mundo tridimensional foi
dividido entre a paz e a desavença.
Porque o homem continuou cometendo
erros. A existência está ameaçada
O fogo da paixão e da ganância crepita
na selva. Mais uma queimada.
A natureza tem sido maltratada.
Estamos indo para o final: o início de
tudo.
Para o vazio. A persistir a uso do
fogo pelo incendiário. Não me iludo.
O mercúrio derretido, escorre pelos
rios. Em breve, a vida será encerrada.
O primeiro dilúvio se fez com água. E
nova oportunidade nos foi dada.
Através de Cristo, que se fez homem.
Deu Sua vida, livrou-nos dos pecados.
A Boa Nova faz pouco tempo. Não mais
que dois mil anos passados.
Pouco, se comparado ao dia da tentação
e da sentença anunciada.
Continuamos trilhando por caminhos
diferentes da lição ensinada.
Os cuidados com a vida. Com a água, e
com o ar que respiramos. O conviver.
Com o fogo para cozinhar, para o tempo
mudar, proteger do frio, aquecer.
Transformar os metais, como o ferro e
o ouro. Para moldar e poder expressar.
As nossas artes, os nossos inventos,
sonhos e sustentos. O ferro criou o
aço.
Vieram aviões, as nossas buscas, a
tecnologia e o conhecimento do espaço.
Assim é o fogo. Elemento que
transforma a matéria para o nosso bem.
Que dá suporte à criação. Realidades
construídas por sonhos alcançados.
E vice-versa. Em fornos variados. O
ouro escorre em graus determinados.
De temperatura. O mercúrio, em tubos
de vidro, auxiliam à medicina.
O sólido virou líquido. Monitora e
auxilia no diagnóstico. A doença
elimina.
Não podemos fazer a opção errada: pelo
fogo que extermina. Que desmata.
Que asfixia. Que bombardeia. Que
explode, que mutila, destrói e mata.
A ciência, quando bem feita, de Deus
nos aproxima. A almejada eternidade.
A opção que se faz é única: pela paz.
Pela prática da fraternidade.
Apagar o fogo da discórdia. Da inveja
e da indiferença. Da atitude
insensata.
Só assim estaremos livres do segundo
dilúvio. O mundo em chamas. Acabado.
Nos céus hão de pipocar fogos de
artifícios, estrelas e cascatas
luminosas.
A humanidade de mãos dadas. A luta,
agora, travada em versos e prosas.
Comemoremos a paz entre homens e
nações. O mundo inteiro unificado.
A cooperação, no lugar da
concorrência, a garantia do planeta
bem cuidado.
Restabelecidos crenças e valores. Em
sintonia com os bons ensinamentos.
A família, a ética, a moral, o culto
às virtudes, ditam novos
comportamentos.
A ciência e a religião, de braços
dados, de volta aos trilhos da
verdade.
Da verdade absoluta. Sem rodeios, sem
artifícios, sem desvios, sem maldade.
Fim das utopias. Tudo é possível. O
mundo ressurge em milagres infinitos.

CARTA DA TERRA

TERRA DEVASTADA
José Mattos
A terra exausta e infecunda
Caminha para a morte inteira e rápida
Pois os filhos pecadores põem termo
cólera
Estripando prados e montanhas a ferro
e fogo
Em insana demanda tresloucada
O berço onde túmidas águas rolavam
E se agitavam exuberantes matas verdes
Hoje são gritos que reboam entre a
fuligem,
Dos carcarás pescando lebres sapecadas
Para ir fazer o seu banquete tão
sinistro
Lá no cimo da galhada estorricada
Arvores levantam os braços retorcidos
Através do fumo denso das queimadas
Gritos, silvos, guinchos, algazarra:
clamor uníssono,
Arrastam-se com o ventre sobre a
borralha
Procurando ardentemente alguma brecha
Que os livre o quando antes da
fornalha,
E corre, corre, a bicharada vai
circulando
Até se verem pelo fogo circulados
Velho Riacho se arrasta manquejante
Pois há tempos já perdera a bengala
Rasparam-lhe os cílios e a barba
Sulcaram ímpiamente o seu costado,
E a última pindaíba que sobrou,
De tão corcunda, descascada e
apodrecida...
Não serve para representar sua
mortalha
Então à Terra exaurida e devastada
Nada mais resta que lamentar o seu
fracasso.

POESIA DA TERRA
Jan Muá
Voltados para o Sol
Eles olham
Soletram
Mas não lêem
O alfabeto que deveriam conhecer!
É puro hieróglifo a luz do Sol
Por isso continuam ignorantes
Sem leitura
Sem conseguirem decifrar as cores
Que fundamentam
A poesia da Terra!

ESSÊNCIA DA TERRA
Delasnieve Daspet
Ergo um olhar à noite silente.
É tanta paz, tanta harmonia,
Cor e poesia,
Na suave tarde com cheiro de mato.
O dia com suave melodia
Despede-se no entardecer na
Espera do amanhã.
O vento sibila,
Ecoa como uma trovoada,
E meus ossos pregados na pele,
Falam da nostalgia
Que me desvanece.
No final do dia,
Inclino a fronte,
E ainda peço por ti
Em minhas orações!
Pisada como a relva
Meu coração secou.
Tu entretanto,
- Essência da terra, -
Nunca declinas!

ATITUDES QUE PODEM SALVAR O PLANETA

MÃE TERRA!
Véra
Lúcia de Campos Maggioni - Vera&Poesia
Oh, Terra fulgurante
espaço de nós!
Perdoe estes teus filhos ingratos!
Sim, peço que perdoe,
porque pensamos a cada catástrofe,
que a vontade foi de Deus-Pai? ai...
Perdoe por tanta crença errônea, por
tanta indiferença,
pelo escapismo da responsabilidade,
por tamanha improvidência,
por tanta manipulação sem consideração
a ti GAIA.
Também a nossa ignorância sobre as
relações
entre os seres vivos entre si ou com
os meios orgânicos
e ou inorgânicos, com os quais
interagimos e assim,
destruímos o nosso próprio destino,
chão, leito e assento.
E no relento - como o tempo,
se tempo houver, estaremos!
Tantos sem tino!
Num desatino agindo, sem pensar no lar
de
sucessores... nas reações que advirão
das
ações de agora e nas de outrora...
Oh, Mãe Terra suplico que nos mostre a
Luz
da consciência, do discernimento e da
Sabedoria.
Que possamos assumir a nossa
individual e singular responsabilidade
para conosco e Contigo Terra,
que é nosso único abrigo certo no
Universo.
Eu te agradeço Mãe,
por ainda ser generosa com esta
humanidade nossa,
sem equilíbrio, sem harmonia, sem paz,
sem amor, nem temor e,
que esquece de honrar-te Mãe.
Abra nossos olhos e sentidos
tão 'poluídos' de costumes que, se
esquecem da
ética e da moral, confundindo a
palavra liberdade
e pisando sobre ti,
sem dó nem piedade.
Ave Maria!
Nós estamos doentes e,
te fazemos enferma, perdoe e nos
ilumine Mãe.
Em nome de todos teus filhos terrenos,
peço, agradeço e te louvo.

SÚPLICA PELO PLANETA TERRA
Neli Neto
Pai,
humildemente vos peço
escutai a minha súplica
que ajoelhada vos faço.
Perdoai todos os homens,
que estão destruindo o planeta
em nome de uma ciência
que prejudica a existência
dos seres daqui da Terra.
Num rompante desvairado
pensando em louros e glórias
pouco a pouco arruinaram
com seu espaço sagrado
o paraíso criado
com tanto amor e bondade
para abrigar aos humanos
como um lar especial.
É tanta destruição
que vemos no dia a dia
que uma dor intensa acontece
invadindo o coração.
São guerras, testes atômicos
lixo e mais lixo jogados,
poluindo nossos rios,
escasseando as águas.
Terras sendo queimadas
árvores arrancadas
matas exterminadas
em nome de um progresso
levando à morte o planeta.
No desejo de lucros insanos
arruinaram a beleza
devastando a natureza
matando seres humanos
extinguindo animais.
Calaram o canto dos pássaros
sumiram com as flores exóticas,
árvores que nos dão frutos.
Aniquilaram nosso mundo
com tanto ardor arrogante
em nome de uma ganância
que acabaram gerando
um buraco gigantesco
na atmosfera do espaço.
Hoje estamos em perigo
num remate declarado
nos acidentes que surgem
tsunami, terremotos
até mesmo furacões
os verdadeiros algozes
que chegam sem um aviso
ruindo com as cidades
matando homens, crianças
deixando povos com fome,
nosso planeta arrasado.
Peço-te ó Mestre divino
em nome da Virgem Maria
que tenhas só piedade.
Não deixais que aconteça
o fim da humanidade
com a morte do nosso planeta.
Perdoai todos os homens
eles não sabem o que fazem!

Edição: Neli Neto
22.04.2006
Música: Ave Maria da Natureza - Paula
Fernandes
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