AconteceuLunas

&

22 DE ABRIL - DIA DO PLANETA TERRA

 

Pensamos, às vezes, que a Terra durará infinitamente.

Entretanto, pela maneira irresponsável como lidamos, ela não perdurará por muito tempo.

E os resultados de nossa inconseqüência já se faz presente em todo o mundo, na destruição do meio ambiente, na miséria, na fome, no ódio e na violência que grassa entre os povos. Na intolerância que nos acomete dia a dia. Todos conhecemos os problemas. Todos. Mas não os evitamos.

Todos pertencemos a Terra, assim como ela nos pertence. De seus elementos somos constituídos.

Grande parte de nosso corpo é composto de água, e devagar vamos tomando toda a água existente no Planeta. Usando, usurpando, e não cuidando. A Terra nos dá nossa alimentação. Nos dá o ar. E, nós, a cada dia a diminuímos com queimadas de nossas florestas derramando óleo nos oceanos, poluindo os ares, os mares, testes e mais testes... que tem tirado o planeta de sua sincronia.

A Terra é o único planeta conhecido a abrigar vida, no sistema solar, e, é ao Planeta Terra, nós que somos seus elementos - pois a ela retornaremos no convívio final - a homenagem dos Poetas e Convidados do Luna&Amigos.


DELASNIEVE Miranda DASPET de Souza (Luna)
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INTRODUÇÃO

SOU TERRA
Delasnieve Daspet

Sou terra.
Nasci na terra.
Vivo da terra.
Dela me alimento.
Me visto.
Sacio minha sede.
E para ela voltarei
No final de meus dias.

Pertenço a terra-mãe,
Fecunda e generosa
Embelezada de flores e odores,
Morta dia a dia com insensatez
Dos homens.

Sou da terra-mãe ensangüentada,
Dividida e maltratada
Que ainda garante vida para todos.

Vamos viver em harmonia
Com o universo;
Ousar a plenitude da vida,
Sermos felizes.

Terra. Perfeita. Sou.
Vou me encolher,
Me enterrar,
No coração da terra,
Criar raízes,
Germinar a Paz!




OS OVÁRIOS DA TERRA
Jan Muá

Entra numa montanha russa
E depois de experimentares três vezes
os calafrios na espinha
Antes e depois da sombra de Freud
Reflete na naturalidade inocente das coisas
E no segredo condensado da vida...

Já pensaste na força propulsora da vida
Aninhada no sol cruzando com a terra
Através de sua penetrante luz?

Já pensaste na força propulsora da vida
Representada pelo ar seduzindo
E galando a terra com seu forte abraço?

Já pensaste nos raios solares abraçando
E penetrando as plantas e os seres
Gerando harmoniosamente a vida?

Já observaste a chuva caindo mansa ou impetuosa
Sobre as plantas
Felizes com sua queda em seus braços suplicantes?

Já observaste as nuvens prenhes de força
Enviando à terra de regaço aberto
A água que a fertiliza para produzir frutos?

Já pensaste no calor
Dilatando e amadurecendo os ovários da terra
Para que esta germine e produza
frutos para seus habitantes?

Já pensaste no fogo devorador
Reduzindo a cinzas formas que se desvanecerão
e voltarão a se organizar
Testemunhando a vida?

TERRA, UM GRANDE ECOSSISTEMA



A TERRA CHORA...
Cícero Ferreira Matheus

Os astros estão no ar,
pessoas ligadas estão no ar.
Assim chove, a terra chora...

No ar estão para o bem,
no ar estão para o mal.
As estrelas se confundem no seu cintilar.
Assim chove, a terra chora...

O ar existente no espaço é para todos,
o Dono do Mundo voando também está lá,
apenas transeuntes não percebam que, assim
chove, a terra chora...



PLANETA TERRA
Vanderli Medeiros

Meu universo hoje
é você Planeta Terra
Na minha religião
Deus
rima com
Filosofia
Ciência
razão

No meu Universo
as palavras
trazem uma galáxia
de informações
do meu viver
morrer
reviver
renascer
Confúcio ou confusão?

As dúvidas que tenho
pergunto aos céus
que trazem consigo
respostas
a minha razão
de ter Fé!

O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO



*******
Francisco Coimbra

Ó Terra onde habito

o planeta em trânsito,

se viver fosse hábito

é que ia ser bonito?...

Este passou-me...




MINHA CASA
Lisieux

Planeta Terra, minha casa azul e bela
como é terrível olhar a tua destruição
e como dói nesse momento o coração
por desbotarem tuas cores de aquarela...

O teu azul, profundo e lindo, descorou.
O verde está tão seco, amarelado...
o branco, que era paz, hoje manchado,
nos lembra que o amor já se acabou...

E eu fico aqui, fitando o céu, pela janela
para o lugar aonde habita a minha estrela
quase apagada, como está minha esperança...

Fico sonhando com o dia em que, na Terra
não mais haja miséria, fome ou guerra
e que voltemos a sorrir, como criança.

NOSSO PLANETA ESTÁ DOENTE



NOSSO PLANETA (LAR)
Tahyane Rangel

Na homenagem ao planeta
Terra, nosso lar
um protesto: abaixo os picaretas!
Vamos preservar os seres vivos
sem fanatismos, embustes e guerras
Preservem os recursos naturais, os animais
mas antes de tudo preservem o ser humano,
aquele que batalha, trabalha e acredita.
Preservemos o habitat e os habitantes
o planeta agradece e retribuirá
na mesma medida do amor que receber.




TSUNAMI
Belvedere

Perplexa, diante da força
inenarrável da natureza,
observo o bailado insensato
do mar, quando a terra
descontrolada impulsiona
o grande desafio.
_Tsunami é o seu nome_

Há contrastes nos cenários.
A morte marcando pontos
em diversos segmentos:

Ora entre luxo,esplendores,
ora na pobreza,em
locais plenos
de tragédias sucessivas...

Há os que acreditam
em fatalidade,
outros, em carma.

E lá se vão as
multidões, infinitas vezes
dizimadas.

Pergunto:
- Terão direito ao Sétimo Céu?


O PLANETA TERRA EM PERIGO



*******
Helena Armond

"isso's"
não é um poema e nem um conto que conto
===
Deus
em "arte final"
nas criações da semana
maravilhas do universo
imaginou o sol as soltas
à forjar em terracota ...
SER
em SUA semelhança...
... desdobrar o par... perfeito...
à povoar o paraíso
===
e pensava e planejava...
a mão esquerda (em concha)
água do mar (transpiramos!)
e na mão direita... ao pó os sais mais finos
à matéria bruta...onde permeia o divino...
===
ENTIDADE DE BOA VONTADE
nem percebeu que em meio...
anexo a massa (não compacta)
nadava um girino...
e... ao
GRANDE SOPRO
EIS O MOMENTO
DO--ENTE
===
em milênios
apenas alguns trabalham
a
TERRA
em verde-amarelo-ouro azul e branco
e...
lavram
em vaidade a palavra...
===
os restos
vive
mentiras drogas dinheiros e sexo...
degenerados e loucos...
trans-formam
... a terra
em enorme ovo choco...
D-N-A-DAM
E.. SABENDO-SE SAPOS...
COAXAM



PLANETA TERRA - ANO 2006
Susana Mendes

Constantemente somos avisados
dos males que nos ameaçam...
Atenta, a natureza já exasperada
nos revela e em inúmeras formas,
quanto aos perigos, mas, os ignoramos.
O homem na ânsia de evoluir
e querer salvar a sua vida, nesse afã,
destrói o encanto natural da terra,
causando danos irreparáveis ao planeta!
Tantas são as invenções e ao primeiro momento,
não percebendo, ficamos extasiados
com a perfeição destes mecanismos modernos
que acabam por nos devorar lentamente
como se fossem suicídios coletivos.
E a terra rebela-se, revira-se,
ocorrendo as hecatombes.
Vinte e Dois de Abril,
comemora-se o dia do Planeta!
Alheio, o homem, qual um demente, saqueia os campos,
segue empestando os ares, abrindo brechas,
ferindo montanhas e aos rios,
violentando-os, desviando seus cursos.
Terra magoada, abandonada,
chora nas lavas dos vulcões,
nos desequilíbrios dos furacões
nas guerras e nas opressões...
A tudo assistindo e sentindo,
grita, em luta pela sobrevivência,
e clamando por socorro, adoece!
E é assim, nesta terrível forma
que a humanidade hoje,
comemora o seu dia ó Planeta Terra,
Conspurcando-te, matando-te aos poucos
e em cada Segundo!


A AMEAÇA DOS TRANSGÊNICOS



*******
Marília Bechara

Moradia bonita tão querida,
Terra, água, ar, meu lar.
Também assim sou formada:
Rios são as minhas veias,
Fértil sou terra e serei pó.
Pulmões: árvores sagradas,
Meus braços galhos, abraços...
Seivas nossas alimentaram
Os frutos que em nós brotaram!
E mesmo pequenininhas,
Pela LUZ iluminadas,
Somos partes do ETERNO:
Você minha casa azul girando.
Eu, vermelho sangue passante.
Unidas por mesmas raízes:
Mistérios sagrados do Universo!




*******
Marineide Miranda

Terra - Planeta água,

verde, azul, acastanhada,

redondinho, cheio de árvores,

animais, plantas,

gostosinho e cheinho de gente,

nosso planetinha lindo, aguado

e precisando de muito cuidado!



PLANETA TERRA
Arlete Maria

No colorido da superfície, envereda-se

montes e planícies, a chamada TERRA

exuberante companheira das estrelas

cortejada pelos cometas universo a fora

aquece-se ao astro-rei, seu sol ilumina-se

acarinhada por sua amiga lua, confessas

banhada pela fúria das águas, grandioso planeta

eternamente TERRA...eternamente VIDA !


ÁGUA: UM BEM DE TODOS



PLANETA TERRA
Vinicius José Fernandes

Bem vindo ao planeta Terra
Aqui estamos em constante guerra
Ideológica e imatura
Guerra sem nexo e sem verdades
Matando e morrendo por liberdade

Sem piedade mato o futuro
Aguardo o passado sobre o muro
Vamos invadir o mundo com a paz
Ainda somos capaz
A bondade morre na sepultura surreal
Aguarda por uma cultura de liberdade
Liberdade real, não covarde
Disfarçada em democracia suja e fajuta
Que contra a independência luta e nos conquista sem clemência

Quem pensa que é livre erga a mão
Quem acha que é feliz ou não
Somos escravos em busca de liberdade
Procuramos sem cessar por divindades
Que nos trarão de volta a felicidade
Perdida num tempo distante
Quando gente ainda era livros numa estante
Aguardando serem lidos

Ainda temos vontade própria e coisas a ensinar
Esqueça o ódio e aprenda a amar
Ou matar o preconceito
Sobre a vida, renove os seus conceitos
Tudo que ensinaram é mentira
Você pode voar desde que queira
Basta se lançar a ira do vento
E por um momento pousar no mar
Pairar sobre as montanhas e no deserto flutuar
Mesmo tendo que abandonar
A razão sem emoção
Jogar numa esquina qualquer sem saber o que se quer

A razão sem razão deu vazão à invasão dessa prisão
Tendo a visão da imensidão da escuridão do coração
A ilusão da perdição se perdeu



CAOS NA TERRA
Sueli do Espírito Santo

Matas em queimadas flamejantes
belos mananciais sendo devastados
animais, em seu habitat torturados
no planeta nada mais é tão verdejante

Cidades em ruínas semi-destruídas
rios e mares, águas, quase toda poluída
no espaço os pássaros, silenciosos
a voarem entre os ares gasosos

Flores já com suas cores opacas
plantadas em solo árido, destratado
nossa mãe natureza está ficando fraca
e todo meio ambiente chora, desolado

um brinde a vaidade dos humanos
pelo seu progresso com atos insanos
pela fé prevista a grande tribulação
pela ciência escrita a grande destruição...

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA



TERRA
Auri Costa

Terra planeta mágico, planeta lindo,
planeta do amor, da natureza mais pura,
dos pássaros mais lindos. Terra da magia
dos sentimentos e do encantamento.

Terra planeta único para mim,
aqui eu nasci aqui quero ter fim.
Terra que nasce, terra que morre,
terra que sempre a todos socorre.
Terra que planta, terra que colhe, terra
que tudo constrói.

Terra da emoção, terra que
tanto transmite paixão, terra da fascinação.
Terra nosso planeta azul, mares, flores e frutos.
Terra tão grande e tão bela, terra que
tem própria luz terra que tudo produz.




*******
Suzette Rizzo

E a Terra...
olhou tristemente tanta depredação.
Desolada, perdeu seus olhos nas queimadas,
nas vidinhas assustadas das flores e animais.
Percorreu seus olhos nos rios poluídos,
chorou como nunca...
A Terra chorou o planeta sem destino.

Reuniu irmãos da natureza,
e juntos,
rezaram ao Pai-Mãe da Criação,
a falta total de amor.

Pediu perdão ao Semeador
pelos filhos do bem,
renascidos dos seus céus,
sob a Luz do Grande Amor.

Mergulhou em sonhos de esperanças
sem olhar para trás;
Levando consigo o peso
da imensa dor.



PÓ E TERRA...
Delasnieve Daspet

12 de setembro, 05,25 hs.
Há milênios cheguei à Terra.
Eu -, que sou pó e terra,
Voltei para integrá-la e nela
Me diluir, um dia.

Para fazer parte do cosmo -
Pó cósmico que sou,
Voando como uma nuvem rosa em céu de anil,
Ou ainda pairar na beira do cerrado,
Carregada pelo vento sul que amaina
As tardes de minha terra...

Cheguei, como todos, com o assento
Reservado na imensidão
Para viver os momentos dos mistérios
Que compõem nossas almas
E nossas vidas...

Cada momento é um presente reservado.
Cada encontro é um bálsamo que acaricia
As dores d´alma com a doce melodia da poesia.

Tudo é parte do ser humano que somos:
Alento, calor, carinho, amor e amizade.
Somos irmãos de caminhada.

A cruz nossa de cada dia não será um peso
Mas um caminho, conquista, esperança,
Diante de tudo que destrói e agride.


DECLARAÇÃO DO AMBIENTE



O CHORO DAS PAINEIRAS
Vilma Cunha

Cada dia fica mais difícil viver a realidade com coração de poeta...

Ouço risos, lamentos, alimento-me do curso do dia, respiro esperança, depois sossego o corpo cansado no leito da fantasia.

Às vezes sonho...

- Ei, acorda. Por amor do belo, dê-nos um pouco de atenção.

E a minha cama foi virando um tapete de flores cor-de-rosa, cujo perfume inebriante amoleceu-me sentidos e coração.

- Ajuda-nos, tu, que com tua pena cúmplice tantas vezes poetizaste a natureza em todo lugar. A nós descreveste como esculturas de beleza, à porta do campo santo, de vigia a tempo e a hora para o homem não perder a sua essência de ser.

Pobre de mim. Que posso eu contra decretos e lâminas afiadas de motosserras. A força concentrada das raízes profundas, a pujança dos troncos, o esplendor das floradas falam pouco para quem é verde só na hora de plantar demagogia.

- Por favor, fala em nossa defesa. Temos medo de tombar como as nossas irmãs, que ironicamente moravam em frente à casa de curar as dores dos homens. A cada braço decepado durante as compridas horas de agonia em cascatas rosadas de flores acolchoando o chão, elas ofereciam o último gesto martirizado da beleza para quem tem olhos de ver a poesia.

Como convencê-las no meio de tanta dor e orfandade com explicações de gente. Disseram que urgia guilhotinar as irmãs pois uns membros secos ameaçavam a segurança dos mortais.

- Flor não pode tomar remédio de homem? atreveu-se a mais novinha e afoita.

Meus olhos úmidos tentavam justificar a boca emudecida, sem palavras de esclarecer.

- Escuta-nos, escritora. E lê o pedido de milhares e milhares dos que jazem na última morada descansando infinitamente, protegidos com a beleza-paz que emana de nós.

E as flores chorosas mostravam-me um papel que eu não conseguia ver, repleto de assinaturas invisíveis.

- Tem misericórdia de nós. Pede clemência para quem ostenta o poder maligno de interferir nas leis da natureza. Estamos apavoradas, morrendo de medo de morrer.

Coitadas das deslumbrantes paineiras. Tanta aflição fez parar o relógio do sono.

Acordei de um salto. Descalça, voei até a porta e procurei-as no lugar de sempre, com a alma na boca e o coração na mão.

Era ainda alvorada e o dia preguiçoso bocejava para começar. Elas continuavam no mesmo lugar, graças a Deus. Pura poesia em nuvens coloridas, criando um poema de céu rimado nas copas frondosas.

Foi então que selei o compromisso:

Se depender do abraço coletivo de quem mora por estas bandas e não pode viver nem morrer sem a doçura das paineiras na pracinha do cemitério, elas ficarão agora e depois de nós.

De volta à cama, pisei em algo acetinado, fresco e deliciosamente, acariciante...

Eram duas belíssimas flores cor-de-rosa.

Foi em abril de 1993. Dois anos depois, em maio, quando meu amado trocou-me pelo céu, as paineiras pareciam quadros surrealistas de orquídeas fascinantes, à porta do condomínio da paz.

Assim que ele entrou, um galho inteiro desfolhou-se como chuva mansa de saciar a aridez da perda estúpida e imprevista e caiu sobre o seu esquife, encantando o nosso amor .

Nunca esquecerei a beleza da imagem apesar do coração em frangalhos.

Ele começava a ensinar-me gerar as minhas dores e pari-las em poesia.

Minhas crias são minha glória.

Tenho muitas batizadas de Terra, pois sou irmã do sol e da lua.

E as defendo com as garras de quem protege o seu berço.



PLANETA TERRA
Domingos Oliveira Medeiros

No início de tudo, o nada. O vazio absoluto. A ausência total.
O silêncio profundo. A fagulha primeira. A primeira explosão.
A energia maior do Criador dos tempos. Deu-se a transformação.
O começo do mundo. A imensidão do universo. O espaço sideral.
Galáxias e planetas. Vizinhos de estrelas e cometas. O Infinito é total.
Dois infinitos, melhor dizendo: o infinito para cima, assim imaginado.
E o infinito para baixo, o infinito invisível, minimizado.
De onde viemos e para onde iremos, a indagação permanece.
Surgem respostas, sem solução. O passado remoto ninguém conhece.
Numa certa galáxia, no planeta TERRA, o nosso recanto foi planejado.

Há milhares de séculos , surgia nossa casa. O nosso cantinho.
Com três dimensões e quatro elementos. A receita do Mestre da Criação.
A terra, o chão; a água, a vida; o ar e o fogo, a transformação.
A nossa morada. O nosso habitat. A mãe natureza, com todo carinho.
Nos alimentando, de flores e frutos, mostrando o futuro e o nosso caminho.
Da água e da terra, do barro molhado, do sopro divino, o ser foi criado.
Com o sentimento do amor mais puro, o mundo, ao homem, foi doado.
Plantou-se a liberdade. Regou-se com responsabilidade. Criou-se o paraíso.
Que o homem, mais tarde, quebrando o contrato, perdendo o juízo.
Por ela tentado. Embora alertado. Inaugurava, no mundo, o primeiro pecado.

A chama que arde, na era do fogo, na lembrança, a sentença.
O réu castigado. Viverás - viveremos todos - do suor do teu rosto.
Assim, suados, homens de bem e do mal, na forma do que foi imposto.
Descobriram o pecado que fez, da pureza, mais tarde, a esperança.
Porque o mundo tridimensional foi dividido entre a paz e a desavença.
Porque o homem continuou cometendo erros. A existência está ameaçada
O fogo da paixão e da ganância crepita na selva. Mais uma queimada.
A natureza tem sido maltratada. Estamos indo para o final: o início de tudo.
Para o vazio. A persistir a uso do fogo pelo incendiário. Não me iludo.
O mercúrio derretido, escorre pelos rios. Em breve, a vida será encerrada.

O primeiro dilúvio se fez com água. E nova oportunidade nos foi dada.
Através de Cristo, que se fez homem. Deu Sua vida, livrou-nos dos pecados.
A Boa Nova faz pouco tempo. Não mais que dois mil anos passados.
Pouco, se comparado ao dia da tentação e da sentença anunciada.
Continuamos trilhando por caminhos diferentes da lição ensinada.
Os cuidados com a vida. Com a água, e com o ar que respiramos. O conviver.
Com o fogo para cozinhar, para o tempo mudar, proteger do frio, aquecer.
Transformar os metais, como o ferro e o ouro. Para moldar e poder expressar.
As nossas artes, os nossos inventos, sonhos e sustentos. O ferro criou o aço.
Vieram aviões, as nossas buscas, a tecnologia e o conhecimento do espaço.

Assim é o fogo. Elemento que transforma a matéria para o nosso bem.
Que dá suporte à criação. Realidades construídas por sonhos alcançados.
E vice-versa. Em fornos variados. O ouro escorre em graus determinados.
De temperatura. O mercúrio, em tubos de vidro, auxiliam à medicina.
O sólido virou líquido. Monitora e auxilia no diagnóstico. A doença elimina.
Não podemos fazer a opção errada: pelo fogo que extermina. Que desmata.
Que asfixia. Que bombardeia. Que explode, que mutila, destrói e mata.
A ciência, quando bem feita, de Deus nos aproxima. A almejada eternidade.
A opção que se faz é única: pela paz. Pela prática da fraternidade.
Apagar o fogo da discórdia. Da inveja e da indiferença. Da atitude insensata.

Só assim estaremos livres do segundo dilúvio. O mundo em chamas. Acabado.
Nos céus hão de pipocar fogos de artifícios, estrelas e cascatas luminosas.
A humanidade de mãos dadas. A luta, agora, travada em versos e prosas.
Comemoremos a paz entre homens e nações. O mundo inteiro unificado.
A cooperação, no lugar da concorrência, a garantia do planeta bem cuidado.
Restabelecidos crenças e valores. Em sintonia com os bons ensinamentos.
A família, a ética, a moral, o culto às virtudes, ditam novos comportamentos.
A ciência e a religião, de braços dados, de volta aos trilhos da verdade.
Da verdade absoluta. Sem rodeios, sem artifícios, sem desvios, sem maldade.
Fim das utopias. Tudo é possível. O mundo ressurge em milagres infinitos.


CARTA DA TERRA



TERRA DEVASTADA
José Mattos

A terra exausta e infecunda
Caminha para a morte inteira e rápida
Pois os filhos pecadores põem termo cólera
Estripando prados e montanhas a ferro e fogo
Em insana demanda tresloucada
O berço onde túmidas águas rolavam
E se agitavam exuberantes matas verdes
Hoje são gritos que reboam entre a fuligem,
Dos carcarás pescando lebres sapecadas
Para ir fazer o seu banquete tão sinistro
Lá no cimo da galhada estorricada
Arvores levantam os braços retorcidos
Através do fumo denso das queimadas
Gritos, silvos, guinchos, algazarra: clamor uníssono,
Arrastam-se com o ventre sobre a borralha
Procurando ardentemente alguma brecha
Que os livre o quando antes da fornalha,
E corre, corre, a bicharada vai circulando
Até se verem pelo fogo circulados
Velho Riacho se arrasta manquejante
Pois há tempos já perdera a bengala
Rasparam-lhe os cílios e a barba
Sulcaram ímpiamente o seu costado,
E a última pindaíba que sobrou,
De tão corcunda, descascada e apodrecida...
Não serve para representar sua mortalha
Então à Terra exaurida e devastada
Nada mais resta que lamentar o seu fracasso.



POESIA DA TERRA
Jan Muá

Voltados para o Sol
Eles olham
Soletram
Mas não lêem
O alfabeto que deveriam conhecer!

É puro hieróglifo a luz do Sol

Por isso continuam ignorantes
Sem leitura
Sem conseguirem decifrar as cores
Que fundamentam
A poesia da Terra!




ESSÊNCIA DA TERRA
Delasnieve Daspet

Ergo um olhar à noite silente.
É tanta paz, tanta harmonia,
Cor e poesia,
Na suave tarde com cheiro de mato.

O dia com suave melodia
Despede-se no entardecer na
Espera do amanhã.

O vento sibila,
Ecoa como uma trovoada,
E meus ossos pregados na pele,
Falam da nostalgia
Que me desvanece.

No final do dia,
Inclino a fronte,
E ainda peço por ti
Em minhas orações!

Pisada como a relva
Meu coração secou.
Tu entretanto,
- Essência da terra, -
Nunca declinas!

ATITUDES QUE PODEM SALVAR O PLANETA

MÃE TERRA!
Véra Lúcia de Campos Maggioni - Vera&Poesia

Oh, Terra fulgurante espaço de nós!
Perdoe estes teus filhos ingratos!
Sim, peço que perdoe,
porque pensamos a cada catástrofe,
que a vontade foi de Deus-Pai? ai...
Perdoe por tanta crença errônea, por tanta indiferença,
pelo escapismo da responsabilidade, por tamanha improvidência,
por tanta manipulação sem consideração a ti GAIA.
Também a nossa ignorância sobre as relações
entre os seres vivos entre si ou com os meios orgânicos
e ou inorgânicos, com os quais interagimos e assim,
destruímos o nosso próprio destino,
chão, leito e assento.
E no relento - como o tempo,
se tempo houver, estaremos!
Tantos sem tino!
Num desatino agindo, sem pensar no lar de
sucessores... nas reações que advirão das
ações de agora e nas de outrora...
Oh, Mãe Terra suplico que nos mostre a Luz
da consciência, do discernimento e da Sabedoria.
Que possamos assumir a nossa
individual e singular responsabilidade
para conosco e Contigo Terra,
que é nosso único abrigo certo no Universo.
Eu te agradeço Mãe,
por ainda ser generosa com esta humanidade nossa,
sem equilíbrio, sem harmonia, sem paz,
sem amor, nem temor e,
que esquece de honrar-te Mãe.
Abra nossos olhos e sentidos
tão 'poluídos' de costumes que, se esquecem da
ética e da moral, confundindo a palavra liberdade
e pisando sobre ti,
sem dó nem piedade.
Ave Maria!
Nós estamos doentes e,
te fazemos enferma, perdoe e nos ilumine Mãe.
Em nome de todos teus filhos terrenos,
peço, agradeço e te louvo.



SÚPLICA PELO PLANETA TERRA
Neli Neto

Pai, humildemente vos peço
escutai a minha súplica
que ajoelhada vos faço.
Perdoai todos os homens,
que estão destruindo o planeta
em nome de uma ciência
que prejudica a existência
dos seres daqui da Terra.

Num rompante desvairado
pensando em louros e glórias
pouco a pouco arruinaram
com seu espaço sagrado
o paraíso criado
com tanto amor e bondade
para abrigar aos humanos
como um lar especial.

É tanta destruição
que vemos no dia a dia
que uma dor intensa acontece
invadindo o coração.

São guerras, testes atômicos
lixo e mais lixo jogados,
poluindo nossos rios,
escasseando as águas.
Terras sendo queimadas
árvores arrancadas
matas exterminadas
em nome de um progresso
levando à morte o planeta.

No desejo de lucros insanos
arruinaram a beleza
devastando a natureza
matando seres humanos
extinguindo animais.
Calaram o canto dos pássaros
sumiram com as flores exóticas,
árvores que nos dão frutos.
Aniquilaram nosso mundo
com tanto ardor arrogante
em nome de uma ganância
que acabaram gerando
um buraco gigantesco
na atmosfera do espaço.

Hoje estamos em perigo
num remate declarado
nos acidentes que surgem
tsunami, terremotos
até mesmo furacões
os verdadeiros algozes
que chegam sem um aviso
ruindo com as cidades
matando homens, crianças
deixando povos com fome,
nosso planeta arrasado.

Peço-te ó Mestre divino
em nome da Virgem Maria
que tenhas só piedade.
Não deixais que aconteça
o fim da humanidade
com a morte do nosso planeta.
Perdoai todos os homens
eles não sabem o que fazem!

  Edição: Neli Neto
  22.04.2006

Música: Ave Maria da Natureza - Paula Fernandes

 
 
 


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