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MÊS DE MAIO
Almir Sater e Paulo Simões
Azul do céu brilhou
O mês de maio enfim chegou
Olhos vão se abrir pra tanta cor
É mês de maio
A vida tem seu esplendor
Raio de sol entrou
Pela janela, me convidou
Pra tarde tão bela e sem calor
É mês de maio
Saio e vou ver o sol se por
Horizontes de aquarela
Que ninguém jamais pintou
E o enxame de estrelas
Diz que o dia terminou
Noite nem se formou
E a lua cheia já clareou
Sombras podem ir, façam o favor
É mês de maio
É tempo de ser sonhador
Quem não se enamorou
No mês de maio, bem que tentou
E quem não tiver algum amor
Dos solitários
O mês de maio é protetor
Boa terra, velha esfera
Que nos leva aonde for
No futuro quem me dera
Que te dessem mais valor

|
No mês de maio
homenageamos das mães às noivas. Foi esse o
pedido para este ACONTECEULUNAS.
Abrimos a página com a melodia de Paulinho
Simões e Almir Sater, poetas e artistas aqui
do meu Mato Grosso do Sul: MÊS DE MAIO
"......Raio de sol entrou
Pela janela, me convidou
Pra tarde tão bela e sem calor
É o mês de maio
Saio e vou ver o sol se por..."
Deixamos os poetas a vontade - que dentro do
tema-mês mandassem suas poesias. Tivemos 45
participações: Adelmario Sampaio, Amaso Nib,
Assis, Auri Costa, Belvedere, Caio Lucas,
Carvalho Branco, Dayse Moraes, Diógenes
Davanzo, Eliane Accioly, Eva Aune, Fernanda
Guimarães, Gabriel Ribeiro, Gena Maria,
Gustavo Dourado, helena armond, Isaac
Miguel, Lalá de Paula, Liane Niremberg,
Linda Maria, Liria Porto, Lisieux, Lukass,
Maria Ester Torinho, Maria Ivone, Maria
Petronilho, Marapoeta, Mellíss, Mercedes
Silva, Moacir et Selena, Myriam Peres, Neli
Neto, Nelim Monti, Nelson Haroldo, Ógui
Lourenço, Olga Matos, Roberto Cursino, Sonia
Grillo (Baby), Sulla, Tahyane, Tereza da
Praia, umvelhomenino, Vilma Duarte, Vyrena e
Zeca Pestana.
Apreciem, sem
moderação, eis que poesia não tem
contra-indicação!
Delasnieve Daspet (Luna)
www.lunaeamigos.com.br
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O SER -
MULHER!
Delasnieve Daspet
Num planeta comum
convivendo entre todos os seres
a mulher que se aceita mulher,
cultivando os traços próprios,
gera vida. É mãe!
Mas só gerar vida - não adianta!
Tem de gerar e assumir,
gerar e educar, gerar por amor,
gerar na riqueza e na pobreza,
dar e ser amor!
É essa a mulher que reverencio.
Essa que não se acovarda,
mãe, que transmite ao ser que cria,
no carinho e atenção possíveis,
todo o amor que, ainda, pode ser.
Reverencio esse ser-mulher,
que não deixa faltar um sorriso feliz,
um olhar alegre que dá sentido a vida.
Penso em ti, mulher, com enorme
gratidão, pois se estou aqui,
te reverenciando, é porque me amastes,
me gerastes, me destes vida,
assumistes ser mulher!
_______________
11-05-04
Campo Grande MS
O LAMENTO DE U´A MÃE
Adelmario Sampaio
"Ai, ai, ai de mim!...
Ai de mim, a mãe de todos os
homens!...
Ai de mim,
aflita e fatigada,
por causa da maldade dos meus
filhos...
Quando descansarei,
e ficarei limpa
da maldade que saiu de mim?...
Qual será o dia
no qual tragarei a todos,
e sepultarei os meus filhos
em meu próprio ventre?...
Quando serei santificada,
para que eu possa descansar
de toda a injustiça
que grassa a minha face por tanto
tempo?...
E quando terei o prazer e a alegria
de sentir o afago
dos pés dos habitantes do Alto
por todos os poros
da minha envelhecida pele?...
Pois mesmo sendo Terra,
anseio por outros ares...
...e desejo uma paz
que só conheço de ouvir dizer!...
Ai, ai, ai de mim!...
(*) Explicação:
|
Eu
acordei quando ouvi um
assombroso e horrível gemido, e
assustado, perguntei à minha
alma se tinha se lamentado. Não
tinha. Ouvi novamente, e
perguntei o mesmo aos céus, e
pelo seu olhar que conheço, vi
que também não. E novamente ouvi
como que um lamento de trovão, e
me lembrei da Terra da qual
estou longe, e ouvi todo esse
angustioso e triste choro!... |
Dedico: à minha genitora, cujo nome
era Santa de Oliveira Souza que,
aqui, assinarei o poema com o
pseudônimo Santa Souza
Amaso Nib Nedal
SANTA
LUZ E TREVAS DA AFLIÇÃO
Santa Souza
Minha mãe dorme tranqüila;
o meu pai também descansa,
enquanto eu já fui criança.
Hoje homem ando perdido
atrás das sombras do passado,
acordando rouxinóis na solitária
garganta dos aflitos e agoniados...
Sou o silêncio da substantiva água.
Quisera fazer subir
toda alma que padecer
cada pétala que recolher
do chão fazer brotar
a flor da aflição
só para poder despetalar
a vida nos corações
e o amor somente fluir.
Entretanto, haverão pedras
cruzes, caminhos e mais aflição
no destino uma bifurcação
na proximidade dos corpos
e dos olhos que se encontram
entre a alma que sobe ou desce
e a vida que se gera teia
sem o peso das culpas e dos medos,
das perdas e abandonos.
Ah, por que não se escurece
a sombra dos que se chegam
alegria, dos que vencem
honestamente na troca de folhas
de uma árvore, no rastro
de uma luz que brilha inerte,
quiçá de uma estrela cadente...
De certo, é necessário adormecer
para sonhar fluente
acordar os pés,
para seguir em frente;
molhar a vida ou a morte
para crescer ou decompor...
No líquido amniótico o suco do céu
no sêmen dos felizes, na luz a Santa
aflição
das avenidas, alamedas, ruas, vielas e
becos...
VOCÊ ME
ENSINOU A AMAR
assis
VOCÊ ME ENSINOU A AMAR
TALVEZ SEJA ISTO O QUE EU QUERO DIZER
E ESTOU AQUI
OLHANDO O QUE ME É PERMITIDO
PELO CHEFÃO LÁ DE CIMA
O SOL QUEIMA RADIANTE
INDIFERENTE
AOS SENTIMENTOS DAS MULHERES
AS LUTAS INTERMINÁVEIS
CONTRA AS ADVERSIDADES
E VAIDADES DE UMA SOCIEDADE
PREDOMINANTEMENTE MACHISTA
E REVANCHISTA
VOCÊ ME ENSINOU A AMAR
VOCÊ ME ESPEROU
PACIENTEMENTE
SEM MEDO
TENTANDO DAR UM RECADO
PARA UM FUTURO INCERTO
SABENDO OS RISCOS
SOU O SEU PECADO
O SEU DESTINO
A RAZÃO DAS SUAS DORES
E LAGRIMAS REJEITADAS
A LIBERTAÇÃO DE SUA ALMA
FAMINTA POR RECONHECIMENTO
E AFETO
VOCÊ ME ENSINOU A AMAR
A OLHAR A LUA CHEIA
MESMO QUANDO ELA NÃO ESTA LÁ
FAZENDO O SEU TRABALHO
DE DONA DE CASA
DE COMPANHEIRA
CARREGANDO O FARDO SEM RECLAMAR
SUA FÉ ME ENCORAJOU
A SER POETA
A SER O QUE SOU
TENHO MUITO ORGULHO DE VOCÊ
MÃE EU AGRADEÇO
POR TUDO O QUE TEM FEITO
POR ESTE MUNDO MARAVILHOSO
QUE AINDA TEM ESPERANÇA
POIS SEUS OLHOS SÃO LINDOS
E NUNCA SE CANSAM
DE ME PROCURAR
DE SABER DE MIM
DE ME AMAR
APRENDI
COM ELA...
Auri Costa
Ela me ensinou a nunca parar de
sonhar.
A acreditar que os sonhos são
especiais,
e que através deles podemos ser feliz,
por
pouco tempo ou por uma vida inteira.
Sonhar
é necessário, mesmo que estes sejam
apenas sonhos.
Ela me ensinou a deixar as lágrimas
caírem quando a emoção chega, e
esconder
as lágrimas para não me mostrar fraca
diante
de um novo desafio. Ela me ensinou a
sofrer
em silêncio e a gritar quando
necessário
pela minha felicidade.
Ela me ensinou tantas coisas,
inclusive
a respeitar acima de tudo, a amar
plenamente,
a andar por aí,
seguindo caminhos por esse mundo a
fora.
A buscar uma nova vida, um novo por do
sol.
Ela me ensinou, que devo ser breve,
que a sinceridade é essencial, que
tudo é passageiro,
que rancor não leva a nada,
que a violência não é necessária,
que fé move corações,
e que a esperança nunca se acaba.
Ela me ensinou a ver as flores mais
belas,
a cultivar os jardins, a plantar e
colher.
a buscar e achar, a tentar e consegui.
Ela me ensinou tudo, ela é forte, é
frágil,
ela é minha mãe, a mulher que tenho
orgulho
e amor.
DE - 06.05.2004 - 22:58
A FILHA QUE NÃO VEIO
Belvedere
|
Quando o interfone tocou,
interrompendo minha leitura de
Abusado, fiquei chateada. Quem viria
me tirar daquelas páginas que eu
devorava avidamente?
Atendi o interfone, e surpresa ouvi a
voz de Sebastiana. O que ela viria me
dizer? Há mais de dez anos não a via.
Pedi que subisse.
Ao abrir a porta, ela me abraçou e
começou a chorar emocionada. A filha
mais nova, Leilane, a acompanhava.
Voltei no tempo.
Sebastiana era mulher do zelador aqui
do prédio e tinha um filho após outro.
Quando Marilene estava com quatro
meses, ela bateu à minha porta
desesperada. Estava grávida novamente
e queria abortar. Eu disse que não o
fizesse. Ela respondeu que já tinha
quatro filhos e mal podia se
sustentar. Falei que ficaria com o
bebê quando nascesse. Então, exultou e
pediu que eu arrumasse a ligadura de
trompas. Prometi que conseguiria.
Tarde da noite, voltou à minha porta
dizendo que o marido, que mal dava
dinheiro para alimentar os filhos,
dissera que não daria o bebê, pois não
era cachorro. Achei o fato bizarro, já
que ele gastava muito com um carro
velho — tinha que ter sempre dinheiro
para a gasolina, enquanto para as
crianças faltava leite. Eu e a
vizinhança ajudávamos no que podíamos.
Quando Leilane nasceu, eu a olhava
imaginando a vida que poderia ter
comigo, e Sebastiana lamentava a
pobreza em que viviam. Queria um
futuro melhor para os filhos. Chorava
ao ver a oportunidade perdida de
Leilane.
Eles acabaram saindo do prédio. Ainda
ajudei por algum tempo. Via as
crianças, Leilane crescendo... Eu
perguntava: "Sebastiana, agora você
não teria coragem de me dar a Leilane,
não?" Ela respondia: "Para você, eu
daria sim, minha linda!" Agora ela já
não corria o risco de engravidar.
Sebastiana era pessoa firme e
agradecida. Digna, na sua pobreza.
Após tanto tempo, eu estava com
Sebastiana e Leilane. A moça com 18
anos. A mãe já havia contado a ela
toda a história.
Olho e digo: "Leilane, foi muito
melhor você ter ficado com sua mãe,
ela é uma guerreira, e você ficou uma
linda moça!" Ela me olhou, observando
tudo ao redor, sorriu, e nada disse.
Penso no que rolou pela cabecinha dela
naquele momento.
Quando virou para ir embora, observei
uma tatuagem nas suas costas e ainda
disse: "Menina, olhe como parecemos.
Tenho uma tatuagem no mesmo lugar, só
que a minha é uma borboleta e a sua,
uma flor! Somos parecidas, hein?"
E caímos na risada!
É... podia mesmo ser minha filha! Tem
exatamente o meu jeito de ser.
Destino é destino. E o meu foi o de
não ter um bebê para acalentar, o que
não me impediu que muitos aparecessem
para eu amar! |
MÃE
by-Caio Lucas
Mãe...
Te quero como quero vida,
saí do teu ventre,
dos teus sonhos,
me alimentou com tuas forças,
com teu amor.
Mãe, ainda preciso daquele seu
aconchego,
a cada dia fico mais parecido com
você,
culpa sua,
me fez acreditar, me amou tanto,
hoje te deixo um tanto daquele amor
que me deu.
MÊS DE MAIO, MÊS DAS MÃES
Carvalho Branco
Minha mãe, quando partiste
lá pras bandas do Infinito,
pouco chorar em mim viste,
nem meu semblante era aflito...
Dos netos, a fada-madrinha,
ao lado da Santa-Virgem,
descansava a cabecinha,
branca e preta qual fuligem...
Fora a própria encarnação
da vida de Cinderela:
cozinha, forno-fogão,
lavadora de panela...
Nunca chegou a princesa,
mas seu olhar era raio
de luz de maior beleza...
mamãe, hoje é seu mês – maio!
Maio é o mês de Maria,
que embalou Jesus nos braços
e o povo, em alegoria,
viu nele, de Cristo, os traços...
Há quem nos diga ser maio
o mês das “noivas de Cristo”,
que guardam, em seu balaio,
pro Céu, passaporte e visto!
Carpinteiro foi José,
que trabalhou com esmero...
Apurou a sua fé
e hoje é santo do Clero...
Afinando a sua goiva,
fez a casa e a mobília...
presente pra sua noiva,
com quem fez uma família...
Maria, mãe de Jesus,
conservou a castidade...
Ao ver o filho na cruz,
manteve a serenidade...
Em sendo mãe, era noiva,
a Santa Virgem Maria...
Esmerada qual uma goiva,
a espargir sua alegria!...
Eis porque, no mês de maio,
a nossa igreja se enfeita,
realizando até ensaio,
pra ter cerimônia perfeita!
Mês das "filhas de Maria",
que perdem a virgindade
constituindo família...
Casam com solenidade!
Muitos olham de soslaio,
enquanto, outros, contritos,
rezam, no mês de maio,
pra nascerem mais benditos!
Vou cumprindo a minha parte,
pedindo mais oração
nesta Terra e até em Marte,
pra PAZ em cada Nação!...
MAIO LARANJEIRA...
Dayse Moraes
No calendário desponta,
por tantas comemorações,
o mês de Maio que conta,
histórias de tantas paixões.
É mês devoto à Maria,
é mês da Escravidão,
da noiva que a tudo sorria,
do noivo na atribulação.
É mês onde o trabalhador,
tem dia para comemorar,
embora conviva com a dor,
do injusto salário ganhar.
O negro recebe a alforria,
no 13 de Maio marcado.
Nas mãos de Izabel quem diria,
a libertação dos escravos.
Do noivo a espera de beijos...
Da noiva alegre e brejeira...
Maio, entre gostos e jeitos,
cheira a flor de laranjeira...
DORME MAMÃE...
Diógenes Davanzo
Mãe,
Hoje quis te fazer uma homenagem
Mas as lágrimas sentidas não me
deixaram
Queria escrever para um grupo de
amigos
Dos quais muito estimo e quero bem
Mãe,
O vazio que deixaste em minha vida
A lacuna que ficou ainda não foi
preenchida
No fundo de minh'alma ainda sofro e
choro
Todos os dias a tua ausência sentida
Mãe,
O amor que me destes não era
controlado
O teu velar, a tua meiguice e o teu
olhar
Não saem de minha memória e parece
Que continuas bem aqui ao meu lado
Mãe,
Quisera continuar te homenageando
A vida inteira sem ter que te pedir
nada
Em troca e muito menos qualquer favor
Para que continuasse me amando
Mãe,
A nossa vida era muito difícil
E as vezes não tínhamos o que comer
Mas você milagrosamente dava um jeito
E não nos faltava o alimento dócil
Mãe,
A saudade que sinto de ti nada
preenche
Este vazio que fere meu peito e não
tem jeito
Sei que no paraíso onde estás é bem
melhor
Sei também que ainda gostas muito da
gente
Mãe,
Sabes que não me prendo a um único dia
A vontade de homenageá-la e como
sempre
Aceite este buquê de rosas que lhe
ofereço
Aceite todo o meu amor e o meu carinho
Mãe,
Este teu filho amado por ti devotado
Receba este meu presente com muito
amor
Neste dia reservado, por Deus
abençoado
Ainda moras aqui ao meu lado
Mãe,
Eu te amo...
LINHAGEM MATERNA
Eliane Accioly Fonseca
Amanda
filha de Flavia
filha de Eliane
filha de Maria
filha de Sinhá
filha de Donana
filha de Efigênia
filha de Carlota
filha de Filomena
filha de Dália
filha de Rebeca
filha de Ruth
filha de Samanta
filha de Eva
MINHA ORAÇÃO
Eva Aune
Sonhei que um dia o amor e um sopro de
vida
me pôs em teu ventre e ao nascer te
causei dor.
Tua história e a minha caminharam
juntas
e por um capricho do destino, se
afastaram.
Ao partires, prematuramente, me
causaste dor.
Nos momentos mais difíceis de minha
vida
me faltou tua presença, o compartir de
teu tempo.
Tive que aprender a cada dia, sozinha,
a caminhar.
Busquei em cada mulher a tua imagem,
os teus traços.
Imaginei o calor de teu colo,
os carinhos que saram feridas e
aliviam a alma,
o olhar complacente, os conselhos e
tua benção.
Me faltou a canção de ninar, que não
aprendi a cantar.
Imaginei tua voz, as histórias de
encantamento,
o murmúrio adormecedor das orações que
diríamos.
Mas só me restou lamentar tua
ausência.
Assim mesmo continuas viva em minha
mente,
pois meu sangue é teu sangue que
cresce e floresce
em meus filhos, teus netos.
POEMA PARA THAÍS QUE ME FEZ MÃE
Fernanda Guimarães
E tu me escolheste entre tantas
mulheres
Olhaste-me sem que eu ainda te visse
Vestindo-te de amor para em mim
habitar
E te fizeste botão a florir em meu
ventre
Nem te perguntaste se era primavera
Em ti não existiam estações quaisquer
Planejaste chegar em tua mansuetude
Trazida pelos braços amorosos da lua
Que também cúmplice iria se fazer
cheia.
Sonhaste em vir, quando sorrissem
estrelas
E o vento te embalasse doces canções
E pulsaste vida, onde eu não me
conhecia.
Ao ouvires a melodia da minha voz
Respondias-me no ritmo de teus membros
No vôo do teu coração alçavas-me
Quando te entoava apenas o refrão
Daquela canção em que minhas mãos
Dançavam passos de carícias contigo,
Quando somente te sentia dentro de
mim.
Perdia-me em gestos, sussurrando-me...
Ah, os segredos que te confidenciava
Nas noites insones, em que te
espreguiçavas
Ocupando todos os meus espaços,
Como se até a respiração me levasses.
Parecias querer dizer ao mundo
Que em tuas conversas com Deus
Já havias decidido pelo momento
Em que sorririas em meus braços.
Sim, foste mais que desejada
E quando enfim te deitaste em meu
peito
Unindo-te em uníssono ao meu cansaço
Rezei-te na voz do meu silêncio:
Bendita sejas tu filha
Pela Mãe que me tornaste!
M Ã E
© Gabriel M. Ribeiro
Grudaste nas tuas entranhas
o visgo pegajoso,
esperma, sêmen ou gozo,
e fizeste do óvulo, o ovo.
Emprenhaste teu bucho
e cevaste estes fetos
em líquido amniótico;
geraste bem quente
esta nova gente
no silêncio do corpo,
mutante por vida
inflado em águas;
nas veias azuis
e mucosas inchadas
pelo milagre dos genes;
a Criação do Ser,
a construção do filho,
sua edificação de Mãe.
MÊS DE MAIO
Gena Maria
Este mês mudou muito minha vida
Foi nele que senti a maior emoção
Que u'a mulher pode sentir na vida:
A de vivenciar a vinda de um filho.
Muito querido, muito aguardado.
Como todo primogênito...
Maio, mês que me faz todos.
Os anos repensar e avaliar
O grande amor de u'a Mãe...!
Mês que começa o frio, clima,
Que amo tanto!
Sempre fui mais feliz no inverno!
Em Maio ele começa a se mostrar...
Não sei se por estes motivos citados,
ou por coisa do destino...
Maio entre os doze, é o meu mês
preferido e tenho o dito!
MARILIA-10/05/04
MÃE, MULHER POR EXCELÊNCIA...
Gustavo Dourado
Ser mãe...
É ter compromisso com o futuro
Sem esquecer as lutas do passado
E a real idade do pres ente
É todos os dias
Árdua a mente trabalhar
E con seguir man ter o equilí brio,
A paz ciência e a eternura...
Fadádiva da MaterNatureza:
Semeia, germina, concebe
Colhe os frutos do labor
A cada dia-a-dia...Acontece
Pací fica Guerreia, professa,
Educa, amantece, sempreserva,
Assistempera, servive, apoialimenta,
Ampara, proteje, sorrima, confortalece..
Mesmo nausência
É constante onipresença
Fê mil! Mulheros
Flor no Jardim da Vida
Dá à luz, prazer, sapiência...
Sentimentom que enobrece
E farol, nos guialumia, ilu mina
Quintessência Femi nina
DiAmante que eternece...
...
Mãe
é bolo de milho
komcafékomleite
o maior presente
DADO de DEUS
o que aquece
e alimenta
" a gente"
Mãe
é
chocolate quente
um achado
que
passa
-uva enrugada-
na vida "da gente"
Mãe
é vestido rosa
em babados e fitas
é sonho realizado
num baile
fazendo de um eu
a mais bonita
!
Mãe
se rosa branca no peito
é
saudade
e defeito
desse morrer adquirido...
mesmo porque
rosa vermelha
no peito
é um mito vivo...
===
helena armond
para Moema Bueno Armond
Moema....Bueno !
2004
DESCULPE MÃE
Isaac Miguel Ingberman
Mãe é a vida inteira preocupada
Filhos insatisfeitos permanentes
Família somos todos unidos
Sou filho em tempo integral
De uma Mãe possessiva
Diria eu uma chata ou metida
Ou apenas o chato sou eu?
Chato e critico sem entender
Hoje maduro vejo e entendo
Como Mãe é difícil de ser
Filhos difíceis de criar
Seu medo de Mãe entendo
Preocupada com o melhor
Medo de errar, e que erremos.
Medo de que algo nos machuque
Medo de que sejamos um fracasso
Desculpe pelo papel de bobo
Que às vezes te magoei
Sem querer querendo
Pois te amo muito Mãe
Ctba, 04/05/2004
MATERNIDADE
Lalá de Paula
Toda mulher deseja um dia,
sentir o que é a maternidade.
E quando chega é uma alegria,
que dura para a eternidade.
O corpo inteiro se modifica.
A barriga cresce veloz.
O apetite se intensifica,
a sensibilidade é atroz.
Os meses passam e chega o dia,
de receber aquele ser novato.
A felicidade vira euforia
e o amor, chega com o recém nato.
Tudo é acalanto e dedicação.
O melhor sentimento do coração.
Surge o instante de concentração,
a doação maior, na amamentação.
E essa criatura cresce,
dia após dia.
Deixa o berço, desce
nos passos, caminhos e via.
O tempo segue a passos largos.
O ser agora quer caminhar.
Em seu destino, esquece os afagos,
daquela que só soube lhe amar.
Porém na distância infinita,
o ser lembra com saudade.
Da mãe, sempre aflita,
procurando-o com passividade.
Não há maior amizade,
nem amor que se assemelha.
A mãe em qualquer idade,
é o fogo de maior centelha.
Por isso, saúdo a maternidade.
Momento exclusivo da mulher.
Que de um amor, com sinceridade,
faz surgir d'alma, um novo ser.
"MINHA MÃE"
Liane Niremberg
(...) Saudade se eu as tenho?
Nem sei como responder
Pois por incrível que pareça
Permanece ela aqui comigo
Foi tanto querer todo tempo
Que sua ausência se faz presente
Nas belas coisas da vida!
MÃE
© Linda Maria
Crespam-lhe as mãos.
Um suor estranho
- diferente e frio -
a percorre feito um rio.
Inunda-lhe a dor
E de mulher e amor, inunda-se
Um gemido... um gesto contido...
E o vagido! O vagido!
Vagam borboletas!
Soam trombetas!
Cantam os passarinhos!
Uma orquestra sinfônica! Um piano! Um
violino!
No mundo, o silêncio é total.
Seu corpo aguerrido, descansa.
Su´alma, no entanto, alcança o píncaro
Pariu. E a Vida fez Sentido.
ESPECIAL
líria porto
fico a pensar na velha árvore
caíram-lhe as folhas
secaram-se alguns galhos
continua fincada ao chão
à espera do desfecho
todos os dias serão teus
mesmo eu me esqueça
não te teça loas
não diga eu te amo
nem te traga flores
todos os dias
MÃE
lisieux
|
No dia em que pegamos o nosso filho
recém-nascido no colo, tecemos mil
projetos.
Antes mesmo dele nascer, aliás, já
tínhamos traçadas todas as linhas da
sua vida... já tínhamos planejado o
que ele seria ao crescer, com quem ele
se pareceria, como seria a sua
caminhada... onde ele estudaria, de
que coisas gostaria, quem seriam seus
amigos...
Quando pegamos o nosso filho no colo
pela primeira vez, uma química
especial acontece. E, de repente,
todos os nossos sonhos, projetos,
anseios, se transferem para aquele
corpinho adormecido, quentinho e
cheiroso que parece tão frágil e tão
completamente abandonado no nosso
regaço, ali pertinho do coração...
Quando embalamos o nosso filho
recém-nascido, o mundo pára! Não
existe mais inflação... não existem
problemas, não existe nada... apenas
amor e medo...
Medo de que não consigamos ser a mãe
que ele merece e precisa... medo de
que o mundo o machuque... medo de que
a vida seja má pra ele...
Louvo a Deus porque, em Sua infinita
misericórdia, fez com que eu O
conhecesse e amasse e que pudesse,
assim, encaminhar os meus filhos nos
Seus caminhos... Louvo a Deus porque
fez com que eu pudesse educá-los e
discipliná-los de acordo com os
princípios do Reino, de acordo com os
ensinamentos da Palavra de Deus,
imutável e eterna!
Louvo a Deus pelos meus filhos...
pelos quatro ! Quatro flechas na minha
alijava, quatro presentes recebidos das
própria mãos de Deus, herança do
Senhor para a minha vida...
Um dia, eles estarão tomando em seus
braços os seus próprios filhos
recém-nascidos... e eu espero estar ao
lado deles para ver os frutos da minha
caminhada com o Senhor...
E só peço a Deus que me permita ter a
graça de vê-los trilhando,
alegremente, os caminhos da Verdade e
ensinando os meus netinhos a também
caminharem por eles... Espero ter a
graça de ver duas, três gerações, à
serviço do Meu Senhor e Rei, Jesus!
Enfim, quando pegamos um filho
recém-nascido no colo, nos sentimos
impotentes, amedrontadas e
inseguras...
Mas, o amor tudo supera... olhando pra
ele, temos sempre a certeza de que,
ainda que tenhamos que enfrentar tudo
e todos, teremos forças de leoas para
protegê-lo... para ampará-lo, para
nunca deixá-lo ser infeliz...mesmo à
custa da nossa própria felicidade ou
mesmo da nossa própria vida!
Ser mãe é um ato de doação...é ter a
mesma disposição que Cristo teve de se
doar em prol de nós... Ser mãe é
deixar-se levar pelo sorriso do
filho... eterno recém-nascido, ainda
que tenha já cabelos brancos... E
cuidar deles, sempre, chamando-os de
“minhas crianças amadas...” seja que
idade tenham...
Assim como Deus cuida de nós,
atemporalmente...
|
MÃE
Lukass
Mãe é carinho,
aconchego,
amiga, companheira,
fonte de vida.
Mãe, porto seguro,
mulher sagrada,
sentimento puro,
o maior dos amores.
09/05/2004 - São Paulo
TRABALHO
Maria Ester Torinho
mola-mestre que move o mundo
derruba barreiras e encurta distâncias:
gota de orvalho caindo
em sementeira de esperança;
gérmen que mitiga a fome
gérmen que alimenta
o coração do homem
mantendo o corpo são
e a mente, eternamente criança.
PEQUENA PRECE POR MEUS FILHOS
Maria Ivone
Filho, eu te amo!
Desnecessário dizer, mas eu te amo!
Filho, sempre te quis, esperei e amei,
Com amor de mãe, com amor de sempre.
Filho, não te perco, porque não te
tenho.
Não és meu, és de Deus
Que, generosamente, deu-o a mim por
empréstimo
Tornando minha vida completa, repleta
de amor e significado.
Filho, és parte de minhas entranhas.
Sabes disso e reconheces a ligação que
temos.
Mas, há outras ligações
Que a vida nos exige e com as quais
nos presenteia.
Filho, como graça me viestes
E como graça é que te vais
Para que o ciclo de tua vida se
complete.
Filho, o amor é múltiplo
O amor é perfeito.
Encontrastes a pessoa certa, que te
foi predestinada.
E, com desprendimento de mãe,
É que hoje te entrego, te solto e
corto as amarras
Para que sigas o teu destino, teu
caminho de homem feito.
Cris, cuida bem do meu Roger
Roger, cuida bem da minha Cris
Pois para mim, Cris, és também uma
filha
Com que fui presenteada.
Nesta hora tão sagrada, durante este
sacramento,
Peço a meu Deus que abençoe o amor
destes meus filhos,
Sua família, seu casamento.
E que o ciclo continue, através de
seus filhos, meus netos
Pois, só assim tudo fará sentido, tudo
estará completo.
A mãe, Maria Ivone.
DE MAIO
Maria Petronilho
maio é o mês de Maria
e eu Maria me chamo
em maio é lindo o campo
em flores desabrochando
maio é meia primavera
maio é o mês da espiga
maio é o mês da rosa
maio é o mês da mãe
o dia de maio é longo
maio é o mês da luz
da moderada ternura
entre o verão e o inverno
VOCÊ, MEU POEMA!!!
Marinez Stringheta ou Marapoeta
Não importa quanto... Não importa!!!
Você continua viva em mim.
Você... e lindas LEMBRANÇAS!!!
Lindas sim... Pois até hoje
Não encontrei outras iguais.
Até o puxão de orelha, a única bronca,
Interiormente doída, não machuca mais.
Eu tinha oito anos, você ia pra
capital,
Trabalho procurar. Na hora da
despedida
Os olhos... se encheram de lágrimas,
O choro... preso na garganta, ficou
E você pensou que, eu não lhe tinha
amor!!
Ledo engano. Eu a queria tanto!!
Ao caminhar rumo à escola
Sua voz acompanhava meus passos,
CHAMANDO-ME, carinhosamente!!
Eu olhava... procurava...
Inutilmente!!
Lembro-me de você,
À beira do poço, descendo o balde
Para depois puxá-lo, trinta metros,
Cheio de água. Girava-se a manivela
E a corda enrolava-se em um carretel.
Trabalho exaustivo. Você, sorria...
cantava,
Parecia... que nunca se cansava!!
Ainda... ouço:
- O chão está frio, não fique
descalça!
- Vai chover, leve o guarda-chuva!!
A conseqüência da desobediência...
Muitas idas à farmácia, a garganta
pincelar!
E, chá de ervas para a febre baixar!!
Ainda... sinto o cheiro dos doces
Artesanalmente elaborados:
Abóbora, canelas, cravos,
Arroz doce, manjar branco,
No fogão à lenha. No braseiro...
Faíscas dançavam e se perdiam
Perante meus olhos curiosos.
No rosto: ardor. Nas faces: círculos
vermelhos,
Como se, recobertas de "rouge"!!
Não queria perder... o calor do fogo
e... o seu calor!!!!
Ainda vejo: pés ágeis, mãos rápidas,
E o vestido (verde) confeccionado
Para o brilho do Primeiro Baile!!
ENFIM, MAIO!
Mellíss
|
Pelo esquadro da janela, o céu
exibe um manto de azul límpido,
exuberante.
Há uma brisa perfumada no ar,
derramando a sensação de paz ao
amanhecer.
É Maio, enfim !
Mês de Maria, das Mães, da
Noivas, dos ventos suaves que
chegam ao cair da tarde, das
noites frescas e luminosas, dos
dias tépidos e dourados,
enfeitados de cachos de sol
dependurados nas árvores...
Até o canto dos passarinhos
parece mais sonoro, as aves que
cruzam o firmamento parecem mais
brilhantes, as pombas e as
rolinhas procuram seus
pares,aninhando-se tranqüilas
nos beirais.
A vida, tateando nos dias de
Maio, desliza seus dedos num
tear de fios acetinados, tecendo
a paisagem suavemente,
estampando suas cores
delicadamente, ciente da
preciosa trama que esse mês
carrega em sua bagagem de sonhos
e emoções.
- Qual mês seria mais propício,
senão esse, para rendermos
homenagens àquela que é o
coração da família, a doce e
incansável figura que, na luta
cotidiana, nos ensina a
perseverança, a coragem, a
paciência, a fé, o amor
incondicional?
Maio é azul como o manto da
Senhora das Graças, como o
oceano imenso a refletir o céu
profundo em seu espelho de águas
, como o olhar inocente da minha
pequena filha, cheio de uma
graça sutil, de uma inocência
que nos atinge espontaneamente.
Há uma magia que propõe o
romance, um clima que celebra
encontros, um encanto que seduz
a alma.
Até as rosas de Maio são mais
belas!
Se tu ainda não percebeste nada
disso, se crês que eu exagero ou
guardas no teu peito a impressão
de meses mais bonitos ..., bem
..., eu te direi que também amo
as manhãs de Setembro, que pouco
importa a estação quando o
coração está florido, mas ...,
ainda assim, quando despertamos
com uma certa ternura envolvendo
nosso ser, certamente é porque
há qualquer coisa de Maio,
dentro de nós...
|
M Ã E
Mercedes Silva
Muita paz, amor e carinho,
Em teu lar, tua casa, teu ninho,
Acolhedor, prenhe de amizade,
Onde distribuis sempre, o bem,
Em profusão, sem saber a quem,
Vivendo, às vezes, horas de saudade.
Feliz dia, sinceramente, te desejo,
Mesmo que não tenha o ensejo
De um abraço de corpo presente.
Apesar de tanto assim desejar,
Digo que quanto mais te amar
Entendo que nunca estou ausente.
Mando-te, ainda, em pensamento,
Agora e a todo momento,
A ventura de muito te querer,
Mesmo aqui, longe, à distância,
Espero que sintas a constância
Que mantém viva a chama de te ver!
LOIVA
um trabalhão mesmo teve a mãe da noiva
para ter tudo pronto para o casório da
filha;
não por coincidência chamava-se Ela
Loiva,
mas de nervosa parecia sempre uma
pilha;
começara bem cedo no primeiro de maio
a alinhavar o vestido-de-noiva da sua
guria;
Ela trabalhou tanto que teve um
desmaio,
acordando quando lhe jogaram água
fria;
o casamento estava marcado pro fim do
mês,
mas muita, muita, coisa havia ainda
por fazer;
tinha que ensinar a filha como cuidar
de nenês,
a tomar conta do marido, da casa e do
lazer;
já na igreja com os convidados
assistindo ao enlace,
a mãe da noiva exige que o noivo beije
esta na face...
Moacir et Selena 2004
brilhe a vossa LUZ!
aquele que tem a noiva é o noivo (João
3:29)
MAMÃE
Myriam Peres
Mãe, eu quero colinho
Quero afago, quero beijinho
Seus braços em seus abraços
Quero aconchego, quero carinho...
Mãe, não olhe pra meus cabelos
Estão brancos de tanto viver
Mas eu não consigo esquecer
Os seus, tão lindos de enlouquecer...
Mãe, afaga meus desenganos
Fica aqui comigo este ano
Vou lhe contar um segredo
Quero colinho, mãe, tenho medo...
Canta pra mim a cantiga
Deixe minhas rugas vestidas
De amor e de proteção
Canta. mãe, pra mim a canção...
Mãe, viu como fiquei grande
Mais alta que a senhora
Não esqueço todo dia
Da senhora toda hora...
Mãe, veja como aprendi
As lições que conheci
Passadas pela senhora
Ensina-me a viver, estou pedindo
agora...
Desde o dia em que a senhora
Disse adeus e foi embora
Choro as saudades sentidas
Que é meu castigo de vida...
Mãe, eu quero colinho
Quero nanar um pouquinho
Estou velhinha, mainha
Mas sou ainda sua filhinha...
Não quero ver seus olhinhos
Chorando por mim agora
Peço a sua benção, mãe
Antes que vá embora...
Vou rezar pro Pai do Céu
Vou pedir a Nossa Senhora
Que tome conta pra mim
Que zele por si toda hora...
PRECE
PELAS MÃES À MÃE SANTÍSSIMA
Neli Neto
Hoje, no dia das Mães
Quero um dia diferente
sem cumprimentos, presentes
nem festas ou comemorações.
Quero sim firmar meu pensamento
fazendo uma pequena prece
para a Mãe de todas as Mães.
Ó Maria, Mãe Santíssima
aqui me encontro contrita
ajoelhada a seus pés.
Venho, não por mim, mas por todas
as mães existentes no mundo
pedir-lhe em profunda devoção
que olhai por todas nós.
Olhai primeiramente
Ó Mãe Santíssima
por todas as Mães existentes,
que perderam seus filhos queridos
de alguma forma covarde.
Pela guerra sem motivo
quando foram levados a lutar
pela força de um governo
numa briga que não era a sua
ao invés de clamar por paz.
Por aqueles que morreram
por bala perdida ou assalto
em momentos em que a violência
não pode ser controlada.
Pelos filhos desajustados
que se entregaram ao destino
fugindo do abrigo seguro
por serem usuários de drogas.
Por aqueles estão presos
encarcerados em presídios
afastados do seio materno
para pagar por seus crimes.
Por todas essas mães infelizes
que de alguma maneira sofreram
e que ainda sofrem da ausência
de seus rebentos queridos.
Aqueles que impensadamente
se deixaram levar pelo ouro
pelo brilho de uma vida mascarada
diferente da existente em seu lar.
Por aqueles que sem medir
conseqüências
foram arrebatados por facínoras
que com promessas vis e vãs
acabaram seguindo por trilhas erradas.
E agradecer muito Minha Mãe
pelos filhos sadios, felizes
que se encontram em nossos lares.
Que não bebem, que não fumam,
que acatam os conselhos
que cumprem com seus deveres
respeitando as falas das Mães.
Que estudam, que trabalham
que pensam em formar famílias
passando adiante a seus filhos
a educação recebida
com carinho de suas mães.
Aqueles que cumprem à risca
os passos que foram deixados
nos ensinamentos profundos
de seu único filho, Jesus.
Sabemos Maria Santíssima
que estamos completamente erradas
pois nos esquecemos de mirar no
espelho,
seguindo seus passos de mãe devotada.
Queremos sim ó Mãe Santíssima
somente o seu perdão
sua benção em nossas vidas
aliviando nossas almas
nesse dia dedicado
para nós, que somos Mães.
09.05.2004
6:00hs RJ
MAIO...MÊS DE MARIA
Nelim Monti
Maria que em sua humildade,
simplicidade tornou-se a Mãe de Nosso
Salvador.
Ave Maria!!
Maio...mês dedicado às mães.
Mês das rosas
Rosas, Marias, Mães...
Mês da ironia da libertação da
escravatura
Mês romântico...dedicado as noivas
Quantos sonhos de amores, são
realizados nesse mês.
Porém, Maio é também o mês do Combate
ao abuso e à exploração sexual de
crianças e adolescentes.
Maio...mês de combater a
opressão e violência.
Denunciei os sonhos de maio.
Denunciar ajuda prevenir,
o silêncio e a impunidade são
cúmplices da violência
Ave Maria!
A DONA DULCE
EM MEMÓRIA
Nelson Haroldo
O que pensar da vida sem ti
se o meu coração são lírios
plantados e regados ao teu feitio?
As palavras me escapam
e nem o arfar das rimas imersas,
batem o fluir dos versos...
Se a poesia é flor, é vida,
falar de ti, das nossas auroras
e das primaveras multiplicando as
flores
é dádiva o perfume das tuas rosas...
Os meus versos são singelos,
o nome Dulce é mais que espelho
e reflete o que há de mais belo!
Então, mãe,
em meu coração
o teu olhar reflete o dia
e tu brilhas por coroação.
Tu és estrela, és festa,
és o meu beijo da manhã
de um sol em réstia!
MINHA MÃE... UMA SAUDADE!
Ógui Lourenço Mauri
Mamãe, sinto-me tão órfão e solitário,
um vazio me deixa triste e sem ação...
Em meu íntimo, choro muito de emoção
à chegada do Dia das Mães no
calendário.
Como eu gostaria de ter o compromisso
de ainda ir à loja e comprar o teu
presente,
de passar a teu lado um domingo
diferente,
e de muitos dias antes, feliz, só
pensar nisso.
Saudoso, ainda me lembro de tuas
reações,
de teu choro de alegria, com gestos
todos teus,
diante da vasta prole, abençoada por
Deus,
cenas já sem reprise; hoje meras
recordações.
Como era fácil seu sorriso a qualquer
piada,
mesmo das sem graça que um dos filhos
dizia;
que saudade da família reunida com
alegria,
que vontade de saborear tua
macarronada!...
No Dia das Mães, agora só me resta um
afazer,
levar flores à tua campa, numa
esporádica visita,
beijar aquela tua foto, de mirada
meiga e bonita,
ritual que vai se repetir enquanto eu
não morrer.
MAIS UMA VIAJANTE
Olga Matos
Viajei, repeti várias viagens!
Comecei cedo a andar de trem:
primeiro no vagão das bagagens,
na maciez da mala, no aconchego
no seio materno, onde a tempestade
não chegava perto, nem querendo!
Depois saí e olhei pela janela,
vi coisas que não me agradaram!
Se fosse passear era da mão dela,
daquele rosto e daquele olhar,
da bela história duma Cinderela,
que vinha a certeza de voltar!
Já crescidinha viajei sozinha,
numa aventura um tanto arriscada,
camarim privativo, num vagão vazio.
Não gostei , ia desistir de viajar
e balbuciaram : Mamãe, estou aqui,
não desça ,eu quero passear!
Repeti algumas vezes a mesma viagem,
levando bagagem frágil e preciosa,
não houve tempo de ver a paisagem,
tão pouco o sol que brilhava lá fora,
fazendo cócegas no capinzal
a ondular esquecido das horas!
Ontem fui barrada na ferroviária,
não consegui entrar noutro vagão,
só haveria lugar no vagão da saudade,
confinada ao camarim da solidão!
É a única opção e preciso viajar,
devagar e sempre até a última estação!
Lá vem o trem...Adeus!
Dia das Mães de 2004
Homenageando algumas viajantes
anônimas que chegaram à última estação
MAIO...
Roberto Cursino de Moura
Maio é um mês especial...
Já vai longe o verão
E o friozinho do outono
Nos prepara para o inverno!
Maio é um mês especial...
Até o sol, quando se esconde,
Ruboriza-se de vergonha
Por nos deixar a noite fria!
Maio é um mês especial...
Onde colhem-se os louros
De uma vida de trabalho
De dedicação sem fim!
Maio é um mês especial
Quem já viu flor-de-janeiro,
Flor-de-agosto, flor-de-março?
Quem nunca admirou
a beleza da flor-de-maio?
Maio é um mês e |