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Sem
Arco-Íris!
Delasnieve
Daspet
Há uma
urgência no ar.
A proximidade do final do ano
tem efeito devastador
na alma humana.
A percepção que o tempo não pára
torna-se mais evidente nesta época do ano
e hei-nos a pensar que temos de resolver as
necessidades abandonadas ao longo dos
meses.
O sentimento de impotência e solidão
toma conta da gente, entramos em parafuso;
a sensação de ponto final,
da necessidade de expurgar os pecados,
cumprir conosco,
(pois a nossa lista sempre é imensa...)
fazem as frustrações maiores neste
período.
Culpar-se pelo não sucesso não adianta.
Temos de tentar entender a situação e
acreditar,
no amanhã, onde só eu e Deus estamos.
Para muitos final de ano não é de festas,
a nostalgia e a saudade toma conta.
O passado ressurge e lembramos,
nostálgicos,
a infância protegida, cercada da família.
Triste, percebo que a pessoa que sou
pode ser a que não gostaria de ser...
E a solidão toca na reflexão.
Balanço de erros e acertos.
Vou começar o ano como um caderno, em
branco,
prometendo ser mais generosa, o mundo
necessita
bondade, de beleza interior.
Vou hastear uma bandeira, branca,
de trégua, de paz, buscar o que pode ser,
abandonar a superfície e mergulhar bem
fundo,
abraçar-me, abraçar o mundo,
valorizar o que sou, tentar ser melhor..
pois o tempo inclemente, não pára,
amanhã já é hoje, sem arco-íris.
As festas de ano-novo
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A origem de muitas festas populares
pode ser explicada pela crença de
que revivendo o mito é possível
revigorar o universo. Um ano é um
período em que se repete ciclos
climáticos, astronômicos e
biológicos. Para quem mora no campo
ou tem maior contato com a natureza,
esse ciclo é bastante observável e
tem muita importância.
Valorização
As pessoas valorizam muito a festa
de Ano Novo, porque sentem o desejo
de se renovar. As comunidades
antigas expressavam isso através de
ritos: jogavam fora roupas e
objetos, querendo eliminar o que, em
suas vidas, estava "envelhecido". No
primeiro momento do ano novo, todos
peregrinavam a uma montanha alta
para ver uma paisagem nova ou
banhavam-se, em um rio ou no mar,
para acolher o tempo novo dado por
Deus. Até hoje, os ritos que ocorrem
nas praias brasileiras, em homenagem
a Iemanjá, (nome que a religião dos
Orixás dá à manifestação de Deus nas
águas do mar), revelam este desejo
de renovação. |
Ano
Novo...Vida nova
Vyrena
Novo ano...
Vida nova...
Tudo se renova!
O tempo não pára...
Renova-se
Como água de vertente.
O novo ano que entra...
Não deverá ser diferente!
A esperança
O otimismo...
A harmonia...
A solidariedade e o amor
Farão... do ano vindouro...
O marco de um futuro
promissor!
Boas vindas!
Boas entradas!
Bons presságios!
Boa estada!
Muita paz e alegria!
É o que desejamos a você...
Ano recém chegado!
E a todos nós
Que ousaremos...
Com a força
De nossa união...
Torná-lo melhor
Do que foi o passado!

O que é
felicidade ?
(Mellíss)
De repente, uma lágrima de orvalho na
pétala da flor
ou um toque de luz enfeitando o horizonte
quase adormecido,
o brilho de uma estrela , meiga e
sonolenta, perambulando
pela madrugada fria ,
o despontar da ave solitária colorindo o
céu da tarde mansa,
o arrulhar dos pombos nos beirais
,anunciando a paz da primavera,
a melodia de um sorriso de criança,
celebrando a inocência
que nos abençoa,
um romance que perdura,além do tempo, num
casal de muita idade,
passeando de mãos dadas,
a esperança que festeja a juventude,
caminhando a passos largos,
sem ter medo do futuro ...,
o amor que renova, a coragem que empurra,
a força que levanta,
a fé que norteia, a fraternidade que une,
a sensibilidade que enxerga,
a ternura que afaga,
o gesto, a palavra, enfim ...
O que é felicidade ?
Felicidade é o "Sim" que supera todas as
negativas,
é a chama crepitante, alerta e linda,
é uma forma de olhar esse milagre chamado
Vida.
- Que em 2004 saibamos ser mais felizes
!!!
FELIZ ANO NOVO !!
Ano
Novo e suas datas originais
|
O ano-novo se consolidou na maioria
dos países há 500 anos
Desde os calendários babilônicos
(2.800 a.C.) até o calendário
gregoriano, o reveillon mudou muitas
vezes de data.
A primeira comemoração, chamada de
"Festival de ano-novo" ocorreu na
Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C.
Na Babilônia, a festa começava na
ocasião da lua nova indicando o
equinócio da primavera, ou seja, um
dos momentos em que o Sol se
aproxima da linha do Equador onde os
dias e noites tem a mesma duração.
No calendário atual, isto ocorre em
meados de março (mais precisamente
em 19 de março, data que os
espiritualistas comemoram o ano-novo
esotérico).
Os assírios, persas, fenícios e
egípcios comemoravam o ano-novo no
mês de setembro (dia 23). Já os
gregos, celebravam o início de um
novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do
mês de dezembro.
Os romanos foram os primeiros a
estabelecerem um dia no calendário
para a comemoração desta grande
festa (753 a.C. - 476 d.C.) O ano
começava em 1º de março, mas foi
trocado em 153 a. C. para 1º de
janeiro e mantido no calendário
juliano, adotado em 46 a. C. Em 1582
a Igreja consolidou a comemoração,
quando adotou o calendário
gregoriano.
Alguns povos e países comemoram em
datas diferentes. Ainda hoje, na
China, a festa da passagem do ano
começa em fins de janeiro ou
princípio de fevereiro. Durante os
festejos, os chineses realizam
desfiles e shows pirotécnicos. No
Japão, o ano-novo é comemorado do
dia 1º de janeiro ao dia 3 de
janeiro.
A comunidade judaica tem um
calendário próprio e sua festa de
ano-novo ou Rosh Hashaná, - "A festa
das trombetas" -, dura dois dias do
mês Tishrê, que ocorre em meados de
setembro ao início de outubro do
calendário gregoriano. Para os
islâmicos, o ano-novo é celebrado em
meados de maio, marcando um novo
início. A contagem corresponde ao
aniversário da Hégira (em árabe,
emigração), cujo Ano Zero
corresponde ao nosso ano de 622,
pois nesta ocasião, o profeta Maomé,
deixou a cidade de Meca
estabelecendo-se em Medina.
Monica Buonfiglio |
Estrela
Guia
Iracema Zanetti
Estrela Guia...
Não negues ao imenso coração da humanidade
a esperança de realizar
seus sonhos de felicidade!
Irradia tua luz aos irmãos
que em ti confiam!
Sê uma constante,
em cada alma que te procura!
Faze com que tua magia resplandeça em
matizes coloridos...
trazendo no Ano Novo
que se anuncia,
a segurança, a prosperidade,
a paz, o amor que cada ser busca em sua
vida!
Mistura-te às cores
dos fogos de artifício!
Exibe sem constrangimento tua alegria...
divide-a com o povo...
que dela tanto necessita!
Mostra aos habitantes do planeta que cada
pessoa
possui a luz de sua própria Estrela,
acompanhando-os!
Faze... que o Ano Velho
que se despede,
leve com ele as pedrinhas
que restaram nos caminhos
por onde andamos!
Nos é dado o direito de escolhermos nossa
sorte,
crescer como pessoa,
crer,
perseverar,
ir à luta sem esmorecer,
trabalhar com afinco,
chegar em primeiro lugar ao pódio sem
pisar nos outros!
Olhar o céu,
agarrar a esperança,
soprar beijos agradecidos
à Estrela Guia,
acreditar que ela vibra
dentro de nosso peito,
e que nossos sonhos,
tornar-se-ão realidade,
por nós mesmos...
se fizermos por merecê-los!
FELIZ
ANO NOVO!!!
2004
História do Ano Novo: Origem
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O início de tudo
Tudo começou com um antigo festival
mesopotâmico que simbolizava a
passagem de um ano para outro, o
Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano
Novo representava uma grande crise.
Devido à chegada do inverno, eles
acreditavam que os monstros do caos
enfureciam-se e Marduk, seu
principal deus, precisava
derrotá-los para preservar a
continuidade da vida na Terra. O
festival de Ano Novo, que durava 12
dias, era realizado para ajudar
Marduk em sua batalha.
A tradição dizia que o rei devia
morrer no fim do ano para, ao lado
de Marduk, ajudá-lo em sua luta.
Para poupar o rei, um criminoso era
vestido com suas roupas e tratado
com todos os privilégios do monarca,
sendo morto e levando todos os
pecados do povo consigo. Assim, a
ordem era restabelecida. Um ritual
semelhante era realizado pelos
persas e babilônios. Chamado de
Sacae, a versão também contava com
escravos tomando lugar de seus
mestres.
A Mesopotâmia inspirou a cultura de
muitos povos, como os gregos, que
englobaram as raízes do festival,
celebrando a luta de Zeus contra o
titã Cronos. Mais tarde, através da
Grécia, o costume alcançou os
romanos, sendo absorvido pelo
festival chamado Saturnalia (em
homenagem a Saturno). A festa
começava no dia 17 de dezembro e ia
até o 1º de janeiro, comemorando o
solstício do inverno. De acordo com
seus cálculos, o dia 25 era a data
em que o Sol se encontrava mais
fraco, porém pronto para recomeçar a
crescer e trazer vida às coisas da
Terra.
Ano
Novo Tudo de Novo
Tahyane
Ano Novo!
Vamos começar tudo de novo!
Ter as mesmas esperanças
e os mesmos sonhos.
Seguindo os mesmos caminhos?
Como dizer-te que vai ser novo?
Se eu sei que tudo se repete?
Eu queria que fosse novo,
mas não é, o tempo é o mesmo.
E aí vamos esperar o amor
a fraternidade, a união
e mais tudo de bom.
Saúde, Sucesso, Alegrias,
etc. etc. maravilhas!
O mundo não vai mudar!
Nem as pessoas, de repente
boazinhas vão ficar!
Se fores isto esperar
vais te decepcionar,
e vais ver que muito rápido
o ano velho vai ficar.
Para termos um novo ano
Nós é que temos que mudar!
Então?...Vamos começar?...
Sucesso nessa empreitada
é que estou a te desejar!

Feliz Ano
Novo
Maria Teresa Albani
(Maytê)
A vida não é uma arte
a vida é uma luta
Saber lutar é que nos torna artistas.
BOAS FESTAS!
E que no palco do NOVO ANO
você possa realizar
sua melhor performance.
A festa de ano-novo na Babilônia
O início de nosso ciclo anual é 1º
de janeiro, mas o ciclo anual pode
ser colocado em diferentes épocas do
ano, de acordo com aquilo que um
povo considera mais importante. O
nosso ano-novo não passa de uma
convenção sem muita importância,
entretanto para muitos povos do
passado a passagem de ano tinha um
significado religioso muito
especial. Na Babilônia, por exemplo,
o ano-novo começava na primavera,
por ser a estação em que a natureza
parece nascer novamente. A festa, de
uma semana, era precedida pela
limpeza, purificação e restauração
dos templos, pois tudo devia estar
“perfeito” como no princípio dos
tempos. A festa incluía a repetição
do mito da origem do universo, pois
tudo era visto como se estivesse
começando novamente.
Até o rei babilônico tinha que
passar pelo ritual para que seu
poder fosse renovado durante o
ano-novo. O sacerdote supremo
arrancava-lhe todos os adornos
reais, e esmurrava o queixo do rei,
o fazendo ajoelhar-se diante de uma
imagem do deus Marduk. O rei precisa
rezar e garantir que havia governado
de forma correta, sem cometimento de
erros. O sacerdote dizia, então, que
Marduk aceitava aquilo que o rei
dizia e estava a seu favor. O
adornos reais eram devolvidos
seguido de um murro no queixo, se os
olhos do rei se enchessem de
lágrimas era sinal que Marduk era
amigável, caso contrário, o deus
estava com raiva. |
CARO ANO
NOVO,
Susana Mendes
Queria pedir-te algo,
quem sabe se qualquer coisa de impossível
?
Mas como em mim, a esperança é a última
que morre..
E sendo assim ..
e virá o sol ,
e serão as chuvas,
e o vento...
Será feliz ?
será triste?
E será escuro e luminoso.
Cada momento será de viver..
Um mundo de viver nossas vidas
em esperas, em agradecimentos
e dedicações especiais
no nosso único modo de ser.
Caro Ano Novo,
mas então que venhas com a beleza e leveza
de todas as flores,
com um ano de alegrias e sorrisos
e que assim amenizes nos semblantes
vincados dos adultos, a preocupação
e nos olhares da criança, a aflição..
Um ano de boas jornadas onde
o trabalho reconhecido e produtivo pra
todos impere..
ahhh ....um ano de boas palavras trocadas
,
sem ofensas, um ano de poesias !!!
Um ano em que possa haver abraços sinceros
na colaboração com a grande paz no mundo,
Um ano sem guerras, e
que todas as lutas sejam pra uma
prosperidade única, mundial !!!!
Meu caro ano novo,
ainda és tão criança e te anuncias tão
próximo,
ainda vindo, recente nascendo como de um
útero,
e já com tantas obrigatoriedades ,
carregando todo um árduo peso ...
Mas são tantas as mentes , cabeças,
corações em pequenas ??? ahhh...sim
...grandes esperanças!!!
Eu te peço meu caro ,
venha e adentre nossas vidas,
Fostes esperado com tanta ânsia , com
tanta crença, com tanta fé !!!
Do vulgo, sois a força,
Fostes ontem , a promessa do nosso amanhã,
e sendo o hoje que sejas nosso amigo e
maior incentivador,
por um ano sem fome,
com justiças em nossas vidas..
Que a solidariedade amanheça em nossas
consciências
em cada um de nossos dias,
e assim que estes dias sejam em cores,
com todas as flores,
com um belo porvir.
um ano que seja um início,
com um bom prenúncio, um caminho a ser
seguido ,
Venha estamos a tua espera,
os nossos corações já te abrimos,
e que possamos vivê-lo de tal forma
e com tal harmonia que teremos num balanço
final
somente bons exemplos, todas as boas
recordações
em que estaremos a contar a todos
deste Feliz 2004
|
O solstício
De acordo com aquilo que um povo
considera mais importante, o
ano-novo pode ser colocado em
qualquer ciclo anual. Muitos povos
escolhiam para isso os solstícios de
verão e de inverno. O solstício no
hemisfério sul corresponde, no
inverno, a 22 ou 23 de junho, dia
mais curto do ano, e, no verão, a 22
ou 23 de dezembro, dia mais longo do
ano.
No dia de solstício do inverno, a
luz do sol atinge a terra de forma
muito fraca, o tempo é frio e a
noite é longa. Nesse dia muitos
povos praticavam rituais com o
objetivo de inverter a marcha do
sol. O ritual se destinava, também,
a fazer com que se iniciasse outro
ciclo, pois para que isso
acontecesse era necessário a
cooperação dos homens. Era preciso
recriar o mundo, de forma simbólica,
através do mito.
As fogueiras
Geralmente, a festa de ano-novo era
realizada ao redor de fogueiras. Na
noite de solstício, as fogueiras,
eram acesas no alto das montanhas ou
em outros locais especiais, como
encruzilhadas. Os camponeses
acendiam tochas nas fogueiras e
corriam pelos campos para espantar
pragas, doenças e maus espíritos,
assim como para que o solo ficasse
mais fértil. Os jovens saltavam três
vezes sobre a fogueira, o jovem que
saltasse mais alto iria se casar
primeiro, durante aquele ano. Nessa
noite, pessoas passavam descalças
sobre as brasas ou colocavam brasas
na boca.
Os poderes mágicos
Se acreditava que a noite de
solstício era mágica. As madeiras e
as cinzas que sobravam eram
guardadas. As cinzas eram espalhadas
pelo campo para aumentar a
fertilidade do solo e proteger as
plantações. Os tições protegiam as
casas contra bruxarias, raios e
incêndios. Também se acreditava que
na noite de solstício era possível
prever o futuro. As moças, por
exemplo, faziam adivinhações para
saber com quem iriam se casar. A
água também adquiria poderes
especiais, costumava-se recolher
água dos poços para serem guardadas.
|
BOAS
FESTAS!
Carvalho Branco
Lágrimas, sorrisos...
Do Carnaval, os guizos
de arlequins, pierrôs e colombinas
ecoam pelas ruas e esquinas
da cidade... como o marulhar dos mares,
o burburinho de tantos bares
espalhados por salas e calçadas...
Ressoam como troadas,
ao decorrer de todo ano...
Ser brasileiro é ser ufano
do amor que extravasa do peito,
do ser capaz de levar, com jeito,
a vida sacra e profana...
Já é Natal!... Hosana!...
O pisca-pisca das estrelas
nos atrai... tentamos recolhê-las
para enfeitar, com elas,
a árvore da nossa vida...
para torná-la sempre natal,
alegre festa colorida...
do paraíso, sucursal...
esquecidos já de todas as procelas!
E, na pontinha do pé
ficamos, estendemos nossa mão,
plenos de crença, de fé
e de esperança, o coração....
Fitamos firme o céu
e oramos pra Noel...
A família reunida...
Toalha bem branquinha,
água fresca e um pedaço de pão...
é a Ceia de nossa mesa natalina...
Foi um ano de muita lida,
não vou dizer que de bruxa,
também não, de fada-madrinha...
chegando a ficar à ucha!
Assim chegou o verão.
Há, porém, o que germina
neste nosso areal:
brota a cada Natal
e se esparrama rasteiro
por todo o novo ano inteiro...
é a planta da fraternidade,
razão de nossa felicidade!...
Olhando pro firmamento,
não houve sequer momento
de dúvida ou de tristeza...
só havia em nós certeza
de que o presente pedido
seria, por Noel, oferecido....
E uma estrela-cadente
riscou o infinito, incandescente...
Antes de irmos à mesa,
abraçamo-nos, sorrindo,
plenos de graça e riqueza
de amor, que se vai contraindo,
a cada abraço terno,
a cada gesto fraterno...
Noel, entre nós, presente...
Cada estrela do céu,
resplandecente,
brilhava em cada pupila,
iluminando a casa, a vila...
como de uma noiva, um longo véu...
Fomos ao santo repasto.
Oh, surpresa!...
Sobre a mesa,
além da água,
vinho...
além do pão,
prato de dourado faisão...
Como sentir tristeza ou mágoa,
se, na força da fé, transformamos
o barraco, a cova, em ninho;
se,com nosso coração casto,
o mal em bem transmutamos?
Repicam os sinos da capela...
Do Cristo, acesa a vela...
Ouve-se um cântico celestial
Que seja eterno o nosso Natal!
E se é de Deus a voz do povo,
"Vá em paz, Ano-Velho! Feliz Ano-Novo!..."
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Ano-Bom
Entre
todos os povos, do mais civilizado
ao mais selvagem, as festas do
primeiro do ano celebravam-se,
passando apenas pelas modificações
próprias ao desenvolvimento de cada
culto e à índole de novas raças.
Tão
alto quanto possam remontar os
monumentos históricos, as
encontramos, não sendo excluídos,
como participantes desses regozijos
religiosos e profanos, o negro da
África e o caboclo da América.
Dos
romanos, que por sua vez já haviam
recebido dos gregos a tradição, os
primitivos cristãos perpetuaram o
legado pagão das celebrações do Ano
Novo colorindo-o dos reflexos
místicos dos vidros pintados de suas
catedrais.
Entre
as civilizações mais apuradas e as
mais bárbaras, como dissemos, essas
festas encontram-se nas mitologias
nacionais, tendo como objetivo as
congratulações populares pela volta
da primavera ou a glorificação da
lavoura.
Os
primeiros sintomas de assimilação
nos tempos modernos registram-nos as
calendas de janeiro, fulminadas por
Santo Agostinho e São João
Crisóstomo, que se revoltaram contra
as crenças romanas adotadas pelos
cristãos, vindo logo após a festa
dos Loucos e a dos Inocentes
ludibriar do anátema dos santos
padres.
Durante as ruidosas festas da
primavera, isto é, da abundância e
da colheita, os presentes agrícolas
trocavam-se, a família e depois as
tribos reuniam-se, os sacrifícios,
as danças, os festins, as cerimônias
propiciatórias tinham lugar,
provindo daí, para os povos
modernos, os presentes de festas, as
visitas, os folguedos, as abusões,
as congratulações públicas do dia de
Ano-Bom.
A
Idade Média, que tudo via através de
suas preocupações ascéticas,
desviou-lhes as correntes
astroláticas, incluindo-as no
calendário do Natal, com outras
pompas e outros ideais.
Desde
ou daquele modo, o certo é que as
festas de Ano-Bom não pertencem a
este ou àquele povo, mas à
humanidade inteira.
Em
todos os países da Europa, esses
festejos intercalam-se aos do Natal
e de Reis, formando um todo a que os
ingleses chamam de Christmas.
Na
Inglaterra ou na Alemanha, na França
ou na Itália, o nacionalismo pátrio
transluz nessas manifestações
alentando velhos costumes, cujas
fórmulas jamais se apagaram da
lembrança popular.
E não
há festas mais belas em qualquer
desses países; não há horas mais
alegres naqueles lares; não há
orgulho mais legitimamente sentido
por aquelas turbas, do que
percebendo palpitar debaixo das
formas da arte as suas antigas
legendas e os seus contos,
constituindo a base das
representações teatrais do Natal.
Juntai a isso os presentes, as
surpresas, as visitas, as
felicitações, o conchego da família,
o beijo improfanado sob a rama verde
dos tetos, e tereis, com uma centena
de coisas mais, as despedidas do Ano
Velho e as entradas do Ano Novo.
Esses
costumes seculares, de que damos
testemunho, ainda perduram em toda a
Europa.
Mas o
Brasil é um país adiantado;
acha ridículas as tradições e
desfaz-se delas; absolvendo os
demais povos dessas futilidades que
envergonham, trata de
encobri-las, e mostra-se sério...
Noutro tempo não era assim
No
Rio de Janeiro, a folia toda
começava de véspera. A cidade, mais
animada exteriormente pelo concurso
de famílias e de indivíduos
ambulantes, revelava o júbilo
público, que se ostentava sem
reserva.
Em
qualquer praça, em qualquer rua,
quem olhasse para as janelas,
notaria fisionomias estranhas, caras
novas, que pela maneira de
apresentar-se, pela compostura,
tornavam-se distintas de muitas que
lá estavam, apreciando o mesmo
objeto, entretidas pelo mesmo
assunto.
Nas
intermináveis galerias de escadas,
janelas de peitoril e postigos,
viam-se moças
toucadas de flores naturais ao lado
de algumas que não as tinham, homens
vestidos de brim branco conversando
com amigos trajados como para as
recepções íntimas, velhas folgazãs e
gritadeiras falando para as vizinhas
de defronte, crianças traquinas e
arrenegadas trepando nas grades de
ferro das sacadas, suspendendo dos
espigões as maçanetas de chumbo das
extremidades, que, às vezes, lhes
escapando das mãos, machucavam-lhes
os pés.
E o
que queria isso dizer?
Eram
as famílias que tinham chegado da
roça para passar o Ano-Bom com os
parentes, convidando-os para a
véspera de S. João em seus sítios e
fazendas.
Aquelas cujas relações não iam além
da Corte, reuniam-se igualmente,
completando o aspecto pitoresco
dessa cena, mais ou menos populosa,
segundo os tempos em que esses
costumes eram de rigor.
Com
antecedência, já os presentes de
festas principiavam a chover, e as
escravatura a fazer-se interessada
na felicidade de seus senhores.
E as
tradições consolidavam as bases da
família, e o reinado das
superstições iluminava-se da
esperança.
O dia
de Ano-Bom era a época em que os
membros de uma mesma família
congregavam-se. Vindo por vezes de
grandes distâncias, passavam juntos,
no meio do prazer e das
felicitações, até depois de Reis.
Para
ver despontar o Ano Novo, ninguém
dormia antes da meia-noite, pois era
da crença popular que quem se
conservasse com os olhos abertos até
depois daquela hora, veria romper a
aurora do ano seguinte.
Então, concluídas as magníficas
ceias, as cantorias ao Menino em seu
presepe, no fim das pilhérias dos
velhos matutos, de diálogos
extravagantes, os inocentes namoros
ferviam nas salas, ao diapasão do
barulho dos pratos que se lavavam
nas cozinhas, das rascadas das
senhoras com as negras, do ressonar
dos meninos estirados nos sofás e
nas cadeiras da sala da frente, à
espera do sinal do Ano Novo.
Quando o relógio batia meia-noite,
uma onda marulhosa de alegria
espraiava-se pela assembléia, ao
passo que as mucamas, os molecotes,
as crias em fraldas de camisa,
penduravam-se às sacadinhas da
escada que deitava para o quintal,
pasmados de nada descobrir, mas com
os olhares fitos nas trevas que
amortalhavam o Ano Velho.
-
Boas saídas e melhores entradas! -
diziam os pais aos filhos, as irmãs
aos irmãos, os parentes e amigos
entre si, abraçando-se, beijando-se,
saltando de contentamento.
Nas
casas em que havia bailes, o mesmo
costume coroava a tradição, aos sons
da música, ao brilho das serpentinas
faiscantes, aos risos que corriam
límpidos de uns lábios de rosa.
Isso,
porém, que prolongava a festa,
mudava completamente no dia
primeiro. Da manhã à tarde, as
visitas faziam-se, desfilavam
numerosos os portadores de
presentes, sendo de preferência
contemplados, nas freguesias, o
vigário, os médicos e o fiscal.
As
banda militares tocavam às portas e
nos saguões das casas dos generais,
dos ministros, da pessoas gradas,
dando as boas festas;
compensando-lhes a atenção alguma
cédula vultada ou peças de dinheiro
em ouro.
Enquanto nos armazéns de comestíveis
o comércio encaixotava dúzias de
garrafas de vinho, acondicionava
queijos do reino, presuntos, caixas
de figos e ameixas, diversos gêneros
destinados aos fregueses do ano;
enquanto do convento da Ajuda,
riquíssimas bandejas de prata, com a
firma do indivíduo presenteado,
armadas de doces, saíam umas após
outras; era curioso de ver-se o que
passava nas ruas, entretendo os
abelhudos que comentavam dos
sobrados.
Por
toda a parte encontravam-se negros
do ganho, de camisa de algodão por
fora da calça arregaçada, conduzindo
em cestos um leitão de barriga para
cima, amarrado de pés e mãos, com o
focinho apertado com um barbante
grosso, guinchando, acercado de
galinhas, patos e marrecos, com a
cabeça pendente das beiradas do
cesto e enfeitados nas asas com
lacinhos de fita. Para contrapeso, o
ganhador não deixava de levar um
galo ou um peru na mão livre, também
enfeitado de fitas estreitas,
geralmente verdes e azuis.
Ao
presente era de praxe acompanhar um
cartão de visita ou uma carta,
concebida mais ou menos nestes
termos:
"...Boas saídas e melhores entradas
lhe desejo. Incluso,
encontrará vosmecê um leitãozinho,
umas galinhas e um peru, para mais
um prato do seu jantar..."
Aqui
e além apareciam carregadores com
caixotes de vinho ou com caixas de
açúcar, criados de libré precedendo
escravos enviados com dádivas
principescas, tais como colchas da
Índia, aparelhos da China, baixelas
de prata, cavalos de montaria,
fazendo contraste com a crioula ou
mulata de casa menos rica, que
seguia com um pão-de-ló, um bolo
inglês, um pastelão numa salva
modesta, coberta com uma gaze
cor-de-rosa, com um tope de flores
artificiais no centro, atravessado
por um cartão ou um escrito.
Na
Bahia, além de todas essas ofertas,
estava nos hábitos darem-se
escravos no
dia de Ano-Bom. Assim, com um
molequinho, uma moleca, um casal de
negros novos, obsequiava-se os
meninos, as moças ou os chefes de
família.
Naquela província, onde as
cadeirinhas estiveram constantemente
em uso como meio de transporte, não
causava espanto entrarem por uma
casa dois negros de casaca de
portinholas com vivos amarelos ou
vermelhos, de chapéu de oleado com
galão, calça curta e um pau ao
ombro, acompanhando o portador de
uma carta na qual se lia: "...Como
uma lembrança de Ano-Bom,
ofereço-lhe essa parelha de
negros de cadeira, pedindo desculpa
de não ser coisa suficiente..."
A
isso não se limitavam os presentes.
Pessoas havia que ofertavam casas e
palácios. O paço de S. Cristóvão foi
um presente de Ano-Bom, feito pelo
negociante Elias Antônio Lopes a D.
João VI, que o vendeu ao Estado,
quando se retirou para Portugal.
Considerava-se uma grande falta, um
crime, a ausência dos parentes mais
chegados no jantar da família.
Ninguém relevava essa falta, pois
acreditava o povo que o que se fazia
no primeiro do ano, se faria o ano
inteiro.
Daí
se depreende que cada um queria
estar nesse dia com os seus, que
todos vestiam roupa nova, que se
brincava, tocava, cantava, a fim de
que o conceito popular se realizasse
em sua plenitude pressagiosa.
Os
escravos, que nunca foram estranhos
às alegrias ou desgraças do nosso
lar, ganhavam festas, tinham folga,
divertiam-se também.
Por
ocasião dos banquetes fidalgos ou
dos jantares menos opulentos, ao
calor dos brindes, ao alarido da
canção:
Como canta o papagaio,
Como canta o periquito...
os convivas entusiasmados proferiam
longos discursos, os rapazes
recitavam colcheias (1),
as moças tímidas e vergonhosas
abaixavam os olhos às palavras
"amor", "meu bem", refervendo a
animação nas saúdes em honra aos
mais velhos, à família reunida.
As
visitas oficiais e as de amizade
faziam-se imprescindíveis. Havia
cortejo no paço, os presepes
pernoitavam iluminados, e - Boas
Entradas! - Boas Festas! - eram
moeda corrente de civilidade entre a
população.
Depois de certo período, quando o
Brasil fez timbre em imitar o
estrangeiro no que ele tem de pior,
entendeu que para parecer-lhe bem,
cumpria desquitar-se das usanças
tradicionais, quando eles as mantêm
intatas.
Não
compreendendo este país que ninguém
pode ter sorrisos nas terras para
onde vai em busca de fortuna, supôs
que a coisa assim se passava lá por
fora, e anda preocupado com um
futuro que não lhe pertence.
Das
nossas festas ninguém mais se
lembra; os laços de família quase
não existem; do dia de Ano-Bom, de
grandioso e expansivo que era, nem
nos restam vestígios!
E em
troca de todo esse passado nos
impinge a Europa cromos e
folhinhas!
NOTA
(de Luís da Câmara Cascudo):
(1)
A colcheia desapareceu do uso
poético, na forma clássica. Era um
mote em dois versos para ser glosado
em décimas. Obrigatoriamente a
colcheia figurava na décima como o
quarto e o último dos versos. Na
poesia sertaneja denomina-se
colcheia a uma sextilha, ABCBDB.
Vaqueiros e Cantadores, Livraria
do Globo, Porto Alegre, 1939.
Do livro Festas e Tradições
Populares do Brasil (Ediouro, Rio de
Janeiro/RJ, cerca de 1985), onde
Melo Morais Filho narra os costumes
brasileiros relacionados com a
passagem de ano, em fins do século
XIX e princípios do século XX.
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Feliz Ano
''tudo'' novo
by-Caio Lucas
Feliz tudo novo... até o tanto que
desejar.
O hoje é eterno, vai ser para sempre,
o amanhã vai ser passado,
dê graças ao amor, deixe que seja feliz,
receba o que é seu de direito,
plante uma flor, ofereça ao sol,
sinta o perfume exalado pela madrugada,
vez ou outra deixe as lágrimas lavarem sua
alma.
Vem outro ano, não tão novo assim,
tenho sonhos prontos para realizar,
amigos para conquistar, mãos para seguir
junto,
e construir, muito, tudo de novo,
agora vou caprichar, quero carregar no
carinho.
Quando amanhecer, conheça pessoas,
deixe que os dias façam os meses, não
você,
se acerque de pessoas, todas, muitas,
deixe que o ajudem, que tal também
repartir,
doar um pouco de sua alegria, do seu amor?
Quando sair pela manhã, pare, olhe para o
céu,
não peça nada, não agradeça, apenas olhe,
saiba que Ele está lá e que você O
respeita,
creia na sua palavra, sem medo, sem
fanatismo,
não peça perdão, tente não cometer os
mesmos erros,
quando anoitecer, descanse e sonhe com um
novo dia.
Senhor, hoje peço pelos meus amigos,
que de mãos dadas sigam seu caminho,
ano novo não é vida nova, é continuação,
siga ensinando, aprendendo, ouça antes de
julgar,
ame com o coração sem medo, sem
preconceito,
deixe o sorriso sair, chore, grite e viva
a vida.
Feliz Ano ''tudo'' novo.

Dar uma
virada
Celito Medeiros
Dar uma virada,
muitas vezes na vida,
sem deixar ferida,
é a arte conquistada!
Virar o ano e se virar bem
é o desejo que vem!
2004
Curiosidades sobre alguns países e o Ano
Novo
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Áustria
Os austríacos têm o hábito de jogar
chumbo derretido num copo com água
no momento em que o relógio soa a
zero hora de um novo ano. As figuras
que surgem quando o chumbo esfria
são guardadas pelas pessoas como um
amuleto que irá ajudar na realização
dos pedidos feitos na passagem do
ano.
Brasil
A passagem do ano no
Brasil tem características de todos
os povos que colonizaram o país. A
passagem do ano tem nome francês,
comida italiana e festa no melhor
estilo brasileiro, com muitos fogos
de artifício, confraternização entre
os familiares e amigos e oferendas
às entidades do candomblé, da
umbanda e para os anjos da guarda.
China
Na China, o Ano Novo é celebrado
durante seis semanas entre os meses
de janeiro e fevereiro.
Tradicionalmente, nesse período os
chineses fazem uma bela faxina em
suas casas para espantar os maus
espíritos e atrair boa sorte. Na
noite da véspera do novo ano, todas
as luzes ficam acesas para
representar calor humano, amizade e
reconciliação. À meia-noite, há uma
grande queima de fogos. Os chineses
acreditam que o barulho do
foguetório espanta os espíritos
indesejáveis.
Na China, usa-se a cor preta para
dar sorte.
Dinamarca
Depois de uma ceia a base de peixes
e batatas, os dinamarqueses aguardam
ansiosamente pela meia-noite. Quando
o relógio está prestes a soar as
doze badaladas, todos na família
sobem em cadeiras. Assim que dá
meia-noite, pulam da cadeira para o
novo ano e brindam com champanhe.
Escócia
Na Escócia, um dos costumes mais
tradicionais da festa de Ano Novo, é
a de homens e mulheres que nunca se
viram beijarem-se na boca. Some-se a
isso o ainda mais tradicional hábito
de beber uísque em toda e qualquer
comemoração e está garantido um dos
reveillons mais animados da Europa.
Na Escócia, existe uma superstição
bem engraçada sobre a primeira
visita que se recebe no ano. Se for
um homem moreno, ótimo. É um bom
presságio. Se for um sujeito ruivo,
a visita é considerada um mau
agouro. Mas eles acreditam que azar
mesmo terá aquele que abrir as
portas para uma mulher.
Ainda os escoceses: enquanto todos
os países de língua inglesa chamam a
festa de reveillon de New Year's Eve
("véspera de ano novo"), na Escócia
a data é conhecida como Hogmanay,
que vem do gaélico oge maidne ("nova
manhã").
Espanha
O peru também
é o prato principal servido na
Espanha. Além dele, também é feito
um delicioso prato com bezugo (um
tipo de peixe) assado com batatas.
São feitos também doces de marzipan
com formas de figuras, pães doces
amanteigados e torrões à base de
amêndoa e mel. Mas como o povo
espanhol é muito festeiro, as
comemorações já começam no dia 28 de
dezembro, dia dos Santos Inocentes,
que equivale ano nosso dia da
mentira, e vai até o dia 5 de
janeiro, quando eles comemoram a
chegada dos reis Magos, que é até
mais celebrado que o Natal. Nesse
dia fazem as cavalgadas de reis nas
cidades e é preparada a rosca de
reis. Dentro dessa rosca colocam
várias figuras e brinquedinhos para
as crianças.
E a passagem do ano em Madri é uma
super festa. Lá, todos vão a Puerta
del Sol, onde há um relógio, e cada
um leva seu próprio pacote com 12
uvas. A cada badalada do sino do
relógio, comem uma uva e fazem um
pedido. Quem não vai até lá,
acompanha a transmissão da
televisão. Depois há uma grande
confraternização e as pessoas
brindam com cava, a champanhe
espanhola, e bebem muito vinho e
anis, sem gelo.
França
Na França,
que deu o nome Réveillon para a
data, a passagem do ano é uma grande
festa entre amigos, na qual se
saboreia bons pratos, mas sem um
menu fixo.
Algumas pessoas costumam
preparar ostras e diversos outros
frutos do mar para a ceia de Ano
Novo.
Alguns aproveitam para comer o
tradicional fígado de pato e ostras
cruas. Mas o ápice da festa, sem
dúvida, é a meia-noite, quando todos
se beijam e tomam muita champanhe.
Na França, em alguns lugares,
fala-se Réveillon e, em outros, dia
de São Silvestre
Grécia
Na Grécia, também há
queima de fogos e peru assado, mas
há dois pratos diferentes que são
preparados especialmente para essa
data. Um é o melomakarona, um doce
parecido com a nossa rosquinha feito
com semolina, farinha, mel e canela.
O outro é feito com os mesmos
ingredientes do panetone só que é em
formato de bolo e contém também uma
moeda de ouro. Na passagem do ano, o
bolo é cortado entre todos os
participantes da festa e quem ganhar
a moeda terá muita sorte durante
todo o ano. E é da Grécia que vem a
tradição de comer romãs. Lá, eles a
jogam no chão para quebrá-la e
dividir entre todos.
Índia
Na Índia, existem mais de 12
calendários religiosos. No Norte, o
ano começa a Festa de Dîwâlî, no
outuno. Os indianos colocam luzes
por todas as partes.
O ano novo é muito comemorada com
festas nos hotéis e queima de fogos
nas ruas.
Na Índia, são
atirados na fogueira objetos que
representam impurezas e doenças.
Inglaterra
Nem mesmo o frio impede que os
ingleses saiam de casa para
comemorar a passagem do ano. Em
Londres, os jovens vão até a
Trafalgar Square aguardar o Big Ben
dar a última badalada do ano e
festejar vendo os fogos de
artifícios e tomando cervejas
quentes. E as famílias fazem
verdadeiros piqueniques no Speaker's
Corner do Hyde Park, um parque muito
bonito perto do Palácio de
Buckingham.
Irlanda
Apesar de pertencer também ao Reino
Unido, a Irlanda tem uma festa mais
comportada, comemorada dentro dos
pubs.
Itália
A nossa
tradição de comer lentilhas vem da
Itália. Assim como os bailes e
comemorar dançando a noite inteira
nas discotecas.
Japão
Como não são católicos, comemoram
muito mais a passagem do ano do que
o Natal. No dia 31 de dezembro as
famílias vão aos templos de sua
religião, xintoístas ou budistas,
por isso as ruas ficam lotadas e há
também queima de fogos. Antes de
irem aos templos, as famílias jantam
macarrão.
Para eles, esse alimento trará
fortuna para toda a família. No dia
seguinte, é costume no Japão
saborear algum tipo de cozido bem
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