AconteceuLunas

&

Especial Ano Novo

 

Sem Arco-Íris!
Delasnieve Daspet


Há uma urgência no ar.
A proximidade do final do ano
tem efeito devastador
na alma humana.

A percepção que o tempo não pára
torna-se mais evidente nesta época do ano
e hei-nos a pensar que temos de resolver as
necessidades abandonadas ao longo dos meses.

O sentimento de impotência e solidão
toma conta da gente, entramos em parafuso;
a sensação de ponto final,
da necessidade de expurgar os pecados,
cumprir conosco,
(pois a nossa lista sempre é imensa...)
fazem as frustrações maiores neste período.

Culpar-se pelo não sucesso não adianta.
Temos de tentar entender a situação e acreditar,
no amanhã, onde só eu e Deus estamos.

Para muitos final de ano não é de festas,
a nostalgia e a saudade toma conta.
O passado ressurge e lembramos, nostálgicos,
a infância protegida, cercada da família.
Triste, percebo que a pessoa que sou
pode ser a que não gostaria de ser...

E a solidão toca na reflexão.
Balanço de erros e acertos.
Vou começar o ano como um caderno, em branco,
prometendo ser mais generosa, o mundo necessita
bondade, de beleza interior.

Vou hastear uma bandeira, branca,
de trégua, de paz, buscar o que pode ser,
abandonar a superfície e mergulhar bem fundo,
abraçar-me, abraçar o mundo,
valorizar o que sou, tentar ser melhor..
pois o tempo inclemente, não pára,
amanhã já é hoje, sem arco-íris.

As festas de ano-novo

A origem de muitas festas populares pode ser explicada pela crença de que revivendo o mito é possível revigorar o universo. Um ano é um período em que se repete  ciclos climáticos, astronômicos e  biológicos. Para quem mora no campo ou tem maior contato com a natureza, esse ciclo é bastante observável e tem muita importância.

Valorização

As pessoas valorizam muito a festa de Ano Novo, porque sentem o desejo de se renovar. As comunidades antigas expressavam isso através de ritos: jogavam fora roupas e objetos, querendo eliminar o que, em suas vidas, estava "envelhecido". No primeiro momento do ano novo, todos peregrinavam a uma montanha alta para ver uma paisagem nova ou banhavam-se, em um rio ou no mar, para acolher o tempo novo dado por Deus. Até hoje, os ritos que ocorrem nas praias brasileiras, em homenagem a Iemanjá, (nome que a religião dos Orixás dá à manifestação de Deus nas águas do mar), revelam este desejo de renovação.

Ano Novo...Vida nova
Vyrena

Novo ano...
Vida nova...
Tudo se renova!

O tempo não pára...
Renova-se
Como água de vertente.
O novo ano que entra...
Não deverá ser diferente!

A esperança
O otimismo...
A harmonia...
A solidariedade e o amor
Farão... do ano vindouro...
O marco de um futuro
promissor!

Boas vindas!
Boas entradas!
Bons presságios!
Boa estada!
Muita paz e alegria!

É o que desejamos a você...
Ano recém chegado!
E a todos nós
Que ousaremos...
Com a força
De nossa união...
Torná-lo melhor
Do que foi o passado!

O que é felicidade ?
(Mellíss)

De repente, uma lágrima de orvalho na pétala da flor
ou um toque de luz enfeitando o horizonte quase adormecido,
o brilho de uma estrela , meiga e sonolenta, perambulando
pela madrugada fria ,
o despontar da ave solitária colorindo o céu da tarde mansa,
o arrulhar dos pombos nos beirais ,anunciando a paz da primavera,
a melodia de um sorriso de criança, celebrando a inocência
que nos abençoa,
um romance que perdura,além do tempo, num casal de muita idade,
passeando de mãos dadas,
a esperança que festeja a juventude, caminhando a passos largos,
sem ter medo do futuro ...,
o amor que renova, a coragem que empurra, a força que levanta,
a fé que norteia, a fraternidade que une, a sensibilidade que enxerga,
a ternura que afaga,
o gesto, a palavra, enfim ...
O que é felicidade ?
Felicidade é o "Sim" que supera todas as negativas,
é a chama crepitante, alerta e linda,
é uma forma de olhar esse milagre chamado Vida.

- Que em 2004 saibamos ser mais felizes !!!
FELIZ ANO NOVO !!

 Ano Novo e suas datas originais

O ano-novo se consolidou na maioria dos países há 500 anos

Desde os calendários babilônicos (2.800 a.C.) até o calendário gregoriano, o reveillon mudou muitas vezes de data.

A primeira comemoração, chamada de "Festival de ano-novo" ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilônia, a festa começava na ocasião da lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador onde os dias e noites tem a mesma duração.

No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).

Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano-novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 a.C. - 476 d.C.) O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a. C. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.

Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro.

A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano-novo ou Rosh Hashaná, - "A festa das trombetas" -, dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de setembro ao início de outubro do calendário gregoriano. Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622, pois nesta ocasião, o profeta Maomé, deixou a cidade de Meca estabelecendo-se em Medina.

Monica Buonfiglio

Estrela Guia
Iracema Zanetti

Estrela Guia...
Não negues ao imenso coração da humanidade
a esperança de realizar
seus sonhos de felicidade!

Irradia tua luz aos irmãos
que em ti confiam!
Sê uma constante,
em cada alma que te procura!

Faze com que tua magia resplandeça em matizes coloridos...
trazendo no Ano Novo
que se anuncia,
a segurança, a prosperidade,
a paz, o amor que cada ser busca em sua vida!

Mistura-te às cores
dos fogos de artifício!
Exibe sem constrangimento tua alegria...
divide-a com o povo...
que dela tanto necessita!

Mostra aos habitantes do planeta que cada pessoa
possui a luz de sua própria Estrela, acompanhando-os!

Faze... que o Ano Velho
que se despede,
leve com ele as pedrinhas
que restaram nos caminhos
por onde andamos!

Nos é dado o direito de escolhermos nossa sorte,
crescer como pessoa,
crer,
perseverar,
ir à luta sem esmorecer,
trabalhar com afinco,
chegar em primeiro lugar ao pódio sem pisar nos outros!

Olhar o céu,
agarrar a esperança,
soprar beijos agradecidos
à Estrela Guia,
acreditar que ela vibra
dentro de nosso peito,
e que nossos sonhos,
tornar-se-ão realidade,
por nós mesmos...
se fizermos por merecê-los!

FELIZ
ANO NOVO!!!
2004

História do Ano Novo: Origem

O início de tudo

Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.

A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.

A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.

Ano Novo Tudo de Novo
Tahyane

Ano Novo!
Vamos começar tudo de novo!
Ter as mesmas esperanças
e os mesmos sonhos.
Seguindo os mesmos caminhos?
Como dizer-te que vai ser novo?
Se eu sei que tudo se repete?
Eu queria que fosse novo,
mas não é, o tempo é o mesmo.

E aí vamos esperar o amor
a fraternidade, a união
e mais tudo de bom.
Saúde, Sucesso, Alegrias,
etc. etc. maravilhas!

O mundo não vai mudar!
Nem as pessoas, de repente
boazinhas vão ficar!
Se fores isto esperar
vais te decepcionar,
e vais ver que muito rápido
o ano velho vai ficar.

Para termos um novo ano
Nós é que temos que mudar!
Então?...Vamos começar?...
Sucesso nessa empreitada
é que estou a te desejar!

Feliz Ano Novo
Maria Teresa Albani
(Maytê)


A vida não é uma arte
a vida é uma luta
Saber lutar é que nos torna artistas.

BOAS FESTAS!

E que no palco do NOVO ANO
você possa realizar
sua melhor performance.

A festa de ano-novo na Babilônia

O início de nosso ciclo anual é 1º de janeiro, mas o ciclo anual pode ser colocado em diferentes épocas do ano,  de acordo com aquilo que um povo considera mais importante. O nosso ano-novo não passa de uma convenção sem muita importância, entretanto para muitos povos do passado a passagem de ano tinha um significado religioso muito especial. Na Babilônia, por exemplo, o ano-novo começava na primavera, por ser a estação em que a natureza parece nascer novamente. A festa, de uma semana, era precedida pela limpeza,  purificação e  restauração dos templos, pois tudo devia estar “perfeito” como no princípio dos tempos. A festa incluía a repetição do mito da origem do universo, pois tudo era visto como se estivesse começando novamente.

Até o rei babilônico tinha que passar pelo ritual para que seu poder fosse renovado durante o ano-novo. O sacerdote supremo arrancava-lhe todos os adornos reais, e esmurrava o queixo do rei, o fazendo ajoelhar-se diante de uma imagem do deus Marduk. O rei precisa rezar e garantir que havia governado de forma correta, sem cometimento de erros. O sacerdote dizia, então, que Marduk  aceitava aquilo que o rei dizia e estava a seu favor. O adornos reais eram devolvidos seguido de um murro no queixo, se os olhos do rei se enchessem de lágrimas era sinal que Marduk era amigável, caso contrário, o deus estava com raiva.

CARO ANO NOVO,
Susana Mendes

Queria pedir-te algo,
quem sabe se qualquer coisa de impossível ?
Mas como em mim, a esperança é a última que morre..
E sendo assim ..
e virá o sol ,
e serão as chuvas,
e o vento...
Será feliz ?
será triste?
E será escuro e luminoso.
Cada momento será de viver..
Um mundo de viver nossas vidas
em esperas, em agradecimentos
e dedicações especiais
no nosso único modo de ser.
Caro Ano Novo,
mas então que venhas com a beleza e leveza de todas as flores,
com um ano de alegrias e sorrisos
e que assim amenizes nos semblantes vincados dos adultos, a preocupação
e nos olhares da criança, a aflição..
Um ano de boas jornadas onde
o trabalho reconhecido e produtivo pra todos impere..
ahhh ....um ano de boas palavras trocadas ,
sem ofensas, um ano de poesias !!!
Um ano em que possa haver abraços sinceros
na colaboração com a grande paz no mundo,
Um ano sem guerras, e
que todas as lutas sejam pra uma prosperidade única, mundial !!!!
Meu caro ano novo,
ainda és tão criança e te anuncias tão próximo,
ainda vindo, recente nascendo como de um útero,
e já com tantas obrigatoriedades , carregando todo um árduo peso ...
Mas são tantas as mentes , cabeças,
corações em pequenas ??? ahhh...sim ...grandes esperanças!!!
Eu te peço meu caro ,
venha e adentre nossas vidas,
Fostes esperado com tanta ânsia , com tanta crença, com tanta fé !!!
Do vulgo, sois a força,
Fostes ontem , a promessa do nosso amanhã,
e sendo o hoje que sejas nosso amigo e maior incentivador,
por um ano sem fome,
com justiças em nossas vidas..
Que a solidariedade amanheça em nossas consciências
em cada um de nossos dias,
e assim que estes dias sejam em cores,
com todas as flores,
com um belo porvir.
um ano que seja um início,
com um bom prenúncio, um caminho a ser seguido ,
Venha estamos a tua espera,
os nossos corações já te abrimos,
e que possamos vivê-lo de tal forma
e com tal harmonia que teremos num balanço final
somente bons exemplos, todas as boas recordações
em que estaremos a contar a todos
deste Feliz 2004

O solstício

De acordo com aquilo que um povo considera  mais importante, o ano-novo pode ser colocado em qualquer ciclo anual. Muitos povos escolhiam para isso os solstícios de verão e de inverno. O solstício no hemisfério sul corresponde, no inverno, a 22 ou 23 de junho, dia mais curto do ano, e, no verão, a 22 ou 23 de dezembro, dia mais longo do ano.

No dia de solstício do inverno, a luz do sol atinge a terra de forma muito fraca, o tempo é frio e a noite é longa. Nesse dia muitos povos praticavam rituais com o objetivo de inverter a marcha do sol. O ritual se destinava, também, a fazer com que se iniciasse outro ciclo, pois para que isso acontecesse era necessário a cooperação dos homens. Era preciso recriar o mundo, de forma simbólica, através do mito.

As fogueiras

Geralmente, a festa de ano-novo era realizada ao redor de fogueiras. Na noite de solstício, as fogueiras, eram acesas no alto das montanhas ou em outros locais especiais, como encruzilhadas. Os camponeses acendiam tochas nas fogueiras e corriam pelos campos para espantar pragas, doenças e maus espíritos, assim como para que o solo ficasse mais fértil. Os jovens saltavam três vezes sobre a fogueira, o jovem que saltasse mais alto iria se casar primeiro, durante aquele ano. Nessa noite, pessoas passavam descalças sobre as brasas ou colocavam brasas na boca.

Os poderes mágicos

Se acreditava que a noite de solstício era mágica. As madeiras e as cinzas que sobravam eram guardadas. As cinzas eram espalhadas pelo campo para aumentar a fertilidade do solo e proteger as plantações. Os tições protegiam as casas contra bruxarias, raios e incêndios. Também se acreditava que na noite de solstício era possível prever o futuro. As moças, por exemplo, faziam adivinhações para saber com quem iriam se casar. A água também adquiria poderes especiais, costumava-se recolher água dos poços para serem guardadas.

BOAS FESTAS!
Carvalho Branco

Lágrimas, sorrisos...
Do Carnaval, os guizos
de arlequins, pierrôs e colombinas
ecoam pelas ruas e esquinas
da cidade... como o marulhar dos mares,
o burburinho de tantos bares
espalhados por salas e calçadas...
Ressoam como troadas,
ao decorrer de todo ano...
Ser brasileiro é ser ufano
do amor que extravasa do peito,
do ser capaz de levar, com jeito,
a vida sacra e profana...
Já é Natal!... Hosana!...

O pisca-pisca das estrelas
nos atrai... tentamos recolhê-las
para enfeitar, com elas,
a árvore da nossa vida...
para torná-la sempre natal,
alegre festa colorida...
do paraíso, sucursal...
esquecidos já de todas as procelas!
E, na pontinha do pé
ficamos, estendemos nossa mão,
plenos de crença, de fé
e de esperança, o coração....
Fitamos firme o céu
e oramos pra Noel...

A família reunida...
Toalha bem branquinha,
água fresca e um pedaço de pão...
é a Ceia de nossa mesa natalina...
Foi um ano de muita lida,
não vou dizer que de bruxa,
também não, de fada-madrinha...
chegando a ficar à ucha!
Assim chegou o verão.
Há, porém, o que germina
neste nosso areal:
brota a cada Natal
e se esparrama rasteiro
por todo o novo ano inteiro...
é a planta da fraternidade,
razão de nossa felicidade!...

Olhando pro firmamento,
não houve sequer momento
de dúvida ou de tristeza...
só havia em nós certeza
de que o presente pedido
seria, por Noel, oferecido....
E uma estrela-cadente
riscou o infinito, incandescente...
Antes de irmos à mesa,
abraçamo-nos, sorrindo,
plenos de graça e riqueza
de amor, que se vai contraindo,
a cada abraço terno,
a cada gesto fraterno...
Noel, entre nós, presente...
Cada estrela do céu,
resplandecente,
brilhava em cada pupila,
iluminando a casa, a vila...
como de uma noiva, um longo véu...

Fomos ao santo repasto.
Oh, surpresa!...
Sobre a mesa,
além da água,
vinho...
além do pão,
prato de dourado faisão...
Como sentir tristeza ou mágoa,
se, na força da fé, transformamos
o barraco, a cova, em ninho;
se,com nosso coração casto,
o mal em bem transmutamos?
Repicam os sinos da capela...
Do Cristo, acesa a vela...
Ouve-se um cântico celestial
Que seja eterno o nosso Natal!
E se é de Deus a voz do povo,
"Vá em paz, Ano-Velho! Feliz Ano-Novo!..."

Ano-Bom

Entre todos os povos, do mais civilizado ao mais selvagem, as festas do primeiro do ano celebravam-se, passando apenas pelas modificações próprias ao desenvolvimento de cada culto e à índole de novas raças.

Tão alto quanto possam remontar os monumentos históricos, as encontramos, não sendo excluídos, como participantes desses regozijos religiosos e profanos, o negro da África e o caboclo da América.

Dos romanos, que por sua vez já haviam recebido dos gregos a tradição, os primitivos cristãos perpetuaram o legado pagão das celebrações do Ano Novo colorindo-o dos reflexos místicos dos vidros pintados de suas catedrais.

Entre as civilizações mais apuradas e as mais bárbaras, como dissemos, essas festas encontram-se nas mitologias nacionais, tendo como objetivo as congratulações populares pela volta da primavera ou a glorificação da lavoura.

Os primeiros sintomas de assimilação nos tempos modernos registram-nos as calendas de janeiro, fulminadas por Santo Agostinho e São João Crisóstomo, que se revoltaram contra as crenças romanas adotadas pelos cristãos, vindo logo após a festa dos Loucos e a dos Inocentes ludibriar do anátema dos santos padres.

Durante as ruidosas festas da primavera, isto é, da abundância e da colheita, os presentes agrícolas trocavam-se, a família e depois as tribos reuniam-se, os sacrifícios, as danças, os festins, as cerimônias propiciatórias tinham lugar, provindo daí, para os povos modernos, os presentes de festas, as visitas, os folguedos, as abusões, as congratulações públicas do dia de Ano-Bom.

A Idade Média, que tudo via através de suas preocupações ascéticas, desviou-lhes as correntes astroláticas, incluindo-as no calendário do Natal, com outras pompas e outros ideais.

Desde ou daquele modo, o certo é que as festas de Ano-Bom não pertencem a este ou àquele povo, mas à humanidade inteira.

Em todos os países da Europa, esses festejos intercalam-se aos do Natal e de Reis, formando um todo a que os ingleses chamam de Christmas.

Na Inglaterra ou na Alemanha, na França ou na Itália, o nacionalismo pátrio transluz nessas manifestações alentando velhos costumes, cujas fórmulas jamais se apagaram da lembrança popular.

E não há festas mais belas em qualquer desses países; não há horas mais alegres naqueles lares; não há orgulho mais legitimamente sentido por aquelas turbas, do que percebendo palpitar debaixo das formas da arte as suas antigas legendas e os seus contos, constituindo a base das representações teatrais do Natal.

Juntai a isso os presentes, as surpresas, as visitas, as felicitações, o conchego da família, o beijo improfanado sob a rama verde dos tetos, e tereis, com uma centena de coisas mais, as despedidas do Ano Velho e as entradas do Ano Novo.

Esses costumes seculares, de que damos testemunho, ainda perduram em toda a Europa.

Mas o Brasil é um país adiantado; acha ridículas as tradições e desfaz-se delas; absolvendo os demais povos dessas futilidades que envergonham, trata de encobri-las, e mostra-se sério...

Noutro tempo não era assim

No Rio de Janeiro, a folia toda começava de véspera. A cidade, mais animada exteriormente pelo concurso de famílias e de indivíduos ambulantes, revelava o júbilo público, que se ostentava sem reserva.

Em qualquer praça, em qualquer rua, quem olhasse para as janelas, notaria fisionomias estranhas, caras novas, que pela maneira de apresentar-se, pela compostura, tornavam-se distintas de muitas que lá estavam, apreciando o mesmo objeto, entretidas pelo mesmo assunto.

Nas intermináveis galerias de escadas, janelas de peitoril e postigos, viam-se moças toucadas de flores naturais ao lado de algumas que não as tinham, homens vestidos de brim branco conversando com amigos trajados como para as recepções íntimas, velhas folgazãs e gritadeiras falando para as vizinhas de defronte, crianças traquinas e arrenegadas trepando nas grades de ferro das sacadas, suspendendo dos espigões as maçanetas de chumbo das extremidades, que, às vezes, lhes escapando das mãos, machucavam-lhes os pés.

E o que queria isso dizer?

Eram as famílias que tinham chegado da roça para passar o Ano-Bom com os parentes, convidando-os para a véspera de S. João em seus sítios e fazendas.

Aquelas cujas relações não iam além da Corte, reuniam-se igualmente, completando o aspecto pitoresco dessa cena, mais ou menos populosa, segundo os tempos em que esses costumes eram de rigor.

Com antecedência, já os presentes de festas principiavam a chover, e as escravatura a fazer-se interessada na felicidade de seus senhores.

E as tradições consolidavam as bases da família, e o reinado das superstições iluminava-se da esperança.

O dia de Ano-Bom era a época em que os membros de uma mesma família congregavam-se. Vindo por vezes de grandes distâncias, passavam juntos, no meio do prazer e das felicitações, até depois de Reis.

Para ver despontar o Ano Novo, ninguém dormia antes da meia-noite, pois era da crença popular que quem se conservasse com os olhos abertos até depois daquela hora, veria romper a aurora do ano seguinte.

Então, concluídas as magníficas ceias, as cantorias ao Menino em seu presepe, no fim das pilhérias dos velhos matutos, de diálogos extravagantes, os inocentes namoros ferviam nas salas, ao diapasão do barulho dos pratos que se lavavam nas cozinhas, das rascadas das senhoras com as negras, do ressonar dos meninos estirados nos sofás e nas cadeiras da sala da frente, à espera do sinal do Ano Novo.

Quando o relógio batia meia-noite, uma onda marulhosa de alegria espraiava-se pela assembléia, ao passo que as mucamas, os molecotes, as crias em fraldas de camisa, penduravam-se às sacadinhas da escada que deitava para o quintal, pasmados de nada descobrir, mas com os olhares fitos nas trevas que amortalhavam o Ano Velho.

- Boas saídas e melhores entradas! - diziam os pais aos filhos, as irmãs aos irmãos, os parentes e amigos entre si, abraçando-se, beijando-se, saltando de contentamento.

Nas casas em que havia bailes, o mesmo costume coroava a tradição, aos sons da música, ao brilho das serpentinas faiscantes, aos risos que corriam límpidos de uns lábios de rosa.

Isso, porém, que prolongava a festa, mudava completamente no dia primeiro. Da manhã à tarde, as visitas faziam-se, desfilavam numerosos os portadores de presentes, sendo de preferência contemplados, nas freguesias, o vigário, os médicos e o fiscal.

As banda militares tocavam às portas e nos saguões das casas dos generais, dos ministros, da pessoas gradas, dando as boas festas; compensando-lhes a atenção alguma cédula vultada ou peças de dinheiro em ouro.

Enquanto nos armazéns de comestíveis o comércio encaixotava dúzias de garrafas de vinho, acondicionava queijos do reino, presuntos, caixas de figos e ameixas, diversos gêneros destinados aos fregueses do ano; enquanto do convento da Ajuda, riquíssimas bandejas de prata, com a firma do indivíduo presenteado, armadas de doces, saíam umas após outras; era curioso de ver-se o que passava nas ruas, entretendo os abelhudos que comentavam dos sobrados.

Por toda a parte encontravam-se negros do ganho, de camisa de algodão por fora da calça arregaçada, conduzindo em cestos um leitão de barriga para cima, amarrado de pés e mãos, com o focinho apertado com um barbante grosso, guinchando, acercado de galinhas, patos e marrecos, com a cabeça pendente das beiradas do cesto e enfeitados nas asas com lacinhos de fita. Para contrapeso, o ganhador não deixava de levar um galo ou um peru na mão livre, também enfeitado de fitas estreitas, geralmente verdes e azuis.

Ao presente era de praxe acompanhar um cartão de visita ou uma carta, concebida mais ou menos nestes termos:

"...Boas saídas e melhores entradas lhe desejo. Incluso, encontrará vosmecê um leitãozinho, umas galinhas e um peru, para mais um prato do seu jantar..."

Aqui e além apareciam carregadores com caixotes de vinho ou com caixas de açúcar, criados de libré precedendo escravos enviados com dádivas principescas, tais como colchas da Índia, aparelhos da China, baixelas de prata, cavalos de montaria, fazendo contraste com a crioula ou mulata de casa menos rica, que seguia com um pão-de-ló, um bolo inglês, um pastelão numa salva modesta, coberta com uma gaze cor-de-rosa, com um tope de flores artificiais no centro, atravessado por um cartão ou um escrito.

Na Bahia, além de todas essas ofertas, estava nos hábitos darem-se escravos no dia de Ano-Bom. Assim, com um molequinho, uma moleca, um casal de negros novos, obsequiava-se os meninos, as moças ou os chefes de família.

Naquela província, onde as cadeirinhas estiveram constantemente em uso como meio de transporte, não causava espanto entrarem por uma casa dois negros de casaca de portinholas com vivos amarelos ou vermelhos, de chapéu de oleado com galão, calça curta e um pau ao ombro, acompanhando o portador de uma carta na qual se lia: "...Como uma lembrança de Ano-Bom, ofereço-lhe essa parelha de negros de cadeira, pedindo desculpa de não ser coisa suficiente..."

A isso não se limitavam os presentes. Pessoas havia que ofertavam casas e palácios. O paço de S. Cristóvão foi um presente de Ano-Bom, feito pelo negociante Elias Antônio Lopes a D. João VI, que o vendeu ao Estado, quando se retirou para Portugal.

Considerava-se uma grande falta, um crime, a ausência dos parentes mais chegados no jantar da família. Ninguém relevava essa falta, pois acreditava o povo que o que se fazia no primeiro do ano, se faria o ano inteiro.

Daí se depreende que cada um queria estar nesse dia com os seus, que todos vestiam roupa nova, que se brincava, tocava, cantava, a fim de que o conceito popular se realizasse em sua plenitude pressagiosa.

Os escravos, que nunca foram estranhos às alegrias ou desgraças do nosso lar, ganhavam festas, tinham folga, divertiam-se também.

Por ocasião dos banquetes fidalgos ou dos jantares menos opulentos, ao calor dos brindes, ao alarido da canção:

Como canta o papagaio,
Como canta o periquito...

os convivas entusiasmados proferiam longos discursos, os rapazes recitavam colcheias (1), as moças tímidas e vergonhosas abaixavam os olhos às palavras "amor", "meu bem", refervendo a animação nas saúdes em honra aos mais velhos, à família reunida.

As visitas oficiais e as de amizade faziam-se imprescindíveis. Havia cortejo no paço, os presepes pernoitavam iluminados, e - Boas Entradas! - Boas Festas! - eram moeda corrente de civilidade entre a população.

Depois de certo período, quando o Brasil fez timbre em imitar o estrangeiro no que ele tem de pior, entendeu que para parecer-lhe bem, cumpria desquitar-se das usanças tradicionais, quando eles as mantêm intatas.

Não compreendendo este país que ninguém pode ter sorrisos nas terras para onde vai em busca de fortuna, supôs que a coisa assim se passava lá por fora, e anda preocupado com um futuro que não lhe pertence.

Das nossas festas ninguém mais se lembra; os laços de família quase não existem; do dia de Ano-Bom, de grandioso e expansivo que era, nem nos restam vestígios!

E em troca de todo esse passado nos impinge a Europa cromos e folhinhas!

NOTA (de Luís da Câmara Cascudo):

(1) A colcheia desapareceu do uso poético, na forma clássica. Era um mote em dois versos para ser glosado em décimas. Obrigatoriamente a colcheia figurava na décima como o quarto e o último dos versos. Na poesia sertaneja denomina-se colcheia a uma sextilha, ABCBDB. Vaqueiros e Cantadores, Livraria do Globo, Porto Alegre, 1939.

Do livro Festas e Tradições Populares do Brasil (Ediouro, Rio de Janeiro/RJ, cerca de 1985), onde Melo Morais Filho narra os costumes brasileiros relacionados com a passagem de ano, em fins do século XIX e princípios do século XX.

Feliz Ano ''tudo'' novo
by-Caio Lucas

Feliz tudo novo... até o tanto que desejar.
O hoje é eterno, vai ser para sempre,
o amanhã vai ser passado,
dê graças ao amor, deixe que seja feliz,
receba o que é seu de direito,
plante uma flor, ofereça ao sol,
sinta o perfume exalado pela madrugada,
vez ou outra deixe as lágrimas lavarem sua alma.

Vem outro ano, não tão novo assim,
tenho sonhos prontos para realizar,
amigos para conquistar, mãos para seguir junto,
e construir, muito, tudo de novo,
agora vou caprichar, quero carregar no carinho.

Quando amanhecer, conheça pessoas,
deixe que os dias façam os meses, não você,
se acerque de pessoas, todas, muitas,
deixe que o ajudem, que tal também repartir,
doar um pouco de sua alegria, do seu amor?

Quando sair pela manhã, pare, olhe para o céu,
não peça nada, não agradeça, apenas olhe,
saiba que Ele está lá e que você O respeita,
creia na sua palavra, sem medo, sem fanatismo,
não peça perdão, tente não cometer os mesmos erros,
quando anoitecer, descanse e sonhe com um novo dia.

Senhor, hoje peço pelos meus amigos,
que de mãos dadas sigam seu caminho,
ano novo não é vida nova, é continuação,
siga ensinando, aprendendo, ouça antes de julgar,
ame com o coração sem medo, sem preconceito,
deixe o sorriso sair, chore, grite e viva a vida.

Feliz Ano ''tudo'' novo.

Dar uma virada
Celito Medeiros

Dar uma virada,
muitas vezes na vida,
sem deixar ferida,
é a arte conquistada!

Virar o ano e se virar bem
é o desejo que vem!
2004

Curiosidades sobre alguns países e o Ano Novo

Áustria

Os austríacos têm o hábito de jogar chumbo derretido num copo com água no momento em que o relógio soa a zero hora de um novo ano. As figuras que surgem quando o chumbo esfria são guardadas pelas pessoas como um amuleto que irá ajudar na realização dos pedidos feitos na passagem do ano.

Brasil

A passagem do ano no Brasil tem características de todos os povos que colonizaram o país. A passagem do ano tem nome francês, comida italiana e festa no melhor estilo brasileiro, com muitos fogos de artifício, confraternização entre os familiares e amigos e oferendas às entidades do candomblé, da umbanda e para os anjos da guarda.

China

Na China, o Ano Novo é celebrado durante seis semanas entre os meses de janeiro e fevereiro. Tradicionalmente, nesse período os chineses fazem uma bela faxina em suas casas para espantar os maus espíritos e atrair boa sorte. Na noite da véspera do novo ano, todas as luzes ficam acesas para representar calor humano, amizade e reconciliação. À meia-noite, há uma grande queima de fogos. Os chineses acreditam que o barulho do foguetório espanta os espíritos indesejáveis. Na China, usa-se a cor preta para dar sorte.

Dinamarca

Depois de uma ceia a base de peixes e batatas, os dinamarqueses aguardam ansiosamente pela meia-noite. Quando o relógio está prestes a soar as doze badaladas, todos na família sobem em cadeiras. Assim que dá meia-noite, pulam da cadeira para o novo ano e brindam com champanhe.

Escócia

Na Escócia, um dos costumes mais tradicionais da festa de Ano Novo, é a de homens e mulheres que nunca se viram beijarem-se na boca. Some-se a isso o ainda mais tradicional hábito de beber uísque em toda e qualquer comemoração e está garantido um dos reveillons mais animados da Europa.
Na Escócia, existe uma superstição bem engraçada sobre a primeira visita que se recebe no ano. Se for um homem moreno, ótimo. É um bom presságio. Se for um sujeito ruivo, a visita é considerada um mau agouro. Mas eles acreditam que azar mesmo terá aquele que abrir as portas para uma mulher.
Ainda os escoceses: enquanto todos os países de língua inglesa chamam a festa de reveillon de New Year's Eve ("véspera de ano novo"), na Escócia a data é conhecida como Hogmanay, que vem do gaélico oge maidne ("nova manhã").

Espanha

O peru também é o prato principal servido na Espanha. Além dele, também é feito um delicioso prato com bezugo (um tipo de peixe) assado com batatas. São feitos também doces de marzipan com formas de figuras, pães doces amanteigados e torrões à base de amêndoa e mel. Mas como o povo espanhol é muito festeiro, as comemorações já começam no dia 28 de dezembro, dia dos Santos Inocentes, que equivale ano nosso dia da mentira, e vai até o dia 5 de janeiro, quando eles comemoram a chegada dos reis Magos, que é até mais celebrado que o Natal. Nesse dia fazem as cavalgadas de reis nas cidades e é preparada a rosca de reis. Dentro dessa rosca colocam várias figuras e brinquedinhos para as crianças.
E a passagem do ano em Madri é uma super festa. Lá, todos vão a Puerta del Sol, onde há um relógio, e cada um leva seu próprio pacote com 12 uvas. A cada badalada do sino do relógio, comem uma uva e fazem um pedido. Quem não vai até lá, acompanha a transmissão da televisão. Depois há uma grande confraternização e as pessoas brindam com cava, a champanhe espanhola, e bebem muito vinho e anis, sem gelo.

França

Na França, que deu o nome Réveillon para a data, a passagem do ano é uma grande festa entre amigos, na qual se saboreia bons pratos, mas sem um menu fixo. Algumas  pessoas costumam preparar ostras e diversos outros frutos do mar para a ceia de Ano Novo. Alguns aproveitam para comer o tradicional fígado de pato e ostras cruas. Mas o ápice da festa, sem dúvida, é a meia-noite, quando todos se beijam e tomam muita champanhe. Na França, em alguns lugares, fala-se Réveillon e, em outros, dia de São Silvestre

Grécia

Na Grécia, também há queima de fogos e peru assado, mas há dois pratos diferentes que são preparados especialmente para essa data. Um é o melomakarona, um doce parecido com a nossa rosquinha feito com semolina, farinha, mel e canela.
O outro é feito com os mesmos ingredientes do panetone só que é em formato de bolo e contém também uma moeda de ouro. Na passagem do ano, o bolo é cortado entre todos os participantes da festa e quem ganhar a moeda terá muita sorte durante todo o ano. E é da Grécia que vem a tradição de comer romãs. Lá, eles a jogam no chão para quebrá-la e dividir entre todos.

Índia

Na Índia, existem mais de 12 calendários religiosos. No Norte, o ano começa a Festa de Dîwâlî, no outuno. Os indianos colocam luzes por todas as partes. O ano novo é muito comemorada com festas nos hotéis e queima de fogos nas ruas. Na Índia, são atirados na fogueira objetos que representam impurezas e doenças.

Inglaterra

Nem mesmo o frio impede que os ingleses saiam de casa para comemorar a passagem do ano. Em Londres, os jovens vão até a Trafalgar Square aguardar o Big Ben dar a última badalada do ano e festejar vendo os fogos de artifícios e tomando cervejas quentes. E as famílias fazem verdadeiros piqueniques no Speaker's Corner do Hyde Park, um parque muito bonito perto do Palácio de Buckingham.

Irlanda

Apesar de pertencer também ao Reino Unido, a Irlanda tem uma festa mais comportada, comemorada dentro dos pubs.

Itália

A nossa tradição de comer lentilhas vem da Itália. Assim como os bailes e comemorar dançando a noite inteira nas discotecas.

Japão

Como não são católicos, comemoram muito mais a passagem do ano do que o Natal. No dia 31 de dezembro as famílias vão aos templos de sua religião, xintoístas ou budistas, por isso as ruas ficam lotadas e há também queima de fogos. Antes de irem aos templos, as famílias jantam macarrão.
Para eles, esse alimento trará fortuna para toda a família. No dia seguinte, é costume no Japão saborear algum tipo de cozido bem