AconteceuLunas

&

Especial Ano Novo

 

Sem Arco-Íris!
Delasnieve Daspet


Há uma urgência no ar.
A proximidade do final do ano
tem efeito devastador
na alma humana.

A percepção que o tempo não pára
torna-se mais evidente nesta época do ano
e hei-nos a pensar que temos de resolver as
necessidades abandonadas ao longo dos meses.

O sentimento de impotência e solidão
toma conta da gente, entramos em parafuso;
a sensação de ponto final,
da necessidade de expurgar os pecados,
cumprir conosco,
(pois a nossa lista sempre é imensa...)
fazem as frustrações maiores neste período.

Culpar-se pelo não sucesso não adianta.
Temos de tentar entender a situação e acreditar,
no amanhã, onde só eu e Deus estamos.

Para muitos final de ano não é de festas,
a nostalgia e a saudade toma conta.
O passado ressurge e lembramos, nostálgicos,
a infância protegida, cercada da família.
Triste, percebo que a pessoa que sou
pode ser a que não gostaria de ser...

E a solidão toca na reflexão.
Balanço de erros e acertos.
Vou começar o ano como um caderno, em branco,
prometendo ser mais generosa, o mundo necessita
bondade, de beleza interior.

Vou hastear uma bandeira, branca,
de trégua, de paz, buscar o que pode ser,
abandonar a superfície e mergulhar bem fundo,
abraçar-me, abraçar o mundo,
valorizar o que sou, tentar ser melhor..
pois o tempo inclemente, não pára,
amanhã já é hoje, sem arco-íris.

As festas de ano-novo

A origem de muitas festas populares pode ser explicada pela crença de que revivendo o mito é possível revigorar o universo. Um ano é um período em que se repete  ciclos climáticos, astronômicos e  biológicos. Para quem mora no campo ou tem maior contato com a natureza, esse ciclo é bastante observável e tem muita importância.

Valorização

As pessoas valorizam muito a festa de Ano Novo, porque sentem o desejo de se renovar. As comunidades antigas expressavam isso através de ritos: jogavam fora roupas e objetos, querendo eliminar o que, em suas vidas, estava "envelhecido". No primeiro momento do ano novo, todos peregrinavam a uma montanha alta para ver uma paisagem nova ou banhavam-se, em um rio ou no mar, para acolher o tempo novo dado por Deus. Até hoje, os ritos que ocorrem nas praias brasileiras, em homenagem a Iemanjá, (nome que a religião dos Orixás dá à manifestação de Deus nas águas do mar), revelam este desejo de renovação.

Ano Novo...Vida nova
Vyrena

Novo ano...
Vida nova...
Tudo se renova!

O tempo não pára...
Renova-se
Como água de vertente.
O novo ano que entra...
Não deverá ser diferente!

A esperança
O otimismo...
A harmonia...
A solidariedade e o amor
Farão... do ano vindouro...
O marco de um futuro
promissor!

Boas vindas!
Boas entradas!
Bons presságios!
Boa estada!
Muita paz e alegria!

É o que desejamos a você...
Ano recém chegado!
E a todos nós
Que ousaremos...
Com a força
De nossa união...
Torná-lo melhor
Do que foi o passado!

O que é felicidade ?
(Mellíss)

De repente, uma lágrima de orvalho na pétala da flor
ou um toque de luz enfeitando o horizonte quase adormecido,
o brilho de uma estrela , meiga e sonolenta, perambulando
pela madrugada fria ,
o despontar da ave solitária colorindo o céu da tarde mansa,
o arrulhar dos pombos nos beirais ,anunciando a paz da primavera,
a melodia de um sorriso de criança, celebrando a inocência
que nos abençoa,
um romance que perdura,além do tempo, num casal de muita idade,
passeando de mãos dadas,
a esperança que festeja a juventude, caminhando a passos largos,
sem ter medo do futuro ...,
o amor que renova, a coragem que empurra, a força que levanta,
a fé que norteia, a fraternidade que une, a sensibilidade que enxerga,
a ternura que afaga,
o gesto, a palavra, enfim ...
O que é felicidade ?
Felicidade é o "Sim" que supera todas as negativas,
é a chama crepitante, alerta e linda,
é uma forma de olhar esse milagre chamado Vida.

- Que em 2004 saibamos ser mais felizes !!!
FELIZ ANO NOVO !!

 Ano Novo e suas datas originais

O ano-novo se consolidou na maioria dos países há 500 anos

Desde os calendários babilônicos (2.800 a.C.) até o calendário gregoriano, o reveillon mudou muitas vezes de data.

A primeira comemoração, chamada de "Festival de ano-novo" ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilônia, a festa começava na ocasião da lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador onde os dias e noites tem a mesma duração.

No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).

Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano-novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 a.C. - 476 d.C.) O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a. C. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.

Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro.

A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano-novo ou Rosh Hashaná, - "A festa das trombetas" -, dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de setembro ao início de outubro do calendário gregoriano. Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622, pois nesta ocasião, o profeta Maomé, deixou a cidade de Meca estabelecendo-se em Medina.

Monica Buonfiglio

Estrela Guia
Iracema Zanetti

Estrela Guia...
Não negues ao imenso coração da humanidade
a esperança de realizar
seus sonhos de felicidade!

Irradia tua luz aos irmãos
que em ti confiam!
Sê uma constante,
em cada alma que te procura!

Faze com que tua magia resplandeça em matizes coloridos...
trazendo no Ano Novo
que se anuncia,
a segurança, a prosperidade,
a paz, o amor que cada ser busca em sua vida!

Mistura-te às cores
dos fogos de artifício!
Exibe sem constrangimento tua alegria...
divide-a com o povo...
que dela tanto necessita!

Mostra aos habitantes do planeta que cada pessoa
possui a luz de sua própria Estrela, acompanhando-os!

Faze... que o Ano Velho
que se despede,
leve com ele as pedrinhas
que restaram nos caminhos
por onde andamos!

Nos é dado o direito de escolhermos nossa sorte,
crescer como pessoa,
crer,
perseverar,
ir à luta sem esmorecer,
trabalhar com afinco,
chegar em primeiro lugar ao pódio sem pisar nos outros!

Olhar o céu,
agarrar a esperança,
soprar beijos agradecidos
à Estrela Guia,
acreditar que ela vibra
dentro de nosso peito,
e que nossos sonhos,
tornar-se-ão realidade,
por nós mesmos...
se fizermos por merecê-los!

FELIZ
ANO NOVO!!!
2004

História do Ano Novo: Origem

O início de tudo

Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.

A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.

A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.

Ano Novo Tudo de Novo
Tahyane

Ano Novo!
Vamos começar tudo de novo!
Ter as mesmas esperanças
e os mesmos sonhos.
Seguindo os mesmos caminhos?
Como dizer-te que vai ser novo?
Se eu sei que tudo se repete?
Eu queria que fosse novo,
mas não é, o tempo é o mesmo.

E aí vamos esperar o amor
a fraternidade, a união
e mais tudo de bom.
Saúde, Sucesso, Alegrias,
etc. etc. maravilhas!

O mundo não vai mudar!
Nem as pessoas, de repente
boazinhas vão ficar!
Se fores isto esperar
vais te decepcionar,
e vais ver que muito rápido
o ano velho vai ficar.

Para termos um novo ano
Nós é que temos que mudar!
Então?...Vamos começar?...
Sucesso nessa empreitada
é que estou a te desejar!

Feliz Ano Novo
Maria Teresa Albani
(Maytê)


A vida não é uma arte
a vida é uma luta
Saber lutar é que nos torna artistas.

BOAS FESTAS!

E que no palco do NOVO ANO
você possa realizar
sua melhor performance.

A festa de ano-novo na Babilônia

O início de nosso ciclo anual é 1º de janeiro, mas o ciclo anual pode ser colocado em diferentes épocas do ano,  de acordo com aquilo que um povo considera mais importante. O nosso ano-novo não passa de uma convenção sem muita importância, entretanto para muitos povos do passado a passagem de ano tinha um significado religioso muito especial. Na Babilônia, por exemplo, o ano-novo começava na primavera, por ser a estação em que a natureza parece nascer novamente. A festa, de uma semana, era precedida pela limpeza,  purificação e  restauração dos templos, pois tudo devia estar “perfeito” como no princípio dos tempos. A festa incluía a repetição do mito da origem do universo, pois tudo era visto como se estivesse começando novamente.

Até o rei babilônico tinha que passar pelo ritual para que seu poder fosse renovado durante o ano-novo. O sacerdote supremo arrancava-lhe todos os adornos reais, e esmurrava o queixo do rei, o fazendo ajoelhar-se diante de uma imagem do deus Marduk. O rei precisa rezar e garantir que havia governado de forma correta, sem cometimento de erros. O sacerdote dizia, então, que Marduk  aceitava aquilo que o rei dizia e estava a seu favor. O adornos reais eram devolvidos seguido de um murro no queixo, se os olhos do rei se enchessem de lágrimas era sinal que Marduk era amigável, caso contrário, o deus estava com raiva.

CARO ANO NOVO,
Susana Mendes

Queria pedir-te algo,
quem sabe se qualquer coisa de impossível ?
Mas como em mim, a esperança é a última que morre..
E sendo assim ..
e virá o sol ,
e serão as chuvas,
e o vento...
Será feliz ?
será triste?
E será escuro e luminoso.
Cada momento será de viver..
Um mundo de viver nossas vidas
em esperas, em agradecimentos
e dedicações especiais
no nosso único modo de ser.
Caro Ano Novo,
mas então que venhas com a beleza e leveza de todas as flores,
com um ano de alegrias e sorrisos
e que assim amenizes nos semblantes vincados dos adultos, a preocupação
e nos olhares da criança, a aflição..
Um ano de boas jornadas onde
o trabalho reconhecido e produtivo pra todos impere..
ahhh ....um ano de boas palavras trocadas ,
sem ofensas, um ano de poesias !!!
Um ano em que possa haver abraços sinceros
na colaboração com a grande paz no mundo,
Um ano sem guerras, e
que todas as lutas sejam pra uma prosperidade única, mundial !!!!
Meu caro ano novo,
ainda és tão criança e te anuncias tão próximo,
ainda vindo, recente nascendo como de um útero,
e já com tantas obrigatoriedades , carregando todo um árduo peso ...
Mas são tantas as mentes , cabeças,
corações em pequenas ??? ahhh...sim ...grandes esperanças!!!
Eu te peço meu caro ,
venha e adentre nossas vidas,
Fostes esperado com tanta ânsia , com tanta crença, com tanta fé !!!
Do vulgo, sois a força,
Fostes ontem , a promessa do nosso amanhã,
e sendo o hoje que sejas nosso amigo e maior incentivador,
por um ano sem fome,
com justiças em nossas vidas..
Que a solidariedade amanheça em nossas consciências
em cada um de nossos dias,
e assim que estes dias sejam em cores,
com todas as flores,
com um belo porvir.
um ano que seja um início,
com um bom prenúncio, um caminho a ser seguido ,
Venha estamos a tua espera,
os nossos corações já te abrimos,
e que possamos vivê-lo de tal forma
e com tal harmonia que teremos num balanço final
somente bons exemplos, todas as boas recordações
em que estaremos a contar a todos
deste Feliz 2004

O solstício

De acordo com aquilo que um povo considera  mais importante, o ano-novo pode ser colocado em qualquer ciclo anual. Muitos povos escolhiam para isso os solstícios de verão e de inverno. O solstício no hemisfério sul corresponde, no inverno, a 22 ou 23 de junho, dia mais curto do ano, e, no verão, a 22 ou 23 de dezembro, dia mais longo do ano.

No dia de solstício do inverno, a luz do sol atinge a terra de forma muito fraca, o tempo é frio e a noite é longa. Nesse dia muitos povos praticavam rituais com o objetivo de inverter a marcha do sol. O ritual se destinava, também, a fazer com que se iniciasse outro ciclo, pois para que isso acontecesse era necessário a cooperação dos homens. Era preciso recriar o mundo, de forma simbólica, através do mito.

As fogueiras

Geralmente, a festa de ano-novo era realizada ao redor de fogueiras. Na noite de solstício, as fogueiras, eram acesas no alto das montanhas ou em outros locais especiais, como encruzilhadas. Os camponeses acendiam tochas nas fogueiras e corriam pelos campos para espantar pragas, doenças e maus espíritos, assim como para que o solo ficasse mais fértil. Os jovens saltavam três vezes sobre a fogueira, o jovem que saltasse mais alto iria se casar primeiro, durante aquele ano. Nessa noite, pessoas passavam descalças sobre as brasas ou colocavam brasas na boca.

Os poderes mágicos

Se acreditava que a noite de solstício era mágica. As madeiras e as cinzas que sobravam eram guardadas. As cinzas eram espalhadas pelo campo para aumentar a fertilidade do solo e proteger as plantações. Os tições protegiam as casas contra bruxarias, raios e incêndios. Também se acreditava que na noite de solstício era possível prever o futuro. As moças, por exemplo, faziam adivinhações para saber com quem iriam se casar. A água também adquiria poderes especiais, costumava-se recolher água dos poços para serem guardadas.

BOAS FESTAS!
Carvalho Branco

Lágrimas, sorrisos...
Do Carnaval, os guizos
de arlequins, pierrôs e colombinas
ecoam pelas ruas e esquinas
da cidade... como o marulhar dos mares,
o burburinho de tantos bares
espalhados por salas e calçadas...
Ressoam como troadas,
ao decorrer de todo ano...
Ser brasileiro é ser ufano
do amor que extravasa do peito,
do ser capaz de levar, com jeito,
a vida sacra e profana...
Já é Natal!... Hosana!...

O pisca-pisca das estrelas
nos atrai... tentamos recolhê-las
para enfeitar, com elas,
a árvore da nossa vida...
para torná-la sempre natal,
alegre festa colorida...
do paraíso, sucursal...
esquecidos já de todas as procelas!
E, na pontinha do pé
ficamos, estendemos nossa mão,
plenos de crença, de fé
e de esperança, o coração....
Fitamos firme o céu
e oramos pra Noel...

A família reunida...
Toalha bem branquinha,
água fresca e um pedaço de pão...
é a Ceia de nossa mesa natalina...
Foi um ano de muita lida,
não vou dizer que de bruxa,
também não, de fada-madrinha...
chegando a ficar à ucha!
Assim chegou o verão.
Há, porém, o que germina
neste nosso areal:
brota a cada Natal
e se esparrama rasteiro
por todo o novo ano inteiro...
é a planta da fraternidade,
razão de nossa felicidade!...

Olhando pro firmamento,
não houve sequer momento
de dúvida ou de tristeza...
só havia em nós certeza
de que o presente pedido
seria, por Noel, oferecido....
E uma estrela-cadente
riscou o infinito, incandescente...
Antes de irmos à mesa,
abraçamo-nos, sorrindo,
plenos de graça e riqueza
de amor, que se vai contraindo,
a cada abraço terno,
a cada gesto fraterno...
Noel, entre nós, presente...
Cada estrela do céu,
resplandecente,
brilhava em cada pupila,
iluminando a casa, a vila...
como de uma noiva, um longo véu...

Fomos ao santo repasto.
Oh, surpresa!...
Sobre a mesa,
além da água,
vinho...
além do pão,
prato de dourado faisão...
Como sentir tristeza ou mágoa,
se, na força da fé, transformamos
o barraco, a cova, em ninho;
se,com nosso coração casto,
o mal em bem transmutamos?
Repicam os sinos da capela...
Do Cristo, acesa a vela...
Ouve-se um cântico celestial
Que seja eterno o nosso Natal!
E se é de Deus a voz do povo,
"Vá em paz, Ano-Velho! Feliz Ano-Novo!..."

Ano-Bom

Entre todos os povos, do mais civilizado ao mais selvagem, as festas do primeiro do ano celebravam-se, passando apenas pelas modificações próprias ao desenvolvimento de cada culto e à índole de novas raças.

Tão alto quanto possam remontar os monumentos históricos, as encontramos, não sendo excluídos, como participantes desses regozijos religiosos e profanos, o negro da África e o caboclo da América.

Dos romanos, que por sua vez já haviam recebido dos gregos a tradição, os primitivos cristãos perpetuaram o legado pagão das celebrações do Ano Novo colorindo-o dos reflexos místicos dos vidros pintados de suas catedrais.

Entre as civilizações mais apuradas e as mais bárbaras, como dissemos, essas festas encontram-se nas mitologias nacionais, tendo como objetivo as congratulações populares pela volta da primavera ou a glorificação da lavoura.

Os primeiros sintomas de assimilação nos tempos modernos registram-nos as calendas de janeiro, fulminadas por Santo Agostinho e São João Crisóstomo, que se revoltaram contra as crenças romanas adotadas pelos cristãos, vindo logo após a festa dos Loucos e a dos Inocentes ludibriar do anátema dos santos padres.

Durante as ruidosas festas da primavera, isto é, da abundância e da colheita, os presentes agrícolas trocavam-se, a família e depois as tribos reuniam-se, os sacrifícios, as danças, os festins, as cerimônias propiciatórias tinham lugar, provindo daí, para os povos modernos, os presentes de festas, as visitas, os folguedos, as abusões, as congratulações públicas do dia de Ano-Bom.

A Idade Média, que tudo via através de suas preocupações ascéticas, desviou-lhes as correntes astroláticas, incluindo-as no calendário do Natal, com outras pompas e outros ideais.

Desde ou daquele modo, o certo é que as festas de Ano-Bom não pertencem a este ou àquele povo, mas à humanidade inteira.

Em todos os países da Europa, esses festejos intercalam-se aos do Natal e de Reis, formando um todo a que os ingleses chamam de Christmas.

Na Inglaterra ou na Alemanha, na França ou na Itália, o nacionalismo pátrio transluz nessas manifestações alentando velhos costumes, cujas fórmulas jamais se apagaram da lembrança popular.

E não há festas mais belas em qualquer desses países; não há horas mais alegres naqueles lares; não há orgulho mais legitimamente sentido por aquelas turbas, do que percebendo palpitar debaixo das formas da arte as suas antigas legendas e os seus contos, constituindo a base das representações teatrais do Natal.

Juntai a isso os presentes, as surpresas, as visitas, as felicitações, o conchego da família, o beijo improfanado sob a rama verde dos tetos, e tereis, com uma centena de coisas mais, as despedidas do Ano Velho e as entradas do Ano Novo.

Esses costumes seculares, de que damos testemunho, ainda perduram em toda a Europa.

Mas o Brasil é um país adiantado; acha ridículas as tradições e desfaz-se delas; absolvendo os demais povos dessas futilidades que envergonham, trata de encobri-las, e mostra-se sério...

Noutro tempo não era assim

No Rio de Janeiro, a folia toda começava de véspera. A cidade, mais animada exteriormente pelo concurso de famílias e de indivíduos ambulantes, revelava o júbilo público, que se ostentava sem reserva.

Em qualquer praça, em qualquer rua, quem olhasse para as janelas, notaria fisionomias estranhas, caras novas, que pela maneira de apresentar-se, pela compostura, tornavam-se distintas de muitas que lá estavam, apreciando o mesmo objeto, entretidas pelo mesmo assunto.

Nas intermináveis galerias de escadas, janelas de peitoril e postigos, viam-se moças toucadas de flores naturais ao lado de algumas que não as tinham, homens vestidos de brim branco conversando com amigos trajados como para as recepções íntimas, velhas folgazãs e gritadeiras falando para as vizinhas de defronte, crianças traquinas e arrenegadas trepando nas grades de ferro das sacadas, suspendendo dos espigões as maçanetas de chumbo das extremidades, que, às vezes, lhes escapando das mãos, machucavam-lhes os pés.

E o que queria isso dizer?

Eram as famílias que tinham chegado da roça para passar o Ano-Bom com os parentes, convidando-os para a véspera de S. João em seus sítios e fazendas.

Aquelas cujas relações não iam além da Corte, reuniam-se igualmente, completando o aspecto pitoresco dessa cena, mais ou menos populosa, segundo os tempos em que esses costumes eram de rigor.

Com antecedência, já os presentes de festas principiavam a chover, e as escravatura a fazer-se interessada na felicidade de seus senhores.

E as tradições consolidavam as bases da família, e o reinado das superstições iluminava-se da esperança.

O dia de Ano-Bom era a época em que os membros de uma mesma família congregavam-se. Vindo por vezes de grandes distâncias, passavam juntos, no meio do prazer e das felicitações, até depois de Reis.

Para ver despontar o Ano Novo, ninguém dormia antes da meia-noite, pois era da crença popular que quem se conservasse com os olhos abertos até depois daquela hora, veria romper a aurora do ano seguinte.

Então, concluídas as magníficas ceias, as cantorias ao Menino em seu presepe, no fim das pilhérias dos velhos matutos, de diálogos extravagantes, os inocentes namoros ferviam nas salas, ao diapasão do barulho dos pratos que se lavavam nas cozinhas, das rascadas das senhoras com as negras, do ressonar dos meninos estirados nos sofás e nas cadeiras da sala da frente, à espera do sinal do Ano Novo.

Quando o relógio batia meia-noite, uma onda marulhosa de alegria espraiava-se pela assembléia, ao passo que as mucamas, os molecotes, as crias em fraldas de camisa, penduravam-se às sacadinhas da escada que deitava para o quintal, pasmados de nada descobrir, mas com os olhares fitos nas trevas que amortalhavam o Ano Velho.

- Boas saídas e melhores entradas! - diziam os pais aos filhos, as irmãs aos irmãos, os parentes e amigos entre si, abraçando-se, beijando-se, saltando de contentamento.

Nas casas em que havia bailes, o mesmo costume coroava a tradição, aos sons da música, ao brilho das serpentinas faiscantes, aos risos que corriam límpidos de uns lábios de rosa.

Isso, porém, que prolongava a festa, mudava completamente no dia primeiro. Da manhã à tarde, as visitas faziam-se, desfilavam numerosos os portadores de presentes, sendo de preferência contemplados, nas freguesias, o vigário, os médicos e o fiscal.

As banda militares tocavam às portas e nos saguões das casas dos generais, dos ministros, da pessoas gradas, dando as boas festas; compensando-lhes a atenção alguma cédula vultada ou peças de dinheiro em ouro.

Enquanto nos armazéns de comestíveis o comércio encaixotava dúzias de garrafas de vinho, acondicionava queijos do reino, presuntos, caixas de figos e ameixas, diversos gêneros destinados aos fregueses do ano; enquanto do convento da Ajuda, riquíssimas bandejas de prata, com a firma do indivíduo presenteado, armadas de doces, saíam umas após outras; era curioso de ver-se o que passava nas ruas, entretendo os abelhudos que comentavam dos sobrados.

Por toda a parte encontravam-se negros do ganho, de camisa de algodão por fora da calça arregaçada, conduzindo em cestos um leitão de barriga para cima, amarrado de pés e mãos, com o focinho apertado com um barbante grosso, guinchando, acercado de galinhas, patos e marrecos, com a cabeça pendente das beiradas do cesto e enfeitados nas asas com lacinhos de fita. Para contrapeso, o ganhador não deixava de levar um galo ou um peru na mão livre, também enfeitado de fitas estreitas, geralmente verdes e azuis.

Ao presente era de praxe acompanhar um cartão de visita ou uma carta, concebida mais ou menos nestes termos:

"...Boas saídas e melhores entradas lhe desejo. Incluso, encontrará vosmecê um leitãozinho, umas galinhas e um peru, para mais um prato do seu jantar..."

Aqui e além apareciam carregadores com caixotes de vinho ou com caixas de açúcar, criados de libré precedendo escravos enviados com dádivas principescas, tais como colchas da Índia, aparelhos da China, baixelas de prata, cavalos de montaria, fazendo contraste com a crioula ou mulata de casa menos rica, que seguia com um pão-de-ló, um bolo inglês, um pastelão numa salva modesta, coberta com uma gaze cor-de-rosa, com um tope de flores artificiais no centro, atravessado por um cartão ou um escrito.

Na Bahia, além de todas essas ofertas, estava nos hábitos darem-se escravos no dia de Ano-Bom. Assim, com um molequinho, uma moleca, um casal de negros novos, obsequiava-se os meninos, as moças ou os chefes de família.

Naquela província, onde as cadeirinhas estiveram constantemente em uso como meio de transporte, não causava espanto entrarem por uma casa dois negros de casaca de portinholas com vivos amarelos ou vermelhos, de chapéu de oleado com galão, calça curta e um pau ao ombro, acompanhando o portador de uma carta na qual se lia: "...Como uma lembrança de Ano-Bom, ofereço-lhe essa parelha de negros de cadeira, pedindo desculpa de não ser coisa suficiente..."

A isso não se limitavam os presentes. Pessoas havia que ofertavam casas e palácios. O paço de S. Cristóvão foi um presente de Ano-Bom, feito pelo negociante Elias Antônio Lopes a D. João VI, que o vendeu ao Estado, quando se retirou para Portugal.

Considerava-se uma grande falta, um crime, a ausência dos parentes mais chegados no jantar da família. Ninguém relevava essa falta, pois acreditava o povo que o que se fazia no primeiro do ano, se faria o ano inteiro.

Daí se depreende que cada um queria estar nesse dia com os seus, que todos vestiam roupa nova, que se brincava, tocava, cantava, a fim de que o conceito popular se realizasse em sua plenitude pressagiosa.

Os escravos, que nunca foram estranhos às alegrias ou desgraças do nosso lar, ganhavam festas, tinham folga, divertiam-se também.

Por ocasião dos banquetes fidalgos ou dos jantares menos opulentos, ao calor dos brindes, ao alarido da canção:

Como canta o papagaio,
Como canta o periquito...

os convivas entusiasmados proferiam longos discursos, os rapazes recitavam colcheias (1), as moças tímidas e vergonhosas abaixavam os olhos às palavras "amor", "meu bem", refervendo a animação nas saúdes em honra aos mais velhos, à família reunida.

As visitas oficiais e as de amizade faziam-se imprescindíveis. Havia cortejo no paço, os presepes pernoitavam iluminados, e - Boas Entradas! - Boas Festas! - eram moeda corrente de civilidade entre a população.

Depois de certo período, quando o Brasil fez timbre em imitar o estrangeiro no que ele tem de pior, entendeu que para parecer-lhe bem, cumpria desquitar-se das usanças tradicionais, quando eles as mantêm intatas.

Não compreendendo este país que ninguém pode ter sorrisos nas terras para onde vai em busca de fortuna, supôs que a coisa assim se passava lá por fora, e anda preocupado com um futuro que não lhe pertence.

Das nossas festas ninguém mais se lembra; os laços de família quase não existem; do dia de Ano-Bom, de grandioso e expansivo que era, nem nos restam vestígios!

E em troca de todo esse passado nos impinge a Europa cromos e folhinhas!

NOTA (de Luís da Câmara Cascudo):

(1) A colcheia desapareceu do uso poético, na forma clássica. Era um mote em dois versos para ser glosado em décimas. Obrigatoriamente a colcheia figurava na décima como o quarto e o último dos versos. Na poesia sertaneja denomina-se colcheia a uma sextilha, ABCBDB. Vaqueiros e Cantadores, Livraria do Globo, Porto Alegre, 1939.

Do livro Festas e Tradições Populares do Brasil (Ediouro, Rio de Janeiro/RJ, cerca de 1985), onde Melo Morais Filho narra os costumes brasileiros relacionados com a passagem de ano, em fins do século XIX e princípios do século XX.

Feliz Ano ''tudo'' novo
by-Caio Lucas

Feliz tudo novo... até o tanto que desejar.
O hoje é eterno, vai ser para sempre,
o amanhã vai ser passado,
dê graças ao amor, deixe que seja feliz,
receba o que é seu de direito,
plante uma flor, ofereça ao sol,
sinta o perfume exalado pela madrugada,
vez ou outra deixe as lágrimas lavarem sua alma.

Vem outro ano, não tão novo assim,
tenho sonhos prontos para realizar,
amigos para conquistar, mãos para seguir junto,
e construir, muito, tudo de novo,
agora vou caprichar, quero carregar no carinho.

Quando amanhecer, conheça pessoas,
deixe que os dias façam os meses, não você,
se acerque de pessoas, todas, muitas,
deixe que o ajudem, que tal também repartir,
doar um pouco de sua alegria, do seu amor?

Quando sair pela manhã, pare, olhe para o céu,
não peça nada, não agradeça, apenas olhe,
saiba que Ele está lá e que você O respeita,
creia na sua palavra, sem medo, sem fanatismo,
não peça perdão, tente não cometer os mesmos erros,
quando anoitecer, descanse e sonhe com um novo dia.

Senhor, hoje peço pelos meus amigos,
que de mãos dadas sigam seu caminho,
ano novo não é vida nova, é continuação,
siga ensinando, aprendendo, ouça antes de julgar,
ame com o coração sem medo, sem preconceito,
deixe o sorriso sair, chore, grite e viva a vida.

Feliz Ano ''tudo'' novo.

Dar uma virada
Celito Medeiros

Dar uma virada,
muitas vezes na vida,
sem deixar ferida,
é a arte conquistada!

Virar o ano e se virar bem
é o desejo que vem!
2004

Curiosidades sobre alguns países e o Ano Novo

Áustria

Os austríacos têm o hábito de jogar chumbo derretido num copo com água no momento em que o relógio soa a zero hora de um novo ano. As figuras que surgem quando o chumbo esfria são guardadas pelas pessoas como um amuleto que irá ajudar na realização dos pedidos feitos na passagem do ano.

Brasil

A passagem do ano no Brasil tem características de todos os povos que colonizaram o país. A passagem do ano tem nome francês, comida italiana e festa no melhor estilo brasileiro, com muitos fogos de artifício, confraternização entre os familiares e amigos e oferendas às entidades do candomblé, da umbanda e para os anjos da guarda.

China

Na China, o Ano Novo é celebrado durante seis semanas entre os meses de janeiro e fevereiro. Tradicionalmente, nesse período os chineses fazem uma bela faxina em suas casas para espantar os maus espíritos e atrair boa sorte. Na noite da véspera do novo ano, todas as luzes ficam acesas para representar calor humano, amizade e reconciliação. À meia-noite, há uma grande queima de fogos. Os chineses acreditam que o barulho do foguetório espanta os espíritos indesejáveis. Na China, usa-se a cor preta para dar sorte.

Dinamarca

Depois de uma ceia a base de peixes e batatas, os dinamarqueses aguardam ansiosamente pela meia-noite. Quando o relógio está prestes a soar as doze badaladas, todos na família sobem em cadeiras. Assim que dá meia-noite, pulam da cadeira para o novo ano e brindam com champanhe.

Escócia

Na Escócia, um dos costumes mais tradicionais da festa de Ano Novo, é a de homens e mulheres que nunca se viram beijarem-se na boca. Some-se a isso o ainda mais tradicional hábito de beber uísque em toda e qualquer comemoração e está garantido um dos reveillons mais animados da Europa.
Na Escócia, existe uma superstição bem engraçada sobre a primeira visita que se recebe no ano. Se for um homem moreno, ótimo. É um bom presságio. Se for um sujeito ruivo, a visita é considerada um mau agouro. Mas eles acreditam que azar mesmo terá aquele que abrir as portas para uma mulher.
Ainda os escoceses: enquanto todos os países de língua inglesa chamam a festa de reveillon de New Year's Eve ("véspera de ano novo"), na Escócia a data é conhecida como Hogmanay, que vem do gaélico oge maidne ("nova manhã").

Espanha

O peru também é o prato principal servido na Espanha. Além dele, também é feito um delicioso prato com bezugo (um tipo de peixe) assado com batatas. São feitos também doces de marzipan com formas de figuras, pães doces amanteigados e torrões à base de amêndoa e mel. Mas como o povo espanhol é muito festeiro, as comemorações já começam no dia 28 de dezembro, dia dos Santos Inocentes, que equivale ano nosso dia da mentira, e vai até o dia 5 de janeiro, quando eles comemoram a chegada dos reis Magos, que é até mais celebrado que o Natal. Nesse dia fazem as cavalgadas de reis nas cidades e é preparada a rosca de reis. Dentro dessa rosca colocam várias figuras e brinquedinhos para as crianças.
E a passagem do ano em Madri é uma super festa. Lá, todos vão a Puerta del Sol, onde há um relógio, e cada um leva seu próprio pacote com 12 uvas. A cada badalada do sino do relógio, comem uma uva e fazem um pedido. Quem não vai até lá, acompanha a transmissão da televisão. Depois há uma grande confraternização e as pessoas brindam com cava, a champanhe espanhola, e bebem muito vinho e anis, sem gelo.

França

Na França, que deu o nome Réveillon para a data, a passagem do ano é uma grande festa entre amigos, na qual se saboreia bons pratos, mas sem um menu fixo. Algumas  pessoas costumam preparar ostras e diversos outros frutos do mar para a ceia de Ano Novo. Alguns aproveitam para comer o tradicional fígado de pato e ostras cruas. Mas o ápice da festa, sem dúvida, é a meia-noite, quando todos se beijam e tomam muita champanhe. Na França, em alguns lugares, fala-se Réveillon e, em outros, dia de São Silvestre

Grécia

Na Grécia, também há queima de fogos e peru assado, mas há dois pratos diferentes que são preparados especialmente para essa data. Um é o melomakarona, um doce parecido com a nossa rosquinha feito com semolina, farinha, mel e canela.
O outro é feito com os mesmos ingredientes do panetone só que é em formato de bolo e contém também uma moeda de ouro. Na passagem do ano, o bolo é cortado entre todos os participantes da festa e quem ganhar a moeda terá muita sorte durante todo o ano. E é da Grécia que vem a tradição de comer romãs. Lá, eles a jogam no chão para quebrá-la e dividir entre todos.

Índia

Na Índia, existem mais de 12 calendários religiosos. No Norte, o ano começa a Festa de Dîwâlî, no outuno. Os indianos colocam luzes por todas as partes. O ano novo é muito comemorada com festas nos hotéis e queima de fogos nas ruas. Na Índia, são atirados na fogueira objetos que representam impurezas e doenças.

Inglaterra

Nem mesmo o frio impede que os ingleses saiam de casa para comemorar a passagem do ano. Em Londres, os jovens vão até a Trafalgar Square aguardar o Big Ben dar a última badalada do ano e festejar vendo os fogos de artifícios e tomando cervejas quentes. E as famílias fazem verdadeiros piqueniques no Speaker's Corner do Hyde Park, um parque muito bonito perto do Palácio de Buckingham.

Irlanda

Apesar de pertencer também ao Reino Unido, a Irlanda tem uma festa mais comportada, comemorada dentro dos pubs.

Itália

A nossa tradição de comer lentilhas vem da Itália. Assim como os bailes e comemorar dançando a noite inteira nas discotecas.

Japão

Como não são católicos, comemoram muito mais a passagem do ano do que o Natal. No dia 31 de dezembro as famílias vão aos templos de sua religião, xintoístas ou budistas, por isso as ruas ficam lotadas e há também queima de fogos. Antes de irem aos templos, as famílias jantam macarrão.
Para eles, esse alimento trará fortuna para toda a família. No dia seguinte, é costume no Japão saborear algum tipo de cozido bem saboroso feito especialmente para a data, geralmente à base de pargo (um tipo de peixe), ovas de peixe, camarão ou um tipo de feijão. Antigamente, a festa durava três dias e o comércio não abria, mas hoje a tradição já está mudando. No Japão, é comum fazer uma cerimônia de limpeza na casa e pendurar uma corda de arroz na entrada, para afastar os maus espíritos.

País de Gales

No País de Gales, por causa do frio intenso, só os mais jovens costumam celebrar a data fazendo festa na praça central, tomando muito bayle, um cremoso licor irlandês e muita cerveja quente.

Portugal

Uma das manias dos portugueses é sair às janelas de casas batendo panelas para festejar a chegada do novo ano. Só não convém chamá-los de "paneleiros", o mesmo que "bicha" para nós.

Tailândia

 O Ano Novo começa na metade de abril.

Vietnã

Os vietnamitas comemoram o Ano Novo, que eles chamam de Tet, no dia 10 de fevereiro. Nessa data, todos acordam cedo e vão à igreja. As mulheres vestem vermelho e amarelo (porque são as cores da bandeira do país) e os homens usam roupas pretas. Na igreja, comem um bolo especial, feito com arroz, feijão e carne de porco. Depois de meia hora, são distribuídos os "envelopes vermelhos" para as crianças, cada um com 10 ou 20 dólares dentro.

Ano Novo...
Myriam Peres

O ano já se acabando
E no eco dos estertores
Finda-se mais uma etapa
E no abismo dos desamores
Chegando ao fim minhas dores...

No ruir desse abismo, adiante
Surge como almas errantes
Os desacertos constantes
Final de muita ilusão
Cortados rentes ao chão...

E fico serena a observar
Todo esse desmoronar
Tudo assim se acabar
Estou apenas a olhar
Apenas a observar...

Estou retirando a mortalha
Arrancando fora farrapos
Tirando todos os trapos
Para desaparecerem com o ano
Sumirem com os desenganos...

Os lixos que se amontoaram
As teias que se vasculharam
Foram atiradas , jogadas
Para sumirem cremadas
Em pó, sendo lançadas...

Surge enfim um novo ano
Que venha cumprir os planos
Dando novas esperanças
Quero voltar a ser criança
Sonhando com a bonança...

Ano Novo, vida nova
Novas esperas ansiosas
Sentir no ar mais amores
Voar como os beija-flores
Encantando a razão
Brindando o coração...

Quero me embriagar de carinhos
Toda brilhante e fervorosa
Sentir novamente a razão
Amar muito com paixão
Toda linda, esplendorosa...

E, nesse encantamento que nasce
Erguendo ao ar uma taça
De vinho embriagador
Viver o que me resta ainda
Minha vida toda em flor...

Simpatias de ano-novo, um hábito milenar

Entra ano, sai ano e um hábito milenar continua resistindo ao tempo. As simpatias dão um toque todo especial na passagem do ano-novo. Especial e, em certos casos, engraçado, já que muitos exageram na coreografia. Por exemplo: atravessar de um lado a outro da rua com o pé direito, à meia-noite, pode dar sorte, mas o mau jeito leva a uma dolorida contusão.

Lavar os pés com champanhe, usar roupa na cor laranja, botar uma folhinha de louro na carteira são receitas menos arriscadas para quem sonha em atrair amor e dinheiro no ano-novo, de acordo com a crendice popular. E mais: comer lentilha, defumar a casa com casca de romã seca e guardar sementes de uva enroladas em papel vermelho ou cor-de-rosa também ajudam a ter sorte no amor.

Uma para quem sonha com a prosperidade: procurar um lugar descampado e plantar sementes de girassol. E quem deseja um relacionamento afetivo duradouro deve tomar banho de chá de morango, do pescoço para baixo.
É difícil encontrar alguém que não seja apegado a algum tipo de simpatia no dia 31 de dezembro. O branco, por exemplo, é cor obrigatória na maioria dos casos. Mas é bom evitar o "branco total", para não correr o risco de passar o ano todo em brancas nuvens.

Muitas mulheres fazem questão de começar o ano-novo usando calcinha branca, de preferência nova. Outra corrente defende a calcinha amarela, para atrair dinheiro. Aí cabe a pergunta: e para atrair dólares, vale calcinha verde? Há, também, quem prefira chupar doze uvas, fazendo doze pedidos - um para cada mês.
E há, ainda, quem siga os conselhos dos esotéricos que recomendam um banho de ervas para purificação no primeiro dia do ano. Importante: o seguidor desse ritual deve mentalizar que está num jardim, "conversando com os mestres Buda, Cristo e Gandhi". Muita gente que gosta de curtir o reveillon no mar não abre mão dos sete pulos nas ondas e dos presentes jogados para Iemanjá.

Na Babilônia

No ano 2000 a.C., já se comemorava o ano-novo na Babilônia (Mesopotâmia). No Cigarat - um templo em forma de torre - faziam-se sacrifícios de alimentos aos deuses da fertilidade Marduk e Dumuzi. Desde essa época a passagem do ano sempre teve significados especiais, geralmente associados à idéia de esperança, de começo.

Em busca de poder, amor, sorte, dinheiro, felicidade, surgiram outras formas especiais de celebração do ano-novo. Na Índia, são atirados na fogueira objetos que representam impurezas e doenças.

Na China, usa-se a cor preta para dar sorte. No Japão, é comum fazer uma cerimônia de limpeza na casa e pendurar uma corda de arroz na entrada, para afastar os maus espíritos. No Brasil, costuma-se misturar um pouco de cada cultura, sempre em meio a um altíssimo astral.

Antigas receitas ainda são usadas

Os mais diferentes povos do planeta aproveitam a chegada do ano-novo para celebrar a chegada de boa-sorte e prosperidade. Ser feliz no amor, ter dinheiro no bolso, esbanjar saúde e beleza, ficar livre dos maus fluidos: isso é tudo o que se pode querer na vida. Mas nem sempre é possível. O jeito então é dar um empurrãozinho na sorte para ver nossos sonhos se realizarem.

No Brasil, por exemplo, comer caranguejo (que anda para trás) ou galinha (que cisca para trás) traz azar para o ano-novo. Em lugar do chester ou peru de Natal, muita gente prefere comer camarão, por ser comida sofisticada, para atrair prosperidade. Para atrair dinheiro, não deixe faltar em sua ceia de réveillon romã.

No antigo Egito, a fruta tinha tanto poder que chegou a ser usada como dinheiro. Fora isso, o vermelho das sementes da fruta é associado ao sangue, símbolo de vida e de saúde.

No Japão, no dia de ano-novo as pessoas costumam comer algas para ter sorte. E, segundo a tradição popular, quem tem um comércio deve lavar o chão com algas para trazer prosperidade. No Norte da Europa, é tradição que, logo após a meia-noite, se abra a porta de entrada para dar boas-vindas aos desejos e deixar a sorte entrar no lar. A sabedoria popular fornece as receitas. Mas para que elas surtam efeito é preciso acreditar. Que tal experimentar?

Banhos de purificação

Quem nunca ouviu falar em banhos de limpeza? Se funcionam ou não é outra história, mas muita gente, mesmo não acreditando em nada disso, sempre acaba fazendo. Os místicos aconselham, antes da virada, que se tome um banho de sal grosso. Dilua em um litro de água três colheres de sopa de sal grosso. Jogue do pescoço para baixo ao mesmo tempo em que mentaliza a limpeza do corpo de toda energia negativa. Lembre-se de que todo o banho de limpeza, purificação ou atração deve ser feito somente após o banho de higiene.

Para os que preferem fazer um banho de proteção (o banho de sal grosso pode ser feito um dia antes), aqui vão algumas dicas. Basta escolher uma erva ou flor, também pode-se usar três ou sete flores, o mesmo vale para as ervas. Macerar com um pouco de água (se a planta estiver fresca) e colocar em água fervente.

Adeus Ano Velho, Feliz Ano novo
"Renascimento"

Jane Lagares

Nova gravidez,
cíclica, previsível.
Velho ano, entropia e fim!
Tantos encontros, tantos sorrisos e dores,
redesenhadas nas bases do ano anterior..
que também foi gerado e foi novo,
também pariu um novo ano, que hoje vira senil
Barriga da vida apontada para o futuro,
assim como seta de esperança,
de retomada.
Criança esperada,
irmão mais novo,
como se único fosse,
num janeiro, num primeiro..
Tantos planos,
renascimentos..
Hora do parto,
parta ano velho..
Deixe nascer o novo e misterioso ano de luz,
deixe nascer e brilhar, enquanto também não envelhecerá...
Venha que nem filho querido,
inteligente
carinhoso,
feliz..
Venha e faça-me uma nova pessoa junto com você,
uma pessoa melhor.
Traço aqui meus melhores planos,
meus melhores redesenhos de vida,
coloque-os em tela,
pinte quadro de cores muitas,
de belas cores,
emoldure-o,
enfeite meus dias..
Nasça novo, nasça vida!
DESEJOS DE UM FELIZ 2004 !!!

Meus queridos Amigos Lunáticos,
Zélia Balbina

Espero que o próximo ano
venha repleto de esperança,
colorido de alegrias,
salpicado de imaginação...
enfim que ele venha pronto
para ser degustado e saboreado
nesta nossa mesa
de infinita inspiração.

Superstições ou Simpatias

É meia-noite no mundo, noite de 31 de dezembro. E, respeitadas as diferenças de fuso horário, promessas são feitas, desejos pensados, mal-entendidos superados. Momento mágico em que queremos acreditar que a mudança da folhinha no calendário pode dar um nossa vida. Aos nossos sonhos.

Se as superstições dão resultados ou não, não importa. A gente quer mais é começar o ano com o pé direito e, por pé direito, entenda-se muita festa e alegria. Mesa farta, música, amigos e parentes por perto, cada um de nós faz pequenas "mágicas" para garantir que o ano seja perfeito.

Estes rituais acontecem no mundo inteiro e tem significados super interessantes. Por trás deles, está uma certeza antiga: através destes gestos cuja origem se perde no tempo, a gente vira parceiro do destino – ou de Deus – e ajuda as coisas boas a acontecerem.

Finalmente, o Reveillon - (Acordar) - Pobres e ricos confraternizando a chegada do Ano Novo. Oferendas a Iemanjá são feitas em grande parte do litoral brasileiro. Como este costume, há também a simpatia das águas. Se você mora perto das águas, leve rosas brancas, perfume e muita moeda, jogando tudo com muita fé nas águas do mar.

ANO NOVO
by Baby®

Eu queria ter a magia
De encontrar a cartola dos desejos
Aí então eu tiraria
Lá de dentro, um realejo

E no próximo Ano Novo
Sairia pelo mundo a tocar
Tirando a sorte do povo
Em tiras douradas a sonhar

E todos teriam um só desejo:
Que a paz voltasse a reinar
No nosso mundo em desespero
Com tanta guerra a ameaçar

Como não tenho esse poder
Só me resta então orar
E pedir a Deus que volte a crer
Nos ser humano ainda capaz de amar!

FELIZ ANO NOVO
Monica Camargo Ferreira

Renovando sonhos e esperanças
colher frutos e plantar sementes
Levamos passado nas lembranças
e abraçamos desafios presentes

Um novo ano com novas diretrizes
nas raízes do aprendizado deixado
Permite alcançar momentos felizes
cada conquista do desejo traçado

Felicidade na estrada é companheira
sem importar obstáculos inesperados
Perseverança sempre opção certeira
alia otimismo e garra encontrados

Que o caminho percorrido aponte
nas dificuldades vividas a vitória
E anseios pousados no horizonte
realizados completem sua estória

Que os pequenos e grandes gestos
de cada dia cercando o nascer do ano que principia deixem brilhar nos corações
a magnitude do amor compondo a bagagem
com esplendor que impulsiona e comanda
cada passo vencedor

Com a força que nos faz avançar
e emociona escalada rumo à felicidade
deixo neste instante meu desejo sincero de um
Feliz Ano Novo à quem muito estimo
e considero...Você !

Algumas dicas, significados e curiosidades

A carioca Maria Eugenia Sahagoff ficou especialista em simpatias para a noite de reveillon quando escreveu o livro Feliz Ano-Novo! Faça Tudo Para Consegui-lo. Durante anos ela pesquisou costumes e rituais do mundo inteiro e descobriu que a forma dos rituais muda de um povo para outro, mas o significado profundo que eles trazem embutido é sempre o mesmo porque eles respondem a velhos anseios comuns a toda a humanidade.

Em busca do mar

No seu livro, por exemplo, ela cita “ o conceito primordial de que o oceano é a origem da vida universal - hindus, chineses, polinésios e asiáticos unem-se aos gregos na adoção das águas como princípio e essência divina.” Dai o porque de se sonhar em molhar os pés no mar quando vai chegando final do ano.

Maria Eugênia também explica: “Faz questão de passar o Reveillon próximo do mar quem atribui especial valor aos rituais de purificação pela água e pelo sal. No plano figurativo, estes dois elementos agridem e desfazem eventuais malefícios, retirando-lhes a força. No culto e respeito à água, em todas as tradições, ficam evidentes três realidades principais e concordantes: origem da vida, regeneração e purificação. A água é a fonte de fecundação da terra, tão vital e necessária quanto o sol – umedece o mundo, mata a sede dos homens. Indo além, o mar tem suas divindades e sereias. Prestigiá-las, na passagem do ano, garante as bênçãos destes santos.”

Os fogos de artifício

Sahagoff também nos falou sobre o significado dos fogos de artifício. “A queima de fogos no final do ano é vista hoje, pela maioria dos ocidentais, como um espetáculo meramente pictórico, alegre e comemorativo. Sua origem, porém, é bem diversa. Historicamente, era usado para afastar os maus espíritos, através do som alto, estridente e da luz ofuscante. Ainda hoje, diversos países como a Letônia, Chile e El Salvador mantém viva esta tradição, usando os fogos de artifício com sentido purificador”.

Folhas de louro: sucesso financeiro e purificação

O louro (Laurus Nobilis) “é a planta utilizada na busca e no coroamento do sucesso financeiro e da vitória, não só através da força mas, principalmente, da sabedoria.

Nos rituais de fim de ano, a folha de louro é guardada na carteira, envolta numa cédula, para atrair dinheiro, até o ano seguinte seguinte, quando é substituída por outra, sendo a velha jogada no mar ou água corrente.

Por permanecer sempre verde, mesmo durante o inverno e nunca perder as folhas, o loureiro simboliza a imortalidade. E, por extensão, o amor eterno. Por isso, até hoje, na Europa, um galhinho de louro quebrado em dois tem o condão de manter os namorados juntos para sempre. E as folhas de louro queimadas, mantém o casal unido para sempre”.

Comum na região mediterrânea foi dedicado a Apolo, deus do sol, responsável pela condução do astro em sua trajetória pelo firmamento, durante o dia, e por levá-lo de volta, para trás das montanhas, mergulhando o mundo nas trevas.

O louro tem também uma conotação de purificação – gregos e romanos acreditavam que a planta servia para limpar a culpa dos guerreiros vitoriosos, pelo sangue derramado dos inimigos. Provavelmente essa seria a origem do seu emprego em defumadores de limpeza, até os dias de hoje. O crepitar dos galhos no fogo era um sinal de bom augúrio, da aceitação dos deuses, dos objetivos da oferenda.

Símbolo de poder e glória, eram feitas de folhas de louro trançadas as coroas que enfeitavam a cabeça dos grandes césares da Roma antiga, dos reis, imperadores, de sábios e de toda a sorte de heróis. Talvez venha daí a associação da planta ao sucesso e ao dinheiro que dura até hoje.

Penso

alô?
"a ligação caiu de novo!"
falô?
"quem será esse povo?"
quem fala aí?
é de Parati?
"diga que eu saí,
estou lá em Ijuí!"
tem alguém lá no portão,
querendo falar com o patrão;
"irra, mas que baita confusão,
vou me esconder lá no galpão!
cada fim-de-ano é um estorvo,
penso, e meu mate eu sorvo..."

Moacir et Selena MMIII/MMIV
brilhe a vossa LUZ!


.
..e eu penso que também tenho o Espírito de Deus (I Coríntios 7:40)

Feliz Ano Novo
Elane Tomich

O tempo corre no espelho
e sou de mim, substantivo,
real e subjetivo,
sofisticado e simplório,
entre a fé e o ilusório,
coberto de adjetivos,
em mim, adeus ano velho.

Como se o ano que passa,
fosse divina sentença
executada na praça,
frase do destino, tensa
escrita na luz de

um céu gráfico
repleta de sóis,

astros mágicos
estrela querendo ficar
cometa querendo passar.

Passar a olímpica tocha
o musgo novo na rocha
cobrir de cristais as águas
lavar com água dos olhos
todo pesar, toda mágoa
emergindo d'um mar de abrolhos.

Nasce uma luz de verão,
perfurando em muitas luzes,
o meio do coração.
Livrai-nos, senhor,

das cruzes!
Seremos de ser, alegria,
queimaremos nostalgias
faremos um samba enredo
sem a memória do medo,
com os tons de pele do povo,
desfilando ...

Feliz Ano Novo!

Mais Dicas de simpatias...

- Comer doze uvas verdes, à meia-noite do Ano Novo, para ter dinheiro em todos os meses do ano, também é bom.
- Guardar em lugar seguro, para ninguém achar, a tampa da garrafa de "champanhe" usada na festa de Ano Novo, que tenha feito muito barulho, chama dinheiro.
- Defumar a casa, no fim do Ano e véspera do Ano Novo, com um defumador feito com carvão, xerém e açúcar, além de chamar a sorte e dinheiro, tira, também, o azar do ano velho.
- No dia de Reis (6 de janeiro), colocar três caroços de romã dentro da carteira, para ter dinheiro durante o Ano Novo.

A meia noite depois dos abraços, há muito o que fazer

PULAR SÓ COM O PÉ DIREITO. Você estará atraindo boas coisas para a sua vida, pois, segundo a Bíblia, tudo que está à direita é bom.

JOGAR MOEDAS, da rua para dentro de casa (se você mora no térreo, por favor). Dizem que atrai riqueza para todos que moram no lugar.

DAR TRÊS PULINHOS, com uma taça de champanhe na mão, sem derramar uma gota. Depois, jogar todo o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar. Você deixa para trás tudo de ruim. E não se preocupe em molhar os outros: quem for atingido pelo champanhe terá sorte garantida o ano todo.

SUBIR NUM DEGRAU numa cadeira, enfim, em qualquer coisa num nível mais alto. Diz o folclore que isso dá impulso a sua vontade de subir na vida. Comece, é claro, com o pé direito.

FAZER BARULHO: é uma forma de afugentar os maus espíritos que os povos antigos praticavam. Vale apito, batucada, bater panelas, desde que seja exatamente à meia-noite. Dizem que não há mal que resista.

ACENDER VELAS NA PRAIA ou jogar rosas nos espelhos de água, em intenção de Iemanjá. A deusa africana protege seus fiéis, com saúde, amor e dinheiro o ano todo, dia o candomblé.

LENTILHAS: uma colher de sopa é suficiente prá assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem desta supertição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes.

NOZES, AVELÃS, CASTANHAS E TÂMARAS: estas, trazidas para cá pelos imigrantes de origem árabe, são recomendadas para garantir fartura.

UMA NOTA DE DINHEIRO DENTRO DO SAPATO: os orientais dizem que a energia entra no nosso corpo pelos pés. Vai daí, o dinheiro no sapato atrai mais e mais riquezas.

Além do belo costume de receber o Ano Novo com fogos de artifícios,  ainda existe os sinos tocando e muita música, tudo à meia-noite. Enfim os desejos, pedidos, simpatias e sonhos sonhados.

Projeto Mínimo
Aldo Cordeiro

Todo ano, a mesma história se repete, os grandes desejos de que grandes coisas aconteçam, de que a paz, a felicidade e tudo o mais estejam presentes em nossas vidas: "um próspero ano novo", como dizem os cartões. O ano novo começa e os jornais repetem velhas matérias: violência, desgovernos, decepções, lamentos, guerras, desemprego... e, cada de nós, muitas vezes, não consegue realizar nem aquele projetinho de perder uns quilos. E lá vamos nós, outra vez, remando, aos trancos e barrancos, para mais um ano... novo.
Todos nós queremos o melhor da vida, para nós e para nossos amigos. Mas, a dimensão que damos a um ano que começa é tão grande que, quando ele vai sendo vivido, conta a conta do rosário do tempo, gota a gota dos projetos e sonhos, a distância entre a intenção e os fatos implode as fantasias de um ano desejado.
Talvez se nós diminuíssemos o tamanho do sonho, ele coubesse na noite de nossas vidas. Tentarei fazer isso, agora, imaginando o ano como uma sucessão de 365 dias, pequenos para grandes ousadias, mas enormes para as pequenas e decisivas transformações. Vou contar a vocês, que me acompanham no dia a dia, pessoalmente ou através dessa telinha mágica, o meu projeto. Vários desses desejos podem ser idênticos aos seus. Ótimo. Poderemos torcer uns pelos outros, poderemos ajudar uns aos outros, com palavras de incentivo, com idéias, com a experiência de quem for conseguindo.

Meu projeto mínimo para 2004

Pretendo: passear bastante com Amanda, fazer um pouquinho de ginástica, viajar para três lugares diferentes, colocar um vazo de planta na cozinha e outro na sala, ir ao cinema, ao menos, uma vez por mês, telefonar pros meus pais todo mês, fazer uma agenda-mural e colocar ao lado do micro, com todos os aniversários dos amigos e seus e-mail's e telefones, cuidar com carinho do meu estômago, doar uns livros, comprar um mural de imãs, ler uns dez livros, escrever bastante, mudar de provedor de internet, nadar numa piscina, participar de, pelo menos, uma roda de amigos em torno de uma fogueira, passar ao largo da propaganda eleitoral do próximo ano, consertar a bicicleta da Amanda e a minha impressora, ir ao Jardim Botânico e ao caminho do Pão de Açúcar, na Urca.
A lista é imensa. Muita coisa querendo ser acontecida. Para vocês não ficarem cansados ( se é que, a esta altura, ainda estão lendo), vou acrescentar mais uma coisinha: desejo juntar todas as indicações profissionais, perdidas em mil cartões e pedaços de papel e colocar tudo no computador, uma espécie de classificados. Depois, posso compartilhar com quem quiser.
E ainda: tomar sorvete no verão, seis latinhas de cerveja no ano e umas duas garrafas de vinho, não esquecer o protetor solar, ouvir os amigos que quiserem ser ouvidos, respirar com mais tranqüilidade, fazer carinho sempre que tiver em quem. Em dezembro, participar do natal sem fome, que virou um evento nacional, uma comunhão.
Prometo não planejar fazer nada muito complicado. Chega de sonhos impossíveis.
Por último, desejo a todos os amigos, todos os dias do próximo ano, projetos possíveis de serem realizados, pois o ano vai recomeçar, mas a vida é a mesma.
Para que as nossas vidas tenham muita luz, calor e fertilidade, desejo que o sol nasce todos os dias e se ponha, com o máximo de beleza, que a lua esteja cheia uma vez por mês, que as estrelas não percam o brilho, que a chuva não nos abandone e nos abençoe, trazendo novas flores e frutos, que a mãe terra perdoe as nossas agressões, que aprendamos a respirar devagar e profundamente, absorvendo o elo divino a cada instante.

Um abraço em cada um.

Previsões para 2004

A previsão é um potencial de acontecimentos com chances de 70% de ocorrer . Existem 30% que representam o livre arbítrio das pessoas envolvidas, as influências externas e o imponderável. Se as energias emanadas permanecerem como no dia da previsão, o acontecimento citado seguramente irá acontecer.
As previsões para 2004 aqui publicadas foram feitas na primeira quinzena de Novembro de 2003.
Isto nos permite o tempo necessário para se não gostarmos do que está previsto, tentarmos com nossas atitudes do presente, modificá-las positivamente à nosso favor , acrescentando os 30% mutáveis do livre arbítrio.
Há ainda a ser considerado que pode ser uma situação carmática e só atitudes benéficas (darmas) que beneficiem uma coletividade e o pensamento positivo (a psicotronia) tem a possibilidade de modificar o futuro, que é uma decorrência do presente.
Outra opção é o uso da Cromoterapia, o conhecimento e a prática da transmutação de energia através das cores, que são atuantes e podem mudar situações. E sobretudo usar o discernimento, ou seja, a capacidade de optar que leva a escolhas com mais chances de um final feliz. A grande vantagem de "adiantar o futuro", é ter a chance de com critério, mudar os acontecimentos para que nos sejam favoráveis

Questionamento
Marisa Cajado

Entrando em 2004

Refletindo...
Novos fogos
Pedidos novos
Novos sonhos
Roupa nova
Nova ceia
Ano novo!
Questionei

Mas o que há de novo?

Perspectiva
Paola Caumo

Quero um ano apaixonado
Com amor, amante, namorado
Quero muitos amigos ao meu lado
Pra rir, chorar, contar enfados

Quero um ano com muita poesia
Música, dança e alegria
Deixar pra lá a monotonia
E quem sabe perder algumas manias

Quero desejo, gozo e prazer
Nas coisas que terei que fazer
Dar encanto ao viver
Nada, nada de sobreviver

Quero vida, delícias e rosas
Aqui está o meu projeto
Mas venha o que vier estou pronta
Só não pode faltar afeto
 

Astrologia

O ano de 2004 tem como regente o planeta Mercúrio. Mercúrio, ou Hermes, na mitologia, era o mensageiro dos deuses, tinha trânsito livre entre o céu e o inferno. Dotado de asas nos pés, desempenhava o papel de comunicador e mediador entre os deuses e os mortais. Por isso, rege todos os assuntos pertinentes à informação, comunicação e relacionamentos.

Interferência do Planeta

Favorece: os signos de Gêmeos (manhã) e Virgem (anoitecer) ou pessoas com ascendente nestes signos, ou posicionado na Casa III (comunicação) V (talento criativo, jogos, negócios de risco) VI (emprego), IX (viagem ao exterior, estudos profundos, pós, mestrado, publicidade).

Cores: azul, verde e cinza, mescla de cores.

Plantas: Lavanda, funcho, salsa.

Dia da Semana: quarta-feira

Aspectos Positivos: Pode-se esperar um ano de muita expressão criativa, manifestações, discursos, evolução nos sistemas de comunicações, proliferação de livros, jornais e revistas. Muita agilidade.

Favorece o diálogo, transmissão de conhecimentos, senso crítico, mudanças e adaptações.

Os escritores que estão voltados para temas de publicidade, família, conhecimentos superiores, ou comunicações espirituais encontrarão um momento muito propício para manifestar tais pensamentos, já que Mercúrio rege a língua e a expressão de pensamentos para as mãos. Segundo a mitologia romana Mercúrio (Hermes - gregos) é o mensageiro dos deuses, facilitando a comunicação com o mundo espiritual.

Aspectos Negativos: Cinismo, volubilidade, inconsciência, descontrole, crítica, enganos, astúcia, golpes, ladrões, esperteza sobre distraídos ou ingênuos. Precipitação na tomada de decisões. Superficialidade.

Conquistas pessoais ou amorosas enganosas, ardilosas. Trapaças.

Pressa e aceleração causando maior nível de stress e impaciência.

Doenças infecciosas de gânglios, laringe, faringe e pulmões de rápido poder de propagação. Vírus de ar, introduzidos pela respiração.

2004 de Paz
Dayse Maria Moraes

Que ao chegar de um novo ano,
somatizem-se os desenganos,
a jorrarem em forma de espumas,
suaves tal qual as plumas,
da garrafa de vinho espumante,
do peito gentil e galante,
do ano que terminou.
Um brinde ao que chegou,
trazendo consigo a esperança,
de muita força e bonança,
além do amor corriqueiro,
do sentir puro e verdadeiro,
que apenas um simples olhar,
traduz sem nada falar.
Um ano que se inicia,
repleto de luz e magia,
retidas nas mãos do destino,
que mesmo em seus desatinos,
é a voz do Criador,
que semeia alegrias e dor,
na mistura mais natural,
na medida certa e ideal,
para a história da vida compor,
começando pelo interior.
Que este novo ano alimente,
todo sonho que antes dormente,
fosse um elo com a tristeza,
retirando da flor a beleza,
retirando do céu tantas luzes,
retirando do chão as raízes,
retirando do mar as certezas,
e da água o tom da pureza.
Que ao receber aquele nasce,
com um abraço que o enlace,
abram-se as portas ao toque dos sinos,
para os homens e seus destinos,
e que ao som dos rojões,
encontrem-se em seus corações,
deixando tudo para trás,
brindando um novo ano de paz!

Horóscopo Chinês

2004 – Ano do Macaco

Prepare-se para um ano cheio de traquinagens e mudanças bruscas

Este é um ano da macaca! Naturalmente sapeca, o macaco adora brincar e detesta seguir padrões. Portanto, prepare-se para um ano cheio de traquinagens e mudanças bruscas de rumo em todos os aspectos. No trabalho, saiba dançar conforme a música e improvise sempre. Use toda sua imaginação. Invente, aproveite as oportunidades e aprenda a se adaptar rapidamente
 

Confraternização e Fraternização
Nelim Monti

Fala-se tanto em Confraternização nessa época do ano...
Que confraternização, acabou virando evento social passageiro.

"Fraternização"

Devemos vivenciar a fraternização, o sinônimo em si,
durante o decorrer de nossas vidas.
A cada amanhecer temos renovadas as oportunidades
rumo à fraternização.
Deus está sempre a nos mostrar o Seu sorriso.
Basta você prestar atenção aos diferentes momentos apresentados.
O mais importante é nos analisar profundamente, e constatar
se realmente amamos de fato.

Pertencentes que somos de uma mesma confraria,
não podemos deixar que as guerras, injustiças, a miséria,
a fome, violência....
Sufoquem nossas esperanças.
Sejamos solidários uns com os outros
Colocando mais amor na fraternizaçao.
Comece com seus familiares, no seu trabalho, com seus amigos
O mundo se tornará mais justo e fraterno.
Só o amor faz evoluir.
Feliz Ano Novo!!!

Um excelente ano de 2004
Jorge Humberto

Se alguma coisa posso desejar
para este Novo Ano que dá entrada
do quanto não puderem alcançar
se faça uma dupla estrada a prolongar
num meio termo onde falte nada
e o mais quer for, por vós rematada
seja a esperança de a tudo conquistar.

Numerologia

A missão espiritual de 2004

A soma do ano 2004 (2+0+0+4) tem como resultado o número 6, que simboliza a necessidade de enfrentar provas, a curiosidade e os sentimentos profundos. Corresponde à letra hebraica Vau, que significa "olho", ou seja, uma orientação para que você preste mais atenção em tudo o que ocorre à sua volta.

É o numeral da curiosidade, da busca da verdade, das artes e da beleza. Como cada conhecimento é adquirido de forma muito particular, indica a síntese que envolve o consciente com o inconsciente e está presente na alma dos seres humanos como força de orientação.

Neste ano, será importante "desejar" "procurar" para obter a vitória. Esforce-se mais, seja receptivo para obter o progresso material e espiritual. Coloque em ordem as suas idéias; saia da via das tentativas, na qual não temos certeza de nada. Decida-se imediatamente.

"Com isso, o diabo o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e puseram-se a servi-lo".

Monica Buonfiglio

Luz do Ano Novo
®Rick Steindorfer

Luzes que trafegam pela escuridão
abram os portais da eternidade
ampliem no mundo a iluminação
e nos levem a uma vida de qualidade.

Sombras que se escoam pela vida
fujam da luz para os umbrais
cedam ao amor em nossa lida
e aceitem a luz eterna dos sinais.

Novo Ano que ora se inicia
dê-nos a força de seu amplexo
tira-nos de tudo o que vicia
e dê a nossa vida, força e nexo.

Felicidade que habita a consciência
traga-nos o poder da prosperidade
nos ofertando a mais completa abundância
e a energia que existe na eternidade.

Meus Votos de Feliz 2004
Ibi Macedo

Que Deus nos dê um Ano Novo de amor, saúde, paz
e nos dê coragem para, a cada dia,
ficarmos melhores como pessoas.
Que a inocência e a doçura de meu neto Matheus
e de nossas crianças nos inspirem
a amarmos sempre e a entendermos que,
se a natureza do escorpião é picar,
não precisamos ser iguais a ele,
pois a nossa natureza há de ser
ignorar o mal e criarmos a própria felicidade.

Candomblé

Oxossi (Orixá da caça e dos caçadores que habita as florestas) rege 2004 como força da Natureza e impregna a todos com sua cor Azul Pavão ou Verde.
Promove a fartura e nos permite ter esperanças de um 2004 mais produtivo . As devastações das florestas são duramente castigadas por esta força, que então ativa a própria Natureza contra seu predador.

Dia da semana: Quinta-feira

Cor: azul-turquesa

Número: 6

Elemento: ar

Domínio: matas e caça

Oxossi é filho de Oxalá e Iemanjá, irmão de Ogum e Exú. Na África, é o orixá responsável pela caça. Tradicionalmente, é associado à Lua, por ser a noite o seu melhor momento para caçar. Assim como seus irmãos Exú e Ogum, é um guerreiro solitário; não lidera ou comanda exércitos como Ogum, mas luta pela sobrevivência da tribo, pois dele depende seu sustento.

Como orixá, sua responsabilidade em relação ao mundo é garantir a vida dos animais. É o orixá que cultua o próprio individualismo, tendo determinação para qualquer combate.

 

FELIZ VIDA EM 2004
Silvana Duboc

Dentro de algumas horas romperemos 2004.
Na nossa cabeça, isso acontece como se fosse uma grande inauguração. É como se existisse diante de nós um tremendo laço de fita vermelho que será cortado com uma tesoura dourada na presença de inúmeras pessoas.
Então, no instante que a fita se partir e cair ao chão, adentraremos o país das maravilhas como se fôssemos Alice.

Esse engano cometemos todo ano. Faz parte do show vivermos essa ilusão.
Mas o país das maravilhas não existe, não somos Alice e nada vai mudar num passe de mágica.

Nossos sonhos continuarão os mesmos e a impossibilidade de realizar muitos deles ainda será real. Nossas dores continuarão intactas, nossos segredos invioláveis, nossas necessidades concretas, nossas carências incondicionais e certas saudades permanecerão eternas.

A vida de ninguém muda de rumo porque um calendário que marcava um determinado ano passa a marcar outro ou porque os ponteiros dos relógios pulam de onze e cinqüenta e nove para meia noite.

Aquele super regime não será mais simples de fazer, um grande amor não será mais fácil de encontrar, os conflitos com família e amigos continuarão a ser inevitáveis, não teremos como fugir de certas enfermidades, muito menos evitar certas partidas.

Existe uma lista de coisas que não poderemos modificar repentinamente, simplesmente porque a vida de cada um de nós é feita de um dia após o outro que vai compondo uma história dentro de um livro imaginário. Não temos como arrancar páginas ou pular capítulos.
Teremos no ano que vem a continuação desses dias, dessa história.
Teremos o que já estamos plantando há muito tempo.

Muitas das dores às quais viemos nos permitindo sentir ainda estarão lá no ano novo. Quanto àquelas outras, que foram plantadas em nossas vidas pelo destino, cabe a nós lidarmos com elas sem deixar que nos destruam.
Nossos sonhos precisam continuar a ser sonhados, mas com cautela para que não passemos a vida toda apenas sonhando.
Encontrar um grande amor não é assim tão complicado, mas é preciso que se mantenha os olhos bem abertos para poder enxergá-lo. Muitas vezes ele já está dentro da nossa vida e nós não queremos ver.
Divergências com terceiros sempre existirão e mágoas também, mas podemos aprender a lidar com o perdão, é uma questão de exercitá-lo. Quem se predispõe a pedir e dar o perdão ao longo da vida vai adquirindo uma evolução espiritual extraordinária.

A verdade é que nada mudará só porque mudou o ano. O que precisa ser alterado em nossas vidas depende acima de tudo de nós mesmos, não de um calendário.
Não basta estourar um champagne à meia noite e se encher de esperanças que as coisas vão melhorar. É preciso lutar por essas melhoras. É preciso ter garra nos próximos trezentos e sessenta e cinco dias que estão por vir, independente das adversidades que provavelmente vão surgir.

O ano novo não é uma caixinha de surpresas que nos é entregue e onde encontraremos a solução para todos os nossos problemas. Ele é apenas uma nova oportunidade que temos de reciclar nossas vidas e tentar mudar o que está errado, melhorar o que ainda não é perfeito e aceitar o que não pode ser alterado.

Não somos Alice e não existe o país das maravilhas. O que existe é a nossa vida, a nossa realidade e cabe a nós fazermos dela algo que valha a pena, independente do ano que estivermos.

Feliz Vida em 2004!

Cromoterapia

As cores dos desejos

Podemos associar as cores dos elementos aos nossos desejos, sonhos e objetivos para o ano novo.

Vermelho: Amor, Paixão e Sucesso
Verde: Saúde e Riqueza.
Amarelo: Alegria e Prosperidade
Branco: Paz, Romance Esperança
Azul: Serenidade e Amor.

FELIZ 2004 !
Ingrid  "Cigana da Lua"

Amigos Queridos:
2004 esta chegando, mais um ano juntos
com a graça de Deus.
Que ao romper 2005 estejamos juntos mais uma vez.
Que nosso coração jamais se acostume
com o sofrimento, a dor, a guerra e o mal.
Que sempre exista um sonho
e uma estrela em nosso céu interior.
Que nossa mesa seja farta,
a saúde tenha nosso nome,
a fé de nosso coração brilhe na noite escura.
A força e a coragem vivam dentro de nós,
a esperança tenha brilho em nossos olhos.
O amor seja encontrado para o coração carente,
aumente para os que amam,
seja uma doce lembrança quando já é passado.
Que o respeito à vida e à natureza seja nosso ideal!
Que sejamos a Paz em ação em todas as nossas atitudes
e na nossa forma de viver cada dia.
A proteção seja nosso agasalho pessoal e familiar.
Peço por fim que tenhamos forças para passar
o que for inevitável em nosso caminho
e que ao final de 2004 possamos sorrir
com um ano melhor.
Feliz 2004 gente que amo!

Nossos desejos para 2004
Cleusa Bechelani

Vamos lá....
Vamos relacionar nossos desejos para 2004..
Que tal? Quem sabe desejando juntos, sonharemos juntos e conseguiremos juntos.Não se importe se vai repetir os mesmos desejos já citados, escreva...vibre seu desejo no Universo
Comece sua frase com EU DESEJO.

Eu desejo saúde para mim, mãe e pai e para todo mundo, sabedoria, prosperidade, dinheiro, e muito amor,  comida em todas as mesas, educação para todas as crianças, dignidade para todos os idosos e Paz na Terra.

 

Magia e Reflexão

A noite de 31 de dezembro para 1º de janeiro significa muito mais do que uma simples troca de ano. A noite da virada é sempre um convite à reflexão. É, sem dúvida, neste intervalo que as pessoas fazem seus pedidos, clamam por coisas positivas e chutam o pau da barraca, deixando para trás o que não foi legal.

É um momento para recordar, agradecer e vibrar para que boas novas aconteçam no ano que se aproxima.

O fim de ano até pode ser apenas uma data no calendário, mas serve como o fechamento de um ciclo, em que deves rever todas tuas metas e quais os objetivos foram alcançados.

Fazer uma lista de desejos e deixar abandonada dentro de um livro é o mesmo que atirar uma semente no asfalto, pois as chances de sucesso diminuem tanto que dependem de um milagre. Entretanto, se fizeres uma lista de desejos e usar certas técnicas mentais para programar e atrair o que necessitas tudo virá muito mais rápido.

Para chegar ao teu destino será necessário estabelecer um roteiro, calcular gastos, investimentos, tempo, ajuda, disponibilidade e energia.

Faz tua lista de perguntas e encontra as respostas:

1- Como chego onde pretendo?

2- Quanto disponho de chances, como aumentar minhas possibilidades?

3- Quanto tempo, dinheiro ou energia posso aplicar neste projeto?

4- Como incrementar minhas possibilidades de sucesso?

5- O que impulsionaria meu projeto?

Depois de saber onde chegar e quais são os obstáculos a contornar, teu caminho encurta de forma considerável.

Atue sempre em defesa própria, nunca como ataque injustificado, pois neste caso o feitiço poderá retornar multiplicado ao feiticeiro.

Escreva em um papel branco, sem pauta, o nome do vício ou pessoa que deseja afastar de seu círculo em um vidro escuro. Complete com vinagre de vinho ou *água de guerra. Sele com cera de vela a rolha ou tampa. Atire em um rio de água corrente mentalizando o melhor destino para todos os envolvidos, usando sempre frases positivas.

Exemplo: Livro-me para sempre do cigarro, bebida, fulano, excesso de peso, etc.

Quando tratar-se de temas de saúde agregue algo como... consigo gozar de saúde perfeita

Lembrem-se: Usar roupas apertadas durante a passagem do ano pode significar dificuldades para o ano que se inicia.
Roupas emprestadas podem trazer dependência ou ter que conviver com situações desconfortáveis.
Roupas pretas devem ser evitadas. Lembram luto, melancolia. A não ser que tenham detalhes coloridos ou em prata.
Não passe a virada do ano de bolsos vazios. Do contrário, eles continuarão assim pelos próximos doze meses.
Acredita-se que comer carne de espécie que cisca para trás poderá ter influências negativas que podem fazer a pessoa regredir na vida durante o ano seguinte. O costume é comer peixe ou leitão.
Não se deve passar o Ano Novo dormindo.
Quem começa chorando, chora o ano inteiro; quem começa feliz, fica feliz o ano

As portas e janelas da casa devem estar abertas e as luzes, todas acesas na virada do ano.

Faça muito barulho, pule, brinque, dance, acenda as luzes, solte foguetes. Seja Feliz!

10..9..8..7..6..5..4..3..2..1
Feliz Ano Novo!!!!!

Neli Neto

É...mais um ano que se finda...
e com ele o desejo de que tudo que tenha acontecido de maléfico, de desvio de percurso para as nossas vidas, para o mundo enfim, vá embora.

Um novo ano se aproxima...
É o desconhecido que chega criando vultos, formas plantadas na

 esperança latente, que ainda permanece viva, presente firmemente em nossos sonhos.

Sonhos de uma nova vida, de concretização de um ideal.

E mais uma vez, novas estradas são abertas perante nossos olhares mostrando um mundo diferente. Aquele tão esperado e desejado, repleto de amor e paz.

E com ele nascem novos horizontes, novos encontros, novos amores, novos amigos..., inimigos... num círculo de vida. Novas famílias sendo criadas, novos filhos nascendo pra muitos com novas expectativas de uma vida melhor.

Por pior que tudo tenha sido, por mais problemas que nos tenham acometido, Deus nunca nos abandonou em vão. Ele sempre esteve ao nosso lado incontinenti, nos puxando do final do túnel, nos empurrando no cansaço, na solidão, nos amparando nos momentos de indecisão e iluminando a escuridão aparente sempre, sempre..., nos dando a sua Mão.

Nada Ele nos pede em troca, só que não percamos nossa fé e que procuremos em nosso interior, nosso coração uma atitude de vida diferente,  com muito mais amor, ampla, multidirecional, irrestrita, onde cada um de nós, nos encontremos numa única via de luz interior.
 
E é por esta luz, este caminho que se descortina no futuro que iremos trilhar juntos novamente, em busca de sonhos, concretizações. E que ele seja diferente de tudo o que já tenhamos visto antes e que não nos tenha agradado.

Devemos unir nossas mãos e corações num só objetivo, por um mundo melhor. Mundo este onde a violência, o desamor, a guerra, as drogas, as intrigas, a inveja, a mentira, o egoísmo, a falsidade, a destruição, a ganância, a luxúria, o desamparo, a fome e os infortúnios de modo geral, deixem de fazer parte neste horizonte de luz que se adianta, se expandindo, se agigantando criando formas imprecisas, diante dos nossos olhares...
 
Deixemos que só o amor, a amizade, a paz e a esperança como o fogo, se propague dentro de nós, criando chamas intensas de sentimentos altruístas, de uma grande solidariedade firmada na humildade, de um grande amor, de uma grande vida.
 
Amar uns aos outros sempre!!! Renovando nossas crenças, nossa fé num futuro de energia vital onde só encontremos e façamos o bem sem olhar a quem.

Reciclando o que está errado, fazendo de erros e atos passados um estímulo para que possamos nos doar sem medo, sem qualquer receio de entrega, de conduta, de ser feliz.

Vamos redirecionar nossos anseios e desejos numa nova perspectiva de vida, um projeto de amor. 

Podemos, queremos e vamos mudar o mundo.

E começando já a mudança dentro de nós, faxinando não só nossa casa, mas nossa alma, tentando fazer com que nossos passos, nossos planos de vida, nossos sonhos tornem-se uma realidade de força espiritual com muita luz e energia para ser distribuída. E que essa luz crie um raio infinito abrangendo a todos os mínimos cantos de tudo que nos cerca.

Nós podemos tudo !!!

Basta querermos  mudar nossas atitudes, nosso olhar ao mundo, às pessoas ... E fazer ... com que um lindo arco-íris faça parte constante de nossos dias. Pois querer é poder!

Vamos juntos renascer para a vida. Com um novo sol a brilhar por nós, com um novo céu de esperanças e sonhos, com um novo amor universal aceso em nossos corações.

Que os nossos dias sejam sempre um novo ano nascendo, uma nova esperança crescendo dentro de nós.  Com sonhos passíveis de serem concretizados. A nossa verdadeira e total conquista. 
 
Feliz ANO NOVO para mim, para você, para todos os habitantes do planeta Terra.

E que possamos continuar juntos, de mãos dadas, através da poesia nesta nossa grandiosa missão:
de espalhar o amor e a fé SEMPRE !...  a todos os corações.

Feliz Ano Novo
a todos os poetas componentes do Luna´s
bem como seus Amigos e Leitores.

Que 2004 seja um ano diferente, verdadeiro,
nos trazendo uma infinita sorte,
realizando os nossos sonhos mais íntimos.

Que a paz sobreviva
Que o amor prevaleça.

Feliz 2004!!!

Neli Neto

dezembro/200

Música: Valsa da Despedida

(Todas as pesquisas sobre o assunto foram retiradas da internet
e se encontram linkadas aos respectivos sites)

 

 
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