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Sem
Arco-Íris!
Delasnieve
Daspet
Há uma
urgência no ar.
A proximidade do final do ano
tem efeito devastador
na alma humana.
A percepção que o tempo não pára
torna-se mais evidente nesta época do ano
e hei-nos a pensar que temos de resolver as
necessidades abandonadas ao longo dos
meses.
O sentimento de impotência e solidão
toma conta da gente, entramos em parafuso;
a sensação de ponto final,
da necessidade de expurgar os pecados,
cumprir conosco,
(pois a nossa lista sempre é imensa...)
fazem as frustrações maiores neste
período.
Culpar-se pelo não sucesso não adianta.
Temos de tentar entender a situação e
acreditar,
no amanhã, onde só eu e Deus estamos.
Para muitos final de ano não é de festas,
a nostalgia e a saudade toma conta.
O passado ressurge e lembramos,
nostálgicos,
a infância protegida, cercada da família.
Triste, percebo que a pessoa que sou
pode ser a que não gostaria de ser...
E a solidão toca na reflexão.
Balanço de erros e acertos.
Vou começar o ano como um caderno, em
branco,
prometendo ser mais generosa, o mundo
necessita
bondade, de beleza interior.
Vou hastear uma bandeira, branca,
de trégua, de paz, buscar o que pode ser,
abandonar a superfície e mergulhar bem
fundo,
abraçar-me, abraçar o mundo,
valorizar o que sou, tentar ser melhor..
pois o tempo inclemente, não pára,
amanhã já é hoje, sem arco-íris.
As festas de ano-novo
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A origem de muitas festas populares
pode ser explicada pela crença de
que revivendo o mito é possível
revigorar o universo. Um ano é um
período em que se repete ciclos
climáticos, astronômicos e
biológicos. Para quem mora no campo
ou tem maior contato com a natureza,
esse ciclo é bastante observável e
tem muita importância.
Valorização
As pessoas valorizam muito a festa
de Ano Novo, porque sentem o desejo
de se renovar. As comunidades
antigas expressavam isso através de
ritos: jogavam fora roupas e
objetos, querendo eliminar o que, em
suas vidas, estava "envelhecido". No
primeiro momento do ano novo, todos
peregrinavam a uma montanha alta
para ver uma paisagem nova ou
banhavam-se, em um rio ou no mar,
para acolher o tempo novo dado por
Deus. Até hoje, os ritos que ocorrem
nas praias brasileiras, em homenagem
a Iemanjá, (nome que a religião dos
Orixás dá à manifestação de Deus nas
águas do mar), revelam este desejo
de renovação. |
Ano
Novo...Vida nova
Vyrena
Novo ano...
Vida nova...
Tudo se renova!
O tempo não pára...
Renova-se
Como água de vertente.
O novo ano que entra...
Não deverá ser diferente!
A esperança
O otimismo...
A harmonia...
A solidariedade e o amor
Farão... do ano vindouro...
O marco de um futuro
promissor!
Boas vindas!
Boas entradas!
Bons presságios!
Boa estada!
Muita paz e alegria!
É o que desejamos a você...
Ano recém chegado!
E a todos nós
Que ousaremos...
Com a força
De nossa união...
Torná-lo melhor
Do que foi o passado!

O que é
felicidade ?
(Mellíss)
De repente, uma lágrima de orvalho na
pétala da flor
ou um toque de luz enfeitando o horizonte
quase adormecido,
o brilho de uma estrela , meiga e
sonolenta, perambulando
pela madrugada fria ,
o despontar da ave solitária colorindo o
céu da tarde mansa,
o arrulhar dos pombos nos beirais
,anunciando a paz da primavera,
a melodia de um sorriso de criança,
celebrando a inocência
que nos abençoa,
um romance que perdura,além do tempo, num
casal de muita idade,
passeando de mãos dadas,
a esperança que festeja a juventude,
caminhando a passos largos,
sem ter medo do futuro ...,
o amor que renova, a coragem que empurra,
a força que levanta,
a fé que norteia, a fraternidade que une,
a sensibilidade que enxerga,
a ternura que afaga,
o gesto, a palavra, enfim ...
O que é felicidade ?
Felicidade é o "Sim" que supera todas as
negativas,
é a chama crepitante, alerta e linda,
é uma forma de olhar esse milagre chamado
Vida.
- Que em 2004 saibamos ser mais felizes
!!!
FELIZ ANO NOVO !!
Ano
Novo e suas datas originais
|
O ano-novo se consolidou na maioria
dos países há 500 anos
Desde os calendários babilônicos
(2.800 a.C.) até o calendário
gregoriano, o reveillon mudou muitas
vezes de data.
A primeira comemoração, chamada de
"Festival de ano-novo" ocorreu na
Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C.
Na Babilônia, a festa começava na
ocasião da lua nova indicando o
equinócio da primavera, ou seja, um
dos momentos em que o Sol se
aproxima da linha do Equador onde os
dias e noites tem a mesma duração.
No calendário atual, isto ocorre em
meados de março (mais precisamente
em 19 de março, data que os
espiritualistas comemoram o ano-novo
esotérico).
Os assírios, persas, fenícios e
egípcios comemoravam o ano-novo no
mês de setembro (dia 23). Já os
gregos, celebravam o início de um
novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do
mês de dezembro.
Os romanos foram os primeiros a
estabelecerem um dia no calendário
para a comemoração desta grande
festa (753 a.C. - 476 d.C.) O ano
começava em 1º de março, mas foi
trocado em 153 a. C. para 1º de
janeiro e mantido no calendário
juliano, adotado em 46 a. C. Em 1582
a Igreja consolidou a comemoração,
quando adotou o calendário
gregoriano.
Alguns povos e países comemoram em
datas diferentes. Ainda hoje, na
China, a festa da passagem do ano
começa em fins de janeiro ou
princípio de fevereiro. Durante os
festejos, os chineses realizam
desfiles e shows pirotécnicos. No
Japão, o ano-novo é comemorado do
dia 1º de janeiro ao dia 3 de
janeiro.
A comunidade judaica tem um
calendário próprio e sua festa de
ano-novo ou Rosh Hashaná, - "A festa
das trombetas" -, dura dois dias do
mês Tishrê, que ocorre em meados de
setembro ao início de outubro do
calendário gregoriano. Para os
islâmicos, o ano-novo é celebrado em
meados de maio, marcando um novo
início. A contagem corresponde ao
aniversário da Hégira (em árabe,
emigração), cujo Ano Zero
corresponde ao nosso ano de 622,
pois nesta ocasião, o profeta Maomé,
deixou a cidade de Meca
estabelecendo-se em Medina.
Monica Buonfiglio |
Estrela
Guia
Iracema Zanetti
Estrela Guia...
Não negues ao imenso coração da humanidade
a esperança de realizar
seus sonhos de felicidade!
Irradia tua luz aos irmãos
que em ti confiam!
Sê uma constante,
em cada alma que te procura!
Faze com que tua magia resplandeça em
matizes coloridos...
trazendo no Ano Novo
que se anuncia,
a segurança, a prosperidade,
a paz, o amor que cada ser busca em sua
vida!
Mistura-te às cores
dos fogos de artifício!
Exibe sem constrangimento tua alegria...
divide-a com o povo...
que dela tanto necessita!
Mostra aos habitantes do planeta que cada
pessoa
possui a luz de sua própria Estrela,
acompanhando-os!
Faze... que o Ano Velho
que se despede,
leve com ele as pedrinhas
que restaram nos caminhos
por onde andamos!
Nos é dado o direito de escolhermos nossa
sorte,
crescer como pessoa,
crer,
perseverar,
ir à luta sem esmorecer,
trabalhar com afinco,
chegar em primeiro lugar ao pódio sem
pisar nos outros!
Olhar o céu,
agarrar a esperança,
soprar beijos agradecidos
à Estrela Guia,
acreditar que ela vibra
dentro de nosso peito,
e que nossos sonhos,
tornar-se-ão realidade,
por nós mesmos...
se fizermos por merecê-los!
FELIZ
ANO NOVO!!!
2004
História do Ano Novo: Origem
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O início de tudo
Tudo começou com um antigo festival
mesopotâmico que simbolizava a
passagem de um ano para outro, o
Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano
Novo representava uma grande crise.
Devido à chegada do inverno, eles
acreditavam que os monstros do caos
enfureciam-se e Marduk, seu
principal deus, precisava
derrotá-los para preservar a
continuidade da vida na Terra. O
festival de Ano Novo, que durava 12
dias, era realizado para ajudar
Marduk em sua batalha.
A tradição dizia que o rei devia
morrer no fim do ano para, ao lado
de Marduk, ajudá-lo em sua luta.
Para poupar o rei, um criminoso era
vestido com suas roupas e tratado
com todos os privilégios do monarca,
sendo morto e levando todos os
pecados do povo consigo. Assim, a
ordem era restabelecida. Um ritual
semelhante era realizado pelos
persas e babilônios. Chamado de
Sacae, a versão também contava com
escravos tomando lugar de seus
mestres.
A Mesopotâmia inspirou a cultura de
muitos povos, como os gregos, que
englobaram as raízes do festival,
celebrando a luta de Zeus contra o
titã Cronos. Mais tarde, através da
Grécia, o costume alcançou os
romanos, sendo absorvido pelo
festival chamado Saturnalia (em
homenagem a Saturno). A festa
começava no dia 17 de dezembro e ia
até o 1º de janeiro, comemorando o
solstício do inverno. De acordo com
seus cálculos, o dia 25 era a data
em que o Sol se encontrava mais
fraco, porém pronto para recomeçar a
crescer e trazer vida às coisas da
Terra.
Ano
Novo Tudo de Novo
Tahyane
Ano Novo!
Vamos começar tudo de novo!
Ter as mesmas esperanças
e os mesmos sonhos.
Seguindo os mesmos caminhos?
Como dizer-te que vai ser novo?
Se eu sei que tudo se repete?
Eu queria que fosse novo,
mas não é, o tempo é o mesmo.
E aí vamos esperar o amor
a fraternidade, a união
e mais tudo de bom.
Saúde, Sucesso, Alegrias,
etc. etc. maravilhas!
O mundo não vai mudar!
Nem as pessoas, de repente
boazinhas vão ficar!
Se fores isto esperar
vais te decepcionar,
e vais ver que muito rápido
o ano velho vai ficar.
Para termos um novo ano
Nós é que temos que mudar!
Então?...Vamos começar?...
Sucesso nessa empreitada
é que estou a te desejar!

Feliz Ano
Novo
Maria Teresa Albani
(Maytê)
A vida não é uma arte
a vida é uma luta
Saber lutar é que nos torna artistas.
BOAS FESTAS!
E que no palco do NOVO ANO
você possa realizar
sua melhor performance.
A festa de ano-novo na Babilônia
O início de nosso ciclo anual é 1º
de janeiro, mas o ciclo anual pode
ser colocado em diferentes épocas do
ano, de acordo com aquilo que um
povo considera mais importante. O
nosso ano-novo não passa de uma
convenção sem muita importância,
entretanto para muitos povos do
passado a passagem de ano tinha um
significado religioso muito
especial. Na Babilônia, por exemplo,
o ano-novo começava na primavera,
por ser a estação em que a natureza
parece nascer novamente. A festa, de
uma semana, era precedida pela
limpeza, purificação e restauração
dos templos, pois tudo devia estar
“perfeito” como no princípio dos
tempos. A festa incluía a repetição
do mito da origem do universo, pois
tudo era visto como se estivesse
começando novamente.
Até o rei babilônico tinha que
passar pelo ritual para que seu
poder fosse renovado durante o
ano-novo. O sacerdote supremo
arrancava-lhe todos os adornos
reais, e esmurrava o queixo do rei,
o fazendo ajoelhar-se diante de uma
imagem do deus Marduk. O rei precisa
rezar e garantir que havia governado
de forma correta, sem cometimento de
erros. O sacerdote dizia, então, que
Marduk aceitava aquilo que o rei
dizia e estava a seu favor. O
adornos reais eram devolvidos
seguido de um murro no queixo, se os
olhos do rei se enchessem de
lágrimas era sinal que Marduk era
amigável, caso contrário, o deus
estava com raiva. |
CARO ANO
NOVO,
Susana Mendes
Queria pedir-te algo,
quem sabe se qualquer coisa de impossível
?
Mas como em mim, a esperança é a última
que morre..
E sendo assim ..
e virá o sol ,
e serão as chuvas,
e o vento...
Será feliz ?
será triste?
E será escuro e luminoso.
Cada momento será de viver..
Um mundo de viver nossas vidas
em esperas, em agradecimentos
e dedicações especiais
no nosso único modo de ser.
Caro Ano Novo,
mas então que venhas com a beleza e leveza
de todas as flores,
com um ano de alegrias e sorrisos
e que assim amenizes nos semblantes
vincados dos adultos, a preocupação
e nos olhares da criança, a aflição..
Um ano de boas jornadas onde
o trabalho reconhecido e produtivo pra
todos impere..
ahhh ....um ano de boas palavras trocadas
,
sem ofensas, um ano de poesias !!!
Um ano em que possa haver abraços sinceros
na colaboração com a grande paz no mundo,
Um ano sem guerras, e
que todas as lutas sejam pra uma
prosperidade única, mundial !!!!
Meu caro ano novo,
ainda és tão criança e te anuncias tão
próximo,
ainda vindo, recente nascendo como de um
útero,
e já com tantas obrigatoriedades ,
carregando todo um árduo peso ...
Mas são tantas as mentes , cabeças,
corações em pequenas ??? ahhh...sim
...grandes esperanças!!!
Eu te peço meu caro ,
venha e adentre nossas vidas,
Fostes esperado com tanta ânsia , com
tanta crença, com tanta fé !!!
Do vulgo, sois a força,
Fostes ontem , a promessa do nosso amanhã,
e sendo o hoje que sejas nosso amigo e
maior incentivador,
por um ano sem fome,
com justiças em nossas vidas..
Que a solidariedade amanheça em nossas
consciências
em cada um de nossos dias,
e assim que estes dias sejam em cores,
com todas as flores,
com um belo porvir.
um ano que seja um início,
com um bom prenúncio, um caminho a ser
seguido ,
Venha estamos a tua espera,
os nossos corações já te abrimos,
e que possamos vivê-lo de tal forma
e com tal harmonia que teremos num balanço
final
somente bons exemplos, todas as boas
recordações
em que estaremos a contar a todos
deste Feliz 2004
|
O solstício
De acordo com aquilo que um povo
considera mais importante, o
ano-novo pode ser colocado em
qualquer ciclo anual. Muitos povos
escolhiam para isso os solstícios de
verão e de inverno. O solstício no
hemisfério sul corresponde, no
inverno, a 22 ou 23 de junho, dia
mais curto do ano, e, no verão, a 22
ou 23 de dezembro, dia mais longo do
ano.
No dia de solstício do inverno, a
luz do sol atinge a terra de forma
muito fraca, o tempo é frio e a
noite é longa. Nesse dia muitos
povos praticavam rituais com o
objetivo de inverter a marcha do
sol. O ritual se destinava, também,
a fazer com que se iniciasse outro
ciclo, pois para que isso
acontecesse era necessário a
cooperação dos homens. Era preciso
recriar o mundo, de forma simbólica,
através do mito.
As fogueiras
Geralmente, a festa de ano-novo era
realizada ao redor de fogueiras. Na
noite de solstício, as fogueiras,
eram acesas no alto das montanhas ou
em outros locais especiais, como
encruzilhadas. Os camponeses
acendiam tochas nas fogueiras e
corriam pelos campos para espantar
pragas, doenças e maus espíritos,
assim como para que o solo ficasse
mais fértil. Os jovens saltavam três
vezes sobre a fogueira, o jovem que
saltasse mais alto iria se casar
primeiro, durante aquele ano. Nessa
noite, pessoas passavam descalças
sobre as brasas ou colocavam brasas
na boca.
Os poderes mágicos
Se acreditava que a noite de
solstício era mágica. As madeiras e
as cinzas que sobravam eram
guardadas. As cinzas eram espalhadas
pelo campo para aumentar a
fertilidade do solo e proteger as
plantações. Os tições protegiam as
casas contra bruxarias, raios e
incêndios. Também se acreditava que
na noite de solstício era possível
prever o futuro. As moças, por
exemplo, faziam adivinhações para
saber com quem iriam se casar. A
água também adquiria poderes
especiais, costumava-se recolher
água dos poços para serem guardadas.
|
BOAS
FESTAS!
Carvalho Branco
Lágrimas, sorrisos...
Do Carnaval, os guizos
de arlequins, pierrôs e colombinas
ecoam pelas ruas e esquinas
da cidade... como o marulhar dos mares,
o burburinho de tantos bares
espalhados por salas e calçadas...
Ressoam como troadas,
ao decorrer de todo ano...
Ser brasileiro é ser ufano
do amor que extravasa do peito,
do ser capaz de levar, com jeito,
a vida sacra e profana...
Já é Natal!... Hosana!...
O pisca-pisca das estrelas
nos atrai... tentamos recolhê-las
para enfeitar, com elas,
a árvore da nossa vida...
para torná-la sempre natal,
alegre festa colorida...
do paraíso, sucursal...
esquecidos já de todas as procelas!
E, na pontinha do pé
ficamos, estendemos nossa mão,
plenos de crença, de fé
e de esperança, o coração....
Fitamos firme o céu
e oramos pra Noel...
A família reunida...
Toalha bem branquinha,
água fresca e um pedaço de pão...
é a Ceia de nossa mesa natalina...
Foi um ano de muita lida,
não vou dizer que de bruxa,
também não, de fada-madrinha...
chegando a ficar à ucha!
Assim chegou o verão.
Há, porém, o que germina
neste nosso areal:
brota a cada Natal
e se esparrama rasteiro
por todo o novo ano inteiro...
é a planta da fraternidade,
razão de nossa felicidade!...
Olhando pro firmamento,
não houve sequer momento
de dúvida ou de tristeza...
só havia em nós certeza
de que o presente pedido
seria, por Noel, oferecido....
E uma estrela-cadente
riscou o infinito, incandescente...
Antes de irmos à mesa,
abraçamo-nos, sorrindo,
plenos de graça e riqueza
de amor, que se vai contraindo,
a cada abraço terno,
a cada gesto fraterno...
Noel, entre nós, presente...
Cada estrela do céu,
resplandecente,
brilhava em cada pupila,
iluminando a casa, a vila...
como de uma noiva, um longo véu...
Fomos ao santo repasto.
Oh, surpresa!...
Sobre a mesa,
além da água,
vinho...
além do pão,
prato de dourado faisão...
Como sentir tristeza ou mágoa,
se, na força da fé, transformamos
o barraco, a cova, em ninho;
se,com nosso coração casto,
o mal em bem transmutamos?
Repicam os sinos da capela...
Do Cristo, acesa a vela...
Ouve-se um cântico celestial
Que seja eterno o nosso Natal!
E se é de Deus a voz do povo,
"Vá em paz, Ano-Velho! Feliz Ano-Novo!..."
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Ano-Bom
Entre
todos os povos, do mais civilizado
ao mais selvagem, as festas do
primeiro do ano celebravam-se,
passando apenas pelas modificações
próprias ao desenvolvimento de cada
culto e à índole de novas raças.
Tão
alto quanto possam remontar os
monumentos históricos, as
encontramos, não sendo excluídos,
como participantes desses regozijos
religiosos e profanos, o negro da
África e o caboclo da América.
Dos
romanos, que por sua vez já haviam
recebido dos gregos a tradição, os
primitivos cristãos perpetuaram o
legado pagão das celebrações do Ano
Novo colorindo-o dos reflexos
místicos dos vidros pintados de suas
catedrais.
Entre
as civilizações mais apuradas e as
mais bárbaras, como dissemos, essas
festas encontram-se nas mitologias
nacionais, tendo como objetivo as
congratulações populares pela volta
da primavera ou a glorificação da
lavoura.
Os
primeiros sintomas de assimilação
nos tempos modernos registram-nos as
calendas de janeiro, fulminadas por
Santo Agostinho e São João
Crisóstomo, que se revoltaram contra
as crenças romanas adotadas pelos
cristãos, vindo logo após a festa
dos Loucos e a dos Inocentes
ludibriar do anátema dos santos
padres.
Durante as ruidosas festas da
primavera, isto é, da abundância e
da colheita, os presentes agrícolas
trocavam-se, a família e depois as
tribos reuniam-se, os sacrifícios,
as danças, os festins, as cerimônias
propiciatórias tinham lugar,
provindo daí, para os povos
modernos, os presentes de festas, as
visitas, os folguedos, as abusões,
as congratulações públicas do dia de
Ano-Bom.
A
Idade Média, que tudo via através de
suas preocupações ascéticas,
desviou-lhes as correntes
astroláticas, incluindo-as no
calendário do Natal, com outras
pompas e outros ideais.
Desde
ou daquele modo, o certo é que as
festas de Ano-Bom não pertencem a
este ou àquele povo, mas à
humanidade inteira.
Em
todos os países da Europa, esses
festejos intercalam-se aos do Natal
e de Reis, formando um todo a que os
ingleses chamam de Christmas.
Na
Inglaterra ou na Alemanha, na França
ou na Itália, o nacionalismo pátrio
transluz nessas manifestações
alentando velhos costumes, cujas
fórmulas jamais se apagaram da
lembrança popular.
E não
há festas mais belas em qualquer
desses países; não há horas mais
alegres naqueles lares; não há
orgulho mais legitimamente sentido
por aquelas turbas, do que
percebendo palpitar debaixo das
formas da arte as suas antigas
legendas e os seus contos,
constituindo a base das
representações teatrais do Natal.
Juntai a isso os presentes, as
surpresas, as visitas, as
felicitações, o conchego da família,
o beijo improfanado sob a rama verde
dos tetos, e tereis, com uma centena
de coisas mais, as despedidas do Ano
Velho e as entradas do Ano Novo.
Esses
costumes seculares, de que damos
testemunho, ainda perduram em toda a
Europa.
Mas o
Brasil é um país adiantado;
acha ridículas as tradições e
desfaz-se delas; absolvendo os
demais povos dessas futilidades que
envergonham, trata de
encobri-las, e mostra-se sério...
Noutro tempo não era assim
No
Rio de Janeiro, a folia toda
começava de véspera. A cidade, mais
animada exteriormente pelo concurso
de famílias e de indivíduos
ambulantes, revelava o júbilo
público, que se ostentava sem
reserva.
Em
qualquer praça, em qualquer rua,
quem olhasse para as janelas,
notaria fisionomias estranhas, caras
novas, que pela maneira de
apresentar-se, pela compostura,
tornavam-se distintas de muitas que
lá estavam, apreciando o mesmo
objeto, entretidas pelo mesmo
assunto.
Nas
intermináveis galerias de escadas,
janelas de peitoril e postigos,
viam-se moças
toucadas de flores naturais ao lado
de algumas que não as tinham, homens
vestidos de brim branco conversando
com amigos trajados como para as
recepções íntimas, velhas folgazãs e
gritadeiras falando para as vizinhas
de defronte, crianças traquinas e
arrenegadas trepando nas grades de
ferro das sacadas, suspendendo dos
espigões as maçanetas de chumbo das
extremidades, que, às vezes, lhes
escapando das mãos, machucavam-lhes
os pés.
E o
que queria isso dizer?
Eram
as famílias que tinham chegado da
roça para passar o Ano-Bom com os
parentes, convidando-os para a
véspera de S. João em seus sítios e
fazendas.
Aquelas cujas relações não iam além
da Corte, reuniam-se igualmente,
completando o aspecto pitoresco
dessa cena, mais ou menos populosa,
segundo os tempos em que esses
costumes eram de rigor.
Com
antecedência, já os presentes de
festas principiavam a chover, e as
escravatura a fazer-se interessada
na felicidade de seus senhores.
E as
tradições consolidavam as bases da
família, e o reinado das
superstições iluminava-se da
esperança.
O dia
de Ano-Bom era a época em que os
membros de uma mesma família
congregavam-se. Vindo por vezes de
grandes distâncias, passavam juntos,
no meio do prazer e das
felicitações, até depois de Reis.
Para
ver despontar o Ano Novo, ninguém
dormia antes da meia-noite, pois era
da crença popular que quem se
conservasse com os olhos abertos até
depois daquela hora, veria romper a
aurora do ano seguinte.
Então, concluídas as magníficas
ceias, as cantorias ao Menino em seu
presepe, no fim das pilhérias dos
velhos matutos, de diálogos
extravagantes, os inocentes namoros
ferviam nas salas, ao diapasão do
barulho dos pratos que se lavavam
nas cozinhas, das rascadas das
senhoras com as negras, do ressonar
dos meninos estirados nos sofás e
nas cadeiras da sala da frente, à
espera do sinal do Ano Novo.
Quando o relógio batia meia-noite,
uma onda marulhosa de alegria
espraiava-se pela assembléia, ao
passo que as mucamas, os molecotes,
as crias em fraldas de camisa,
penduravam-se às sacadinhas da
escada que deitava para o quintal,
pasmados de nada descobrir, mas com
os olhares fitos nas trevas que
amortalhavam o Ano Velho.
-
Boas saídas e melhores entradas! -
diziam os pais aos filhos, as irmãs
aos irmãos, os parentes e amigos
entre si, abraçando-se, beijando-se,
saltando de contentamento.
Nas
casas em que havia bailes, o mesmo
costume coroava a tradição, aos sons
da música, ao brilho das serpentinas
faiscantes, aos risos que corriam
límpidos de uns lábios de rosa.
Isso,
porém, que prolongava a festa,
mudava completamente no dia
primeiro. Da manhã à tarde, as
visitas faziam-se, desfilavam
numerosos os portadores de
presentes, sendo de preferência
contemplados, nas freguesias, o
vigário, os médicos e o fiscal.
As
banda militares tocavam às portas e
nos saguões das casas dos generais,
dos ministros, da pessoas gradas,
dando as boas festas;
compensando-lhes a atenção alguma
cédula vultada ou peças de dinheiro
em ouro.
Enquanto nos armazéns de comestíveis
o comércio encaixotava dúzias de
garrafas de vinho, acondicionava
queijos do reino, presuntos, caixas
de figos e ameixas, diversos gêneros
destinados aos fregueses do ano;
enquanto do convento da Ajuda,
riquíssimas bandejas de prata, com a
firma do indivíduo presenteado,
armadas de doces, saíam umas após
outras; era curioso de ver-se o que
passava nas ruas, entretendo os
abelhudos que comentavam dos
sobrados.
Por
toda a parte encontravam-se negros
do ganho, de camisa de algodão por
fora da calça arregaçada, conduzindo
em cestos um leitão de barriga para
cima, amarrado de pés e mãos, com o
focinho apertado com um barbante
grosso, guinchando, acercado de
galinhas, patos e marrecos, com a
cabeça pendente das beiradas do
cesto e enfeitados nas asas com
lacinhos de fita. Para contrapeso, o
ganhador não deixava de levar um
galo ou um peru na mão livre, também
enfeitado de fitas estreitas,
geralmente verdes e azuis.
Ao
presente era de praxe acompanhar um
cartão de visita ou uma carta,
concebida mais ou menos nestes
termos:
"...Boas saídas e melhores entradas
lhe desejo. Incluso,
encontrará vosmecê um leitãozinho,
umas galinhas e um peru, para mais
um prato do seu jantar..."
Aqui
e além apareciam carregadores com
caixotes de vinho ou com caixas de
açúcar, criados de libré precedendo
escravos enviados com dádivas
principescas, tais como colchas da
Índia, aparelhos da China, baixelas
de prata, cavalos de montaria,
fazendo contraste com a crioula ou
mulata de casa menos rica, que
seguia com um pão-de-ló, um bolo
inglês, um pastelão numa salva
modesta, coberta com uma gaze
cor-de-rosa, com um tope de flores
artificiais no centro, atravessado
por um cartão ou um escrito.
Na
Bahia, além de todas essas ofertas,
estava nos hábitos darem-se
escravos no
dia de Ano-Bom. Assim, com um
molequinho, uma moleca, um casal de
negros novos, obsequiava-se os
meninos, as moças ou os chefes de
família.
Naquela província, onde as
cadeirinhas estiveram constantemente
em uso como meio de transporte, não
causava espanto entrarem por uma
casa dois negros de casaca de
portinholas com vivos amarelos ou
vermelhos, de chapéu de oleado com
galão, calça curta e um pau ao
ombro, acompanhando o portador de
uma carta na qual se lia: "...Como
uma lembrança de Ano-Bom,
ofereço-lhe essa parelha de
negros de cadeira, pedindo desculpa
de não ser coisa suficiente..."
A
isso não se limitavam os presentes.
Pessoas havia que ofertavam casas e
palácios. O paço de S. Cristóvão foi
um presente de Ano-Bom, feito pelo
negociante Elias Antônio Lopes a D.
João VI, que o vendeu ao Estado,
quando se retirou para Portugal.
Considerava-se uma grande falta, um
crime, a ausência dos parentes mais
chegados no jantar da família.
Ninguém relevava essa falta, pois
acreditava o povo que o que se fazia
no primeiro do ano, se faria o ano
inteiro.
Daí
se depreende que cada um queria
estar nesse dia com os seus, que
todos vestiam roupa nova, que se
brincava, tocava, cantava, a fim de
que o conceito popular se realizasse
em sua plenitude pressagiosa.
Os
escravos, que nunca foram estranhos
às alegrias ou desgraças do nosso
lar, ganhavam festas, tinham folga,
divertiam-se também.
Por
ocasião dos banquetes fidalgos ou
dos jantares menos opulentos, ao
calor dos brindes, ao alarido da
canção:
Como canta o papagaio,
Como canta o periquito...
os convivas entusiasmados proferiam
longos discursos, os rapazes
recitavam colcheias (1),
as moças tímidas e vergonhosas
abaixavam os olhos às palavras
"amor", "meu bem", refervendo a
animação nas saúdes em honra aos
mais velhos, à família reunida.
As
visitas oficiais e as de amizade
faziam-se imprescindíveis. Havia
cortejo no paço, os presepes
pernoitavam iluminados, e - Boas
Entradas! - Boas Festas! - eram
moeda corrente de civilidade entre a
população.
Depois de certo período, quando o
Brasil fez timbre em imitar o
estrangeiro no que ele tem de pior,
entendeu que para parecer-lhe bem,
cumpria desquitar-se das usanças
tradicionais, quando eles as mantêm
intatas.
Não
compreendendo este país que ninguém
pode ter sorrisos nas terras para
onde vai em busca de fortuna, supôs
que a coisa assim se passava lá por
fora, e anda preocupado com um
futuro que não lhe pertence.
Das
nossas festas ninguém mais se
lembra; os laços de família quase
não existem; do dia de Ano-Bom, de
grandioso e expansivo que era, nem
nos restam vestígios!
E em
troca de todo esse passado nos
impinge a Europa cromos e
folhinhas!
NOTA
(de Luís da Câmara Cascudo):
(1)
A colcheia desapareceu do uso
poético, na forma clássica. Era um
mote em dois versos para ser glosado
em décimas. Obrigatoriamente a
colcheia figurava na décima como o
quarto e o último dos versos. Na
poesia sertaneja denomina-se
colcheia a uma sextilha, ABCBDB.
Vaqueiros e Cantadores, Livraria
do Globo, Porto Alegre, 1939.
Do livro Festas e Tradições
Populares do Brasil (Ediouro, Rio de
Janeiro/RJ, cerca de 1985), onde
Melo Morais Filho narra os costumes
brasileiros relacionados com a
passagem de ano, em fins do século
XIX e princípios do século XX.
|
Feliz Ano
''tudo'' novo
by-Caio Lucas
Feliz tudo novo... até o tanto que
desejar.
O hoje é eterno, vai ser para sempre,
o amanhã vai ser passado,
dê graças ao amor, deixe que seja feliz,
receba o que é seu de direito,
plante uma flor, ofereça ao sol,
sinta o perfume exalado pela madrugada,
vez ou outra deixe as lágrimas lavarem sua
alma.
Vem outro ano, não tão novo assim,
tenho sonhos prontos para realizar,
amigos para conquistar, mãos para seguir
junto,
e construir, muito, tudo de novo,
agora vou caprichar, quero carregar no
carinho.
Quando amanhecer, conheça pessoas,
deixe que os dias façam os meses, não
você,
se acerque de pessoas, todas, muitas,
deixe que o ajudem, que tal também
repartir,
doar um pouco de sua alegria, do seu amor?
Quando sair pela manhã, pare, olhe para o
céu,
não peça nada, não agradeça, apenas olhe,
saiba que Ele está lá e que você O
respeita,
creia na sua palavra, sem medo, sem
fanatismo,
não peça perdão, tente não cometer os
mesmos erros,
quando anoitecer, descanse e sonhe com um
novo dia.
Senhor, hoje peço pelos meus amigos,
que de mãos dadas sigam seu caminho,
ano novo não é vida nova, é continuação,
siga ensinando, aprendendo, ouça antes de
julgar,
ame com o coração sem medo, sem
preconceito,
deixe o sorriso sair, chore, grite e viva
a vida.
Feliz Ano ''tudo'' novo.

Dar uma
virada
Celito Medeiros
Dar uma virada,
muitas vezes na vida,
sem deixar ferida,
é a arte conquistada!
Virar o ano e se virar bem
é o desejo que vem!
2004
Curiosidades sobre alguns países e o Ano
Novo
|
Áustria
Os austríacos têm o hábito de jogar
chumbo derretido num copo com água
no momento em que o relógio soa a
zero hora de um novo ano. As figuras
que surgem quando o chumbo esfria
são guardadas pelas pessoas como um
amuleto que irá ajudar na realização
dos pedidos feitos na passagem do
ano.
Brasil
A passagem do ano no
Brasil tem características de todos
os povos que colonizaram o país. A
passagem do ano tem nome francês,
comida italiana e festa no melhor
estilo brasileiro, com muitos fogos
de artifício, confraternização entre
os familiares e amigos e oferendas
às entidades do candomblé, da
umbanda e para os anjos da guarda.
China
Na China, o Ano Novo é celebrado
durante seis semanas entre os meses
de janeiro e fevereiro.
Tradicionalmente, nesse período os
chineses fazem uma bela faxina em
suas casas para espantar os maus
espíritos e atrair boa sorte. Na
noite da véspera do novo ano, todas
as luzes ficam acesas para
representar calor humano, amizade e
reconciliação. À meia-noite, há uma
grande queima de fogos. Os chineses
acreditam que o barulho do
foguetório espanta os espíritos
indesejáveis.
Na China, usa-se a cor preta para
dar sorte.
Dinamarca
Depois de uma ceia a base de peixes
e batatas, os dinamarqueses aguardam
ansiosamente pela meia-noite. Quando
o relógio está prestes a soar as
doze badaladas, todos na família
sobem em cadeiras. Assim que dá
meia-noite, pulam da cadeira para o
novo ano e brindam com champanhe.
Escócia
Na Escócia, um dos costumes mais
tradicionais da festa de Ano Novo, é
a de homens e mulheres que nunca se
viram beijarem-se na boca. Some-se a
isso o ainda mais tradicional hábito
de beber uísque em toda e qualquer
comemoração e está garantido um dos
reveillons mais animados da Europa.
Na Escócia, existe uma superstição
bem engraçada sobre a primeira
visita que se recebe no ano. Se for
um homem moreno, ótimo. É um bom
presságio. Se for um sujeito ruivo,
a visita é considerada um mau
agouro. Mas eles acreditam que azar
mesmo terá aquele que abrir as
portas para uma mulher.
Ainda os escoceses: enquanto todos
os países de língua inglesa chamam a
festa de reveillon de New Year's Eve
("véspera de ano novo"), na Escócia
a data é conhecida como Hogmanay,
que vem do gaélico oge maidne ("nova
manhã").
Espanha
O peru também
é o prato principal servido na
Espanha. Além dele, também é feito
um delicioso prato com bezugo (um
tipo de peixe) assado com batatas.
São feitos também doces de marzipan
com formas de figuras, pães doces
amanteigados e torrões à base de
amêndoa e mel. Mas como o povo
espanhol é muito festeiro, as
comemorações já começam no dia 28 de
dezembro, dia dos Santos Inocentes,
que equivale ano nosso dia da
mentira, e vai até o dia 5 de
janeiro, quando eles comemoram a
chegada dos reis Magos, que é até
mais celebrado que o Natal. Nesse
dia fazem as cavalgadas de reis nas
cidades e é preparada a rosca de
reis. Dentro dessa rosca colocam
várias figuras e brinquedinhos para
as crianças.
E a passagem do ano em Madri é uma
super festa. Lá, todos vão a Puerta
del Sol, onde há um relógio, e cada
um leva seu próprio pacote com 12
uvas. A cada badalada do sino do
relógio, comem uma uva e fazem um
pedido. Quem não vai até lá,
acompanha a transmissão da
televisão. Depois há uma grande
confraternização e as pessoas
brindam com cava, a champanhe
espanhola, e bebem muito vinho e
anis, sem gelo.
França
Na França,
que deu o nome Réveillon para a
data, a passagem do ano é uma grande
festa entre amigos, na qual se
saboreia bons pratos, mas sem um
menu fixo.
Algumas pessoas costumam
preparar ostras e diversos outros
frutos do mar para a ceia de Ano
Novo.
Alguns aproveitam para comer o
tradicional fígado de pato e ostras
cruas. Mas o ápice da festa, sem
dúvida, é a meia-noite, quando todos
se beijam e tomam muita champanhe.
Na França, em alguns lugares,
fala-se Réveillon e, em outros, dia
de São Silvestre
Grécia
Na Grécia, também há
queima de fogos e peru assado, mas
há dois pratos diferentes que são
preparados especialmente para essa
data. Um é o melomakarona, um doce
parecido com a nossa rosquinha feito
com semolina, farinha, mel e canela.
O outro é feito com os mesmos
ingredientes do panetone só que é em
formato de bolo e contém também uma
moeda de ouro. Na passagem do ano, o
bolo é cortado entre todos os
participantes da festa e quem ganhar
a moeda terá muita sorte durante
todo o ano. E é da Grécia que vem a
tradição de comer romãs. Lá, eles a
jogam no chão para quebrá-la e
dividir entre todos.
Índia
Na Índia, existem mais de 12
calendários religiosos. No Norte, o
ano começa a Festa de Dîwâlî, no
outuno. Os indianos colocam luzes
por todas as partes.
O ano novo é muito comemorada com
festas nos hotéis e queima de fogos
nas ruas.
Na Índia, são
atirados na fogueira objetos que
representam impurezas e doenças.
Inglaterra
Nem mesmo o frio impede que os
ingleses saiam de casa para
comemorar a passagem do ano. Em
Londres, os jovens vão até a
Trafalgar Square aguardar o Big Ben
dar a última badalada do ano e
festejar vendo os fogos de
artifícios e tomando cervejas
quentes. E as famílias fazem
verdadeiros piqueniques no Speaker's
Corner do Hyde Park, um parque muito
bonito perto do Palácio de
Buckingham.
Irlanda
Apesar de pertencer também ao Reino
Unido, a Irlanda tem uma festa mais
comportada, comemorada dentro dos
pubs.
Itália
A nossa
tradição de comer lentilhas vem da
Itália. Assim como os bailes e
comemorar dançando a noite inteira
nas discotecas.
Japão
Como não são católicos, comemoram
muito mais a passagem do ano do que
o Natal. No dia 31 de dezembro as
famílias vão aos templos de sua
religião, xintoístas ou budistas,
por isso as ruas ficam lotadas e há
também queima de fogos. Antes de
irem aos templos, as famílias jantam
macarrão.
Para eles, esse alimento trará
fortuna para toda a família. No dia
seguinte, é costume no Japão
saborear algum tipo de cozido bem
saboroso feito especialmente para a
data, geralmente à base de pargo (um
tipo de peixe), ovas de peixe,
camarão ou um tipo de feijão.
Antigamente, a festa durava três
dias e o comércio não abria, mas
hoje a tradição já está mudando. No
Japão, é comum fazer uma cerimônia
de limpeza na casa e pendurar uma
corda de arroz na entrada, para
afastar os maus espíritos.
País de Gales
No País de Gales, por causa do frio
intenso, só os mais jovens costumam
celebrar a data fazendo festa na
praça central, tomando muito bayle,
um cremoso licor irlandês e muita
cerveja quente.
Portugal
Uma das manias dos portugueses é
sair às janelas de casas batendo
panelas para festejar a chegada do
novo ano. Só não convém chamá-los de
"paneleiros", o mesmo que "bicha"
para nós.
Tailândia
O
Ano Novo começa na metade de abril.
Vietnã
Os vietnamitas comemoram o Ano Novo,
que eles chamam de Tet, no dia 10 de
fevereiro. Nessa data, todos acordam
cedo e vão à igreja. As mulheres
vestem vermelho e amarelo (porque
são as cores da bandeira do país) e
os homens usam roupas pretas. Na
igreja, comem um bolo especial,
feito com arroz, feijão e carne de
porco. Depois de meia hora, são
distribuídos os "envelopes
vermelhos" para as crianças, cada um
com 10 ou 20 dólares dentro. |
Ano
Novo...
Myriam Peres
O ano já se acabando
E no eco dos estertores
Finda-se mais uma etapa
E no abismo dos desamores
Chegando ao fim minhas dores...
No ruir desse abismo, adiante
Surge como almas errantes
Os desacertos constantes
Final de muita ilusão
Cortados rentes ao chão...
E fico serena a observar
Todo esse desmoronar
Tudo assim se acabar
Estou apenas a olhar
Apenas a observar...
Estou retirando a mortalha
Arrancando fora farrapos
Tirando todos os trapos
Para desaparecerem com o ano
Sumirem com os desenganos...
Os lixos que se amontoaram
As teias que se vasculharam
Foram atiradas , jogadas
Para sumirem cremadas
Em pó, sendo lançadas...
Surge enfim um novo ano
Que venha cumprir os planos
Dando novas esperanças
Quero voltar a ser criança
Sonhando com a bonança...
Ano Novo, vida nova
Novas esperas ansiosas
Sentir no ar mais amores
Voar como os beija-flores
Encantando a razão
Brindando o coração...
Quero me embriagar de carinhos
Toda brilhante e fervorosa
Sentir novamente a razão
Amar muito com paixão
Toda linda, esplendorosa...
E, nesse encantamento que nasce
Erguendo ao ar uma taça
De vinho embriagador
Viver o que me resta ainda
Minha vida toda em flor...
Simpatias de ano-novo, um hábito milenar
|
Entra ano, sai ano e um hábito
milenar continua resistindo ao
tempo. As simpatias dão um toque
todo especial na passagem do
ano-novo. Especial e, em certos
casos, engraçado, já que muitos
exageram na coreografia. Por
exemplo: atravessar de um lado a
outro da rua com o pé direito, à
meia-noite, pode dar sorte, mas o
mau jeito leva a uma dolorida
contusão.
Lavar os pés com champanhe, usar
roupa na cor laranja, botar uma
folhinha de louro na carteira são
receitas menos arriscadas para quem
sonha em atrair amor e dinheiro no
ano-novo, de acordo com a crendice
popular. E mais: comer lentilha,
defumar a casa com casca de romã
seca e guardar sementes de uva
enroladas em papel vermelho ou
cor-de-rosa também ajudam a ter
sorte no amor.
Uma para quem sonha com a
prosperidade: procurar um lugar
descampado e plantar sementes de
girassol. E quem deseja um
relacionamento afetivo duradouro
deve tomar banho de chá de morango,
do pescoço para baixo.
É difícil encontrar alguém que não
seja apegado a algum tipo de
simpatia no dia 31 de dezembro. O
branco, por exemplo, é cor
obrigatória na maioria dos casos.
Mas é bom evitar o "branco total",
para não correr o risco de passar o
ano todo em brancas nuvens.
Muitas mulheres fazem questão de
começar o ano-novo usando calcinha
branca, de preferência nova. Outra
corrente defende a calcinha amarela,
para atrair dinheiro. Aí cabe a
pergunta: e para atrair dólares,
vale calcinha verde? Há, também,
quem prefira chupar doze uvas,
fazendo doze pedidos - um para cada
mês.
E há, ainda, quem siga os conselhos
dos esotéricos que recomendam um
banho de ervas para purificação no
primeiro dia do ano. Importante: o
seguidor desse ritual deve
mentalizar que está num jardim,
"conversando com os mestres Buda,
Cristo e Gandhi". Muita gente que
gosta de curtir o reveillon no mar
não abre mão dos sete pulos nas
ondas e dos presentes jogados para
Iemanjá.
Na Babilônia
No ano 2000 a.C., já se comemorava o
ano-novo na Babilônia (Mesopotâmia).
No Cigarat - um templo em forma de
torre - faziam-se sacrifícios de
alimentos aos deuses da fertilidade
Marduk e Dumuzi. Desde essa época a
passagem do ano sempre teve
significados especiais, geralmente
associados à idéia de esperança, de
começo.
Em busca de poder, amor, sorte,
dinheiro, felicidade, surgiram
outras formas especiais de
celebração do ano-novo. Na Índia,
são atirados na fogueira objetos que
representam impurezas e doenças.
Na China, usa-se a cor preta para
dar sorte. No Japão, é comum fazer
uma cerimônia de limpeza na casa e
pendurar uma corda de arroz na
entrada, para afastar os maus
espíritos. No Brasil, costuma-se
misturar um pouco de cada cultura,
sempre em meio a um altíssimo
astral.
Antigas receitas ainda são usadas
Os mais diferentes povos do planeta
aproveitam a chegada do ano-novo
para celebrar a chegada de boa-sorte
e prosperidade. Ser feliz no amor,
ter dinheiro no bolso, esbanjar
saúde e beleza, ficar livre dos maus
fluidos: isso é tudo o que se pode
querer na vida. Mas nem sempre é
possível. O jeito então é dar um
empurrãozinho na sorte para ver
nossos sonhos se realizarem.
No Brasil, por exemplo, comer
caranguejo (que anda para trás) ou
galinha (que cisca para trás) traz
azar para o ano-novo. Em lugar do
chester ou peru de Natal, muita
gente prefere comer camarão, por ser
comida sofisticada, para atrair
prosperidade. Para atrair dinheiro,
não deixe faltar em sua ceia de
réveillon romã.
No antigo Egito, a fruta tinha tanto
poder que chegou a ser usada como
dinheiro. Fora isso, o vermelho das
sementes da fruta é associado ao
sangue, símbolo de vida e de saúde.
No Japão, no dia de ano-novo as
pessoas costumam comer algas para
ter sorte. E, segundo a tradição
popular, quem tem um comércio deve
lavar o chão com algas para trazer
prosperidade. No Norte da Europa, é
tradição que, logo após a
meia-noite, se abra a porta de
entrada para dar boas-vindas aos
desejos e deixar a sorte entrar no
lar. A sabedoria popular fornece as
receitas. Mas para que elas surtam
efeito é preciso acreditar. Que tal
experimentar?
Banhos de purificação
Quem nunca ouviu falar em banhos de
limpeza? Se funcionam ou não é outra
história, mas muita gente, mesmo não
acreditando em nada disso, sempre
acaba fazendo. Os místicos
aconselham, antes da virada, que se
tome um banho de sal grosso. Dilua
em um litro de água três colheres de
sopa de sal grosso. Jogue do pescoço
para baixo ao mesmo tempo em que
mentaliza a limpeza do corpo de toda
energia negativa. Lembre-se de que
todo o banho de limpeza, purificação
ou atração deve ser feito somente
após o banho de higiene.
Para os que preferem fazer um banho
de proteção (o banho de sal grosso
pode ser feito um dia antes), aqui
vão algumas dicas. Basta escolher
uma erva ou flor, também pode-se
usar três ou sete flores, o mesmo
vale para as ervas. Macerar com um
pouco de água (se a planta estiver
fresca) e colocar em água fervente. |
Adeus Ano
Velho, Feliz Ano novo
"Renascimento"
Jane Lagares
Nova gravidez,
cíclica, previsível.
Velho ano, entropia e fim!
Tantos encontros, tantos sorrisos e dores,
redesenhadas nas bases do ano anterior..
que também foi gerado e foi novo,
também pariu um novo ano, que hoje vira
senil
Barriga da vida apontada para o futuro,
assim como seta de esperança,
de retomada.
Criança esperada,
irmão mais novo,
como se único fosse,
num janeiro, num primeiro..
Tantos planos,
renascimentos..
Hora do parto,
parta ano velho..
Deixe nascer o novo e misterioso ano de
luz,
deixe nascer e brilhar, enquanto também
não envelhecerá...
Venha que nem filho querido,
inteligente
carinhoso,
feliz..
Venha e faça-me uma nova pessoa junto com
você,
uma pessoa melhor.
Traço aqui meus melhores planos,
meus melhores redesenhos de vida,
coloque-os em tela,
pinte quadro de cores muitas,
de belas cores,
emoldure-o,
enfeite meus dias..
Nasça novo, nasça vida!
DESEJOS DE UM FELIZ 2004 !!!

Meus queridos Amigos Lunáticos,
Zélia
Balbina
Espero que o próximo ano
venha repleto de esperança,
colorido de alegrias,
salpicado de imaginação...
enfim que ele venha pronto
para ser degustado e saboreado
nesta nossa mesa
de infinita inspiração.
Superstições ou Simpatias
|
É meia-noite no mundo, noite de
31 de dezembro. E, respeitadas
as diferenças de fuso horário,
promessas são feitas, desejos
pensados, mal-entendidos
superados. Momento mágico em que
queremos acreditar que a mudança
da folhinha no calendário pode
dar um nossa vida. Aos nossos
sonhos.
Se as superstições dão
resultados ou não, não importa.
A gente quer mais é começar o
ano com o pé direito e, por pé
direito, entenda-se muita festa
e alegria. Mesa farta, música,
amigos e parentes por perto,
cada um de nós faz pequenas
"mágicas" para garantir que o
ano seja perfeito.
Estes rituais acontecem no mundo
inteiro e tem significados super
interessantes. Por trás deles,
está uma certeza antiga: através
destes gestos cuja origem se
perde no tempo, a gente vira
parceiro do destino – ou de Deus
– e ajuda as coisas boas a
acontecerem.
Finalmente, o Reveillon -
(Acordar) - Pobres e ricos
confraternizando a chegada do
Ano Novo. Oferendas a Iemanjá
são feitas em grande parte do
litoral brasileiro. Como este
costume, há também a simpatia
das águas. Se você mora perto
das águas, leve rosas brancas,
perfume e muita moeda, jogando
tudo com muita fé nas águas do
mar.
ANO NOVO
by Baby®
Eu queria ter a magia
De encontrar a cartola dos
desejos
Aí então eu tiraria
Lá de dentro, um realejo
E no próximo Ano Novo
Sairia pelo mundo a tocar
Tirando a sorte do povo
Em tiras douradas a sonhar
E todos teriam um só desejo:
Que a paz voltasse a reinar
No nosso mundo em desespero
Com tanta guerra a ameaçar
Como não tenho esse poder
Só me resta então orar
E pedir a Deus que volte a crer
Nos ser humano ainda capaz de
amar!

FELIZ ANO NOVO
Monica Camargo Ferreira
Renovando sonhos e esperanças
colher frutos e plantar sementes
Levamos passado nas lembranças
e abraçamos desafios presentes
Um novo ano com novas diretrizes
nas raízes do aprendizado
deixado
Permite alcançar momentos
felizes
cada conquista do desejo traçado
Felicidade na estrada é
companheira
sem importar obstáculos
inesperados
Perseverança sempre opção
certeira
alia otimismo e garra
encontrados
Que o caminho percorrido aponte
nas dificuldades vividas a
vitória
E anseios pousados no horizonte
realizados completem sua estória
Que os pequenos e grandes gestos
de cada dia cercando o nascer do
ano que principia deixem brilhar
nos corações
a magnitude do amor compondo a
bagagem
com esplendor que impulsiona e
comanda
cada passo vencedor
Com a força que nos faz avançar
e emociona escalada rumo à
felicidade
deixo neste instante meu desejo
sincero de um
Feliz Ano Novo à quem muito
estimo
e considero...Você !
Algumas dicas, significados e
curiosidades
A carioca Maria Eugenia Sahagoff
ficou especialista em simpatias
para a noite de reveillon quando
escreveu o livro Feliz
Ano-Novo! Faça Tudo Para
Consegui-lo. Durante anos
ela pesquisou costumes e
rituais do mundo inteiro e
descobriu que a forma dos
rituais muda de um povo para
outro, mas o significado
profundo que eles trazem
embutido é sempre o mesmo porque
eles respondem a velhos anseios
comuns a toda a humanidade.
Em busca do mar
No seu livro, por exemplo, ela
cita “ o conceito primordial de
que o oceano é a origem da vida
universal - hindus, chineses,
polinésios e asiáticos unem-se
aos gregos na adoção das águas
como princípio e essência
divina.” Dai o porque de se
sonhar em molhar os pés no mar
quando vai chegando final do
ano.
Maria Eugênia também explica:
“Faz questão de passar o
Reveillon próximo do mar quem
atribui especial valor aos
rituais de purificação pela água
e pelo sal. No plano figurativo,
estes dois elementos agridem e
desfazem eventuais malefícios,
retirando-lhes a força. No culto
e respeito à água, em todas as
tradições, ficam evidentes três
realidades principais e
concordantes: origem da vida,
regeneração e purificação. A
água é a fonte de fecundação da
terra, tão vital e necessária
quanto o sol – umedece o mundo,
mata a sede dos homens. Indo
além, o mar tem suas divindades
e sereias. Prestigiá-las, na
passagem do ano, garante as
bênçãos destes santos.”
Os fogos de artifício
Sahagoff também nos falou sobre
o significado dos fogos de
artifício. “A queima de fogos no
final do ano é vista hoje, pela
maioria dos ocidentais, como um
espetáculo meramente pictórico,
alegre e comemorativo. Sua
origem, porém, é bem diversa.
Historicamente, era usado para
afastar os maus espíritos,
através do som alto, estridente
e da luz ofuscante. Ainda hoje,
diversos países como a Letônia,
Chile e El Salvador mantém viva
esta tradição, usando os fogos
de artifício com sentido
purificador”.
Folhas de louro: sucesso
financeiro e purificação
O louro (Laurus Nobilis) “é a
planta utilizada na busca e no
coroamento do sucesso financeiro
e da vitória, não só através da
força mas, principalmente, da
sabedoria.
Nos rituais de fim de ano, a
folha de louro é guardada na
carteira, envolta numa cédula,
para atrair dinheiro, até o ano
seguinte seguinte, quando é
substituída por outra, sendo a
velha jogada no mar ou água
corrente.
Por permanecer sempre verde,
mesmo durante o inverno e nunca
perder as folhas, o loureiro
simboliza a imortalidade. E, por
extensão, o amor eterno. Por
isso, até hoje, na Europa, um
galhinho de louro quebrado em
dois tem o condão de manter os
namorados juntos para sempre. E
as folhas de louro queimadas,
mantém o casal unido para
sempre”.
Comum na região mediterrânea foi
dedicado a Apolo, deus do sol,
responsável pela condução do
astro em sua trajetória pelo
firmamento, durante o dia, e por
levá-lo de volta, para trás das
montanhas, mergulhando o mundo
nas trevas.
O louro tem também uma conotação
de purificação – gregos e
romanos acreditavam que a planta
servia para limpar a culpa dos
guerreiros vitoriosos, pelo
sangue derramado dos inimigos.
Provavelmente essa seria a
origem do seu emprego em
defumadores de limpeza, até os
dias de hoje. O crepitar dos
galhos no fogo era um sinal de
bom augúrio, da aceitação dos
deuses, dos objetivos da
oferenda.
Símbolo de poder e glória, eram
feitas de folhas de louro
trançadas as coroas que
enfeitavam a cabeça dos grandes
césares da Roma antiga, dos
reis, imperadores, de sábios e
de toda a sorte de heróis.
Talvez venha daí a associação da
planta ao sucesso e ao dinheiro
que dura até hoje.
Penso
alô?
"a ligação caiu de novo!"
falô?
"quem será esse povo?"
quem fala aí?
é de Parati?
"diga que eu saí,
estou lá em Ijuí!"
tem alguém lá no portão,
querendo falar com o patrão;
"irra, mas que baita confusão,
vou me esconder lá no galpão!
cada fim-de-ano é um estorvo,
penso, e meu mate eu sorvo..."
Moacir et Selena MMIII/MMIV
brilhe a vossa LUZ!
...e
eu penso que também tenho o
Espírito de Deus (I Coríntios
7:40)

Feliz Ano Novo
Elane Tomich
O tempo corre no espelho
e sou de mim, substantivo,
real e subjetivo,
sofisticado e simplório,
entre a fé e o ilusório,
coberto de adjetivos,
em mim, adeus ano velho.
Como se o ano que passa,
fosse divina sentença
executada na praça,
frase do destino, tensa
escrita na luz de
um céu gráfico
repleta de sóis,
astros mágicos
estrela querendo ficar
cometa querendo passar.
Passar a olímpica tocha
o musgo novo na rocha
cobrir de cristais as águas
lavar com água dos olhos
todo pesar, toda mágoa
emergindo d'um mar de abrolhos.
Nasce uma luz de verão,
perfurando em muitas luzes,
o meio do coração.
Livrai-nos, senhor,
das cruzes!
Seremos de ser, alegria,
queimaremos nostalgias
faremos um samba enredo
sem a memória do medo,
com os tons de pele do povo,
desfilando ...
Feliz Ano Novo!
Mais Dicas de simpatias...
- Comer doze uvas verdes, à
meia-noite do Ano Novo, para ter
dinheiro em todos os meses do
ano, também é bom.
- Guardar em lugar seguro, para
ninguém achar, a tampa da
garrafa de "champanhe" usada na
festa de Ano Novo, que tenha
feito muito barulho, chama
dinheiro.
- Defumar a casa, no fim do Ano
e véspera do Ano Novo, com um
defumador feito com carvão,
xerém e açúcar, além de chamar a
sorte e dinheiro, tira, também,
o azar do ano velho.
- No dia de Reis (6 de janeiro),
colocar três caroços de romã
dentro da carteira, para ter
dinheiro durante o Ano Novo.
A meia noite depois dos abraços,
há muito o que fazer
PULAR SÓ COM O PÉ DIREITO.
Você estará atraindo boas coisas
para a sua vida, pois, segundo a
Bíblia, tudo que está à direita
é bom.
JOGAR MOEDAS, da rua para
dentro de casa (se você mora no
térreo, por favor). Dizem que
atrai riqueza para todos que
moram no lugar.
DAR TRÊS PULINHOS, com
uma taça de champanhe na mão,
sem derramar uma gota. Depois,
jogar todo o champanhe para
trás, de uma vez só, sem olhar.
Você deixa para trás tudo de
ruim. E não se preocupe em
molhar os outros: quem for
atingido pelo champanhe terá
sorte garantida o ano todo.
SUBIR NUM DEGRAU numa
cadeira, enfim, em qualquer
coisa num nível mais alto. Diz o
folclore que isso dá impulso a
sua vontade de subir na vida.
Comece, é claro, com o pé
direito.
FAZER BARULHO: é uma
forma de afugentar os maus
espíritos que os povos antigos
praticavam. Vale apito,
batucada, bater panelas, desde
que seja exatamente à
meia-noite. Dizem que não há mal
que resista.
ACENDER VELAS NA PRAIA ou
jogar rosas nos espelhos de
água, em intenção de Iemanjá. A
deusa africana protege seus
fiéis, com saúde, amor e
dinheiro o ano todo, dia o
candomblé.
LENTILHAS:
uma colher de sopa é suficiente
prá assegurar um ano inteiro de
muita fatura à mesa. A origem
desta supertição é italiana e
foi trazida para o Brasil pelos
imigrantes.
NOZES, AVELÃS,
CASTANHAS E TÂMARAS:
estas, trazidas para cá pelos
imigrantes de origem árabe, são
recomendadas para garantir
fartura.
UMA NOTA DE
DINHEIRO DENTRO DO SAPATO:
os orientais dizem que a energia
entra no nosso corpo pelos pés.
Vai daí, o dinheiro no sapato
atrai mais e mais riquezas.
Além do belo costume de receber
o Ano Novo com fogos de
artifícios, ainda existe
os sinos tocando e muita música,
tudo à meia-noite. Enfim os
desejos, pedidos, simpatias e
sonhos sonhados.
Projeto Mínimo
Aldo Cordeiro
|
Todo ano, a mesma história se
repete, os grandes desejos de
que grandes coisas aconteçam, de
que a paz, a felicidade e tudo o
mais estejam presentes em nossas
vidas: "um próspero ano novo",
como dizem os cartões. O ano
novo começa e os jornais repetem
velhas matérias: violência,
desgovernos, decepções,
lamentos, guerras, desemprego...
e, cada de nós, muitas vezes,
não consegue realizar nem aquele
projetinho de perder uns quilos.
E lá vamos nós, outra vez,
remando, aos trancos e
barrancos, para mais um ano...
novo.
Todos nós queremos o melhor da
vida, para nós e para nossos
amigos. Mas, a dimensão que
damos a um ano que começa é tão
grande que, quando ele vai sendo
vivido, conta a conta do rosário
do tempo, gota a gota dos
projetos e sonhos, a distância
entre a intenção e os fatos
implode as fantasias de um ano
desejado.
Talvez se nós diminuíssemos o
tamanho do sonho, ele coubesse
na noite de nossas vidas.
Tentarei fazer isso, agora,
imaginando o ano como uma
sucessão de 365 dias, pequenos
para grandes ousadias, mas
enormes para as pequenas e
decisivas transformações. Vou
contar a vocês, que me
acompanham no dia a dia,
pessoalmente ou através dessa
telinha mágica, o meu projeto.
Vários desses desejos podem ser
idênticos aos seus. Ótimo.
Poderemos torcer uns pelos
outros, poderemos ajudar uns aos
outros, com palavras de
incentivo, com idéias, com a
experiência de quem for
conseguindo.
Meu
projeto mínimo para 2004
Pretendo: passear bastante com
Amanda, fazer um pouquinho de
ginástica, viajar para três
lugares diferentes, colocar um
vazo de planta na cozinha e
outro na sala, ir ao cinema, ao
menos, uma vez por mês,
telefonar pros meus pais todo
mês, fazer uma agenda-mural e
colocar ao lado do micro, com
todos os aniversários dos amigos
e seus e-mail's e telefones,
cuidar com carinho do meu
estômago, doar uns livros,
comprar um mural de imãs, ler
uns dez livros, escrever
bastante, mudar de provedor de
internet, nadar numa piscina,
participar de, pelo menos, uma
roda de amigos em torno de uma
fogueira, passar ao largo da
propaganda eleitoral do próximo
ano, consertar a bicicleta da
Amanda e a minha impressora, ir
ao Jardim Botânico e ao caminho
do Pão de Açúcar, na Urca.
A lista é imensa. Muita coisa
querendo ser acontecida. Para
vocês não ficarem cansados ( se
é que, a esta altura, ainda
estão lendo), vou acrescentar
mais uma coisinha: desejo juntar
todas as indicações
profissionais, perdidas em mil
cartões e pedaços de papel e
colocar tudo no computador, uma
espécie de classificados.
Depois, posso compartilhar com
quem quiser.
E ainda: tomar sorvete no verão,
seis latinhas de cerveja no ano
e umas duas garrafas de vinho,
não esquecer o protetor solar,
ouvir os amigos que quiserem ser
ouvidos, respirar com mais
tranqüilidade, fazer carinho
sempre que tiver em quem. Em
dezembro, participar do natal
sem fome, que virou um evento
nacional, uma comunhão.
Prometo não planejar fazer nada
muito complicado. Chega de
sonhos impossíveis.
Por último, desejo a todos os
amigos, todos os dias do próximo
ano, projetos possíveis de serem
realizados, pois o ano vai
recomeçar, mas a vida é a mesma.
Para que as nossas vidas tenham
muita luz, calor e fertilidade,
desejo que o sol nasce todos os
dias e se ponha, com o máximo de
beleza, que a lua esteja cheia
uma vez por mês, que as estrelas
não percam o brilho, que a chuva
não nos abandone e nos abençoe,
trazendo novas flores e frutos,
que a mãe terra perdoe as nossas
agressões, que aprendamos a
respirar devagar e
profundamente, absorvendo o elo
divino a cada instante.
Um abraço em cada um. |
|
Previsões para 2004
|
A previsão é um potencial de
acontecimentos com chances de
70% de ocorrer . Existem 30% que
representam o livre arbítrio das
pessoas envolvidas, as
influências externas e o
imponderável. Se as energias
emanadas permanecerem como no
dia da previsão, o acontecimento
citado seguramente irá
acontecer.
As previsões para 2004 aqui
publicadas foram feitas na
primeira quinzena de Novembro de
2003.
Isto nos permite o tempo
necessário para se não gostarmos
do que está previsto, tentarmos
com nossas atitudes do presente,
modificá-las positivamente à
nosso favor , acrescentando os
30% mutáveis do livre arbítrio.
Há ainda a ser considerado que
pode ser uma situação carmática
e só atitudes benéficas (darmas)
que beneficiem uma coletividade
e o pensamento positivo (a
psicotronia) tem a possibilidade
de modificar o futuro, que é uma
decorrência do presente.
Outra opção é o uso da
Cromoterapia, o conhecimento e a
prática da transmutação de
energia através das cores, que
são atuantes e podem mudar
situações. E sobretudo usar o
discernimento, ou seja, a
capacidade de optar que leva a
escolhas com mais chances de um
final feliz. A grande vantagem
de "adiantar o futuro", é ter a
chance de com critério, mudar os
acontecimentos para que nos
sejam favoráveis |
Questionamento
Marisa Cajado
Entrando em 2004
Refletindo...
Novos fogos
Pedidos novos
Novos sonhos
Roupa nova
Nova ceia
Ano novo!
Questionei
Mas o que há de novo?

Perspectiva
Paola Caumo
Quero um ano apaixonado
Com amor, amante, namorado
Quero muitos amigos ao meu lado
Pra rir, chorar, contar enfados
Quero um ano com muita poesia
Música, dança e alegria
Deixar pra lá a monotonia
E quem sabe perder algumas manias
Quero desejo, gozo e prazer
Nas coisas que terei que fazer
Dar encanto ao viver
Nada, nada de sobreviver
Quero vida, delícias e rosas
Aqui está o meu projeto
Mas venha o que vier estou pronta
Só não pode faltar afeto
Astrologia
|
O ano de 2004 tem como regente o
planeta Mercúrio. Mercúrio, ou
Hermes, na mitologia, era o
mensageiro dos deuses, tinha
trânsito livre entre o céu e o
inferno. Dotado de asas nos pés,
desempenhava o papel de
comunicador e mediador entre os
deuses e os mortais. Por isso,
rege todos os assuntos
pertinentes à informação,
comunicação e relacionamentos.
Interferência do Planeta
Favorece: os signos de
Gêmeos (manhã) e Virgem
(anoitecer) ou pessoas com
ascendente nestes signos, ou
posicionado na Casa III
(comunicação) V (talento
criativo, jogos, negócios de
risco) VI (emprego), IX (viagem
ao exterior, estudos profundos,
pós, mestrado, publicidade).
Cores: azul, verde e
cinza, mescla de cores.
Plantas: Lavanda, funcho,
salsa.
Dia da Semana:
quarta-feira
Aspectos Positivos:
Pode-se esperar um ano de muita
expressão criativa,
manifestações, discursos,
evolução nos sistemas de
comunicações, proliferação de
livros, jornais e revistas.
Muita agilidade.
Favorece o diálogo, transmissão
de conhecimentos, senso crítico,
mudanças e adaptações.
Os escritores que estão voltados
para temas de publicidade,
família, conhecimentos
superiores, ou comunicações
espirituais encontrarão um
momento muito propício para
manifestar tais pensamentos, já
que Mercúrio rege a língua e a
expressão de pensamentos para as
mãos. Segundo a mitologia romana
Mercúrio (Hermes - gregos) é o
mensageiro dos deuses,
facilitando a comunicação com o
mundo espiritual.
Aspectos Negativos:
Cinismo, volubilidade,
inconsciência, descontrole,
crítica, enganos, astúcia,
golpes, ladrões, esperteza sobre
distraídos ou ingênuos.
Precipitação na tomada de
decisões. Superficialidade.
Conquistas pessoais ou amorosas
enganosas, ardilosas. Trapaças.
Pressa e aceleração causando
maior nível de stress e
impaciência.
Doenças infecciosas de gânglios,
laringe, faringe e pulmões de
rápido poder de propagação.
Vírus de ar, introduzidos pela
respiração.
|
2004 de
Paz
Dayse Maria Moraes
Que ao chegar de um novo ano,
somatizem-se os desenganos,
a jorrarem em forma de espumas,
suaves tal qual as plumas,
da garrafa de vinho espumante,
do peito gentil e galante,
do ano que terminou.
Um brinde ao que chegou,
trazendo consigo a esperança,
de muita força e bonança,
além do amor corriqueiro,
do sentir puro e verdadeiro,
que apenas um simples olhar,
traduz sem nada falar.
Um ano que se inicia,
repleto de luz e magia,
retidas nas mãos do destino,
que mesmo em seus desatinos,
é a voz do Criador,
que semeia alegrias e dor,
na mistura mais natural,
na medida certa e ideal,
para a história da vida compor,
começando pelo interior.
Que este novo ano alimente,
todo sonho que antes dormente,
fosse um elo com a tristeza,
retirando da flor a beleza,
retirando do céu tantas luzes,
retirando do chão as raízes,
retirando do mar as certezas,
e da água o tom da pureza.
Que ao receber aquele nasce,
com um abraço que o enlace,
abram-se as portas ao toque dos sinos,
para os homens e seus destinos,
e que ao som dos rojões,
encontrem-se em seus corações,
deixando tudo para trás,
brindando um novo ano de paz!
Horóscopo Chinês
|
2004 – Ano do Macaco
Prepare-se para um ano cheio de
traquinagens e mudanças bruscas
Este é um ano da macaca!
Naturalmente sapeca, o macaco
adora brincar e detesta seguir
padrões. Portanto, prepare-se
para um ano cheio de
traquinagens e mudanças bruscas
de rumo em todos os aspectos. No
trabalho, saiba dançar conforme
a música e improvise sempre. Use
toda sua imaginação. Invente,
aproveite as oportunidades e
aprenda a se adaptar rapidamente
|
Confraternização e Fraternização
Nelim Monti
Fala-se tanto em Confraternização nessa
época do ano...
Que confraternização, acabou virando
evento social passageiro.
"Fraternização"
Devemos vivenciar a fraternização, o
sinônimo em si,
durante o decorrer de nossas vidas.
A cada amanhecer temos renovadas as
oportunidades
rumo à fraternização.
Deus está sempre a nos mostrar o Seu
sorriso.
Basta você prestar atenção aos diferentes
momentos apresentados.
O mais importante é nos analisar
profundamente, e constatar
se realmente amamos de fato.
Pertencentes que somos de uma mesma
confraria,
não podemos deixar que as guerras,
injustiças, a miséria,
a fome, violência....
Sufoquem nossas esperanças.
Sejamos solidários uns com os outros
Colocando mais amor na fraternizaçao.
Comece com seus familiares, no seu
trabalho, com seus amigos
O mundo se tornará mais justo e fraterno.
Só o amor faz evoluir.
Feliz Ano Novo!!!

Um
excelente ano de 2004
Jorge
Humberto
Se alguma coisa posso desejar
para este Novo Ano que dá entrada
do quanto não puderem alcançar
se faça uma dupla estrada a prolongar
num meio termo onde falte nada
e o mais quer for, por vós rematada
seja a esperança de a tudo conquistar.
Numerologia
|
A missão espiritual de 2004
A soma do ano 2004 (2+0+0+4) tem
como resultado o número 6, que
simboliza a necessidade de
enfrentar provas, a curiosidade
e os sentimentos profundos.
Corresponde à letra hebraica
Vau, que significa "olho", ou
seja, uma orientação para que
você preste mais atenção em tudo
o que ocorre à sua volta.
É o numeral da curiosidade, da
busca da verdade, das artes e da
beleza. Como cada conhecimento é
adquirido de forma muito
particular, indica a síntese que
envolve o consciente com o
inconsciente e está presente na
alma dos seres humanos como
força de orientação.
Neste ano, será importante
"desejar" "procurar" para obter
a vitória. Esforce-se mais, seja
receptivo para obter o progresso
material e espiritual. Coloque
em ordem as suas idéias; saia da
via das tentativas, na qual não
temos certeza de nada. Decida-se
imediatamente.
"Com isso, o diabo o deixou.
E os anjos de Deus se
aproximaram e puseram-se a
servi-lo".
Monica Buonfiglio |
Luz
do Ano Novo
®Rick
Steindorfer
Luzes que trafegam pela escuridão
abram os portais da eternidade
ampliem no mundo a iluminação
e nos levem a uma vida de qualidade.
Sombras que se escoam pela vida
fujam da luz para os umbrais
cedam ao amor em nossa lida
e aceitem a luz eterna dos sinais.
Novo Ano que ora se inicia
dê-nos a força de seu amplexo
tira-nos de tudo o que vicia
e dê a nossa vida, força e nexo.
Felicidade que habita a consciência
traga-nos o poder da prosperidade
nos ofertando a mais completa abundância
e a energia que existe na eternidade.

Meus Votos de Feliz 2004
Ibi
Macedo
Que Deus nos dê
um Ano Novo de amor, saúde, paz
e nos dê coragem para, a cada dia,
ficarmos melhores como pessoas.
Que a inocência e a doçura de meu neto
Matheus
e de nossas crianças nos inspirem
a amarmos sempre e a entendermos que,
se a natureza do escorpião é picar,
não precisamos ser iguais a ele,
pois a nossa natureza há de ser
ignorar o mal e criarmos a própria
felicidade.
Candomblé
|
Oxossi (Orixá da caça e dos
caçadores que habita as florestas)
rege 2004 como força da Natureza
e impregna a todos com sua cor
Azul Pavão ou Verde.
Promove a fartura e nos permite
ter esperanças de um 2004 mais
produtivo . As devastações das
florestas são duramente
castigadas por esta força, que
então ativa a própria Natureza
contra seu predador.
Dia da semana:
Quinta-feira
Cor: azul-turquesa
Número: 6
Elemento: ar
Domínio: matas e caça
Oxossi é filho de Oxalá e
Iemanjá, irmão de Ogum e Exú. Na
África, é o orixá responsável
pela caça. Tradicionalmente, é
associado à Lua, por ser a noite
o seu melhor momento para caçar.
Assim como seus irmãos Exú e
Ogum, é um guerreiro solitário;
não lidera ou comanda exércitos
como Ogum, mas luta pela
sobrevivência da tribo, pois
dele depende seu sustento.
Como orixá, sua responsabilidade
em relação ao mundo é garantir a
vida dos animais. É o orixá que
cultua o próprio individualismo,
tendo determinação para qualquer
combate. |
|
FELIZ VIDA EM 2004
Silvana Duboc
Dentro de algumas horas
romperemos 2004.
Na nossa cabeça, isso acontece
como se fosse uma grande
inauguração. É como se existisse
diante de nós um tremendo laço
de fita vermelho que será
cortado com uma tesoura dourada
na presença de inúmeras pessoas.
Então, no instante que a fita se
partir e cair ao chão,
adentraremos o país das
maravilhas como se fôssemos
Alice.
Esse engano cometemos todo ano.
Faz parte do show vivermos essa
ilusão.
Mas o país das maravilhas não
existe, não somos Alice e nada
vai mudar num passe de mágica.
Nossos sonhos continuarão os
mesmos e a impossibilidade de
realizar muitos deles ainda será
real. Nossas dores continuarão
intactas, nossos segredos
invioláveis, nossas necessidades
concretas, nossas carências
incondicionais e certas saudades
permanecerão eternas.
A vida de ninguém muda de rumo
porque um calendário que marcava
um determinado ano passa a
marcar outro ou porque os
ponteiros dos relógios pulam de
onze e cinqüenta e nove para
meia noite.
Aquele super regime não será
mais simples de fazer, um grande
amor não será mais fácil de
encontrar, os conflitos com
família e amigos continuarão a
ser inevitáveis, não teremos
como fugir de certas
enfermidades, muito menos evitar
certas partidas.
Existe uma lista de coisas que
não poderemos modificar
repentinamente, simplesmente
porque a vida de cada um de nós
é feita de um dia após o outro
que vai compondo uma história
dentro de um livro imaginário.
Não temos como arrancar páginas
ou pular capítulos.
Teremos no ano que vem a
continuação desses dias, dessa
história.
Teremos o que já estamos
plantando há muito tempo.
Muitas das dores às quais viemos
nos permitindo sentir ainda
estarão lá no ano novo. Quanto
àquelas outras, que foram
plantadas em nossas vidas pelo
destino, cabe a nós lidarmos com
elas sem deixar que nos
destruam.
Nossos sonhos precisam continuar
a ser sonhados, mas com cautela
para que não passemos a vida
toda apenas sonhando.
Encontrar um grande amor não é
assim tão complicado, mas é
preciso que se mantenha os olhos
bem abertos para poder
enxergá-lo. Muitas vezes ele já
está dentro da nossa vida e nós
não queremos ver.
Divergências com terceiros
sempre existirão e mágoas
também, mas podemos aprender a
lidar com o perdão, é uma
questão de exercitá-lo. Quem se
predispõe a pedir e dar o perdão
ao longo da vida vai adquirindo
uma evolução espiritual
extraordinária.
A verdade é que nada mudará só
porque mudou o ano. O que
precisa ser alterado em nossas
vidas depende acima de tudo de
nós mesmos, não de um
calendário.
Não basta estourar um champagne
à meia noite e se encher de
esperanças que as coisas vão
melhorar. É preciso lutar por
essas melhoras. É preciso ter
garra nos próximos trezentos e
sessenta e cinco dias que estão
por vir, independente das
adversidades que provavelmente
vão surgir.
O ano novo não é uma caixinha de
surpresas que nos é entregue e
onde encontraremos a solução
para todos os nossos problemas.
Ele é apenas uma nova
oportunidade que temos de
reciclar nossas vidas e tentar
mudar o que está errado,
melhorar o que ainda não é
perfeito e aceitar o que não
pode ser alterado.
Não somos Alice e não existe o
país das maravilhas. O que
existe é a nossa vida, a nossa
realidade e cabe a nós fazermos
dela algo que valha a pena,
independente do ano que
estivermos.
Feliz Vida em 2004! |
Cromoterapia
As cores dos desejos
Podemos associar as cores dos
elementos aos nossos desejos,
sonhos e objetivos para o ano
novo.
Vermelho: Amor, Paixão
e Sucesso
Verde: Saúde e Riqueza.
Amarelo: Alegria e
Prosperidade
Branco: Paz, Romance
Esperança
Azul: Serenidade e
Amor.
|
FELIZ 2004 !
Ingrid
"Cigana da Lua"
Amigos Queridos:
2004 esta chegando, mais um ano juntos
com a graça de Deus.
Que ao romper 2005 estejamos juntos mais
uma vez.
Que nosso coração jamais se acostume
com o sofrimento, a dor, a guerra e o mal.
Que sempre exista um sonho
e uma estrela em nosso céu interior.
Que nossa mesa seja farta,
a saúde tenha nosso nome,
a fé de nosso coração brilhe na noite
escura.
A força e a coragem vivam dentro de nós,
a esperança tenha brilho em nossos olhos.
O amor seja encontrado para o coração
carente,
aumente para os que amam,
seja uma doce lembrança quando já é
passado.
Que o respeito à vida e à natureza seja
nosso ideal!
Que sejamos a Paz em ação em todas as
nossas atitudes
e na nossa forma de viver cada dia.
A proteção seja nosso agasalho pessoal e
familiar.
Peço por fim que tenhamos forças para
passar
o que for inevitável em nosso caminho
e que ao final de 2004 possamos sorrir
com um ano melhor.
Feliz 2004 gente que amo!

Nossos desejos para 2004
Cleusa
Bechelani
|
Vamos lá....
Vamos relacionar nossos desejos
para 2004..
Que tal? Quem sabe desejando
juntos, sonharemos juntos e
conseguiremos juntos.Não se
importe se vai repetir os mesmos
desejos já citados,
escreva...vibre seu desejo no
Universo
Comece sua frase com EU DESEJO.
Eu desejo saúde para mim, mãe e
pai e para todo mundo,
sabedoria, prosperidade,
dinheiro, e muito amor, comida
em todas as mesas, educação para
todas as crianças, dignidade
para todos os idosos e Paz na
Terra. |
Magia e Reflexão
|
A noite de 31 de dezembro para
1º de janeiro significa muito
mais do que uma simples troca de
ano. A noite da virada é sempre
um convite à reflexão. É, sem
dúvida, neste intervalo que as
pessoas fazem seus pedidos,
clamam por coisas positivas e
chutam o pau da barraca,
deixando para trás o que não foi
legal.
É um momento para recordar,
agradecer e vibrar para que boas
novas aconteçam no ano que se
aproxima.
O fim de ano até pode ser apenas
uma data no calendário, mas
serve como o fechamento de um
ciclo, em que deves rever todas
tuas metas e quais os objetivos
foram alcançados.
Fazer uma lista de desejos e
deixar abandonada dentro de um
livro é o mesmo que atirar uma
semente no asfalto, pois as
chances de sucesso diminuem
tanto que dependem de um
milagre. Entretanto, se fizeres
uma lista de desejos e usar
certas técnicas mentais para
programar e atrair o que
necessitas tudo virá muito mais
rápido.
Para chegar ao teu destino será
necessário estabelecer um
roteiro, calcular gastos,
investimentos, tempo, ajuda,
disponibilidade e energia.
Faz tua lista de perguntas e
encontra as respostas:
1- Como chego onde pretendo?
2- Quanto disponho de chances,
como aumentar minhas
possibilidades?
3- Quanto tempo, dinheiro ou
energia posso aplicar neste
projeto?
4- Como incrementar minhas
possibilidades de sucesso?
5- O que impulsionaria meu
projeto?
Depois de saber onde chegar e
quais são os obstáculos a
contornar, teu caminho encurta
de forma considerável.
Atue sempre em defesa própria,
nunca como ataque injustificado,
pois neste caso o feitiço poderá
retornar multiplicado ao
feiticeiro.
Escreva em um papel branco, sem
pauta, o nome do vício ou pessoa
que deseja afastar de seu
círculo em um vidro escuro.
Complete com vinagre de vinho ou
*água de guerra. Sele com cera
de vela a rolha ou tampa. Atire
em um rio de água corrente
mentalizando o melhor destino
para todos os envolvidos, usando
sempre frases positivas.
Exemplo: Livro-me para sempre do
cigarro, bebida, fulano, excesso
de peso, etc.
Quando tratar-se de temas de
saúde agregue algo como...
consigo gozar de saúde perfeita
Lembrem-se: Usar roupas
apertadas durante a passagem do
ano pode significar dificuldades
para o ano que se inicia.
Roupas emprestadas podem trazer
dependência ou ter que conviver
com situações desconfortáveis.
Roupas pretas devem ser
evitadas. Lembram luto,
melancolia. A não ser que tenham
detalhes coloridos ou em prata.
Não passe a virada do ano de
bolsos vazios. Do contrário,
eles continuarão assim pelos
próximos doze meses.
Acredita-se que comer carne de
espécie que cisca para trás
poderá ter influências negativas
que podem fazer a pessoa
regredir na vida durante o ano
seguinte. O costume é comer
peixe ou leitão.
Não se deve passar o Ano Novo
dormindo.
Quem começa chorando, chora o
ano inteiro; quem começa feliz,
fica feliz o ano
As portas e janelas da casa
devem estar abertas e as luzes,
todas acesas na virada do ano.
Faça muito barulho, pule,
brinque, dance, acenda as luzes,
solte foguetes. Seja Feliz! |
10..9..8..7..6..5..4..3..2..1
Feliz Ano Novo!!!!!
Neli Neto
É...mais um ano que se
finda...
e com ele o desejo de que tudo
que tenha acontecido de
maléfico, de desvio de
percurso para as nossas vidas,
para o mundo enfim, vá embora.
Um novo ano se aproxima...
É o desconhecido que chega
criando vultos, formas
plantadas na
esperança latente, que
ainda permanece viva, presente
firmemente em nossos sonhos.
Sonhos de uma nova vida, de
concretização de um ideal.
E mais uma vez, novas estradas
são abertas perante nossos
olhares mostrando um mundo
diferente. Aquele tão esperado
e desejado, repleto de amor e
paz.
E com ele nascem novos
horizontes, novos encontros,
novos amores, novos amigos...,
inimigos... num círculo de
vida. Novas famílias sendo
criadas, novos filhos nascendo
pra muitos com novas
expectativas de uma vida
melhor.
Por pior que tudo tenha sido,
por mais problemas que nos
tenham acometido, Deus nunca
nos abandonou em vão. Ele
sempre esteve ao nosso lado
incontinenti, nos puxando do
final do túnel, nos empurrando
no cansaço, na solidão, nos
amparando nos momentos de
indecisão e iluminando a
escuridão aparente sempre,
sempre..., nos dando a sua
Mão.
Nada Ele nos pede em troca, só
que não percamos nossa fé e
que procuremos em nosso
interior, nosso coração
uma atitude de vida
diferente, com muito mais
amor, ampla, multidirecional,
irrestrita, onde cada um de
nós, nos encontremos numa
única via de luz interior.
E é por esta luz, este caminho
que se descortina no futuro
que iremos trilhar juntos
novamente, em busca de sonhos,
concretizações. E que ele seja
diferente de tudo o que já
tenhamos visto antes e que não
nos tenha agradado.
Devemos unir nossas mãos e
corações num só objetivo, por
um mundo melhor. Mundo este
onde a violência, o desamor, a
guerra, as drogas, as
intrigas, a inveja, a mentira,
o egoísmo, a falsidade, a
destruição, a ganância, a
luxúria, o desamparo, a fome e
os infortúnios de modo geral,
deixem de fazer parte neste
horizonte de luz que se
adianta, se expandindo, se
agigantando criando formas
imprecisas, diante dos nossos
olhares...
Deixemos que só o amor, a
amizade, a paz e a esperança
como o fogo, se propague
dentro de nós, criando chamas
intensas de sentimentos
altruístas, de uma grande
solidariedade firmada na
humildade, de um grande amor,
de uma grande vida.
Amar uns aos outros sempre!!!
Renovando nossas crenças,
nossa fé num futuro de energia
vital onde só encontremos e
façamos o bem sem olhar a
quem.
Reciclando o que está errado,
fazendo de erros e atos
passados um estímulo para que
possamos nos doar sem medo,
sem qualquer receio de
entrega, de conduta, de ser
feliz.
Vamos redirecionar nossos
anseios e desejos numa nova
perspectiva de vida, um
projeto de amor.
Podemos, queremos e vamos
mudar o mundo.
E começando já a mudança
dentro de nós, faxinando não
só nossa casa, mas nossa
alma, tentando fazer com que
nossos passos, nossos planos
de vida, nossos sonhos
tornem-se uma realidade de
força espiritual com muita luz
e energia para ser
distribuída. E que essa luz
crie um raio infinito
abrangendo a todos os mínimos
cantos de tudo que nos cerca.
Basta querermos mudar nossas
atitudes, nosso olhar ao mundo,
às pessoas ... E fazer ... com
que um lindo arco-íris faça
parte constante de nossos
dias. Pois querer é poder!
Vamos juntos renascer para a
vida. Com um novo sol a
brilhar por nós, com um novo
céu de esperanças e sonhos,
com um novo amor universal
aceso em nossos corações.
Que os nossos dias sejam
sempre um novo ano nascendo,
uma nova esperança crescendo
dentro de nós. Com sonhos
passíveis de serem
concretizados. A nossa
verdadeira e total conquista.
Feliz ANO NOVO para mim, para
você, para todos os habitantes
do planeta Terra.
E que possamos continuar
juntos, de mãos dadas, através
da poesia nesta nossa
grandiosa missão:
de espalhar o amor e a fé
SEMPRE !... a todos os
corações.
|

Feliz Ano Novo
a todos os poetas componentes do
Luna´s
bem como seus Amigos e Leitores.
Que 2004 seja um ano diferente,
verdadeiro,
nos trazendo uma infinita sorte,
realizando os nossos sonhos mais
íntimos.
Que a paz sobreviva
Que o amor prevaleça.
Feliz
2004!!!
Neli
Neto
dezembro/200

Música:
Valsa da Despedida
(Todas as
pesquisas sobre o assunto foram retiradas
da internet
e se encontram linkadas aos respectivos
sites)
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