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Natal no Mundo

Feliz Sonhos Novos!
Delasnieve Daspet

Em minha imaginação, ao lado do pinheirinho,
do presépio, sempre é Natal.
Na árvore, a fertilidade,
a força e a energia da Mãe Natureza.
No presépio - a reunião de homens,
de animais e familiares em torno da pureza
dos sentimentos: o Amor fraternal.

É a época de se fazer balanço dos sonhos,
quando avaliamos a vida e os momentos vividos.
O espirito do amor natalino envolve em energia positiva
que nos leva a confraternizar, dividir,
buscar um espaço onde possamos existir.

É o momento de reavivar as brasas adormecidas,
não esquecendo que longe ou perto
a sua presença amiga é que proporciona sentido maior
a existência, um aconchego pleno, fraterno
de quem amamos por amar.

Fecho os olhos, abro os do coração e sonho!
Hoje já é ontem, amanhã é a brisa que sopra leve,
e que leva a ti o meu carinho guardado, o meu canto
rouco calado, que me faz mais feliz.

Venha, sonhemos juntos, um novo porvir!
Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!
Mesmo quando a brisa de amanhã ja for passado,
Não deixe de tentar,
Não deixe de sorrir,
Não deixe de chorar,
Procure o Amor e o Amar.
Feliz Sonhos Novos!

 

História do Natal: origem e curiosidades

Celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do Natal ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Antes do nascimento de Jesus, a história do Natal tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”.

Na verdade, no início da história do Natal, esta era uma festividade sem data fixa celebrada em dias diversos em cada parte do mundo. No século 4 AC, o então Papa Julius I muda para sempre a história do Natal escolhendo o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades. A idéia era substituir os rituais pagãos que aconteciam no Solstício de Inverno por uma festa cristã.

No ano de 1752, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data da celebração do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar esta mudança no calendário. Alguns setores da Igreja Católica, os chamados “calendaristas”, ainda festejam o Natal em sua data original, antes da mudança do calendário cristão, no dia 7 de Janeiro.

Uma Crônica de Natal
Lílian Maial

Todo ano, quando vai se aproximando dezembro, é a mesma coisa: uma enxurrada de campanhas contra a fome, o frio (mesmo num calor de 40 graus), falta de brinquedo, e uma trupe de bons samaritanos limpando suas consciências, que estiveram embotadas durante os outros onze meses do ano.

Fazem doações ostensivas, como se toda a miséria do país acabasse com um mês de campanha, e como se todos os brasileiros miseráveis, de repente, ficassem felizes com a bondade dos homens.

Francamente...

Isso me faz lembrar dessas propagandas televisivas de "Natal sem Fome" e "Fome Zero", com aquele bando de pessoas de vida cheia de oportunidades declamando seu amor ao próximo com um quilo de alimento.
 
Podemos aceitar um Reveillon com fome, um Carnaval com fome, uma Páscoa com fome, um Dia da Criança com fome (desde que com brinquedos), mas nunca, NUNCA um Natal com fome!  Os caras esperam 364 dias para comer e matar a fome, com uma cesta tão básica, mas tão básica, que desaparece no estômago em menos de uma hora.
 
Que mané cesta básica! Que mané fome zero!
 
O que o povo e as crianças precisam é de uma ação social mais intensa, de um cuidado diuturno, de uma ATITUDE de nação e dirigentes decentes.

Dignidade. A palavra é DIGNIDADE. De que adianta uma cesta básica, um punhado de brinquedos, se no resto do ano ninguém nem os olha, fecham correndo os vidros com medo de assalto, sequer conseguem inalar seu cheiro? Ah, a miséria fede.

Mas não tanto quanto a hipocrisia trançada junto à palha das cestas básicas.
 
É como a "Fome Zero": uma cesta básica e... milagre, o país inteiro sem fome!
Será que ninguém vai se preocupar nunca com a causa da fome? Desemprego, essa é a causa. Falta de desenvolvimento social.

E a cura? Trabalho, organização social, vontade política, pulso firme. Num país como o nosso, onde "em se plantando, tudo dá", é inadmissível  morrer-se de fome e inanição.

Ao invés de cesta básica, um empreguinho básico alimentaria por todo o ano. Um saneamentozinho básico evitaria as doenças. Uma assistenciazinha médica básica e decente para TODOS, resolveria metade das pensões. Uma grande campanha nacional, tipo "Natal com Dignidade", cairia muito melhor. E Papai Noel não ficaria de saco tão cheio de hipocrisia, auto-promoção e corações superficiais.

Lembra da música: "você tem fome de quê? A gente não que só comida..."
 
Esse "espírito natalino" é curioso: invocam o "menino", cantam cantigas para um estranho que nunca viram, importam músicas que nem sabem cantar, mas não conhecem as letras dos choros das barrigas vazias, das mães sem lar, dos pais sem teto. Ignoram completamente as cantigas de pedir esmolas. Desconhecem o ritmo dos corações famintos nas vitrines, nas esquinas, nas lojas enfeitadas para atrair sonhos. Simplesmente não fazem a menor idéia dos 365 dias dos nossos meninos jesuses.
 
Lembro-me de Natais da infância, onde freqüentávamos a igreja e assistíamos a todo tipo de gente confessar e comungar, numa purificação que durava o tempo da missa. Ao saírem porta afora, nem olhavam para os meninos pedintes da própria porta da igreja. Famílias inteiras desabrigadas, sob olhares impiedosos daquelas almas santas.
 
Não, o Natal nunca teve seu real significado levado a sério. Essa de "espírito cristão" nunca existiu. É conversa mole pra boi dormir, que o digam os menos favorecidos.

Não, definitivamente não me atrai,  porque exibe o que há de pior na natureza humana: a doce certeza de que fazem o bem, sem olhar a quem, abençoados por Deus, Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo.  Homem.

Natal
Liane Niremberg

As palavras que me chegam embaralham-se todinhas
Queria tanto vos enviar uma mensagem bem simples
Então decidi por fim seguir minha intuição
E é esse o sentimento que habita meu coração
Nataleza Natalia
Natal é tristeza e alegria
 Que possamos seguir juntos em pensares e agires...
E que o Natal se faça presente um tantinho a cada dia
Porque para nossos corações agora já tão unidos
Tranqüilo se faz trilharmos juntos um mesmo caminho
Que as palavras DELE tornem-se enfim realidade
Sejamos nós os mensageiros do Amor e da Caridade

Árvore de natal:

saiba mais sobre a tradição do pinheirinho

Um símbolo da vida, a árvore de natal é uma tradição muito mais antiga do que o Cristianismo e não é um costume exclusivo de nenhuma religião em particular. Muito antes da tradição de comemorar o Natal, os egípcios já levavam galhos de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano, em Dezembro, simbolizando A triunfo da vida sobre a morte.

Os romanos já enfeitavam suas casas com pinheiros durante a Saturnália, um festival de inverno em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Nesta época, religiosos também enfeitavam árvores de carvalho com maçãs douradas para as festividades do Solstício de Inverno.

CORAÇÃO DE NATAL
Eustáquio Braga (THACKYN)

A
qui
Soam
os sinos
anunciando
o Natal Poético
Bate forte no peito
não pela data em si
mas sim pelo símbolo
augusto e fraterno da paz
Nas calçadas onde pisam e
brincam crianças que cantam
dormem Noéis que choram e roncam
afundados no barril da miséria dos tonéis
nos desmandos malucos dos Novos Coronéis...
Nas calçadas casas prédios e praças enfeitadas
onde brilham bolas e estrelas e piscam luzes coloridas
definham-se famílias Pais e Filhos vidas corpos e almas feridas
apagam-se olhos que enxergam tudo sem ver nada... sem ter nada...
sem existir
sem Ser...
sendo
send
sen
se
s

A
Lua
única
companheira
se faz traiçoeira
foge dos olhos em pingos
ou em gotas da falsidade que impera
máquina pública e privada que emperra
as árvores dos sonhos se quedam vazias sem enfeite
falta alegria pão ceia teto e para as crianças o simples leite
cada poema cada oferta sem procura sem emprego sem miséria e dor
sem
Natal
que
acabou
sem
Natal
que
bateu
asas
e
voou

A cada dia nossa árvore diminui de tamanho.
A cada dia, no real espetáculo da vida, eliminamos um sonho, um presente, um passado e um futuro.
Na imperfeição pretérita do subjetivo que não indica tempo, estado ou modo não agimos, apenas sofremos; não conjugamos nem analisamos a correta palavra;
esquecemos do Verbo; esquecemos do Princípio, do meio e da finalidade.
Apenas comercializamos mais um natal triste e inócuo.
Mesmo assim comemoramos...

 

Desejando um feliz natal em diversas línguas
 

Aprenda a desejar um feliz natal aos que estiverem ao seu redor nessa data tão especial, sejam eles japoneses, gregos, franceses, russos, tailandeses...

África: Rehus-Beal-Ledeats
Arábia: Idah Saidan Wa Sanah Jadidah
Argentina: Feliz Navidad
Armênia: Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand
Brasil: Boas Festas e Feliz Ano Novo
Bulgária: Tchestita Koleda; Tchestito Rojdestvo Hristovo
Chile: Feliz Navidad
China: (Cantonese) Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun
Colômbia: Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo
Croácia: Sretan Bozic
Holanda: Vrolijk Kerstfeest en een Gelukkig Nieuwjaar!
EUA, Inglaterra e países de lingual inglesa: Merry Christmas
França: Joyeux Noel
Grécia: Kala Christouyenna!
Hungria: Kellemes Karacsonyi unnepeket
Indonésia: Selamat Hari Natal
Iraque: Idah Saidan Wa Sanah Jadidah
Irlanda: Nollaig Shona Dhuit, or Nodlaig mhaith chugnat
Itália: Buone Feste Natalizie
Japão: Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto
Coréia: Sung Tan Chuk Ha
Latim: Natale hilare et Annum Faustum!
Lituânia: Linksmu Kaledu
Macedônia: Sreken Bozhik
Noruega: God Jul, ou Gledelig Jul
Papua Nova Guiné: Bikpela hamamas blong dispela Krismas na Nupela yia i go long yu
Peru: Feliz Navidad y un Venturoso Año Nuevo
Filipinas: Maligayan Pasko!
Polônia: Wesolych Swiat Bozego Narodzenia ou Boze Narodzenie
Portugal: Feliz Natal
Romênia: Sarbatori vesele
Rússia: Pozdrevlyayu s prazdnikom Rozhdestva is Novim Godom
Sérvia: Hristos se rodi
Slovaquia: Sretan Bozic ou Vesele vianoce
Tailândia: Sawadee Pee Mai
Turquia: Noeliniz Ve Yeni Yiliniz Kutlu Olsun
Ucrânia: Srozhdestvom Kristovym
Vietnam: Chung Mung Giang Sinh
Yugoslavia: Cestitamo Bozic
 
Divagações
Tahyane
 
Apenas divagações...
Que a noite seja de Paz
Que brilhe uma estrela
Que aconteça um milagre
Eu não sei se clamo
por um mundo novo
ou se quero novas pessoas
Mesmo que eu tenha que desaparecer,
ainda assim prefiro daqui sair com todos,
para que no solo desabitado
veja o despertar de um novo planeta
um mundo onde só existam amigos
onde reine a fraternidade, o amor
e a Paz!

 Dogma
Francisco Libânio
 
É justamente no que não acredito
Que minha fé tende a levar crença
Num livro sagrado em que é escrito
Que a bondade de Deus é imensa

E o que está no papel é tão bonito
Que o dogma invade e a mente pensa
Num teor de verdade próximo ao infinito
Até que o meu eu disso se convença

Qual a verdade de um Deus tão bondoso
Será a mesma do coronel todo poderoso
Que num pobre rincão o poder encerra?

É por isso que o misericordioso Gabriel
Leva ao paraíso o pobre que tem Deus no céu
E tem o tirano coronel poderoso na terra

A História do Papai Noel

O Papai Noel nem sempre foi como o conhecemos hoje. No início da história do Natal cristão, quem distribuía presentes durante festividades natalinas era uma pessoa real: São Nicolas. Ele vivia em lugar chamado Myra, hoje Turquia, há aproximadamente 300 anos AC. Após a morte de seus pais, Nicolas tornou-se padre.

As histórias contam que São Nicolas colocava sacos de ouro nas chaminés ou os jogava pela janela das casas. Os presentes de natal jogados pela janela caíam dentro de meias que estavam penduradas na lareira para secar. Daí a tradição natalina de pendurar meias junto à lareira para que o Papai Noel deixe pequenos presentinhos.

Alguns anos depois, São Nicolas tornou-se bispo e, por esse motivo, passou a vestir roupas e chapéu vermelhos e barba branca. Depois de sua morte, a Igreja nomeou-o santo e, com o início das celebrações de Natal, o velhinho de barba branca e roupas vermelhas passou a fazer parte das festividades de fim de ano.

Querido Papai Noel!
Myriam Peres

Ansiosa estou para escrever esta carta
Carta- pedido, carta- promessa, carta- delírio
Traga-me, por favor, pra mim, um amor ...
Um amor verdadeiro,
Um amor paixão,
Um amor encantamento,
Um amor, que me deixe extasiada de tanta emoção,
Desesperada de tanta ansiedade e paixão.
Que me leve ao ceu, na hora extrema,
Que me jure amor eterno, como tema.
Que me envolva, em seus braços, com intenso calor.
Que me cubra de beijos, com o maior fervor.
Numa maneira terna de dizer: amor
Nos sussurros, me dê palavras que gosto tanto de escutar
Palavras macias, meigas, ardentes e emocionadas
Pra eu saber que estou sendo, mesmo, amada ...
E, me envolvendo neste clima de carinho intenso,
Possa avaliar como seria o ceu,
Com as estrelas faiscantes, de fulgurante brilho
Conseguir tudo aquilo que sonhei outrora.
Na imaginação de quem deseja o mundo
Com o amor dito sempre o mais profundo
De desejo infindo, de carícia mil
A trovejar nesta minha alma simples e pueril
A vida que tem, pra mim, sido tão sutil...
Me acarinhar, assim dessa maneira extrema,
Possa eu clamar, neste mistério de enlevo ardente
Que sou feliz, que me encantei de tanta emoção fremente
Com meu modo de querer sentir, sempre envolvente
Felicidade neste mundo, sim...
Por favor, Papai Noel!
Por favor!

PAPAI NOEL
Cristina Pilan Oliveira

Olhando a tela...
Recebendo tantas mensagens lindas.
A alegria contagiante do eterno Papai Noel.
Meu lado criança sorri.
Acredito na força e na fé que nos leva a realizar tantas aspirações.
Quem se veste do barbudo mais querido do mundo.
Apenas empresta o corpo, pois o espírito é outro, renovado em luz.
Uma experiência fantástica, ouvindo desejos de tantas almas inocentes.
Sente também o coração se apertar.
Sinto que ali gostaria realmente de todos os desejos realizar.
E o espírito dita aos lábios uma mensagem de alento, mesmo com o coração em pedaços, após ouvir tristes estórias.
Nas balas que são carinhosamente distribuídas, vão também desejos sinceros de que o manhã seja melhor.
E ao deitar-se, já novamente em homem comum, recorda-se de tantas lições que aprendeu.
E o espírito retorna com força em súplica ao grande Pai, que ouça tantas almas inocentes em seu sofrimento tão prematuro.
Em resposta recebe mais força, para que suas palavras sejam sempre doces.
E sua magia permaneça por todo o ano...

Tradições natalinas: o Natal ao redor do mundo

As tradições envolvidas na comemoração do natal são muito antigas e foram se renovando no decorrer dos séculos. Durante esse tempo algumas culturas acabaram marcando suas festividades natalinas com aspectos regionais. Conheça algumas das tradições natalinas ao redor do mundo:

Tradições de natal na Suécia

Nos países escandinavos o natal tem seu início em 13 de Dezembro, data em que se comemora o dia de Santa Luzia. Nas festividades desse dia existem tradições natalinas muito peculiares como uma procissão em que as pessoas carregam tochas acesas. De resto, as tradições de natal suecas são muito parecidas com as do resto do ocidente.

 

FELIZ NATAL
Cora Maria

É tempo de renascer

Tempo de levantar e andar.

Tempo de leveza,
 de retirar mágoas da alma,
 e substituí-las pelo perdão.

Tempo de reconciliação.
É tempo de levantar
 e seguir em direção a luz,

Tempo de acreditar e
 entregar tudo em tuas mãos Pai!
Nasce Cristo!
Nasce!
Todo ano Tu vens, nasce,renasce,
e bastam algumas horas
 depois de tua festa
e vou voltando ao meu túmulo...

Vou me enterrando
 nos mesmos lamentos,
 nos mesmos tormentos.
Nasce Cristo!
Nasce!
Fique!
Fique em mim!

Eu tão frágil,
 tão ignorante ainda
 as tuas palavras.
Lembra-me sempre
que teu nascimento
não é apenas festa de momento.

Nasce, e fique
 sempre em mim!
Que eu consiga
 subir ao menos um
degrau do pedestal
onde sobem os heróis
fieis ao teu amor.

Vem!

Cresça em mim
 Menino da manjedoura,
ensina meu coração
 a ser um berço humilde
que acolhe,
que ampara, que ajuda,
 que perdoa.

Te adoto dentro de mim,
Cresça Forte!

Bem vindo a mim!
Feliz Natal Jesus!

Feliz Renascimento!
Em mim!
Por mim!
Tu, em Mim!
Pelos séculos sem fim!

Amém!

Natal é Amor
Dayse Maria Moraes

Há luzes, velas acesas, comida farta sobre à mesa.
No canto da sala a árvore enfeitada, cintila calada.
Brinquedos no chão, papéis espalhados,
na janela um rosto aparece, com os olhos molhados.

Neste olhar sem felicidade, sem sonho, sem ilusão,
há marcas de lágrimas que rolam, da alma e do coração.
Criança sem nome, sem sobrenome, sem parente,
sem cama, sem colo, com fome, vivendo qual indigente.

Como, então me pergunto, não repartir o meu pão?
Não abrir as portas, abrir meus braços, sem distinção?
Como, não repartir o amor, que é vivo em meu peito,
e doar-me sem restrições a quem perdeu seus direitos?

Crianças são todas no mundo, indiscriminadamente.
Todas que exibem no rosto, o mesmo sorriso inocente.
Expressam seus sentimentos, com graça e liberdade,
sem a prisão e os limites, impostos pela sociedade.

Crianças são todas iguais, gostam de bala, de brincar,
de fazer travessuras, pular amarelinha na rua, e sonhar...
Meus filhos e os de outrem, não faz qualquer diferença,
são todos filhos de Deus, independentemente da crença.

Não há diferença no meio, não há diferença na cor,
são seres sim, de almas puras, aos olhos do Criador.
Para o Pai, não importa o berço de ouro, ou a cama de lata.
Importa sim, se o braço ampara, ou se a mão fria maltrata.

Natal é praticar fraternidade, no dia em que Jesus nasceu,
mas hoje, em muitos lares, foi isto que se esqueceu.
E o homem trocou a verdade, por ceias e caros presentes,
deixando a bondade de lado, e a humildade, ausente.

Na mente igual das crianças, Papai Noel é a magia,
na probreza, na riqueza, na tristeza ou na alegria,
esperam na noite encantada, a rena no céu dar partida,
para ganhar um brinquedo, ou quem sabe apenas comida.

Se eu pudesse neste instante, um pedido a todos fazer,
diria: Tenham cuidado! Não deixem o amor morrer...
Pois em noite de Natal, nos becos, avenidas e ruas,
há sempre uma criança sonhando, com os olhos fixos na lua...

Esperando um milagre talvez, em meio a tanto sofrimento.
Não importa qual seja o presente, que as tire do esquecimento.
Se não puder ser boneca, carrinho ou algo especial,
que seja então um carinho que as aponte a Luz do Natal.

Porque o Natal comemora-se com amor, e nada mais...
Nada mais!

Tradições de natal na Finlândia

Na Finlândia há a estranha tradição natalina de freqüentar saunas na véspera de natal. Outra tradição natalina na Finlândia é visitar cemitérios para homenagear os entes falecidos.

Noel e Jesus
Aldo Cordeiro

Minha mãe implicava com papai Noel. O velhinho de barba branca era uma figura desconhecida em minha infância. Quem trazia presentes era o menino Jesus.  Feito criança, botava em baixo de nossas redes os presentes mais simples desse mundo e nós éramos felizes. Lembro de um natal que ganhei uma garrafa de guaraná Antarctica e fiquei felicíssimo, pois somente em ocasiões muito especiais tomávamos guaraná.

Pois bem. Nos últimos dias, dei de implicar com papai Noel, eu também. Não pelo que ele representa, pelas seus trajes ou qualquer dos rituais que importamos do jeitinho que acontece no hemisfério norte: comidas típicas, casinhas com neve, renas e até o rô, rô, rô... como nós somos o maior caldeirão étnico do planeta - creio eu - é natural que tudo aqui seja importado. A gente dá sempre um jeito: não tem neve, a gente enfeita com algodão.

O que ando implicando é com a confusão entre dois acontecimentos, a contradição que, talvez, seja apenas aparente.

Dia 25 de dezembro comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Um grande rei para os cristãos, o símbolo maior de suas vidas e do futuro que acreditam existir após a morte. Um rei, no entanto, que nasceu na condição mais humilde possível, sem qualquer ostentação e que, apesar de ser uma pessoa iluminada e uma fonte inesgotável de sabedoria, viveu despossuído de bens e ambições. Na mesma data, imagina-se um velhinho que se despenca não se sabe de onde, deslizando pelos céus com suas renas voadoras, a distribuir presentes para as crianças de todos os continentes. E mesmo quando muitas crianças duvidam e cantarolam 60eu pensei que todo mundo fosse filho de papai Noel...60 e lamentam que o velhinho passou ao longe ou percebe que as crianças mais ricas ganham presentes mais caros, a mística do bom velhinho continua.

Uma festa ofusca a outra. Talvez seja uma compensação: os cristãos amam uma tristeza, basta ouvir as músicas que inventaram para o natal. Quando a cristandade deveria cantar e dançar porque nasceu o seu salvador, fica todo mundo melancólico, como se o seu Cristo nunca tivesse ressuscitado e saído daquela vida de pobreza que marcou o nascimento e da violência de sua passagem para outra dimensão.

Acredito que, mais do que o nascimento de Cristo, comemoramos o nascimento da humanidade. O milagre de vivermos nesse planeta bonito, de nos comunicarmos e podermos nos amar, de sermos veículos por onde a vida segue sua continuidade. Por isso, necessitamos de festas. Em nenhuma outra data sentimos tanta necessidade de estar com a família, em nenhum outro momento sentimos a mesma vontade de ajudar aos que precisam de nós, como se um espírito de amor, de solidariedade, de compaixão nos invadisse e despertasse esses sentimentos.

Queremos festas no natal, comidas, vinho, gente em torno da mesas, luzes piscando, músicas. E, mesmo lembrando do nascimento de Jesus, é o velhinho de roupa vermelha que esperamos entrar em nossas casas, bondoso e onipresente, adorado por legiões de crianças, que, ansiosas e felizes, formam longas filas para abraçar as suas réplicas, espalhadas pelo mundo. Por mais cristão que alguém seja, ele não pode negar que em papai Noel encontra muito mais motivo de festa do que em Jesus Cristo. Pelo menos da festa que é estimulada pelos meios de comunicação, pela propaganda. O comércio se apropria da idéia e abre mais uma oportunidade de trabalho: réplicas do rei dos presentes. E incitam as crianças com novos produtos e novas necessidades. Não dá pra imaginar a representação de um menino que nasceu e viveu pobre distribuindo presentes caros por aí. O que seria vendido nessa época se não existisse papai Noel?

Se as duas figuras são importantes, o velhinho rico e bondoso e a criança que nasceu pobre, como símbolo da humildade e da grandeza de espírito, se estão no imaginário e no coração da humanidade, deveriam, então, ser cultuadas em duas datas diferentes. Papai noel viria no dia das crianças, por exemplo, com seus sacos de presentes e seu colorido bufante. No dia do natal a festa lembraria o nascimento de Jesus Cristo, para os seus seguidores, ou o nascimento de todos nós, para todos os crentes e descrentes. Seria o dia do amor ao próximo. O dia do reconhecimento de um princípio criador da vida sobre a terra, seja qual for a sua concepção. Uma data bonita, mas calma. Sem correria às lojas, sem obrigação de presentes. Dia de pensar em ajudar uma família mais pobre, de ligar para um amigo distante, de juntar a família sem alarde, ouvindo suas histórias, seus projetos. Televisão desligada. Cantaríamos juntos as canções da família ou de grupo de amigos, se preferíssemos.

Em cada casa ou mesmo num cantinho de um estábulo, uma pulsação de afeto e fraternidade. Toda a energia positiva, a emoção que uma festa assim poderia despertar, nos traria um desejo maior de troca, de convivência com os demais habitantes do planeta. Seria a preparação para a grande festa seguinte: o nascimento de um novo ano, o dia da grande família humana ou da paz universal.

Por enquanto, entre correrias, desejos estimulados pelo comércio, listas de amigos ocultos, lojas superlotadas, a gente vive o sonho possível. E aproveita ao máximo as possibilidades de encontros. Que seja assim, pois assim é a realidade.

A reflexão que proponho, neste natal, é que o velhinho não entre sozinho em nossas 60chaminés60: que a alegria do nascimento das crianças que povoam o mundo venha junto, e mesmo com toda o espírito de festa de que gostamos, nos faça mais simples, mais solitários, mais próximos do mandamento máximo: 60irmãozinhos, amai-vos uns aos outros 60...

Tradições de natal na Rússia

Na Rússia o natal é comemorado no dia 7 de janeiro,13 dias depois do natal ocidental. Uma curiosidade é que, durante o regime comunista, as árvores de natal foram banidas da Rússia e substituídas por árvores de ano novo. Segundo a tradição natalina dos russos, a ceia deve ter muito mel, grãos e frutas, mas nenhuma carne.

Natal
Marineide Miranda

Comemoração... Nascimento... Renascimento!!!
Vontade imensa de mudar o mundo... Ou apenas um mundo...
O nosso!!! O meu... O seu... O do próximo!!!
Mudar o modo... O sentir... O querer...
Retirar as tristezas... Dores... Falsos pudores!!!
Colocar mais ternura... Doçura... Candura...
Presentear a alma de todos com um sorriso gostoso...
Um olhar de carinho... Um abraço fraterno... Delicado...
Abraço de almas que se conhecem... Se gostam... Se reconhecem!!!
Um gostar de corações e mentes que não se desmentem...
Entrelaçam-se amigavelmente... Irmãos escolhidos...
Dividindo sonhos... Poesias... Sentimentos...
Dores... Sucessos... Tristezas... Saudades... Amores... Vida!!!
Natal comemoração do nascimento de um grande pensador...
Corajoso... Audaz... Pregador da igualdade... Da fraternidade... Da vida!!!
Que passemos algo do que Ele nos ensinou... Uma coisinha pequenina...
Básica e importantíssima: O AMOR!!!

Um canto de Louvor
Francisca Hardy (Gata Feliz®)

Não quero escrever um cartão de Natal... Nem uma mensagem que só fale de Natal. Permito-me ser diferente.
Tive 365 dias para desejar feliz natal, permitindo que o Divino Menino nascesse a todo instante dentro de mim e O vendo nos meus semelhantes, nas pedras, nas árvores, nos animais... em toda manifestação do grande milagre que todos nós participamos - Grande Milagre da VIDA.

Quantos de nós já paramos por um momento , só um momento, e ouvir com o coração os sons ao nosso redor? Com certeza poderemos ouvir o canto da cigarra e pensar - juro que eu também pensava - que coisa irritante!!! - Na verdade, sempre achei o canto da cigarra muito triste, pois sei que ela viveu anos sob a terra e quando eclodiu estará cantando até morrer e isso me dá uma imensa tristeza, e também me lembra a primeira vez que me vi longe de minha casa, dos meus pais, em uma cidade diferente, sem um só conhecido.

E o canto do grilo? mais irritante, insistente, coisa chata!!! grilo chato!!! se te pego, zás!!! era uma vez um grilo.

Pois é.

Mudei meu conceito assim: num estalar de dedos. Ao compreender que cada ser canta um canto de louvor ao Criador, à sua maneira, maviosa , mas meus ouvidos de humana ouvem um ruído chato. Bom...ouviam.

Recentemente, ao fazer um curso de meditação merkaba, fui surpreendida com uma fita que as facilitadoras apresentaram. Um estudioso no campo de sons e, claro, voltado para o lado sutil da esferas, ( todo mundo fala em música das esferas , mas nem faz idéia de como seja), de outras dimensões, gravou o canto dos grilos... Isso!!! canto dos grilos.
Claro...eu, como toda HUMANA...só ouvi e prestei a atenção ao canto dos grilos ( que coisa extraordinária existe aí? perguntei-me intimamente....esperando algo geniaaaaaaaaal!!! ou seria apenas mais um desses discos de músicas ditas... xamânicas. ).
É... não percebi, na minha surdez - quem tenha ouvidos que ouça - que ao fundo, havia um coro harmonioso, com uma música... ah, deve ser a famosa música das esferas. Só então as facilitadoras explicaram que o canto em coral, era o resultado da, digamos, decodificação - em slow motion - do canto dos grilos.

De imediato imaginei como seria o coral das cigarras...

Deixe que a emoção tomasse conta de mim. Como aconteceu com todos que faziam o curso.

Pudesse eu ter a voz de um só grilo naquele coral para um canto de louvor ao Criador.

É por isso que esta formatação nao terá som.
Quero que ela tenha o canto de louvor emitido por meu coração, por meus sentimentos, por meu agradecimento por participar desse Grande Milagre de compreender que sou Una com Deus.

Tradições de natal no Japão

No Japão, onde só 1% da população é cristã, o natal ganhou força graças à influência americana, depois da segunda guerra. Por questões econômicas, os japoneses foram receptivos com algumas tradições, como a ceia de natal, o pinheirinho e os presentes de natal.

Hei, JC!
Celito Medeiros

Escuta aqui mano...
O bicho está pegando
Ta ligado?
O que há com contigo?
Sumiu cara?!

O amor está em baixa
A sacanagem em alta
Mandamentos vagos
Gente procurando vaga
E a porta do céu?

Te toca...
Não fique na toca
Venha logo
Ainda vale a pena
Muitos te esperam!

Se faltou convite...
Ta na hora meu!
Não deixe o tempo passar
Aí então o peixe poder assar
Distribuir o pão pra esta gente.

Cara, venha preparado
Senão te pegam novamente
Muitos estão zoando
Religiões pra todo lado
Mas muita gente te esperando.

Quase Natal
by-Caio Lucas

Não quero falar de Natal como antes, como todos,
meus Natais são dias, são minutos, são glórias.

Conto cada conto de Natal, cada segundo que fui feliz,
cada pedaço de pão, cada oração.

Todos os meus dias são Natais, são festas,
marco todo amigo que abraço,
os que ficaram no passado,
os novos que dia a dia começam a me conhecer.

Lembro de minha Mãe,
é assim mesmo que escrevo, com letra maiúscula,
uma pessoa que não passou,
pois deixou em mim partes suas,
pedaços de seus ensinamentos, de suas alegrias,
me ensinou a sentir e a não julgar,
o amor que aprendi não foram pedaços,
é inteiro e todo seu.

Hoje quero parar, uma vez por ano faço uma oração,
uma para alguém que nunca vi,
não peço nada, não agradeço nada também,
apenas faço uma oração, não uma convencional,
nada decorada, nada que me ensinaram,
mas uma que aprendi com a vida, com a minha
e com as pessoas que me cercam pelos tantos
caminhos que percorro e que ainda sigo.

Aos meus amigos não vou dar presentes, não vou dar
nenhum abraço, não vou ligar e nem ao menos
um cartão vou enviar, quero que me lembrem depois,
como foi antes, durante todo este ano, como foi
durante estes tantos anos que nos conhecemos, alguns menos
outros mais, mas todos aqui, juntos, não importa a data.

Hoje é quase Natal,
ainda somos pedaços de gente aprendizes de vida.
Tento conservar tudo como está, ao seu gosto
e como ELE desejou.

Mais 365 dias
e vou continuar a seguir como sempre,
respeitar as diferenças, sorrir mais, sorrir com o coração
e não com os dentes, abraçar os amigos
e cuidar mais dos inimigos se por acaso os tiver.

Senhor, não prometo mais
e não vou pedir mais,
tenho certeza do que posso,
do que sou e do que poderei ser durante os
próximos 365 dias de Natal ...

Parabéns do seu amigo...
Homem

Tradições de natal na Austrália

Na Austrália o natal é usado para lembrar as raízes britânicas do país. Tal como na Inglaterra, a ceia de natal inclui o tradicional peru e os presentes de natal são dados na manhã do dia 25. Uma curiosidade: devido ao calor alguns australianos comemoram o natal na praia.

Quem não gosta de Papai Noel?
Olga Fonseca

Você gosta de Papai Noel? Não? Que pena, pensei que gostasse de mim... Porque ser Papai Noel é comigo mesma... não vejo a hora de poder ver aqueles olhinhos brilhantes a me fitar e sorrir cada vez que chamo pelo seu nome. Como é boa esta fantasia... só vivenciando é que se pode dizer a real sensação!

Sabe, sou um Papai Noel aloprado... Ceguinho, pior que mister Magoo, pois entrego sempre presentes para as pessoas erradas, adoro quando a criançada puxa minha perna e diz:
- Papai Noel, o Gabriel sou eu... este aí é meu avô! Acho que o senhor tá precisando trocar de óculo...

Outra característica minha é ser mais do que gagá, pois quem toma pito são os pais, os tios, até os avós...
- Seo Demétrio, tem sido bonzinho com suas sobrinhas?
- Dona Thereza, tem deixado sua filha mais velha dormir até mais tarde? Parou de vigiar a janela para ver o ela está fazendo lá fora no carro do moço? Ou fica piscando a luz aqui dentro parecendo vagalume? Se não parar vai levar bengalada...

Anos atrás, Gabriel tinha quase dois anos, e era seu primeiro natal com Papai Noel, quando me olhou caiu no choro... e eu com a voz mais grave do que o normal disse: - Menino... Não chore, sou amigo, sou o Papai Noel... Ele abriu um grande sorriso e pulou no meu pescoço gritando: - Mamãeeeeeeeee!!! E o mais engraçado, é que nos anos seguintes que ele já era maiorzinho, não me reconhecia...

Logo nos primeiros anos que virei Papai Noel, esqueci e pintei as unhas de vermelho, mas na hora o Fernando gritou: - Este Papai Noel é mulher, tá com as unhas pintadas...

Claro que este Papai Noel aqui sempre tem um copo bem cheio e próximo... Cheio de que? Água? Imagine, Papai Noel precisa se esquentar ou esfriar dependendo do dia... é o que faz o trenó voar, oras... Uma bela dose de whisky ou uma cerveja bem gelada é meu combustível... Ho! Ho! Ho!!!

Dia 24 é festa para família e depois para os amigos... Primeiro passo nas casas onde sei que a criançada está me esperando, depois vou à casa de todos meus amigos, e fecho a noite na boate... obviamente de sininho e bengala em punho... Claro, que Papai Noel também é 60filha de Deus60e quer dar suas paqueradas pela noite afora, sendo assim levo uma roupa legal e volto a ser eu por algumas horas...

Mas você deve estar se perguntando, por que por algumas horas? É que no Natal quase nem durmo... Pois logo que chego, chega também o Tio Dê para tudo recomeçar novamente... E lá vai Papai Noel de novo, desta vez em um fusquinha 67 caindo de velho... levar à criançada carente uma alegria a mais.
Esta maratona maravilhosa começou há 15 anos quando, feliz por meu primeiro salário, resolvi que com a metade iria comprar brinquedos e distribuir às crianças de rua, carentes, de carinhas sujas, mas com o sonho de criança como qualquer outra...

Meus Natais sempre foram inesquecíveis, da infância até os dias de hoje, e espero que seja assim por muito e muito tempo...

Já começo o sentir o cheiro do Natal... cheiro de alegria, cheiro de vida nascendo... cheiro que é só meu, meus sentimentos se aguçam: amo mais, choro mais, canto mais, falo mais alto, brinco mais... enfim, renasço neste dia, pois aprendo a cada Natal que, importante é dar e não receber...
Se puder experimente esta magia... garanto que vai amar!

Tradições de natal no Iraque

Para os poucos cristãos residentes no Iraque a principal tradição natalina é uma leitura da bíblia feita em família. Há também o “toque da paz”, que segundo a tradição natalina do Iraque, é uma benção que as pessoas recebem de um padre.

Tempo de Natal
Vyrena

Tempo de Natal...tempo de harmonia...
Vida nova... paz...libertação!
Desejosos de um recomeço...
Tornamo-nos mais amigos...mais irmãos
Tudo é festa... é brilho .... alegria!
 Caem no esquecimento
As rusgas ... os mal entendidos.
Só o amor permanece nos coração
É hora de escancarar as janelas...
As portas deixar bem abertas.
Ele vai chegar!...Ele vai nascer!
E... com ele... a esperança da paz
Que resultará na união entre os homens!
A noite chega apressada...
Esperando pela madrugada!
Luzes brilham por toda parte...
Vozes cantam em coro
Pela terra espalhando belas sinfonias.
São os cânticos de boas vindas
Ao maior... ao mais belo presente
Que poderíamos desejar:
Jesus Menino que está pra
nascer!

Real Menininho
 
nessa Noite, deixei eu o rebanho sozinho,
pois a Estrela me mostrava o Caminho;
cheguei à estrebaria, bem de mansinho,
e ali vi o Casal, com o Real Menininho;
outras Gentes se chegavam, devagarinho,
mas todos calavam sem um burburinho;
por ELE, todos se abraçavam com Carinho...
 
Moacir et Selena 2003
brilhe a vossa LUZ!
 
...pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo (Mateus 2:2)

Neste Natal
Marisa Cajado

Neste natal quero sair amando
Sei sim, aqui de minhas dores
Sei também dos meus temores
Mas vou prosseguir lutando

Vou esquecer desafetos
Transformá-los em amores
Tirar o espinho das flores
Pra perfumar muitos tetos

No meu canto louvarei
O aniversariante do dia
Atendendo o que pedia
E com ele ficarei!

Tradições de natal na África do Sul

O natal na África do Sul acontece durante o verão, quando as temperaturas podem passar dos 30 graus. Devido ao calor, a ceia de natal acontece em uma mesa colocada no jardim ou no quintal. Tal como na maioria dos países, tradições como árvores de natal e presentes de natal são quase obrigatórias.

Natal
By®Kate Weiss

Natal,
foi agora, hoje, nesta hora...
O meu filho chegou, com amor me olhou, com carinho me beijou!

Natal,
foi quando um menino da rua,
no meu abraço se atirou...
e ao som do acordeão, comigo dançou!

Natal,
foi ontem, na paixão das tuas mãos
que procuraram as minhas;
e o meu coração, de contente,
saltou!

Natal,
é sempre que as almas
dos que amo e me amam
se reencontram na luz dos olhares...
o brilho com que Deus nos presenteou!

Natal,
é quando alguém desconhecido
passa por mim e me diz:
«Bom Dia»...
com alegria!

Natal,
é sempre,
a ternura que eu vejo
nos olhos lindos, lindos, dos meus filhos
e de todas as crianças do mundo...

Natal,
é sempre,
esta saudade que permanece,
que o tempo não apagou!
Neste amor que o meu pai
no meu coração deixou!

Natal,
é sempre,
a recordação dos que Deus
para o céu levou,
e,
em anjos para mim transformou!

Natal,
é hoje,
no reencontro de sempre,
na família maravilhosa
com que Deus me brindou
e abençoou!

Porque o Natal é Amor
e o Amor é Natal!

Jesus, Nossa Fortaleza
Rubenio Marcelo

Só Jesus é nosso amparo e fortaleza,
O socorro que impera nas tribulações.
Só o Senhor nos dá a graça e a nobreza,
Afastando de nós as nossas transgressões.
 
Com Ele pisaremos em escorpiões,
Em serpentes e em todos poderes da vileza.
Sua destra fiel é uma estrela acesa
Que nos guia e extirpa as perturbações.
 
Com Cristo, nenhum mal nos sucederá;
Praga alguma chegará à nossa tenda,
Nem a mão do nefando nos alcançará.
 
E aquele que Seu santo nome invocar,
Destruirá a iniqüidade, fenda a fenda...
Pois quem Nele crê, inda que morra, viverá!

Tradições de natal na Inglaterra

Na Inglaterra as tradições natalinas são levadas muito à sério. Não é à toa, já que o país comemora o natal há mais de 1000 anos. Presentes de natal, pinheirinhos decorados e músicas natalinas são mais comuns na Inglaterra que em qualquer outro país do mundo.

UM NATAL INESQUECÍVEL

Eu vi o menino uma vez só. Mas me impressionou tanto, que jamais esqueço dele.
Foi uma viagem que fiz a São Paulo com um conhecido meu. Ele é um médico psiquiatra em Goiás, e estudava comportamentos para um livro que estava escrevendo. Eu aceitei o convite, e só depois foi que desconfiei que eu próprio, era motivo de seus estudos.
Fomos então à Febem, e enquanto ele tratava do seu trabalho, vi um garoto ainda, que não sei precisar a idade, assentado em um canto do pátio, sozinho, tocando uma gaita de boca. Chamou a minha atenção, porque ele era diferente dos outros, e eu mesmo, sempre gostei de ficar assim isolado como ele.
Tocava muito bem, uma das músicas que gosto. Aproximei, e fiquei ouvindo. E assim que percebeu que eu gostava, tocou com mais entusiasmo, já que percebia talvez em uma única vez ali dentro, que tinha platéia. Fiquei também pensando que a música que ele tocava, não se parecia com o repertório mais ao gosto de meninos de sua idade.
Pude perceber o brilho em seus olhos, quando viu que eu aplaudia, e sem dizer nada, tocou outra melodia que também me agradava muito. Assentei-me então na calçada em que ele estava, e ouvi ainda outras músicas de um repertório que parecia ter sido escolhido por mim.
_ Gosto dessa música... – eu disse sem cumprimentá-lo.
_ Eu sei que gosta de todas que toquei... 
_ Como sabe do que gosto? – perguntei intrigado.
Ele não respondeu, e eu perguntei em seguida puxando assunto:
_ Como foi que aprendeu tocar assim?...
_ Todos nós temos facilidade para aprender a fazer aquilo que está dentro de nós. Ninguém me ensinou... Simplesmente comecei a tocar.
Eu sentia estar diante de uma pessoa diferente. Não entendia o que era, mas algo de maior parecia estar nele, além da música, do jeito de falar... E o fato de estar separado do grupo, não era a conseqüência, mas a causa. Eu entendia isso, claramente sem explicações. E a resposta que deus à minha próxima pergunta, foi mais uma prova:
_ Como é seu nome?
Ele me olhou, e sorriu. Era um sorriso bonito, e a beleza estava muito além da brancura dos dentes, o que era também estranho num grupo de internos naquele lugar. E confesso que senti um embaraço diante do seu olhar penetrante e bondoso. E isso afirma para mim, o pensamento que tive que ele não era daquele lugar.
_ Você quer mesmo me conhecer? – respondeu ainda sorrindo. – Não pergunte meu nome. E se quer saber quem sou, não pergunte o que faço. Que importa um nome que alguém tenha me dado? E que importância tem a minha ocupação, ou o lugar onde uma pessoa tenha nascido? Não é por esses motivos que os homens julgam as pessoas? E que é que sabem quem julga por esses detalhes?
_ Você fala como se não fosse humano, _ eu disse.
Ele riu alto desta vez, e não me deu resposta. E eu vi que o seu rosto parecia esconder um segredo. E mais intrigado eu fiquei com a sua com a sua atitude que até hoje não sei se era uma brincadeira. Levantou-se, abriu os braços em forma de cruz, e disse pendendo a cabeça para a frente, como se estivesse morto crucificado. Achei no momento que ele foi tão bom ator, que só não parecia mais com Jesus Cristo, por causa da idade, e do rosto liso, sem barba. Mas eu só fui entender o seu gesto, quando ele de braços assim aberto, disse:
_ Sou Jesus Cristo!...
Eu ri no momento, mas sentindo que havia algo estranho na brincadeira. E perguntava a mim mesmo, 'que brincadeira é essa?' E em tom de brincadeira, eu perguntei:
_ E o que é que o próprio Jesus Cristo faz aqui nesse lugar?
_ Jesus Cristo entra onde quer... Mas para não ser notado onde está, usa artifícios.
Esperei que continuasse. E eu não sei o que é que se passava comigo naquele instante, mas a brincadeira me dava um frio gostoso no peito, e sinto o mesmo todas as vezes que me lembro... E como ele ficou calado, eu perguntei:
_ E qual é o artifício que Jesus usou para entrar num lugar como esse?
_ Desta vez, fiz o seguinte: Tocava a minha gaita na véspera de natal do lado de uma grande loja no centro da cidade. De vez em quando, parava uma pessoa atraída pela música, e foi-se formando um círculo ao meu redor, porque as pessoas achavam que havia algo de diferente no espírito da minha música.
Então o Papai Noel da loja veio até onde eu estava, e disse que eu não poderia ficar ali, porque estava atrapalhando a movimentação das pessoas. Eu brinquei com ele, dizendo que a minha música era mais importante que todas as lojas da rede onde ele trabalhava. As pessoas à volta me aplaudiram quando falei, e isso fez com que ele ficasse mais furioso do que estava.
Mas a gota d'água, foi quando ele voltou irritadíssimo alguns minutos mais tarde, e perguntou em tom desafiador:
60_ Quem você pensa que é garoto?!...
_ O próprio Jesus Cristo, - eu respondi rindo. E como todos os presentes começaram a rir também, ele saiu ameaçando, e esbravejando. Continuei tocando. E de longe, vi que ele conversava com um dos guardas da loja. E eu me distraí tocando, quando de repente, o segurança chegou por trás, e tirou o meu instrumento, sem que eu pudesse fazer nada. Eu ainda argumentei que ele não podia fazer isso, mas de nada adiantou.
E vi quando voltou e entregou a gaita ao Papai Noel, que me olhou de longe com um ar de zombaria, enquanto guardava-a no saco que tinha nas mãos. Fio até ele, e pedi que me entregasse o que era meu, que eu prometia não tocar mais ali. Mas em resposta, ouvi a sua zombaria:
_ Rô, rô, rô... O garoto quer a gaita dele!... Rô, rô, rô!... 
_ Como vi que ele não me entregaria, tomei o saco dele, e corri para a rua. Tirei a minha gaita, joguei o saco, e continuei correndo, mas fui agarrado pela polícia. E é por isso que Jesus está aqui preso como um trombadinha, um ladrão... É assim que ele entra em todos os lugares disfarçado, conforme o ambiente do lugar. Ele pode ser um mendigo em um, ou um executivo em outro... E até em igrejas, eu entro assim, sem nunca ser reconhecido por pessoas que cantam músicas com meu nome, e fazem orações pedindo coisas dos seus interesses. E no meio deles, eu me escondo sem jamais ser descoberto...
O menino parou de falar, e me olhava sorrindo, sem que eu soubesse se falava sério, ou se brincava. Ele sorria, mas as suas palavras não tinham o mesmo tom das brincadeiras, mas também não tinha a minha lógica... Eu não disse nada, mas uma vez mais, parecia que conhecer meus  pensamentos.
Mas até hoje fico intrigado sem saber com quem falei naquele dia. E as suas palavras seguintes, podem ser aplicadas tanto a um como a outro se eu quiser escolher quem era aquele que estava ali:
Não sou quem dizem que sou... Eles não me conhecem. Estou preso, pelos que dizem promover a paz. Se eu gritar para que me ouçam, dirão que sou louco. Se eu toco para ver se tem alguém com o coração parecido com o meu, se fazem de surdos, ou me expulsam do lugar. Mas um dia descobrirão quem sou, eu tenho certeza...
Nesse momento, o meu conhecido chegou, e o que o menino dizia, foi interrompido. Então o psiquiatra falou comigo me chamando par ir embora.
Eu estendi a mão, e apertei a do menino, e isso fez com que fosse repreendido enquanto saíamos:
_ Tenha cuidado com essa gente. Esses meninos são muito perigosos. Podem inventar qualquer historia para enganar as pessoas. E o que é pior, quando cativam a confiança de alguém, podem matar sem mais nem menos, se descobrem que suas vítimas tenham alguma coisa que possam roubar...
Eu não disse nada. De longe, podia ouvir a música da gaita. A melodia era uma das minhas preferidas.
Eu fiquei muito impressionado com o menino. E alguns meses depois voltei a São Paulo, somente para falar com ele com mais calma. Mas não foi possível. Eu não sabia seu nome, e não sei se não quiseram falar, mas ninguém dava qualquer informação do menino da gaita.  

Adelmario Sampaio
 [Os erros de linguagem são propositais]

A História do Presépio de Natal

Ao lado do pinheirinho e dos presentes, o presépio é talvez uma das mais antigas formas de caracterização do Natal. A palavra presépio significa “um lugar onde se recolhe o gado; curral, estábulo”. Porém, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo.

Os cristãos já celebravam a memória do nascimento de Jesus desde finais do séc. III, mas a tradição do presépio, na sua forma atual, tem as suas origens no século XVI. Antes dessa época, o nascimento e a adoração ao Menino Jesus eram representadas de outras maneiras. As primeiras imagens do que hoje conhecemos como presépio de natal foram criadas em mosaicos no interior de igrejas e templos no século VI e, no século seguinte, a primeira réplica da gruta no Ocidente foi construída em Roma.

SÓ PORQUE É NATAL
by B@by®
 
Só porque é Natal,
O mundo se veste com as cores da paz,
Apenas na aparência, não no real,
Pois os conflitos continuam de modo voraz
 
Mas a esperança existe e persiste,
Teima em nos mostrar um futuro melhor
Não quer nos ver abandonados e tristes,
E espalha alegria ao redor
 
E porque é Natal,
As pessoas ficam em festa
Como se ninguém fosse do mal
E se esquecem de todas as promessas
 
Que fazem todas as vezes
Quando precisam de conseguir algo,
Depois voltam a ser os mesmos burgueses
E jogam as promessas para o alto
 
Natal deveria ser celebrado
Em todos os dias do ano
Talvez assim todos entendessem o recado
Que nos deixou o Homem que foi Santo!
Para as Marias
Lalá de Paula

Marias de todos os jeitos,
Marias de todas as nações,
Marias sem preconceitos,
Marias com emoções.

Marias que vêm da estância,
Marias de todas as cidades,
Marias de longa distância,
Marias das proximidades.

Marias mineiras, garimpeiras,
Marias cozinheiras, arrumadeiras,
Marias empresárias, comissárias,
Marias operárias, funcionárias.
 
Marias felizes, com tudo que têm,
Marias capazes de fazer o bem,
Marias sofridas, sem ninguém,
Marias como lhes convêm.

Marias merecem esta homenagem.
Marias que trazem na bagagem
Marias, de outra paragem.
Marias que vêm em busca do bem.

Marias tão simples e tão necessárias,
Marias presentes, missionárias,
Marias safadas, ordinárias,
Marias vividas e perdulárias.

Marias, vocês estão presentes,
Marias lembram, inconscientes,
Marias onipotentes,
Marias prepotentes.

Maria, somente, é bem mais celeste,
Maria, Mãe, que para nós vieste.
Maria que sofre ao ver no agreste,
Maria chorando, sofrendo da 60peste60.

Maria, abençoa seus filhos ateus,
Maria, perdoa e pede a Deus,
Maria, que ama a todos os seus,
Maria, Jesus, que é filho de Deus.
Maria, perdoa meu atrevimento.
Maria, que amo a todo o momento.
Maria, presente no firmamento.
Maria, Maria meu sentimento.

Maria, ofereço o meu coração,
Maria, que sou com gratidão,
Maria, Mãe Santa, cheia de emoção.
Maria, perdoa, toda nossa ingratidão!  

 
 

Presépio de Natal: o início da tradição

No ano de 1223, no lugar da tradicional celebração do natal na igreja, São Francisco, tentando reviver a ocasião do nascimento do Menino Jesus, festejou a véspera do Natal com os seus irmãos e cidadãos de Assis na floresta de Greccio. São Francisco começou então a divulgar a idéia de criar figuras em barro que representassem o ambiente do nascimento de Jesus.

De lá pra cá, não há dúvidas que a tradição do presépio natalino se difundiu pelo mundo criando uma ligação com a festa do Natal. Já no século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica.

Neste mesmo século, vindo de Nápoles, o hábito de manter o presépio nas salas dos lares com figuras de barro ou madeira difundiu-se por toda a Europa e de lá chegou ao Brasil. Hoje, nas igrejas e nos lares cristãos de todo o mundo são montados presépios recordando o nascimento do Menino Jesus, com imagens, de madeira, barro ou plástico, em tamanhos diversos.

Atualmente, tradições natalinas antigas como a árvore de natal, o Papai Noel, a ceia de natal, o presépio e as músicas natalinas dão forma à celebração do Natal ao redor do mundo.

PRECE AO SENHOR
Diógenes Davanzo

No silêncio da noite e deste dia que amanhece
Te peço paz e contigo quero estar
Dê me forças para que eu perdoe meus irmãos
Alivie o peso de minha cruz, se isto for possível
Que eu leve a fraternidade, onde houver violência
Que eu possa ser sempre manso de coração
Que em tudo que veja, enxergue somente o amor
Que sempre aja em mim como seu instrumento
Que eu seja sempre humilde em todas as ações
Que em todos os momentos de minha vida,
seja reto e exemplo para meu irmão
Que eu sempre agradeça tudo aquilo
que é feito por mim
Que o meu rosto brilhe sempre com muita
intensidade, irradiando somente felicidade
Que eu sempre auxilie o meu irmão necessitado
Que eu elimine de meu coração, todo ódio e rancor
Que eu seja sempre seu súdito e em meu
coração tenha somente o amor
Que eu nunca esqueça, que como seu filho
Jesus, fui gerado no amor
Que eu sempre te ame acima de todas as coisas
deste mundo
Que eu ame meu irmão até nas adversidades
Enfim Pai, é tudo que peço
Que neste momento de profunda oração eu seja
atendido em todos os meus pedidos
A ti meu Pai todo meu fervor...
A ti meu Pai todo meu amor...

Natal de todos
(OlhosDe£in¢e)

A cada ano o Natal 
chega determinado 
a enternecer corações e 
a solicitar reflexões.

A cada novo Natal 
a essência é única,
mas a nossa visão,
o nosso coração e a nossa alma, 
já não são os mesmos.

A cada novo Natal
incorporamos uma nova visão de vida,
nosso olhar torna-se mais justo, 
nossas atitudes
modelam-se à solidariedade.

A cada novo Natal 
nossa alma se lapida,
o perdão é solicitado,
e a esperança renasce.

A cada novo Natal
em reunião de família,
a alegria se manifesta,
os abraços são mais demorados
e as lágrimas são deslizadas
pelas lembranças dos que se foram.

A cada novo Natal
com carinho agrupamos
em um buquê de emoções
a sabedoria adquirida,
o reconhecimento do bem.
A saudade que ficou,
o amor que consolidou,
a paz espiritual procurada 
a emoção de viver,
a crença no amanhã
e a paz no coração! 

FELIZ NATAL COM CARINHO!


Papai Noel em várias línguas

O nome do bom velhinho em português, todos os brasileiros conhecem, mas engana-se quem pensa que esse nome vale para o mundo inteiro. Cada país, cada língua, tem um nome diferente para o bom velhinho. Não podia ser diferente, afinal, ele entrega presentes pelo mundo todo.

Papai Noel Alemão:

Na Alemanha ele é chamado de Kriss Kringle, termo cuja tradução literal é Criança do Cristo.

Papai Noel Francês:

Na frança ele é chamado de Pere Noel.

Papai Noel Espanhol:

Nos países de língua espanhola o bom velhinho é geralmente chamado de Papa Noel.

Papai Noel Norte Americano:

Santa Claus é o nome dele nos Estados Unidos e no Canadá

Papai Noel Inglês

Father Christmas é o nome do bom velhinho em inglês, ele tem o casaco e barba mais longos.

Papai Noel Sueco

Na Suécia Jultomten é o nome da famosa figura natalina.

Papai Noel Holandês:

Na Holanda, chama-se Kerstman.

Papai Noel Finlandês:

Na Finlândia, Joulupukki.

Papai Noel Russo:

Na Rússia, é chamado de Grandfather Frost ou Baboushka.

Papai Noel Italiano:

Na Itália, Belfana ou Babbo Natal.

Papai Noel Japonês:

Para os poucos cristãos do Japão ele é conhecido como Jizo.

Papai Noel Dinamarquês:

Na Dinamarca, chama-se Juliman.

súplica natalina
líria porto
 
no natal jesus menino
eu nem sei porque peço
eu nem creio em natal
talvez porque precise muito acreditar
ter esperança
é questão de sobrevivência
no natal jesus menino
amarra um coração ao outro
um cordão vermelho ou dourado
tanto faz
todos os corações numa fileira
junta todos os homens
mostra a eles o planeta
quanta beleza ainda há
quanta flor pássaros e matas
mostra os rios os lagos e o mar
as florestas os bichos as crianças
mostra os prados as montanhas
 a lua a chuva as estrelas
e depois meu jesusinho
mostra o outro lado
a devastação
os desertos a miséria
as guerras e a fome
mostra as desgraças a pobreza
as injustiças
e o que os homens podem fazer enquanto há tempo
talvez assim eles comparem
eles compreendam
seus corações se enterneçam
e compadecidos os homens se mantenham juntos
e eles lutem para salvar nosso planeta...
Renasça!
Eva Aune

Mais um Natal surgindo, mais um ano chegando ao fim,
mais um periodo juntos.
 
Gostaria de desejar a todos paz, saúde, harmonia e felicidade.

Não só porque é Natal, mas porque somos amigos,
somos seres humanos e o mundo precisa que sejamos
melhores do que somos, que apreciemos a vida e cultivemos o amor!
Conversando Com Ele sobre o Natal
Fernanda Guimarães

Senhor,
De quantos Natais ainda necessitaremos
Para lembrarmos que a fraternidade
Deve ser vivificada em todos os dias do ano?
Senhor,
De quantos Natais ainda necessitaremos
Para compreendermos que o teu nascimento
Deve ser celebrado a cada momento?
Já que nos ensinaste a desvestirmos-nos
Diariamente do homem velho
Que nos habita e nos aprisiona

Senhor,
De quantos Natais ainda necessitaremos
Para trocarmos abraços descompromissados?
E sermos mansidão e doçura
Sem datas quaisquer marcadas
Pelo calendário que criamos
E com o qual regemos nossas emoções
Como se o amor fosse um sentimento sazonal

Senhor,
De quantos Natais ainda necessitaremos
Para transformarmos em gestos e atitudes
As palavras que tão facilmente proferimos
Nesta época do ano
Quando falamos em solidariedade e perdão?

Tantas coisas que não entendo, Senhor...
Talvez por isto, não saiba escrever sobre o Natal
Por que será, Senhor
Que dissertamos com tanta facilidade
Sobre a violência nas ruas
E não conseguimos reconhecer
A fúria que há dentro de nós
Quando nos sentimos atingidos
Em nossa vaidade pessoal?
Por que será, Senhor
Que suplicamos tanto pela paz no mundo
Se no dentro de nós
Superestimamos a pequena ofensa, a ira desmedida
Cravando os dedos da intolerância
Com os que estão mais próximos de nós?

Por que será, Senhor
Que nos permitimos perder o fôlego
Sufocando o sopro de vida
De todos os teus ensinamentos
Que nos desejam unidos em plena harmonia?
Ah, Senhor
Por que precisamos ainda recorrer a datas
Para nos reconhecermos irmãos
Para praticarmos a caridade
Se todos os dias a vida nos é ofertada
Como presente único e divino?

Senhor,
Resta-nos agradecer a Tua paciência para conosco
O Teu amor infinito e incondicional
Mesmo que nem sempre
Saibamos como Te escutar
Porque quando conversamos contigo
Distraídos em nossos tantos pedidos
Não ouvimos Tua Voz a nos responder
Acariciando nossas dúvidas, dores
E todas as angústias que nos fragilizam
Nestes dias que antecedem
A celebração do Teu nascimento
Talvez andes a nos dizer baixinho
Em Tuas preces sobre todos nós
Que Teu maior presente
Seria que o Natal acontecesse todos os dias
Nos corações dos teus amados filhos.
 

Músicas de Natal

Veja nossa seleção de letras de algumas tradicionais músicas de Natal. Para muitas famílias, essas músicas de Natal são uma parte importante das festividades natalinas. Com seus ritmos leves, as músicas de natal não só nos preparam para o clima das festividades natalinas como também nos lembram do nascimento do menino Jesus.

Sinos de Belém

 

60I.N.R.I60
Jesus Nazareno Rei dos Judeus
Nelim Monti

Foi cumprida a profecia.
O Messias prometido nascia,
E da mesma maneira morria.

Judeus, povo sofrido, escolhido
Instrumento de que serviu Deus
para se revelar por Moisés
As vicissitudes que passou esse povo
destinava a chamar a atenção geral
e fazer cair o véu que ocultava aos
homens a divindade.
Massacrados pelos romanos.
O Messias, fustigado.
Judeu condenado.

Diáspora...espalhados,
dispersos pelo mundo.
Até a volta do Salvador

Holocausto...muitas mortes
 Prenúncio da volta do Nazareno...
Renascimento de um povo de vital
importância para a  História da humanidade.
Israel...meta final
O Nazareno retornará entre nós.
Está escrito.
 (Consultas Enciclopédia Barsa, Bíblia Sagrada)
Natal Brasileiro
Neli Neto

Neste Natal
queria ser diferente
fazer um Natal brasileiro
completo em sua montagem
sendo naturalmente autêntico
usando nossa cultura e riqueza
sem nada, nada...
copiar de fora.

Minha árvore, uma linda carnaúba
com suas folhagens bem largas
enfeitando, lindas flores do campo
diversos tipos, coloridas,
mostrando a alegria bem nata
da essência brasileira.

Luzes piscando ao redor
nas cores da nossa bandeira
verde, amarelo, azul e branco
dizendo para quem lhe poder ver
que estamos vivos, alertas
felizes... sobrevivendo.

Nada de presentes em volta
só crianças sentadas
observando com alegria, cantando
tentando mostrar que a esperança
ainda se encontra presente, marcante
batendo incontinenti,
no coração brasileiro.

Nossa mesa linda, grande e farta
só de frutas nacionais
manga, uva, abacaxi,
pequi, melancia, laranja,
caju, acerola, banana
nada de muita comida além
a não ser a rabanada, pão velho
regadas com água de coco.

A música um som bem nativo
nada de muito estridente
mas só bem cadenciado
o molejo e o trinado
de um chorinho bem da terrinha,
mostrando que nós brasileiros
buscamos em nossas raízes
a verdadeira faceta
da nossa identidade.

Papai Noel de bermudas,
descamisado
já que aqui é verão
Nada de barba comprida, trenó
Pra que? se nem neve nós temos
Viria de barcaça ou jangada
saindo de dentro do mar.

Suas renas seriam golfinhos
ou quem sabe até gaivotas.
Elas o trariam contentes
cercados por andorinhas
seguidas de outros pássaros
araras, papagaios, periquitos
canários, sabiás, tuiuius e bem-te-vis.

O calor dos nossos dias
é como um imenso coração
sempre aberto e hospitaleiro
batendo com magia, euforia,
solidariedade, amizade,
amor pelos seres humanos
que são nossa sociedade
vibrante por uma grande união.

Presentes distribuídos:
empregos, saúde, escolas
o fim dos desabrigados
o fim da violência hostil
o não a corrupção
numa união: políticos versus o povo
em prol de uma grande nação.

Feliz Natal BRASIL!!!!!!!!!!
e Viva a Esperança!!!!!!!!!
 
 
A Origem dos Cartões de Natal

O costume de trocar cartões de cumprimentos no Natal é relativamente recente. Surgiu no século XIX, em 1843, por iniciativa do artista norte-americano John Calcott Horsley. As impressões dos cartões em grande escala começaram em 1862 e logo se tornaram muito populares.

Trenzinho de Natal
Maria Petronilho

POUCA TERRA POUCA TERRA
FAZ O TRENZINHO E AVANÇA
É NATAL E VAI CHEIÍNHO
DE SONHOS E DE ESPERANÇA
ACHASSE CADA CRIANÇA
ABRIGADA NO SEU LAR
COM A BARRIGUINHA CHEIA
E UM SORRISO NO OLHAR!
ACHASSE TODOS OS POVOS
ESTE TRENZINHO AO PASSAR
COM PRENDAS DE PAZ ETERNA
ALMA ARDENTE A TRANSBORDA
DE FRATERNO AMOR.... LEVANDO
NÃO EFÊMERO CARINHO
MAS NUMA TERRA DE ESPERANÇA
O DOCE CALOR DE UM NINHO
ONDE ASAS DE BRANCAS POMBAS
E NÃO MAIS DESILUSÃO
FOSSEM AS MELHORES PRENDAS
DE UM NATAL NO CORAÇÃO!
 

Soneto de Natal
Roberto Cursino de Moura

Neste Natal eu vou fazer uma campanha:
Será o Natal de amigos mil e ódio zero,
Em todo lar se abrirá uma champanha
E crianças felizes sorrirão... assim espero!

Façam os pais, cada qual, a sua parte;
E as mães, em harmonia, os ajudem,
Assim agindo, os petizes farão artes,
E os adultos, algum dia, talvez mudem!

Neste ano o Natal será feliz,
Isto tudo é dependente só de nós,
Saibam todos que isto é o que sempre quis

Quem nasceu, viveu e padeceu por nós!
Dois mil anos se passaram, é o que se diz
Desde quando eram jovens meus avós!

Escritores

Ao longo dos anos muitos autores têm escrito histórias e poemas sobre o Natal, que deliciam as crianças e porque não dizê-lo os adultos.

Charles Dickens, entre 1843 e 1868, escreveu praticamente durante todos estes anos,  contos de Natal. Alguns dos seus êxitos foram 60A Christmas Carol60  e 60O cântico  de Natal60.

Charles Dickens eo Natal
Charles Dickens e o Natal. O grande escritor inglês nascido em 1812, exerceu uma grande influência no sentido e nas comemorações ...

Luisa Alcott, ficou celebre com o livro 60Mulherzinhas60, no qual os dois primeiros capítulos são dedicados ao Natal e  ensinam-nos que, mesmo não havendo dinheiro, se existir fé, generosidade e amor ao próximo, isso já é causa para a celebração do Natal.

Livros e canções
... Luisa Alcott, ficou celebre com o livro 60Mulherzinhas60, no qual os dois primeiros
capítulos são dedicados ao Natal e ensinam-nos que, mesmo não havendo ...

Hans Christian Anderson, Mark Twain,

Shakespeare e muitos outros também escreveram sobre o Natal

Livros e canções
... do Natal. Hans Christian Anderson, Mark Twain, Shakespeare e muitos outros
também escreveram sobre o Natal. Sobre melodias.....é ...

JESUS VEIO
Wanderlino Arruda

Ano zero, ano um,
ano dois, ano três,
Inicia-se um novo tempo.
São vinte séculos,
início do vinte e um,
dois mil anos de história:
Ele veio, pão da vida, luz do mundo.
Intenso clarear, poder divino,
amor, muito amor.
Na confraternização da paz, Jesus chegou.
Ele veio !

De há muito, o mundo recebia preparo:
Século de Péricles, na Grécia;
em Roma,  Século de Augusto.
Evolução, mudanças, novos hábitos:
nas artes, no trabalho, no ser e no viver.
Clareiras são abertas, limpas as veredas,
novo pensamento em tudo.
Pré-tempo do Batista, tempo de Jesus.
Ele veio!

Em cada momento, palavras novas:
estórias, parábolas, conselhos;
novo ensino, saber para a eternidade.
exemplos para um novo coração.
Caminho, verdade, vida,
agora a noite escura tem estrelas,
tudo está iluminado,
porque Ele veio!

O mestre não manda recados,
o exemplo é Ele próprio:
a manjedoura é simplicidade,
o templo, sabedoria,
em tudo, a revelação.
Veja quem tem olhos de ver,
ouça quem sabe ouvir.
Acima de tudo os bons sentimentos.
Ele veio!

Obrigado, Senhor Deus,
obrigado hoje e sempre,
obrigado de todo o nosso coração,
por nos ter enviado Jesus,
trazendo-nos a sua paz.
Ele veio!

SONHO DE NATAL
Mercedes Silva

Natal é tempo de sonhar..
Sonhar com o amor mais real entre os homens.
Sonhar esquecendo as ofensas, tornando os sentimentos mais fraternos.
Sonhar com a voz da verdade e da justiça falando mais alto.
Sonhar com o coração simples, que distribui amorosamente a amizade contida.
Sonhar com a fraternidade, com a paz que se funda na justiça, sonhar com o amor.
Sonhar com a esperança.
Não há limites para o homem que possui a capacidade de sonhar e amar.

Natal Iluminado
Maria Ivone Pandolfi

Natal iluminado das noites de Marília
Estrelas brilham no céu
Entre elas a estrela-guia.
Essas luzes que assim brilham
Nos levam a repensar
Por que se esqueceram na festa
De quem vai aniversariar?
Perdemos os rumos da história
Perdemos a tradição
E nos perdemos no consumo
(Ai, meu Deus, que perdição).
Aquele que é o Dono da festa
Espera dos convidados
Um pouco de amor e carinho
Atenção, fraternidade
E que partilhem sua ceia
Dividam a sua presença
Distribuam esperanças
Principalmente entre as crianças
Resgatem o velho sentido
Daqueles natais do passado
E tudo custa tão pouco
Vale a pena esse cuidado
Tente, não custa nada
Vale a pena esse cuidade
Coloque no seu coração
Um natal iluminado...

Melodias mais célebres sobre o Natal