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&
Augusto Dos
Anjos
Poeta brasileiro
considerado pela crítica como um dos mais singulares do país. Nasceu em Pau
D'Arco, Paraíba, em 1884 e faleceu em 1919, aos 29 anos de idade.
Escreveu um único livro: Eu, que se caracteriza pelo pessimismo.
Sua poesia se realiza num plano
autobiográfico, porque manifesta
instinto e compreensão. Não pretende criar mitos, nem partir à aventura, mas ser fiel à tese
íntima do poeta, que é a de espelhar o sentimento trágico da
vida, utilizando para
tanto, um vocabulário científico. Augusto dos Anjos é um autor do chamado
Pré-Modernismo, que não chegou a
constituir uma escola literária e que se caracterizou pela convivência de
várias correntes, com predominância do
Parnasianismo.
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Um dia
Neli
Neto
Um dia eu
acreditei que juntos, poderíamos ser felizes. Um dia eu
acreditei que viveríamos um lindo sonho de amor a dois. Um dia eu
acreditei que o nosso amor seria o bastante, que nada na vida, iria um
dia, nos separar.
Hoje percebo a mentira em tudo que
acreditei... Meu coração padece Meu corpo sente sua falta Anseio por um
beijo seu...
Você, pra longe se foi Me abandonando a esmo,
deixando-me sozinha pra trás. Meus caminhos, escuros
ficaram. Permaneço parada perdida, numa mesma estrada sem saber que
rumo posso tomar.
Meus sonhos de amor, se perderam no
espaço... Voaram para um lugar bem distante, distanciando-se por completo
de mim
Me deixando sozinha, cansada... Sem eira e nem
beira perdida, isolada, dentro de uma imensa saudade.
Sonhando,
mesmo sem sonhos Completamente acordada, em tudo que um dia vivi. No
amor, que um dia mantive Nas loucuras que nos uniram No turbilhão dos
carinhos trocados Nas palavras, gestos, sentimentos No que acreditei
existir, que levava o nome de
Amor.
Apocalipse
Minha divinatória Arte ultrapassa os séculos efêmeros
e nota Diminuição dinâmica, derrota Na atual força, integérrima, da
Massa.
É a subversão universal que ameaça A Natureza, e, em noite
aziaga e ignota, Destrói a ebulição que a água alvorota E põe todos os
astros na desgraça!
São despedaçamentos, derrubadas, Federações
sidéricas quebradas... E eu só, o último a ser, pelo orbe adeante,
Espião da cataclísmica surpresa A única luz tragicamente acesa
Na universalidade agonizante!
Fingir é fácil.
Delasnieve Daspet
Dormias tão indefeso, mechas úmidas
coladas a cabeça, longos cílios fechados, apenas o arfar suave denotava
vida.
Toquei tua face tranqüila, tracei teus contornos. Senti a
agitação advinda do contato e inebriei-me na sensação de poder, e ousei
ainda mais, mais, mais ....
Acariciei tua coluna esguia, senti teu
pulso irregular, e pelo teu corpo nu entre os lençóis meus dedos
continuavam o caminhar. Buscavam teus encantos para saciar necessidades
tão básicas e antigas quanto o tempo.
Num átimo apossei-me de teus
lábios macios , sonolentos, entreabertos e magoei-te com a ferocidade do
desejo, provando o gosto salgado de sangue, do beijo.
Com urgência
brutal e ardente para apagar a violência do fogo que consumia quis
absorver-te integralmente, achando que o teu fantasma não mais me
atormentaria.
Nem a escuridão poderia te esconder da minha avidez,
de minhas exigências lúbricas, da combustão que abrasava até o âmago!
Calor dourado, sensual, lamentoso suspiro em êxtase, aquecida pela
tua carne, continuei vivendo a personagem.
Fingir é fácil, a
vida real é que é difícil. O que ontem era verdade hoje é apenas folha
virada... Não suporto a idéia da partida e nessa amargura me pergunto
o que eu faço com este querer?
Ceticismo
Desci um dia ao
tenebroso abismo, Onde a Dúvida ergueu altar profano; Cansado de lutar no
mundo insano, Fraco que sou, volvi ao
ceticismo.
Da
Igreja- A Grande Mãe- o exorcismo Terrível me feriu, e então
sereno, De joelhos aos pés de Nazareno Baixo rezei, em fundo
misticismo:
-
Oh! Deus, eu creio em ti, mas me perdoa! Se esta dúvida cruel que me
magoa Me torna ínfimo, desgraçado réu.
Ah, entre o medo que o meu Ser aterra, Não
sei se viva para morrer na terra, Não sei morra pra viver no
Céu.
EU VOCÊ E OS
SONHOS
[Míriam
Torres.]
Eu, você e os
sonhos...
Eu e meu coração não
nos entendemos
Só eu vejo o que me
diz.
Tento um mundo do meu
jeito
Tenho asas pra
voar
Não consigo chegar às
nuvens
Suas palavras me
prendem no chão.
O que sinto muitas
vezes não faz sentido
Não vejo sentido no
que sinto...
Na minha
procura.
Faço que meus dias se
tornem importantes
Mas como dar
importância a um dia sem você?
Volta!!!
Faz de meus dias
abrigo
Em meus braços está o
amor.
Tire de mim esse
frio
Que está forte em
minh'alma
Carregue-me
contigo
Refaremos nossos
laços
E retomarei a
calma...
Com a alma a
sorrir!!!
Contigo ao meu lado
seguirei feliz...
EU VOCÊ E OS MEUS
SONHOS!
Mágoas
Quando nasci, num mês de tantas flores, Todas
murcharam, triste, langorosas, Tristes fanaram redolentes rosas, Morreram
todas, todas sem olores.
Mais tarde da existência nos verdores Da infância nunca tive as
venturosas Alegrias que passam bonançosas, Oh! Minha infância nunca teve
flores!
Volvendo
a quadra azul da mocidade, Minh'alma levo aflita à Eternidade, Quando a
morte matar meus dissabores.
Cansado de choras pelas estradas, Exausto de pisar
mágoas pisadas, Hoje eu carrego a cruz das minhas
dores!
Contemplação...
Lílian Maial
E então olhei teu rosto, de um luar de
outono,
aquele onde teus lábios só
refletem flores, e vi nesses teus olhos, que
piscavam sono,
as pétalas do dia a cintilar
frescores.
E então
olhei teu corpo, de senhor e dono,
dourado pelo sol, de
facetadas cores,
entorpecida fui, entregue ao
abandono,
a pele junto à tua, a transpirar
calores.
Se cada parte tua conta a minha
história,
se cada poro meu te sabe de
memória,
não cabe na retina a guarda dessa
imagem.
Perdida me encontrei, buscando teus
caminhos,
erguida me deitei por sobre teus
carinhos,
pra enfim recomeçar
contigo essa viagem.
Martírio do Artista
Arte ingrata! E conquanto, em desalento, A órbita
elipsoidal dos olhos lhe arda, Busca exteriorizar o pensamento Que em suas
fronetais células guarda!
Tarda-lhe a Idéia! A inspiração lhe tarda! E ei-lo a tremer,
rasga o papel, violento, Como o soldado que rasgou a farda No desespero do
último momento!
Tenta chorar e os olhos sente enxutos!... É como paralítico
que, à míngua Da própria voz e na que ardente o
lavra
Febre de
em vão falar, como os dedos brutos Para falar, puxa e repuxa a língua E
não lhe vem à boca uma palavra!
"Beija-Flor
desempregado"
Nelim Monti
Mirando um
jardim
abandonado
Por senhores
ocupados
Vejo lindos
Beija-flores
desempregados
Vamos preparar
a terra
molhar
adubar
semear
cultivar sem
sossegar
Assim daremos um
novo
emprego aos
beija-flores
trabalhadores.
12/05/2002
Vozes da
Morte
Agora, sim! Vamos morrer, reunidos, Tamarindo de
minha desventura, Tu, com o envelhecimento da nervura, Eu, com o
envelhecimento dos tecidos!
Ah! Esta noite é a noite dos Vencidos! E
a podridão, meu velho! E essa futura Ultrafatalidade de ossatura, A que
nos acharemos reduzidos!
Não morrerão, porém, tuas sementes! E assim,
para o Futuro, em diferentes Florestas, vales, selvas, glebas,
trilhos,
Na multiplicidade dos teus ramos, Pelo muito que em vida nos
amamos, Depois da morte inda teremos filhos!
A Voz do Vento
Maria
Petronilho
Ah, meu Deus há quanto tanto! voa este amor no
vento cantiga de encantamento em que me dou como sou te conto quanto te
quero soa a voz livre de peias companheiros companheiras todos me
sabem amando mas responde-me o silêncio solitária voz no
vento que envio ao teu encontro dizendo quanto carinho no meu peito
solitário acalanto onde te tenho e te guardo vida toda tanto
tempo diz-me que a noite finda e virás de madrugada!
cantiga,
vai solidária até onde o amor esteja!
Solitário
Como um fantasma que se refugia Na
solidão da natureza morta, Por trás dos ermos túmulos,um dia, Eu fui
refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia Não era esse
que a carne nos conforta... Cortava assim como em carniçaria O aço das
facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça! E eu
saí,como quem tudo repele, -Velho caixão a carregar detroços-
Levando
apenas na tumbal carcaça O pergaminho singular da pele E o chocalho
fatídico dos ossos!
Trajes da Lua
Moacir et
Selena
Andas vendo muita Novela de novo, Ideando
coisas para me pegar de jeito. Ora Te vestes como Mulher do Povo, Ora como
Odalisca do Harém do Eleito.
Mas Te confesso que sou deveras
matreiro Para descobrir-Te nos Disfarces que assumes. Tenho todos os
Teus Retratos de corpo inteiro Revelando-Te não importa quanto Te
arrumes.
Porém, trajas sempre Tuas melhores Roupas Por
baixo daquelas com que Tu andas na rua. Assim, por favor, veja se Tu me
poupas E venha pra mim nos Teus Trajes de Lua.
É no Teu Brilho
indisfarçável de Mulher amada Que Tu me tens a compor Versos numa
Enfiada.
A
Esperança
A Esperança não murcha, ela não cansa, Também como ela não
sucumbe a Crença. Vão-se sonhos nas asas da Descrença, Voltam sonhos nas
asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa; No entanto o
mundo é uma ilusão completa, E não é a Esperança por sentença Este laço
que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito, Salve-te a glória no futuro -
avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento, Também espero o fim do
meu tormento, Na voz da morte a me bradar: descansa!
Vivências
Fernanda
Guimarães
É momento do recolher das conchas. O mar
sacudido pelo frêmito das ondas Abraça atrevido o cheiro dos corpos Que em
suas águas tremeram
É momento de guardar soluços Que ressoam
nas lágrimas das marés Enquanto um lenço bordado de saudade Repousa
esquecido no cais
É momento de deixar o olhar à deriva A
tristeza a secar-se no colo do sol Ainda que no silêncio dos lábios As
palavras cristalizem-se sem ar
É momento da memória em vigília Ardendo
sob o sal da espera. Segredos entrelaçados em dedos mudos Acalentando a
espuma das horas
É momento de modificar rotas Como o vento
a desalinhar margens Enquanto erma, a paisagem se fecha Lambendo os passos
já sepultados
É momento de baixar âncoras E contemplar a
curva do tempo Até que arrebatada do peito A dor caia em sono
profundo...
Vozes De Um
Túmulo
Morri! E a Terra - a mãe comum - o brilho Destes
meus olhos apagou!... Assim Tântalo, aos reais convivas, num festim,
Serviu as carnes do seu próprio filho!
Por que para este cemitério
vim?! Por quê?! Antes da vida o angusto trilho Palmilhasse, do que este
que palmilho E que me assombra, porque não tem fim!
No ardor do sonho
que o fronema exalta Construí de orgulho ênea pirâmide alta, Hoje, porém,
que se desmoronou
A pirâmide real do meu orgulho, Hoje que apenas sou
matéria e entulho Tenho consciência de que nada sou!
Vestido branco de
cetim
Iracema Zanetti
Perca alguns segundos e lembras-te de mim! Lembras do
meu corpo como deixava-te louco? Lembras do meu rosto
semelhante à biscuit? Lembras dos meus cabelos louros exalando à
jasmins? Lembras dos meus olhos verdes desejosos de ti?
Lembras da minha boca esperando a tua pra começar nossa aventura?
Lembras das minhas mãos percorrendo-te explorando-te? Lembras dos
meus braços e dos abraços sufocando-te? Lembras das minhas pernas
enroscadas às tuas te prendendo aprofundando meu corpo no teu?
Lembras do meu vestido branco de cetim que um dia desabotoastes
com carinho e descobristes meu corpo à espera do teu? Lembras da
minha risada vitoriosa quando chegávamos ao limite à gloria? Ahhh!!!
Das lembranças somente o que restou foi meu vestido branco de
cetim!!!
Abandonada
Ao meu irmão Odilon dos
Anjos
Bem depressa sumiu-se a vaporosa Nuvem de amores, de ilusões
tão bela; O brilho se apagou daquela estrela Que a vida lhe tornava
venturosa!
Sombras que passam, sombras cor-de-rosa - Todas se foram
num festivo bando, Fugazes sonhos, gárrulos voando - Resta somente
um'alma tristurosa!
Coitada! o gozo lhe fugiu correndo, Hoje ela
habita a erma soledade, Em que vive e em que aos poucos vai morrendo!
Seu rosto triste, seu olhar magoado, Fazem lembrar em noute de
saudade A luz mortiça d'um olhar nublado.
AMOR E DESAMOR
Sonia Pallone
"...Não sei onde você começa
Você não sabe onde eu acabo
Você tem cicatrizes onde eu me
machuquei
Bebeu na minha boca
e eu comi na sua fome...
Fiquei com as suas inquietudes
e você com os meus sonhos...
Você fica com a minha emoção
e eu com o seu olhar...
Não há mais amanhãs
Há só agoras.
Tudo o que resta
além da dança das horas,
é o meu sorriso
cheio de
prantos..."
A
Noite
A nebulosidade ameaçadora Tolda o éter, mancha a
gleba, agride os rios E urde amplas teias de carvões sombrios No ar que
álacre e radiante, há instantes, fora.
A água transubstancia-se. A onda
estoura Na negridão do oceano e entre os navios Troa bárbara zoada de
ais bravios, Extraordinariamente atordoadora.
A custódia do anímico
registro A planetária escuridão se anexa... Somente, iguais a espiões
que acordam cedo,
Ficam brilhando com fulgor sinistro Dentro da
treva omnímoda e complexa Os olhos fundos dos que estão com
medo!
SAZONAL
enquanto a chuva não vem
o calor invade a papoula
abrindo-lhe os cálidos lábios
recheados de cores e cheiros
e ali vai se aquietando
à espera dos primeiros pingos
Otávio
Coral
OBRA COMPLETA Monólogo de uma sombra
Agonia de um filósofo
O morcego
Psicologia de um vencido
A idéia
O Lázaro da pátria
Idealização da humanidade futura
Soneto (a meu primeiro filho)
Versos a um cão
O deus-verme
Debaixo do tamarindo
As cismas do destino
Budismo moderno
Sonho de um monista
Solitário
Mater originalis
O lupanar
Idealismo
Último credo
O caixão fantástico
Solilóquio de um visionário
A um carneiro morto
Vozes da morte
Insânia de um simples
Os doentes
Asa do corvo
Uma noite no Cairo
O martírio do artista
Duas estrofes
O mar, a escada e o homem
Decadência
Ricordanza della mia gioventú
A um mascarado
Vozes de um túmulo
Contrastes
Gemidos de arte
Versos de amor
Sonetos
Depois da orgia
A árvore da serra
Vencido
O corrupião
Noite de um visionário
Alucinação à beira-mar
Vandalismo
Versos íntimos
Vencedor
A ilha de Cipango
Mater
Poema negro
Eternamágoa
Queixas noturnas
Insônia
Barcarola
Tristezas de um quarto minguante
Mistérios de um fósforo
O lamento das coisas
O meu Nirvana
Caput immortale
Apóstrofe à carne
Louvor à unidade
O pântano
Suprême convulsion
A um gérmen
Natureza íntima
A floresta
A meretriz
Guerra
O sarcófago
Hino à dor
Ultima visio
Aos meus filhos
A dança da psique
O poeta do hediondo
A fome e o amor
Homo infimus
Minha finalidade
Numa forja
Noli me tangere
O canto dos presos
Aberração
Vítima do dualismo
Ao luar
A um epiléptico
Canto de onipotência
Minha árvore
Anseio
À mesa
Mãos
Revelação
Versos a um coveiro
Trevas
As montanhas
Apocalipse
A nau
Volúpia imortal
O fim das coisas
Viagem de um vencido
A noite
A obsessão do sangue
Vox victimae
O último número
Mágoas
O condenado
Soneto
Infeliz
Soneto
Noivado
Soneto
Triste regresso
Amor e religião
Soneto
Saudade
A esmola da Dulce
Soneto
O mar
Soneto
Soneto
Cravo de noiva
Plenilúnio
Cítara mística
Súplica num túmulo
Afetos
Martírio supremo
Régio
Mártir da fome
Festival
Noturno
Soneto
O negro
Senectude precoce
André Chénier
Mystica visio
Ilusão
Gozo insatisfeito
Dolências
Idealizações
A vitória do espírito
Canto íntimo
A luva
A caridade
Abandonada
Ceticismo
A máscara
O coveiro
Pecadora
No claustro
Il trovatore
A louca
Primavera
A esperança
Soneto
Sofredora
Ecos d'alma
Amor e crença
Ariana
Tempos idos
Soneto
Soneto
A Aeronave
Lirial
A minha estrela
Soneto
Versos d'um exilado
Ave dolorosa
Nimbus
No campo
Insânia
O bandolim
Ara maldita
Soneto
Treva e luz
Soneto
A peste
Ideal
Sombra imortal
Coração frio
Noturno
Sedutora
Pelo mundo
Soneto
O Riso
Soneto
A um mártir
Pelo mar
Pallida luna
A morte de Vênus
Sonho de amor
Soneto
Soneto
Vae victis
A dor
Terra fúnebre
Soneto
Meditando
Soneto
O ébrio
O canto da coruja
Nome maldito
Dolências
A lágrima
Ave libertas
Quadras
Vênus morta
Ode ao amor
Canto de agonia
História de um vencido
Estrofes sentidas http://www.perci.com.br/augusto/poemas/indice.htm Entre Retas e Curvas Maria Thereza Neves Entre Retas e Curvas rabiscos que agridem prefiro me perder criando paralelas. Inventar um caminho sem qualquer lógica formas ,estímulos elementos isolados coerentes e unificados em busca da estabilidade entre Curvas e Retas igualdade ou desigualdade que os contrastes sejam percebidos por contornos contínuos pontilhando figuras e não linhas isoladas unindo intervalos ou me perder criando paralelas transcender a fluência natural das Curvas e a estabilidade das Retas ressonância de idéias em texturas libertando do desencontro túneis obscuros cortinas de vidro projetando um caminho movimentos em montanhas ventos sobre mares desfazendo amarras dos sentidos redescobrindo o gosto do som a dor da poesia o perfume da cor luz da melodia entre curvas que aquecem retas que alongam e se cruzam entre pontos e linhas do universo Pesquisa/formatação/TT:) Música: Sonata JF/06/11/2003 Maria Thereza Neves
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