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Charles Chaplin

Chaplin, Charles (1889-1977)


"Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca em
nível mais alto do que o de qualquer político."

 dias de estragos

de trapos e suores

derrotando  o perfume  sedutor 

cansaço e calor unidos em conspiração

movimentos lentos do despir-se 

 acompanhados de pensamentos lentos

água  brotando do fundo da alma

atravessando todas as camadas 

se mostra

 se insinua

se imiscui

umedecendo

em ecos de cachoeiras do passado

sem pressa desaba sobre a pele

 fazendo  o corpo  de lembranças

qual nervo exposto

sensações de prazer e de angústia.

Maria Thereza Neves

 

 

Filho de artistas do vaudeville londrino, Chaplin teve uma infância miserável e chegou a roubar comida para sobreviver depois que seu pai abandonou a família e sua mãe foi internada como louca.

Ainda adolescente obteve emprego na companhia teatral de Fred Karno e, ao fazer uma excursão pelos Estados Unidos, em 1913, foi contratado por Mack Sennett para trabalhar na Keystone, o maior estúdio de comédias do cinema mudo.

Ali Chaplin criou o personagem que o tornaria famoso: o vagabundo, de bengala e chapéu-côco.

Em 1919 fundou a United Artists, em sociedade com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e David W. Griffith, e passou a produzir filmes de longa-metragem. Nos anos 20 sua carreira estava no auge, mas seus problemas amorosos começaram a se agravar. Sua primeira mulher, Mildred Harris perdeu o que seria seu primeiro filho e Lita Grey, com quem se casou a seguir, o processou.

Os escândalos se seguiram, mas talvez o de maior repercussão tenha sido seu casamento, aos 56 anos, com a filha do escritor Eugene O'Neill, Oona, de 18.

Nos anos 50 foi perseguido pelo macarthismo e, após uma excursão à Europa foi impedido de retornar aos Estados Unidos. Mudou-se então para a Suíça. Anos mais tarde, os americanos tentaram se redimir concedendo-lhe um Oscar especial.

Um dos grandes gênios do cinema, Chaplin também era responsável pelas trilhas sonoras de todos os seus filmes e criou canções imortais, como "La Violetera" - de "Luzes da Cidade", "Smile" - de "Tempos Modernos" - e "Limelight" - de "Luzes da Ribalta".

 
Salmito.
( A Crença no Homem )
 
 Delasnieve Daspet
 
A possibilidade de um contato
Com a profundidade e a riqueza
Do ser humano, fascinam.
 
Sempre me envolvi com esta dualidade
Que o homem possui:
O bem e o mal.
 
Nunca me interessei por nomes.
Nacionalidades. Filiações.
Contas bancárias.
 
Não são esses os dados
Que diferenciam as pessoas.
Existem outras exigências.
 
Cada um é um.
Com qualidades e defeitos.
Sonhos e desilusões.
Esperanças e experiências.
Pensamentos e projetos.
 
Ninguém é idêntico.
Cada um tem sua característica,
Maneira de pensar ou agir.
 
Tanta força e tanta fragilidade!
Estes são os mistérios do homem,
Que a ciência não resolve.
 
Neste grande universo
Contemplando as obras
As catástrofes,
Crimes e doenças,
Fome, sede, medo
Ainda assim, a luz,
As estrelas, o sol,
A noite e o dia
Estarão acontecendo!
 
O homem, que tem o poder de tudo,
De tudo usufruir,
De ter a obra da Criação à seus pés,
- Uma obra de arte -
Precisa de uma consciência viva.
 
 
Êle, que é a inteligência do Universo,
Uma melodia dispersa de nota,
O único que ama e odeia;
 O  ser humano precisa
Crer em sua capacidade
De dar e receber,
E de que pode ter o Amor e a  Paz
 

Principais Filmes:

Curtas:

  • Carlitos Repórter (1914)
  • Idílio desfeito (1914)
  • O Vagabundo (1915)
  • Casa de Penhores (1916)
  • Rua da Paz (1917)
  • O Imigrante (1917)
  • Vida de Cachorro (1918)
  • Ombro, Armas! (1918)
  • Idílio Campestre (1919)
  • Dia de Prazer (1919)

 

Despedida

Nancy Cobo

Fico em silêncio diante de sua indiferença

Não irás mais me fazer chorar, nem me machucar...
Não deixarei que as lágrimas voltem aos meus olhos
Sim, morrerei em silêncio, mais uma vez...
No entanto quero que saiba que resta em mim
Ainda o amor por você.
E por existir esse sentimento
Me levantarei mais uma vez e abrirei as portas do meu coração
Para poder me renovar e amar, mais ainda do que ja amei
Conseguirei achar a felicidade, que você me deu
E sem sentir me roubou...
Percebi ao longo do tempo que me fazer sofrer
Te dá muito mais prazer do que amar
Mas saiba que sonho sim,
Com pequenos gestos de carinho
Com momentos divinos de serem vividos e sentidos
Onde eu sei que encontrarei
E você, irá me encontrar?
Não irás encontrar, pois não sabes como chegar a eles
Mas também sei que um dia, mesmo que demore 1,2,10 anos ou menos que isso
Nascerá em teu coração um grande arrependimento
Ao lembrar de cada momento vivido e sentido por nós
Irás procurar uma nova vitima
Sim, nova vítima mesmo, porque as pessoas que te amam
Passam a ser vítimas de tua insensibilidade
Que sei que não és sensível
Mas fazes questão de se mostrar assim
O amor nada exige, não distingue, simplesmente ama
E você não soube amar e nem perceber esse amor.
 

 

Longas:

 

  • O Garoto (1921)
  • Os Ociosos (1921)
  • Dia de Pagamento (1922)
  • Pastor de Almas (1923)
  • Casamento ou Luxo? (1923)
  • Em Busca do Ouro (1925)
  • O Circo (1928)
  • Luzes da Cidade (1931)
  • Tempos Modernos (1936)
  • O Grande Ditador (1941)
  • Monsieur Verdoux (1947)
  • Luzes da Ribalta (1952)
  • Um Rei em Nova York (1957)
  • A Condessa de Nova York (1966)

 

Antes da chuva
 
Líria Porto
 
 
ao subir a minha serra
pergunto a elas
por que sois tão belas
flores amarelas
do ipê?
 

Depois da chuva
 
Lisieux
 
Ao descer a minha serra
assim recém - lavada,
pergunto às singelas
flores amarelas
do Ipê:
Por que sois tão tristes
aí caídas, derrubadas,
pisadas pelos apressados pés?
 
Eu acho , que é porque elas
me fazem lembrar você...
 

Antes ou depois...
 
Lara Cardoso
 
despencas tuas belas flores
em atrevidos arremessos
deixando no ar teus odores
viras-te quase aos avessos
 
olhos em êxtase te admiram
és o fulgor de uma tarde bela
nem os galhos secos te tiram
a graça de ser bela passarela
 
Em ventos de chuva que arrancam
tuas pétalas alvas e macias,
deixas-te cair em lagrimas... Oh ipê branco!!
tanta luz ainda assim irradias
 
Mostra teu espetáculo um só dia
quando o ano todo te expandes
és uma grande alegria
para este povo de Campo Grande!

 

A  acadêmia de artes cinematográficas de Hollywood nunca premiou Chaplin com o oscar. Verdade que em 1971, Hollywood tentou limpar a barra concedendo um oscar honorário ao diretor, pelo conjunto de seus trabalhos. O cineasta saiu de seu retiro na Suiça para receber o prêmio nos EUA, onde não ia desde 1952, quando seus filmes foram acusados de fazer propaganda comunista. Até então, Chaplin limitava-se apenas a ser indicado em algumas categorias como: Melhor ator por "O circo"(1927). Melhor roteiro original, melhor filme  e  melhor ator por "O grande ditador"(1940). Melhor roteiro original por "Monsieur Verdoux"(1947).

Saudade de Mim
(Mellíss)



Um dia,
sem que eu me desse conta,
olhei no espelho dos meus olhos
e não encontrei o brilho dos meus sonhos ...
Procurei nos arquivos da alma uma lembrança,
mas só achei a imagem desbotada de algum dia,
um momento perdido entre fotografias já sem cor ...
Então eu soube o que é sentir a dor que o tempo traz,
eu soube o que é olhar o calendário e não poder voltar,
chorei as luas, todas, que não vi,
as flores, muitas, que perdi,
o amanhecer que não iluminou o meu olhar ...
Caiu um temporal no coração,
encharcou minha pele, minhas mãos,
salgou meus lábios
escorreu entre o rosário de esperanças
que já não sei rezar ...
-Ah, que saudade de mim !,
saudade do tempo sem tempo,
das horas fiadas no tear dos pensamentos,
dos castelos erguidos no ar,
dos suspiros, dos sorrisos,
das estrelas colhidas nas manhãs,
do céu sem fim estendido sobre os véus do coração ...
Hoje,
 enquanto a vida lava a paisagem com lágrimas de chuva,
o tempo, indiferente ,segue em seu eterno curso,
e eu, como flor de papel colada à vidraça da janela,
finjo que esqueci de me lembrar,
brinco de viver para não chorar ... .


Os fofoqueiros de Hollywood comentavam: no peito de Carlitos também batia um coração. E um coração cheio de amor para dar . Além dos quatro casamentos oficiais, se relacionou com algumas das grandes deusas do cinema mudo, entre elas, Mabel Normand, Marion Davies, Edna Purviance e Pola Negri. Adorava garotas. Três de suas esposas oficiais , menos Paulette Godard que já estava com 20 anos, eram menores de 18. A primeira vítima de sua paixão foi Mildred Harris, 16, com quem se casou em 1918. Tiveram um filho com problemas cerebrais, que três dias depois morreu, o casamento também. Chaplin não ficou sozinho.

 
Felina Arisca
Diva Melo
 
Tigresa, leoa as vezes arisca,
escondendo a suavidade do amor
dentro do coração.
Faço das viagens e sonhos, realidade,
vida sofrida, por uivar e não ser ouvida.
O amor se mistura com a ansiedade,
desse estar e reviver outra vez,
o momento onde poderás ver-me,
mais uma vez a doçura por meu querer
a ti.
As garras afiadas, esperando a hora,
onde desarmarei a ferozcidade
desse tempo de ansiedade.
E assim viverei contando os segundos,
de ver o real colorido do amor, onde as
longas madrugadas, noites frias e solitárias
serão sempre um belo dia de sol.

À epoca da separação já cortejava Lita Grey, uma ninfeta de 12 anos, com quem se casou tempos depois, em novembro de 1924. A união foi um desastre. A jovem esposa, ao se separar do cineasta, dois anos e dois filhos depois, alegou que Chaplin a traia com muitas mulheres. Paulette Godard, a terceira das esposas, com quem o criador de Carlitos se casou em 1934, ajudou a criar os filhos do diretor com Lita Grey.

 

 João e Maria... era uma vez

Estava muito cansado quando viu, ao longe, a luz de um candeeiro alumiando lá na curva do caminho. Os galhos secos das árvores passavam-lhe pela rosto e deixavam marcas nas suas marcas do outono. Esporeou o cavalo, deu-lhe de leve com o chicote: queria chegar ligeiro. Estava muito cansado. E faminto. Podia sentir, ainda que distante o cheiro do toucinho. Ajeitou o laço no arreio. Suspirou bem profundo. E sentiu descendo-lhe pela garganta a imensidão silenciosa do mundo.

 - Ô de casa! Sou gente boa...´so tô querendo pouso e um bom prato de comida! sua voz era quase rouca enroscada na poeira toda do caminho

- Pois se achegue! E seje bem vindo! Que aqui a casa é pobre, mas sempre tem arguma coisa pra servir pra um bom peão que tem fome! 

Era pequena mesmo a casa. Uma mesa de madeira escura e de gordura encalacrada. Três cadeiras, um banco desajeitado. E na pia, uma bacia. No chão, um balde vazio. O cheiro era bão!

- E o moço num vai lavá as mão, não?

De olhos puxadinhos, pele queimada de sol,cabelo liso e comprido, pés no chão e mão suja de carvão. Vestia um vestido ralinho. Desbotado que só. Nem dava pra lhe ver as cores, que pareciam ser de uma só. Seu sorriso era mais doce que o melhor doce de Sinhá Lizinha. Uma menina, ainda. Mas tão linda!

Desajeitado naquele corpão todo no espaço tão pequeno daquela pequena cozinha, João foi pegando o balde e se indo lá pro quintal pegar água no poço. É claro que ia lavar as mãos. É claro! E aproveitou também pra lavar o rosto.

Menina linda aquela bugrinha!

Na mesa, nenhuma toalha, Só uma colher e um prato de alumínio, cheinho até na boca. E da comida saindo um cheirinho! e muita quentura!

De olho preso no prato João comeu que se regalou. Lambeu os lábios.

-O moço parece que gostô! Cumeu tudinho!vai querê mais um bocadinho? E a menina, a bugrinha, já se achegou com a panela preta na mão e se rindo.

- Muito obrigado que já me dô por satisfeito! Tava memo muito boa sua comida!

E João já foi se saindo lá pra fora, pra junto do dono da casa, que esticado no chão, perto da porta, balançava os pé batendo uma espora na outra. E aquele som  pareceu, pela primeira vez, pra João, o som de um sino.

- Obrigado pelo bom prato! E que lhe seja grato o Divino!

Ouviu o homem pigarrear mais forte e uma vez mais. Num se conteve e perguntou:

- É vosmecê o dono da bugrinha?

- Sô dono não! Que nesta Terra de meu bom Deus, ninguém é dono de nada, não...Ela, Maria, foi pega pra criá pela mãe, quando ainda era muito pequeninha. Apareceu aqui vinda da aldeia. Mãe gostou e pegô ela. E ela tá aqui desde intão.

- Pois vou lhe avisá de uma coisa: guarde bem esta Maria bugrinha. Que na volta pelo ela. E faço desta bugrinha, mulher minha

João, homem de uma palavra só, voltou mesmo e levou sua Maria no lombo do cavalo branco que comprou só pra ela e que chamou de Guarani, em nome de onde ela vinha.

Maria ficou morando com a irmã de João até ficar mais grandinha, encorpada, mais mulher.

No dia do casamento foi difícil de explicar pro homem do cartório que ela não tinha sobrenome. Que era  Maria, só. E que ninguém sabia d´onde vinha.

O prazer de Maria era cozinhar. E como cantava aquela menina! Sempre descalça. Não havia quem lhe fizesse calçar sapato. Maria se dizia livre! E como uma pessoa pode ser livre prendendo o pé, que é justamente o que lhe sustenta na liberdade de trilhar este ou aquele caminho?

O prazer de João era Maria. E como amava ele aquela bugrinha! Ai de quem arreliasse com ela! ou quem lhe fizesse um desaforinho que fosse!

Nasceram desse amor,  de que pouca gente compreendia a grandeza, a Arcídia, a Santa, o Dácio, a Zilda, a Luiz, a Décia, o Celso, o Antonio e o Lauro. E todos crescendo em volta do fogão de lenha e da força daquela bugrinha. Que foi ficando magra e que tudo lhe dava canseira. O médico, Dr Lisboa, aconselhou uma viagem de repouso. O coração de Maria estava fraco que só. Ela tinha sido picada, num se sabia nem quando nem onde, pelo bicho barbeiro e seu coração estava grande.

O que só João sabia, porque só ele sabia  sua Maria é que seu coração num tava grande por causa do barbeiro. Maria já nascera de coração grande. E grande  demais pra este mundão de meu  Deus.

Maria morreu dormindo. E sorrindo.

Depois de chegados do enterro, João, sem dizer uma só palavra, puxou uma cadeira para perto da mesa grande da cozinha. Dela podia ver o fogão e as panelas, todas. Só não via mais Maria, sua amada bugrinha.

Diziam por aquelas redondezas que João morreu de barriga d´agua, de tanto que bebeu depois que Maria morreu.

Eu porém, sei que João morreu foi de amor. E de tristeza. João tinha terras, gado, plantação..Mas havia perdido sua única riqueza: uma bugrinha miudinha, de vestido ralinho. Mas que tinha um coração tão grande coração que, de grandeza, não coube mais neste mundo.

 

© Linda Maria  

Sua temporada como 'titular' foi menos acidentada, mas Chaplin não tomava jeito. Envolveu-se com 'Starlet' chamada Joan Berry, que não lhe deu sossego. Enquanto Paulette Godard saía de sua vida e Joan Berry fazia de tudo para entrar, surgia Oona (então com 17 anos, filha do dramaturgo Eugene O'Neil), com quem Chaplin se casou em 1943. Ao contrário do que se poderia imaginar, iniciou um período de tranquilidade, ficando casado com ela até morrer em 1977. "Se tivesse conhecido Oona antes, jamais teria tido problemas com mulheres. Esperei toda a minha vida por ela.", disse o diretor.

Links

 A filmografia de Chaplin (capas dos vídeos disponíveis)

 As imagens de Charles Chaplin

 O discurso final de O Grande Ditador

CONTEMPLAÇÃO
  
 
    os sorrisos plasmam-se
    os gestos interrompem-se
    as palavras calam-se
    faz-se o instante do silêncio
    no ciclo do sentir.
 
Otávio Coral

  De Carlos Drummond de Andrade "Canto ao Homem do Povo - Charles Chaplin". Clique aqui.

 

CHEGANDO  AOS  QUARENTA
                            Plínio Sgarbi
-----------------------------------
arrebento a casca dos trinta
com alguns pêlos brancos
entro para fase dos "entas"
neste plano, a vida
exige e sustenta
encarar de costas
o exame da próstata
diminuir as doses no copo
baixar a taxa de colesterol
eliminar o teor dos cigarros
com requinte
cuidar da barriga
e namorar a menina de vinte
-----------------------------------

"Aos que me podem ouvir eu digo: `Não desespereis!' A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura dos homens que temem o avanço humano..."

Charles Chaplin

 

"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco… Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá."

Momento Mágico

Mônica F.Camargo

 

Ah...emoção gostosa

As palavras provocam

Induzem a sonhar...

E com arco íris pintar

Não há minuto ou segundo

Que afaste amor do mundo

Delícias que ilusões tocam

E os devaneios acalentam

As estrelas são emissárias

E gotas de amor espalham

Quando caminho sob o luar

Bem perto de ti sinto chegar

Mar quando vem areia beija

Ondas carícias acompanham

E a brisa em suave sintonia

Abre portas trazendo alegria

As flores mostram caminho

Pássaros melodias entoam

Um verde campo à esperar

Lindo cenário para se amar

Recolhendo tantos carinhos

Tem muita ternura pelo ar

E com sinceros sentimentos

Tempo concederá momentos

Imensuráveis sensações

Intensificam as emoções

Têm um prazer peculiar

E ao coração vêm tocar

Amanhã com esperança

Menos um dia a distância

Acena mistério envolvente

E dos sonhos consciente

Muito à partilhar

dessa doce espera

O encanto encontrar

onde o sonho impera

No olhar que forte carícia

Ilumine fração do tempo

Com emoções

soltas ao vento

e na

Aproximação desejada

possa a vida realizar

um

Momento Mágico

que por ousar

se pode alcançar

 

"A beleza existe em tudo - tanto no bem como no mal. Mas somente os artistas e poetas sabem encontrá-la."

"Creio que o pecado é realmente um mistério tão grande como a virtude."

 

 Amor da terra
(Fases 135)

Caio Lucas

Quero o corpo avermelhado de toques,
quero minha pele limpa mas com a cor da terra,
não importa se temos cicatrizes de desejos
vendo barato todas minhas fantasias,
não deixe os acessos e os excessos, traz tudo,
vamos fazer amor até sumir dentro do outro,
estou sedento de carícias, de corpo e calor

Sou indefeso de raízes rasas e emoções fortes,
quero beber na sua boca, saciar no seu prazer,
vou fazer a noite misturar-se ao dia,
descubro suas emoções e decoro seu sentir,
deixo seu corpo cansado de toques e de uso,
quero o coração abalado, disparado até cansar

Minhas caricias são fortes e de mãos bruta,
vou queimar sua pele com o roçar forte,
arrasto minha boca sedenta pelo seus lábios,
percorro como simples amante seu corpo,
faço a loucura de ser normal por segundos,
em seguida me endoideço de tesão forte

Entro por seus olhos e avanço dentro,
faço transparecer seus sentimentos,
vou tomar suas vontades e te consumir,
jogo fora seus pecados e suas impurezas,
inundo-te com meus carinhos mais brandos,
vou deixar seus segredos e encantos colados no meu,
limparei seus caminhos comuns e suas entradas,
te deixarei maluca fazendo amor de dentro pra fora

Quero fazer amor da terra, do mar, quero novo,
não sou posse e não quero ser seu dono,
somos o alento, a calma, a tolerância, os sem dor,
nada vai ser eterno, poderemos ser maduros e loucos,
sai um pouco desta sua inércia e venha só,
limpa e pura, só e com a brandura da deusa,
venha para meu amor, já entrei no seu e me instalei,
somos amor sem guerra, amantes impuros da terra

21/09/2002

"Faço parte do mundo - e no entanto ele me torna perplexo."

"Hannah, onde te encontres!
Estás me ouvindo, levante os olhos!
Vês, o sol vai rompendo as nuvens que se dispersaram!
Estamos saindo da treva para a luz!
Vamos encontrando um mundo novo - um mundo melhor, em que os
homens estarão acima da cobiça, do ódio e da violência.
A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar.
Voa, voa para o arco-íris, para a luz da esperança.
Ergue os olhos Hannah!
Onde quer que te encontres."

 
"Iludida e Vice Versa"
Nelim Monti
 
 
Você não é o homem certo.
Estarei me iludindo, dizendo que
Eu o amava
Sempre te desejei
Porém...tudo em vão
Hoje vejo que nada representou para mim
Mas não consigo te esquecer
Que já te esqueci...
Não direi nunca mais que
te amo
Admito
Errei.

"Se o que você está fazendo for engraçado, não há necessidade de ser engraçado para fazê-lo."

"O homem é um animal com instintos primários de sobrevivência. Por isso seu engenho desenvolveu-se primeiro e a alma depois, e o progresso da ciência está bem mais adiantado que seu comportamento ético."

 

"No fim tudo é uma piada."

"Estou sempre alegre - essa é a maneira de resolver os problemas da vida."

"Tenho a impressão de que os homens estão perdendo o dom de rir."

"Não sois máquinas! Homens é o que sois!"

"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade."

"Se tivesse acreditado / na minha brincadeira / de dizer verdades teria / ouvido verdades que / teimo em dizer brincando, /  falei como um palhaço / mas jamais duvidei da / sinceridade da platéia / que sorria." 

"A vida é maravilhosa se você não tem medo dela."

Pesquisas em vários sites da internet

 

JF/21 de agosto de 2003


Maria Thereza Neves


Música: Sonata
 
 
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