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Leonardo da Vinci não exagerara sua
apresentação; aliava a uma personalidade fascinante a
capacidade de escultor, pintor, arquiteto, engenheiro, músico,
anatomista, matemático, naturalista, inventor, astrônomo e
filósofo.
Em
Ruínas
Delasnieve Daspet
O que estive
fazendo este tempo
todo? Dormindo? Esperando? Estou, ainda, com gosto de
sono. O sol nunca presenciou uma ruína como
esta!
Meu olhar acompanhou teu caminhar. Andavas
como as ondas, ondulavas como uma serpentina. Olha como
ficou minha figura: uma lua minguada!
Nada vale a
tua lembrança. Estendo as mãos, pego o vazio. Uma
miragem? Tudo é possível! Sem ti, minha luz se
apaga, Já não sou testemunha!
Sumistes quando a água
formou gota sobre o vidro. Lágrimas - que secaram
- como o canto triste de uma serenata em meu
coração!
A Hora Serena
Horas serenas me invadem a
vida
E eu que raramente sei o que é ter
paz
Assusto-me diante da
plenitude
E guardo-me no medo.
Nascemos todos poetas
Morremos a maioria
Soldados.
E as mãos - instrumentos
Para um mundo melhor
Jamais passam de garras
Que apenas tiram
Deformam e batem.
Poderíamos passar a vida
Cantando
Ser cigarras sobre arvores
E não formigas arrastando nas
costas
O peso do mundo
Para que alguns poucos bebam
vinho
E acham graça
Da desgraça que os cerca.
Horas serenas me invadem a
alma
E eu de tão vadio que já
sou
Procuro coisas entre as
lendas
Da criação e a vida que
vejo
Não me entrego ao prazer
Por medo da porta do mundo
Que sempre abre-se sem me
avisar
Não dou vida as aves
Porque voar pode ser
perigoso
Num tempo e instante
Onde rastejar é a ordem do
dia.
Se o que parece anjo
Me sussurra amor
Logo me aqueço
E me escondo entre pernas
No mundo conhecido do
prazer.
Horas serenas me invadem a
alma
São como chá quente
Mas minha boca viciou-se em
cachaça
A vida dorme na sarjeta
E aprendi apenas a sonhar
Com fatos, pessoas e coisas
Que eu possa trazer
E empurrar
Com as próprias mãos.
Não me digam
Não me falem
De coisas que suponho
existam
Mas habitam mundos
Onde os mortais não pode
ir.
Quando as horas serenas
Habitam meu ser
Aprendo a ser forte
Refaço a couraça
E distraidamente olho as
armas
Que me manterão vivo
Quando a paz novamente se
for.
Cosmo Palasio de
Moraes Jr.
A Botânica também constituiu
objeto de estudo para Leonardo. Conhecia certas propriedades
dos vegetais, estudou a origem dos ramos menores a partir dos
maiores, e a influência do ar, da luz solar, do orvalho e dos
sais da terra na vida das plantas.
Só em
Sonhos Maria Petronilho
Pétala a
pétala A redonda rosa Do dia se fecha
Entre o
sonho e a ânsia O querer e a dúvida Primavera
insana Que em ondas me leva
Desmaiada
dormia
E acordo colorida pela voz do poeta, mais
não sou quem era!
Desperto ansiosa Vento alteia a
chama sussurra Suspira inquieta
A
Poesia.
Leonardo nasceu a 15 de abril de
1452, na pequena vila de Vinci, perto de Florença. Filho
ilegítimo de Piero da Vinci, escrivão do modesto vilarejo ao
norte da Itália, manteve-se sempre muito apegado ao pai e à
mãe, Caterina, que se casou, posteriormente, com Pieró del
Vacca.
VIDA
VIVA
_Plínio
Sgarbi
Decididamente...
fugindo
da vida cheguei a perceber que o sofrimento é a
única verdade que a vida
cumpre
Temporariamente...
penso que a felicidade
é um dom que é só nosso por um breve
momento
Persuasivamente...
as batalhas
foram ganhas ou perdidas porque se lutou odiando as
adversidades
Basicamente...
nos casais o
amor consiste e resiste diariamente única e
exclusivamente para o
sexo
Logicamente...
com vida a vida vinda
pela vida convida a ser vida vivida para se fazer
vida que a
vida finda
Conclusivamente...
em
sua
VIDA
vivo quero
estar
Gênio indiscutível,
criador de excelências em diversas áreas do espírito humano.
Pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, inventor, cientista.
Soube manter a multi-disciplinariedade de seus interesses sem
que cada atividade sua interferisse com a qualidade das outras
atividades, muitas vezes antagônicas. Por exemplo, dissecou
cadáveres e projetou cruéis armas de guerra, mas suas pinturas
tem uma profundidade de alma inigualável.
SONHOS DE BAILARINA Iracema
Zanetti
Não quero mais ser tua menina... tua criança
pequena da qual desatavas as fitas dos
cabelos... e a
levavas
em teus braços pra
dormir!
Agora sou
tua bailarina... pra dançar... voar... até o limite de
teus desejos!
Mas onde
vais? Espera amor... não te vás sem mim! Um momento
só... não te afastes! Soltas-te pro vôo da liberdade...
eu sei... mas quero seguir teus sonhos... espera
por mim!
Deixa-me
apenas descalçar os pés... soltá-los das sapatilhas que
prendem meus passos e não me deixam te
alcançar!
Quero
voar contigo entre nuvens coloridas... esmaecidas...
negras... acinzentadas... tanto faz!
Quero
entregar ao vento as roupas de bailarina que cobrem
meu corpo e os véus que cobrem meu rosto!
Quero
voar nua... solta... desprovida de pudores
falsos... que negam-me a liberdade de te
seduzir!
Quero
entrar nas nuvens... abrir espaços... rasgar os
céus! Atirar-me a teus braços... deixar o "Pas de Deux"
de lado... esquecer quem sou!
Não
preciso mais da dança... nem de asas pra voar!!! Posso
até voltar a ser tua menina... teu anjo... deixar de
ser bailarina... deixar de ser tua rainha... Pra ser
tua mulher!
Consta que
pediu perdão a Deus em seu leito de morte por ter se dedicado
tão pouco à pintura. Deixou um legado de não mais do que
trinta quadros, alguns verdadeiros ícones da arte. A sua
misteriosa Mona Lisa é talvez a pintura mais conhecida do
mundo. Livre-pensador, não se encontra uma linha sequer em
seus escritos acerca de religião. Mas produziu talvez o mais
difundido e reproduzido monumento da fé católica, a Última
ceia.
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