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HojeAconteceuLunas, África-Mãe da Terra & Nobel de Literatura
O sueco Alfred Nobel (1833-1896) deixou expresso em seu testamento o desejo de criar um prêmio que fosse destinado a personalidades que dentro de sua área específica trouxessem grandes benefícios à humanidade. Nobel patrocinou um prêmio deveras humanitário, mas sua fortuna proveio de algo nem tão nobre assim : a dinamite, inventada em 1886. A primeira edição do Prêmio Nobel de Literatura ocorreu em 1901. O primeiro laureado foi o poeta francês Sully Prudhomme . Existem alguns ganhadores cujas obras não alcançaram sucesso mesmo com o prêmio. Por exemplo, o poeta norueguês Knut Pedersen Hamsun (1920) e o islandês Halldór Kiljan Laxness (1955), entre outros. Estas prêmios se justificam pelo caráter político do qual o prêmio está seriamente investido. Isto faz com que algumas escolhas deixem a qualidade literária em último plano na hora da escolha do vencedor.
África-Mãe da Terra "......... No início tudo
era escuro feito breu. Não havia planetas, estrelas, luz, em fim, nada. Houve
então a Grande explosão, para a ciência chamou-se de Big Ben, para nós
Yoruba, Chamou-se OLODUNMARE (Deus). E Ele se fez presente, Ele criou as
estrelas, as Galáxias, os planetas, os satélites, os Buracos-Negros. A homenagem do Grupo de Poesia e do site Luna&Amigos - através de poesias, prosa, de poetas brasileiros, portugueses e africanos, - e em especial do universo lunático, - à Mãe do Planeta - ÁFRICA! Delasnieve Daspet (Luna)
O
escritor húngaro Imre Kertész,
foi
laureado com o prêmio Nobel de Literatura de 2002, pela Academia Real da Suécia,
em Estocolmo. Segundo a comissão do Nobel de Literatura, a obra de Kertész
reflete a experiência frágil do indivíduo contra a arbitrária barbárie
da história.
Mãe África Eliza Teixeira Quando Olodunmare Meus seios fartos e generosos Meus filhos - guerreiros ousados - Abençoada raiz! Hoje, minha prole espalhada, - Vagueia pelo Saara! Os gritos dos que partiram - E ainda falam em humanidade! Sinto-me só, abandonada, Não deixem perecer a fé
Histórias de um homem
que presenciou a Revolução Cultural na China
Quando Gao Xingjian foi a Estocolmo para receber o Prêmio Nobel de Literatura em 2000, o principal sinólogo sueco, Goran Malmqvist, o apresentou como autor de "dois grandes romances". Os países falantes da língua inglesa conheciam um deles, "A Montanha da Alma". O outro, "One Man's Bible", foi traduzido recentemente, seguindo sua publicação em Taiwan em 1999, e não ficou muito conhecido no Ocidente a não ser por estudantes de literatura chinesa moderna.
mãe áfrica
líria porto meu sangue é negro em cada parede um dia será diferente e todos os dias
Luta pela sobrevivência...
Energia... Doçura!
Que a justiça reine
entre seu povo
Pois o caminho já
trilhado foi muito longo
Com pedras, subidas,
descidas, sofrimentos.
Que tenha a recompensa
no final da caminhada
Que o sol brilhe em
harmonia com a lua
Que o Deus da bondade e
paz
Com seus raios ilumine
tudo:
Os caminhos, o mar, as
matas, os ventos, o arco-íris, a chuva, a lama...
As plantações, as águas
puras, as ervas, as rochas,
Os rios... A soma de
todas as forças da natureza... OXALÁ!
.
O escritor de nacionalidade britânica
V.S.
Naipaul, nascido em Trinidad-Tobago, em família de
origem indiana. Em sua motivação para a concessão do prêmio, a Academia
Sueca afirmou que Naipaul conseguiu mesclar a perspectiva narrativa com
um perspicaz espírito de observação, em obras que nos obrigam a
presenciar uma outra visão da história.
Fora
dos modismos
A Academia Sueca destaca o raro desinteresse pelos modismos, que Naipaul demonstra em sua obra literária. Ele conseguiu realizar, num estilo original, uma fusão de gêneros literários existentes, unindo o romance ao documento. A volta ao mundo que Naipaul empreende através de suas obras literárias ampliou assim o universo de seu primeiro tema, que foi a ilha de Trinidad, nas Antilhas, abarcando a Índia, onde chegou em 1963 e que focalizou, entre outras obras, em "India: Um milhão de Motins Agora". Seu universo se estendeu ainda mais: a África, as Américas e os países islâmicos da Ásia, sem esquecer a Inglaterra, país onde passou a residir aos 18 anos de idade. África (Canto de Esperança) raiz fecunda na terra negra, Mãe e herança cuja lembrança chora tristeza Irmã esquecida pela lusitana cegueira, Chegou Abril! Quem dera fora este meu canto tão só vitória p'lo fim da guerra! o Abril chega, Abril ainda... Mas tanta sede de primavera! É necessária
tanta conquista além da História! Construa pontes sobre a memória, África agora Prenhe de Esperança. Maria Petronilho Literatura Norte Americana... são Sherwood Anderson, F. Scott Fitzgerald, Sinclair Lewis, primeiro escritor americano a obter o Prêmio Nobel de Literatura (1930), e Thornton Wilder. ... MÃE ÁFRICA Mãe África plantada Ao norte te vestes de branco Teu ar ameno e fresco Um dia os exploradores E em cada nação presentes Deles herdamos o apelo d'alma Mas hoje, na beleza altaneira
O chileno Pablo
Neruda é considerado um dos maiores poetas românticos do mundo. Seu
nome verdadeiro era Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Especula-se que ele
escreveu e publicou sob o pseudônimo de Pablo Neruda (nome legalmente
adotado por ele em 1946) para evitar as críticas de seu pai, que sempre o
desencorajou a escrever. Ele ganhou o Prêmio Nobel da Literatura em 1971.
Sua compatriota Gabriela Mistral (1889-1957) foi a primeira mulher latino-
americana a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura em 1945. Seus poemas eram
centrados em torno de seus interesses humanitários, nas crianças e nos
atormentados por casos de amor trágicos. Ela foi também ministra da
cultura no Chile e diplomata em vários países europeus.
13 de Maio-Liberdade!
Liberdade, hoje canto vencido,
nas senzalas gravou seu passado, nos chicotes, um açoite cantado, melodia pelo sangue escorrido.
Negro, um escravo da cor,
tua pele foi mácula e manto, escondeu nos teus olhos o pranto, abafou nas entranhas a dor.
Pelo som voraz da chibata,
sustentou com orgulho tua raça, do senhor foi o cão e a caça, como bicho perdido na mata.
Com os pés por corrente algemados,
viu teu brio em olhares perdidos, deu ao tronco calado os gemidos, que em tua alma trazia abafados.
Arrancado de tua terra à distância,
nos porões do navio negreiro, o teu Ser, foi moeda e dinheiro, mercadoria sem vida, ignorância...
E teu filho nasceu como escravo,
propriedade dos que não geraram. Foste o pai e a mãe que choraram, tendo o filho dos braços, arrancado.
Ser livre, era o sonho da vida,
era o grito preso na garganta, era como sol da esperança, de recuperar a dignidade perdida.
Até que uma "branca"
nasceu,
trazendo na alma o pudor, e do negro acabou com a dor, quando todas algemas rompeu.
Izabel, foi um símbolo de amor.
Mulher, hoje parte da história, trouxe mãos como ventre de glória, fez nascer a liberdade, sem cor!
Dayse Maria Moraes
Jorge
Luis Borges e Gabriel García Márquez são
talvez os dois escritores que tornaram a literatura latino-americana
mundialmente famosa. Borges (1899-1986) era da Argentina e é mais conhecido
pela maneira como trata o tempo em seus textos. Borges descrevia um mundo de
sonhos, entrelaçando diferentes aspectos do tempo e espaço e favorecendo a
noção de tempo circular sobre a de tempo linear. Márquez (nascido em
1928) começou sua carreira como jornalista na Colômbia e desde então
estabeleceu-se como romancista e contista. Ele é mais conhecido por seu
estilo, o realismo mágico, no qual combina realidade e fantasia.
Márquez
recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982.
África
Plínio Sgarbi
Longe no começo a roda
ferramentas
África
Negro e marfim
sementes
os ventos
terra
animais
água
madeira
fogo
Negra macrotransição
natureza
poluição
pobreza
fome
os ventos
terra
animais
extinção
Tribos perto
do fim
ATÉ QUANDO ÁFRICA? (texto
de Abdu Ferraz) Até
quando suas crianças vão ter que chorar?
Literatura
Inglesa
... Cada um em seu gênero, destacam-se Anthony Burgess, John Le Carré e William Golding, Prêmio Nobel de Literatura em 1983. Durante ... África-Mãe Coração do Mundo sentimentos di-vi-di-dos amor & ódio mágoas que não apagaram dívidas impostas ao povo muitos foram vencidos não puderam presenciar o silêncio de culpa ressentimento dos vencedores nem os ventos que tecem a História tentando juntar crenças e raízes distintas desejos esperança busca no alento o sonho de paz de um povo na leveza e o multicolorido das aves e animais a marca do mundo africano que denúncia protesta, entre lutas e dores por 1 "mundo civilizado e branco" MariaTherezaNeves
COMPROVAÇÕES CIENTÍFICAS DA ASTROLOGIA
... Frobenius, Fludd, Gabriel Marcel, Galileu, Giordano Bruno, Goethe, Henrique de Sagres, Henry Miller, Herman Hesse (Prêmio Nobel-Literatura 1946), Hermes ... No início era escuridão Em meio a solidão, Deus se fez presente. Clemente, criou, estrelas, planetas e a Terra. Na Terra, um centro, E dentro dele, a África.
África que hoje soluça Acusa e pede ajuda para refazer, crescer, e continuar a merecer Ser o centro da terra Sem guerras internas, em paz.
Capaz de ser no mundo Um profundo, fértil coração. Pois solidão foi só no início E o início era escuridão. (Maria Isabel )
UM PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA: SINCLAIR
LEWIS. ANA MARIA MARQUES
DA COSTA *. Numa altura em que nos alegramos com a atribuição ... Academia Sueca Prémio Nobel da Literatura 1998 José Saramago http://www.instituto-camoes.pt/escritores/saramago/comunicado.htm Prêmios Nobel (1901-2001) 2000 Gao Xingjian (1940-); China 1999 Günter Grass (1927 - ); Alemanha1998 José Saramago (1922 - ); Portugal1997 Dario Fo (1926 - ); Itália 1996 Wislawa Szymborska (1923 - ); Polónia 1995 Seamus Heaney (1939 - ); Irlanda 1994 Kenzaburo Oe (1935 - ); Japão 1993 Toni Morrison (1931 - ); Estados-Unidos 1992 Derek Walcott (1930 - ); Santa Lúcia 1991 Nadine Gordimer (1923 - ); África do Sul 1990 Octavio Paz (1914 - 1998); México 1989 Camilo José Cela (1916 - ); Espanha 1988 Naguib Mahfouz (1911 - ); Egipto 1987 Joseph Brodsky (1940 - 1996); Estados-Unidos 1986 Wole Soyinka (1934 - ); Nigéria 1985 Claude Simon (1913 - ); França 1984 Jaroslav Seifert (1901 - 1986); Checoslováquia 1983 Sir William Golding (1911 - 1993); Grã-Bretanha 1982 Gabriel García Márquez (1928 - ); Colômbia 1981 Elias Canetti (1905 - 1994); Grã-Bretanha 1980 Czeslaw Milosz (1911 - ); Estados-Unidos e Polónia 1979 Elytis Odysseus (Pseu. de Odysseus Alepoudhelis) (1911 - 1996);Grécia 1978 Isaac Bashevis Singer (1904 - 1991); Estados-Unidos 1977 Vicente Aleixandre (1898 - 1984); Espanha 1976 Saul Bellow (1915 - ); Estados-Unidos 1975 Eugenio Montale (1896 - 1981); Itália 1974 Eyvind Johnson (1900 - 1976); Suécia 1973 Patrick White (1912 - 1990); Austrália 1972 Heinrich Böll (1917 - 1985); RFA 1971 Pablo Neruda (Pseu. de Neftalí R. R. Basoalto) (1904 - 1973); Chile 1970 Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn (1918 - ); União Soviética 1969 Samuel Beckett (1906 - 1989); Irlanda 1968 Yasunari Kawabata (1899 - 1972); Japão 1967 Miguel Angel Asturias (1899 - 1974); Guatemala 1966 Shmuel Yosef Agnon (1888 - 1970); Israel 1965 Michail Aleksandrovich Sholokhov (1905 - 1984); União Soviética 1964 Jean-Paul Sartre (1905 - 1980); França (recusou o prémio) 1963 Giorgos Seferis (Pseu. de Giorgos Seferiadis) (1900 - 1971); Grécia 1962 John Steinbeck (1902 - 1968); Estados-Unidos 1961 Ivo Andric (1892 - 1975); Jugoslávia 1960 Saint-John Perse (Pseu. de Alexis Léger) (1887 - 1975); França 1959 Salvatore Quasimodo (1901 - 1968); Itália 1958 Boris Leonidovich Pasternak (1890 - 1960); União Soviética 1957 Albert Camus (1913 - 1960); França 1956 Juan Ramón Jiménez (1881 - 1958); Espanha 1955 Halldór Kiljan Laxness (1902 - 1998); Islândia 1954 Ernest Miller Hemingway (1899 - 1961); Estados-Unidos 1953 Winston Leonard Spencer Churchill (1874 - 1965); Grã-Bretanha 1952 François Mauriac(1885 - 1970); França 1951 Pär Fabian Lagerkvist (1891 - 1974); Suécia 1950 Bertrand Arthur William Russell (1872 - 1970); Grã-Bretanha 1949 William Faulkner (1897 - 1962); Estados-Unidos1948 Thomas Stearns Eliot (1888 - 1965); Grã-Bretanha 1947 André Paul Guillaume Gide (1869 - 1951); França 1946 Hermann Hesse (1877 - 1962); Suíça 1945 Gabriela Mistral (Pseu. de Lucila G. Alcayaga) (1889 - 1957); Chile 1944 Johannes Vilhelm Jensen (1873 - 1950); Dinamarca 1943 / 42/ 41/ 40 - NÃO FOI ATRIBUÍDO 1939 Frans Eemil Sillanpää (1888 - 1964); Finlândia 1938 Pearl Buck (Pseu. de Pearl Walsh) (1892 - 1973); Estados-Unidos 1937 Roger Martin du Gard (1881 - 1958); França 1936 Eugene Gladstone O'Neill (1888 - 1953); Estados-Unidos 1935 NÃO FOI ATRIBUÍDO 1934 Luigi Pirandello (1867 - 1936); Itália 1933 Ivan Alekseyevich Bunin (1870 - 1953); apátrida residência em França 1932 John Galsworthy (1867 - 1933); Grã-Bretanha 1931 Erik Axel Karlfeldt (1864 - 1931); Suécia 1930 Sinclair Lewis (1885 - 1951); Estados-Unidos 1929 Thomas Mann (1875 - 1955); Alemanha 1928 Sigrid Undset (1882 - 1949); Noruega 1927 Henri Bergson (1859 - 1941); França 1926 Grazia Deledda (Pseu. de Grazia Madesani) (1871 - 1936); Itália 1925 George Bernard Shaw (1856 - 1950); Grã-Bretanha 1924 Wladyslaw Stanislaw Reymont (Pseu. de Reyment) (1867 - 1925); Polónia 1923 William Butler Yeats (1865 - 1939); Irlanda1922 Jacinto Benavente (1866 - 1954); Espanha 1921 Anatole France (Pseu. de Jacques A. Thibault) (1844 - 1924); França 1920 Knut Pedersen Hamsun (1859 - 1952); Noruega 1919 Carl Friedrich Georg Spitteler (1845 - 1924); Suíça 1918 NÃO FOI ATRIBUÍDO 1917 Karl Adolph Gjellerup (1857 - 1919); Dinamarca 1916 Carl Gustaf Verner von Heidenstam (1859 - 1940); Suécia 1915 Romain Rolland (1866 - 1944); França 1914 NÃO FOI ATRIBUÍDO 1913 Rabindranath Tagore (1861 - 1941); Índia 1912 Gerhart Johann Robert Hauptmann (1862 - 1946); Alemanha 1911 Maurice Maeterlinck (1862 - 1949); Bélgica 1910 Paul Johann Ludwig Heyse (1830 - 1914); Alemanha 1909 Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf (1858 - 1940); Suécia 1908 Rudolf Christoph Eucken (1846 - 1926); Alemanha 1907 Rudyard Kipling (1865 - 1936); Grã-Bretanha 1906 Giosuè Carducci (1835 - 1907); Itália 1905 Henryk Sienkiewicz (1846 - 1916); Polónia 1904 José de Echegaray (1832 - 1916); Espanha 1903 Bjørnstjerne Martinus Bjørnson (1832 - 1910); Noruega 1902 Christian Matthias Theodor Mommsen (1817 - 1903); Alemanha 1901 Sully Prudhomme (1839 - 1907); França nasci Helena Armond RABINDRANATH TAGORE (1861-1841)Rabindranãth Thakur (Tagore), escritor indiano, nasceu em Calcutá em 1861 e morreu em Bengala em 1941. Depois de educação tradicional na Índia, completou a formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880. Começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. "pelo seu profundamente sensível, fresco e
belo poema, pelo qual, com consumada perícia, ele fez do seu pensamento poético,
expresso nas suas próprias palavras inglesas, uma parte da literatura do
ocidente" A
história da mãe brasileira de Thomas Mann Anatole
France
CORAÇÃO
EM ÁFRICA Caminhos
trilhados na Europa (1967) Biografia
de Bernard Shaw ÁFRICA VERDADE Josemir Tadeu
Versos prolixos... Não me rendam homenagens, através de visagens, que doirem tuas imagem. Se não corre por tuas veias, o sentimento de teres me pertencido, não coloques loas impueris, ou belos desenhos coloridos, pra prestar-me uma honra, que seja mercantilizada, em teu beneficio usada, e não fales do que não vives. Não apregoe discursos, Se dos meus rios de sangue, desconheces os cursos.
Sou a África ! Mãe África ! Aquela que gerou. Mas que não se perpetuou. Por ingerencia torpe, de biltres acanalhados, que se lembraram de mim, apenas no histórico, de minha danças, mistérios e festas. Procurando construir, através de minha riqueza inconteste, um degrau para um malfadado renome, que se fizesse espargir perene e constante, através do roubo inconcepto de meus diamantes. Meu verde, minhas minas.
Através do escravizar dos meus filhos. Através desse sórdido preconceito, que até hoje perdura, pelos sorrisos entre os dentes. Se não te misturas com minha gente, por que haverias de entoar pra mim canções, que falem de amor e respeito?
Não trago na grandeza de minha pluralidade, o ódio, a mágoa, o desamor, o rancor. Mas que não venham de forma réptil e ignóbil, os falsos poetas com prosas e versos, supostamente cabais e arcangélicos, espargir dizeres de adoração pela minha saga?
Como redigir sobre mim, se desprezastes ou te calastes, perante todo sofrer cruelento dos filhos, quem em mim habitaram?
Ao dirigires a mim, teus pensares interesseiros, Procura transcrever em matizes marcantes, todo o sofrimento dos que embalei e criei, que pereceram sofrendo, sorvendo do resultado insciente, encarniçado, escrachado, encancerado, que as muitas mãos dominadoras, fizeram questão de me impingir. Encruecendo-os, lapidando-lhes o ódio, dividindo-os... Convencendo-os torpemente, a carregar na alma uma torpe, nojenta e mentirosa pequenez.
Por que agora a escrita, a terna fala, dos que viram dos meus, o sangue jorrando, e absolutamente nada fizeram.. Sequer um verso escreram, em qualquer traste de papel avelhado, para que se pudesse engrossar, a defesa da minha verdade. Deixando-me esvaecer, tolhida, torturada, acuada, perante as mais vis e hediondas covardias, que se inseriram em meu dia a dia, e fizeram agumular o meu sangue, inda cheio de história e orgulho, mas impedido de circular, pois tantas foram as doenças que me impuseram, através das fartas e sórdidas experiências egoístas, que jogaram por terra o meu povo, e certamente apressaram o meu fim.
Não quero honrarias. Quero, desfrutar da supremacia da verdade. Se não podes soltar tua voz, fazendo ecoar um grito de solidariedade pelo mundo, que me proporcione um final digno, então cala-te. Deixa acalantado esse meu povo. Que soerguerá da verdade, quantas vezes necessárias forem. Pois que somos o canto. O início de tudo. E quando teus pensamentos insanos, fascinados se fizerem, pela certeza de que me dizimaram, eu afirmo: Os espiritos que me habitam, na realidade foram liberados. Cresceram através do sofrimento. Aprenderam, e por certo haverão de voltar. Livres, soltos, encantados. Sempre com a missão nobre de poder ensinar. Sempre com nobreza e altivez. Pois que quanto mais dolorosas, lhes forem as torturas, Maior a força que o Pai me dará, para poder curá-las. Nada se faz tão pesado, que não possa se carregar...
Josemir (ao longo...) Nadine
Gordimer decifra a questão muçulmana Uma
janela para o caos de Luigi Pirandello Os 10 últimos premiados com o Nobel de Literatura 2002 - Imre Kertesz
(Hungria) O Luna's se dedica de corpo e alma dentro do crescimento literário, das artes... optei por este caminhar, este recordar ,dentro Literatura Mundial , o Nobel da Literatura ! Juiz de Fora, 25 de maio de 2003 Maria Thereza Neves |
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