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África-Mãe da Terra

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 Nobel de Literatura

 

O sueco Alfred Nobel (1833-1896) deixou expresso em seu testamento o desejo de criar um prêmio que fosse destinado a personalidades que dentro de sua área específica trouxessem grandes benefícios à humanidade.

Nobel patrocinou um prêmio deveras humanitário, mas sua fortuna proveio de algo nem tão nobre assim : a dinamite, inventada em 1886.

A primeira edição do Prêmio Nobel de Literatura ocorreu em 1901. O primeiro laureado foi o poeta francês Sully Prudhomme .

Existem alguns ganhadores cujas obras não alcançaram sucesso mesmo com o prêmio. Por exemplo, o poeta norueguês Knut Pedersen Hamsun (1920) e o islandês Halldór Kiljan Laxness (1955), entre outros.

Estas prêmios se justificam pelo caráter político do qual o prêmio está seriamente investido. Isto faz com que algumas escolhas deixem a qualidade literária em último plano na hora da escolha do vencedor.

 

África-Mãe da Terra

"......... No início tudo era escuro feito breu. Não havia planetas, estrelas, luz, em fim, nada. Houve então a Grande explosão, para a ciência chamou-se de Big Ben, para nós Yoruba, Chamou-se OLODUNMARE (Deus). E Ele se fez presente, Ele criou as estrelas, as Galáxias, os planetas, os satélites, os Buracos-Negros.
Para o Planeta Terra Ele reservou-se e para o restante do Universo criou AGBONIREGUN, com a finalidade de observar a tudo e a todos que nele há.
OLODUNMARE (Senhor do Destino Supremo)
AGBONIREGUN (Mestre do Universo restante)
E foi aqui no Planeta Terra que OLODUNMARE fixou sua moradia e nada melhor do que no coração da Terra onde ficara a nossa Mãe África..
África - Mãe de Nosso Planeta. Coração que pulsou por milhões de anos e que agora aclama para nosso bom senso em olha-la de forma humanitária, pois Ela (A África) insiste em nos transmitir que Ela necessita de nossos maiores esforços, pois o coração da terra está morrendo..."(www.1mogbaclaudio.hpg.ig.com.br).

A homenagem do Grupo de Poesia e do site Luna&Amigos - através de poesias, prosa, de poetas brasileiros, portugueses e africanos, - e em especial do universo lunático, - à Mãe do Planeta - ÁFRICA!

Delasnieve Daspet (Luna)

 

O escritor húngaro Imre Kertész, foi laureado com o prêmio Nobel de Literatura de 2002, pela Academia Real da Suécia, em Estocolmo. Segundo a comissão do Nobel de Literatura, a obra de Kertész reflete a experiência frágil do indivíduo contra a arbitrária barbárie da história.

Mãe África

Eliza Teixeira

Quando Olodunmare
veio habitar a Terra
enflorou-me a cerviz.

Meus seios fartos e generosos
alimentaram minha prole numerosa
que cresceu livre e feliz.

Meus filhos - guerreiros ousados
minhas filhas - moças gentis
como aves do deserto
viviam em campo aberto

- Abençoada raiz!

Hoje, minha prole espalhada,
a minha alma amortalhada,
como andarilha, não pára,

- Vagueia pelo Saara!

Os gritos dos que partiram
ainda ecoam em meus ouvidos
como o rugir do trovão
em noite de tempestade...

- E ainda falam em humanidade!

Sinto-me só, abandonada,
sem passado e sem presente
- Meu coração está doente!

Não deixem perecer a fé
que foi em mim plantada
pelo Senhor Olodunmare.

 

Histórias de um homem que presenciou a Revolução Cultural na China

Quando Gao Xingjian foi a Estocolmo para receber o Prêmio Nobel de Literatura em 2000, o principal sinólogo sueco, Goran Malmqvist, o apresentou como autor de "dois grandes romances". Os países falantes da língua inglesa conheciam um deles, "A Montanha da Alma". O outro, "One Man's Bible", foi traduzido recentemente, seguindo sua publicação em Taiwan em 1999, e não ficou muito conhecido no Ocidente a não ser por estudantes de literatura chinesa moderna.
 
mãe áfrica
líria porto

meu sangue é negro
minha pele não
eu ouço os teus batuques
os açoites aos teus filhos
e os seus gemidos doem-me
na minha carne...

em cada parede
nos muros
nas igrejas e nas cercas
nas roupas lavadas
nas cadeias
no laranjal
há espinhos cravados
fundo
no coração
da mãe áfrica...

um dia será diferente
todo o povo vai saber
ergue-se um combatente
estende a mão a um outro
que se levanta
e mais outro
haverá uma corrente
e haverá salvação...

e todos os dias
serão teus
minha mãe...

Prêmio Nobel de Literatura
Apenas um autor foi agraciado com o prêmio duas vezes: o sueco Erik Axel Karlfeldt.
Em 1918 ele recusou e em 1931 o prêmio foi póstumo.

ÁFRICA

 
  O coração da terra... A ingenuidade...
 
 Luta pela sobrevivência... Energia... Doçura!
 
 Que a justiça reine entre seu povo
 
 Pois o caminho já trilhado foi muito longo
 
 Com pedras, subidas, descidas, sofrimentos.
 
 Que tenha a recompensa no final da caminhada
 
 Que o sol brilhe em harmonia com a lua
 
 Que o Deus da bondade e paz
 
 Com seus raios ilumine tudo:
 
 Os caminhos, o mar, as matas, os ventos, o arco-íris, a chuva, a lama...
 
 As plantações, as águas puras, as ervas, as rochas,
 
 Os rios... A soma de todas as forças da natureza... OXALÁ!
 
  (Marineide Miranda)

.

 
O  escritor de nacionalidade britânica V.S. Naipaul, nascido em Trinidad-Tobago, em família de origem indiana. Em sua motivação para a concessão do prêmio, a Academia Sueca afirmou que Naipaul conseguiu mesclar a perspectiva narrativa com  um perspicaz espírito de observação, em obras que nos obrigam a presenciar uma outra visão da história.
Fora dos modismos
A Academia Sueca destaca o raro desinteresse pelos modismos, que Naipaul demonstra em sua obra literária. Ele conseguiu realizar, num estilo original,  uma fusão de gêneros literários existentes, unindo o romance ao documento. A volta ao mundo que Naipaul empreende através de suas obras literárias ampliou assim o universo de seu primeiro tema, que foi a ilha de Trinidad, nas Antilhas,  abarcando  a Índia, onde chegou em 1963 e que focalizou, entre outras obras, em "India: Um milhão de Motins Agora". Seu universo se estendeu ainda mais: a África, as Américas e os países islâmicos da Ásia, sem esquecer a Inglaterra, país onde passou a residir aos 18 anos de idade.

África

(Canto de Esperança)

raiz fecunda

na terra negra,

Mãe e herança

cuja lembrança

chora tristeza

Irmã esquecida

pela

lusitana cegueira,

Chegou Abril!

Quem dera fora

este meu canto

tão só vitória

p'lo fim da guerra!

o Abril chega,

Abril ainda...

Mas tanta sede de primavera!

É necessária

 

tanta conquista

além da História!

Construa pontes sobre a memória,

África agora

Prenhe de Esperança.

Maria Petronilho

Literatura Norte Americana
... são Sherwood Anderson, F. Scott Fitzgerald, Sinclair Lewis, primeiro escritor
americano a obter o Prêmio Nobel de Literatura (1930), e Thornton Wilder. ...

MÃE ÁFRICA
(Yara Nazaré - 24/04/03)

Mãe África plantada
Ao sul do Mediterâneo
Linda nas tuas costas
Verde na tua mata espessa
E na imensidão dos teus desertos.

Ao norte te vestes de branco
Com nuances do negro
Ao sul tua veste é preta
Na riqueza da tua pele
E nos teus dialetos.

Teu ar ameno e fresco
Percorrem teus campos abertos
Atrai teus filhos nativos
Para o interior do teu seio.

Um dia os exploradores
Com a única preocupação
De retirar tuas riquezas
Deixaram em ti, marcas profundas
Ao arrancar do teu colo
Como simples mercadorias
Teus filhos concebidos
No teu ventre magestoso.

E em cada nação presentes
Enriquecem com nobreza a cultura
Na crença, na dança e nos costumes
Na herança do sangue forte
Na miscigenação das raças.

Deles herdamos o apelo d'alma
Na dor da sofrida saudade
Pois sem a própria vontade
Deixaram a pátria distante.

Mas hoje, na beleza altaneira
Festejam com todas as pompas
O valor e garra de uma raça
Que vive sua liberdade
Mesmo sendo conquistada
Com suor, dor e lágrimas.

 
O chileno Pablo Neruda é considerado um dos maiores poetas românticos do mundo. Seu nome verdadeiro era Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Especula-se que ele escreveu e publicou sob o pseudônimo de Pablo Neruda (nome legalmente adotado por ele em 1946) para evitar as críticas de seu pai, que sempre o desencorajou a escrever. Ele ganhou o Prêmio Nobel da Literatura em 1971. Sua compatriota Gabriela Mistral (1889-1957) foi a primeira mulher latino- americana a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura em 1945. Seus poemas eram centrados em torno de seus interesses humanitários, nas crianças e nos atormentados por casos de amor trágicos. Ela foi também ministra da cultura no Chile e diplomata em vários países europeus.
 
13 de Maio-Liberdade!
Liberdade, hoje canto vencido,
nas senzalas gravou seu passado,
nos chicotes, um açoite cantado,
melodia pelo sangue escorrido.
Negro,  um escravo da cor,
tua pele foi mácula e manto,
escondeu nos teus olhos o pranto,
abafou nas entranhas a dor.
Pelo som voraz da chibata,
sustentou com orgulho tua raça,
 do senhor foi o cão e a caça,
como bicho perdido na mata.
Com os pés por corrente algemados,
viu teu brio em olhares perdidos,
deu ao tronco calado os gemidos,
que em tua alma trazia abafados.
Arrancado de tua terra à distância,
nos porões do navio negreiro,
o teu Ser, foi moeda e dinheiro,
mercadoria sem vida, ignorância...
 E teu filho nasceu como escravo,
propriedade dos que não geraram.
Foste o pai e a mãe que choraram,
tendo o filho dos braços, arrancado.
Ser livre, era o sonho da vida,
era o grito preso na garganta,
era como sol da esperança,
de recuperar a dignidade perdida.
Até que uma "branca" nasceu,
trazendo na alma o pudor,
e do negro acabou com a dor,
quando todas algemas rompeu.
Izabel, foi um símbolo de amor.
Mulher, hoje parte da história,
 trouxe mãos como ventre de glória,
fez nascer a liberdade, sem cor!
Dayse Maria Moraes
 
Jorge Luis Borges e Gabriel García Márquez são talvez os dois escritores que tornaram a literatura latino-americana mundialmente famosa. Borges (1899-1986) era da Argentina e é mais conhecido pela maneira como trata o tempo em seus textos. Borges descrevia um mundo de sonhos, entrelaçando diferentes aspectos do tempo e espaço e favorecendo a noção de tempo circular sobre a de tempo linear. Márquez (nascido em 1928) começou sua carreira como jornalista na Colômbia e desde então estabeleceu-se como romancista e contista. Ele é mais conhecido por seu estilo, o realismo mágico, no qual combina realidade e fantasia.
Márquez recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982.
 
 
 

África

                                   Plínio Sgarbi

                 Longe

           no começo

         a roda

       ferramentas
  África
   Negro e marfim
             sementes
       os ventos 
           terra
         animais
            água 
         madeira  
             fogo
Negra macrotransição
      natureza
          poluição
               pobreza
                    fome
                        os ventos
                      terra
                   animais
                extinção
      Tribos perto do fim
 

ALBERT  CAMUS, PREMIO NOBEL DE LITERATURA PARA 1957

 
Estocolmo, 17 - O Premio Nobel de Literatura para 1957 foi atribuído ao escritor francês Albert Camus, por sua importante obra literária, que põe em relevo os problemas que se colocam em nossos dias à consciência dos homens.
 
 

ATÉ QUANDO ÁFRICA?

 (texto de Abdu Ferraz)

Até quando suas crianças vão ter que chorar?
Até quando suas mulheres vão ter que esperar por nós?
Até quando suas mães vestirão o luto?
Até quando conviverá com a indiferença e intolerância?
Até quando assistirá seus filhos partirem?
África!!!
Seus filhos hão de voltar.
Tu és majestosa!!!
Tu és fabulosa e vislumbrante.
Tu és a mais linda mulher por quem o homem pode se apaixonar.
Tuas são as entranhas mais aconchegantes/ e teus foram os seios dos quais me alimentei,/ fazendo-me o robusto rapaz que hoje sou. Havemos de voltar!!!
Teus filhos em breve estarão de volta,/ trazendo-te os netos de todas as raças.
Em nossa festa serão abertos os livros dos exilados/ e neles acharemos as estrofes para as nossas canções/ os versos da paz.
As armas terão que silenciar dando lugar aos tambores.
As aldeias serão novamente povoadas.
A fauna estará agradecendo.
Pelos deuses seremos aplaudidos e nossos mortos hão de comemorar o retorno

 
 
Literatura Inglesa
... Cada um em seu gênero, destacam-se Anthony Burgess, John Le Carré
e William Golding, Prêmio Nobel de Literatura em 1983. Durante ...
 

África-Mãe

Coração do Mundo

sentimentos di-vi-di-dos 

 amor & ódio

mágoas  que não  apagaram

dívidas impostas ao povo

muitos foram vencidos

não puderam presenciar o silêncio de culpa

ressentimento dos vencedores 

nem os ventos que tecem a História

tentando juntar crenças e raízes distintas

 desejos

esperança

busca  no alento

 o sonho de paz de um povo

na leveza e o multicolorido das aves e animais

a marca do mundo africano que denúncia

 protesta,

entre lutas e dores

por

1

"mundo civilizado e branco"

MariaTherezaNeves


 
COMPROVAÇÕES CIENTÍFICAS DA ASTROLOGIA
... Frobenius, Fludd, Gabriel Marcel, Galileu, Giordano Bruno, Goethe, Henrique de
Sagres, Henry Miller, Herman Hesse
(Prêmio Nobel-Literatura 1946), Hermes ...
 

No início era escuridão

Em meio a solidão, Deus se fez presente.

Clemente, criou, estrelas, planetas e a Terra.

Na Terra, um centro,

E dentro dele, a África.

 

África que hoje soluça

Acusa e pede ajuda para refazer,

crescer, e continuar a merecer

Ser o centro da terra

Sem guerras internas, em paz.

 

Capaz de ser no mundo

Um profundo, fértil coração.

Pois solidão foi só no início

E o início era escuridão.

(Maria Isabel )

 
UM PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA: SINCLAIR LEWIS. ANA MARIA MARQUES
DA COSTA *. Numa altura em que nos alegramos com a atribuição ...
 
 

Academia Sueca
Comunicado à imprensa
O Secretário permanente 8 de Outubro de 1998

Prémio Nobel da Literatura 1998

José Saramago

http://www.instituto-camoes.pt/escritores/saramago/comunicado.htm

Prêmios Nobel (1901-2001)

2000 Gao Xingjian (1940-); China

1999 Günter Grass (1927 - ); Alemanha

1998 José Saramago (1922 - ); Portugal

1997 Dario Fo (1926 - ); Itália

1996 Wislawa Szymborska (1923 - ); Polónia

1995 Seamus Heaney (1939 - ); Irlanda

1994 Kenzaburo Oe (1935 - ); Japão

1993 Toni Morrison (1931 - ); Estados-Unidos

1992 Derek Walcott (1930 - ); Santa Lúcia

1991 Nadine Gordimer (1923 - ); África do Sul

1990 Octavio Paz (1914 - 1998); México

1989 Camilo José Cela (1916 - ); Espanha

1988 Naguib Mahfouz (1911 - ); Egipto

1987 Joseph Brodsky (1940 - 1996); Estados-Unidos

1986 Wole Soyinka (1934 - ); Nigéria

1985 Claude Simon (1913 - ); França

1984 Jaroslav Seifert (1901 - 1986); Checoslováquia

1983 Sir William Golding (1911 - 1993); Grã-Bretanha

1982 Gabriel García Márquez (1928 - ); Colômbia

1981 Elias Canetti (1905 - 1994); Grã-Bretanha

1980 Czeslaw Milosz (1911 - ); Estados-Unidos e Polónia

1979 Elytis Odysseus (Pseu. de Odysseus Alepoudhelis) (1911 - 1996);Grécia

1978 Isaac Bashevis Singer (1904 - 1991); Estados-Unidos

1977 Vicente Aleixandre (1898 - 1984); Espanha

1976 Saul Bellow (1915 - ); Estados-Unidos

1975 Eugenio Montale (1896 - 1981); Itália

1974 Eyvind Johnson (1900 - 1976); Suécia

1973 Patrick White (1912 - 1990); Austrália

1972 Heinrich Böll (1917 - 1985); RFA

1971 Pablo Neruda (Pseu. de Neftalí R. R. Basoalto) (1904 - 1973); Chile

1970 Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn (1918 - ); União Soviética

1969 Samuel Beckett (1906 - 1989); Irlanda

1968 Yasunari Kawabata (1899 - 1972); Japão

1967 Miguel Angel Asturias (1899 - 1974); Guatemala

1966 Shmuel Yosef Agnon (1888 - 1970); Israel

1965 Michail Aleksandrovich Sholokhov (1905 - 1984); União Soviética

1964 Jean-Paul Sartre (1905 - 1980); França (recusou o prémio)

1963 Giorgos Seferis (Pseu. de Giorgos Seferiadis) (1900 - 1971); Grécia

1962 John Steinbeck (1902 - 1968); Estados-Unidos

1961 Ivo Andric (1892 - 1975); Jugoslávia

1960 Saint-John Perse (Pseu. de Alexis Léger) (1887 - 1975); França

1959 Salvatore Quasimodo (1901 - 1968); Itália

1958 Boris Leonidovich Pasternak (1890 - 1960); União Soviética

1957 Albert Camus (1913 - 1960); França

1956 Juan Ramón Jiménez (1881 - 1958); Espanha

1955 Halldór Kiljan Laxness (1902 - 1998); Islândia

1954 Ernest Miller Hemingway (1899 - 1961); Estados-Unidos

1953 Winston Leonard Spencer Churchill (1874 - 1965); Grã-Bretanha

1952 François Mauriac(1885 - 1970); França

1951 Pär Fabian Lagerkvist (1891 - 1974); Suécia

1950 Bertrand Arthur William Russell (1872 - 1970); Grã-Bretanha

1949 William Faulkner (1897 - 1962); Estados-Unidos

1948 Thomas Stearns Eliot (1888 - 1965); Grã-Bretanha

1947 André Paul Guillaume Gide (1869 - 1951); França

1946 Hermann Hesse (1877 - 1962); Suíça

1945 Gabriela Mistral (Pseu. de Lucila G. Alcayaga) (1889 - 1957); Chile

1944 Johannes Vilhelm Jensen (1873 - 1950); Dinamarca

1943 / 42/ 41/ 40 - NÃO FOI ATRIBUÍDO

1939 Frans Eemil Sillanpää (1888 - 1964); Finlândia

1938 Pearl Buck (Pseu. de Pearl Walsh) (1892 - 1973); Estados-Unidos

1937 Roger Martin du Gard (1881 - 1958); França

1936 Eugene Gladstone O'Neill (1888 - 1953); Estados-Unidos

1935 NÃO FOI ATRIBUÍDO

1934 Luigi Pirandello (1867 - 1936); Itália

1933 Ivan Alekseyevich Bunin (1870 - 1953); apátrida residência em França

1932 John Galsworthy (1867 - 1933); Grã-Bretanha

1931 Erik Axel Karlfeldt (1864 - 1931); Suécia

1930 Sinclair Lewis (1885 - 1951); Estados-Unidos

1929 Thomas Mann (1875 - 1955); Alemanha

1928 Sigrid Undset (1882 - 1949); Noruega

1927 Henri Bergson (1859 - 1941); França

1926 Grazia Deledda (Pseu. de Grazia Madesani) (1871 - 1936); Itália

1925 George Bernard Shaw (1856 - 1950); Grã-Bretanha

1924 Wladyslaw Stanislaw Reymont (Pseu. de Reyment) (1867 - 1925); Polónia

1923 William Butler Yeats (1865 - 1939); Irlanda

1922 Jacinto Benavente (1866 - 1954); Espanha

1921 Anatole France (Pseu. de Jacques A. Thibault) (1844 - 1924); França

1920 Knut Pedersen Hamsun (1859 - 1952); Noruega

1919 Carl Friedrich Georg Spitteler (1845 - 1924); Suíça

1918 NÃO FOI ATRIBUÍDO

1917 Karl Adolph Gjellerup (1857 - 1919); Dinamarca

1916 Carl Gustaf Verner von Heidenstam (1859 - 1940); Suécia

1915 Romain Rolland (1866 - 1944); França

1914 NÃO FOI ATRIBUÍDO

1913 Rabindranath Tagore (1861 - 1941); Índia

1912 Gerhart Johann Robert Hauptmann (1862 - 1946); Alemanha

1911 Maurice Maeterlinck (1862 - 1949); Bélgica

1910 Paul Johann Ludwig Heyse (1830 - 1914); Alemanha

1909 Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf (1858 - 1940); Suécia

1908 Rudolf Christoph Eucken (1846 - 1926); Alemanha

1907 Rudyard Kipling (1865 - 1936); Grã-Bretanha

1906 Giosuè Carducci (1835 - 1907); Itália

1905 Henryk Sienkiewicz (1846 - 1916); Polónia

1904 José de Echegaray (1832 - 1916); Espanha

1903 Bjørnstjerne Martinus Bjørnson (1832 - 1910); Noruega

1902 Christian Matthias Theodor Mommsen (1817 - 1903); Alemanha

1901 Sully Prudhomme (1839 - 1907); França

nasci
em
Muzambinho
ponto resultante
de um Portugal distante
essa palavra
do
pronunciar Moçambique...
lá nas Minas
lá nas montanhas
sei lá
de onde
me reservava o destino
ser-branco-desejo-ser -negra
tão impregnada
ouvia e ouvia
fascinada
meu pai que repetia:
"se você procurar conhecer
profundamente
a
cultura
AFRO
vai se envergonhar
de ser a branca que é... "
ele falava o dialeto
uolofe
( do grupo das aglutinadas
ele dizia
e contava )
e
re contava
fatos
do ( geo-métrico)
religare
AFRO

Helena Armond

RABINDRANATH TAGORE (1861-1841)

Rabindranãth Thakur (Tagore), escritor indiano, nasceu em Calcutá em 1861 e morreu em Bengala em 1941. Depois de educação tradicional na Índia, completou a formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880. Começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali.

"pelo seu profundamente sensível, fresco e belo poema, pelo qual, com consumada perícia, ele fez do seu pensamento poético, expresso nas suas próprias palavras inglesas, uma parte da literatura do ocidente"
NOBEL LITERATURA 1913

Jean-Paul Sartre, novelista francês, teatrólogo, e maior intelectual do Existencialismo, - filosofia que proclama a total liberdade do ser humano. Foi premiado com o Nobel de literatura de 1964, que desconsiderou

A história da mãe brasileira de Thomas Mann
A história da mãe brasileira de Thomas Mann Documentário de Marcos Strecker,
em fase de captação de recursos, revela detalhes da vida de Julia Mann ...

Anatole France
Escritor francês laureado com o Prémio Nobel em 1921, Anatole France (1844-1924) é autor dos romances históricos Thaïs (1891) e Les dieux ont soif (Os Deuses têm Sede, 1912). Em Histoire contemporaine (História Contemporânea, 1897-1901) satiriza a mediocridade e a intolerância de uma certa sociedade francesa.

 

CORAÇÃO EM ÁFRICA

Caminhos trilhados na Europa
de coração em África
Saudades longas de palmeiras vermelhas verdes amarelas
tons fortes da paleta cubista
que o Sl sensual pintou na paisagem;
saudade sentida de coração em África
ao atravessar estes campos de trigo sem bocas
das ruas sem alegrias com casas cariadas
pela metralha míope da Europa e da América
da Europa trilhada por mim Negro de coração em Á'frica.
De coração em África na simples leitura dominical
dos periódicos cantando na voz ainda escaldante da tinta
e com as dedadas de miséria dos ardinas das cities boulevards e baixas da Europa
trilhada por mim Negro e por ti ardina
cantando dizia eu em sua voz de letras as melancolias do orçamento que não equilibra
do Benfica venceu o Sporting ou não.
Ou antes ou talvez seja que desta vez vai haver guerra
para que nasçam flores roxas de paz
com fitas de veludo e caixões de pinho:
Oh as longas páginas do jornal do mundo
são folhas enegrecidas de macabro blue
com mourarias de facas e guernicas de toureiros.
Em três linhas (sentidas saudades de África) -
Mac Gee cidadão da América e da democracia
Mac Gee cidadão negro e da negritude
Mac Gee cidadão Negro da América e do Mundo Negro
Mac Gee fulminado pelo coração endurecido feito cadeira eléctrica
(do cadáver queimado de Mac Gee do seu coração em África e sempre vivo
floriram flores vermelhas flores vermelhas flores vermelhas
e também azuis e também verdes e também amarelas
na gama policroma da verdade do Negro
da inocência de Mac Gee) -
três linhas no jornal como um falso cartão de pêsames.
Caminhos trilhados na Europa
de coração em África.
De coração em África com o grito seiva bruta dos poemas de Guillen
de coração em África com a impetuosidade viril de I too am America
de coração em África com as árvores renascidas em todas estações nos belos
poemas de Diop
de coração em África nos rios antigos que o Negro conheceu e no mistério do
Chaka-Senghor
de coração em África contigo amigo Joaquim quando em versos incendiários
cantaste a África distante do Congo da minha saudade do Congo de coração em
África,
de coração em África ao meio dia do dia de coração em África
com o Sol sentado nas delicias do zénite
reduzindo a pontos as sombras dos Negros
amodorrando no próprio calor da reverberação os mosquitos da nocturna
picadela.
De coração em África em noites de vigília escutando o olho mágico do rádio
e a rouquidão sentimento das inarmonias de Armstrong.
De coração em África em todas as poesias gregárias ou escolares que zombam
e zumbem sob as folhas de couve da indiferença
mas que tem a beleza das rodas de crianças com papagaios garridos
e jogos de galinha branca vai até França
que cantam as volutas dos seios e das coxas das negras e mulatas
de olhos rubros como carvões verdes acesos.
De coração em África trilho estas ruas nevoentas da cidade
de África no coração e um ritmo de be bop nos lábios
enquanto que à minha volta se sussurra olha o preto (que bom) olha
um negro (óptimo), olha um mulato (tanto faz)
olha um moreno (ridículo)
e procuro no horizonte cerrado da beira-mar
cheiro de maresias distantes e areias distantes
com silhuetas de coqueiros conversando baixinho a brisa da tarde.
De coração em África na mão deste Negro enrodilhado e sujo de beira-cais
vendendo cautelas com a incisão do caminho da cubata perdida na carapinha
alvinitente;
de coração em África com as mãos e os pés trambolhos disformes
e deformados como os quadros de Portinari dos estivadores do mar
e dos meninos ranhosos viciados pelas olheiras fundas das fomes de Pomar
vou cogitando na pretidão do mundo que ultrapassa a própria cor da pele
dos homens brancos amarelos negros ou as riscas
e o coração entristece a beira-mar da Europa
da Europa por mim trilhada de coração em África
e chora fino na arritmia de um relójio cuja corda vai estalar
soluça a indignação que fez os homens escravos dos homens
mulheres escravas de homens crianças escravas de homens negros escravos dos homens
e também aqueles de que ninguém fala e eu Negro não esqueço
como os pueblos e os xavantes os esquimós os ainos eu sei lá
que são tantos e todos escravos entre si.
Chora coração meu estala coração meu enternece-te meu coração
de uma só vez (oh orgão feminino do homem)
de uma só vez para que possa pensar contigo em África
na esperança de que para o ano vem a monção torrencial
que alagará os campos ressequidos pela amargura da metralha
e adubados pela cal dos ossos de Taszlitzki
na esperança de que o Sol há-de prenhar as espigas de trigo para os meninos viciados
e levará milho às cabanas destelhadas do último rincão da Terra
distribuirá o pão o vinho e o azeite pelos aliseos;
na esperança de que as entranhas hiantes de um menino antipoda
haja sempre uma túlipa de leite ou uma vaca de queijo que lhe mitigue a sede da existência.
Deixa-me coração louco
deixa-me acreditar no grito de esperança lançado pela paleta viva de Rivera
e pelos oceanos de ciclones frescos das odes de Neruda;
deixa-me acreditar que do desespero másculo de Picasso sairão pombas
que como nuvens voarão os céus do mundo de coração em África.

(1967)
FRANCISCO JOSÉ TENREIRO

Biografia de Bernard Shaw
Bernard Shaw. (1856 - 1950). George Bernard Shaw, dramaturgo e escritor
irlandês de expressão inglesa, nascido na cidade de Dublin. ...

ÁFRICA VERDADE

Josemir Tadeu

 

Versos prolixos...

Não me rendam homenagens,

através de visagens,

que doirem tuas imagem.

Se não corre por tuas veias,

o sentimento de teres me pertencido,

não coloques loas impueris,

ou belos desenhos coloridos,

pra prestar-me uma honra,

que seja mercantilizada,

em  teu beneficio usada,

e não fales do que não vives.

Não apregoe discursos,

Se dos meus rios de sangue,

desconheces os cursos.

 

Sou a África !

Mãe África !

Aquela que gerou.

Mas que não se perpetuou.

Por ingerencia torpe,

de biltres acanalhados,

que se lembraram de mim,

apenas no histórico,

de minha danças, mistérios e festas.

Procurando construir,

através de minha riqueza inconteste,

um degrau para um malfadado renome,

que se fizesse espargir perene e constante,

através do roubo inconcepto de meus diamantes.

Meu verde, minhas minas.

 

Através do escravizar dos meus filhos.

Através desse sórdido preconceito,

que até hoje perdura,

pelos sorrisos entre os dentes.

Se não te misturas com minha gente,

por que haverias de entoar pra mim canções,

que falem de amor e respeito?

 

Não trago na grandeza de minha pluralidade,

o ódio, a mágoa, o desamor, o rancor.

Mas que não venham de forma réptil e ignóbil,

os falsos poetas com prosas e versos,

supostamente cabais e arcangélicos,

espargir dizeres de adoração pela minha saga?

 

Como redigir sobre mim,

se desprezastes ou te calastes,

perante todo sofrer cruelento dos filhos,

quem em mim habitaram?

 

Ao dirigires a mim,

teus pensares interesseiros,

Procura transcrever em matizes marcantes,

todo o sofrimento dos que embalei e criei,

que pereceram sofrendo,

sorvendo do resultado insciente,

encarniçado, escrachado, encancerado,

que as muitas mãos dominadoras,

fizeram questão de me impingir.

Encruecendo-os,

 lapidando-lhes o ódio,

dividindo-os...

Convencendo-os torpemente,

a carregar na alma uma torpe,

nojenta e mentirosa pequenez.

 

Por que agora a escrita,

a terna fala,

dos que viram dos meus,

o sangue jorrando,

e absolutamente nada fizeram..

Sequer um verso escreram,

em qualquer traste de papel avelhado,

para que se pudesse engrossar,

a defesa da minha verdade.

Deixando-me esvaecer,

tolhida, torturada, acuada,

perante as mais vis e hediondas covardias,

que se inseriram em meu dia a dia,

e fizeram agumular o meu sangue,

inda cheio de história e orgulho,

mas impedido de circular,

pois tantas foram as doenças que me impuseram,

através das fartas e sórdidas experiências egoístas,

que jogaram por terra o meu povo,

e certamente apressaram o meu fim.

 

Não quero honrarias.

Quero,

desfrutar da supremacia da verdade.

Se não podes soltar tua voz,

fazendo ecoar um grito de solidariedade pelo mundo,

que me proporcione um final digno,

então cala-te.

Deixa acalantado esse meu povo.

Que soerguerá da verdade,

quantas vezes necessárias forem.

Pois que somos o canto.

O início de tudo.

E quando teus pensamentos insanos,

fascinados se fizerem,

pela certeza de que me dizimaram,

eu afirmo:

Os espiritos que me habitam,

na realidade foram liberados.

Cresceram através do sofrimento.

Aprenderam,

e por certo haverão de voltar.

Livres, soltos, encantados.

Sempre com a missão nobre de poder ensinar.

Sempre com nobreza e altivez.

Pois que quanto mais dolorosas,

lhes forem as torturas,

Maior a força que o Pai me dará,

para poder curá-las.

Nada se faz tão pesado,

que não possa se carregar...

 

Josemir (ao longo...)

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Poetas Africanos (Vários)

Os 10 últimos premiados com o Nobel de Literatura

2002 - Imre Kertesz (Hungria)
2001 - V.S. Naipaul (Trinidade/Reino Unido)
2000 - Gao Xingjian (China)
1999 - Guenter Grass (Alemanha)
1998 - José Saramago (Portugal)
1997 - Dario Fo (Itália)
1996 - Wislawa Szymborska (Polônia)
1995 - Seamus Heaney (Irlanda)
1994 - Kenzaburo Oe (Japão)
1993 - Toni Morrison (EUA)
1992 - Derek Walcott (Trinidade)

 O Luna's se dedica de corpo e alma dentro do crescimento literário, das artes...

optei por este caminhar, este recordar ,dentro Literatura Mundial ,

o Nobel da Literatura !

Juiz de Fora,   25   de maio de 2003

Maria Thereza Neves

 
TT:)
 
Música: Sonata
 
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