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HojeAconteceuLuna's
&
Grécia
Você fez uma incrível viagem! Voltou
aproximadamente 2500 anos no tempo e conheceu os gregos, seus costumes e crenças
religiosas. Você acha que o que aprendeu já é suficiente? Se você fosse um
filósofo grego, certamente a sua resposta seria não. Os filósofos sempre diziam
saber ainda muito pouco sobre o mundo a sua volta. Por isso, eles se dedicavam à
análise detalhada da natureza e do ser humano.
E assim, iniciamos esta viagem entre
gregos e poetas Lunáticos!
Juiz de Fora,18/06/2003
Maria Thereza Neves
Eros e
Psique
Eros, Cupido
ou Amor, um dia apaixonou-se. à Psique, em pleno esplendor, o arqueiro
venusiano dobrou-se. já não comia a ambrosia divina, tampouco bebia o
néctar vital. mas Vênus, sua mãe, logo atina com o que acomete o Filho
imortal. chama Hermes, o Mensageiro Celestial, e encarrega-o de uma missão
impossível. não quer o romance do Filho, afinal, pois que o Amor deve ser
impassível. Hermes, rapta a Ninfa Psique, inocente, e deixa o Amor
procurar sua semente.
Moacir et
Selena 2003 brilhe a vossa LUZ!
nem só de néctar vivem
os deuses
Uma busca maior que a
captura...
Idéias
Platão foi o aluno
mais esperto de Sócrates. Ele acreditava que todo conhecimento morava em um
lugar especial, chamado reino das idéias. Acreditava ainda que os seres humanos
eram formados por duas partes: o corpo e a alma. Para ele, antes de uma criança
nascer, sua alma visitava o reino das idéias e adquiria todo o conhecimento que
lá morava. Mas, quando a alma se juntava ao corpo e a criança nascia, todo esse
conhecimento era esquecido. Agora, muita atenção! Esquecido não significa
perdido para sempre: o conhecimento pode ser recuperado! Segundo Platão, quando
você vai à escola, por exemplo, não está aprendendo coisas novas e sim
relembrando temas que sua alma já conhecia.
Aristóteles foi aluno
de Platão, mas não concordava com várias idéias de seu professor. Não acreditava
no reino das idéias e afirmava que corpo e alma não podiam ser separados.
Segundo o filósofo, o bebê nasce sem nenhum conhecimento. Com o passar do tempo,
a criança vai descobrindo o mundo que a cerca. Assim, tudo o que um adulto sabe
depende de suas experiências no mundo.
No
mundo antigo, não havia um país chamado Grécia. Havia apenas as póleis (plural
de pólis), cidades gregas que viviam completamente independentes umas das
outras. Elas funcionavam como minúsculos países localizados em campos férteis,
separados por montanhas difíceis de atravessar. Por isso, o principal contato
entre as póleis se estabelecia pelo mar.
Uma busca
maior que a captura...
Delasnieve
Daspet
Transpor para
o papel toda a gama
de amor e
sonhos de que somos capazes
...É a
emoção dominando a palavra.
Buscar no
interior toda a poesia
que se
encontra guardada esperando
ser
descoberta, lançá-las ao mundo
em forma de
versos... é a emoção de
desnudar-se,
despir-se, descobrir-se
sem medos, sem
pejo, sem corar,
expondo
as fraturas da alma e dos sonhos.
Gostar de
escrever é gostar de sonhar.
E exercer sem
parcimônia a arte de fingir.
Preencher os
espaços vazios com palavras,
uma busca
maior que a captura...
Esse é o
barato de quem escreve.
Sonhar de
olhos abertos,
fingir que é
outra pessoa,
viver outra
vida,
que é de outro
espaço,
de outro
momento.
É estar pronto
para voltar mesmo
sem saber o
caminho a seguir....
Escrever é
dizer as coisas que pensa,
coisas que não
diria no real.
O escritor
nada mais é do que um fingidor,
e chora e ri
de suas desditas como se
o fosso que
vive fosse de outro...
E a
infelicidade que conta seja d'outro
e não de si
próprio...
Grécia
Antiga
Introdução à poesia épica
"Epopéia" ou poesia épica é o
gênero dos poemas homéricos (a Ilíada e a Odisséia), as
mais antigas obras literárias européias conservadas.
Sua origem remonta talvez a
antiquíssimos cantos e declamações em festivais religiosos e outras festas
populares; pela alta qualidade literária, são a culminância de uma longa
tradição de composições poéticas orais. Embora retratem em grande parte a
sociedade micênica foram, provavelmente, compostos somente no século
-VIII, no fim da Idade das Trevas.
Para nós, os dois mais
importantes autores de epopéias (poemas em versos épicos) foram
Homero
(c. -750) e Hesíodo
(c. -700). A maioria de suas obras chegaram completas aos
nossos dias e, além disso, tanto os comentadores da Antigüidade como os de hoje
apontam sua superioridade sobre os demais.
Vale a pena citar, dentre os
demais poetas épicos, os que escreveram sobre a Guerra de Tróia ("Ciclo Troiano"):
- Arctino de Mileto (séc. -VIII?)
—
A Etiópica — O Saque de Ílion
Estásino de Chipre (séc. -VII?) — Cantos
Cípricos
Lesques
de Mitilene (c. -660) — A Pequena
Ilíada
Êugamon de Cirene (c. -568) — A
Telegonia
-
-
Versos
Estrelas
Doída de
saudade...
Nem mesmo o tempo
senhor de todo e qualquer
sentimento
afasta-me dos sentires dela...
Dôo-me somente em
saudade
saudosa de um sentir só
meu...
Saudade que nem tem
razão
sentida em um só
coração.
Vontade de uma carícia
surpresa...
Ah, se saudade me tornasse
poeta
o céu estaria coberto de versos e
estrelas...!
LianeNiremberg
Temos um resumo dos Cantos Cípricos, da autoria do
filósofo Proclos (410/485). Restaram, também, fragmentos de
poemas épicos anteriores ao século -VI; a autoria e a data,
porém, são incertas e eram contestadas já na Antigüidade.
Os livros gregos Poesia épica Poesia lírica Tragédia clássica Comédia antiga Oratória Literatura helenística Literatura greco-romana
A música
grega
TEXTOS
• Introdução •
Música e mito • Instrumentos • Harmonia e ritmo
• Notação musical • Melodias
Postado
A alma corre no aberto,
se não está certo...
Chegou bem perto.
Intenção em perverter:
O que pode acontecer?
-
Te
perder?
Tuas companhias,
lâmpadas frias,
silencias.
Ave, fêmur trincado,
no muro lascado
ficou gravado.
Pezente.
A Tragédia
Grega
 Dionísio, o deus do
teatro |
Comumente, entre nós, modernos, a palavra
"tragédia" tornou-se uma aplicação costumeira para designar um acontecimento
doloroso, catastrófico, acompanhado de muitas vítimas, ou ainda para descrever o
desenlace de uma paixão qualquer que redundou num horrível assassinato. Para os
gregos, entretanto, tragikós era outra coisa. A tragédia definia acima de
tudo uma forma artística, ou algo que somente ocorria entre os grandes. Na visão
de Aristóteles, um dos primeiros a estudar o impacto dos espetáculos teatrais, a
tragédia seria "uma representação imitadora de uma ação séria, concreta, de
certa grandeza, representada, e não narrada, por atores em linguagem elegante,
empregando um estilo diferente para cada uma das partes, e que, por meio da
compaixão e do horror provoca o desencadeamento liberador de tais afetos."
Resistência
...
(Mellíss)
Hás de
compreender, ao longo do caminho,
que eu não
sou fruto das manhãs serenas,
mas que
nasci numa das noites mais escuras,
embora em
minha alma fosse aurora...
Hás de
entender, nos passos da jornada,
que eu não
carrego o sol dentro do peito,
mas que há
em mim a bênção de uma estrela
capaz de
iluminar meus pensamentos ...
Hás de
encontrar, no fundo dos meus sonhos,
minhas asas
feridas pela tua vaidade,
e então vais descobrir,na minha
resistência,
que
eu aprendi a voar nas tempestades ... .
A tragédia
como catarse
|

Aristóteles criou o conceito de
catarse |
Aristóteles não preocupou-se em estabelecer qualquer teoria sobre a
tragédia nem concentrou-se nos aspectos técnicos do espetáculo mas no
comportamento do público. Concluiu que o espetáculo trágico para realizar-se
como obra de arte deveria sempre provocar a Katarsis, a catarse, isto é a
purgação das emoções dos espectadores. Assistindo as terríveis dilacerações do
herói trágico, sensibilizando-se com o horror que a vida dele se tornara,
sentindo uma profunda compaixão pelo infausto que o destino reservara ao herói,
o público deveria passar por uma espécie de exorcismo coletivo. Atribui-se à
concepção de Aristóteles, que associa a tragédia à purgação, ao fato dele ter
sido médico, o que teria contribuído para que ele entendesse a encenação
dramática como uma espécie de remédio da alma, ajudando as pessoas do auditório
a expelirem suas próprias dores e sofrimentos ao assistirem o desenlace.
QUE RUA É ESTA
?
José Geraldo
Martinez
Que rua é esta,
entre tantos labirintos,
do pobre menino
faminto ?
Dos viadutos
empoeirados
e de um povo
mal amado
que mendiga um
pão,
ou um alimento
jogado?
Que abriga os
marginais ,
executivos e
generais ...
Num grande terreiro
imundo !
Onde Jesus
caminhou
no amor
profundo ...
Que rua é esta
movimentada ,
a miséria humana
ignorada ?
Que carrega os
políticos com motorista ...
Com tantas
fraudes e golpistas !
O homem trabalhador
...
Que rua é esta
?
Entre sinaleiros
iluminados ,
mendigos chorando um
trocado!
Quantas diferenças
!
Errada distribuição
,
nem de
rendas...
De compaixão
!
De tão poucas mãos ,
estendidas ao
infortúnio ...
Que rua é
esta?
Onde as pessoas tem
medo !
Com uma legião de
descrentes ...
Entregues à própria
sorte
do amor
ausente !
De um povo
massacrado,
aos planos de algum
Senado ...
Rua de um filme
triste ,
com vivas cores
pintado !
Onde o dublê é
o pobre ,
livrando o
latifundiário ...
Dos riscos de
qualquer ordem ,
sobre qualquer
desordem !
Sobre qualquer dor
.
Que rua é esta sem
amor ,
do menino flanelinha
,
das prostitutas sem
sonhos !?
Onde caminha a
corrupção,
da alma e coração
...
Vende-se a dignidade
!
Rua, da grande e
pequena cidade, contaminada .
Rua que todos passam
por ela !
Marginais ,
avenidas , ruelas,praças .
Onde o amor foi
deixado em desgraça...
Pedindo
socorro nelas !
O Herói
Trágico
O centro do espetáculo teatral gira em
torno do destino infeliz do herói, tema comum a maior parte das narrativas e das
sagas antigas. Nelas ele é apresentado como uma figura radiante, um vencedor que
está no esplendor da vida, usufruindo dos feitos das suas armas, envolto numa
auréola de glória quando, repentinamente, vê-se vítima de uma alteração brusca
do destino. Um acontecimento sensacional, terrível, sufoca as suas alegrias,
conduzindo-o à desgraça, arremessando-o ao mundo das sombras. Assim é que Édipo
é rei de Tebas, onde casou com a rainha viúva e com a qual teve quatro
belosfilhos (dois varões e duas moças), quando tudo deu para desabar ao seu
redor. Em outra peça, Agamemnon, o rei de Micenas, ao retornar para casa
vitorioso depois de ter pilhado Tróia, sucumbe pelo golpe assassino de
Cliptemnestra, sua mulher, e do amante dela. Prometeu, o titã que trouxe do
Olimpo o fogo dos céus para os homens, banido, termina preso e encadeado no alto
das montanhas do Cáucaso.

Agamemnon retorna para morrer
*Suavidade*
Queria poder sentir de novo,
Outra vez o toque suave das tuas mãos
De novo mais uma vez
As batidas forte do teu coração
Num pulsar acelerado
Dizendo da necessidade
Do meu corpo restelado
Frágil, embriagado
De pura emoção
Exalando tesão...
Queria, sentir mais uma vez
O teu olhar me queimando
A alma, e nos resquícios do tempo
Que nos sobra me fusionar
Em teu ser
e adormecer
Imersa no teu prazer!
© Arlete
Maria |
Homero e a tragédia Os poemas de Homero, tanto a Ilíada
como a Odisséia, oferecem vários desses momentos de infelicidade pelos quais os
grandes passam: o desespero de Aquiles quando perde o seu amigo Pátroclo num
combate; o encontro de Ulisses com Aquiles na morada dos mortos; a desgraça de
Heitor, o bravo guerreiro morto num duelo pela defesa da sua cidade; a
humilhação de Príamo, o velho rei de Tróia, que é obrigado a suplicar a Aquiles
pela devolução do corpo do filho. O objetivo do poeta porém não é exatamente o
mesmo do autor dramático. Esses episódios da "Ilíada" e "Odisséia" fazem parte
da narrativa geral cuja intenção é enaltecer a bravura e os feitos dos
combatentes e não provocar a compaixão ou qualquer outro sentimento piedoso nos
leitores ou ouvintes. Segundo Albin Lesky "a epopéia homérica é para a
objetivação do trágico na obra de arte somente um prelúdio."

Orestes, o vingador (escultura de
Simart)
Reviver
Iracema
Zanetti
Não sabes por que meu olhar te
encanta? Ingênuo...!!! Não tentes esconder o amor que sentes por
mim! Não te cales, solta tua voz, canta para
mim! Ah... saudade das nossas primeiras
madrugadas, Onde eu nada sabia,
Madrugadas plenas de magia, Guiavas mãos, bocas
e nossos corpos,
Ao
encontro do divino, Ao longo do mais belo mistério da
vida! Eu apenas escutava tua voz, tua canção,
Sentia-me dona de teu
coração
Ao
ouvi-lo bater descompassado de
emoção!
O amor tudo
nos ensinou e lentamente Em seus laços nos aprisionou! Fez
desvanecer a tristeza
Que consumia
nossas vidas vazias, Sem cor, sem alegria, sem o amor que tudo
cria! Odiávamos a vida, inimiga que nos castigava
Sobremaneira!
Desmoronando
sonhos, negando-nos escolhas
Que
aconteciam a nossa frente! Hoje... tudo é
diferente... Teus sentidos se perdem em meu corpo! Tuas
mãos deslizam sobre mim
Sentindo a maciez da minha pele,
Com
textura de seda pura, de macio veludo,
de
escorregadio cetim!
É esta a fala mansa, é este o corpo suave E
perfumado da mulher que te ama,
de
um jeito humano, etéreo, sem
fim!!! |
Os postulados
do trágico
Para poder-se dizer que um espetáculo é
uma tragédia é preciso que ele apresente certas características facilmente
identificadas pelo público. Em primeiríssimo lugar, deve revelar a dignidade da
queda. O herói é sempre uma figura reconhecidamente grande, importante, que
consegue manter a integridade moral quando as coisas desandam ao seu redor. É
pois, um estóico. Depois, há de verificar-se a importância da altura da queda,
transmitindo a idéia da caída de um mundo de segurança e felicidade, que se vê
ilusório, para as mais profundas das misérias. Queda, diga-se, que o herói deve
aceitar em sua consciência. Não se entende como tragédia o caso da vítima ser
alguém sem vontade, conduzido como se fosse um surdo-mudo para a desgraça, um
marionete inconsciente dos deuses. E, por último, a tragédia resulta de uma
falta absoluta de solução. Não há outra saída do que aquela determinada pelos
acontecimentos que vão se descortinando frente ao herói.
ALEPH
Não se surpreende
o Aleph Naquela penumbra
pintada Cheia de tons
estranhos
Seus múltiplos
olhares Buscam o
inusitado O instante do
susto
E quando a Beleza
surge Aqueles olhos que tudo
percebem Se pasmam na
fixidez do espanto
Otávio Coral
Estoicismo e
tragédia

Sêneca, o romano que compôs tragédias (tela de
Rubens)
Minha luz brilhou
de repente
nesse preciso instante
descobri que tinha a sorte
de
ver além do pequeno
do
fútil, do quotidiano
e senti-me tão
contente
de
me ver e sentir
Gente!
Maria
Petronilho |
A tragédia também tornou-se uma inspiração
para a filosofia estóica que, desde os seus princípios, estava determinada a
demonstrar os terríveis estragos que a paixão humana provocava. O sábio estóico
Sêneca (4 A.C.- 65) serviu-se de peças com urdidura trágica como uma admoestação
e advertência para mostrar o desespero que acomete aqueles que se deixam guiar
por elas ao não saberem impor limites ao ardores do coração, submetendo-o aos
poderes da lógica (esta, comumente, foi a interpretação da tragédia que chegou a
nós no Ocidente com força bem maior do que aqueles que os grandes autores
dramáticos da Ática lhe davam).
Retalhos da
vida
Vyrena
Revirando meus
guardados
no baú da
memória...
doída de tanta
saudade
encontrei ... meio
mofados...
retalhos de minha
vida:
Restos de
felicidade...
partículas de antigos
amores
que ali permaneciam
esquecidos...
perdidos... já fora da
realidade!
Entre as páginas
amareladas
do romance
preferido...
um amor perfeito
amassado...
quiçá...presente de um
namorado!
O sabor de um beijo
roubado
num retrato que foi
tirado
num cantinho do jardim
...
onde as flores curiosas
espiavam
entre a folhagem
escondidas.
Ali também
esquecidos...
senti o sufoco do
abraço apertado
e o sabor
salgado das lágrimas...
Que rolavam nas
despedidas
e encharcavam o
lenço bordado
com que...
disfarçadamente...
as tinha
enxugado.
Em meio a essas
lembranças...
Com o coração
apertado...
despedi-me da
juventude
que já pertence ao
passado!
Cristianismo
e tragédia
Para alguns autores cristãos a tragédia é
um gênero que pertence exclusivamente ao mundo pagão. O cristianismo teria
banido a tragédia por que ela simplesmente não se enquadra na idéia da alma
pecadora que atinge sua redenção por uma graça de Deus, pois não há salvação nem
perdão para o herói trágico. Ela, a tragédia, só seria possível na cultura
pré-cristã que desconhecia os princípios do arrependimento e da absolvição, ou o
gesto inesperado e miraculoso da graça divina (o artificio do Theos ex machiné,
largamente utilizado por Eurípides, foi interpretado por muitos como um recurso
teatral, não pertinente à essência da concepção grega da tragédia). Pode-se até
conjeturar ter sido a própria vida de Cristo uma tragédia definitiva, uma
catástrofe moral de tamanha dimensão que superou todos os possíveis dramas, não
deixando espaço emocional para que nada mais pudesse emparelhar-se ao sofrimento
do Salvador. A representação popular da paixão e do martírio de Jesus, que até
hoje é encenada nos autos religiosos, inibiu para sempre a dramaturgia cristã.
MEU DOCE ANJO
ANGELA LARA
Dorme meu doce Anjo... Imaginando os meus braços a tua
volta E os meus olhos pousados em ti Dorme meu menino Sentindo minhas
mãos Segurando tuas mãos para você me sentir Dorme o sono dos
sensatos Porque na insensatez e loucura da vida Haverá sempre uma infinita
espera Dorme para se aconchegar em meu corpo Como teu abrigo e teu
alimento Para a tua, a nossa solidão de séculos Dorme para que em
sonhos Eu também te encontre Já que estamos tão longe,
agora.
Originalidade do teatro
Sabemos que os poetas da Grécia Antiga
exploraram outros gêneros, tais como o drama satírico e a comédia, mas nenhum
deles teve a transcendência alcançada pela tragédia, fazendo com que o
espetáculo trágico fosse o que mais profundamente se enraizou na tradição
cultural moderna.
Muitas das contribuições culturais que nos chegaram
pela mãos dos gregos, tais como a Filosofia, a Geometria, a Pintura Cerâmica, a
Arquitetura, a Música, a História, a Medicina, a Literatura Épica e Lírica, a
Mitologia, etc., com certeza eram de origem Oriental. O mesmo, porém, não se deu
com o Teatro. Se Pitágoras e Platão abeberam-se da filosofia e da geometria
egípcia ; se Heródoto inspirou-se nas crônicas anatólicas, persas e egípcias; se
mesmo Homero inspirou-se em narrativas épicas de outros povos, tal não pode
dizer-se dos autores trágicos. A Tragédia é a mais pura criação da cultura grega
antiga e, quando transplantada para outras culturas, não encontrou a mesma
receptividade.

O mapa físico do teatro grego
AIS
DE INFÂNCIA
Elane
Tomich
Muitos
longes tem a espera.
Desabonos da inocência,
Em
compridos abandonos
De morte curta
em seqüência.
Um
pedido sem socorro,
Grito
pasmo de revolta
Que bate
na pedra e volta
Ecos de urros
de fera
Espalham-se à boca pequena
Como é que ela
sonha
Se traz
no brinquedo, a vergonha?
Ela tem pele
serena
Corpo e
canto de menina
Cabelos
de seda pura
Boca de
goiabada
Curiosidade
sem cura
No
corpo, cicatriz rosada
Sem vãos, uma
estrada lisa
E a
sedução precisa
De quem não
pode saber
O que
seduz sem querer.
Ele é grande e
desce o morro
Tem jeito de
lobo e monge
É
de perto e é de longe
Come à
mesa do jantar
E traz
uma dor planejada
Preparada e
desejada.
Que da
caça há de fartar.
A cena
que se encena
Repete
teatros de esquina.
Há uma
esperança rasgada
Numa
criança negada.
Aquele tão
vivo vermelho
Não é tintura
de chita,
Não
é pintura bonita...
Mas lava-se em
água fria
Na cachoeira
que ria...
Não se reflete
no espelho.
Que o
sangue escondido,
Virou uma
flor no vestido.
Sempre do
mesmo jeito
Estupidamente
estática
A brutalidade
apática.
***
Quem pode
acolher no peito
Quem guarda
tanto segredo
Tanto ataque
por defesa,
Feiúra
em tanta beleza
E o
arrepio do medo?
Houve um anjo
que morreu...
E ela
desde menina
Cheia de dor e
pecado,
Por quem
mutilou o afeto
E
esculpiu o querer,
Refaz e
reconta a sina
E sem
limite e sem teto
Do que
pode , dá o recado
De outro
anjo à espera
Que encontre
em seu medo a calma
E em seu
corpo ache alma
Domando-lhe a dor do desejo
Da raiva,
pressa do beijo
Num abraço que
aquece
Na carícia doce que
cresce
Os concursos
trágicos
As encenações trágicas, tais como as
conhecemos, tiveram início com a institucionalização da chamada Dyonissia, os
"Concursos Trágicos", no governo do tirano ateniense Pisístrato (cerca 536-534
a.C.). Famoso por ter sido "hábil e bonacheirão", o autocrata rapidamente
compreendeu a potencialidade política do Teatro, dele lançando mão para
popularizar o seu regime. Sólon (668-559 a.C.), o mais famoso legislador
ateniense, ao dar-se conta disso, certa vez abandonou em pleno andamento, uma
representação que assistia em protesto contra a manipulação política das artes.
O velho sábio, desiludido, retirou-se do teatro sentindo-se vencido.
cantiga de
roda rosa
minha casa era
quadrada
face rente a
calçada
via fuga
impossivel
me voltava
a um um jardim bem
no meio
dessa casa
quadrada
espaço às minhas
façanhas
espiar
caracóis
e a pensar como
pode?
serem tão devagar?
e
estranhos?
ou...olhava ...a
exaustão
formigas trabalhadeiras
e
pensava... e pensava...
como podem carregar
peso maior
que...?
eternamente incapaz
à calcular...intuia
criativa...
e espiava
ordeiras
formigas...ordeiras...
circulavam voltas e
voltas
de um jardim
de roseiras
eu vivia o centro
rosa
em vestido rosa e
rosa
face
rosa...
e a via
circular...
impossivel
naquela casa
quadrada...
via fuga
impossível...
vivia meu
eu formiga ...
criativa carregava
...
esse bem
saber sublimar
nunca aprendi
calcular...
pesos
medidas...
foda-se Freud se
pensa
que não sou
feminina...
minha arte é
circular
feminilidade
pura
e prazer
absoluto
de me fazer
par a machos
cantigas de roda
rosa das rosas
que meu pai
cultivava
naquele
jardim
no centro
de uma casa
quadrara
face rente a
calçada...
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helena armond
O teatro grego, um espetáculo
de massas

Uma
"persona" |
Naquela época a encenação teatral ainda
dava seus primeiros passos e seu apogeu só se deu no século seguinte, no século
V a.C., ao surgir a trindade dos soberbos autores trágicos: Ésquilo, Sófocles e
Eurípedes. O ciclo da tragédia só encerrou-se quando, à época de Aristóteles, no
século IV a.C., o jovem teatrólogo Agaton compôs peças cujos elementos não se
inspiram mais na tradição, e sim resultam da sua própria criação. O período
abarca mais ou menos uns cento e cinqüenta anos, mas o seu apogeu concentrou-se
do início das guerras persas (490-480 a.C.) até encerrar-se com a morte de
Eurípedes em 406 a.C. (dois anos antes da capitulação de Atenas perante
Esparta), isto é uns 70 ou 80 anos. Literariamente seus marcos seriam a primeira
apresentação de "Os Persas" de Ésquilo, que se supõe tenham ocorrido em 472
a.C., e as "As Troianas" de Eurípedes em 415 a.C.
Em cada uma delas, concorriam apenas
três poetas, escolhidos pelo Honorável Arconte, o patriarca da cidade. A
inscrição era voluntária, cabendo ao autor apresentar três tragédias e um drama
satírico, - uma tetralogia. Cabia ao Estado (Theorica) a premiação dos poetas e
a manutenção, durante a temporada, do sustento dos hypocrites (os atores). Os
integrantes do coro por sua vez eram mantidos por patrocinadores privados, em
geral atenienses ricos que procuravam ganhar o respeito da sociedade e o
reconhecimento público com a prática do mecenato. Feita a escolha dos três
autores, o nome deles era submetido a uma votação por uma comissão de 500 juízes
(50 de cada um dos demos da cidade) que colocavam o nome do seu preferido
escrito numa pequena esfera que, depois, era depositada numa das dez urnas
existentes no Pártenon. A obra daquele que foi indicado começa a ser
representada a partir do horário matutino, sendo que as dos outros preencherão
os dias restantes até que o festival se encerrasse. O poeta escolhido tinha o
seu nome anunciado pelo heraldo e, em seguida, ele era coroado pelo Honorável
Arconte com uma coroa de hera, a planta sagrada de
Dionísio.
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/tragedia_grega5.htm
Chega!!!!
Chega de
lagrimas
lamentos
prantos da
terra
choros do mar
Chega de
frustrações
ilusões
precisamos
preservar
nossas ilusões
Chega de
misérias, torturas
gente
brutal
que nega
comida
a boca
faminta
Chega de
hipocrisia
falsas
promessas
cabeças sem
tetos
abrigos de
vida
Chega de
muros
" navalhas na
carne "
almas que
gemem
num triste
tormento
Chega de
lágrimas
lamentos
prantos da
terra
choros do mar
!!!!
Maria Thereza
Neves
TT:)
Música: Sonata |