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HojeAconteceuLuna's
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Rimbaud
Marx
pretendeu mudar o mundo. Rimbaud preferiu "mudar a vida". Uma
parte da história do Maio de 68 é incompreensível sem considerar esta
oposição. O militante contra o libertário, o estratega contra o
sonhador. Os filhos de Rimbaud no Quartier Latin eram, pois, "Marx
tendência Groucho" ("La vie est Ia farce à mener par tous").
E o rock and roll também. Pela energia que invoca, pela sua rapidez e espírito
rebelde, o rock é eminentemente rimbaudiano: juventude, beleza, errância,
revolta, menosprezo do perigo, comportamentos suicidários. Viver depressa
e morrer jovem. Nico, Otis Redding, Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim
Morrison, Janis Joplin, John Lennon, Sid Vicious, Janis Joplin, Keith Moon,
Kurt Cobain, Buddy Holly, Syd Barrett, Jeff Buckley, mas também James
Dean, Pasolini, Che Guevara, Fassbinder, todos filhos de Rimbaud. Todos
cultivaram a imagem das "duas únicas coisas que não podem ser ridículas:
um selvagem e uma criança" (Gauguin). Rimbaud será então isso: a
ideia de uma pureza fundada na insolência da juventude e da revolta do
primitivo. O seu aspecto desalinhado inventa muito antes do nosso tempo o
culto actual do adolescente: rebelde, "mau rapaz", eternamente
instável.
ENTRE
ESTRELAS CAMINHO
Maria
Thereza Neves
entre
estrelas caminho
em acordes musicais
num gesto silêncio leve como plumas sentindo como se fosse vaga-lume acendendo apagando neste caminhar ausente em aquarelas sol sorriso distante fragmentos entre luzes ou sombra de vitrais
plantando
sementes
como se fossem estrelas nesta noite densa de buscas incertas margeando meu destino obscuro emoções vazadas surgidas do nada ou do tudo de cada estrela uma descoberta
neste
silencioso caminho
caminho entre estrelas
QUASE UMA BIOGRAFIA Por que este homem escreveu sua obra genial até os 19 anos e a partir daí jamais escreveu um verso? Por que a fuga dramática da Europa para uma vida de privações na África longínqua, amealhando dinheiro compulsivamente? Por que, quando perguntado se era parente de um poeta francês de nome Rimbaud ele dizia apenas: "Nunca ouvi falar"? BASEADO EM TEXTO
PUBLICADO NO SITE
VONTADE DE VIVER !
José Geraldo Martinez Quanta alegria no amanhecer do dia . Quanta vontade de viver, sem fim ! Até parece nascer um novo homem , metamorfose de mim... Abraçar-me ao vento, ao calor do sol . Perder-me no burburinho das pessoas e rostos ... Tirar desta manhã todos os gostos ! Quanta vontade de viver que eu sinto neste dia ... Que vem do fundo da alma na mais sublime alegria ! Vontade de abrir todas as janelas para o sol ... Estampar um horizonte bonito . O caminho de cada um ... Alforria , bendito ! Para encontrar alegria, assim no amanhacer do dia ... Uma vontade de viver sem fim ! Rimbaud sempre foi difícil de entender, sua juventude foi uma das mais complicadas, revelou-se um poeta genial que em poucos anos de poesia figurou entre os maiores poetas da humanidade, embora tenha deixado toda sua obra poética apenas em uma fase de sua vida: A juventude. Depois passou a maior parte de sua vida em grandes aventuras, por vários países, sendo que sua mais famosa aventura foi sua fuga inesperada para a África. Jim Morrison, poeta e vocalista da lendária banda “The Doors” fez uma grande homenagem a Rimbaud na música: “Wild Child” que está no álbum “The Soft Parade” de 1969, a qual você tem a letra traduzida logo a baixo:
CRIANÇA
SELVAGEM
Criança selvagem/ cheia de graça/ Salvadora da raça humana/ Seu rosto frio Criança natural/, criança terrível/ Não o filho de sua mãe ou de seu pai/ Nosso filho/, gritando selvagemente/ Uma antiga norma dos grãos/ E das árvores da noite/ Com fome nos seus calcanhares/ Liberdade nos seus olhos/ Ele dança de joelhos/ Com o príncipe pirata ao seu lado/ Olhando nos olhos vazios do ídolo/ “Se lembra de quando estávamos na África?” The Doors (1969)
Cabelos Brancos
Delasnieve Daspet
Sou vaidosa, gosto de andar
arrumada.
Perfumada. Gosto de olhar no espelho e ver a beleza madura que ele reflete. Olho aqui. Olho ali. Olhos cansados, sempre tristes ou sonhadores. ... mas eles sempre foram assim. Conservo a tez morena que não desbota, cor altaneira das mulheres do Brasil. Agora, para somar, na fronte, a mais perfeita e poética tradução física da maturidade: cabelos brancos. Os cabelos brancos traduzem uma vida de experiências. Uma vida bem vivida. Mas pode, também, ser um pesadelo -, se pensarmos no implacável tempo que atenta contra o humano. Já os tenho alastrados, convenientemente disfarçados na asa castanha da tinta... Mas existem uns fios que teimam.... já não me preocupam mais. O importante, - disto não abro mão -, é manter o meu coração jovem e amante. Sorrir com olhar de arco-íris, porque o amor nos mantém eternos. Eternos, como a própria vida. Quero ter tempo apenas de encontrar e reconhecer o que está diante dos meus olhos. Apesar das desilusões, continuar crendo nas pessoas. Matar as células da tristeza, fazer nascer as do sorriso. Matar as da memória para esquecer as lembranças de outrora e sorrir sempre à espera .. _______________________
Cabelos
Brancos"
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cabelos
" de las nieve "
serão
eternamente negros
pela força
" das "pet"
no sentido : " favorito
"
pela dádiva divina
teu jeito sempre
menina
e coragem...
e sabe porque ?
só os loucos ( poetas ) e
as crianças
dizem verdades....
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helena armond
maio 2003
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RIMBAUD,
ARTHUR
poeta francês
(1854-1891)
"Não vos posso dar uma morada, porque ignoro onde estarei pessoalmente nos próximos tempos, porque caminhos andarei, e por onde, e por quê, e como!" (Rimbaud aos seus, Aden, 5 de Maio de 1884)
Tentando Amar
Tekasouza Preciso de mais um tempo, Ainda restam alguns vestígios De uma caminhada claudicante, Fantasmas e ilusão em litígio. Quando penetro teus negros olhos, Sinto promessas ternas e serenas, Faz-me sentir menina pequena, Segurando minha mão para caminhar. Não desista de tentar... Sei que logo poderei te amar, Retribuir o teu carinho, Dividir contigo teu caminho, Dar-te meu amor com segurança, De que és meu porto, sou teu ninho,
Viver juntos uma história,
Traçarmos a mesma trajetória.
De qualquer mágoa liberta Apagar antigos caminhos,
Poder entregar-me à ti, meu poeta,
Com toda paixão com que sou capaz de amar
Por favor, não desistas de esperar...
Rimbaud, o estranho Caio Meira
Também vale
lembrar do estranho caso de Rimbaud com o também grande poeta Paul
Verlaine, uma relação homossexual de amor e ódio, numa discussão,
Verlaine dá vários disparos em Rimbaud, que é atingido por sorte apenas
no pulso.
Nós lutamos para sermos pobres e
honrados
nós plantamos as sementes
nós fazemos a colheita
nós cuidamos da boiada
nós tratamos dos cavalos arabes
nós criamos os frangos para exportação
nós cortamos a grama das mansões
nós alimentamos os porcos!
sem estudo
sem dentes
sem médicos
sem moradias
sem justiça
sem circo nem pão!
é com nosso suor que o rico
bebe uisque contrabandeado
é com nosso dinheiro que o
banqueiro
se manda para a Monte Carlo
é com nosso sangue que o
politico
faz operação do coração!
nossas crianças
não ganham presentes
não falam inglês
não comem hamburgues
apenas choram
e andam descalças!
olhe para o alto
estamos balançando nos andaimes
olhe para o chão
estamos enterrados cavando buracos
olhe para os discos de ouro
dos pagodeiros ,dos forrozeiros ,dos
sertanejos
estamos sempre dançando e
cantando!
nós lotamos a Igreja de São
Judas Tadeu
nós fazemos novenas a Virgem Maria
nós compramos santinhos e imagens de
São Jorge
nós fazemos romarias para Aparecida
nós jogamos flores para Iemanjá
nós fazemos promessas a Padre Ciço
nós lemos a Biblia todos os dias!
somos nós nos volantes dos caminhões
somos nós nos botões das maquinas
somos nós nos gatilhos dos trinta e
oito
somos nós nos serrotes e nos
martelos
somos nós nas enxadas e nas
picaretas
somos nós nas panelas dos
restaurantes
somos nós nos balções das padarias
e bares!
tentamos não aparentarmos cansaço
tentamos não sermos escravos
tentamos denunciar os capangas
tentamos comprar moveis e roupas a
prazo
tentamos e pagamos a luz e agua
tentamos não ser os votos em branco!
as prisões estão lotadas de homens
desesperados
que não tiveram esperanças e apoio
da lei
enquanto advogados em fiila
com suas Mercedes importadas
batem na porta do Supremo Tribunal
Federal!
nossas costas doem
nossos corpos estão doentes
nossos pulmões tossem
nossos calos deformaram as mãos
nossas pernas tremem cansadas
de andar pelas veredas deste país
imenso!
nós lutamos para sermos pobres e
honrados
trabalhando debaixo do sol
mas sempre temos tempo para
ajoelharmos
e agradecer a Deus
pela graça divina da vida!
assis
Os poetas de sete anos E então a Mãe, fechando o livro do dever, Lá se ia satisfeita e orgulhosa, sem ver Em seus olhos azuis, sob as protuberâncias Da face, a alma do filho entregue a repugnâncias. O dia inteiro ele suou de obediência; que Inteligente! e entanto, uns tiques maus, um quê Já demonstravam nele acres hipocrisias. No escuro corredor, junto às tapeçarias Mofadas, estirava a lingua, os punhos fundos Nos bolsos e, fechando os olhos, via mundos. Sobre a noite uma porta abria-se: na rampa da Escada, a resmungar, o viam, sob a lâmpada, Como um golfo de luz a pender do teto. E no Verão, abatido, ar estúpido, o menino Teimava em se trancar no frescor das latrinas Para pensar em paz, arejando as narinas. Quando o jardim de trás de casa se lavava Dos odores do dia e, no inverno, aluarava, Jazendo ao pé do muro, enterrado na argila, Para atrair visões esfregava a pupila E ouvia o esturricar das plantas nas treliças. Pobre! para brincar só com crianças enfermiças De fronte nua, olhar vazio que lhes erra Pela face, escondendo as mãos sujas de terra Nas roupas a cheirar a fezes, todas rotas, Falando com essa voz melosa dos idiotas! E quando o surpreendia em práticas imundas, A mãe se horrorizava; o menino, profundas Carícias lhe fazia, a apaziguar-le a mente. Era bom. Ela tinha o olhar azul, - que mente! Aos sete anos compunha histórias sobre a vida No deserto, onde esplende a Liberdade haurida, Florestas, rios, sóis, savanas! Recorria A revistas nas quais, encabulado, via Italianas a rir e espanholas bonitas. Quando vinha, olhos maus, louca, em saias de chitas, A filha - oito anos já - do operário ao lado, A pirralha infernal, que após lhe haver pulado Às costas, de algum canto, a sacudir as roupas, Ele por baixo então lhe mordiscava as popas, Porquanto ela jamais andava de calcinha. - Cheio de pontapés e socos, ele vinha Trazendo esse sabor de carne para o quarto. Da viuvez infernal dos domingos já farto, Junto à mesa de mogno, empomadado, a ter de Recitar a Bíblia encadernada em verde E a sofrer a opressão dos sonhos maus em que arde, Já não amava Deus; mas os homens, que à tarde, Via, sujos, chegando em suas casas baixas, Quando vinha o pregoeiro, entre ruflar de caixas, A ler seus editais entre risos e pragas. - Sonhava as vastidões de prados onde as vagas De luz, perfumes bons, douradas lactescências Se movem calmamente e evolam como essências. E como saboreava antes de tudo arcanas Coisas, se punha, após baixar as persianas, A ler no quarto azul, que cheirava a mofado, Seu romance sem cessa em sonhos meditado, Cheio de plúmbeos céus, florestas, pantanais, Flores de carne viva em bosques siderais, Vertigens, comoções, derrotas, falcatruas! - Enquanto progredia a agitação nas ruas Embaixo, - só, deitado entre peças de tela De lona, a pressentir intensamente a vela! DOMÍNIO DA PAZ MARIA
PETRONILHO
As carroças de cobre e
prata -
[Sem palavras]
Eu tão prosa... e tu tão poesia Murmuras orgias de cantos a soltar o poema com intrigante magia — e tu ainda acabas me descobrindo poeta!... Te adoro, querido. Não fujas de mim que estou sempre pronta para seguir tuas vias Hum... eu fico a pensar sem palavras por onde andam as saudades tardias... Dá-me o caminho que me leve onde estão Preciso de chão de clamor de estrelas Minha fome precisa de pão!... Não mos negue, me entregue Olympia Salete Rodrigues
&
Fernando Tanajura Menezes
Irmão miserável! Quantas vigílias atrozes eu lhe devo! "Eu não me entregava com fervor a este negócio. Caçoava de sua doença. Por minha culpa voltaríamos ao exílio, à escravidão". Ele me achava um pé frio, e de uma inocência bizarra demais, e adicionava razões inquietantes. Eu respondia rindo deste doutor satânico, e acabava ganhando a janela. Eu criava, além do campo atravessado por bandas de música rara, os fantasmas do futuro luxo noturno. Depois dessa distração ligeiramente higiênica, me deitava numa esteira. E, quase toda noite, assim que dormia, o pobre irmão se levantava, boca podre, olhos esbugalhados,- como ele se sonhava!- e me arrastava pela sala, uivando o sonho de sua mágoa idiota. Eu tinha prometido, de fato, do fundo do coração, recuperar seu estado primitivo de filho de Sol, - e vadiávamos, alimentados pelo vinho das cavernas e pelo biscoito do caminho, eu com pressa de achar o lugar e a fórmula. IDÍLICO MOVIMENTO RIMBAUD O movimento oscilante nas
margens das quedas do rio. Esses são os
conquistadores do mundo pois entre os aparelhos, o
sangue, as flores, o fogo, as jóias, nos acidentes atmosféricos
mais imprevisíveis,
Escultura
Plínio Sgarbi
ALQUIMIA DO VERBO RIMBAUD A mim. A história de mais uma das minhas loucuras. De há muito que me gabo de possuir todas as paisagens possíveis e que acho ridículas as celebridades da pintura e da poesia moderna. Amei pinturas idiotas, vãos de portas, bugigangas, panos de saltimbancos, estandartes, estampas baratas, literatura fora de moda, latim eclesiástico, livros eróticos sem caligrafia, romances antigos, contos de fadas, contos para crianças, velhas óperas, refrões ingénuos, ritmos simplicíssimos. Sonhei com cruzadas, com viagens de descobrimento das quais não existiam relatos, repúblicas sem histórias, guerras de religião sufocadas, revoluções de costumes, movimentos de raças e de continentes: acreditei pois em todas as magias. Inventei a cor das vogais! - A negro, E branco, I vermelho, O azul, U verde - Determinei a forma e o movimento de cada consoante, e, com ritmos instintivos, procurei inventar um verbo poético acessível, custe o que custar, a todos os sentidos. Guardei a tradução. Era acima de tudo um esboço. Escrevi os silêncios, as noites. Anotei o indizível. Firmei vertigens Mergulho no Azul
Elane Tomich
DISSE-ME UM PESCADOR
VINDO DOS MARES DO SUL,
NUNCA MERGULHE NO AZUL
QUE O AZUL TEM TONALIDADES,
QUE VALEM MEIAS VERDADES.
ÀS VEZES TEM TOM DE AMOR,
ÀS VEZES TEM TOM DE DOR
NUNCA MERGULHE NO AZUL
QUE O AZUL É ESQUECIMENTO
LABIRINTO DE UM TORMENTO
AZUL NÃO TEM NORTE OU SUL
QUE O AZUL É MAIS QUE O VERDE
É IGUAL A FIRMAMENTO
É ONDE GENTE SE PERDE.
NUNCA MERGULHE NO AZUL
QUE LÁ NÃO HÁ CAIS DE CORAIS
E TUDO VIRA JAMAIS.
O AZUL DEIXA-NOS AO LÉU
QUE O AZUL NÃO TEM NORTE OU SUL,
É ONDE MORREM AS BALEIAS
É ONDE CANTAM AS SEREIAS.
NUNCA MERGULHE NO AZUL
QUE O AZUL É MAIOR QUE O MUNDO
É ONDE A GENTE VAI FUNDO
NAS ÁGUAS DA EMOÇÃO
GRANDES ONDAS DA PAIXÃO
O AZUL NÃO TEM NORTE OU SUL
MAR E SANGUE SÃO AZUIS.
NUNCA MERGULHE NO AZUL
QUE É ONDE SE ESVAI A RAZÃO
SEM O MAPA DO CORAÇÃO.
É ONDE AS JANGADAS VIRAM,
BUSCANDO UM ETERNO HORIZONTE
O AZUL NÃO TEM NORTE OU SUL
NADA QUE NOS APONTE.
NUNCA MERGULHE NO AZUL
QUE É ONDE VAGAM OS VULTOS
DE QUEM TEVE NADA OU TUDO,
PIRATAS E PESCADORES
O AZUL É UMA ARCA DE DORES.
O AZUL NÃO TEM NORTE OU SUL,
BUSQUE OUTRA COR, REDUTO!
De meus antepassados gauleses tenho os olhos azuis, a fronte estreita, a falta de jeito na luta. Penso que minha maneira de vestir é tão bárbara quanto a deles. Mas não unto os cabelos. Os gauleses eram os esfoladores de animais, os queimadores de ervas mais ineptos de seu tempo. Tenho deles: a idolatria e o amor ao sacrilégio;- Oh! todos os vícios, cólera, luxuria, - magnífica, a luxuria; - sobretudo mentira e indolência. Tenho horror a todos os ofícios. Patrões e operários, todos são camponeses, ignóbeis. A mão que segura a pena vale tanto quanto a que empurra o arado. - Que mais a domesticidade conduz a muito longe. Os criminosos repugna-me como se fosse castrados: quanto a mim, estou intacto, e isto pouco me importa. Todavia! quem fez minha língua de tal modo pérfida que ela orientou e protegeu até aqui minha indolência? Sem me servir de nada, nem mesmo de meu corpo, e mais ocioso que o sapo, tenho vivido em toda parte. Não há família da Europa que eu não conheça. - Falo, naturalmente, de famílias como a minha, que devem tudo a Declaração dos direitos do homem. Conheci cada filho de família... Uma
Temporada no Inferno e Iluminações
Essa história...
Essa história nossa apenas o olhar... pele minha na tua distraída a escorregar... E esse desejo a sussurrar loucuras ali mesmo ou em qualquer lugar... Olhar teu sim corpo inteiro no meu noite virada madrugada amanhecendo estrelas... Beijos dourados a saborear dos lábios meus gosto gemidos suores aflitos delirante cavalgada... Ah essa história nossa tua
e minha apenas o olhar...
LianeNiremberg
A ETERNIDADE RIMBAUD De novo me invade. Alma sentinela, Das lides humanas, De outra nenhuma, Lá não há esperança De novo me invade. Procuro. Estranho mundo de estranhas
emoções, onde nossas
ilusões marcam fundo
nossos
corações. Meus olhos se
perdem pela imensidão
deste céu; Onde devo
encontrar o chamado de
meu pai? Em meio a
tantos caminhos, sinto-me
desamparado; procuro a
casa de meu pai, lá, sei que
sou esperado. Sabe? já
andei tanto, que me tornei
indiferente aos lamentos
dessa gente. Hoje quero
apenas meditar; Pensar em
todos a quem amei, em tudo o que
plantei, nos sonhos
que enfeitei... e, no caminho
que tomei... Vivi
a te procurar num desespero
sem fim, em todos os
caminhos em que andei... Onde estás? foi quando
entrei dentro de mim e... te
encontrei ! RIMBAUD
Arthur Rimbaud influenciou a todos; foram
poetas de todos os estilos, principalmente os simbolistas, escritores,
surrealistas, beatnicks e os hippies. A sua genialidade é reconhecida até
hoje, e inclusive, um filme foi feito contanto a sua trajetória. A história
de Rimbaud é o símbolo da perseverância, da vontade de vencer e de ser
feliz . Os seus poemas e a pequena Charleville definitivamente não eram o limite.
TT:)
Como Rimbaud,
"Não vos posso dar uma
morada, porque ignoro onde estarei pessoalmente nos próximos tempos, porque
caminhos andarei, e por onde, e por quê, e como!"...
mas podemos caminhar /crescer cada
vez mais no campo da poesia,
na vida, no sentir/viver dos
escritores, artistas e
a integração entre
poetas Luna's
numa volta ao mundo,
num sempre Acontecer!
Juiz de Fora,03 de maio de 2003
Maria Thereza Neves
Música: Sonata |