|
AconteceuLunas & Espanha (Imagem de fundo:Episódio dos moinhos de vento retratado num mural de azulejos em Sevilha A imaginação e o delírio de um cavaleiro andante
Dom Quixote/Miguel de Cervantes )
Miguel
de Cervantes Saavedra,
o mais
importante nome literário da Espanha
"Só
para mim nasceu Dom Quixote e eu para ele:
Miguel de Cervantes Saavedra nasceu em Alcalá de Henares, na Espanha, em 29 de setembro de 1547. Passou a Infância na cidade de Valladolid e estudou em Madri e também em Sevilha que, no século 16, era uma das maiores cidades do ocidente, capital financeira, comercial e artística da Europa. Em 1571, serviu ao exército do rei espanhol Filipe II, na batalha naval de Lepanto contra o império turco. Ferido, perdeu os movimentos da mão esquerda. Quando voltava de outra expedição, Cervantes foi capturado por piratas argelinos e vendido como escravo ao rei de Argel, Hassaou Pacha. Tentou fugir pelo menos cinco vezes. Por fim, o monge Juan Gil pagou seu resgate. De volta à Espanha, em 1587, passou por dificuldades. Sua produção literária não obtinha sucesso. Conseguiu, no entanto, ser nomeado Corsário Real. Sua missão era coletar azeite e grãos para a Armada Invencível, esquadra criada por Filipe II para conquistar a Inglaterra. Por não saber matemática, foi enganado por outros corsários e preso sob acusação de roubo em 1592. Com a publicação do livro Dom Quixote, em 1605, Cervantes, então com 58 anos, conseguiu juntar algum dinheiro e pôde se dedicar exclusivamente à literatura. A obra fez tanto sucesso que uma pessoa, usando um nome falso de Alonso Fernández Avellaneda, publicou uma segunda parte do romance. Revoltado com a falsificação, Cervantes publicou sua própria segunda parte em 1615. Miguel de Cervantes, morreu em Madri no dia 23 de abril de 1616. Além de seu famoso romance, ele escreveu também poemas e textos para o teatro, que não tiveram tanta repercussão quanto Dom Quixote. Sua produção teatral está resumida no volume Oito comédias e oito entremezes. O espanhol escreveu ainda Novelas exemplares, considerado um dos mais importantes volumes de contos da literatura universal.
quero cremar todos os meus versos Maria Thereza Neves
inacabada poesia
incoerentes idéias
tristes , vagas palavras
sem emoção
ou rimas
quero cremar todos os meus versos
tom sombrio
triste
escalas, notas desafinadas
o que restou ?
somente um frio túmulo
forrado
de letras, espinhos
quero cremar todos os
meus versos
morbido amanhecer
sou sepultada todo os dias
entre cinzas de cremados versos
O espelho e o tempo...
delasnieve daspet http://www.lunaeamigos.com.br/ Olho-me no espelho. Um rosto desconhecido fita-me. Um rosto amedrontrado... Fatigado... Envelhecido... É este o rosto que me contempla! Um rosto suspenso no tempo... Com um sorriso nos lábios! Sorrirá de que? Se está pensando apenas na partida!... Ainda flutua na atmosfera, O olhar perdido.. Parece que teve o espirito extraido do corpo... E o olhar vazio... retrata o desespero de não ter seu amado! Mas... Ouves? Ao longe o mar... A gaivota.. O barulho das ondas...? Olho de novo no espelho... Vejo refletido o silêncio!... Um silêncio de sentir na carne... E o tempo! Apenas o tempo enchendo o ambiente... E recordo! E o espelho me mostra, que embora tenhas ficado no tempo, não vou a ti... Estou presente em ti... Como no passado!! Hoje... quero, apenas, que o tempo retorne... pois o passado esta aqui!!!
helena armond
poéticos elementos
os melhores
são
encontrados
em frangalhos
presos em um catavento
-------------
recolhe-los
alinhava-los
(e fatal
momento de distração !)
de novo em um
catavento
Confluência
Fernanda Guimarães Os olhos buscam-te Como se possível fosse Delimitar fronteiras Quando é o pensamento Ponte e travessia de desejos Não cabem na margem da razão Os anseios que navegam No semicerrar das pálpebras Velejando para o encontro Que apenas se dá no horizonte Onde dormem os sonhos FEDERICO GARCÍA LORCA "Yo
vi dos dolorosas espigas de cera que enterraban un paisaje de volcanes
Como dramaturgo, temos trechos românticos com implicações sociais como Mariana Pineda (Madrid, 1928) e a invenção cômica de La zapatera prodigiosa. Bodas de sangre, cujo intenso lirismo não enfraquece, e sim destaca mais ainda sua vigorosa força dramática. Deve destarcar-se que, juntamente com Antonio Machado, é um dos maiores poetas que a Espanha produzui neste século, e Lorca é certamente o maior dramaturgo da Espanha desde a "Edad Dorada". Morreu perto de Granada, no dia 19 de agosto de 1936. García Lorca é o mais apreciado e venerado poeta e dramaturgo da Espanha. Seu assassinato pelos Nacionalistas no começo da Guerra Civil Espanhola deu a ele una súbita fama internacional, acompanhada por un excesso de retórica política que levou a una geração, mais tarde, a questionar seus méritos; depois da depressão inevitável, sua reputação foi recuperada. PARA NÃO FALAR DE SAUDADE
NOCHE DEL AMOR INSOMNE Federico
García Lorca Noche
arriba los dos con luna llena, Sonetos del amor oscuro
Cala-te Coração
Cora Maria
Reconheças que
nada podes fazer Romance de la luna, luna Federico
García Lorca El jinete se acercaba Por el olivar venían, ¡Cómo canta la zumaya, Dentro de la fragua lloran,
Escute
Ouça por alguns momentos,
é como um canto de paixão, no peito aquecido sobram carinhos, as batidas fortes dão o compasso, as frases parecem ser as mesmas, mas é o coração que fala de amor. Quero falar dos desejos que tenho, não existem mais saudades do antes, às vezes, sua ausência dói um pouco, depois os carinhos vêm mais fortes, os vazios são preenchidos com ternuras, de tudo que restou, o amor aumenta. Minhas palavras rompem o silêncio, nenhum barreira bloqueia a paixão forte, todos os amantes que se unam, que mudem um para o coração do outro, ainda há silêncios em alguns poucos, gritem alto, grito o amor que tenho.
José Jiménez Lozano
ganha prêmio Cervantes de literatura
Entre seus livros mais conhecidos estão História de um Outono (HGistoria de un Otoño), El Sambenito e A Salamandra (La Salamandra). Em 1989, Lozano conquistou o prêmio Nacional da Crítica pelo cojunto de ensaios O Grão de Milho Vermelho (El Grano de Maíz Rojo). Quatro anos mais tarde, foi laureado com o Prêmio nacional das Letras Espanholas. Lozano fez carreira também no jornalismo, tendo dirigido o jornal de Valladolid O Norte de Castilla até sua aposentadoria, em 1995.
POETA...
Tekasouza Poeta, tu que tens a batuta, Respondas a uma pergunta, -Enfeitiçastes minhas mãos, Ou colocastes amarras no meu coração? Chegam teus versos desnudos, Aspergindo emoção mais pura, Chegam, remexe, acende, Sentimentos encarcerados, Quimeras atreladas à loucura... Adornei tantos poemas... Belos adereços, sons maviosos, Às vezes, corrompi, Outras, completei, Noutras tantas, me perdi... Paleta nas mãos, Com todas gamas e matizes, Algumas pinceladas de vernizes, Tentando traduzir a emoção. Passarinha nos campos primaveris, Enfeitando com meu canto, Expandindo o peito, soltando solfejos, Traduzindo as letras num mundo de encanto. Mas quando tento adornar teus versos, As cores tornam-se invisíveis, Afônica, impotente, confesso, Enquadrar faz-se impossível. Sabes qual é o segredo, Que me impede de vestir-te? Por sorte, jogaste-me feitiços, Ou algum quebranto bem forte. Sentimentos um tanto estranhos, Desfilam, perfilam e abrigam, Certezas de que adornar teus versos, Transformaria o sacro em profano!
Sento-me Ao longo da margem...
Como um andejo, sem norte,
Pensamentos de toda sorte,
Vagueando neste viagem...
INTRODUÇÃO Espanhola, Literatura, literatura da Espanha, escrita em espanhol, desde o século XI até nossos dias.
OS SÉCULOS XI E XII
http://es.geocities.com/mundo_medieval/Fernan_gonzalez.html
O QUE FAZER zelisa camargo O
que fazer quando tudo é silêncio e vazio? Calar? Procurar? Não
há respostas para nada. É
muito triste ser Pior
é não ser. Eis
o motivo de ser eu e sempre eu. Só,
mas sendo eu em cada minuto vivido. A
maneira não interessa. O que importa é ser e sentir em profundidade.
Rubenio Marcelo
1. A poesia é um círio de eterna luz que brota dos faróis nos périplos azuis e guia-nos ao reino angelical das fábulas... Ela vem com o sol-nascente das parábolas, trazendo a ardentia de amores vesanos e todos os alfanjes desses desenganos, cortando a emergência das leis científicas. 2. A poesia faz integrações pacíficas em dobres transcendentes de mil clarinetes, ostentando nas praças e nos minaretes as flâmulas heróicas da grã liberdade. 3. E a chama poética - taça de verdade -, tecendo oferendas para plenilúnios, suplanta os grilhões, quebra os infortúnios, buscando, assim, fermata em alegorias... No êxtase do verbo, grãos de poesias alavancam o espírito (buscam o essencial na commedia dell'arte sobrenatural) e lançam seus jograis ao elan das noites... 4. A poesia é o vento em sutis açoites, polinizando nossos seres-flamboyants. É a solidão das cercas de avelãs nas madrugadas de geadas e outonos... É o inflamável afã de sonhos/abandonos guardados no silêncio dos desamanhãs. 5. A poesia segue com as procissões, levando seus archotes, semeando preces; e vem com as pavanas em ditosas messes ou com os ritornelos das melancolias... Ela traz os enigmas das vãs travessias e as epifanias dos anjos e mitos... Seus soldados-clarins, reais-infinitos, afastam basiliscos, faunos e dragões... 6. Oh, a poesia é o cetro das sublimações e a languidez do pranto que nos aterra... Ante a expectação e o sinal de guerra, é o Santo Graal dos nossos corações! RUBENIO MARCELO (Da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras) OS SÉCULOS XIII E XIV
Gonzalo de Berceo http://www.hottopos.com/mp2/berceo.htm Tela
Que será de mim
quando a lágrima cessar
e o vento parar?
Quando a paz
com o sorriso
retornar?
Saberei ainda quem sou?
Saberei ainda se sou?
Lina.
Minh'alma
Vyrena Minh' alma jaz entristecida Meio morta... desfalecida... Precisando de estímulo para sobreviver! Para devolver-lhe a confiança... O ânimo e a esperança... Vou vesti-la com seda pura... Adorná-la com jóias caras Com safiras... rubis e diamantes. Perfumá-la com essências raras... Importadas de terras distantes. Enfeitarei seus cabelos Com belas e ricas tiaras... Cravejadas de brilhantes. Vou presenteá-la com um para de asas... Dar-lhe toda liberdade Para que possa voar... Conforme sua vontade... Realizando desejos Quase sempre reprimidos Por lhe serem proibidos. Talvez...com tantos cuidados... Ela saia de seu marasmo E volte a ser feliz como antes!
Graças à intenção de compilar
todo o conhecimento da época recorrendo a fontes islâmicas, judaicas e cristãs
— e como resultado do trabalho de Alfonso X, o Sábio —, Castela torna-se
um dos primeiros estados europeus a desenvolver uma literatura em prosa. Este
trabalho alcança maturidade artística na obra de Don Juan Manuel. Por volta
de 1305, aparece o primeiro livro de cavalaria em espanhol, O Cavaleiro
Cifar.
Alfonso X, o Sábio http://www.jogos.antigos.nom.br/alfonso.htm Útero
Angela Lara
Com a força do útero
e não há força maior ela arrastou sua fantasia sem gritos ou gemidos, parindo idéias de liberdade, plantando alusões de coragem e envaidecendo-se como um bicho...
A poesia de Juan Ruiz — ou Arcipreste
de Hita, como também seria conhecido —, autor do Livro do Bom Amor,
contém exemplos de, praticamente, todas as formas e temas poéticos da Idade
Média.
O SÉCULO XV La Celestina ou Tragicomedia de Calisto e Melibea (1499), escrita por Fernando de Rojas, é uma das obras mais significativas da literatura espanhola. A mais importante é, provavelmente, Don Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes.
O RENASCIMENTO E O SÉCULO
DE OURO Os temas e ambientes da poesia pastoril — junto com formas métricas italianas como o soneto, a oitava, a canção, o terceto e o verso livre — foram utilizados, pela primeira vez, por Juan Boscán e Garcilaso de la Vega. http://www.hispanista.com.br/revista/numero_atual.htm http://www2.vo.lu/homepages/jfaria/rentr%C3%A9e2.htm Acolhimento
(bel)
Há quem se aproxime, para acarinhar. Que conhece os dias curtos, e as noites longas. Há quem sabe da lágrima que cai, quando ninguém está perto e não há o que falar. Há quem sabe, E para quem não sabe, há o vento para contar. Um novo estilo poético, marcado pela expressão espiritual (mística), aparece com frei Luis de León e São João da Cruz. Outro poeta importante é Fernando de Herrera, que cultivou o estilo barroco, característico do período seguinte personificado por Luis de Góngora e Francisco de Quevedo. Ele em Tudo E vem como um sonho Envolto de silêncio e mistério Destilando seiva essencial Nutre meu corpo e alma E permanece do ébano ao azul E espreita-me no brilho da lua Quando rasga o olhar da noite Voa no profundo do sono Ilumina a aurora de um sorriso É quando os pássaros espalham alegria Por entre o espanto e o verde O orvalho desliza carícias É este o sonho que consumo É assim que morre o tempo Ou a saudade já nem sei Mas sei que por ele em tudo Eu também vivo
© Clivânia Teixeira
Durante os dois últimos terços do século XVI, diversos autores místicos e ascéticos escrevem obras em prosa, destacando-se frei Luis de Granada e, principalmente, Santa Teresa de Jesus. O filósofo escolástico Francisco Suárez destaca-se como o teólogo mais importante do século. Amor, Nunca se Esqueça - Ana Maria - Jamais esqueça, Fazer Amor
Amaso
Nib Nedal
Faço tudo com minha amante, menos amor, esse o faço com as letras, quiçá com as palavras. Na cópula... entre tinta e papel; telas e pichéis tudo se revira e vira verso Da estrofe vem o ato da crase o beijo da elisão o contato da rima o gemido da tonicidade o ritmo em movimento... A sonoridade vem em nos hictos pausa e hiatos nas mãos que passeiam escansão silábica no tremer de veias não tão poéticas mas cheias de sangue numa trama orgástica de suor e lágrimas Decassílabos heróicos de um ser Sáfico nos jogos eróticos Oferenda Santa Susana Mendes Vem mais perto amor meu, Chega mansinho pois é dada a hora de fazer amor. Longa é a espera até esta noite pra sentir teu corpo e sobre o meu num deslizar de carícias mesclarmos nossas águas quentes. Na ardência desta entrega, Te faço perceber em meu olhar todo o meu fascínio, e a minha grande paixão por ti... Terás os meus longos cabelos, negros fios de seda, a escorrer-te ao peito nu. Os lábios... ahh.. De um vermelho intenso carmim, já entre-abertos, numa oferenda santa.. Os olhos, qual estrelas, a cintilarem, denunciando só delírios, quando então numa louca carícia, entre tuas pernas másculas terei dentro de minhas mãos aflitas, o fogo que queima, e a este meu desejo insano dará eterna delícia. Doi no peito esta vontade de amar-te Alucina-me a tua bela imagem. Vir pra você... ahhh.. Este meu corpo que arde, Posso eu tão somente ter-te assim, Sob esta saudade, e ... Esperar-te que unem autor e leitor... Por volta de 1550, surgem vários gêneros literários até então desconhecidos: o romance pastoril, do português Jorge de Montemayor; o romance mourisco, representado pelo relato anônimo El abencerraje (1598) e o romance picaresco, subgênero que apresenta uma rica produção, na qual destacam-se três obras: o anônimo El lazarillo de Tormes (1554), El Guzmán de Alfarache, de Mateo Alemán, e a História de la vida de Buscón, de Francisco de Quevedo. Em contraste a esta visão deformada da natureza humana, a obra de Miguel de Cervantes apresenta uma imagem completa da humanidade, refletindo tanto sua grandeza como sua debilidade. Rota das Gaivotas
No encontro das
palavras com meus rios, Dormindo as pororocas
nos estrados Nas pontas de soneto e
galhas mortas, O sonho segue a rota
das gaivotas, © Nathan de Castro Amor virtual! Fruta no prato assis A influência de Don Quixote de la Mancha estende-se ao longo dos séculos. Outras obras de Cervantes também ganharam importância: os 12 relatos que compõem as Novelas Exemplares (1613) têm uma grande força narrativa e sua imaginativa novela Los Trabajos de Persiles e Segismunda (1619) é uma das obras-primas da prosa barroca espanhola. Ah, Olhos meus!... Celito Medeiros
As obras não narrativas representam alguns dos principais êxitos do século XVII: Empresas políticas (1640), de Diego de Saavedra Fajardo, a sátira Los sueños (1627), de Quevedo, e o romance alegórico El Criticón (1651-1657), de Baltasar Gracián, empregam o estilo denominado conceptismo (estilo literário que utiliza o jogo de conceitos, em detrimento do jogo de palavras, e se caracteriza pela concisão). FLORAL Uma das figuras mais importantes é Francisco de Quevedo, cujos brilhantes escritos analisam males políticos, econômicos e sociais. Depois do declínio geral sofrido pelo país durante o século XVII, o único escritor de autêntico mérito, durante a primeira metade do século XVIII, foi Benito Jerónimo Feijoo. Negativa
Cosmo Palasio de Moraes Jr.
Não me fale de amor É tarde demais Para as coisas da alma.
Guarda-me no entanto Dentro do carinho Que tocando a pele Pode acordar as pessoas Para a vida.
Cante uma música Que chegando aos ouvidos Pode me levar a lugares Onde eu sabia O que era amar.
Declame baixinho Quase que sussurrando Um poema mesmo que velho Mas que capaz seja De fazer com que me encante.
Me chame de namorado Não quero mais ser amante Tenho vontade de ser príncipe E morrer como herói De uma causa perdida Como todos os grandes amores Morreram um dia. OS SÉCULOS XVIII E XIX Durante o reinado do iluminista Carlos III, a influência francesa conduz à adoção de formas artísticas neoclássicas, introduzidas por Nicolás Fernández de Moratín e, mais tarde, por seu filho Leandro Fernández de Moratín acompanhado por Gaspar Melchor de Jovellanos e Juan Meléndez Valdés. José de Cadalso destaca-se tanto por sua poesia e obra dramática como por seus ensaios. Don Ramón de la Cruz continua a tradição com seus sainetes, peças em um ato de caráter popular.
ESPEJO...
_Plínio
Sgarbi
IMÁGENES REFLEJOS AVISO DE INSTANTES ERRORES LA
ENORME AVENTURA CON EL GUSTO DE LA LIBERTAD Os melhores poetas do primeiro terço do século XIX, como Manuel José Quintana, expressam atitudes românticas em obras de forma clássica. O romantismo foi introduzido e cultivado por Ángel de Saavedra, duque de Rivas, pelo poeta e dramaturgo José Zorrilla, por José de Espronceda e Gustavo Adolfo Bécquer que, possivelmente, compôs os poemas mais delicados da língua espanhola. A prosa romântica de maior qualidade encontra-se nos escritos dos costumbristas (narrador de costumes) e nos artigos de Mariano José de Larra.
A segunda metade do século XIX foi a época do realismo, que alcança seu máximo esplendor com a obra de Benito Pérez Galdós. Outros romancistas descrevem a vida em diversas regiões espanholas: José María de Pereda, Pedro Antonio de Alarcón, Juan Valera e Emilia Pardo Bazán. Durante a última década do século XIX, a Espanha entra numa fase de inusitada atividade criadora com a Geração de 98, que inclui figuras tão díspares como Miguel de Unamuno, Ramón del Valle-Inclán e Pío Baroja.
Silêncio
Jane Lagares
O silêncio grita
em meu momento,
quero inventar
barulhos ,
fazer excursões,
incursões.
Mas insiste,
dilacera,
penetra.
Passeia em meu
corpo e pensamento,
mente que vai
passar e continua.
Cria imagens,
reais e distantes.
Busca o perdido,
aquilo que não
mais quero.
Baralha
silenciosamente,
no eu comigo.
O SÉCULO XX O vigor literário que brota em 1898, arrefeceu no período que envolve a Guerra Civil Espanhola. No entanto, recuperou seu vigor depois da II Guerra Mundial (ver Literatura de exílio). Destacados escritores do início do século são Juan Ramón Jiménez, José Ortega y Gasset, Ramón Pérez de Ayala, Ramón Gómez de la Serna — autor de As Greguerías — e o maior expoente do expressionismo na Espanha, Gabriel Miró. Nas décadas de 1920 e 1930 floresce a Geração de 27, com Federico García Lorca como máximo expoente. Outros poetas destacados desta geração foram Jorge Guillén, Rafael Alberti e Vicente Aleixandre, que obteve o Prêmio Nobel de Literatura em 1977. Ao grupo que, em algumas ocasiões, faz-se referência como Geração de 36 pertencem Germán Bleiberg, Carmen Conde, Luis Felipe Vivanco, Leopoldo Panero, Luis Rosales, Dionisio Ridruejo e Miguel Hernández. Nove poetas dominam a geração seguinte: Rafael Morales, Vicente Gaos, Carlos Bousoño, Blas de Otero, Gabriel Celaya, Victoriano Crémer, José Hierro, Eugenio de Nora e José María Valverde. Na poesia atual destacam-se José Manuel Caballero Bonald, Ángel Crespo, Jaime Gil de Biedma, Claudio Rodríguez e Félix Grande. Nos últimos anos surgiram Félix de Azúa, Pere Gimferrer, Antonio Martínez Sarrión e Leopoldo María Panero, entre outros. O romance é o gênero mais próspero na literatura contemporânea, com autores como Max Aub, Francisco Ayala — que se destaca como crítico e sociólogo, além de romancista —, Carmen Laforet e Camilo José Cela, Prêmio Nobel de Literatura em 1989. Brinde Lágrimas
de felicidade Uma variante mais tradicional do Realismo aparece representada nas obras de Ignacio Agustí, José María Gironella, Miguel Delibes, Ana María Matute, Rafael Sánchez Ferlosio, Juan Goytisolo e Ramón J. Sender. Entre os autores mais importantes da narrativa atual é preciso citar Alfonso Grosso, Juan Marsé, Juan García Hortelano, Mercedes Salisachs, Eduardo Mendoza, Aquilino Duque, Lourdes Ortiz, Luis Mateo Díez, Julián Ríos, Mariano Antolín Rato, Adelaida García Morales, Arturo Pérez-Reverte, Almudena Grandes, Quim Monzó e Rafael Chirbes. No ensaio destacam-se Julián Marías, Américo Castro, Dámaso Alonso e Joaquín Casalduero. Entre eminentes ensaístas contemporâneos encontram-se José Gaos, Pedro Laín Entralgo, José Ferrater Mora, María Zambrano, José Luis L. Aranguren, Francisco Ayala, Guillermo Díaz Plaja, Ricardo Gullón e Guillermo de Torre ...de muitas cabeças cortadas. De Espanha que chora Guernica, Picassoe Dalí quanta vida escapou de cá - ! - sonhar de mouros e ... "Como
posso querer que meus amigos entendam as coisas loucas que passam pela minha
cabeça, se eu mesmo, não entendo?"
O seu nome está ligado a um dos grupos musicais espanhóis mais internacionalmente conhecidos (já lá vão uns anitos): os Aguaviva, que musicaram alguns poemas de Alberti -- Creemos el hombre nuevo, por exemplo. Ou o seu trecho musical (talvez) mais ouvido: Poetas andaluces, que o Retiro oferece, também em formato mp3 (à volta de 2MB).
Juiz de Fora,27de abril de2003
MariaTherezaNeves
Música: Sonata |
|
|
|