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José Saramago

 

Prêmio Nobel da Literatura 1998

Nasceu na Azinhaga, Golegã, em 1922.

Romancista afirmado a partir de início dos anos 80, escreveu "Levantado do Chão", "Memorial do Convento", "O Ano da Morte de Ricardo Reis", "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", "Ensaio Sobre a Cegeuira", entre outros livros.

Também publica regularmente os "Cadernos de Lanzarote", mistura de diário íntimo com local de desabafos públicos.

É marido de Pilar del Rio e, em 1998, ganhou Prémio Nobel da Literatura.
 
Daqui do nosso Silêncio lhe enviamos sinceros Parabéns!

Como poeta, Saramago não ultrapassou nunca a mediania, mas isso não impediu que alguns textos seus (como «Ouvindo Beethoven» ou «Fala do Velho do Restelo ao Astronauta») tenham sido ricamente musicados e cantados por Manuel Freire, tendo marcado uma época importante da Canção de Intervenção.
 
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Plantei Rosas. Colho Rosas.
 
Delasnieve Daspet
 
Tijolo a tijolo podemos construir
A morada ou a prisão,
Dependendo de nossas escolhas.
 
Para viver o amor
Precisamos observar como atuar,
Pois os caminhos não são fáceis.
 
Embora guarde no olhar os sonhos
E desejos ainda nascituros,
Sempre soube que minha primavera
Não seria eterna,
E que um dia seguiria o inverno.
 
E meu inverno se aproxima.
Trouxe de minhas andanças
Longas noites de espera,
Penas de todas as eras!
 
Não que quisesse facilidades.
Uma vida pela metade,
Já que se morre pelo menos uma vez
Todos os dias.
 
Deixo o que não sou.
As idéias que não são minhas.
Meus medos. Minhas dores.
Minha solidão.
Deixo a palavra não dita
No silêncio que açoita.
 
Grito minhas verdades.
Escrevo meus sentimentos.
Já não me oculto.
Plantei rosas. Colho rosas.
 
Mas já plantei amarguras e colhi saudades.
E doce a boca que beija
No final da primavera!
 
Aprendi que na caminhada
Não estamos sozinhos.
Há uma ordem celestial
Guiando nossos passos.
Olhando-os, meus amigos, enxergo estrelas,
Nas orvalhadas madrugadas de
Nossos corações.
 
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Sonhando acordada
Rosy Beltrão
 
Do sonho ao astral
subindo montanhas
olhando o mar
ao entardecer de verão
o sol a se pôr
lembranças antigas
por demais amigas
trazem ao irreal hoje
a realidade do ontem
buscando rosto conhecido
sentimento confuso
difuso, paradoxal
saudade de alguém
que não sei bem quem
perdida entre ontem, hoje
talvez um amanhã
me encontro em mim
me acho feliz, 
assim como por acaso
sorriso leve,
brisa perpassa, 
vento sopra mais forte
em imaginárias ilusões
coloco os pés no chão
coração arfando e de subito
me assusto 
acordo suando.
perguntando: o que foi de mim?
 

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Romancista, poeta e dramaturgo, autodidacta, José Saramago apenas concluiu estudos secundários, dadas as dificuldades económicas familiares. Desenvolveu um percurso profissional do jornalismo à política, com experiências em serralharia, produção e edição literária, assim como em tradução. Em 1976, foi o desemprego que o levou a dedicar-se à literatura. Publica em 1947 "Terra do Pecado", mas não o inclui na sua extensa obra. Da poesia ao romance, passando pelo conto, crónica, viagem e teatro, é um dos autores portugueses contemporâneos mais conhecido e distinguido internacionalmente. Conta já com diversos prémios.

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Estrada

nessa Estrada Ela corria,
e a chuva Nela escorria;
da dor buscava Ela alforria,
pois que o fim daquela Ela via;
num passo seguro Ela seguia,
um Vulto de silhueta esguia.
Maria, e o Amor que Ela queria.

Moacir et Selena 2003
brilhe a vossa LUZ!

porém a vereda dos justos é uma estrada real (Pv 15:19)

 
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ESCULTURA III
(Otávio Coral)

                                                                            Em terracota

                                                                                   A mulher esculpida

                                                                                        Presa em sua nudez

                                                                                                Nos grita em silêncio

                                                                                                         A dor incomunicável
                                                                                                                 De sua inércia
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Descobriu- se Mulher
 
Roberto Passos do Amaral Pereira.

 
Era uma menina
Sapeca
Levada da breca
Magrinha
Cabelos maria chiquinha
Brincava de boneca
Pulava amarelinha
Cabra- cega.

Com tempo cresceu
Como uma deliciosa fruta
Amadureceu
Num verão
De muito sol e calor
Descobriu o amor
Desabrochou .....

Deixou de ser menina
Tornou-se mulher.

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LANCE PERFEITO
Plínio Sgarbi


Paixão, atração, ação
Agito em conflito
Gemido aflito
Envolvo e te devolvo
Teus dizeres
Meus prazeres

Lance Perfeito
com você me ajeito
na retina luz,
me conduz

Espaço, compasso passo
Arranjo, concerto
Verso certo
Transo, te amasso

Enlaço, laço, traço
Me amarro em teu corpo
Me Levo, te faço
Entrego-me todo
Ao teu tudo...
 
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enquanto jovem

Saramago

Há na memória um rio onde navegam
Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.

Há um bater de remos compassado
No silêncio da lisa madrugada,
Ondas brancas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.

Há um nascer do sol no sítio exacto,
À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.

Há um retrato de água e de quebranto
Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.

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®Rick Steindorfer

Ouço o som distante
o canto d'aurora
a luz do teu semblante
o brilho no bater da hora.

Há um canto depois
quando se expande o prazer
no corpo dos dois
e a terna vontade de viver.

A lágrima vertida
no momento triste
quando vem a partida
deixa meu corpo em riste.

Relaxo, solto tuas pernas
abro meus braços
saio de tuas cavernas
e me entrego aos espaços.

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Decepção

Aquelas fantasias
eram bem melhores
na imaginação...

Tuca

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Carpe diem!

Charles Evaldo Boller

HomePage

"O amor exigente é um processo antigo

de educação com enfoques novos."

(Amor Exigente)

A Rosa da Amizade

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link: Discurso na Academia Sueca

Saramago

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MEUS FILHOS... QUE PENA...

Silvana Duboc
 
 
Não posso entender
queria nem saber
preferia não ver
meus filhos
todos desunidos
lutando
se enfrentando
sangrando
por nada
sem ao menos usar das palavras
aquele meio tão simples que eu criei
e que depois a eles presenteei
 
Bastava pronunciá-las
de maneira sensata
com paciência
com decência
polidamente e com amor
que solucionariam qualquer tipo de dissabor
e não sentiriam nenhuma dor
 
No entanto
eles optaram pelas guerras
com bombas
com mísseis
com morte de milhões de inocentes
 
Que invenção indecente
essa que de mim partiu
o homem...
nem mesmo com o tempo evoluiu
 
Continua sendo aquele ser vertebrado
de raciocínio aniquilado
de coração estragado
tanto quanto no passado
quando na cruz
 permitiu que eu fosse crucificado.
 
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Eu Luminoso Não Sou
Saramago

Eu luminoso não sou. Nem sei que haja
Um poço mais remoto, e habitado
De cegas criaturas, de histórias e assombros.
Se, no fundo poço, que é o mundo
Secreto e intratável das águas interiores,
Uma roda de céu ondulando se alarga,
Digamos que é o mar: como o rápido canto
Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável
O movimento de asas. O musgo é um silêncio,
E as cobras-d\`água dobram rugas no céu,
Enquanto, devagar, as aves se recolhem.
 
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No silêncio negro
Maria Petronilho
 
No silêncio negro da noite
Eles lutam
Passam calados, em fila,
Sofrendo.
No silêncio negro da noite
Eles escrevem
E as paredes brancas
Ficam reflectindo a ânsia
Dos corações subjugados.
No silêncio negro da Situação
Marchamos.
 
 Na degradação total,
Passamos calados
Lutando na noite
 
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Links, conheçam mais José Saramago:

 

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Doutoramentos Condecorações

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Diante...

Cosmo Palasio de Moraes Junior
 

Diante da mão que pede,
peço a Deus que me dê forças para não negar.

Diante da mão que bate,
peço a Deus que me dê forças para não revidar.

Diante da mão que separa,
peço a Deus que me dê forças para sempre saber unir.

Diante da mão que é força,
peço a Deus que me dê forças,
a força que não faz o ferir.

Diante da mão injusta,
peço a Deus que me dê discernimento
para saber dividir.

Diante da mão que mata,
peço a Deus que me dê forças para fazer reviver.

Diante da mão que rouba,
peço a Deus que me dê forças para saber entender.

Diante da mão que aponta,
peço a Deus que me dê forças para saber como julgar.

Diante da mão que condena,
peço a Deus que me dê forças para saber defender.

Diante da mão que se omite,
peço a Deus que me dê forças para ter coragem.

Diante da vida como se mostra,
quero entender a morte como o amanhã
daqueles que souberam viver.

Na ilha por vezes habitada
 

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Saramago
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.

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Angela Lara

Posso te dizer que entre as nuanças da primavera, o cio das flores, a exuberância dos pássaros, o cheiro das manhãs... Orquídeas tão raras e difíceis, tão belas, frágeis... há o teu cheiro que me segue, há tuas mãos que eu seguro, antes de dormir. Há uma inquietação adolescente, de estar por estar contente e uma febre antiga, de te morar sem perceber. Há uma prece em teus lábios que eu recito.  Uma inspiração que me vem do teu, do nosso querer

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SCIENCE-FICTION  I 

Saramago  
  
Talvez o nosso mundo se convexe 
Na matriz positiva doutra esfera. 
  
  
Talvez no interspaço que medeia 
Se permutem secretas migrações.  
  
Talvez a cotovia, quando sobe, 
Outros ninhos procure, ou outro sol. 
  
Talvez a cerva branca do meu sonho 
Do côncavo rebanho se perdesse. 
  
Talvez do eco dum distante canto 
Nascesse a poesia que fazemos. 
  
Talvez só amor seja o que temos, 
Talvez a nossa coroa, o nosso manto.
 

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permuta
líria porto


menino bonito
proponho uma troca
se me queres bem
a ti dou meu branco
o leite da pele
e a mim
tu me entregas
o café destes olhos
que bebo aos goles...

e para selarmos
o nosso acordo
beijo-te a boca
com muito gosto
sempre que quiseres...

eu te amo...

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Romancista, poeta e dramaturgo, autodidacta, José Saramago apenas concluiu estudos secundários, dadas as dificuldades económicas familiares. Desenvolveu um percurso profissional do jornalismo à política, com experiências em serralharia, produção e edição literária, assim como em tradução. Em 1976, foi o desemprego que o levou a dedicar-se à literatura. Publica em 1947 "Terra do Pecado", mas não o inclui na sua extensa obra. Da poesia ao romance, passando pelo conto, crónica, viagem e teatro, é um dos autores portugueses contemporâneos mais conhecido e distinguido internacionalmente. Conta já com diversos prémios.

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Links, conheçam obras de José Saramago:

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Busca
by-Caio Lucas
  Me busque por aí,
quero música,
tempestades de emoções,
era uma espécie de amigo,
enquanto isto...
Outra saudade vai de você.
  Um dia fui encontrado,
se existe amor, que venha,
desnudei tudo,
até os abraços deixei pra lá,
ficou um pequeno espaço,
de certo, para algum amor.
  Quantas verdades carrego,
no peito só vontade de amar,
afastar-me-ei de tudo,
qualquer dia talvez volte,
quando sentir saudades
ou até nunca mais me apaixonar.
 
Quero querer amor,
os carinhos ficaram distantes,
deixei meu coração parado,
tem dias que me sinto criança,
perdi a guarda da minha paixão,
quero um presente da vida, viver.
 Mostre-me outros caminhos,
pertenço a um mundo à parte,
da ternura e do carinho simples,
não sei quanto amor tenho,
talvez o bastante para te buscar,
vem, me tome de paixão.
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POEMA À BOCA FECHADA  
Saramago

  Não direi: 
Que o silêncio me sufoca e amordaça. 
Calado estou, calado ficarei, 
Pois que a língua que falo é de outra raça. 
  
Palavras consumidas se acumulam, 
Se represam, cisterna de águas mortas, 
Ácidas mágoas em limos transformadas, 
Vaza de fundo em que há raízes tortas. 
  
Não direi: 
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem, 
Palavras que não digam quanto sei 
Neste retiro em que me não conhecem. 
  
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas, 
Nem só animais boiam, mortos, medos, 
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam 
No negro poço de onde sobem dedos. 
  
Só direi, 
Crispadamente recolhido e mudo, 
Que quem se cala quando me calei 
Não poderá morrer sem dizer tudo.
 
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Timidez
 
Ao teu olhar eu travo,
 
me embaraço,
 
perco o compasso.
(bel)
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Cansaço

de um tempo pra cá,
as noites se não me chegam
...vivo apenas dias
Dreyf
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Sites , conheçam mais José Saramago:
 
 
 
 
 
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FALA DO VELHO DO RESTELO AO ASTRONAUTA  
Saramago
  
Aqui, na Terra, a fome continua, 
A miséria, o luto, e outra vez a fome.  
  
Acendemos cigarros em fogos de napalme 
E dizemos amor sem saber o que seja. 
Mas fizemos de ti a prova da riqueza, 
E também da pobreza, e da fome outra vez. 
E pusemos em ti sei lá bem que desejo 
De mais alto que nós, e melhor e mais puro. 
  
No jornal, de olhos tensos, soletramos 
As vertigens do espaço e maravilhas: 
Oceanos salgados que circundam 
Ilhas mortas de sede, onde não chove. 
  
Mas o mundo, astronauta, é boa mesa 
Onde come, brincando, só a fome, 
Só a fome, astronauta, só a fome, 
E são brinquedos as bombas de napalme.
 
 
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Site,Jose Saramago:
 
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Espaço Curvo e Finito
Saramago
Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças e ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe, um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
 
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PECADO FATAL
©Sicouza
 
De insanidade deveria
chamar-se o egocententrismo
que por vezes nos assola
provocando reações tão emocionais...

De tudo que não dissestes,
nos gestos deixados pra trás,
nasceu o sentimento de abandono
que teu modo de ser me faz

Será mesmo egoísmo
querer-te única no meu caminho,
aquecendo-me a alma,
alisando os espinhos?

Ah, como eu queria
que tuas palavras, todas,
fossem pra mim e
assim talvez não brotasse
este sentimento ruim!

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José Saramago , um prémio Nobel levantado do chão :

uma escrita de subversão na subversão da escrita.

LUÍS MIGUEL OLIVEIRA CARDOSO *

http://www.ipv.pt/millenium/pers12_sar.htm

 
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uma Escala como Escada

MariaTherezaNeves

                                               d a

                                      c a

Uma e s c a l a   como      e s

 

1 degrau 1 nota

imaginação crescente

o vento criando formas

so        pran    do       melodias

 

 

O prazer invade

não mede

p     e   r     c     o      r     r    e

registra emoções

desenha sorrisos

te clan do   em lágrimas

insinuando carícias

ou beijos ardentes

 

 

                                                                                    d a

                                     c a

Uma e s c a l a   como      e s

1 degrau 1 nota

compondo sinfonias

vestindo cores almas.

 

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BEETHOVEN  ... dizem se espelhar no José Saramago mas adorariam se conseguissem ... desse teste, eu cresci ouvindo meu pai dizer: "

Juiz de Fora, 08 de abril de 2003
Maria Thereza Neves

Música: Sonata

 
 

 


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