HojeAconteceuLunasPAZ
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Vinicius de Moraes

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Poeta e compositor
brasileiro, Marcus Vinicius de Melo Moraes (Gávea, Guanabara 19.10.1913
- Rio de Janeiro 9.7.1980) formou-se em Direito em 1933. Frequentou a
Universidade de Oxford, em 1938, como bolseiro. |
AGORA É CINZAS?
(Carvalho
Branco)
Cuícas, tamborins, pandeiros,
atabaques, surdos e apitos...
silenciaram-se as vozes de damas e cavalheiros...
palhaços, pierrôs e colombinas, fantasias e ritos...
foram-se as alegrias... ficaram-se os conflitos...
E ainda há quem diga
que, após tanta orgia e fadiga,
é tempo de se cremar tristezas!...
Talvez estejam certos!...
talvez por isso exista
os que buscam manter acesas
as fogueiras do mundo,
os canhões abertos
retumbando fundo...
Talvez seja essa a grande cremação!...
Enquanto nós em território brasileiro,
nós aqui do Rio de Janeiro
-a Cidade da Música,
povo do samba-canção,
aproveitando da carioca acústica,
gritamos ao Universo,
cantamos em prosa e verso
o Amor e dele, sua melhor versão:
a PAZ!...
Tristezas nunca mais!...
Que o cinza dê lugar à brancura,
que se cubram os governos de ternura,
que estes sejam tempos de fraternidade,
amor e tranqüilidade!...
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Paladar I
Quem dera,
eu fosse falante e doce... pra lhe agradar. É pena, sou calada e salgada... mas pode provar. Lenise Resende
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Paladar II
Se eu fosse homem, queria ser doce, daquele não muito doce. E quando mordido fosse lhe causasse tal surpresa que a deixasse sempre presa ao doce, nem muito doce. Lenise Resende
Abram
Alas |
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Fascinação
Dayse Maria
Revirando velhos papéis,
a procura de sensações,
que somente ao teu lado vivia,
deparei com poesias inacabadas,
interrompidas em vírgulas e
reticências, como nossas vidas,
e ao encontro destas palavras,
todo o silêncio que em mim guardava,
aflorou como cantiga, doce,
embriagadora,
e à luz do luar, bailei,
rodopiando pelo quarto,
sentindo tuas mãos enlaçar-me a
cintura,
como nos tempos em que nos amamos
trocando juras com a eternidade.
E teus beijos ardentes,
sempre memória,
umedeceram meus lábios,
ressequidos pela solidão...
Tantas juras de amor,
flutuando entre as estrelas,
nas camas do céu,
testemunha do nosso amor...
E veio a saudade,
de tempos que não mais marquei,
onde com a lua troquei,
meu olhar pela sua luz,
somente para iluminar tuas noites,
fosse em qualquer lugar,
onde do infinito eu resgatasse,
toda a beleza do teu olhar...
Sim, é fascinação te amar assim,
perdida,
contida,
entre o silêncio,
e os nossos sonhos de amor.
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Hoje... Myriam Peres hoje não quero rimar nem me preocupar quero escrever ao correr da pena sentir que nada é nada quando nada se tem para oferecer e rio da madrugada dos recantos escorregadios que um dia rastejei por ti e ouço ainda seus esgares rouquenhos de desfaçatez cínica agora passo sem querer e com muita indiferença que tu saberás sentir nem virando minha estrada passo erguida sem temores e as lembranças perdidas nos atalhos escurecidos sem sentidos... e nessas ciladas surgidas pelas trilhas da vida recolho-me e me enrosco na solidão e adormeço sem nada querer...
'Quando o silêncio e a saudade te calar,
lembre-se do amor que deixei em você.''
Caio Lucas
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A mar
(Lhenrique Mignone)
Por muitas vezes diante de ti eu me detenho extasiado,
Como defronte ao corpo da mulher amada adormecida,
Em decúbito, com seus cabelos em ondas espraiados,
Areias alvas que refulgem em meu leito, praia da vida.
Sob a aparência de ambas superfícies, em ondas calmas,
Doce enlevo, eriçadas pelos ventos da vida constantes,
Escondem-se tesouros infindos, essência de tuas almas,
em cuja busca mergulho, de minha vida a cada instante.
E se em teu ventre me lanço, infante, cada vez mais fundo,
Tu me acolhes e me envolves em teu manto aminiomântico
Despertando tempestades incontidas nos seguintes segundos.
Paz infinda que encontro no depois, colo que não canso de buscar,
Repouso do guerreiro, musa inspiradora para poemas românticos,
Mar... és amor... és mulher... la mér... amar... és
A MAR.
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Viver em Bagdad |
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u
r n a
Plínio
Sgarbi
determinada
ardil
a mente
fluente
aos vãos grilhões
fecundar
os artifícios
que
alimentam
os vícios
interesses
que
interpretam a ação
cegando a
justiça
ao
seu bem formal
ao mal
fosso a nação
como causa
orçamentária
carente
conta
minada
ao propósito
depende
ao dente
morder e
sentir
o veneno
que o sufrágio
traz
demarcado
ao passo
a passo
em
passadas largas
nos cartórios
estreitas
intenções
territoriais
alimentada
no lixo
que a urna
faz
em geral
lógica
ótica
mercantil
nas
prensagens editoriais
DESAFIOS.
Cristina Pilan Oliveira.
Meus pés cansados, guiavam apenas minha
mente...
Dormi entre serpentes.
Andei no meio de feras.
Respirei o ar frio do mais alto monte.
Pés descalços por todo deserto.
Até o cume grande pirâmide.
A pele acostumada às espetadas da adaga.
Mãos calejadas, domaram os cavalos mais indóceis.
O corpo acostumado a tantos desafios e
sofrimentos.
Mas o coração não dava descanso.
Pedia com urgência...
Por mais martírios que eu enfrentasse.
Por mais abismos que eu cruzasse.
Tantas provas para esconder um
sentimento...
Do frio dos pólos, à solidão do
deserto.
Meu maior desejo...
Desbravar todo território de seu corpo.
Desvendar os mistérios de seu olhar.
Ocultar-me sob o manto da sua pele.
Mergulhar na sua paz.
Penetrar no paraíso de seu coração...
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capital
noturna
líria
porto
a lua caiu do céu
e os cacos
são as luzes da
cidade
luzes brancas
amarelas
talvez lembranças
do sol
o firmamento ao chão
e lá do alto
estrelas derramam
luz
apreciam-se ao
espelho
nesta noite
inigualável
que em cascata
enlaça-nos
os astros
belo
horizonte
lantejoulas
brilhos
vidrilhos
e eu...
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Meu Macho Rosa Pena
Tem que ter jeito de menino macho moleque bastante travesso me virar por inteira do avesso mandar em mim, eu obedeço!
desde que realize minhas fantasias quero ele por vezes, frágil mas sempre muito ágil nos sussuros, hábil !
num toque me dar tesão no meu corpo fazer exploração domar meu coração .
dar beijos que enlouquecem braços de guerreiro apertos desatinados que entorpecem devolvo tudo com sorriso faceiro . ..
jurando que sou a primeira !
estar sempre no cio. |
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Tenacidade Sob a mágoa da vida existe, ainda, a vontade de acertar. Tuca - fev.03
ABANDONO
Josemir Tadeu
A sensação do abandono,
talvez seja o que mais
inquieta,
os sentimentos corajosos.
Ter que se deixar levar,
a deus dará,
numa superfície onde nem
tudo
se apresenta cristalino,
soa que nem desatino,
de um mal assumido destino,
que nem se iniciou,
e por isso não tem razão
de findar.
A sensação de estar só,
impinge-nos uma malfadada
situação,
que nos orienta a ter que
tomar uma decisão,
nem sempre acertada.
Como quando chegamos nas
curvas das estradas,
onde elas se bifurcam,
sem sabermos qual o rumo a
tomar.
Sui generis,
são esses pobres seres
viventes,
que afirmam que não sentem,
um arrepio sequer,
quando próximos da solidão.
Não existe em verdade,
qualquer corpo que não
sinta.
Qualquer alma que não
sofra.
Qualquer mente que não faça
um mea culpa.
Todos nós seres humanos,
tememos várias coisas,
dentre elas inserido está,
o desditoso abandono,
que é um passo certo para a
solidão.
Josemir (ao longo...
CARNAVAL
Lílian Maial Tu és minha fantasia de lamê dourado E em tua pele costurei meus sonhos De fazer amor contigo, de camarote, Ao ritmo de surdos e tamborins. Suores, bocas, mãos, Um enredo sem perdão. Um desfile de campeão. Trago o estandarte das dores De sofridos amores, De buscas e agonias. No repique, os meus ais em teus braços. Na cuíca, meus gemidos e estardalhaços. Na tua cadência, minha harmonia. As marcas nos lençóis são nossas alegorias E nada poderá ser reaproveitado. Quero ser tua comissão de frente, Tua evolução, tua apoteose. Quero só chamar tua atenção, Despir a musa no chão, Cantar tuas neuroses. Sou foliã em tua concentração, Esquento teus instrumentos À medida que me dominas. Subo em teu carro alegórico Sambo na tua avenida, Entre confetes e serpentinas. Sou tua porta-bandeira do amor E tu, meu mestre-sala, Em evoluções frenéticas e vigor, Embalas os espaços entre as alas. E nosso desfile termina – Apenas alguns minutos – E como sonho de sambista, Tudo se reconquista: No próximo ano estaremos juntos.
Temporal
Aquele barulho não era chuva,
apenas eu
desabando em mim.
(bel)
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CONVITE PRO CARNAVAL
LianeNiremberg
E chegou o carnaval
Aquele da pura alegria
Da magia pueril
Dos brincares soltos e leves
Salões ingênuas lembranças
Blocos desfilando na rua
Banho de mar crianças
Brincadeiras em crepom...
Vem pular junto comigo
Resgatar essa saudade
Que arde dentro do peito
Sabe lá todos juntos
Nesse baile assim lembrança
Deixemos por alguns instantes
Que nos envolva em aroma
Algo tão meio distante
A festa que ainda existe
Na emoção de cada um
Pula e brinca acanhada
Hoje já não tão festejada
Fantasia não acompanhou...
Vem pular junto então
Sem máscaras sem disfarces
Apenas com o coração...
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Imagens
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Bandeira Branca
recordar o Bogart em Casablanca;
ler, sem parar, Florbela Espanca;
quebrar, em Las Vegas, a banca;
trocar o ferrolho por uma tranca;
ouvir Endrigo cantar Rosa Bianca;
usar sereia no lugar da carranca;
vindo a polícia... bandeira branca!
Moacir et Selena 2003
brilhe a vossa LUZ!Meu Cristo Chorou(Neli Neto)Meu Cristo Redentor chorou
envolto pela penumbra
na calada da noite...
como cúmplice silencioso
mero espectador
de uma noite de horror.Patria do PoetaMarisa CajadoCom certeza este mundo existeO mundo encantado do poetaOnde a vida canta em serestaE nada há lá, que seja triste.Na via láctea se estende o caminhoCoberto de pedras estelares.Com perfume a se espalhar nos aresDe flores siderais compondo ninho.Não se consegue explicar do brilhoNos tons luminosos espalhadosE do amor dos pares enlaçadosCaminhando felizes em seus trilhos.Se o povo amargo perdido na ilusãoDa posse efêmera e passageiraTivesse ao menos a visão ligeiraDesta pátria, não sofria não.sonhos e loucuras
sonhos e loucurasna toca obscurariscos nas sombras de boca com bocacorpos ondulaminstintos cheios de saboramor
sonhos e loucurasna toca obscuraum gozo abismode carnes que gememenroscando como serpentesinferno ou paraisoperfume e melodiaamorsonhos e loucurasna toca obscuraem chamasabrindo como flortodas as portas, janelascortinas do amorMariaTherezaNeves
Soneto do Maior AmorVinicius de Moraes Maior amor nem mais estranho existe E que só fica em paz se lhe resiste Louco amor meu que quando toca, fere Fiel à sua lei de cada instante |
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Grupo Lunas http://www.lunaeamigos.com.br/grupo/quemsomos.htm Assim, estamos procurando
promover, reaproximar, reintegrar o que existe num processo contínuo entre
passado e o futuro. E o futuro também é
motivado pela criação isolada de SONHADORES - Delasnieve
Miranda Daspet de Souza JF, 26/02/2003 MariaTherezaNeves |
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